Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Chapo manifesta solidariedade ao Nepal após cheias devastadoras

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de solidariedade ao seu homólogo da República Democrática Federal do Nepal, Ram Chandra Paudel, na sequência das cheias devastadoras que atingiram, a 26 de Agosto, a região de Rasuwa. A tragédia provocou a morte de centenas de pessoas, deixou um número

São ao todo 60 assentos para a Assembleia Municipal de Inhambane, sendo 54 para Frelimo e 6 para a Renamo.

Um a um, os membros da Assembleia Provincial assinaram o termo de posse, passando a representar a população de Inhambane neste órgão de tomada de decisão.

Os recém empossados dizem que levam para mesa daquele órgão vários assuntos que preocupam a população.

Ainda nesta sexta-feira teve ligar a primeira sessão da Assembleia Municipal que elegeu Eduardo Mussanhane para Presidente do órgão, Acissa Aly Bay continua como primeira vice-presidente e Daniel Machamale assume o posto de segundo vice presidente.

No mandato passado, a Assembleia Provincial de Inhambane tinha 70 assentos, mais 10 da presente legislatura.

 

 

Já são conhecidos os membros do novo Governo de Filipe Nyusi. O Presidente da República nomeou, através de Despacho Presidencial, Carlos Agostinho do Rosário, para o cargo de Primeiro-Ministro.

Num comunicado enviado à nossa Redacção, esta noite, a Presidência adianta que em outros Despachos separados, o Chefe do Estado nomeou os seguintes Ministros: Adriano Afonso Maleiane, para o cargo de Ministro da Economia e Finanças; Carmelita Rita Namashulua, para o cargo de Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano; Helena Mateus Kida, para o cargo de Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos; Ernesto Max Elias Tonela, para o cargo de Ministro dos Recursos Minerais e Energia; Carlos Alberto Fortes Mesquita, para o cargo de Ministro da Indústria e Comércio; Celso Ismael Correia, para o cargo de Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural; João Osvaldo Machatine, para o cargo de Ministro das Obras Públicas e Recursos Hídricos; Verónica Nataniel Macamo Dlhovo, para o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação; Margarida Adamugy Talapa, para o cargo de Ministro do Trabalho, Emprego e Segurança Social; Jaime Bessa Neto, para o cargo de Ministro da Defesa Nacional; Amade Miquidade; para o cargo de Ministro do Interior; Armindo Daniel Tiago, para o cargo de Ministro da Saúde; Augusta de Fátima Charifo Maita, para o cargo de Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas; Gabriel Ismael Salimo, para o cargo de Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional; Ivete Maibase, para o cargo de Ministro da Terra e Ambiente, Janfar Abdulai, para o cargo de Ministro dos Transportes e Comunicações e Eldevina Materula, para o cargo de Ministro da Cultura e Turismo.  

A divulgação dos nomes dos ministros que passam a formar o novo Governo acontece dois dias depois da investidura de Filipe Nyusi como Presidente da República de Moçambique.

Com efeito, Filipe Nyusi determinou a extinção dos seguintes Ministérios: Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural; e Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar. Através do mesmo dispositivo legal, o Chefe do Estado moçambicano criou os seguintes Ministérios: Ministério da Terra e Ambiente; e Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural.

As competências, funções, meios humanos, materiais e financeiros do sector do Desenvolvimento Rural transitam para o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural. As atribuições e competências dos novos ministérios serão definidas em Decretos Presidenciais específicos.

As entradas e saídas

Entradas

Ivete Maibase – Ministra da Terra e Ambiente.

Gabriel Ismael Salimo – Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional

Augusta de Fátima Charifo Maita – Ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas

Janfar Abdulai – Ministro dos Transportes e Comunicações

Armindo Daniel Tiago – Ministro da Saúde

Margarida Adamugy Talapa – Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social

Verónica Nataniel Macamo Dlhovo – Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

Eldevina Materula – Ministra da Cultura e Turismo 

 

SAÍDAS

Conceita Sortane – Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano

Jorge Nhambiu – Ministério da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional

José Pacheco – Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação

Silva Dunduro – Ministério da Cultura e Turismo

Eusébio Lambo Gondiwa – Ministério dos Combatentes

Higino Francisco de Marrule – Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar

Rangendra Berta de Sousa – Ministério da Indústria e Comércio

Joaquim Veríssimo – Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos

Atanásio Mtumuke – Ministério da Defesa Nacional

Adelaide Amurane – Ministra na Presidência para Assuntos da Casa Civil

Agostinho Mondlane – Ministério do Mar, Águas Interiores e Pescas

Nazira Abdula – Ministério da Saúde

Cidália Chaúque – Ministério do Género, Criança e Accão Social

Janete Nyelete Mondlane – Ministério da Juventude e Desportos

Vitória Dias Diogo – Ministério de Trabalho, Emprego e Segurança Social

Basílio Monteiro – Ministério do Interior

O Presidente da República, Filipe Nyusi, diz que pode ainda hoje fazer alguns despachos de nomeações de membros do seu Governo. Nyusi falava esta manhã depois de participar de um jogo de golfe enquadrado no torneio presidencial daquela modalidade.

Depois da azáfama da sua investidura e da natural pressão que poderá estar por detrás da montagem da sua equipa governamental, Filipe Nyusi tirou a manhã desta quinta-feira para jogar Golfe na companhia da Presidente do Conselho Constitucional e alguns antigos membros do seu Governo.

O momento serviu para fazer o lançamento do torneio presidencial do Golfe que decorre em Maputo com participação de jogadores provenientes de vários países do mundo. Nyusi assumiu que o momento serviu para descontrair e inspirar-se para a missão que se segue.

Mas este é igualmente uma oportunidade para massificar  a prática do Golfe no país e do desporto no geral.

O Chefe de Estado deixou a promessa de que durante o presente ciclo de governação vai ajudar o desporto e a cultura a tornarem-se sustentáveis.

Nyusi terminou apelando a todos moçambicanos a praticarem algum tipo de desporto pela saúde física e mental.

 

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi nomeou hoje, através de Despacho Presidencial Manuel José Gonçalves para o cargo de Chefe do Protocolo do Estado, lê-se no comunicado enviado ao “O País”.

Segundo o comunicado da Presidência da República enviado para “O País”, Filipe Nyusi nomeou em despacho presidencial separado Renízia Cristina Francisco Cakhongue para o cargo de Directora do Gabinete da Presidência da República.

 

Dentro de mais ou menos duas horas, na Praça da Independência, na cidade de Maputo, vai iniciar a cerimónia de investidura do Presidente da República. Entretanto, enquanto aguarda-se pelo grande momento, algumas pessoas já começaram a chegar ao local do evento. Duas delas são Ismael Mussa e Ernesto Macuácua. Os académicos esperam que no mandato prestes a iniciar sejam resolvidas questões relacionadas aos ataques no Centro e no Norte do país.

O primeiro a intervir foi Ismael Mussa, quem entende que os assaltos armados ameaçam o progresso do país. Por isso, o académico espera que Filipe Nyusi resolva a situação e consiga pacificar as regiões em causa. Para o efeito, entende Ernesto Macuácua, o diálogo é essencial como factor de mediação de conflitos, o que deve estar aliado ao esforço de se compreender os focos desses mesmos conflitos.

Além da paz, Ismael Mussa almeja que no novo mandato o Presidente eleito seja capaz de consolidar a construção de infra-estruturas, definir que tipo de agricultura se pretende para Moçambique e resolver a questão da terra, que deve ser fornecida aos moçambicanos de modo que se vença a fome.

Ernesto Macuácua prevê que neste mandato Filipe Nyusi invista na implementação do que conquistou no anterior, não se esquecendo de grandes contratos definidos na área do gás.

Isaú Meneses, presente, igualmente, na Praça da Independência, afirmou estar à espera da consolidação da paz, da democracia e das instituições. O músico espera ainda pelo aumento da valorização da cultura, da preparação e formação de quadros que possam fazer da arte factor de desenvolvimento nacional e que projecta a imagem de Moçambique dentro e fora do país.

Armando Guebuza é uma das personalidades moçambicanas presentes na Praça da Independência, na cidade de Maputo, local escolhido para acolher a cerimónia de investidura do Presidente da República. À sua chegada, acompanhado pela esposa, Maria da Luz Guebuza, o antigo Chefe do Estado disse que espera que neste mandato Filipe Nyusi alcance os objectivos definidos no seu programa.

Segundo considera Armando Guebuza, uma das condições fundamentais para que os objectivos do novo mandato sejam alcançados é a paz, pois com “com a paz todo o manifesto pode-se implementar”.

Quem também deixou ficar algumas palavras antes do início da cerimónia foi Eduardo Mulémbwè. O antigo Presidente da Assembleia da República acredita que no novo mandato Moçambique vai dar mais passos para a reconciliação, com desenvolvimento do capital humano.

O antigo Chefe do Estado chegou à Praça da Independência um pouco depois das 9 horas. Antes de se acomodar no lugar reservado a si, Joaquim Chissano disse que Filipe Nyusi, quase a tomar posse como Presidente da República, pelo segundo mandato consecutivo, está comprometido em cumprir o programa de reconciliação nacional. Por isso, Chissano apelou a todos os moçambicanos para apoiarem Nyusi, de modo que a paz seja restaurada.

O antigo Presidente da República diz que os moçambicanos devem empenhar-se neste novo mandato, apoiando com ideias construtivas e cooperando, pois só assim será possível o país encontrar soluções para os problemas.

 

Diferentes personalidades presentes na investidura do Presidente da República, Filipe Nyusi, anseiam uma paz efectiva e consideram que este é o maior desafio de Filipe Nyusi nos próximos cinco anos.

O Bispo da Igreja Metodista Wesleyana em Moçambique, Dom Dinis Matsolo, começou por congratular o Chefe de Estado pela sua reeleição e disse esperar que tenha sucesso na sua governação, durante a qual deve primar pela aproximação de todos que dêm ideais úteis para o desenvolvimento do país.

A questão da paz é o grande repto para o segundo mandato de Filipe Nyusi, porque sem ela “nada se poder fazer”, afirmou Matsolo.

Quem também manifestou o desejo que ver o Presidente da República a dar continuidade ao dossiê da paz é o Bispo emérito da Igreja Anglicana e antigo presidente do Conselho Cristão de Moçambique. Dom Dinis Sengulane disse que Filipe Nyusi deverá continuar a dizer “olá paz” e elogiou o facto de, no primeiro mandato, o estadista trabalhado com as confissões religiosas.

O ex-Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, destacou a necessidade de reconciliação entre os moçambicanos como aspecto essencial para a paz efectiva.  

Carlos Agostinho do Rosário foi eleito deputado pelo círculo eleitoral de Manica.

Carmelita Namashulua, ex-ministra da Administração Estatal e Função Pública, felicita o povo moçambicanos por nas eleições passadas ter se feito às urnas para eleger quem o deve dirigir. E tendo colocado Filipe Nyusi no poleiro, a ex-governante entende que o desafio é trabalhar na provisão e melhoria de escola, pontes, estradas e sistemas de abastecimento de água.

Eleita deputada pela província de Maputo, Carmelita Namashulua destacou a necessidade de garantia da paz efectiva e “valorização da componente humana”.

Para o edil da Matola, Calisto Cossa, Nyusi teve uma governação marcada por “um conjunto de factores” negativos, tais como o corte do financiamento externo ao Orçamento do Estado e a diferentes projectos de desenvolvimento nacional, assim como a devastação de algumas províncias do centro e norte do país pelos ciclones Idai e Kenneth, entre Março e Abril de 2019.

Segundo Cossa, “a paz não é só o calar da armas”, pelo que o mais importante é os moçambicanos se juntem à visão do Chefe de Estado em relação ao trabalho que pretende desenvolver, nos próximos cinco anos, para o alcance da paz efectiva, que “já começou a trabalhar” nela e é crucial para o progresso de Moçambique.

Jacinto Loureiro, edil de Boane, disse que o Presidente da República conhece os problemas do seu povo, daí que acredita que sabe o que é desafio neste momento.  
O ex-ministro da Educação, Alcídio Nguenha, afirmou que Nyusi deve “dar prioridade à paz”, porque “é fundamental” e  assegurar que o povo se reconcilie.

Ademais, o Presidente da República deve ainda dedicar as suas energias no “reforço das liberdades, dos direitos humanos, do patriotismo” e de outros aspectos cruciais para o desenvolvimento do país.

Edson Macuácua, presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade da Assembleia da República (AR), na VIII Legislatura, apontou como desafios de Nyusi a consolidação da paz e do estado do direito democrático, o aprofundamento de reformas na área económica, através do aperfeiçoamento da legislação para que atraia mais investimento e receitas públicas e, em particular, mais emprego para os moçambicanos.

De acordo com Luísa Diogo, ex-governante, Nyusi fez tudo ao seu alcance no primeiro mandato para que Moçambique alcance a paz. No âmbito económico, por exemplo, o país estava “muito mal” mas porque ele sabia o que devia ser feito obteve resultados.

À pergunta se estaria disponível para assumir algum cargo no Governo, caso receba o convite do Chefe de Estado, Luísa Diogo esboçou um sorriso e respondeu que só Nyusi sabe com quem pretende trabalhar no segundo mandato.   

 

+ LIDAS

Siga nos