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O País – A verdade como notícia

Os membros da Comissão Nacional de Eleições, pertencentes à Renamo, dizem não ser autênticos os resultados do recenseamento eleitoral que termina amanhã. Face às irregularidades registadas no processo, o vice-presidente da CNE, Fernando Mazanga, alerta que a democracia está em risco.

Quando falta 1 dia para o fim do recenseamento eleitoral, Fernando Mazanga, vice-presidente da CNE, chamou esta sexta-feira a imprensa para elevar o tom de descontentamento sobre o processo.

Mazanga acusa o partido no poder e os órgãos eleitorais de promoverem as irregularidades e fraudes registadas. Desvaloriza ainda a extensão por mais duas horas do funcionamento das brigadas de recenseamento e fala da possível exclusão de mais de 200 mil eleitores, só na Matola.

Fernando Mazanga vai mais longe e alerta que com a situação, a democracia fica ameaçada. Contudo, o partido Renamo irá apresentar seu posicionamento sobre o processo já este sábado.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, realiza hoje uma visita de trabalho à província de Sofala.

Nesta região, segundo um comunicado da Presidência da República, o Chefe do Estado vai inaugurar a Rede Eléctrica do Posto Administrativo de Chupanga, no distrito de Marromeu, no âmbito do Programa “Energia para Todos”, que visa a expansão da energia eléctrica às áreas peri-urbanas e rurais em todo o país.

Ainda em Sofala, o Chefe do Estado vai, igualmente, inaugurar o Armazém Regional de Medicamentos, na Cidade da Beira, uma infra-estrutura construída de raiz, cujo objectivo é o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, no âmbito da prossecução do Programa Quinquenal do Governo 2020-24.

A Rússia vai fornecer equipamento militar a Moçambique para melhorar a capacidade nacional de combate ao terrorismo e de defesa do território. A notícia foi avançada, esta quarta-feira, em Maputo, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, depois de uma audiência com o Presidente da República, na qual Filipe Nyusi recebeu convite para participar na segunda Cimeira Rússia–África, em Julho próximo, na cidade de São Petersburgo.

Depois de mais de hora e meia de audiência à porta fechada, com Filipe Nyusi, no seu gabinete de trabalho, o chefe da diplomacia russa, surgiu acompanhado por Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

Na sala onde iria decorrer a conferência de imprensa, estavam mais de duas dezenas de jornalistas, que aguardavam pelas primeiras declarações após o extenso encontro entre o Presidente da República e Sergei Lavrov.

Conhecido por seu estilo incisivo, Lavrov teve a sua intervenção marcada de promessas e recados ao ocidente.

Sobre promessas, a Rússia disse estar pronta para fornecer equipamento militar a Moçambique para melhorar a capacidade de defesa e combate ao terrorismo, através da reactivação da cooperação técnico-militar, que tinha sido suspensa por causa da pandemia da COVID-19.

A Rússia está “disposta a fornecer equipamentos aos amigos moçambicanos, tanto para o  reforço da segurança do país, como para combate antiterrorista”, frisou Lavrov, especificamente, numa alusão aos ataques insurgentes em Cabo Delgado.

Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, que acompanhou Lavrov durante a sua visita a Maputo, manifestou o desejo de Moçambique de reforço das relações bilaterais e reiterou o apelo para o fim da guerra na Ucrânia.

“É a demonstração inequívoca do interesse comum de levar, por diante, tudo o que foi acordado”, disse Mesquita, sublinhando que “equipas técnicas estão a rever todos os memorandos e acordos”, e acrescentou que “daqui a mês e meio, na cimeira, na cidade de São Petersburgo, vamos ter a oportunidade de eventualmente assinar novos acordos”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo falou também do encontro que Filipe Nyusi e Vladimir Putin vão manter em Julho, à margem da cimeira Rússia-África, na cidade de São Petersburgo, para o efeito entregou o convite ao Chefe de Estado moçambicano nesta visita.

“Preparamo-nos para a segunda cimeira Rússia-África, em Julho, em São Petersburgo, entre os dias 26 e 29, e esperamos uma comitiva representativa de Moçambique, liderada pelo Presidente Nyusi. Além da agenda, haverá um encontro bilateral entre o Presidente Putin e o Presidente Nyusi.”

Lavrov deixou ficar, igualmente, a promessa de mais investimento de empresários russos em Moçambique, a chegada nos próximos dias de um navio, em Nacala, com apoio alimentar, assim como o aumento de bolsas para estudantes moçambicanos na Rússia.

A visita de Sergei Lavrov a Moçambique  (a terceira, depois de 2013 e 2018) acontece cinco dias depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, ter estado com Filipe Nyusi, também com compromissos idênticos, o fortalecimento das relações entre Kiev e Maputo.

O chefe da diplomacia russa iniciou a passagem por África na segunda-feira, em Nairobi, onde se reuniu com o Presidente queniano, William Ruto, e na terça-feira esteve em Bujumbura, Burundi, onde se encontrou com o seu homólogo, Albert Shingiro.

Sergei Lavrov segue agora para a África do Sul, onde, nesta quinta e sexta-feira, na Cidade do Cabo, deverá participar numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em preparação da cimeira que vai decorrer em Agosto.

 

Rússia acusa EUA de terem “miragens” por alegar que Pretória lhe deu armas

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia acusa os Estados Unidos da América de terem miragens por declarar que a África do Sul deu armamento a Moscovo, através de um navio, em Dezembro passado. O chefe da diplomacia russa disse apreciar e respeitar a neutralidade de Moçambique sobre a guerra na Ucrânia.

A visita de trabalho de dois dias de Sergey Lavrov a Maputo serviu, também, para o esclarecimento de questões polémicas ligadas à Rússia. Com declarações em tom crítico aos EUA e ao Ocidente, em geral, o diplomata acusou o embaixador dos Estados Unidos de ter miragens, ao alegar que a África do Sul forneceu armas à Rússia.

Sobre a neutralidade de Moçambique sobre a invasão da Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo disse apreciar o facto de o país ter a sua própria posição, ao não se submeter às agendas dos países ocidentais.

“Moçambique tem a sua própria posição, acusando os países ocidentais de tentarem impor uma agenda a África para não fazer comércio, não dialogar, nem expandir relações com a Rússia”, explicou.

Sergey Lavrov é o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia há mais tempo no posto. Assumiu o cargo em 2004.

Uma missão da Marinha de Guerra portuguesa encontra-se em Moçambique para cooperar no sector da segurança marítima. Numa iniciativa denominada “Mar Aberto”, os portugueses estão também a capacitar a Marinha de Guerra moçambicana para melhor combater o terrorismo e outros males no mar.

O navio da Marinha de Guerra portuguesa encontra-se, no Porto de Maputo, desde o passado dia 28 de Maio, tendo já desenvolvido várias acções de formação à Marinha de Guerra de Moçambique, além de a capacitar em matérias de segurança na navegação marítima.

A embarcação, tripulada por fuzileiros navais e mergulhadores lusos, está provida dos mais modernos equipamentos de comunicação, navegação e segurança marítima. O contacto com Moçambique visa, também, partilhar essa tecnologia.

“Essencialmente, concentramo-nos no treino dos fuzileiros em técnicas de abordagem e patrulhamento. Na área de fiscalização marítima, tivemos a oportunidade de interagir com os militares da marinha, lanchas da marinha e também elementos da equipa de fiscalização. Tocamos, também, um pouco na formação dos aspirantes à marinha de Moçambique que estão na Escola Náutica. Trocamos experiência sobre segurança na navegação e segurança da embarcação, no que diz respeito ao combate a incêndios e a sinistros das pessoas a bordo”, disse Aristides da Costa, comandante do navio de guerra luso.

O apoio no combate ao terrorismo é um dos objectivos desta missão em Moçambique. Segundo o comandante Aristides da Costa, a segurança na terra é complementada pela segurança no mar. Então, sabendo que algumas incursões dos terroristas são feitas no mar, é necessário investir nesta área, tal como Moçambique tem estado a fazer.

Um grupo de estudantes da Escola Portuguesa em Maputo teve a oportunidade de se inteirar, esta quarta-feira, das valências do navio da Marinha de Guerra lusa. No âmbito da segurança marítima, a iniciativa “Mar Aberto” manterá permanente vigilância e realizará a monitorização constante da área em que navegar, contribuindo para o combate à pirataria e ataques armados contra a navegação mercante. A força lusa deixa Moçambique, esta quinta-feira, para a vizinha África do Sul, onde vai participar no dia de Portugal no próximo dia 10 de Junho.

O Estado português, através da marinha de guerra, desenvolve, anualmente, a iniciativa “Mar Aberto”. Nesse sentido, uma Força Nacional Destacada (FND) constituída para a realização de missões de segurança marítima e apoio à política externa do Estado Português, largou da Base Naval de Lisboa no passado dia 15 de abril e integra uma secção de projecção de força constituída por fuzileiros, uma equipa de segurança também constituída por militares deste corpo, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.

Ao longo da sua missão, que durará mais de quatro meses, esta Força Portuguesa marcará presença em 14 países e visitará 20 portos diferentes, destacando-se a participação nas comemorações do Dia de Portugal, que decorrerão na África do Sul, na Cidade do Cabo, e que serão presididas por Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa.

Marcando, ao fim de mais de uma década, o regresso da iniciativa “Mar Aberto” aos seis países africanos lusófonos, a visita a Moçambique teve uma duração de cinco dias.

Um dos principais objectivos desta missão é contribuir para a segurança marítima na região do Golfo da Guiné (GdG), nomeadamente na missão de apoio à guarda-costeira santomense, assim como várias iniciativas de cooperação bilateral no domínio da defesa com os vários países onde irá fazer escala. Aqui há sempre um navio luso que ajuda nestas missões de salvaguardar a segurança na navegação marítima.

A iniciativa “Mar Aberto” 2023 visa ainda contribuir para a satisfação de compromissos internacionais assumidos por Portugal com os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e inclui ainda a participação nacional no projecto da União Europeia das Presenças Marítimas Coordenadas para a região do GdG. No âmbito da Cooperação no Domínio da Defesa, serão desenvolvidas actividades de cariz naval, de presença naval, de apoio à diplomacia e de cooperação com as Marinhas de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, e com a guarda costeira de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe.

O ministro das relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, visita esta quarta-feira Moçambique, onde terá um encontro com o ministro das Obras Públicas para debater as relações bilaterais e a guerra na Ucrânia, anunciaram as autoridades de Maputo.

“Os governantes abordarão o reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação, assim como a situação política, social, económica e de segurança dos dois países. Irão, igualmente, trocar impressões sobre a guerra na Ucrânia”, lê-se em comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

O chefe da diplomacia russa iniciou a sua visita ao continente africano na segunda-feira, em Nairobi, onde se reuniu com o Presidente queniano, William Ruto, e hoje esteve em Bujumbura, Burundi, onde se encontrou com o seu homólogo, Albert Shingiro.

Lavrov deverá participar numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do grupo BRICS, na Cidade do Cabo, na quinta e sexta-feira, em preparação da cimeira que o país acolhe em Agosto.

A visita a África surge depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, ter concluído, na semana passada, uma digressão pelo continente, que incluiu Moçambique, durante a qual instou os países africanos a acabarem com a neutralidade em relação à guerra na Ucrânia.

Moçambique está entre os países que se abstiveram em votações na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a condenar a invasão russa.

O presidente do MDM, Lutero Simango, mostrou-se preocupado com o estágio do processo de recenseamento eleitoral na cidade da Beira, caracterizado por lentidão, e acusou o STAE de estar, deliberadamente, a impedir a inscrição de eleitores e de ter acesso ao cartão de eleitor.

O presidente do MDM fez estes pronunciamentos na tarde deste sábado na cidade da Beira, depois de ter visitado alguns postos de recenseamento.

“Testemunhamos a forma abusiva com que são tratados os nossos concidadãos pelo STAE, quando tentam, a todo custo, recensear-se para poder exercer o seu direito nas próximas eleições autárquicas. Os beirenses madrugam para os postos de recenseamento com a esperança de poder ter os cartões de eleitores e não conseguem, porque há pessoas numa lista chamada especial, que estão a recensear-se todos os dias, em detrimento dos que ficam dias na fila. Isto é grave”, lamentou Simango.

Para o número um do partido do galo, o mais preocupante é o facto de muitos eleitores estarem a ser impedidos de se recensear por apresentar cédula pessoal ou cartão de eleitor das últimas eleições ou ainda apenas na presença de testemunhas.

“Estamos preocupados e acreditamos que estas atitudes do STAE estão a ser politicamente manipuladas, e o responsável por esta manipulação é o partido Frelimo, que tenta, a todo o custo, recensear apenas os seus membros e simpatizantes. Apelamos aos ‘camaradas’ para deixarem de manipular o processo. Deixem de manobrar o processo. Deixem os moçambicanos recensearem-se livremente.”

O presidente do MDM apelou, de seguida, aos potenciais eleitores para continuarem a afluir aos postos de recenseamento. “Não desistam, pois só com o cartão de eleitor é que vocês poderão definir o futuro político da autarquia da Beira. Por outro lado, aguardo que a Comissão Nacional de Eleições responda positivamente ao nosso apelo para a prorrogação do recenseamento eleitoral.”

Refira-se que, no princípio deste mês, o MDM submeteu uma queixa-crime contra o director do STAE da cidade da Beira, o chefe das operações e 60 supervisores acusando-os de se associar para ilícitos eleitorais, após supostamente terem criado um grupo no whatsApp, denominado STAE SUPERVISOR BEIRA, onde eram coordenadas acções, visando impedir a inscrição de eleitores que não se identificassem com a Frelimo. O presidente considera que os órgãos de justiça estão a ser lentos na tramitação do processo.

“Fui informado, na noite da sexta-feira, de que alguns dos nossos companheiros foram notificados como declarantes. Eles serão ouvidos na próxima quarta-feira. Há muita lentidão e fiquei preocupado quando, pela minha passagem pelo STAE, no sentido de exortá-los a cumprirem com a lei, fui recebido pelo chefe das operações, que faz parte do referido grupo de WhatsApp. Indivíduos como estes, que criam problemas no processo de recenseamento, infelizmente continuam a trabalhar. É uma provocação à paciência dos moçambicanos. Estão a ‘esticar a corda’, mas quando arrebentar não digam que não foram avisados, Na vida, a paciência tem limites e o medo esgota!”

Mais de 500 mil pessoas já aderiram ao recenseamento eleitoral na Cidade Maputo, dos mais de 700 mil que se prevê abranger até 3 de Junho. A Comissão Provincial de Eleições caracteriza o processo como calmo.

Faltam menos de 10 dias para o fim do recenseamento eleitoral, que decorre desde 20 de Abril.

“Alguns distritos já estão quase sem eleitores, enquanto há outros com fluxo maior. Estamos neste momento a 87 por cento de inscritos. Portanto, estamos numa situação que nos faz pensar que até final do dia 03 de Junho podemos estar próximo da meta ou até ultrapassar”, disse Paulo Cuinica.

Para garantir transparência no processo, arrancou há cerca de duas semanas a supervisão do recenseamento, pelos órgãos eleitorais.

Do balanço feito, a Comissão Provincial de Eleições afirmou que não houve irregularidades, nos sete distritos municipais.

Sobre as queixas de irregularidades apresentadas, nas últimas semanas, em vários pontos do país, Paulo Cuinica diz que tal se deve ao aumento da consciência cívica.

“Não são só os fiscais que estão neste momento atentos ao processo, para verificar a legalidade do processo, estão também todas as pessoas consciencializadas sobre a necessidade de se averiguar a legalidade do processo ”, disse Cuinica.

O recenseamento eleitoral termina no sábado e prevê-se abranger cerca de 10 milhões de eleitores, em todo o país.

Um dos comandantes dos terroristas foi morto em combate, esta semana, em Cabo Delgado. A informação foi avançada, na última sexta-feira, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, que revelou que outros terroristas foram mortos na tal missão das Forças de Defesa e Segurança (FDS).

O Presidente da República, Filipe Nyusi, falava esta sexta-feira, na cerimónia de graduação de mais agentes da Polícia na Escola Prática de Matalane, em Marracuene, na Província de Maputo.

“Uma das notícias que tivemos, na semana passada, foi o sucesso que parte dos vossos colegas que treinaram na Escola de Formação de Unidades das Operações Especiais e na Reserva de Makandzane, em Manhiça, ao colocar fora de combate um dos grandes comandantes dos terroristas, de nome Issa Wuachiu, que era muito próximo aos comandantes Ibn e Óscar (também mortos em combate) e seus comparsas. Foram postos todos fora de combate”, disse o Presidente da República.

Nyusi desafiou os cerca de 16 mil graduados da Polícia a combaterem os crimes de terrorismo na província de Cado Delgado e raptos, que têm levado alguns empresários a deslocarem os seus investimentos para os países vizinhos dado o clima de insegurança, em particular, na Cidade de Maputo.

O Chefe do Estado dirigiu a cerimónia de encerramento daquele curso e deixou claro que “juraram ser servidores do povo, defender a lei, proteger o cidadão, o país e a nossa soberania. O juramento que fizeram é um grande compromisso. Significa entregar-se à pátria para defenderem esta mesma pátria e o seu povo”.

No combate à sinistralidade rodoviária,  Filipe Nyusi deixou conselhos aos novos graduados para que não se limitem a verificar documentos, mas vejam, também, o estado mecânico dos carros, porque, muitas vezes, é essa a razão dos acidentes de viação no país.

Nyusi aconselhou os agentes a não se aliarem ao crime e a evitarem actos de corrupção, tendo falado de situações em que agentes da Polícia são detidos em conexão com os crimes raptos bem como de cobranças ilícitas.

“Não fica bem um agente da Polícia mandar parar um carro e depois pedir refresco. Isto envergonha a corporação”, avançou Nyusi, repudiando inclusive qualquer atitude dos agentes da Polícia, tendente a consumir álcool no período laboral.

Foi com estes apelos que o Presidente da República encerrou, na última sexta-feira, o 43.º Curso Básico da Polícia da República de Moçambique (PRM), acto que representa o fim do treinamento de agentes deste nível, por pelo menos três anos, para se dar lugar a investimentos em outros sectores daquela corporação.

Ademais, Filipe Nyusi dirigiu, na mesma sexta-feira, a cerimónia de graduação de agentes na Escola de Formação de Unidades das Operações Especiais e na Reserva de Makandzane, na Manhiça, também na província de Maputo.

 

BERNARDINO RAFAEL GARANTE EFECTIVO PARA OS PRÓXIMOS 10 ANOS

O comandante-geral da PRM diz que Moçambique formou efectivo, nos últimos anos, bastante para combater o crime nos próximos 10 anos.

Na cerimónia de graduação de mais agentes da PRM em Matalane, o Ministério do Interior saudou Filipe Nyusi pelos de 48 anos da Polícia, assinalados no dia 17 de Maio corrente. Bernardino Rafael falou do efectivo policial formado nos últimos anos no País.

“Sob o seu comando, Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança, nos últimos quatro anos, formámos agentes bastantes para combater o crime nos próximos 10 anos”, garantiu Bernardino Rafael.

O comandante-geral da Polícia, Bernardino Rafael, já havia anunciado dias antes que, doravante, aquele comando vai direccionar os investimentos para outros sectores, como a construção e reabilitação de infra-estruturas policiais, com destaque para postos policiais, esquadras e quartéis, aquisição de meios modernos de trabalho, incluindo viaturas, entre outros.

Há duas semanas, Bernardino Rafael disse que, nos próximos três anos, Matalane não formará mais agentes da Polícia.

A comandante da Escola Básica da Polícia de Matalane, Beatriz Tichala, garantiu a prontidão dos novos agentes da PRM.

A União Africana (UA) vai enviar uma missão de observação eleitoral para as legislativas de 04 de Junho na Guiné-Bissau. A referida missão será chefiada pelo antigo Presidente da República, Joaquim Chissano.

De acordo com um comunicado, citado pela Lusa, a missão de curta duração será composta por 29 elementos e estará no país entre 29 de Maio e 08 de Junho.

A missão irá encontrar-se com o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, com vários membros do Governo, com representantes da sociedade civil e com representantes dos partidos políticos que concorrem às eleições, entre outros, escreve o Notícias ao Minuto.

Perto de 900 mil eleitores são chamados a votar no dia 04 de Junho para elegerem os 102 deputados da Assembleia Nacional Popular e o novo Governo, entre 20 partidos políticos e duas coligações.

Umaro Sissoco Embaló dissolveu o parlamento no dia 18 de Maio de 2022 e convocou eleições para 18 de Dezembro desse ano, mas o escrutínio foi depois remarcado para 04 de Junho deste ano.

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