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O País – A verdade como notícia

Chissano destaca educação, cultura e conhecimento como motores de transformação

A educação, a cultura e o conhecimento devem assumir um papel transformador na construção e no desenvolvimento de Moçambique. A posição foi defendida pelo antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, durante a cerimónia da 5.ª edição do Prémio Joaquim Chissano – Alumni Estudante Moçambicano em Portugal, que distinguiu o Professor

O grande problema do candidato presidencial da Frelimo é, segundo analistas, o seu próprio partido, visto que ele é que impede o desenvolvimento do país. Elísio Macamo e Edson Cortês acrescentam que não basta apenas enumerar os problemas óbvios do país, devem-se trazer soluções práticas.

Durante a submissão da sua candidatura, Daniel Chapo disse que era preciso que o país resgatasse os valores da honestidade e justiça de Moçambique. Alertou, ainda, que a independência do país corre perigo, devido aos ataques terroristas em Cabo Delgado.

Para Elísio Macamo, o discurso do candidato da Frelimo à presidência é extremamente óbvio. Faz, na verdade, “parte do discurso de qualquer político sensato”. “O que eu realmente esperava ouvir dele é como ele vai abordar esses problemas. Uma coisa é dizer que nós temos falta de transparência, falta de justiça, falta de integridade, outra coisa é dizer como esses problemas serão resolvidos.”

No entanto, a fonte diz que não tem grandes expectativas  em relação ao facto de Chapo apresentar as possíveis soluções aos problemas que afectam o país. “Se ele for minimamente inteligente, e acho que ele é, ele terá consciência de que o grande entrave para qualquer coisa que se queira fazer no Estado moçambicano é o próprio partido que ele vai dirigir, é o partido em nome do qual ele vai governar Moçambique. Então, penso que seja este o principal desafio de Chapo”.

Edson Cortês, por sua vez, declara que a Frelimo é um partido extremamente corrupto, por isso não acredita que “Chapo seja suficientemente forte politicamente para mudar isso”.
Diz ainda que “não é um grande player do partido, fez todo o seu processo na província. Olhando para aqueles que controlam a máquina do partido Frelimo, estão todos envolvidos no sistema de corrupção, não há um que não esteja. Então, ele tem de conhecer os partidos dos corruptos e não se aliar a eles”.

Além disso, o analista reclamou do facto de os deputados da Assembleia da República não fazerem nada e a sua escolha ser à porta fechada.

“Há uma reflexão ainda mais profunda, sobre o porquê de continuarmos a votar em deputados de listas fechadas, em que nós não sabemos quem são, e, por via disso, quando vemos os debates parlamentares, não há nenhuma análise crítica. Sem falar de que os membros da oposição passam a vida a falar mal da vida dos outros.”

Portanto, concluiu Cortês, “há assuntos estruturais que queremos ver dos candidatos, mas, cada vez que vemos o partido Frelimo a fazer campanha, são só danças, ignorando que temos um eleitorado cada vez mais informado, que não quer mais ouvir sobre danças. Porém, num país em que a Frelimo está em conluio com a CNE, o STAE e com o Conselho Constitucional, podem continuar a dançar que no fim vão ganhar as eleições”.

O ex-parlamentar da bancada da Renamo submete, hoje, a sua candidatura para presidente da república. Falando a imprensa, Venâncio avançou que a sua candidatura é suportada pela Coligação para Aliança Democrática (CAD), e conta com o apoio de nove partidos registados segundo os estatutos da coligação.

Durante o seu discurso Mondlane disse que a sua candidatura vem demostrar uma nova era para Moçambique, em que se tem de acabar com o fundamentalismo partidário, para uma agenda nacional. E acrescentou que: “devemos transitar do fundamentalismo partidário que é este que tem prejudicado bastante a nossa democracia, temos que passar para o paradigma da união que é o paradigma da reconciliação”.

O candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, diz que é preciso resgatar os valores da honestidade e justiça no país. Chapo alerta que a independência do país corre risco por conta do terrorismo e corrupção. Chapo falava hoje, após a submissão da sua candidatura ao Conselho Constitucional.A corrida à presidência da República continua e o Conselho Constitucional já recebeu seis candidaturas.

Hoje, foi a vez de o candidato da Frelimo, Daniel Chapo, oficializar a sua intenção de dirigir os caminhos do país.

E é sobre o país que Daniel Chapo falou à imprensa, manifestando o objectivo de resgatar alguns valores.

“Há necessidade de renovarmos. Também queria aproveitar esta ocasião para dizer que, durante a nossa governação, vamos recuperar alguns valores que achamos serem importantes. Quais são? Honestidade, justiça, responsabilidade, competência, meritocracia, que são extremamente importantes para a nossa sociedade”, disse o candidato presidencial da Frelimo, que defende que é preciso “trabalhar para que, durante a nossa governação, haja transparência e boa governação, que são princípios fundamentais que devem nortear o processo de desenvolvimento.”

O país que Daniel Chapo pretende assumir é assolado, desde 2017, pelo terrorismo que já provocou a morte de milhares e deslocados.

“É uma questão de soberania, integridade territorial, manutenção da nossa independência. Daí que é extremamente importante perceber, primeiro, que o terrorismo é um fenómeno universal. Não é só de Moçambique. Por ser universal, é extremamente importante, primeiro, perceber este fenómeno complexo, mas queria deixar claro que o terrorismo põe em causa a nossa independência, a nossa integridade territorial, a nossa soberania.”

Segundo Chapo, é extremamente importante, “em função disso, percebermos este fenómeno que é universal e podermos continuar a trabalhar para defendermos a nossa independência, a nossa soberania, a integridade territorial.”

A corrupção é um outro mal que preocupa o candidato da Frelimo. Nos sectores da saúde e educação, Daniel Chapo diz que deve haver mudanças, com destaque para a melhoria da qualidade dos serviços.

Moçambique e a Coreia assinaram um memorando de entendimento ao abrigo do qual esta nação do continente asiático se compromete a desembolsar mil milhões de dólares para financiar projectos de desenvolvimento no país.

O chefe de Estado anunciou o facto em conferência de imprensa com os jornalistas moçambicanos que cobriram a sua participação na I Cimeira Coreia-África, um evento de dois com início esta terça-feira, em Seul.

“Moçambique, através do Ministério da Economia e Finanças, celebrou um memorando para a Coreia financiar um bilião de dólares americanos”, disse Nyusi. Advertiu, porém, que urge desenhar projectos bem claros, concretos e prioritários.

Explicou que, muitas vezes, um determinado projecto até pode ser importante, mas não prioritário.

Reconheceu a necessidade de capitalizar as relações tradicionais de cooperação porque é do passado que se faz o presente, e é do passado que se pode projectar racionalmente o futuro.
Questionado se o valor a ser desembolsado pela Coreia seria na forma de donativo, Nyusi respondeu negativamente, pois se trata de um valor muito elevado.

Explicou que o valor é para ser reembolsado a médio prazo, mas em condições favoráveis.

Falando sobre o significado do lema da cimeira, “O Futuro Construímos Juntos: Crescimento Económico, Sustentabilidade e Solidariedade”, Nyusi sublinhou que “significa aceitação de que temos de ser solidários, mas também fazer uma cooperação sustentável e não se limitar a uma simples relação de recipientes e doadores”.

Frisou que os países africanos deixaram ficar bem claro que a cooperação deve ser através de parcerias com ganhos mútuos.

“Os países africanos não estiveram aqui para estender a mão”, vincou Nyusi, “vieram aqui para dizer que a África tem isto, África pode fazer isso convosco. É o que nós agora queremos para podermos, rapidamente, libertar-nos da pobreza”, acrescentou.

No âmbito multilateral, Nyusi considera a cimeira como tendo sido um grande sucesso, avaliando pelo nível de participação. Tivemos como enfoque as áreas que nós consideramos prioritárias, nomeadamente agricultura, energia, infra-estruturas, mas com acento tónico na indústria transformadora.

Aliás, ficou bem patente na cimeira que África quer deixar de ser um mero exportador de matérias, para começar a exportar produtos com valor acrescentado.

Num outro desenvolvimento, o estadista coreano, Yoon Suk Yeol, que co-presidiu a sessão de abertura, com o seu homólogo da Mauritânia e Presidente em exercício da União Africana, Mohamed Ould Ghazouani, anunciou que irá aumentar o valor da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento de África para 10 mil milhões de dólares até 2030.

Além disso, o Governo concederá financiamento à exportação no valor de cerca de 14 mil milhões de dólares para promover o comércio e o investimento das empresas coreanas em África.
“Hoje, vivemos numa era de crises transnacionais complexas”, afirmou Yoon na cerimónia de abertura.

Se a Coreia e África combinarem os seus pontos fortes para encontrar soluções sustentáveis, poderão ultrapassar os desafios e crises globais em conjunto”, afirmou Yoon.
“Também procuraremos formas sustentáveis de cooperar em questões directamente relacionadas com o crescimento futuro, como o fornecimento estável de minerais essenciais e transformação digital.”

Há muito dinheiro a ser gasto que não se sabe para onde vai, aliado a isso, há um grave problema de liderança. Quem o diz é são os analistas Hélder Jauana e Borges Nhamire, que sublinham que não basta apenas fazer a aprovação de políticas, é necessário efectiva-las.

Para Borges Nhamire a grande questão por detrás dos gastos exorbitantes com os salários dos funcionários públicos é que existe muito dinheiro que se gasta com pessoal, mas que não “sabemos” para onde realmente vai.

“Não há formação de polícias há três anos, alegadamente, para cortar recursos, mas nós precisamos de polícia. Depois, não há comida nos quarteis, no Centro de Instrução de Moguine, por exemplo, em fevereiro, chegaram a parar com o treinamento porque não havia comida para os recrutas, isso num país em guerra. No entanto, o FMI deve também dizer que não há comida no quartel, mas há na casa dos chefes”.

Nhamire acredita que os que governam o país “estão efectivamente a levar mais do que deveriam”, aliado a falta de liderança. “Moçambique tem sérios problemas de liderança. Teve liderança no passado com o presidente Samora, concordemos ou não, mas ele levava o povo e o conduzia para uma determinada direcção”.

E questiona: “O presidente Nyusi levou-nos para onde, ele dirigiu esse país para onde. Qual era a agenda dele… bem bem o que o Presidente Nyusi nos levou a fazer?”.

A liderança, continuou, é fundamental para que as políticas sejam materializadas. “O presidente Guebuza, que não era um santo, disse que queria resolver problema dos distritos e começou a fazer coisas lá no distrito e distribuiu sete milhões, depois disse que queria construir infra-estruturas e fez. Mas nesses últimos dez anos, não consigo ver o que fizemos”.

Hélder Jauana também acrescenta que um bom governo só é construído quando há uma boa liderança. “É preciso que se comece a avaliar se agiriamos da mesma forma se fossemos nós a pagar, se não, deve haver uma reflexão”.

Venâncio Mondlane vai submeter, quinta-feira, 6 de Junho, ao Conselho Constitucional, a sua candidatura ao cargo de Presidente da República.

Mondlane confirmou esta intenção, curiosamente, 24 horas depois de ter renunciado ao mandato como deputado da Assembleia da República pela bancada parlamentar da Renamo e membro da “perdiz”.

A renúncia, segundo Mondlane, surge “em consequência de uma tomada de consciência profunda da necessidade de busca de meios mais eficientes” e de uma “atmosfera política propícia para continuar o seu combate em defesa da democracia plena e na luta para o livre exercício dos deveres patrióticos”.

Outrossim, Venâncio Mondlane escreveu ao secretário-geral da Renamo a anunciar que ia abandonar o partido, alegando que “deve buscar meios alternativos para continuar a promover a ética, princípios e valores duma democracia plena”.

O ex-deputado foi impedido de participar no Congresso da Renamo, em meados de Maio, em que havia manifestado interesse em concorrer à presidência do maior partido da oposição em Moçambique.

Ainda assim, recorreu ao Tribunal Judicial de Alto-Molócuè, que julgou procedente a providência cautelar por si interposta. O tribunal ordenou a Renamo a permitir a entrada na sala do Congresso de Mondlane, mas tal não veio a ser acatado.

No entanto, a  Unidade de Intervenção Rápida da Polícia de Moçambique bloqueou as ruas que dão acesso ao local onde decorreu o congresso.

O objectivo seria impedir a passagem de Venâncio Mondlane e seus apoiantes para o recinto do congresso do maior partido da oposição no país.

Daniel Chapo irá submeter, esta quarta-feira, a sua candidatura a Presidente da República nas eleições marcadas para 9 de Outubro.

Daniel Francisco Chapo, actual governador da província de Inhambane, foi eleito na noite de 5 de Maio, com 225 votos dos membros do Comité Central, o correspondente a 94,1 por cento dos 249 votantes.

A escolha foi  o culminar de três dias da sessão extraordinária do Comité Central da Frelimo.

Nos últimos dias, em actos de apresentação pública nas províncias, o candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo,  garantiu que, em caso de vitória no escrutínio de Outubro deste ano, vai apostar no combate à corrupção, um  mal que condiciona o desenvolvimento socioeconómico do país.

Em Gaza, por exemplo, Chapo explicou que o combate à corrupção passa pela transparência, cultura de prestação de contas e educação moral da sociedade.

Já no último domingo, o secretário-geral interino da Frelimo e candidato a Presidente da República assegurou que vai trabalhar com todas as organizações sociais do partido para garantir a vitória desta formação política nas próximas eleições gerais.

Falando perante centenas de membros e simpatizantes do partido na Escola Central da Frelimo, na Matola, Província de Maputo, Daniel Chapo explicou que o partido reconhece o papel das organizações sociais na mobilização do eleitorado.

Daniel Chapo acrescentou que, para o escrutínio de 9 de Outubro próximo, os membros e simpatizantes do partido devem reforçar os níveis de coesão para uma vitória expressiva da Frelimo e do seu candidato a Presidente da República.

Daniel Chapo falava no quadro da Conferência Regional de África para a eleição do candidato a deputado da Assembleia da República pelo círculo eleitoral de África.

O antigo edil de Nacala, Raul Novinte, anunciou a sua renúncia a filiação como membro do Partido Renamo, o maior partido da oposição. No documento que veio à público, Novinte explica que a decisão foi tomada em consideração as suas circustâncias pessoais e profissionais.

A figura do Secretário de Estado deve ser eliminada, uma vez que torna impossível a avaliação do desempenho do governador. Quem o diz são os analistas Fernando Lima e Samuel Simango que acrescentam que não existe um programa nítido para a função de governador.

Nas primeiras eleições provinciais no país, a Frelimo ganhou nas onze províncias e, nessa altura, renovou com todos os governadores, salvo em algumas excepções. Para este ano, a maioria dos governadores da Frelimo vai concorrer para a sua própria sucessão.

Para Fernando Lima, jornalista e analista, caso haja um novo governo liderado pela Frelimo, é crucial que seja eliminado o cargo de Secretário de Estado e de alguns Administradores.
“Espero que finalmente essa aberração de Secretários de Estado seja afastada, porque quando se fala de austeridade, uma das questões que se pode colocar é o corte dos administradores de cidade, administradores a outros níveis na províncias e dos secretários de Estado.”

Lima acrescenta que, sob ponto de vista político, a recolocação dos governadores é um presente envenenado para o candidato presidencial, Daniel Chapo, uma vez que não se sabe se ele participou da escolha dos candidatos a governador.

“Creio que ele gostaria de fazer as suas próprias listas e gostaria de ter dado uma grande participação as novas listas de governadores. Isto não aconteceu e a conclusão do eleitorado é que o novo governo, eventualmente, será o mesmo, o que transmite uma má imagem ao candidato Daniel Chapo”, disse Lima.

Samuel Simango, por sua vez, explica que é quase impossível avaliar o desempenho do governador, pelo facto de não se conhecer o programa nítido desta figura. Acrescenta ainda que: “tudo indica que há um grupo ao nível central que escreve os programas e endoça-os para os governadores, porque se não há nenhum programa que o governador apresenta, é difícil, no final do mandato, que se avalie o que ele fez”.

Dos governadores, continua, foram apenas promessas de construção de estradas e desenvolvimento dos transportes, no entanto, estas actividades não são de sua responsabilidade. Portanto, “esta promiscuidade toda não permite que seja avaliado o desempenho de um governador”.

“Os discursos dos governadores não trazem nenhuma novidade, dizem apenas que vão continuar o trabalho que vinham fazendo, mas não se conhece o tal trabalho”.

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