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O País – A verdade como notícia

Chissano destaca educação, cultura e conhecimento como motores de transformação

A educação, a cultura e o conhecimento devem assumir um papel transformador na construção e no desenvolvimento de Moçambique. A posição foi defendida pelo antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, durante a cerimónia da 5.ª edição do Prémio Joaquim Chissano – Alumni Estudante Moçambicano em Portugal, que distinguiu o Professor

É oficial! Venâncio Mondlane já não é membro da Renamo, nem deputado da Assembleia da República. O político oficializou a sua renúncia aos cargos, esta segunda-feira.

Nem mais!

Depois de ter sido impedido de concorrer ao cargo de presidente da Renamo, Venâncio Mondlane decidiu sair do maior partido da oposição.

O anúncio foi feito por si mesmo, esta segunda-feira, nas redes sociais. Em carta dirigida ao secretário-geral do partido, Mondlane explica as razões da sua saída da organização política da qual militou desde 2018.

“A decisão resulta de uma reflexão aprofundada, concluindo que deve buscar meios alternativos para continuar a promover a ética, princípios e valores de uma democracia plena”.

É um abandono que acontece após várias batalhas judiciais em repúdio a alegadas injustiças no partido e aos resultados das autárquicas.

Em nota separada, dirigida à presidente do Parlamento, Esperança Bias, o político renunciou ainda o mandato de deputado da Renamo.

“Em consequência de uma tomada de consciência profunda da necessidade de busca de meios eficientes e duma atmosfera política propícia para continuar o combate em defesa da democracia plena e na luta para o livre exercício de deveres patrióticos, ao abrigo da alínea a) do artigo 5 da Lei 31/2014 de 30 de Dezembro, Estatuto do Deputado, submeter a V. Excia a renúncia do seu mandato”.

Venâncio Mondlane militava pela Renamo há seis anos. Sempre mostrou-se interessado em liderar a Renamo, e agora, fora do partido, poderá reinventar-se e concorrer às eleições gerais.

Em 2023, Mondlane concorreu ao cargo de presidente do município de Maputo pela perdiz e sua derrota gerou contestação aos resultados.

Mondlane tinha também mandato de deputado na Assembleia Municipal de Maputo, cargo que perdeu, na semana passada, por ausências.

O candidatos a deputado da Assembleia da República pelo círculo regional de África devem estar a altura dos desafios nacionais e globais. A exigência foi feita pelo secretário interino geral interino e candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, durante a conferência regional de África, em Maputo.

A exigência de Chapo estendeu-se também aos candidatos suplentes que devem também assegurar com responsábilidade os interesses do povo moçambicano. “Esperamos que daqui saiam candidatos a deputado e suplentes eleitos pela maioria e que tenham os interesses nacionais em primeiro lugar”.

Na mesma ocasião, Chapo disse que as expectativas são comuns com as comunidades de Moçambique no exterior pois esperam igualmente, que os candidatos representem as aspirações e sentimentos do povo moçambicano sobretudo nos paises africanos em que vivem.

Daniel Chapo fez saber ainda que a conferência regional vai aprofundar a estratégia do partido para as eleições gerais de 09 de Outubro próximo em que o partido prevê uma “vitória esmagadora”.
O País.

O secretário-geral interino da Frelimo, Daniel Chapo, que é igualmente candidato presidencial desta formação política, diz que nesta fase de pré-campanha é importante trabalhar com a missão de vencer as eleições de 9 de Outubro próximo.

Daniel Chapo trabalhou na manhã deste domingo na Escola Central do partido Frelimo na Matola, onde, ao interagir com as organizações sociais do partido, ACLLN, OMM e OJM, exortou os membros para que não se distraiam, porque o foco é garantir a vitória nas urnas, nas eleições que se avizinham.

“A palavra de ordem é: vamos trabalhar! Nós vamos trabalhar como jovens com a OMM e os combatentes, para juntos, como organizações sociais da Frelimo, trazermos a vitória. Vamos trazer renovação para o nosso progresso e continuarmos a esperança do povo moçambicano”, disse.

Ainda no contexto das eleições, sessenta delegados, provenientes de sete países africanos, que são na verdade, membros da Frelimo na diáspora, reuniram – se este domingo para eleger o candidato a deputado da Frelimo na Assembleia da República pelo círculo eleitoral de África. Daniel chapo, espera que o candidato eleito seja uma pessoa capaz de responder os anseios do povo, acima de qualquer outra agenda.

“A eleição deve ser feita na base de seleção de camaradas cuja idoneidade, dedicação, honestidade, responsabilidade, competência, prestígio, dignidade e integridade garantam a vitória da Frelimo e o bom desempenho da bancada na Assembleia da República, sobretudo que seja um camarada ou uma camarada que leva os anseios e as preocupações dos camaradas na diáspora, para casa do povo.” concluiu.

De salientar que a Frelimo elegeu este sábado o candidato a deputado da assembleia da República pelo círculo eleitoral da Europa, trata-se de Cláudio Tamele que reside actualmente em Berlim na Alemanha.

Lourenço Bulha foi eleito por unanimidade a cabeça-de-lista para as próximas eleições provinciais, em Sofala. Durante o processo de votação os membros da Frelimo foram exortados a pautarem pela transparência para garantir o reforço da coesão e democracia interna.

Lourenço Bulha vai concorrer pela segunda vez como governador províncial da Frelimo em Sofala. O único candidato conseguiu aprovação plena de todos os 117 membros com direito ao voto na III sessão extraordinária do Comité Provincial da Frelimo naquela província central.

Para o candidato, conseguir ser eleito com 100 por cento dos votos é sinónimo de confiança dos membros e reiterou que vai dar continuidade no desenvolvimento da província. “Vamos continuar a construir estradas, mais fontes de água e sistemas de água”, prometeu.

Além de Lourenço Bulha foram igualmente eleitos os membros que irão concorrer para a Assembleia Provincial e Assembleia da República, e a todos, Eneas Comiche, chefe da brigada central do partido em Sofala exortou maior transparência e idoneidade.

“O sucesso da nossa missão não depende apenas do esforço individual enquanto dirigente, mas sim da missão colectiva, o que requer uma capacidade de aglutinar vontade e harmonização de visões”, aconselhou.

Luís Nhanzozo, primeiro secretário da Frelimo em Sofala descreveu a escolha dos candidatos como: sábia, didática e transparente e afirmou que os mesmos foram eleitos com responsabilidade ao que irão representar condignamente as vontades populares e serão capazes de promover com necessária competência o desenvolvimento socioeconómico da província.

O recém empossado administrador do Distrito de Vilankulo no último final de semana foi eleito a cabeça de lista da Frelimo para o cargo de governador na província de Inhambane. Pagula promete potenciar o turismo e o empreendedorismo de forma a que possam ser mais rentáveis naquela província.

Formado em Física e Desenvolvimento Local e Empreendedorismo, Francisco Pagula de 33 anos de idade, no seu plano de governação prevê maiores investimentos no turismo e empreendedorismo, que aliás, são as suas áreas de formação, bem como promete maior engajamento na juventude caso seja eleito.

“Temos em mente a necessidade de continuarmos a incutir a nossa juventude a necessidade de empreender, sobretudo, um empreendedorismo rentável, olhando para as potencialidades da nossa província desde: o turismo, a pesca, a agricultura e o agroprocessamento” esclareceu.

A frelimo justificou que a eleição de Pagula é um exemplo de que o partido aposta na juventude e apelou por isso, uma vez mais, que todos membros devem trabalhar conjuntamente para garantir a vitória a 9 de outubro próximo.

Já na Província de Nampula, o maior círculo eleitoral do país, para o cargo de governador provincial, o partido dos “camaradas” apostou no empresário Eduardo Mariamo Abdula para ser o cabeça de lista. Na sua província, Abdula diz que a prioridade é mesma que a do país – o combate a pobreza.

“Os nossos esforços devem ser virados no combate a pobreza, neste contexto, tratando-se de um mal já identificado, a unidade nacional e a cultura de paz e de trabalho constituem armas importantes rumo ao combate a este flagelo”, defendeu.

Fernando Faustino, membro da Comissão Política disse que a semelhança do candidato presidencial Daniel Chapo, a escolha de Francisco Pagula e Eduardo Abdula foram assertivas e garante vitória no escrutínio que se aproxima.

Na província de Inhambane a Frelimo elegeu ainda 15 candidatos a deputados da Assembleia da República e 41 em Nampula.

A Frelimo, na cidade de Maputo, diz não ter dúvidas  de que Daniel Chapo é a pessoa certa para dirigir o país. Membros e simpatizantes do partido no poder marcharam, este sábado, em saudação à sua candidatura para as eleições presidenciais de Outubro. 

Com a partida na Praça da Independência, a marcha, liderada pelo primeiro secretário desta formação partidária na capital do país, António Niquice, seguiu pela avenida 25 de Setembro até ao Circuito de Manutenção Física, António Repinga, onde estavam agendadas outras actividades.

Niquice explicou que a marcha significa um momento de exaltação do partido no poder pela escolha de Daniel Chapo como candidato às eleições presidenciais.

“Significa também o nosso compromisso com o desenvolvimento sócio-económico e político do nosso país. Temos um candidato jovem e com muita energia para trabalhar para o bem deste país”, explicou António Niquice.

A Frelimo na cidade de Maputo acredita que Chapo é um candidato que está em melhores condições para seguir com as obras iniciadas pelos seus antecessores.

“Com Daniel Chapo estão criadas todas as condições para que, sendo ele jovem, e sendo que o país é constituído maioritariamente por jovens, possa encarnar aquilo que são os desafios e os problemas que o país enfrenta e dar continuidade ao processo de governação”, disse.

Nesse sentido, garante total apoio ao candidato. 

“Queremos dizer ao camarada Daniel Chapo que estamos consigo. A cidade de Maputo, a cidade da acácias está consigo e vamos efectivamente no dia 9 de Outubro averbar uma vitória histórica e convivcente”, garante António Niquice. 

O Movimento Democrátio de Moçambique (MDM) submeteu, este sábado, no Conselho Constitucional (CC), a candidatura de Lutero Simango para as eleições presidenciais de Outubro. O candidato do MDM acredita que o seu partido é uma alternativa certa para a governação do país.

O MDM é a quarta formação política a submeter a candidatura rumo às eleições de Outubro próximo. Os mandatários do partido dirigiram-se, esta sábado, ao Conselho Constitucional, para cumprirem com um dos processos importantes para concorrer às eleições presidenciais. 

A presidente do CC, Lúcia Ribeiro, dirigiu o processo, tendo explicado que, depois da verificação de toda a documentação e dos proponentes, caso haja alguma irregularidade, o partido poderá ser notificado.

Explicou ainda que até dia 25 deste mês o Conselho Constitucional já terá o acórdão final sobre as candidaturas. Por seu turno, o candidato do MDM às presidenciais, Lutero Simango, disse que a submissão da sua candidatura é mais um passo rumo ao escrutínio de Outubro próximo.

“Queremos agradecer a todos os membros e militantes do MDM e ao povo moçambicano por terem criado as condições para que, hoje, pudéssemos de facto depositarmos a nossa candidatura no Conselho Cosntitucional”, anotou Lutero Simango.

Lutero Simango esclareceu, na ocasião, que a sua candidatura não é individual.

“É uma candidatura colectiva. É uma candidatura que espelha a vontade dos moçambicanos, que esperam que haja mudanças no país. Assumimos que estamos prontos e preparados para os desafios que temos pela frente”, explicou o candidato do MDM na corrida à presidência da República. 

A eleição de Francisco Pagula aconteceu no princípio da tarde desta sexta-feira, na sessão da Frelimo, orgão responsável pelas eleições internas, para eleger o candidato a governador da província, os deputados da Assembleia da República e Membros da Assembleia Provincial.

Na corrida estavam Francisco Pagula e Benilde Macuamule que, a última hora, retirou a sua candidatura e manifestou apoio a Pagula.

 

A falta de planificação faz com que as instituições do Estado sejam descredibilizadas. Quem o diz é o analista Ismael Nhacúcue, acrescentando que o governo se dseveria preparar melhor para cobrir todos os custos eleitorais.

O Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Carlos Matsinhe, tornou público que serão suspendidas dos processos preparativos das eleições devido as dívidas que o orgão tem com os fornecedores, pois, estes recusam-se a exercer qualquer actividade antes do pagamento das dívidas já existentes.

Para Nhacúcue a responsabilidade de todo este problema é do governo, liderado pelo partido Frelimo, uma vez que, havendo eleições a cada cinco anos o país continue despreparado.

“Este partido é responsável pela descredibilização das instituições do Estado, porque não faz sentido que a cada cinco anos tenhamos eleições e ainda assim não criam condições para que sejam orçamentadas e ter recursos para o pagamento de serviços no âmbito do processo eleitoral”.

Acrescentou ainda que “Já no processo das autarquias, do orçamento global, o Governo só havia disponibilizado, numa primeira fase, 30% , ficou meio apertado, e só no fim conseguiu fazer um esforço”.

Este facto significa, segundo o analista, que “governo da Frelimo de planificação não tem nada, empurra todos os problemas até ao limite”. Desta forma, Ismael Nhacúcue acredita que a solução seria que todo o processo logístico que diz respeito a a realização da votação e de educação cívica seja preparado antecipadamente.

O analista diz acreditar que o problema orçamental que afecta o país está ligado ao facto do governo no poder não fazer a priorização de despesas realmente necessárias e com o envolvimento de quadros importantes em negócios ilícitos.

“governo da Frelimo geriu mal o país, pôs o país na banca rota, criou condições objectivas através do envolvimento dos seus quadros nas dívidas ocultas, que criou condições para a descredibilização do Estado, o que culminou com a retirada de investidores no país”.

“É o governo do partido Frelimo que está a sabotar o país, que está a criar condições para que o país não avance. Nunca ouvi o Chefe de Estado as dizer que no âmbito do emagrecimento económico vai reduzir as suas viagens para o estrangeiro, ou o passeios dos seus ministros. Cada viagem do presidente, cada aquisição desnecessária e outras actividades não prioritárias, colocam em causa as actividades necessárias”.

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