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O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

Porquê? É que nas primeiras eleições a "casa do povo" esteve equilibrada, mas a oposição vem perdendo assentos desde as eleições de 1999, aliás, esta legislatura será a segunda menos equilibrada na história do país, desde o de 2009.

Criado multipartidarismo pela Constituição de 1990, quatro anos depois, isso em 1994, os moçambicanos foram chamados as urnas para decidir quem iria governar e formar o 1º parlamento da história do país.

Mais de seis milhões de eleitores foram recenseados naquele ano (1994), e os que votaram colocaram a "casa do povo" equilibrada, com ligeira vantagem para a Frelimo que colocou 129 deputados, contra 112 da Renamo e nove da União Democrática.

Nas eleições seguintes, em 1999, extingue-se a União Democrática, por não ter conseguido votos suficientes para continuar no parlamento e seus assentos na Assembleia da República são praticamente divididos entre a Frelimo que fica com quatro passando a ter 133, e a Renamo que conquista cinco e passa a ter 117 assentos, reafirmando seu estatuto de principal partido da oposição.

Se em 1999, a Renamo tinha conseguido eleger 117 deputados, em 2004, na terceira derrota também de Afonso Dlhakhama, só elegeu 90 deputados, num ano em que a Frelimo obteve 160 assentos.

A Renamo não mais colocou 100 deputados no parlamento, e com o surgimento e afirmação do MDM em 2009 como terceira força política, a perdiz voltou a enfraquecer-se no parlamento.

Recuou para 51 deputados, assistiu o MDM a conquistar oito assentos e viu a Frelimo a fortalecer sua presença na casa do povo com 191 assentos parlamentares.

Aliás, foi este o ano em que o partido no poder conseguiu mais deputados em toda a sua história.  
As eleições de 2014 mostraram uma tendência de equilíbrio no parlamento, com a Renamo a sair dos 51 para os 89 acentos, a Frelimo a reduzir de 191 para 144 deputados, e o MDM a subir dos oito para 17 deputados.

Para a próxima legislatura, eleita ano passado, a Renamo reduziu para 60 mandatários do povo, enquanto a Frelimo fez história ao conseguir desde as primeiras eleições, o segundo maior número de deputados para os próximos cinco anos.

São 184 parlamentares, mais 50 que o número da legislatura que está a terminar, onde tinha 144.

O MDM teve, nestas últimas eleições, a sua primeira queda. Recuou de 17 deputados que tinha na legislatura anterior para seis, um número inferior até em relação a sua primeira presença no Parlamento em 2009, quando tinha oito deputados.

 

A caminho da nona legislatura, o “O País” assume o papel jornalístico de “formar” e explica tudo mais um pouco sobre a Assembleia República.

A primeira legislatura do parlamento, na sua versão multipartidária, inaugurou em 1994 como após as primeiras eleições gerais multipartidárias na história do país. Estava situado no actual endereço (avenida 24 de Julho), mas viria a mudar de instalações para o Clube Militar, em 1999, para lugar a edificação da actul Assembleia da República, tendo retornado nos finais da segunda legislatura.

O parlamento é constituído por uma única Câmara, designada Assembleia da República. Segundo o artigo 168 da Constituição da República: “Assembleia da República é o mais alto órgão legislativo na República de Moçambique e determina as normas que regem o funcionamento do Estado e a vida económica e social através de leis e deliberações de carácter genérico”.

A cada legislatura 250 pessoas eleitas em nome de partidos políticos sentam-se na sala plenária como representantes do povo. O artigo 169 da Constituição explica que “os membros ou simplesmente a Assembleia da República é eleita por sufrágio Universal, directo, igual, pessoal, secreto e periódico. O deputado da Assembleia da República representa todo o país e não apenas o círculo eleitoral pelo qual é eleito, defende o interesse nacional e obedece aos ditames da sua consciência”.

A cada cinco anos há uma nova legislatura. Nos termos do artigo 184 da Constituição da República, “a legislatura é o início de Funções da Assembleia da República após à sua Investidura, terminando com a primeira sessão da nova Assembleia eleita. Uma legislatura tem a duração de cinco anos”.

E como funciona o parlamento? O artigo 16 da Lei Orgânica da Assembleia da República explica que “a Assembleia da República, no desempenho das suas funções, além do apoio das bancadas parlamentares, funciona em sessões plenárias e em Comissões de Trabalho. Funcionam nove Comissões de Trabalho, sendo designadas de 1ª, 2ª …até 9ª Comissão.

Em termos nominais, temos as seguintes comissões:
“1ª – Comissão: Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade;
2ª – Comissão: Comissão do Plano e Orçamento;
3ª – Comissão: Comissão dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social;
4ª – Comissão: Comissão da Administração Pública e Poder Local;
5ª – Comissão: Comissão de Agricultura, Economia e Ambiente;
6ª – Comissão: Comissão de Defesa e Ordem Pública;
7ª – Comissão: Comissão de Relações Internacionais, Cooperação e Comunicações;
8ª – Comissão: Comissão de Petições, Queixas e Reclamações;
9ª – Comissão: Comissão de Ética”.

A Assembleia da República reúne-se, ordinariamente duas vezes por ano e, extraordinariamente, sempre que a sua convocação for requerida pela Presidente da Assembleia da República, pela Comissão Permanente ou, pelo menos, por um terço do Deputados.

 

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, convocou hoje, a primeira sessão da Assembleia da República para o dia 13 de Janeiro corrente.

Na agenda estão dois pontos, nomeadamente, Investidura dos Deputados da Assembleia da República e Eleição do Presidente da Assembleia da República. A sessão inicia às 9 horas.

A informação foi tornada pública hoje através de um comunicado de imprensa emitido pelo Gabinete de Imprensa da Presidência da República. A convocação é feita com base na Constituição da República.

 

 

O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, diz que o grupo armado que tem atacado civis e autocarros nas províncias de Manica e Sofala é uma criação do partido Frelimo. Momade falava hoje durante uma conferência de imprensa de balanço do ano 2019.

Há quatro meses que as províncias de Manica e Sofala, na região Centro do país, têm sido palco de ataques protagonizados por homens armados. Os supostos guerrilheiros escondem-se nas matas e têm como principais alvos viaturas que transportam civis.

Nesta segunda-feira, a Renamo convidou a jornalistas para fazer o balanço do ano marcado por essas incidências. O líder máximo do partido, Ossufo Momade, voltou a distanciar-se dos ataques e afirmou que o grupo dos atacantes é uma criação da Frelimo.

Em relação aos ataques armados que ocorrem em Cabo Delgado há pouco mais de dois anos, Ossufo Momade, acusou o Governo de nada estar a fazer para evitar as mortes.
No capítulo últimas eleições gerais, validadas pelo Conselho Constitucional, a Renamo voltou a negar os resultados, alegadamente, por não terem sido justos e transparentes.

Porque o norte do país é assolado nos últimos dias por chuvas fortes que têm causado danos materiais e desalojadas famílias, o partido da perdiz manifestou a sua solidariedade para com as vítimas.

 

A Frelimo considera que a Renamo está a fazer entretenimento de fim de ano, pelas suas declarações. O porta-voz do partido, Caifadine Manasse, desvaloriza todas as acusações feitas por Ossufo Momade.

Caifadine Manasse diz que a Frelimo está comprometida com a paz efectiva e que o partido do batuque e maçaroca vai continuar concentrado nesse objectivo.

Reagindo ainda aos pronunciamentos do presidente da Renamo, o porta-voz da Frelimo referiu, ainda, que o partido tem acompanhado com preocupação os ataques armados na província de Cabo Delgado, sendo que encoraja as Forças de Defesa e Segurança a continuar na luta contra os malfeitores.

 

Fez as malas há 12 meses. O plano era passar a transição do ano algures na “cidade do futuro”, mas o futuro reservara-lhe (até agora) um ano na prisão. Fez apenas 600 dos cerca de 11 200 quilómetros que separam Moçambique de Dubai. A transição 2019-2010 será passada em uma cela.

Foi numa data como hoje, 29 de Dezembro, que Manuel Chang foi detido no Aeroporto Internacional Oliver Thambo, em Joanesburgo, África do Sul, quando pretendia viajar para Dubai. A detenção aconteceu no âmbito de um mandato de captura emitido pela justiça dos Estados Unidos da América (EUA), que acusa o ex-ministro das Finanças de envolvimento em casos de crimes financeiros, relacionados às dívidas ocultas de 2.2. biliões de dólares.

A notícia surpreendeu a todos, afinal era a primeira vez que um governante moçambicano era preso no estrangeiro. Dia seguinte, 30 de Dezembro agendou-se a primeira audição do caso. Os nervos estavam a flor da pele, incluindo por parte dos advogados sul-africanos que defendem o ex-ministro.

Tribunal de Kempton Park deixou de ser um nome estranho para os moçambicanos. Aconteceu naquele local, em primeira instância, a análise do processo de extradição. Primeiro com um único pedido americano e a partir de meados do mês de JANEIRO com um pedido concorrente de Moçambique. Ainda em Janeiro, a defesa de Manuel Chang pedia a libertação condicional de Manuel Chang mediante pagamento de caução, enquanto em Moçambique o Tribunal Supremo pedia a Assembleia da República o levantamento da imunidade do ex-governante.

Em Fevereiro foi rejeitado o pedido de liberdade provisória, tendo a justiça sul-africana justificado a existência de um grande risco de fuga. De Fevereiro em diante seguiram-se sucessivos adiamentos ao anúncio da decisão em resultado de recorrentes novos pedidos por parte dos advogados que defendem Chang.

Em Março, Manuel Chang manifesta o desejo que fosse o Ministro da Justiça, Michael Mashuta a decidir sobre o seu futuro, alegando que o juiz Wiliam Schutte não tinha competência para o efeito. Na mesma altura na capital moçambicana, Maputo, eram acusados 20 arguidos acusados de envolvimento no mesmo esquema das dívidas ocultas. Para Manuel Chang e mais três arguidos foi aberto um processo autónomo.

Finalmente em Abril, o Tribunal de Kempton Park decide e anuncia que há condições para a extradição do ex-ministro das Finanças e deputado da Assembleia da República para Moçambique e para os Estados Unidos da América e que a decisão final estaria nas mãos do Ministro da Justiça e Serviços Correcionais.

E o Ministro Michael Mashuta toma a sua decisão depois de mais de um mês e no último dia do seu mandato. A 21 de Maio, decreta que Chang seria extraditado para Moçambique, tendo pesado para decisão o facto de o ex-ministro ser cidadão moçambicano, os crimes terem sido cometidos em Moçambique e a dívida afectar o país.

A burocracia da extradição até chegou a iniciar mas o processo sofre uma reviravolta dois meses depois, em Julho, quando a sociedade civil moçambicana contestou a decisão e o novo ministro da Justiça, Ronald Lamola manda rever a decisão do seu sucessor, afirmando ter violado a lei a ignorar a imunidade de Manuel Chang como deputado.

A batalha judicial sofre um interregno de três meses e regressa em Outubro, um dia depois das eleições em Moçambique. Desde essa altura as partes esgrimem argumentos no Tribunal Superior da África do Sul, divisão de Gauteng, em Joanesburgo. Nesta fase, além dos advogados de Manuel Chang e o Ministério Público Sul-Africana, haviam mais três partes no processo, nomeadamente os advogados do Ministro Lamola, a fundação Helez Suzman e os advogados da Mabunda Incorporated, contratados pelo Estado moçambicano para defender o ex-ministro.

Em Novembro, o Tribunal Superior repete a decisão tomada pelo Tribunal de Kempton Park e redetermina que Chang é extraditável para Moçambique e Estados Unidos. Aliás, nos Estados Unidos, sobre o mesmo processo decorria o julgamento do caso, tendo o libanês Jean Boustani como réu no processo em que Manuel Chang também é acusado.

Das revelações feitas pelo Departamento de Justiça americano em sede do Tribunal de Brooklyn nos Estados Unidos ficou-se a saber que Manuel Chang terá reunido com Boustani antes de 2013, recusando o modelo de financiamento que o libanês propunha e apresentado uma contraproposta segundo o qual o pagamento das dívidas devia ser feito em 20 anos, com cinco anos de período de graça. Mas após a suposta aprovação do projecto pelo então Presidente da República, Armando Guebuza, Manuel Chang terá assinado as garantias de endividamento.

As provas rastreadas pelo FBI indicam que o chamado Chopstick terá recebido cinco dos sete milhões que lhe haviam sido prometidos. Queria abrir um banco e financiar a sua campanha para deputado da Assembleia da República.

De volta a África do Sul, mais recentemente o Tribunal Superior negou autorizar Moçambique a recorrer a decisão que anulou a extradição para Maputo. Janeiro de 2020 deverá ser mês de mais um capítulo desta novela pois os advogados do Estado moçambicano pretendem agora recorrer ao Tribunal de Apelação de Bloemfontein para impedir que seja o ministro Lamola a decidir o caso. Em caso de insucesso há ainda espaço para recurso no Tribunal Constitucional.

 

A Procuradora-geral da República diz que não encontrou elementos suficientes para instaurar processo-crime contra funcionários da CNE e do STAE no caso do recenseamento em Gaza. A conclusão do Ministério Público consta do Acórdão 25/CC/2019 através do qual o Conselho Constitucional validou e proclamou os resultados das Eleições Gerais de 15 de Outubro último.
 
Sobre a polémica dos 300 mil eleitores fantasmas, o documento informa que a Renamo submeteu ao Ministério Público uma queixa-crime contra os membros da CNE que aprovaram os dados do recenseamento eleitoral 2019 e formulou um pedido de auditoria externa independente no processo de recenseamento.

Quanto a estes pedidos, a Procuradoria-geral da República disse em resposta ao Conselho Constitucional que depois de analisar as denúncias e os documentos que a Renamo juntou “optou, antes de enveredar pelo procedimento criminal, realizar um inquérito”.

Diz ainda o Ministério Público que durante o inquérito “recolheram-se indícios suficientes de prática de actos que podem ter contribuído para as discrepâncias existentes entre os dados do Recenseamento Geral da População e os do Recenseamento Eleitoral na província de Gaza”.

Assim a Procuradoria-geral da República concluiu “não existirem neste momento elementos suficientes para se desencadear criminal contra algum ou alguns funcionários da CNE e nem do STAE, porém, os dados do recenseamento geral da população e os do recenseamento eleitoral na província de Gaza estão a ser averiguados por especialistas na matéria”. Quanto ao assunto o Conselho Constitucional tomou o seguinte posicionamento: “quanto aos três pedidos submetidos ao Ministério Público, o Conselho Constitucional entende que esta matéria está devidamente remetida ao órgão constitucional e legalmente competente para o seu tratamento jurídico” – lê-se no acórdão.

Lembre-se que ainda em Setembro, a nova Presidente do INE, Elisa Mônica garantiu para este mês de Dezembro a divulgação dos resultados de um trabalho de reverificação de todas as etapas do processo.

 

 

 

 

O antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, condena os ataques contra civis na zona centro e norte do país e diz ser tarefa de todos os moçambicanos trabalhar na busca de soluções. Já o primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário diz não haver desenvolvimento sem paz no país.

Aumentam os ataques armados contra viaturas civis no centro do país. Na última terça-feira, mais três viaturas foram incendiadas ao longo da estrada nacional número um. Porque os ataques são atribuídos a Renamo, o antigo presidente da República Joaquim Chissano apela união entre os moçambicanos para busca de uma paz definitiva.

Chissano diz que ataques em Cabo Delgado constituem outra preocupação que deve merecer atenção dos moçambicanos, embora reconheça que a solução não será nada fácil.

Já o primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, considera que não haverá desenvolvimento no país e, em particular na província de Cabo Delgado, sem a paz.

Os ataques armados nas zonas centro e norte do país tem criado luto nas famílias moçambicanas e provocado danos avultados. Lembre-se que esta quarta-feira o ministro do interior Basílio Monteiro veio ao público dizer que os ataques de Chibabava em Sofala não resultaram em mortos.

 

 

 

 

O Governo dos Estados Unidos da América (,EUA) manifestou a sua disponibilidade em continuar a trabalhar com o Presidente Nyusi, ao iniciar o seu novo mandato no cargo, assim como com o povo moçambicano, na busca da estabilidade, desenvolvimento económico e prosperidade acrescida.

Num comunicado divulgado pelo Departamento do Estado para Assuntos Africanos, os EUA felicitam o Governo e o povo moçambicano pela sua participação nas eleições gerais realizadas no dia 15 de Outubro de 2019, e reconhecem os resultados proclamados pelo Conselho Constitucional, a 23 de Dezembro de 2019.

“Os próximos cinco anos prometem ser transformadores para Moçambique".

O desafio que se coloca é assegurar que essa transformação beneficie a todos os moçambicanos. O alcance desse objectivo partilhado exigirá a consolidação da paz concretizado a 6 de Agosto, implementação de reformas que promovam a transparência, e assegurar que todos os intervenientes estejam representados e exerçam plenamente o seu papel na democracia moçambicana”, sustenta o Departamento do Estado

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