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O País – A verdade como notícia

Anamola questiona desbloqueio das contas de Venâncio Mondlane

O secretário-geral interino da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), James Njiji, questionou a decisão do Tribunal Supremo de ordenar o desbloqueio das contas bancárias de Venâncio Mondlane, que continua acusado no processo relacionado com as manifestações pós-eleitorais de 2024. A posição foi manifestada esta quinta-feira, em

O antigo edil de Nacala, Raul Novinte, anunciou a sua renúncia a filiação como membro do Partido Renamo, o maior partido da oposição. No documento que veio à público, Novinte explica que a decisão foi tomada em consideração as suas circustâncias pessoais e profissionais.

A figura do Secretário de Estado deve ser eliminada, uma vez que torna impossível a avaliação do desempenho do governador. Quem o diz são os analistas Fernando Lima e Samuel Simango que acrescentam que não existe um programa nítido para a função de governador.

Nas primeiras eleições provinciais no país, a Frelimo ganhou nas onze províncias e, nessa altura, renovou com todos os governadores, salvo em algumas excepções. Para este ano, a maioria dos governadores da Frelimo vai concorrer para a sua própria sucessão.

Para Fernando Lima, jornalista e analista, caso haja um novo governo liderado pela Frelimo, é crucial que seja eliminado o cargo de Secretário de Estado e de alguns Administradores.
“Espero que finalmente essa aberração de Secretários de Estado seja afastada, porque quando se fala de austeridade, uma das questões que se pode colocar é o corte dos administradores de cidade, administradores a outros níveis na províncias e dos secretários de Estado.”

Lima acrescenta que, sob ponto de vista político, a recolocação dos governadores é um presente envenenado para o candidato presidencial, Daniel Chapo, uma vez que não se sabe se ele participou da escolha dos candidatos a governador.

“Creio que ele gostaria de fazer as suas próprias listas e gostaria de ter dado uma grande participação as novas listas de governadores. Isto não aconteceu e a conclusão do eleitorado é que o novo governo, eventualmente, será o mesmo, o que transmite uma má imagem ao candidato Daniel Chapo”, disse Lima.

Samuel Simango, por sua vez, explica que é quase impossível avaliar o desempenho do governador, pelo facto de não se conhecer o programa nítido desta figura. Acrescenta ainda que: “tudo indica que há um grupo ao nível central que escreve os programas e endoça-os para os governadores, porque se não há nenhum programa que o governador apresenta, é difícil, no final do mandato, que se avalie o que ele fez”.

Dos governadores, continua, foram apenas promessas de construção de estradas e desenvolvimento dos transportes, no entanto, estas actividades não são de sua responsabilidade. Portanto, “esta promiscuidade toda não permite que seja avaliado o desempenho de um governador”.

“Os discursos dos governadores não trazem nenhuma novidade, dizem apenas que vão continuar o trabalho que vinham fazendo, mas não se conhece o tal trabalho”.

É oficial! Venâncio Mondlane já não é membro da Renamo, nem deputado da Assembleia da República. O político oficializou a sua renúncia aos cargos, esta segunda-feira.

Nem mais!

Depois de ter sido impedido de concorrer ao cargo de presidente da Renamo, Venâncio Mondlane decidiu sair do maior partido da oposição.

O anúncio foi feito por si mesmo, esta segunda-feira, nas redes sociais. Em carta dirigida ao secretário-geral do partido, Mondlane explica as razões da sua saída da organização política da qual militou desde 2018.

“A decisão resulta de uma reflexão aprofundada, concluindo que deve buscar meios alternativos para continuar a promover a ética, princípios e valores de uma democracia plena”.

É um abandono que acontece após várias batalhas judiciais em repúdio a alegadas injustiças no partido e aos resultados das autárquicas.

Em nota separada, dirigida à presidente do Parlamento, Esperança Bias, o político renunciou ainda o mandato de deputado da Renamo.

“Em consequência de uma tomada de consciência profunda da necessidade de busca de meios eficientes e duma atmosfera política propícia para continuar o combate em defesa da democracia plena e na luta para o livre exercício de deveres patrióticos, ao abrigo da alínea a) do artigo 5 da Lei 31/2014 de 30 de Dezembro, Estatuto do Deputado, submeter a V. Excia a renúncia do seu mandato”.

Venâncio Mondlane militava pela Renamo há seis anos. Sempre mostrou-se interessado em liderar a Renamo, e agora, fora do partido, poderá reinventar-se e concorrer às eleições gerais.

Em 2023, Mondlane concorreu ao cargo de presidente do município de Maputo pela perdiz e sua derrota gerou contestação aos resultados.

Mondlane tinha também mandato de deputado na Assembleia Municipal de Maputo, cargo que perdeu, na semana passada, por ausências.

O candidatos a deputado da Assembleia da República pelo círculo regional de África devem estar a altura dos desafios nacionais e globais. A exigência foi feita pelo secretário interino geral interino e candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, durante a conferência regional de África, em Maputo.

A exigência de Chapo estendeu-se também aos candidatos suplentes que devem também assegurar com responsábilidade os interesses do povo moçambicano. “Esperamos que daqui saiam candidatos a deputado e suplentes eleitos pela maioria e que tenham os interesses nacionais em primeiro lugar”.

Na mesma ocasião, Chapo disse que as expectativas são comuns com as comunidades de Moçambique no exterior pois esperam igualmente, que os candidatos representem as aspirações e sentimentos do povo moçambicano sobretudo nos paises africanos em que vivem.

Daniel Chapo fez saber ainda que a conferência regional vai aprofundar a estratégia do partido para as eleições gerais de 09 de Outubro próximo em que o partido prevê uma “vitória esmagadora”.
O País.

O secretário-geral interino da Frelimo, Daniel Chapo, que é igualmente candidato presidencial desta formação política, diz que nesta fase de pré-campanha é importante trabalhar com a missão de vencer as eleições de 9 de Outubro próximo.

Daniel Chapo trabalhou na manhã deste domingo na Escola Central do partido Frelimo na Matola, onde, ao interagir com as organizações sociais do partido, ACLLN, OMM e OJM, exortou os membros para que não se distraiam, porque o foco é garantir a vitória nas urnas, nas eleições que se avizinham.

“A palavra de ordem é: vamos trabalhar! Nós vamos trabalhar como jovens com a OMM e os combatentes, para juntos, como organizações sociais da Frelimo, trazermos a vitória. Vamos trazer renovação para o nosso progresso e continuarmos a esperança do povo moçambicano”, disse.

Ainda no contexto das eleições, sessenta delegados, provenientes de sete países africanos, que são na verdade, membros da Frelimo na diáspora, reuniram – se este domingo para eleger o candidato a deputado da Frelimo na Assembleia da República pelo círculo eleitoral de África. Daniel chapo, espera que o candidato eleito seja uma pessoa capaz de responder os anseios do povo, acima de qualquer outra agenda.

“A eleição deve ser feita na base de seleção de camaradas cuja idoneidade, dedicação, honestidade, responsabilidade, competência, prestígio, dignidade e integridade garantam a vitória da Frelimo e o bom desempenho da bancada na Assembleia da República, sobretudo que seja um camarada ou uma camarada que leva os anseios e as preocupações dos camaradas na diáspora, para casa do povo.” concluiu.

De salientar que a Frelimo elegeu este sábado o candidato a deputado da assembleia da República pelo círculo eleitoral da Europa, trata-se de Cláudio Tamele que reside actualmente em Berlim na Alemanha.

Lourenço Bulha foi eleito por unanimidade a cabeça-de-lista para as próximas eleições provinciais, em Sofala. Durante o processo de votação os membros da Frelimo foram exortados a pautarem pela transparência para garantir o reforço da coesão e democracia interna.

Lourenço Bulha vai concorrer pela segunda vez como governador províncial da Frelimo em Sofala. O único candidato conseguiu aprovação plena de todos os 117 membros com direito ao voto na III sessão extraordinária do Comité Provincial da Frelimo naquela província central.

Para o candidato, conseguir ser eleito com 100 por cento dos votos é sinónimo de confiança dos membros e reiterou que vai dar continuidade no desenvolvimento da província. “Vamos continuar a construir estradas, mais fontes de água e sistemas de água”, prometeu.

Além de Lourenço Bulha foram igualmente eleitos os membros que irão concorrer para a Assembleia Provincial e Assembleia da República, e a todos, Eneas Comiche, chefe da brigada central do partido em Sofala exortou maior transparência e idoneidade.

“O sucesso da nossa missão não depende apenas do esforço individual enquanto dirigente, mas sim da missão colectiva, o que requer uma capacidade de aglutinar vontade e harmonização de visões”, aconselhou.

Luís Nhanzozo, primeiro secretário da Frelimo em Sofala descreveu a escolha dos candidatos como: sábia, didática e transparente e afirmou que os mesmos foram eleitos com responsabilidade ao que irão representar condignamente as vontades populares e serão capazes de promover com necessária competência o desenvolvimento socioeconómico da província.

O recém empossado administrador do Distrito de Vilankulo no último final de semana foi eleito a cabeça de lista da Frelimo para o cargo de governador na província de Inhambane. Pagula promete potenciar o turismo e o empreendedorismo de forma a que possam ser mais rentáveis naquela província.

Formado em Física e Desenvolvimento Local e Empreendedorismo, Francisco Pagula de 33 anos de idade, no seu plano de governação prevê maiores investimentos no turismo e empreendedorismo, que aliás, são as suas áreas de formação, bem como promete maior engajamento na juventude caso seja eleito.

“Temos em mente a necessidade de continuarmos a incutir a nossa juventude a necessidade de empreender, sobretudo, um empreendedorismo rentável, olhando para as potencialidades da nossa província desde: o turismo, a pesca, a agricultura e o agroprocessamento” esclareceu.

A frelimo justificou que a eleição de Pagula é um exemplo de que o partido aposta na juventude e apelou por isso, uma vez mais, que todos membros devem trabalhar conjuntamente para garantir a vitória a 9 de outubro próximo.

Já na Província de Nampula, o maior círculo eleitoral do país, para o cargo de governador provincial, o partido dos “camaradas” apostou no empresário Eduardo Mariamo Abdula para ser o cabeça de lista. Na sua província, Abdula diz que a prioridade é mesma que a do país – o combate a pobreza.

“Os nossos esforços devem ser virados no combate a pobreza, neste contexto, tratando-se de um mal já identificado, a unidade nacional e a cultura de paz e de trabalho constituem armas importantes rumo ao combate a este flagelo”, defendeu.

Fernando Faustino, membro da Comissão Política disse que a semelhança do candidato presidencial Daniel Chapo, a escolha de Francisco Pagula e Eduardo Abdula foram assertivas e garante vitória no escrutínio que se aproxima.

Na província de Inhambane a Frelimo elegeu ainda 15 candidatos a deputados da Assembleia da República e 41 em Nampula.

A Frelimo, na cidade de Maputo, diz não ter dúvidas  de que Daniel Chapo é a pessoa certa para dirigir o país. Membros e simpatizantes do partido no poder marcharam, este sábado, em saudação à sua candidatura para as eleições presidenciais de Outubro. 

Com a partida na Praça da Independência, a marcha, liderada pelo primeiro secretário desta formação partidária na capital do país, António Niquice, seguiu pela avenida 25 de Setembro até ao Circuito de Manutenção Física, António Repinga, onde estavam agendadas outras actividades.

Niquice explicou que a marcha significa um momento de exaltação do partido no poder pela escolha de Daniel Chapo como candidato às eleições presidenciais.

“Significa também o nosso compromisso com o desenvolvimento sócio-económico e político do nosso país. Temos um candidato jovem e com muita energia para trabalhar para o bem deste país”, explicou António Niquice.

A Frelimo na cidade de Maputo acredita que Chapo é um candidato que está em melhores condições para seguir com as obras iniciadas pelos seus antecessores.

“Com Daniel Chapo estão criadas todas as condições para que, sendo ele jovem, e sendo que o país é constituído maioritariamente por jovens, possa encarnar aquilo que são os desafios e os problemas que o país enfrenta e dar continuidade ao processo de governação”, disse.

Nesse sentido, garante total apoio ao candidato. 

“Queremos dizer ao camarada Daniel Chapo que estamos consigo. A cidade de Maputo, a cidade da acácias está consigo e vamos efectivamente no dia 9 de Outubro averbar uma vitória histórica e convivcente”, garante António Niquice. 

O Movimento Democrátio de Moçambique (MDM) submeteu, este sábado, no Conselho Constitucional (CC), a candidatura de Lutero Simango para as eleições presidenciais de Outubro. O candidato do MDM acredita que o seu partido é uma alternativa certa para a governação do país.

O MDM é a quarta formação política a submeter a candidatura rumo às eleições de Outubro próximo. Os mandatários do partido dirigiram-se, esta sábado, ao Conselho Constitucional, para cumprirem com um dos processos importantes para concorrer às eleições presidenciais. 

A presidente do CC, Lúcia Ribeiro, dirigiu o processo, tendo explicado que, depois da verificação de toda a documentação e dos proponentes, caso haja alguma irregularidade, o partido poderá ser notificado.

Explicou ainda que até dia 25 deste mês o Conselho Constitucional já terá o acórdão final sobre as candidaturas. Por seu turno, o candidato do MDM às presidenciais, Lutero Simango, disse que a submissão da sua candidatura é mais um passo rumo ao escrutínio de Outubro próximo.

“Queremos agradecer a todos os membros e militantes do MDM e ao povo moçambicano por terem criado as condições para que, hoje, pudéssemos de facto depositarmos a nossa candidatura no Conselho Cosntitucional”, anotou Lutero Simango.

Lutero Simango esclareceu, na ocasião, que a sua candidatura não é individual.

“É uma candidatura colectiva. É uma candidatura que espelha a vontade dos moçambicanos, que esperam que haja mudanças no país. Assumimos que estamos prontos e preparados para os desafios que temos pela frente”, explicou o candidato do MDM na corrida à presidência da República. 

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