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O País – A verdade como notícia

Chapo quer uma nova era de soberania económica para Moçambique

Na sua alocução de abertura, o Presidente Daniel Chapo foi decisivo em afirmar: o país está perante um desafio geracional que exige uma mudança de paradigma. “Se os primeiros cinquenta anos foram marcados pela conquista e consolidação da independência política, os próximos cinquenta anos devem ser orientados para a conquista

O partido Renamo na capital apresentou, hoje, os resultados da contagem paralela de votos que fez nas 889 mesas de voto no dia 11 de Outubro. A “perdiz” acusa o STAE de querer falsificar resultados.

A Renamo convocou, hoje, a imprensa para apresentar os resultados da contagem paralela  de votos na Cidade de Maputo.

O partido diz que venceu as autárquicas com 53% dos votos, o correspondente a 186 114 votos.

No documento apresentado pela “perdiz”, o partido Frelimo tem 36% de votos, o equivalente a 125 967.

Em terceiro lugar, o Movimento Democrático de Moçambique teria obtido, segundo a Renamo, 6% dos votos, o que corresponde a 22 140 votos.

Já a Nova Democracia conseguiu só 1% dos votos, o correspondente a 2882.

Segundo a Renamo, os dados correspondem a 95% das mesas processadas até às 15 horas do dia 12 de Outubro.

Quanto aos 15 dias anunciados pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) para a divulgação dos resultados, o cabeça-de-lista da Renamo, Venâncio Mondlane, diz que são para manipular os resultados reais que dão vitória ao seu partido.

Mondlane diz ainda estar a ser alvo de perseguição por parte do partido no poder. “Montaram uma rede de três carros na minha casa. Podem tentar matar-me, mas a minha revolução não vai parar, tal como foi com Dhlakama; mataram-no mas a sua luta não morreu”, assegurou..

O partido voltou a convocar os seus membros e simpatizantes para uma marcha a ter lugar, este sábado, na Cidade de Maputo.

Os partidos Renamo e MDM, em Tete, convocaram a imprensa, esta quinta-feira, para manifestarem a sua preocupação perante a alegada fraude nas assembleias de voto nas eleições autárquicas decorridas no dia 11 de outubro. O mandatário da Renamo diz que o seu  partido não vai reconhecer os resultados e acusa os órgãos eleitorais de  manipulação.

A Renamo também confirmou a detenção de dois dos seus membros, esta quinta-feira, quando os mesmos, juntamente com mais outros e simpatizantes do partido, se dirigiram ao STAE distrital de Moatize para contestar a alegada fraude protagonizada durante o processo eleitoral. A Polícia fez-se, prontamente, ao local para repor a ordem.  Entretanto, os dois membros  foram soltos três horas depois da sua detenção.

O MDM também disse que não vai reconhecer os resultados anunciados pelos órgãos eleitorais e acusa a Frelimo de manipular o processo.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebe hoje a presidente do Conselho de Ministros de Itália, Giorgia Meloni, para conversações oficiais.

Giorgia Meloni efectua uma visita ao país, na companhia do líder da petrolífera italiana Eni, Claudio Descalzi, empresa que procura em África fontes alternativas de fornecimento de gás natural.

A Eni, concessionária da Área 4 do Rovuma, já discute com o Governo moçambicano o desenvolvimento de uma segunda plataforma flutuante, cópia da primeira e designada Coral Norte, para aumentar a extração de gás.

A Comissão Distrital de Eleições em Quelimane divulgou na manhã de hoje o apuramento intermédio de resultados das eleições autárquicas na cidade de Quelimane, que dão vitória à Frelimo com 38.592 votos, contra 35.086 da Renamo e 2.561 do MDM. 

Assim, a Frelimo foi declarada vencedora com uma percentagem de 50,45 por cento. Já a Renamo perde, segundo o apuramento a nível Quelimane, com uma percentagem 43 por cento e o MDM com 3,35 por cento. 

Os dados são referentes ao total de 180 mesas de votação que estiveram disponíveis no dia da votação e um global de 76.734 votantes.

Os resultados intermédios ao nível da autarquia de Quelimane foram divulgados numa conferência de imprensa, sem direito a perguntas por parte dos jornalistas.

O cabeça-de-lista da Renamo no Município da Matola garante que venceu as eleições autárquicas na cidade. Augusto Pelembe, do Movimento Democrático de Moçambique, reconhece a derrota naquela autarquia e presta homenagem ao partido Renamo.

António Muchanga disse que a contagem parcial feita pelo seu partido coloca Renamo na Matola com 55% de votos; Frelimo em segundo lugar, com um total de 33% de votos, e MDM na terceira posição.

“Queremos acreditar que estes resultados jamais se alterarão, porque nós ganhámos em quase todas as escolas”, disse António Muchanga.

O cabeça-de-lista do Movimento Democrático de Moçambique reconhece não ter ido longe e fala de derrota. “Queremos parabenizar a Renamo que ganhou as eleições e esperamos que ela resolva os problemas dos munícipes”, disse Augusto Pelembe.

Tanto o MDM como a Renamo falam do registo de ilícitos nalgumas assembleias de voto da Matola.

As comissões distritais de eleições têm 48 horas para anunciar os resultados do escrutínio, que serão depois verificados e validados pelas comissões provinciais de eleições e depois pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Depois de terminado o trabalho das mesas de votação, a Comissão Distrital de Eleições na Cidade de Inhambane fez o apuramento intermédio do escrutínio de 11 de Outubro, cujos resultados preliminares dão vitória à Frelimo.

Segundo José Tinga, Presidente da Comissão de Eleições na Cidade de Inhambane, o Movimento Democrático de Moçambique teve dois mil votos, o partido Renamo, teve pouco mais de seis mil votos, e a Frelimo está com 16 mil votos.

Entretanto, o número de eleitores que decidiu não votar continua alto. Desta vez, o nível de abstenções ronda nos 42%.

É que dos 48.069 eleitores inscritos, 27.126 é que votaram, havendo 20 923 eleitores que apesar de inscritos, preferiram não ir às urnas.

Segundo soubemos, durante o processo de votação houve apenas cinco reclamações, que segundo o presidente da comissão de eleições já estão a ter o devido tratamento.

A Polícia teve que intervir para acalmar os ânimos na cidade de Nampula, depois de uma marcha violenta de membros e simpatizantes da Renamo. 

A manifestação da Renamo foi em reivindicação a alegada vitória na cidade de Nampula. Houve casos de pilhagens e muita agitação na cidade.

A Polícia teve que intervir lançando gás lacrimogêneo e deteve alguns manifestantes. 

Em Angoche, Município do litoral da província de Nampula, a Renamo fala em revolução em caso de perder as eleições autárquicas.

A Frelimo venceu as eleições autárquicas 2023 na cidade de Pemba com mais da metade do total dos votos depositados nas urnas durante as sextas eleições autárquicas.

O partido Frelimo obteve cerca de 38 mil votos, contra pouco mais de 16 mil da Renamo e menos de cinco mil do MDM.

A Renamo e o MDM estão inconformados com a derrota, que supostamente foi resultado de uma fraude eleitoral

Pemba foi a primeira das sete autarquias de Cabo Delgado a divulgar oficialmente os resultados intermediários das sextas eleições autárquicas.

Os cabeças-de-lista dos três principais partidos que concorreram em Pemba nas autárquicas 2023 estiveram ausentes na divulgação dos resultados, mas estiveram representados pelos mandatários dos partidos, alguns dos quais já esperavam a derrota.

Renamo afirma que ganhou eleições de forma convincente na Cidade de Maputo

O Presidente da Renamo, Ossufo Momade, sentencia que ganhou de forma convincente e inequívoca as eleições, apesar de, segundo acusou,  a Frelimo ter cometido irregularidades, em todas as 65 autarquias para manipular o processo “como tem sido sua cultura” .

Entre as irregularidades, Momade aponta o enchimento das urnas, a falsificação dos resultados e o pagamento dos membros de mesa para se recusarem e elaborarem as actas e editais nas mesas onde o partido venceu, bem como o corte propositado de energia.

“A partir das 15 horas do dia 11 de Outubro, vários delegados de candidatura da Renamo foram compulsivamente retirados das mesas de votação, alegadamente porque tinham credenciais falsas”, na autarquia de Quelimane, província da Zambézia.

Outra acusação da Renamo vai para a Polícia da República de Moçambique (PRM), em que, conforme disse, no acto da contagem e apuramento, a PRM efectuou disparos e lançamento de gás lacrimogénio, em quase todas as assembleias de voto.

Já em Niassa, em quase todas as autarquias, o presidente da Renamo disse que, durante a noite, todos os delegados de candidatura dos partidos da oposição foram expulsos das mesas de votação pela PRM.

“Este acto macabro foi protagonizado pela Polícia porque 90% dos resultados representavam uma vitória inquestionável da Renamo. Na vespara da votacao, de forma ilegal e arrogante, o Comandante-Geral da PRM arrombou o armazém do STAE e ordenou a retirada de todo o material de votação, incluindo urnas que os agentes da Polícia fizeram enchimento”, apontou Momade.

Nas suas palavras, houve detenções arbitrárias e ilegais de delegados de candidatura da Renamo, como também houve registo de agentes da PRM nas mesas de votação.

“Fica claro que este comportamento do partido no poder revela desespero e perda de qualquer legitimidade para governar Moçambique. O comportamento demonstrado pela PRM em cumprimento de ordem do partido no poder significa que não tivemos eleições livres, justas e transparentes”, sentenciou.

É por isso que Ossufo Momade diz que, caso os moçambicanos se enfureçam e  insurjam com o que chamou de linchamento e assassinato da democracia, a culpa será do Comandante-Geral da Polícia e do partido no poder.

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