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O País – A verdade como notícia

 “O segredo de Moçambique são os comités locais”, PR sobre mudanças climáticas

O Chefe de Estado foi distinguido na Beira como Campeão de Gestão de Risco de Desastres da União Africana e dedicou homenagem ao povo moçambicano. O Presidente da República falava nesta  quinta-feira(15.10.2026), na cidade da Beira durante   o primeiro Congresso Internacional da Acção Humanitária e Cooperação, sob o lema

Moçambique pediu, hoje, apoio aos Estados Unidos e à Argentina na sua candidatura a membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Este órgão integra 14 países, com destaque para China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

O pedido foi feito, hoje, na entrega de cartas credenciais ao Chefe de Estado pelos novos embaixadores daqueles países do continente americano.

A diplomacia Estados Unidos-Moçambique passa a ser representada pelo embaixador Peter Handrick Vrooman, em substituição de Dennis Hearne, que deixou o cargo em Janeiro.

O novo diplomata apresentou cartas credenciais ao Chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, onde foi destacada a necessidade de reforçar ainda mais a cooperação.

Quem também apresentou cartas credenciais foi Juan Jorge Martin Nunes, diplomata mandatado a Moçambique pela Argentina para assegurar as relações entre os dois países.

Com os dois embaixadores, Filipe Nyusi falou da situação da segurança e humanitária, num contexto em que o país se debate com terrorismo e consequentes deslocados, além das calamidades naturais que também têm deixado famílias na penúria.

Na ocasião, o estadista moçambicano reconheceu o apoio que os Estados Unidos têm dado na assistência humanitária, reforço da capacidade de Defesa e Segurança e na reconstrução de Cabo Delgado. Da Argentina, Filipe Nyusi destacou a ajuda face aos efeitos dos ciclones no país e no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens da Renamo.

 

PETER H. VROOMAN REAFIRMA COMPROMISSO DOS EUA DE APOIAR A RECONSTRUÇÃO DE MOÇAMBIQUE

Após a apresentação, esta quinta-feira, das Cartas Credenciais ao Presidente de Moçambique, Filipe Jacinto Nyusi, o embaixador dos Estados Unidos da América (EUA), Peter Hendrick Vrooman, afirmou que está honrado por estar em Moçambique como o novo Embaixador do seu país.

“O Governo dos Estados Unidos está comprometido em ajudar Moçambique a construir um país mais saudável, mais seguro, mais democrático, e mais próspero para todos os cidadãos, principalmente para jovens, mulheres e pessoas com deficiência”, disse Vrooman, acrescentando estar entusiasmado em trabalhar com o Governo de Moçambique e o povo moçambicano para reforçar ainda mais os laços com os Estados Unidos.

QUEM É PETER H.VROOMAN

Peter Hendrick Vrooman é o Embaixador dos Estados Unidos para a República de Moçambique.  O Embaixador Vrooman foi nomeado pelo Presidente Joseph R. Biden Jr. a 27 de Julho de 2021 e confirmado pelo Senado a 18 de Dezembro de 2021.  Prestou juramento a 11 de Fevereiro de 2022 e apresentou as suas cartas credenciais ao Presidente Filipe Jacinto Nyusi a 3 de Março de 2022.  O Embaixador Vrooman é um oficial de carreira dos Serviços Diplomáticos Superiores, classe de Ministro Conselheiro, e um diplomata desde 1991.

O Embaixador Vrooman serviu recentemente como Embaixador dos Estados Unidos para a República do Ruanda, entre 2018 e 2022.  Foi também Encarregado de Negócios e Chefe Adjunto de Missão na Embaixada dos EUA em Addis Abeba, Etiópia.  Anteriormente, serviu como porta-voz na Embaixada dos EUA, em Nova Deli; Director para o Iraque no quadro de pessoal do Conselho Nacional de Segurança em Washington, DC; Conselheiro Político Adjunto em Tel Aviv e na Missão dos EUA junto das Nações Unidas.  Trabalhou ainda nas Embaixadas dos EUA em Bagdade, Beirute e Djibouti, bem como no Gabinete de Ligação dos EUA em Mogadíscio, Somália.  Em Washington, foi Oficial de Monitorização do Centro de Operações do Departamento de Estado e Responsável Geográfico para a Argélia no Bureau de Assuntos do Médio Oriente e Norte de África.

Nativo do Estado de Nova Iorque, o Senhor Vrooman graduou-se pela Faculdade de Harvard com uma licenciatura em Ciências Sociais e obteve também um Mestrado em Estratégia de Recursos Nacionais pela Faculdade Industrial das Forças Armadas da Universidade de Defesa Nacional, agora conhecida como Escola Eisenhower para a Segurança Nacional e Estratégia de Recursos.  Antes de se juntar aos Serviços Diplomáticos, trabalhou como assistente especial do Presidente da Universidade Americana em Cairo.  Fala Português, Kinyarwanda, Árabe e Francês e é casado com uma fotógrafa.

O Presidente da República, Filipe Nyusi exonerou hoje Carlos Agostinho do Rosário do cargo de Primeiro-ministro e Lídia de Fátima da Graça Cardoso, do cargo de Vice-Ministra da Saúde, refere um comunicado de imprensa enviado ao jornal “O País”, pela Presidência da República.

O documento não revela as causas da exoneração.

Ontem, Nyusi exonerou seis ministros, e na lista dos exonerados está Adriano Maleiane, ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, exonerado do cargo de ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Mesquita, ministro da Indústria e Comércio; João Machatine, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos; Augusta Maíta que deixa o cargo de ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas; e Carlos Siliya, exonerado do cargo de ministro dos Combatentes.

Pela primeira vez, quatro anos depois da eclosão de ataques terroristas no país, Moçambique poderá ter uma lei que trate, de forma específica, do combate ao terrorismo.

“A Lei aplica-se à prevenção, repressão e combate ao terrorismo e proliferação de armas de destruição em massa, acções conexas e aos actos de terroristas e de organizações terroristas, praticados no território nacional ou no estrangeiro, cujos autores se encontrem no país e não possam ser extraditados”, detalhou a porta-voz do Executivo, Ludovina Bernardo, explicando que mais detalhes virão a público assim que o instrumento legal for debatido e aprovado pelo Parlamento, que é para onde segue a proposta depois de aprovada pelo Conselho de Ministros. Contudo, Ludovina Bernardo garantiu que a proposta de lei não prevê tribunais específicos de julgamento de pessoas acusadas de prática de terrorismo.

Ainda hoje, a porta-voz do Governo falou dos moçambicanos que estão no Malawi, deslocados na sequência dos estragos causados pela Tempestade Tropical Ana. Há cerca de um mês que aqueles moçambicanos abandonaram as suas zonas residências em Morrumbala e Mutarara, na Zambézia e Tete, respectivamente. O Conselho de Ministros assegura que tudo está a ser feito para que as vítimas regressem ao país.

“Há acções em curso para que essas populações regressem às suas zonas de origem. Há um trabalho conjunto que está a ser realizado entre o Governo de Moçambique e o malawiano para identificar locais de origem de cada uma daquelas famílias”, assegurou Bernardo, explicando que se trabalha também com autoridades locais moçambicanas “no sentido de que estas regressem, mas em situação de segurança”.

A informação sobre o cumprimento das medidas de prevenção da COVID-19 esteve também na mesa de debate, e porque se nota uma redução de novos casos da COVID-19 e de mortes pela doença, o Conselho de Ministros decidiu relaxar ainda mais as medidas no sector da educação.

“O Conselho de Ministros autorizou o alargamento do número de alunos por turma, que eram 30 e passam, agora, para 45 alunos”, anuncia e acrescenta que “isso vai permitir que haja aumento da frequência semanal à escola pelos alunos e reforçar o contacto entre o aluno e o professor”.

Ainda na sessão, foi aprovado o Plano de Acção de Implementação da Política da Juventude em 2021, que foi implementado a 100 por cento em 72 indicadores, dos 121 definidos.

O partido Renamo afirmou, nesta quarta-feira, na cidade da Beira, que o anúncio por parte das Forças de Defesa e Segurança, da reactivação da Junta Militar da Renamo, é um sinónimo de fraqueza dos militares e que, a partir do mesmo, pretendem perseguir os seus membros impedindo a actividade política destes, sob pretexto de serem integrantes da Junta.

“A Renamo entende que é uma grande falta de responsabilidade por parte dos militares moçambicanos, num momento em que se pretende a paz, vir agitar a sociedade com informações sem nexo e inconclusivas, visto que o brigadeiro Chongo Vidigal, que fez tal anúncio, nem sequer sabia dizer quando a Junta estava supostamente reunida, em que base, e quem foi eleito o presidente para substituir Mariano Nhongo”, disse Celeste Canchite, delegada política da Renamo,

A delegada política da Renamo acrescentou que o brigadeiro Chongo falou como um elemento da população. Baseou-se em ouvir dizer. As FDS nem sequer se preocuparam em investigar para trazer informações sólidas.

Celeste Canchite, que falava numa conferência de imprensa, lembrou que o papel das Forças Armadas não é fazer política. “A sua missão é identificar focos de violência e combatê-los. A alegada reactivação da Junta Militar é uma desculpa dos nossos militares para recomeçarem a perseguir os nossos membros, tendo em conta que aproximam-se as eleições autárquicas e gerais. Vão-nos aprisionar, torturar, sequestrar e até assassinar, sob pretexto de sermos colaboradores da Junta Militar, o que contraria o espírito da paz e reconciliação”.

A Renamo entende ainda que o anúncio do ressurgimento da Junta visa mobilizar fundos para satisfazer os caprichos de alguns militares, “pois com a morte de Mariano Nhongo, antigo líder da Junta Militar, e a integração de maior parte dos membros da Junta no processo do DDR, certos círculos militares ficaram sem pretexto de guerra na zona centro e os recursos financeiros e outra logística que recebiam foram cancelados. Eles pretendem reactivar o ciclo de corrupção inventado soldados fantasmas, combustível para viaturas, alimentação para soldados, cuja finalidade é alimentar os seus caprichos”.

Para a Renamo, os guerrilheiros desmobilizados no âmbito do DDR não estão a ingressar na Junta Militar. “Mesmo sem receber os seus subsídios prometidos pelo Governo, eles estão nas suas casas, aguardado pelo dinheiro e desenvolvendo actividades políticas e contribuindo na construção da paz. São soldados disciplinados e não voltarão a pegar em armas. A Renamo é pela paz”, terminou Celeste Canchite.

Em dois anos, o Presidente da República, Filipe Nyusi, substituiu metade do seu Governo, actualmente composto por 20 ministros. Só ontem, seis desses governantes foram exonerados pelo Chefe de Estado, grande parte deles que ocupavam pastas económicas. Os lugares ficaram vagos desde às 17h00 de hoje.

Na lista dos exonerados está Adriano Maleiane, ministro da Economia e Finanças, que liderou, entre outros assuntos, o processo de renegociação das dívidas “ocultas” da MAM, ProIndicus e Ematum, tendo conseguido converter a da Ematum em dívida soberana, considerada nula pelo Conselho Constitucional.

Até o seu afastamento, Adriano Maleiane liderava o processo de negociações com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para a retoma do financiamento directo ao Orçamento do Estado, interrompido em 2016 com a descoberta do calote.

Max Tonela, exonerado do cargo de ministro dos Recursos Minerais e Energia, conseguiu recentemente viabilizar a vinda da plataforma de exploração de gás natural liquefeito para as águas profundas da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, apesar dos receios existentes devido ao terrorismo no norte do país.

É ainda na gestão de Max Tonela que Moçambique conseguiu entrar no Fórum dos Países Exportadores de Gás como observador.

Entre os exonerados está ainda Carlos Mesquita, ministro da Indústria e Comércio; João Machatine, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos; Augusta Maíta que deixa o cargo de ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas; e Carlos Siliya, exonerado do cargo de ministro dos Combatentes.

Estas mexidas no Governo foram antecedidas por outras. No dia 10 Novembro de 2021, Filipe Nyusi exonerou Jaime Neto do cargo de ministro da Defesa Nacional, tendo um dia antes, afastado Amade Miquidade do cargo de ministro do Interior e Adelaide Amurane do cargo de ministra na Presidência.

Cerca de um ano antes, a 17 de Novembro de 2020, o Chefe de Estado exonerou Gabriel Ismael Salimo do cargo de ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional.

O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul tem um novo PCA. Trata-se de Simeão Lopes, a quem o Primeiro-Ministro desafiou a encontrar recursos para financiar projectos de geração de mais postos de emprego.

Desde esta terça-feira, Simeão Lopes é o homem forte do Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul. Ao novo Presidente do Conselho de Administração da instituição, o Primeiro-Ministro deixou desafios de fomento e orientação de investimentos públicos e privados para projectos e acções prioritárias da economia azul.

“Implementação de programas e projectos que visam melhorar o nível de renda dos pescadores artesanais e da sua cadeia de valor. Promoção do uso de embarcações a motor para os pescadores artesanais, visando dotá-las de maior autonomia e segurança no mar e, consequentemente, a captura de espécies de maior valor”, desafiou o Primeiro-Ministro.

Carlos Agostinho do Rosário orientou ainda Semião Lopes a trabalhar em articulação com os outros sectores, no sentido de promover acções que concorram para uma boa governação do mar, fiscalização e investigação científica e tecnológica, assim como para a protecção e monitoria do ambiente marinho.

Simeão Lopes, que sucede a Miguel Micas no Conselho de Administração do Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul, aceitou o desafio e indicou por onde começar a trabalhar.

“Vamos trabalhar no sentido de ter uma estratégia aprovada até ao fim do ano. É um processo complexo, porque deve envolver todas as sensibilidades e interesses em relação ao mar; é uma estratégia do país e não do ProAzul”, disse Simeão Lopes.

O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul existe desde 2019 e visa promover o desenvolvimento sustentável das actividades do sector pesqueiro e marinho.

A guerra na Ucrânia não vai afectar as relações de cooperação entre a Rússia e Moçambique. A garantia é do ministro conselheiro da Rússia no país, Dimitri Sorokin, vincando que os dois países pretendem fortalecer ainda mais a parceria.

A amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e a Rússia remontam desde os primórdios da Luta de Libertação Nacional e foram formalizadas com o estabelecimento das relações diplomáticas em 1975, e, mais tarde, galvanizadas com a celebração do Tratado de Amizade e Cooperação, em 1977.

Com a recente invasão russa à Ucrânia, o que levou a sanções contra a Rússia, há receios de Moçambique ressentir-se dos efeitos dessas medidas no sector das exportações e importações.

Dimitri Sorokin esclarece que não há guerra contra civis na Ucrânia, senão uma operação militar com o objectivo de acabar com o potencial bélico que ameaça a Rússia.

Sobre o assunto, o ministro conselheiro da Rússia garante que a guerra com a Ucrânia não vai afectar o intercâmbio entre os dois países.

Para a Rússia, Moçambique exporta vários produtos, dos quais tabaco, caju e outros alimentícios. Daquele país, importam-se o trigo e algumas peças de maquinaria.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou através de Despacho Presidencial Osvalda Joana para o cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Moçambique junto a República Democrática de São Tomé e Príncipe.

A diplomata passa a exercer o cargo com residência em Luanda, onde ocupa o cargo de Embaixadora Extraordinária e Plenipotenciária da República de Moçambique junto da República de Angola, desde 2019.

Osvalda Joana foi Juíza Conselheira do Tribunal Supremo em 2012 e é Pós –graduada em Ciências Jurídicas.

O eco das paredes da sala das plenárias, hoje, tendia para um dos temas de que mais se fala no hodierno: raptos. Os deputados querem o fim deste fenómeno que volta a abalar o país, por isso exigem acções mais enérgicas contra os criminosos.

“Os raptos continuam a ser motivo de medo, pânico e insegurança dos cidadãos”. Quisera a presidente da Assembleia da República, Esperança Bias, que esse discurso fosse do passado, porquanto, há anos que os raptos têm estado a perturbar o país. Mas, as lamentações e pedidos de combate cerrado ao fenómeno são de hoje, para uma onda de raptos bem presente na sociedade.

Casos mais recentes aconteceram mesmo em Fevereiro, havendo registo de pelo menos três.

“Condenamos veementemente estas acções criminosas, que prejudicam a harmonia social e a economia”, disse a presidente do Parlamento, na sessão solene de abertura da quinta sessão ordinária da Assembleia da República, tendo, de seguida, apelado para “acção mais enérgica contra estes criminosos que põem em causa o desenvolvimento económico do nosso país”.

Esperança Bias diz que deve haver maior vigilância, responsabilização e penalização dos implicados, dos quais pouco se sabe (até existe um detido ligado a um dos raptos do mês transacto, que ocorreu nas proximidades da primeira esquadra, mas, de lá a esta parte, nada mais as autoridades moçambicanos disseram).

A dirigente do Parlamento talvez até pudesse consumir todo o tempo regulamentar da sua intervenção a fazer apelos para o fim dos raptos, dada a sua dimensão que mexe com a estrutura social e económica de Moçambique, mas as preocupações do país são várias, por isso apresentou o seu discurso por temáticas. Bias falou do terrorismo, reiterando a necessidade de as Forças de Defesa e Segurança continuarem a garantir que as populações deslocadas regressem às zonas de origem; abordou também a necessidade de acarinhamento do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens da Renamo, numa altura em que se fala da possibilidade de ressurgimento da Junta Militar da Renamo; e ainda da onda de golpes de Estado no continente africano.

 

COMBATE AO TERRORISMO

“Apraz-nos enaltecer as Forças de Defesa e Segurança pelo espírito combativo e patriótico, o que tem permitido repelir, com envolvimento da população, e desalojar os terroristas dos seus esconderijos. Saudamos as Forças de Defesa e Segurança, as Forças da SADC e do Ruanda pelos progressos registados no combate ao terrorismo, o que tem resultado na restauração da estabilidade e segurança nas zonas afectadas e encorajamos que continuem a garantir estas condições para o regresso das populações às suas zonas de origem”.

 

ESTÁGIO DO PROCESSO DE DDR

“No contexto da promoção da paz e da reconciliação nacional, saudamos os avanços registados no processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos homens da Renamo e da autoproclamada Junta Militar da Renamo, mostrando que o processo deve continuar a ser acarinhado. Ainda no contexto da reconciliação nacional, encorajamos as iniciativas das confissões religiosas na promoção do diálogo inter-religioso, visando a consolidação da paz, da convivência pacífica entre os moçambicanos e o combate ao terrorismo”.

 

GOLPES DE ESTADO EM ÁFRICA

“Constatamos, com profunda preocupação, o ressurgimento em África do fenómeno de golpes de Estado. Este fenómeno põe em causa a paz, a segurança e a estabilidade regional e continental, violando os princípios básicos do respeito pelas instituições democraticamente eleitas. Manifestamos o nosso repúdio à ascensão ao poder através de meios inconstitucionais. O mundo depara-se ainda com múltiplos desafios, entre os quais as tensões políticas e os conflitos militares em algumas zonas de África, da Ásia, da Europa e do Médio Oriente, que ameaçam a paz e segurança internacionais”.

 

FRELIMO ALERTA À JUNTA MILITAR QUE “BANDITISMO TEM FIM INGLÓRIO”

A anunciada nova liderança da Junta Militar da Renamo, após a morte de Mariano Nyongo, que dirigia o grupo, continua a dar de falar. hoje, na sessão da Assembleia da República, a bancada da Frelimo fez apelos para que os integrantes da Junta Militar da Renamo, a existirem, sigam o caminho da paz.

“Com preocupação, tomamos conhecimento de que a Junta Militar da Renamo nomeou um novo líder, sinal de que pretende continuar pelo caminho do saque, matança, assassinatos e da destruição de infra-estruturas importantes para o nosso desenvolvimento”, disse Sérgio Pantie, na sua intervenção como chefe da bancada. O deputado afirma que “a nossa experiência mostra que, sempre que o povo clama alto, todos os que persistem pelo caminho da insurgência e do banditismo armado têm um fim inglório”.

A bancada maioritária fala também de outros males que desafiam a justiça, em particular, vincando a necessidade de melhorias no trabalho deste sector. “O terrorismo, o branqueamento de capitais, o tráfico de drogas e as formas sofisticadas de corrupção colocam um desafio enorme ao nosso sistema de administração da justiça. É premente e fundamental que todos os actores envolvidos no sistema de administração da justiça se comprometam em trabalhar em conjunto para o aprimoramento do mesmo”.

E no contexto de eventos extremos da natureza, como é o caso da tempestade tropical Ana, que arrasou as províncias do Centro e Norte, a bancada da Frelimo diz que o país tem o desafio de “prosseguir na identificação e implementação de estratégias seguras de prevenção e gestão destes fenómenos naturais”. Não menos importante, aliás, dos temas mais candentes é a situação de acidentes de viação que fazem com que o país contabilize mortes nas estradas. A bancada dirigida por Pantie defende que o Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO) e a Polícia devem desencadear campanhas de sensibilização que produzam mudanças profundas no comportamento dos automobilistas.

 

RENAMO DIZ QUE FALTA CLAREZA NO PLANO DE RECONSTRUÇÃO DE CABO DELGADO

Na sua vez, a Renamo não perdeu oportunidade de criticar o Executivo em relação a vários aspectos, com destaque para a situação de reconstrução de Cabo Delgado. “O Governo anunciou um plano de reconstrução de Cabo Delgado orçado em 300 milhões de dólares. Todavia, não estão claras as formas de coordenação, complementaridade e integração entre o Orçamento do Estado para a província, o ADIN (Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte) e este Plano de Reconstrução”, disse Viana da Silva Magalhães, chefe da bancada da Renamo, para de seguida dizer que o seu “cepticismo não se motiva apenas por ser uma força na oposição, mas pelo histórico que este Governo nos tem demonstrado em matéria de má gestão de fundos públicos, onde os escândalos de roubos e a humilhação do povo se tornaram cultura do regime”.

A Renamo no Parlamento pronunciou-se também sobre as portagens instaladas na Estrada Circular de Maputo, argumentando que o valor cobrado é elevado para o salário mínimo em vigor no país e que se falha por não colocar vias alternativas de entrada e saída do centro da Cidade de Maputo para os que não puderem pagar taxas de portagem.

“Neste trajecto de casa para o serviço, foram colocadas portagens que mensalmente irão custar cerca de 2400 Meticais aos bolsos dos cidadãos, valor este que é quase metade do salário mínimo nacional, o que é inconcebível. E como forma de demonstrar que as portagens foram mesmo feitas com a intenção única de assaltar os bolsos do pacato cidadão, nem estradas alternativas foram construídas, o que contraria os princípios mundiais que norteiam a existência de portagens”, disse Magalhães, que conclui afirmando que “não se percebe como é que em estradas que foram construídas com recurso ao endividamento público venha uma empresa estranha e comece a cobrar aos mesmos moçambicanos que estão endividados. Para piorar, este valor que esta empresa irá arrecadar não vai servir para o pagamento da dívida contraída para a construção da Estrada”.

 

MDM DENUNCIA PARTIDARIZAÇÃO DO APOIO SOCIAL NO ÂMBITO DA COVID-19

Já há muito que a distribuição de dinheiro às famílias como ajuda para minimizar os impactos da COVID-19 vem gerando confusão e insatisfação nos locais de recepção.

Hoje, a bancada do MDM disse que a ajuda está a ser distribuída em função da filiação partidária dos beneficiários.

“Há uma manifestação de insatisfação pela forma como os apoios de carácter social e reforço à resiliência são dados para as famílias em situação da pobreza no âmbito de mitigação do impacto da COVID-19”, contextualizava o chefe da bancada do MDM, para de seguida afirma que “a discriminação nos apoios, baseada na filiação partidária, e o discurso usado para justificar esta atitude, segundo a qual os fundos distribuídos são provenientes dos cofres do partido no poder, só revela a dimensão de corrupção instalada no nosso seio. Apelamos para que haja transparência neste processo de apoio social”.

Na quinta sessão ordinária da Assembleia da República, que hoje iniciou e estender-se-á até 13 de Maio, 25 temas vão a debate, com destaque para propostas legais e uma das quais se refere à Lei da Comunicação Social e Radiodifusão, cuja proposta gera uma onda de contestação nas organizações da sociedade civil e na comunicação social.

O instrumento prevê a existência de uma autoridade da comunicação social subordinada ao Governo, o que é entendido como tentativa de coartar a liberdade de imprensa. Entretanto, a bancada minoritária (MDM, com seis deputados dos 250 existentes no Parlamento), diz que “faremos respeitar as conquistas da liberdade de imprensa e defenderemos uma imprensa livre sem o controlo político nem interesses de grupos socioeconómicos”. O MDM fala também do processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração dos homens da Renamo, afirmando que “a insatisfação no processo do DDR deve ser discutida sem preconceitos, de forma inclusiva envolvendo toda sociedade. A resolução de qualquer conflito sem resolver as causas é uma estratégia errada”.

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