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O País – A verdade como notícia

Hélder Mendonça questiona liderança de Forquilha e admite assumir PODEMOS

Hélder Mendonça alerta que, se Albino Forquilha se mantiver na gestão do partido, o PODEMOS não vai conseguir eleger nenhum deputado nas próximas eleições. Mendonça acusa a direcção de limitar a democracia interna, aponta situações que considera nepotismo e admite aceitar uma eventual indicação para liderar a formação política. O

O Presidente da República, Filipe Nyusi, inicia, esta quarta-feira, uma visita de trabalho de dois dias à província de Nampula.

De acordo com um comunicado da Presidência enviado esta tarde ao jornal O País, o Chefe do Estado vai inaugurar, amanhã, a Rede Eléctrica do Posto Administrativo de Chinga.

Nenhum partido político foi apresentar a sua intenção de se candidatar às eleições autárquicas desde que arrancou o processo de submissão de candidaturas há 13 dias. A CNE diz que as enchentes de última hora poderão limitar o processo.

Já há 13 dias que se iniciou o processo de submissão de candidaturas, a 20 de Julho, para as eleições autárquicas de 11 de Outubro, depois de ter terminado a inscrição das formações políticas. De acordo com a Comissão Nacional de Eleições, até esta terça-feira, nenhum partido se tinha aproximado ao Centro de Conferências Joaquim Chissano, onde decorre o processo.

“Ainda não tivemos nenhuma submissão de candidaturas. A única coisa que podemos fazer é pedir aos proponentes para se aproximarem mais cedo porque o tempo começa a escassear.”

A submissão de candidaturas está programada para acontecer em 23 dias, devendo terminar no dia 11 de Agosto corrente, ou melhor, só faltam 10 dias para o fim do processo.

Quanto à aquisição do material para as eleições autárquicas de 11 de Outubro, o porta-voz da CNE diz que decorre, neste momento, a recepção de propostas por parte de empresas interessadas no fornecimento.

Entretanto, depois da submissão de candidaturas, seguir-se-á a fase do contencioso, em que os interessados terão a oportunidade de reclamar e recorrer das decisões que recaírem sobre os seus expedientes.

O Presidente da República defendeu a criação de um fundo global de combate ao terrorismo para apoiar países que enfrentam este mal. Filipe Nyusi falava na Cimeira Rússia–África que terminou esta sexta-feira.

Sob os ouvidos do Presidente da Rússia e de outros líderes africanos, Filipe Nyusi falou da importância da criação de um fundo global de combate ao terrorismo, tendo destacado, também, os progressos alcançados nos acordos de paz com a Renamo.

Ainda no seu discurso, o Presidente da República desafiou Vladimir Putin a incrementar a cooperação económica com os países africanos.

Filipe Nyusi falou ainda da participação de Moçambique nos processos de paz no mundo na qualidade de membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

NYUSI DISPONÍVEL PARA MEDIAR GUERRA NA UCRÂNIA

Já no balanço da sua participação na Cimeira Rússia-África, Filipe Nyusi disse que mostrara disponibilidade ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em ajudar, para que se alcance a paz com a Ucrânia. O Presidente da República avançou ainda que Putin disse não estar a ter respostas no diálogo com a Ucrânia.

Em relação à posição de neutralidade do conflito nas Nações Unidas, Filipe Nyusi disse que transmitira a Vladimir Putin o facto de não receber pressão.

Nelson Manhendje, membro do Movimento Democrático de Moçambique e antigo delegado do MDM na cidade da Matola, anunciou publicamente o seu apoio à candidatura de Júlio Parruque a edil da Matola. Manhendje garante que, apesar do apoio ao seu amigo, continua membro do MDM.

Este sábado, um pouco por todo o país, foi marcado por passeatas e apresentação pública de cabeças-de-lista do partido Frelimo nas autarquias a que vão concorrer.

Na Província de Maputo, o partido no poder apresentou Shafee Sidat, cabeça-de-lista para Marracuene, Júlio Parruque para Matola, Geraldina Bonifácio para Boane, Paulo Chitiva para Namaacha, Luís Munguambe para Manhiça e Abdul Gafur para Matola Rio.

Mas porque o evento teve lugar no Município da Matola, o destaque foi dado ao cabeça-de-lista da Frelimo para aquela autarquia e actual Governador da Província de Maputo, Júlio Parruque, que passeou pelas artérias da Matola, acenou aos munícipes, mas o que queria mesmo era fazer promessas.

No meio de aplausos, algo inesperado aconteceu: Nelson Manhendje, membro do Movimento Democrático de Moçambique, apresentou, publicamente, o seu total apoio à candidatura de Júlio Parruque.

Surpresas à parte, o cabeça-de-lista do Município da Matola-Rio, Abdul Gafur, diz que conhece os problemas da recém-criada autarquia.

Em Cabo Delgado, concretamente em Pemba, Balama e Mocímboa da Praia, a Frelimo também exibiu as suas apostas na corrida à presidência desses municípios.

Já Mansur Cassamo compromete-se em melhorar a vida dos munícipes do recentemente criado Município de Balama.

Helena Bandeira, cabeça-de-lista da Frelimo em Mocímboa da Praia, só quer uma coisa: reconstruir a cidade.

O Presidente da República está na Rússia desde esta quarta-feira, para uma visita de trabalho, que inclui uma reunião com o seu homólogo, Vladimir Putin, e a participação na II Cimeira Rússia-África, que arrancou nesta quinta-feira, em São Petersburgo. O evento conta com os representantes de 47 dos 54 países africanos ao contrário dos 40 que estiveram na primeira cimeira, em Sochi, em 2019.

Filipe Nyusi chegou a São Petersburgo na noite desta quarta-feira, junta à ministra dos Negócios Estrangeiros, Verónica Macamo. À chegada, foram recebidos por Alexander Surikov, embaixador da Rússia em Moçambique.

Nesta deslocação, o Presidente da República faz-se acompanhar, ainda, por uma comitiva composta por cerca de 10 membros, entre ministros, secretários de Estado, empresários e académicos, destaque para Carlos Zacarias, ministro dos Recursos Minerais e Energia, Daniel Nivagara, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o secretário de Estado da Juventude e Emprego, assim como o vice-reitor da Universidade Púnguè, Pedro Guiliche.

De acordo com a agência russa de notícias TASS, citada pela imprensa internacional, Vladimir Putin terá uma reunião individual com Filipe Nyusi. Putin deverá reunir-se também com os presidentes das Comores, Burundi, Zimbabwe, Uganda e Eritreia.

“A participação do Presidente Nyusi nesta cimeira tem em vista o reforço das relações de amizade, solidariedade e cooperação entre a Rússia e o continente africano em vários domínios de interesse mútuo, bem como ao nível bilateral”, lê-se na nota enviada pela Presidência.

A cimeira Rússia–África tem confirmada a presença apenas de dois chefes de Estado dos PALOP – de Moçambique, Filipe Nyusi, e da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló -, que não deu detalhes da sua participação no evento organizado pelo Governo russo que denunciou o que chamou de pressões sem precedentes dos países ocidentais sobre os líderes africanos para não participarem no evento.

Já Angola enviou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Téte António, e São Tomé e Príncipe estará representado pelo embaixador de Lisboa, que está também acreditado em Moscovo.

Além de Moçambique e Guiné-Bissau, estarão representados pelos Presidentes a África do Sul, Cyril Ramaphosa, e do Egipto, Abdel Fattah al-Sisi. Estarão ainda o vice-presidente da Nigéria, Kashim Shettima, e os primeiros-ministros de Marrocos, Aziz Ajanuch, e da Argélia, Aimen Benabderrahmane.

Espera-se desta segunda cimeira que a Rússia e os países africanos assinem um plano de acção até 2026 e uma série de documentos bilaterais, como anunciou o Kremlin, que também espera que a relação vá para além dos acordos na área da defesa e venda de armas, que se resumem, na maioria dos casos, até hoje a relação de Moscovo com África.

Contudo, para Moscovo, o mais importante, segundo analistas internacionais ouvidos pela Lusa, é mostrar um entendimento com os Estados africanos, apesar do conflito na Ucrânia, que alguns condenaram na ONU, e do fim do acordo dos cereais.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu, hoje, o ex-Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, que disse que vem buscar a experiência na gestão de processos eleitorais em Moçambique.

O político e académico são-tomense Jorge Bom Jesus está de vista a Moçambique e reuniu-se, hoje, com o Chefe de Estado moçambicano, tendo partilhado várias informações sobre a política doméstica, mas o foco do ex-Primeiro-Ministro são-tomense é a experiência de Moçambique sobre os processos eleitorais.

“O MLSTP, neste momento, depois de governar os últimos quatro anos, está na oposição e está, neste momento, a preparar-se para as próximas eleições gerais que vão acontecer em 2026. E estamos a solicitar apoio e também intercâmbio”, referiu Jorge Bom Jesus.

Jorge Bom Jesus encoraja o Presidente da República a continuar com os esforços de pacificação de Cabo Delgado: “Ficamos de alguma forma satisfeitos por saber que a situação em Cabo Delgado está mais estabilizada para o bem-estar das populações e para o desenvolvimento de Moçambique”.

Nesta intervenção, Jorge Bom Jesus agradeceu o apoio que Moçambique tem prestado ao seu país na formação de quadros, destacando-se o sector da saúde.

Em Moçambique, o político são-tomense vai visitar locais de interesse social e político.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) diz que todos os partidos inscritos para as eleições autárquicas de 11 de Outubro foram aprovados. Hoje, arrancou o processo de submissão de candidaturas, mas nenhum partido apresentou a sua intenção de se candidatar ao escrutínio.

Embora todos os 23 partidos políticos, coligações e grupos de cidadãos que se inscreveram para as autárquicas tenham sido aprovados, o processo teve contestações.

A Renamo, por exemplo, submeteu uma impugnação para que se reprovasse a inscrição do partido Revolução Democrática. Em causa, estão os símbolos usados por esta formação política, que a Renamo entende serem semelhantes aos seus.

Ainda assim, o coordenador-adjunto da Comissão de Assuntos Legais e Deontológicos, Alberto Sabe, diz que a Revolução Democrática, formada por dissidentes da Renamo, foi aprovada.

“Todos foram aprovados, porquanto todos traziam os documentos exigidos pela lei. A CNE observa a autenticidade, a identidade e a semelhança de símbolos dos partidos. Feito isto, de hoje (referindo-se a ontem), dia 20 de Julho, até 11 de Agosto, estamos à excepção das candidaturas dos proponentes para as autarquias que anseiam desejar candidatar-se. A CNE não tem competência legal para excluir qualquer concorrente. Acima de tudo, tem positividade. Tem de ser dentro do prazo que a lei determina. Havendo qualquer vício, qualquer que seja falta de algum instrumento, cabe à CNE convidar o proponente para suprir aquela que é a falta para não enfermar o processo da sua inscrição ou candidatura”, disse Alberto Sabe, coordenador- adjunto da Comissão de Assuntos Legais e Deontológicos da CNE.

Esta quinta-feira, primeiro dia da submissão de candidaturas para as eleições de 11 de Outubro, nenhum partido esteve no Centro de Conferências Joaquim Chissano para o efeito.

“Infelizmente, até agora ainda não recebemos nenhum partido, mas estamos na fase de capacitação. Estamos prontos para receber os partidos. O apelo que nós deixamos é que os partidos não deixem para o fim. Venham logo nos primeiros dias, que é para, em caso de haver alguma falta de qualquer documento, suprir tempestivamente”, apelou.

Nas eleições internas de sábado último, em Homoíne , Marcelino Samuel sagrou-se vencedor, para ser o cabeça-de-lista nas eleições autárquicas de Outubro próximo. Samuel estava na corrida com a jovem deputada Jovial Setina, tendo vencido com 31 votos, contra 22 de Jovial.

Sucede que, depois das avaliações do processo para a submissão às autoridades eleitorais, se constatou que Marcelino Samuel não se recenseou em Homoine, tendo-o feito em Maputo, o que o tornou inelegível para ser o futuro presidente do Conselho Autárquico de Homoine.

No seu lugar, a deputada Jovial Setina, que ficou em segundo lugar nas eleições internas, torna-se cabeça-de-lista.

O vice Primeiro-Ministro da Irlanda, Micheál Martin, garantiu que o seu país vai continuar a apoiar Moçambique nos sectores de nutrição, saúde e educação, para além de resiliência e adaptação às mudanças climáticas. Neste momento, as províncias de Inhambane e Niassa estão a beneficiar de investimentos na ordem dos 27 milhões de euros financiados pela Irlanda.

O vice Primeiro-Ministro da Irlanda falava após ser recebido, em audiência, nesta quarta-feira (ontem), pelo Presidente da República, Filipe Nyusi. Micheál Martin falou da intenção de apoiar na capacidade de resiliência de Moçambique às mudanças climáticas.

“Nós queremos trabalhar juntos na área de adaptação às mudanças climáticas. Sei que Moçambique e o Presidente da República têm se mostrado fortes na prevenção dos desastres e em termos de capacidade para resististecnia aos impactos das mudanças climáticas. E nós vamos trabalhar, na província de Inhambane, em termos de instalação de água e de sistemas de produção de alimentos”, explicou o governante.

Neste momento, a Irlanda tem projectos de desenvolvimento ligados ao abastecimento de água, agricultura, saúde e educação, nas províncias de Inhambane e Niassa.

“Desde 1996, temos estado em Inhambane. Anualmente, nós providenciamos cerca de 27 milhões de euros que ajudam em Inhambane e Niassa para instalação de água, e tivemos um enorme progresso na distribuição de água nestas duas províncias, e em termos de sistemas de produção agrícola, aquacultura e estamos a olhar para o ecoturismo”, disse o Vice Primeiro-Ministro da Irlanda.

Segundo Micheál Martin, Moçambique é um parceiro próximo da Irlanda e é onde se concentra o segundo maior programa bilateral de desenvolvimento internacional patrocinado pelo seu país no continente africano.

“Durante a minha visita, espero testemunhar em primeira mão a diferença positiva e sustentável que a Irlanda está a fazer na vida dos moçambicanos”, avançou o governantes.

No seu programa de visita a Moçambique, Micheál Martin deverá escalar a província de Inhambane, entre este quarta e quinta-feira, onde o Governo irlandês tem desenvolvido vários projectos, sobretudo nos sectores da agricultura e educação.

Em termos de investimentos, entre as companhias irlandesas a trabalhar em Moçambique destacam-se a Kenmare Resources, Kentz, Cove Energyand Nicholas O´Dwyer Engineering. Importa referir que a Kenmare, que explora as minas das areias pesadas de Moma, província de Nampula, foi a primeira companhia internacional a obter uma concessão, estabelecer uma mina e exportar com sucesso, abrindo o caminho para outras companhias investirem neste sector em Moçambique.

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