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O País – A verdade como notícia

Chapo anuncia reabilitação do Instituto Politécnico Armando Emílio Guebuza

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, anunciou esta quinta-feira, em Manica, a reabilitação e o apetrechamento do Instituto Politécnico Armando Emílio Guebuza, localizado em Chigodole, distrito de Vanduzi, uma instituição vocacionada para a formação técnico-profissional de filhos de antigos combatentes. A decisão surge depois de uma visita de Chapo ao

A governar um país que já vive o drama causado por ataques terroristas, Filipe Nyusi mostra-se aberto a avaliações externas sobre o respeito dos direitos humanos. O Presidente da República reconhece, porém, que o terrorismo continua um desafio para o cumprimento integral dos direitos das pessoas afectadas.

Filipe Nyusi foi convidado a orientar a cerimónia de abertura da IV Conferência sobre Acesso à Justiça e Direitos Humanos em Moçambique, evento organizado pelo Ministério da Justiça, através do Instituto do Patrocínio e Assistência Judiciária. Na sua intervenção, o Chefe de Estado reiterou a abertura do país a avaliações externas sobre a matéria dos direitos humanos.

“Moçambique apresentou o relatório do terceiro ciclo de Revisão Periódica Universal, ao Grupo de trabalho do Conselho dos Direitos Humanos nas Nações Unidas, em Maio do ano passado. O relatório foi apresentado com espirito de abertura, transparência e interação que têm caracterizado a nossa posição perante os exercícios de diálogo sobre a avaliação do desempenho do país em matérias de direitos humanos. A avaliação externa tem o condão de aprimorar o nosso sentido de exigência endógena nessa matéria”, iniciou Filipe Nyusi para quem o país está sensível aos protocolos internacionais sobre a matéria.

“No âmbito das recomendações adoptadas, o país comprometeu-se a aderir aos princípios orientadores das Nações Unidas sobre negócios, direitos e princípios voluntários inerentes à segurança e direitos humanos. O diálogo sobre esses princípios orientadores baseou-se nos desafios enfrentados na promoção e protecção dos direitos humanos, particularmente, no contexto em que nos encontramos a combater o terrorismo, no norte da província de Cabo Delgado. Esses desafios fazem-se sentir, no quadro da responsabilidade social corporativa das empresas multinacionais de exploração de recursos minerais junto das comunidades”, explicou.

O Chefe de Estado reconheceu ainda que a Justiça não chega a todos os moçambicanos, tendo avançado medidas em curso para reverter o cenário. “Reiteramos a nossa convicção de que o Estado tem a obrigação de prover o direito junto da população, no entanto é de nosso conhecimento que, mesmo buscando o respeito ao princípio de igualdade dos cidadãos perante a lei, a rede judiciária ainda não cobre todo o território moçambicano. Por isso, lançamos, em Maio de 2021, a iniciativa Um Distrito, “Um Edifício Condigno para o Tribunal”, uma iniciativa que prevê a construção de 61 novos tribunais até ao ano 2023”, precisou.

Porque o terrorismo é um dos temas de debate na conferência, Nyusi pediu ideias inovadoras para melhorar a actuação do Estado nas zonas em conflito.

De salientar que a conferência decorreu sob lema: Acesso à Justiça, Negócios e Direitos Humanos em Moçambique.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) aprovou a proposta do dia 11 de Outubro de 2023 para a realização das sextas eleições autárquicas.

A aprovação da data surge, segundo a CNE, em cumprimento do preceituado legal que recomenda a necessidade da marcação da data da realização das eleições com antecedência mínima de 18 meses.

Após a aprovação, a proposta é submetida ao Conselho de Ministros, acompanhada do cronograma do sufrágio eleitoral para acolhimento e marcação da data definitiva.

As últimas eleições autárquicas tiveram lugar a 10 de Outubro de 2018. A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, venceu as eleições autárquicas em 44 dos 53 municípios do país, incluindo na capital, Maputo.

O principal partido da oposição, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), venceu em sete municípios, incluindo duas capitais provinciais: Quelimane e Nampula.

Por sua vez, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) manteve o poder na cidade da Beira, capital provincial de Sofala.

O Presidente de Portugal já se encontra em Moçambique. À chegada, Marcelo Rebelo de Sousa disse que as componentes militar, política e económica são alguns dos pontos fortes da sua visita de quatro dias.

O voo comercial da companhia aérea portuguesa, TAP, no qual o Chefe de Estado português se fazia transportar, aterrou no Aeroporto Internacional de Maputo, por volta das 07h30.

De um lado, saíam os passageiros e de outro o Presidente português para uma visita oficial de quatro dias a Moçambique.

Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido com honras militares, uma coroa de flores oferecida pelas crianças e retribuiu com carinho.

Continuou com os procedimentos protocolares. Cumprimentou os dirigentes moçambicanos, membros do corpo diplomático e da Comunidade Portuguesa Residente em Moçambique, que foram recebê-lo no Aeroporto Internacional de Maputo.

O Presidente português assistiu às actuações culturais, desde dança até aos cânticos de boas vindas. Apesar das restrições, devido à pandemia da COVID-19, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de manifestar o seu carisma. Espalhou beijos, abraços e não faltou de que gosta: posar para fotos, fazendo jus à forma carinhosa com que é tratado – “o Presidente das selfies”.

Já quase a sair do Aeroporto Internacional de Maputo, o Presidente de Portugal teceu breves comentários da sua visita a Moçambique. “É uma grande alegria, emoção em aqui estar outra vez. Como disse, é a minha segunda casa, a seguir a Portugal. Eu volto sempre a Moçambique”, afirmou o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, num tom entusiasmado.

De seguida, deu a conhecer alguns dos pontos da visita. “Vamos falar de tantos problemas, tantas questões importantes, sobretudo para o futuro, colaboração económica, financeira, formação militar, em termos políticos e diplomáticos. Há tanta coisa até pequenos problemas como ciclone Gombe. Estamos juntos”, arrolou Marcelo Rebelo de Sousa.

Esta é a terceira vez que Rebelo de Sousa visita o país enquanto Presidente de Portugal. A primeira foi em 2016 e a segunda em 2020.

O presidente de Portugal já se encontra em Moçambique. À chegada, Marcelo Rebelo de Sousa disse que as componentes militar, política e económica são alguns dos pontos fortes da sua visita de quatro dias.

O voo comercial da companhia aérea portuguesa, TAP, no qual o Chefe de Estado português se fazia transportar, aterrou no Aeroporto Internacional de Maputo, por volta das 07h30.

De um lado saíam os passageiros e de outro o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, para uma visita oficial de quatro dias a Moçambique.

Marcelo Rebelo de Sousa foi recebido com honras militares, uma coroa de flores oferecida pelas crianças e retribuiu com carinho.

Continuou com os procedimentos protocolares. Cumprimentou os dirigentes moçambicanos, membros do corpo diplomático e da Comunidade Portuguesa Residente em Moçambique, que foram recebê-lo no Aeroporto Internacional de Maputo.

O presidente português assistiu às actuações culturais desde dança até aos cânticos de boas vindas. Apesar das restrições, devido à pandemia da COVID-19, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de manifestar o seu carisma. Espalhou beijos, abraços e não faltou o que gosta: posar para fotos, fazendo jus à forma carinhosa com que é tratado “o presidente das selfies”.

Já quase a sair do Aeroporto Internacional de Maputo, o presidente de Portugal teceu breves comentários da sua visita a Moçambique. “É uma grande alegria, emoção em aqui estar outra vez. Como disse, é a minha segunda casa, a seguir a Portugal. Eu volto sempre a Moçambique”, afirmou o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, num tom entusiasmado.

De seguida, deu a conhecer alguns dos pontos da visita. “Vamos falar de tantos problemas, tantas questões importantes, sobretudo para o futuro, colaboração económica, financeira, formação militar, em termos políticos, diplomáticos. Há tanta coisa até pequenos problemas como ciclone Gombe. Estamos juntos” arrolou Marcelo Rebelo de Sousa.

Esta é a terceira vez que Rebelo de Sousa visita o país enquanto presidente de Portugal. A primeira foi em 2016 e a segunda em 2020.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, procede, amanhã, à abertura da IV Conferência sobre Acesso à Justiça e Direitos Humanos em Moçambique, sob o lema “Acesso à Justiça: Negócios e Direitos Humanos em Moçambique”.

Segundo um comunicado de imprensa da Presidência da República, o evento é uma plataforma de debate e análise à volta dos modelos, estratégias e finalidades do acesso à justiça e direitos humanos no país, assim como de reflexão sobre os melhores caminhos que o país deve adoptar para a questão dos direitos humanos, de acordo com os vários instrumentos jurídicos nacionais e internacionais.

Ainda ontem, o Presidente da República nomeou, Amélia Eunice Deolinda Mangujo Simbine; Nelson Osman José Paulo Jeque, e Cláudio Eduardo Ernesto Pene, para os cargos de Juízes Conselheiros do Tribunal Administrativo.

 

PRESIDENTE DA REPÚBLICA FELICITA HOMÓLOGO SUL-COREANO

O Presidente da República, Filipe Nyusi, felicitou ontem, Yoon Suk-Yeol, pela sua eleição ao cargo de Presidente da República da Coreia do Sul.

Na sua mensagem, Nyusi afirma que ao assumir as novas funções, manifesta a sua total disponibilidade de trabalhar com o Presidente da República da Coreia em prol da consolidação das relações de amizade e cooperação existentes entre os dois Povos e Países, bem como no concernente a prevenção e combate à pandemia da COVID-19 em que a República de Moçambique conta com o apoio da República da Coreia.

“A eleição de Vossa Excelência para o desempenho de tão nobres funções atesta o reconhecimento do empenho e capacidade de Vossa Excelência para liderar a nação e o Povo coreanos no aprofundamento do progresso e bem-estar”, diz ainda a mensagem do estadista moçambicano.

O Chefe do Estado moçambicano endereça ainda, em nome do Povo e do Governo da República de Moçambique e no seu próprio, as mais calorosas felicitações ao Presidente Yoon Suk-Yeol, bem assim os melhores votos de boa saúde e sucessos no desempenho das prestigiosas funções a que foi eleito.

 

LILONGWE ACOLHE CONSELHO DE MINISTROS DA SADC

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, participa em Lilongwe, capital malawiana, na sessão do Conselho de Ministros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), que terá lugar amanhã (sexta-feira) e sábado.

A chefe da diplomacia moçambicana vai participar do encontro dos ministros desta organização, evento no qual serão debatidos temas como a operacionalização do Centro de Operações Humanitárias de Emergência (COHE), sediado em Nacala, a transformação do Fórum Parlamentar da SADC em Parlamento, a pandemia da COVID-19, a integração regional e outros assuntos de carácter administrativo e financeiro comunitário.

O Conselho de Ministros da SADC, que irá decorrer em formato híbrido (presencial e virtual), em observância dos protocolos sanitários da pandemia, será antecedido da reunião do Comité Permanente dos Altos Funcionários e do Comité de Finanças desta organização.

A Assembleia da República aprovou por consenso, hoje, a revisão da Lei do Desporto, cuja mexida principal visa incluir pessoas com deficiência e, especificamente, praticantes do desporto surdos. A nova lei cria o comité paralímpico e o surdolímpico.

Um comité paralímpico é uma entidade desportiva dedicada à prática do desporto para pessoas com deficiência. É esta entidade que está prevista na Lei do Desporto revista ontem, na generalidade, pela Assembleia da República.

Na verdade, o país já tinha um comité paralímpico, entretanto a sua existência não estava prevista na Lei do Desporto. Outra entidade que passará a existir, de acordo com a nova lei, é o comité surdolímpico. Este dedica-se especificamente ao desporto para pessoas surdas.

No debate, na generalidade, esteve a ministra da Justiça, Assuntos Constitucionais a justificar a pertinência da revisão deste instrumento legal que existe desde 2002.

“Volvidos 19 anos de vigência da Lei de bases do desporto, a mesma demonstra-se ineficaz e lacunosa face às exigências da actualidade e em algumas matérias de carácter fundamental para o desenvolvimento do desporto”, disse Helena Kida, para depois argumentar que era necessário redefinir o quadro legal em conformidade com organismos desportivos internacionais, com foco na previsão de mecanismos para o licenciamento do exercício de actividades desportivas económicas, integração de actividades desportivas económicas, redefinição dos mecanismos eleitorais das federações desportivas, entre outras matérias.

Embora aprovada por consenso, a proposta legal criou divergências entre as bancadas do Parlamento, com o deputado Fernando Matouassanga, da bancada da Renamo a acusar o Governo de não estar preocupado com a qualidade das infra-estruturas desportivas, privilegiando afinidades políticas na selecção dos construtores, em detrimento da competência técnica.

Já a bancada do MDM, por via do deputado Albano José, defendeu a necessidade de haver inclusão de todas as províncias na prática do desporto, valorizando talentos, ainda que em zonas recônditas. Aliás, o político diz que Moçambique precisa identificar uma modalidade desportiva e se focar nela para que seja “a bandeira” do país.

Já Jovial da Cruz, deputada da Assembleia da República pela bancada da Frelimo, diz ser fundamental que a lei saia do papel para o terreno, porque as principais dificuldades que o país tem é a implementação das leis.

A implementação da revista Lei do Desporto, que ainda não passou em definitivo na Assembleia da República, deverá custar ao Estado, anualmente, mais de 3.2 milhões de Meticais, resultante da criação do Comité Nacional do Desporto (entretanto, entidade com mesmas atribuições e competências já existia na antiga lei, nomeadamente o Conselho Nacional do Desporto) e a Comissão Nacional de Ética Desportiva.

 

APROVADA PRIMEIRA LEI DE IDENTIFICAÇÃO CIVIL

Ainda ontem, o Parlamento aprovou, também por consenso e na generalidade, a Lei que Estabelece o Regime Jurídico de Identificação Civil e do Bilhete de Identidade. É a primeira lei que o país aprova para reger a identificação civil e o bilhete de identidade no país, sendo que todos os actos antes praticados relacionados com esta matéria eram baseados em decretos aprovados na era colonial.

Entretanto, a Lei ontem aprovada na generalidade não traz grandes novidades, se não sistematizar em único documento o que já era previsto em decretos. Esta Lei, garante que o Governo, não vai acarretar nenhum encargo financeiro adicional, até porque não prevê nenhuma alteração de estrutura institucional, nem a admissão de novos funcionários.

Na hora do debate, houve aspectos de destaques recomendados pelo Governo, mormente a necessidade de garantir maior segurança na emissão de bilhetes de identidade, num contexto em que várias pessoas já foram detidas por posse de bilhetes falsos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, procede amanhã, às 09 horas, na Cidade de Maputo, à abertura da IV Conferência sobre Acesso à Justiça e Direitos Humanos em Moçambique, sob o lema, “Acesso à Justiça: Negócios e Direitos Humanos em Moçambique”.

Segundo uma nota da Presidência da República, trata-se de uma plataforma de debate e análise à volta dos modelos, estratégias e finalidades do acesso à justiça e direitos humanos no país, assim como de reflexão sobre os melhores caminhos que o país deve adoptar para a questão dos direitos humanos.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República de Portugal, efetua uma visita oficial a Moçambique, entre os dias 17 e 20 de Março corrente, a convite do seu homólogo Filipe Nyusi.

Esta será a terceira vez em que Marcelo Rebelo de Sousa visita Moçambique, enquanto Presidente da República, sendo a primeira em 2016 e a segunda em 2020.

Além dos encontros na Presidência da República e na Assembleia da República, a visita do Chefe de Estado português terá uma forte componente militar e uma dimensão empresarial, segundo uma mensagem que consta do site da Presidência portuguesa.

No país, Marcelo Rebelo de Sousa irá visitar a Escola de Fuzileiros Navais moçambicana, no âmbito da cooperação bilateral na área da defesa.

No quadro da Missão de Formação Militar da União Europeia, o Presidente de Portugal vai visitar dois centros de treino, um situado na Companhia de Fuzileiros Independente da KaTembe, e outro no campo militar de treino do Dongo, na província de Manica.

Durante a sua estadia em Moçambique, Marcelo Rebelo de Sousa irá inaugurar, junto do Presidente de Moçambique, um empreendimento turístico do Grupo Visabeira, no Parque Nacional de Maputo.

Na capital moçambicana, Rebelo de Sousa vai visitar a Escola Portuguesa de Moçambique, bem como a Universidade Eduardo Mondlane, para assinalar os 30 anos da cooperação entre a Faculdade de Direito desta instituição e a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, bem como encontrar-se com a Comunidade Portuguesa.

Num outro momento, Rebelo de Sousa e Filipe Nyusi irão inaugurar a Academia Aga Khan em Moçambique, na presença do Príncipe Rahim Aga Khan.

O Governo não vai responder a pressões para se posicionar sobre o apoio ou condenação das partes envolvidas na guerra na Ucrânia. Quem o diz é a ministra dos Negócios Estrangeiros, Verónica Macamo, que argumenta que o mais importante é o diálogo para o alcance da paz entre as partes.

Moçambique faz parte dos 35 países que se abstiveram de condenar a invasão russa à Ucrânia, dos 193 Estados-membros da Nações Unidas.

Perante a neutralidade do país, o embaixador dos Estados Unidos da América (EUA) em Moçambique, Peter Handrick Vrooman, defendeu apoio aos ucranianos, numa mensagem clara dirigida a Moçambique, lembrando que o nosso país sempre teve apoio dos EUA. Entretanto, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação diz que Moçambique já se posicionou e não há possível mudança.

“A nossa grande preocupação é que as partes se sentem para encontrar solução. Sabemos o quão complicada é uma guerra. Não queremos que esta guerra continue. Ainda que condenemos (uma das partes envolvidas), isso não vai resolver o problema. É preciso que as partes se sentem e usem o diálogo responsável para ultrapassar o problema”, diz Verónica Macamo, para depois acrescentar que a “pressão vai existir sempre para estar num sentido ou noutro, mas não é o mais importante”.

Não é importante, o importante neste momento é garantir que o país continue a ter boas relações com todos, defende a governante.

“Nós temos relações com todos os países e pensamos que, nesse bom relacionamento, devemos unir esforços para aconselhar as partes desavindas para ultrapassar o problema”.

Verónica Macamo falou, também, da situação dos moçambicanos no Malawi, que fugiram do país de origem devido ao impacto da tempestade tropical Ana nas províncias de Zambézia e Tete, garantindo que as diligências continuam para o regresso das vítimas.

Verónica Macamo falava à margem da cerimónia de atribuição de título de Honoris Causa ao falecido Siegfried Anton Lingel.

 

CÔNSUL HONORÁRIO SIEGFRIED LINGEL RECEBE TÍTULO DE HONORIS CAUSA EM HUMANIDADE

A Universidade Católica de Moçambique atribuiu hoje, a título póstumo, o grau de Doutor Honoris Causa em humanidade a Siegfried Lingel, que foi cônsul honorário de Moçambique nos Estados Federais da Alemanha.

Siegfried Anton Lingel, que nasceu na Alemanha, foi cônsul honorário de Moçambique nos Estados Federados alemães de Baviera, Turíngia e Saxónia durante 27 anos.

Homem que se destacou na ajuda aos moçambicanos em áreas sociais, como a educação, Lingel criou a DMG, uma associação entre Alemanha e Moçambique, e que, até hoje, se tem mostrado como organização filantrópica. Foi, por estes e mais feitos, que foi atribuído, esta terça-feira, o título de Honoris Causa em humanidade, representado pelo seu filho, Marcus Lingel, já que não está mais em vida.

O seu padrinho, o antigo Chefe de Estado, Joaquim Chissano, destaca alguns feitos do desenvolvimento do país.

“Esta organização criada (DMG) tem-se notabilizado pela enorme vocação filantrópica, cujo foco em Moçambique é a construção, apetrechamento e sustento de escolas pré-primárias, primárias e secundárias, assim como no ensino vocacional técnico-profissional”, diz Chissano.

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação esteve na cerimónia em representação do Presidente da República, Filipe Nyusi. Verónica Macamo diz que Lingel teve uma causa nobre inesquecível.

“A causa do amor ao próximo, apoiando projectos socioeconómicos, nas áreas de saúde, educação, cultura, desporto na Cidade e Província de Maputo, Gaza, Inhambane, assim como em Niassa e Cabo Delgado, onde privilegiou ajuda às comunidades rurais”, reconhece Macamo.

O filho de Lingel, hoje também cônsul de Moçambique num dos Estados da Alemanha, não escondeu a emoção pelo reconhecimento ao falecido pai.

“Ele levou este trabalho (de cônsul honorário) com muita seriedade e fez de tudo para servir esta função com honra”, disse Marcus Lingel.

A aprovação da deliberação do título de Honoris Causa a Siegfried Lingel foi feita pelo conselho universitário da UCM em 2019. A cerimónia de atribuição do título, esta terça-feira, foi abrilhantada por alguns momentos culturais.

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