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O País – A verdade como notícia

 “O segredo de Moçambique são os comités locais”, PR sobre mudanças climáticas

O Chefe de Estado foi distinguido na Beira como Campeão de Gestão de Risco de Desastres da União Africana e dedicou homenagem ao povo moçambicano. O Presidente da República falava nesta  quinta-feira(15.10.2026), na cidade da Beira durante   o primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, sob o lema

Segundo a apresentação feita esta quinta-feira na Assembleia da República (AR) pela ministra do Género, Criança e Acção Social, Nyeleti Mondlane, considerando que Moçambique é signatário do Protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos relativo aos Direitos dos Idosos em África, bem como pelo facto de a pessoa idosa ser considerada “biblioteca” viva e transmissora de valores socioculturais, guardiã da história, tradições e da cultura, como Estado-Membro da União Africana (UA), o país que promove e implementa acções relativas aos direitos humanos, particularmente os direitos das pessoas idosas é necessária a sua ratificação.

Tal como fundamentou Mondlane, o Protocolo constitui um instrumento jurídico internacional vinculativo que consagra, entre vários outros, o reconhecimento dos direitos fundamentais das pessoas idosas e expressa o compromisso de se eliminar todas as formas de discriminação com base na idade, garantir a protecção dos direitos das pessoas idosas, incluindo o direito de se organizarem em grupos e à representação, com vista a promover os seus interesses.

“O Protocolo visa influenciar aos Governos Africanos a instituírem medidas que visam satisfazer as necessidades das pessoas idosas, tais como o acesso a rendimentos regulares, distribuição equitativa de recursos, oportunidades de emprego, acesso aos serviços de saúde apropriados, acesso aos serviços sociais básicos, aos bons cuidados e ao apoio da família, do Estado e da sociedade de um modo geral”, disse a ministra, acrescentando que o Protocolo insta os Estados a garantirem que os Princípios das Nações Unidas para o Idoso, de 1991, de independência, dignidade, auto-realização, participação e cuidados com os idosos sejam inclusos na sua legislação e que sejam vinculativos com vista a salvaguardar os direitos das pessoas idosas.

Ainda em conformidade com Nyeleti Mondlane, a ratificação do referido Protocolo é vantajosa para Moçambique, porque vai impulsionar o aperfeiçoamento do regime jurídico vigente para a protecção dos direitos das pessoas idosas; permitir que os indivíduos ou grupo de indivíduos defensores dos seus direitos passam a ter acesso aos instrumentos regionais de protecção dos direitos humanos das pessoas idosas; e que o país passe a reportar dentro do sistema da UA sobre os Direitos das Pessoas Idosas e, por essa via, receber recomendações específicas sobre esta área.

“Neste contexto, julgamos pertinente a ratificação do Protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos relativo aos Direitos dos Idosos em África com a reserva ao n º 2 do Artigo 7, referente à garantia da existência de mecanismos universais de protecção social para providenciar segurança de receitas para os idosos que não tiveram a oportunidade de contribuir para quaisquer sistemas de previdência de segurança social, por entender-se que não existem condições reais para a implementação desta medida, considerando a situação socioeconómica do país e que a cobertura do sistema de protecção social básica em Moçambique é progressiva, abrangendo, actualmente, 23% dos potenciais beneficiários e com perspectiva de atingir 28% em 2024”, defende Mondlane, apresentando aos deputados a proposta de Resolução  para  ratificação do Protocolo à Assembleia da República, para a sua  aprovação ao abrigo da alínea t) do nº 2 do artigo 178 da Constituição da República, com a convicção de que a ratificação vai reafirmar o compromisso do Estado moçambicano na materialização dos direitos humanos da pessoa idosa, contribuindo para construção de uma África para todas as idades.

Refira-se que os dados do Censo de 2017 indicam que, em Moçambique, 1.402.927 pessoas têm 60 anos de idade ou mais, sendo 770.950 sendo mulheres e 631.977 homens. O Protocolo à Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos relativo aos Direitos dos Idosos em África, foi adoptado pela vigésima sexta Sessão Ordinária da Conferência da União Africana (UA) realizada a 31 de Janeiro de 2016, em Addis Abeba, na Etiópia.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, recebeu na manhã desta quinta-feira, as Cartas Credenciais do novo Representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Moçambique, Severin Ritter Von Xylander.

Na ocasião, Macamo enalteceu as excelentes relações de cooperação existentes entre Moçambique e OMS e reiterou o interesse do Governo moçambicano em continuar a contar com a organização como um parceiro privilegiado para a cobertura nacional dos cuidados de saúde.

A governante manifestou satisfação pelas actividades que a OMS tem vindo a realizar no país, com destaque para a redução das taxas de morbilidade e mortalidade na área de saúde reprodutiva, materna, neonatal, infantil e adolescente.

A Assembleia da República (AR) aprovou na generalidade e por unanimidade, o Plano Nacional de Desenvolvimento Territorial (PNDT), do Plano Especial do Ordenamento do Território do Vale do Zambeze (PEOT-VZ) e do Plano Especial do Ordenamento do Território da Ilha de Kanyaka e de uma Parcela do Distrito de Matutuíne (PEOT-IKPM).

Esta acção é resultado da apreciação na generalidade das propostas de resolução, submetidas à Assembleia da República pelo Governo, como respostas dos vários problemas relacionadas ao ordenamento que têm assolado o país. Assim, para mitigar este mal, os deputados da AR apreciaram positivamente a proposta do Governo, representada pelo Ministério da Terra e Ambiente (MTA).

A ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze, disse que estes planos são os primeiros de género, a serem aprovados no país, devido às várias conjunturas.

“De 2017 à esta parte, mostrava-se necessária a existência de projectos de género, que pudessem acompanhar a dinâmica e desenvolvimento do ordenamento territorial do nosso país”, referiu-se a governante.

Chamados a intervir, as Comissões de Agricultura, Economia e Ambiente (5ª Comissão), de Administração Pública e Poder Local (4ª Comissão) e dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade (1ª Comissão), foram unânimes em apresentar um parecer favorável à aprovação dos referidos instrumentos, pois via-se urgente a existência no país, de normas que possam garantir um ordenamento territorial.

Para o Governo, estes instrumentos visam orientar o uso ordenado da terra e impulsionar o desenvolvimento socioeconómico e a qualidade de vida das populações residentes nas zonas abrangidas. No entanto, terão grande impacto no Orçamento do Estado (OE).

O PNDT, por exemplo, define e estabelece as perspectivas e normas que devem orientar o uso de todo o território e as prioridades das intervenções à escala nacional, prevenindo os potenciais efeitos negativos da exploração dos seus recursos naturais que têm maior procura nos mercados globais.

O Plano Especial do Ordenamento do Território do Vale do Zambeze (PEOT-Vale do Zambeze) pretende abranger a totalidade da província de Tete e inclui ainda alguns distritos limítrofes das províncias de Manica (Guro e Tambara), Sofala (Chemba, Caia e Marromeu) e Zambézia (Chinde, Mopeia, Derre, Luabo e Morrumbala).

O Plano Especial do Ordenamento do Território da Ilha de kaNyaca e de uma parcela do distrito de Matutuíne (PEOT-IKPM) abrange a Ilha de KaNyaka, a totalidade dos postos administrativos de Machangulo e Zitundo e partes dos Postos Administrativos de Bela-Vista e Catuane, estando no seu interior as áreas da Reserva Especial de Maputo (REM), suas áreas tampão, Reserva Marinha Parcial da Ponta d’Ouro e Reserva para outras funções.

“O plano nacional de Desenvolvimento Territorial tem um horizonte temporal de 20 anos e terá um impacto orçamental de cerca de MZN 280 mil milhões. O Plano Especial do Ordenamento do Território da Ilha de kaNyaca e Matutuíne, que vai durar 25 anos, tem um orçamento de cerca de MZN 6 biliões e o Plano Especial do Ordenamento do Território do Vale do Zambeze, vai durar 30 anos com um orçamento de cerca de MZN 2 mil milhões”, explicou Maibaze.

Os três planos aprovados nesta quarta-feira, em mais uma sessão da AR, estarão associados a outros programas governamentais, como a estratégia nacional de desenvolvimento e objectivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.

A missão exploratória da Assembleia Parlamentar Paritária de África, Caraíbas e Pacífico e União Europeia (ACP-EU) entende que há necessidade de se unirem as forças vivas moçambicanas e internacionais para a mobilização, o mais urgente possível, de mais apoio humanitário para os centros de trânsito e de reassentamento das populações vítimas do terrorismo que afecta a província de Cabo Delgado.

Esta posição foi tomada por José Caros Zorrinho, deputado europeu e co-presidente da missão, pelo parlamento europeu, que terça-feira última, efectuou uma visita de trabalho ao Centro de Reassentamento de Metuge, naquela província, tendo explicado que a união de forças vai contribuir para a redução do impacto negativo que o terrorismo causou e causa na vida de milhares de concidadãos e conferir alguma dignidade humana às pessoas deslocadas.

“Foi notório, no terreno, o desalento daquelas populações que exigem, por isso, regressar às suas zonas de origem o mais breve possível, devido às condições difíceis pelas quais estão a passar, não obstante os esforços empreendidos pelo Governo e seus parceiros para apoiar, sob diversas formas, aquela população”, disse Zorrinho para quem a união de esforços e maior coordenação dos apoios àquela população vai criar um alento para que se minimize o sofrimento pelo qual estão a passar.

Para Zorrinho, o facto de aquelas populações terem deixado as suas terras, fontes de rendimento e estando quase que privados de liberdade de fazer o que sempre fizeram para o seu sustento é uma situação traumatizante que só pode ser ultrapassado com muito apoio em matérias de segurança, além do apoio para o desenvolvimento, bem como a restauração da paz na província de Cabo Delgado.

O deputado Zorrinho reconhece que há esforços, no terreno, empreendidos tanto pelo Governo moçambicano como pelas organizações da Sociedade Civil e pelos parceiros de cooperação, para minorar o impacto do terrorismo no seio das populações. Todavia, Zorrinho exortou a necessidade de maior resiliência e não desistir nesta causa.

“A nossa mensagem, depois de sairmos de Cabo Delgado, é que há necessidade de união de esforços, maior coordenação entre o Governo e os seus parceiros, para além da necessidade de criação de mecanismos que visem a maior sustentabilidade das populações deslocadas, sobretudo nos centros de trânsito e de reassentamento”, acrescentou Zorrinho, sublinhando que “maior atenção deve ser, espacialmente, direccionada às crianças e raparigas em idades escolares, bem como às pessoas mais vulneráveis, como idosos e mulheres.

Por sua vez, o membro da APP ACP-UE e chefe da Delegação da Organização dos Estados ACP, Jomo Mfanawekhosi Dlamini (eSwatini), sublinhou a necessidade de se conceder mais assistência em apoio material e financeiro, tendo recolhido informação que possibilitará o desenho de uma estratégia para a solicitação para ajudar o povo moçambicano.

“Estamos impressionados com a resiliência do povo moçambicano que não desiste e segue em frente mesmo perante imensas dificuldades e quer dignidade e deseja voltar às suas zonas de origem, assim que a situação de terrorismo for erradicada”, afirmou Dlamini.

Além de se deslocar ao distrito de Metuge, a Missão Exploratória da Assembleia Parlamentar Paritária de África, Caraíbas e Pacífico e União Europeia (ACP-EU) manteve encontro conjunto de trabalho com o secretário de Estado e o governador da província de Cabo Delgado, no qual foi apresentado o informe das autoridades governamentais, referente à situação sociopolítica e económica local, com enfoque para o impacto das acções protagonizadas por grupos terroristas.

A missão visitou o projecto “+Emprego”, uma iniciativa financiada pela União Europeia e co-implementada pelos Institutos Industrial e Comercial de Pemba e Camões, visando a formação técnico-profissional, nas áreas de electricidade instaladora e soldadura, de jovens deslocados dos distritos afectados pelo terrorismo em Cabo Delgado.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, reiterou o compromisso de Moçambique com os objectivos da Organização dos Estados da África, Caraíbas e Pacífico (OEACP).

A Ministra Verónica Macamo expressou esta disposição ao receber, na manhã de hoje, a missão da Assembleia Parlamentar Conjunta OEACP e União Europeia (UE), chefiada pelo parlamentar português e membro do Parlamento Europeu, Carlos Zorrinho.

Na audiência de cortesia, segundo um comunicado do ministério, a governante reafirmou, igualmente, a determinação do Governo moçambicano em continuar a reforçar as relações de cooperação com a União Europeia e os seus Estados-membros, assim como agradeceu a solidariedade manifestada pela Assembleia Parlamentar Conjunta OEACP-UE para com as vítimas dos ataques terroristas em Cabo Delgado.

O ministro da Defesa Nacional da República Portuguesa, João Gomes Cravinho, diz que a Força da SADC em Estado de Alerta pode superar o défice de fundos para continuar as operações no terreno com uma comunicação formal à União Europeia.

Em Cabo Delgado, os sucessos são vários nas zonas de combate. Boa parte das zonas de grande influência terrorista, a exemplo de Mocímboa da Praia, foram recuperadas pelas forças moçambicanas que trabalham em cooperação com tropas ruandesas e de vários países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.

Mas, o terrorismo já provou que não acaba fácil e a Força da SADC em Estado de Alerta sabe disso, daí que decidiu estender a sua permanência em Moçambique, contudo, com uma contrariedade, a falta de fundos.

O ministro da Defesa Nacional da República Portuguesa, João Gomes Cravinho, que está de visita ao país, defende que uma comunicação formal pode tirar o SAMIMI do “sufoco”.

“Ainda não há nenhum pedido formal de apoio à União Europeia, mas tem havido conversas informais sobre a matéria. De todas as formas, entendemos que este é um assunto que deve ser tratado de forma conjunta entre a União Africana e a União Europeia”, disse o dirigente.

Enquanto não se chega lá, Cravinho diz que Portugal estará sempre disposto a mobilizar apoios dentro da União Europeia e do próprio país, mesmo estando no meio de uma crise política que obriga a marcação de eleições antecipadas e dissolução do Governo.

“Uma das coisas que disse ao Presidente da República, Filipe Nyusi, e ao meu colega, o ministro da Defesa Nacional de Moçambique, Jaime Neto, é que, aconteça o que acontecer, Portugal sempre estará disposto a ajudar”, garantiu.

Prova disso, diz o dirigente, é que 50% do contingente da Missão de Formação Militar da União Europeia, a ser lançada nesta quarta-feira, é português, o que significa que Portugal é quem vai pagar a maior factura.

“Estão em curso discussões sobre a formação de um mecanismo europeu de apoio à paz. As questões financeiras não estão ainda muito claras, mas é óbvio que recai maior responsabilidade sobre aquele que coloca no terreno mais recursos humanos”, afirmou.

Aliás, Portugal está a enviar forças para formar as tropas moçambicanas no âmbito do combate ao terrorismo desde o fim de 2020. Agora esse trabalho será feito em coordenação com outros países da União Europeia.

 

A Missão de Formação da União Europeia, com um custo de 15 milhões de euros, vai capacitar 11 companhias de comandos e fuzileiros.

O ministro da Defesa Nacional da República Portuguesa alerta, entretanto, que todo o esforço militar será em vão, se não houver promoção do desenvolvimento.

Compromisso foi assumido hoje pelo Primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, discursando na Cimeira dos líderes mundiais no quadro da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26).

Moçambique transmitiu hoje a sua mensagem ao mundo sobre a emergência de salvar o planeta. Em representação da Nação subiu ao pódio da Cimeira dos Líderes mundiais na COP-26, o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que reiterou o compromisso dos moçambicanos com a transição energética.

“Constitui prioridade para Moçambique a implementação de um programa de transição energética assente numa matriz diversificada, com fontes mais limpas e amigas do ambiente, que estão em consonância com os programas de desenvolvimento do nosso país”, assegurou o Primeiro-ministro, apontando como apostas do país a energia hidroeléctrica, solar e eólica.

Mas deixar de produzir energia com base em fontes fósseis tem custos pelo este processo, segundo o governante, deve ser faseado. “Moçambique defende uma transição energética para energias mais limpas e amigas do ambiente que seja gradual e faseada de modo a minimizar o impacto no processo de desenvolvimento económico do nosso país”. Nesse sentido mesmo sendo considerada uma energia não amiga do ambiente, o país pretende fazer o processo de transição energética apostando no gás natural, decisão influenciada pelas descobertas de grandes qualidades deste recurso em território nacional. “Moçambique se propõe a utilizar o gás natural como energia de transição para fontes mais limpas” e com isso, Carlos Agostinho do Rosário deu garantias de que o país tudo fará para “atingir, até o ano 2030, os níveis de 62% da contribuição de energias renováveis na matriz energética nacional no âmbito do alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Apelamos a mobilização de mais recursos para a resiliência

Numa conferência sobre mudanças climáticas, o país não podia passar ao lado dos eventos extremos que têm devastado a Nação. Do Rosário recordou aos presentes da COP-26 que “estamos como país na rota dos eventos climatéricos extremos que se registam de forma cíclica e, cada vez mais, frequente e com maior intensidade tais como ciclones, cheias, inundações e secas” .

A título de exemplo, disse o Primeiro-ministro, Moçambique foi afectado, em 2019 e 2020, por 5 ciclones, sendo os ciclones Idai e Kenneth os mais devastadores. Aqueles ciclones provocaram perdas de centenas de vidas humanas, afectaram mais de 800 mil pessoas e causaram elevados danos sociais e económicos, orçados em mais de três mil milhões de dólares norte-americanos.  

O governante moçambicano terminou assegurando que “dada a frequência e intensidade com que os eventos climatéricos extremos se registam no nosso país, a nossa abordagem está centrada na prevenção, adaptação, mitigação, reassentamento da população virado para o desenvolvimento, construção de infra-estruturas resilientes assim como de gestão de recursos hídricos, conforme previsto na nossa Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) actualizada que lançamos, ontem, à margem desta Cimeira”. Mas para que isso se concretize, deixou a seguinte mensagem: “apelamos a mobilização de mais recursos, a suavização dos critérios de acesso aos mesmos e transferência de tecnologia”.

A cimeira vai até o dia 12 de Novembro e assim dos próximos 10 dias são de reuniões técnicas para o acerto ao detalhe dos terminais que vão corporizar o Acordo de Glasgow. O Egipto candidatou – se para acolher a COP-27 e Moçambique apoia a sua candidatura.

Os três candidatos à liderança do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) acreditam que têm objectivos em comum – tornar o partido mais forte. Os três candidatos falavam na última segunda-feira, no programa Noite Informativa, da STV Notícias.

José Domingos, actual secretário-geral do MDM, diz que fará uma governação aberta e garante que são todos úteis para trabalhar.

“O partido é grande, temos muitos lugares onde cada um de nós pode ter a sua tarefa e podem caber para todos. Temos condições jurídicas, departamentos, secretariados, tudo isso está em volta para o bem do partido. Isso significa que cada um de nós pode estar nesse ponto a dar a sua mais-valia. A nossa obrigação é criar condições para que cada membro onde estiver faça algo para o bem do partido”, disse José Domingos.

Já Lutero Simango, chefe da bancada parlamentar do MDM na Assembleia da República, diz que estará aberto a todas as ideias. “A nossa candidatura, ao longo da campanha, tem desenvolvido ideias e um debate político interno. Promovendo o debate de ideias, estaremos a criar um ambiente de confiança depois de Dezembro. Criado este ambiente de confiança, é óbvio que o MDM tem muitos membros, mas não somos suficientes para realizar o trabalho e a missão. Também farei o possível e o máximo para que tenhamos uma agenda comum que é tornar o partido (MDM) mais forte, mais coeso, objectivo e para podermos também, internamente, nos reinventarmos. Acredito que nós, os três, temos objectivos em comum”.

Por sua vez, o deputado da Assembleia da República e membro do MDM, Silvério Ronguane, prometeu pagar remunerações aos delegados distritais.

“Não podemos continuar a ter delegados até ao nível de delegados distritais que não tenham nenhuma remuneração. Nós partimos das contas, estamos a dizer que o MDM tem 408 líderes até ao nível do distrito, ou seja, tem 11 na Comissão Política, 7 no secretariado e 157 delegados distritais. Nós pensamos também que esta família só se faz se melhorarem as condições. Não podemos ter delegados distritais que não têm um vencimento ou custa de trabalho”, prometeu.

Perguntado onde é que encontrará o dinheiro, respondeu que “claramente, a ideia é, sendo um partido que já venceu quatro cidades, estamos a pensar em investir em nós mesmos como acontece em qualquer partido, o exemplo a irmandade muçulmana no Egipto, que, além de ser político, é um organismo social”.

A eleição do novo presidente do partido do “galo” decorrerá no terceiro congresso, marcado para Dezembro.

Posição de Moçambique foi partilhada ontem pelo Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, que representa o Presidente da República, Filipe Nyusi, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas COP26.

Moçambique está comprometido em fazer a transição do tipo de energia de produz das fontes fósseis para limpas. Trata-se de uma garantia dada ontem pelo Primeiro-ministro que em Glasgow, na Escócia lançou o segundo plano nacional para redução das emissões de gases de efeito estufa, denonimado Contribuição Nacional Determinante.

A primeira fase da NDC foi implementada entre 2018 e 2020 como medida de aplicação dos compromissos saídos em 2015 da conferência ambiental de Paris. São eles o compromisso de reduzir a poluiçã, através da emissão de dióxido de carbono para o meio ambiente e também a adapção do país aos impactos das mudanças climáticas.

“Nós estamos comprometidos com a transição energética. Mas isso deve ser feito não a custo do nosso desenvolvimento”, introduziu Carlos Agostinho do Rosário, para quem “nós temos que ter recursos para isso, pois sem esses recursos a adaptação e mitigação não acontece”.

Mas porquê o pedido de financiamento de Moçambique junto dos países mais desenvolvidos. É que, por exemplo, o Grupo das 20 economias mais industrializadas do mundo, o G20 é responsável por 80 por cento dos gases emitidos para o meio-ambiente e ao limitarem as emissões, limitam também as janelas de desenvolvimento para países como o nosso”.

Daí que em París comprometeram-se a financiar o processo de transição energética para as Nações em desenvolvimento. O Primeiro-ministro explica que o dinheiro é necessário porque “temos que ir buscar tecnologia para fazer com que a população se adapte e entenda as novas orientações para que não devaste a floresta. Esta conversão da cultura para aquilo que é necessário fazer exige recursos e tecnologia. Tudo isso está no nosso plano de redução de emissões de carbono. Venham os que têm tecnologia e os que têm dinheiro. Vamos mobilizar-nos para ultrapassar este desafio”, considerou.

Aliás, vincou Carlos Agostinho do Rosário que “o nosso país, encontra-se na rota dos fenómenos climatéricos extremos que, ultimamente, ocorrem com maior frequência e intensidade. Ao longo dos últimos 40 anos, Moçambique foi assolado por 21 ciclones tropicais, 20 inundações e 21 secas. Em 2019, Moçambique foi atingido pelos ciclones Idai e Kenneth”. A terminar chamou atenção de que é nosso desafio, de facto, transformar este plano em acções. Tirar o plano do papel para o terreno.

A Contribuição Nacionalmente Determinante de Moçambique é implementada em parceria com outros países em vias de desenvolvimento e que estão a tomar iniciativas rumo ao alcance da meta de redução das emissões até 2030. De acordo com o Director Nacional para as Mudanças Climáticas no Ministério da Terra e Ambiente, o plano lancado ontem em Glasgow é mais ambicioso nos compromissos. “No plano passado nós tinhamos uma quantidade de 31 milhões de toneladas de dióxido de carbono por reduzir e podem ver agora que os metas subiram. Então há um trabalho que foi feito com as metas mas também com a orçamentação, que é uma forma de termos um plano operacional e com o envolvimento de todos para podermos alcançar e dar a nossa contribuição no que diz respeito a estas questões das mudanças climáticas”, afirmou Cláudio Afonso.

A intervenção do Primeiro-Ministro na reunião que junta cerca de 120 líderes mundiais está prevista para esta terça-feira. De quarta até ao dia 12 de Novembro as delegações técnicas vão fazer as negociações dos termos do Acordo de Glasgow e poderá ser o resultado desses acordos a terminar o futuro do planeta.

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