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O País – A verdade como notícia

MDM acusado de enfraquecer fóruns internos de debate

Um dos membros fundadores do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e actual chefe nacional-adjunto do Poder Local acusa a direcção do partido de reduzir significativamente a realização de reuniões dos órgãos internos, situação que, segundo defende, está a enfraquecer o debate e a dinâmica da organização. Falando esta sexta-feira, na

Ainda para o sector ligado a pesca, o Conselho de Ministros aprovou ontem alguns decretos específicos para regulamentar as actividades piscatórias.

O primeiro Decreto aprova o Regulamento da Pesca Marítima (REPMAR) e revoga o Decreto n.º 43/2003, de 10 de Dezembro.

De acordo com o porta-voz do órgão, este regulamento “estabelece os procedimentos administrativos, especificações técnicas das artes e tecnologias de pescas, decorrentes da dinâmica que o sector das pescas regista, bem como define medidas de conservação dos ecossistemas marinhos, face aos desafios do Estado na área das pescas em matéria de ordenamento da pesca artesanal e introduz a proibição da pesca com recurso ao uso da rede de arrasto”  explicou Filimão Swaze.

Por outro lado foi aprovado o Decreto que aprova o Estatuto Orgânico da Autoridade Reguladora de Águas, IP (AURA, IP) e revoga o Decreto n.º 74/98, de 28 de Dezembro.

“A AURA, IP, é um instituto público regulador e fiscalizador do serviço público de abastecimento de água e saneamento, dotado de personalidade jurídica, autonomia administrativa, financeira e patrimonial, com sede em Maputo e exercendo a sua actividade em todo o território nacional” detalhou o porta-voz.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reuniu-se, hoje, com o Bispo de Pemba, Dom Luís Fernando Lisboa, para falar da situação humanitária das vítimas do terrorismo em Cabo Delgado.

O encontro decorreu a portas fechadas e teve lugar no Paço Episcopal, a residência oficial do Bispo.

No final da reunião, que durou cerca de uma hora, Filipe Nyusi falou à imprensa. Tendo explicado os temas abordados no encontro, defendeu a necessidade de reforço do diálogo, devido ao momento que o país atravessa, partilha de informações e troca de ideais sobre o terrorismo.

Entretanto, além do diálogo, Nyusi realçou a necessidade de prestação de apoio psicológico às vítimas da violência armada em Cabo Delgado.

O Bispo falou da necessidade de apoio psicológico às pessoas afectadas, porque são pessoas que viram  o filho ou o marido a ser tirado a vida, cortado a cabeça, e precisam de algum conforto que pode ser feito da crença e a palavra do senhor.

O Bispo de Pemba, que tem sido acusado por algumas pessoas de financiar o grupo armado instalado em Cabo Delgado há cerca de três anos, é uma das figuras que tem tido uma grande intervenção quanto à situação humanitária das vítimas do terrorismo, mas, desta vez, foi um homem de poucas palavras. “Em nome da nossa diocese de Pemba, agradecer à sua Excia senhor Presidente que veio hoje aqui para nos fazer essa visita. Foi muita rica e muito frutuosa a nossa conversa. Então agradecemos essa visita e por ter atendido o nosso pedido. Muito obrigado”, disse Dom Luís Fernando Lisboa, na sua breve intervenção no final do encontro.

Esta reunião aconteceu pouco depois do Bispo de Pemba ter sido publicamente acusado por alguns sectores da sociedade de estar a financiar o grupo armado instalado em Cabo Delgado, devido à sua enérgica intervenção em relação à situação humanitária das vítimas do terrorismo.

 

O secretário de Estado da Província de Gaza, Amosse Macamo, disse hoje na cidade de Xai-Xai, que o novo modelo de governação descentralizada requer uma maior cooperação, coordenação e diálogo permanente entre os diferentes órgãos de poder.

O sucesso deste modelo de governação “depende da cooperação e coordenação entre os órgãos. Referimo-nos aos Serviços de Representação do Estado e o Conselho Executivo Provincial, que devem ter um diálogo permanente para eliminar algumas barreiras existentes na actuação dos órgãos”.

Amosse Macamo falava na abertura da formação dos membros da Assembleia Provincial, do Conselho Executivo Provincial e os Serviços de Representação do Estado da Província de Gaza, com vista a clarificar as matérias ligadas às atribuições, competências e funcionamento de cada órgão que compõe a governação descentralizada provincial.

“Estas formações são uma oportunidade para os órgãos centrais esclarecerem as dúvidas e evitar a sobreposição das actividades no mesmo espaço físico”, considerou Macamo, segundo a nota do Instituto para Democracia Multipartidária (IMD).

Por sua vez, a governadora da província de Gaza, Margarida Chongo destacou que a formação vai ajudar a fazer uma interpretação correcta dos instrumentos normativos que regem sobre a governação provincial.
“A falta de domínio sobre a legislação que norteia o funcionamento da Assembleia Provincial, do Conselho Executivo Provincial e os Serviços de Representação do Estado em Gaza, pode resultar na duplicação de esforços indesejável na implementação e monitoria das actividades, o que seria oneroso sob ponto de vista orçamental e do esforço humano”, disse a dirigente, de acordo com a fonte a que nos referimos.

Para Margarida Chongo, essa falta de domínio da legislação sobre a governação descentralizada “pode ter consequências no incumprimento das actividades se, por exemplo, um dirigente entender erradamente que a sua atribuição é do colega do outro órgão e este também não realizar a actividade” em questão.

A dirigente reconhece a relevância dos diferentes órgãos de governação provincial para a resposta às preocupações da população, mas alerta para a necessidade de clarificação das responsabilidades. “O trabalho conjunto não deve diluir as responsabilidades que cada órgão tem a luz da Constituição da República e de outros instrumentos normativos aprovados pelos órgãos competentes”.

A formação dos órgãos acima indicados é organizada pelo Ministério da Administração Estatal e Função Pública (MAEFP) em parceria com o IMD.

Segundo o director nacional adjunto de Desenvolvimento da Administração Pública, no MAEFP, Joaquim Chire, o sucesso na implementação do novo modelo de governação provincial depende da preparação, conhecimento e habilidade dos executores, o que por si só requer um treinamento permanente.

“É necessário que exista uma articulação entre os diferentes órgãos de governação descentralizada provincial, e esta formação vai ajudar a aprimorar os limites de actuação de cada um dos órgãos de governação ao nível local”, referiu Joaquim Chire.

Para Hermenegildo Mulhovo, director executivo do IMD, “o novo figurino de governação é um dos ganhos da construção da nossa democracia multipartidária ao longo dos 30 anos”.

O mesmo “ainda esta a ser aprimorado e demanda por uma maior sintonia em termos de domínio de um conjunto de transformações estruturais e legislativas. Por isso, é importante assegurar que todos os actores tenham o mesmo entendimento em relação ao seu papel, competências e atribuições e exerçam o seu mandato de forma adequada tendo em vista a promoção do bem-estar para as comunidades”, afirmou Mulhovo.

Segundo ele, “a governação descentralizada é um marco irreversível que vem contribuir para o fortalecimento da jovem democracia multipartidária em Moçambique. Tem o potencial de aproximar ainda mais o cidadão dos governantes, elevando a expectativa e uma resposta rápida das suas preocupações”, diz o comunicado do IMD.

A formação vai abranger todas as provinciais do país, sendo que Gaza é a terceira, depois de Manica e Inhambane.

O Ministério Público recorreu ao Tribunal Supremo para contestar a absolvição do economista Carlos Nuno Castel-Branco e do jornalista Fernando Banze das acusações de difamação, calúnia e injúria contra o antigo Presidente da República, Armando Guebuza.

Um despacho a 2ª Secção Criminal de Recurso do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, datado de 27 de Agosto de 2020, ao qual O País teve acesso, admite o recurso em segunda instância da Procuradoria-geral da República no caso que envolve o antigo estadista moçambicano, Castel-Branco e Fernando Banze.

“Admito o recurso interposto, o qual se processará como os agravos de petição em matéria civil, com a subida imediata e nos autos com efeito suspensivos”, lê-se na nota assinada pelo juiz desembargador Adérito Malhope.

O recurso será o segundo, depois de em Julho passado o Tribunal Superior de Recurso de Maputo ter chumbado a contestação do Ministério Público sobre a sentença proferida em Setembro de 2015 pelo Tribunal Judicial do Distrito Municipal KaPfumu absolvendo o economista que escreveu uma carta aberta à Armando Guebuza, divulgada em Novembro de 2013 na rede social Facebook e posteriormente reproduzida pelo jornal eletrómico “Mediafax”, do qual o jornalista Fernando Banze era, a data dos factos, editor.

Na carta, Carlos Nuno Castel-Branco acusava Armando Guebuza, dentre outros aspectos, de estar “fora do controlo” e de ter empurrado o país novamente para a guerra, numa alusão aos confrontos, na altura, entre as Forças de Defesa e Segurança e os homens armados da Renamo. O economista e o jornalista são acusados pelo Ministério Público de terem, através do texto, difamado, caluniado e injuriado o antigo Chefe de Estado.

De resto trata-se de um caso considerado inédito, em que o Ministério Público interpõe um segundo recurso contra uma decisão judicial.

O Presidente da República disse, hoje, que o seu Governo vai desenvolver zonas industriais que poderão evoluir para parques industriais em Nampula, Manica, Zambézia, Sofala e na província de Maputo. Filipe Nyusi falava no fim da visita de trabalho à província de Nampula.

 

O segundo dia de trabalho na província de Nampula estava virado para a industrialização e comercialização agrícola no país. Filipe Nyusi começou por inaugurar uma fábrica com capacidade para processar 14 toneladas de castanha de caju por dia. A unidade fabril, localizada no distrito de Meconta, posto administrativo de Namialo, deverá empregar até 400 trabalhadores no seu melhor momento de funcionamento.

Seguiu para a feira agro-industrial, onde estavam expostos diversos produtos que são da nossa terra, alguns transformados para o mercado nacional e internacional.

Muitas das empresas que corporizaram a feira estão baseadas na província de Nampula, aliás, depois de Maputo, Nampula é a segunda província com maior número de unidades da indústria transformadora, com a Zona Económica Especial de Nacala a destacar-se nesse aspecto.

O assunto do agronegócio e da industrialização do país foi, na verdade, tema do II Fórum Nacional de Comercialização Agrícola, no qual o Chefe de Estado anunciou as iniciativas do seu Governo nesse capítulo.

O Presidente da República falou de vários incentivos para estimular a produção e deu o exemplo do frango que nos últimos anos tem aumentado de produção, mas que não se pode correr para o banimento total das importações.

II Fórum Nacional de Comercialização Agrícola foram entregues os primeiros cinco cheques a igual número de projectos para beneficiarem do financiamento concedido pelo Governo, através do Banco Nacional de Investimentos para o apoio às empresas em dificuldades por conta da pandemia da COVID-19.

A Assembleia da República quer que Ossufo Momade, presidente da Renamo,  seja mais interventivo no processo de pacificação do país, encetando diálogos com a Junta Militar, para se por fim aos ataques armados em Sofala e Manica.

A Assembleia da República, através da Comissão de Defesa e Segurança, que nesta semana esteve a trabalhar na província de Sofala, encorajou a liderança da Renamo para persistir nos contactos com a auto-proclamada Junta Militar da Renamo, composta por antigos guerrilheiros dissidentes deste partido, no sentido dos mesmos deporem as armas e fazerem parte do processo de DDR.

Refira-se que a Junta Militar da Renamo surgiu em Agosto do ano passado e desde lá tem sido liderada pelo major General Mariano Nhongo, com objectivo de destituir Ossufo Momade do cargo de presidente da Renamo e tem estado a impor novos modelos no processo do DDR, com recursos a ataques violentos nas províncias de Sofala e Manica que já fizeram mais de uma dezena de mortos e danificação de vários bens.

Estão disponíveis 33 milhões de meticais para apoiar jovens de 20 distritos espalhados um pouco por todo o país este ano. A partir do próximo ano, o número de distritos poderá aumentar. Oswaldo Petersburgo, Secretário de Estado da Juventude e Emprego, anunciou o fundo a grupo de jovens do distrito de Morrumbala.

Neste 2020, os jovens do distrito de Morrumbala estão contemplados no fundo cujo memorando de entendimento foi assinado quinta-feira, em Quelimane, entre a Secretaria de Estado da Juventude e Emprego e Banco Comercial e de Investimento. A cerimónia foi testemunhada pelo Chefe do Estado.

O Fundo vai obedecer duas categorias, a primeira será para aqueles que querem iniciar o seu negócio. A estes serão financiados até 50 salários mínimos pouco mais de 200 mil meticais. A segunda categoria de financiamento vai até 100 salários mínimos da função pública, o equivalente a pouco mais de 400 mil meticais e é destinado a àqueles que querem alargar seu negócio.

O advogado de defesa do antigo Presidente da República, Armando Guebuza, reagiu ao despacho da secção comercial do Tribunal Supremo de Londres (Reino Unido), onde o antigo estadista é citado no processo sobre as chamadas dívidas ocultas

Alexandre Chivale diz que quer ele, quer o seu constituinte, tudo o que sabem é através das redes sociais e pela imprensa.

“Tudo o que nós sabemos sobre este facto de que faz referência é através das redes sociais. Desde sexta-feira (21) que temos visto a circular o documento e, da análise que fiz, sem muita perícia, parece-me ser um despacho sanador, ou despacho qualquer de um processo e, portanto, repito, o conhecimento que temos é por via das redes sociais e por aquilo que se tem dito nalguma imprensa” disse Chivale, em entrevista à nossa reportagem.

Aquele causídico disse ainda que, com base na análise feita ao documento posto a circular nas redes sociais, ainda assim, assegura, Guebuza não é réu.

“Nós vimos analisando esse documento e, efectivamente, ele é citado com outras empresas e outras figuras, como terceiro na causa. Alguma imprensa, com alguma malícia, tem estado a dizer que ele (Armando Guebuza) é réu, mas não é o que está ali (no documento) ” explicou.

Sobre o que, efectivamente, o tribunal londrino pretende de Guebuza, Chivale diz desconhecer, justificando com o facto de não ter recebido qualquer comunicação acerca do processo.

“Não sei o que iriam precisar que ele esclarecesse… Alguma imprensa tem estado a dizer que o Tribunal de Londres quer o ouvir. Não sei. Talvez essas pessoas estejam melhor informadas. Aliás, como a nossa Procuradoria-Geral da República nos habituou a colocar as coisas na imprensa, antes de nós sabermos, pode ser que estes jornais saibam com base neste modus operandi da Procuradoria de uns tempos para cá, o que é estranho, mas, prontos, o que lá está, é o que lá está” avançou.

Para a defesa de Armando Guebuza, por trás deste caso, há uma perseguição política protagonizada contra a família do antigo estadista, em particular.

“Aqui é o chamado combate à corrupção, entre aspas, que mais não é, se não uma verdadeira caça às bruxas. Não é, também, senão um ajuste de contas políticas…portanto, temos razões de sobra para repetir que estamos perante um processo de purga política, um processo em que há uma verdadeira judicialização da política e politização da justiça”, sentenciou.

 

De amanhã a sexta-feira, o Presidente da República, Filipe Nyusi, efectua uma visita presidencial à província da Zambézia, onde vai escalar o distrito de Derre e a Cidade de Quelimane.

Esta quinta-feira, no distrito de Derre, o Chefe de Estado irá inaugurar um sistema de abastecimento de água, uma agência bancária, bem como a Escola Secundária Geral de Derre.

No mesmo dia, na cidade de Quelimane, o Presidente Nyusi vai dirigir as sessões extraordinárias do Conselho Executivo Provincial alargada ao Presidente da Assembleia Provincial e do Conselho de Serviços de Representação do Estado na Província, bem como a sessão de balanço conjunto da visita com o Conselho de Serviços de Representação do Estado na Província e o Conselho Executivo Provincial, alargada aos administradores distritais e outros quadros.

À tarde, Nyusi fará uma comunicação à população da Zambézia e ao país, através de meios de comunicação social, onde irá abordar o tema: “Oportunidades de Emprego, Empoderamento da Mulher e Formação Técnico Profissional”, diz um comunicado da Presidência, acrescentado que o estadista fará o balanço da sua visita à mesma província.

No dia 28, o Presidente da República irá visitar uma instituição de ensino na cidade de Quelimane.

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