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O País – A verdade como notícia

Chissano destaca educação, cultura e conhecimento como motores de transformação

A educação, a cultura e o conhecimento devem assumir um papel transformador na construção e no desenvolvimento de Moçambique. A posição foi defendida pelo antigo Presidente da República, Joaquim Chissano, durante a cerimónia da 5.ª edição do Prémio Joaquim Chissano – Alumni Estudante Moçambicano em Portugal, que distinguiu o Professor

A Frelimo apresentou publicamente o cabeça-de-lista para o cargo de governador provincial em Nampula. Trata-se de Eduardo Abdula, esposo da antiga ministra da Saúde.

O Pavilhão de Desportos na cidade de Nampula esteve totalmente lotado, no evento organizado, esta sexta-feira, pelo Comité provincial da Frelimo na província de Nampula, para a apresentação pública de Eduardo Salimo Abdula, cabeça-de- lista deste partido para o cargo de governador provincial. E, porque a campanha eleitoral ainda não começou oficialmente, o primeiro secretário provincial da Frelimo, Luciano de Castro, teve uma intervenção contida, virada para dentro do partido.

Nampula é a única província onde a Frelimo colocou outra figura para concorrer ao cargo de governador provincial.

Eduardo Abdula é esposo da antiga ministra da Saúde, Nazira Abdula e ambos são naturais da província de Nampula.

O evento da sua apresentação pública contou com momentos culturais e concursos, onde alguns sorteados entraram a pé e saíram de motorizada.

O Presidente da República diz que a crise política que se vive na Guiné-Bissau é normal para um país em reforma política, económica e social e que nenhum país está isento dela. Filipe Nyusi falava durante um banquete oferecido ao seu homólogo da Guiné-Bissau, na última quarta-feira.

Foi durante o banquete que o Presidente da República de Moçambique ofereceu ao seu homólogo da Guiné-Bissau, que visita pela primeira vez o nosso país, que Filipe Nyusi defendeu que nenhum país em transformação política está isento de convulsões sociais.

“Nenhum processo de reforma política, consolidação democrática e modernização económica está isento de dificuldades e obstáculos. Moçambique e os moçambicanos são os primeiros a saber, porque já vivenciaram essa experiência. Os processos democráticos nunca são intermináveis, requerem sempre o seu aperfeiçoamento, e nós encorajamos o povo a caminhar sempre junto”, disse Filipe Nyusi.

No entanto, Nyusi apelou ao seu homólogo para se inspirar em alguns processos democráticos em Moçambique.

Fiquei satisfeito ao ouvir o Sr. Presidente, que no Parlamento fará como um ‘papo’ para explicar os processos da democracia, incluindo o Parlamento. Este aqui é o nosso objetivo, o contacto e a comunicação para juntos partilharmos as experiências e ver aquilo que se pode fazer melhor ou ainda corrigir.

Sobre a fraca cooperação económica entre os dois países, Nyusi quer que se saia do papel à prática, sobretudo no capítulo da paz.

A iniciar pela consolidação da paz e da democracia, capacitação institucional e reforma no sector da defesa e segurança, será motivo de grande satisfação testemunharmos, a breve trecho, os resultados positivos dos nossos esforços conjuntos, que poderão reflectir-se no crescimento das nossas economias e, consequentemente, na melhoria das condições de vida dos nossos cidadãos.”

Visivelmente satisfeito com a visita, o chefe de Estado guineense diz que está ciente dos desafios de governação, mas conta com o país para ultrapassá-los.

Aguardo esta visita do Estado com as melhores expectativas e acredito que dela vai resultar a nossa determinação comum de reforçar os laços de cooperação entre a Guiné-Bissau e Moçambique. O desafio que temos pela frente é promover e intensificar o intercâmbio entre a Guiné-Bissau e Moçambique, nos domínios empresarial, cultural, académico e desportivo, e é essa expectativa que importa concretizar”, disse o presidente.

Na mesma ocasião, Embaló convidou o seu homólogo a visitar oficialmente a Guiné-Bissau, como confirmação da sua parceria..

Daniel Chapo diz que Moçambique e Zimbabwe devem unir-se para lutar contra a colonização económica dos dois países. O candidato presidencial da Frelimo falava, hoje, em Harare, num encontro que manteve com a ZANU-PF.

O candidato presidencial da Frelimo para as eleições de 09 de Outubro de 2024 aterrou, esta quinta-feira em Harare, República do Zimbabwe, para uma visita de trabalho de dois dias. 

Daniel Chapo foi recebido por milhares de membros e simpatizantes do partido Frelimo e do partido irmão, a União Nacional Africana do Zimbabwe, Frente Patriótica, ZANU-PF. No seio deles, a expectativa era enorme. 

“A partir de já, toda a preparação que nós vínhamos fazendo faz sentido. Sabendo que no Zimbabwe temos recenseados, aproximadamente, 33 mil eleitores, temos que conseguir que todos esses votem no nosso candidato”, vaticinou Araújo Mafupe, secretário do Comitê de zona da Frelimo no Zimbabwe. 

Já os da ZANU-PF estiveram lá, não só para receber o candidato, mas pelas relações históricas com a Frelimo. “Estamos a dar boas-vindas ao candidato da Frelimo para as presidenciais. Temos boas relações históricas. Somos partidos revolucionários. A Frelimo, como partido revolucionário, nós trabalhamos juntos. É por isso que viemos para aqui como ZANU-PF para dar boas-vindas ao nosso irmão”, um dos membros da ZANU-PF, que estava nas milhares de pessoas que receberam, Daniel Chapo. 

Depois de uma breve interação com os que o aguardavam, Daniel Chapo, acompanhado pelos membros da Comissão Política da Frelimo, seguiu para um encontro com a ZANU-PF. 

Aos membros do partido Frelimo e ZANU-PF presentes, Daniel Chapo destacou o tipo de luta que Moçambique e Zimbabwe estão a travar na actualidade. 

“A nossa primeira independência em termos de liberdade foi a independência política, a liberdade política. Agora, queremos continuar a lutar para conquistarmos a nossa liberdade económica. Porque a colonização em comum, actualmente, é a colonização económica”, referiu Daniel Chapo, candidato presidencial da Frelimo para as eleições gerais de 09 de Outubro.  

Para continuar com esta luta, Daniel Chapo pede apoio da ZANU-PF para que a Frelimo continue no poder, desenvolva Moçambique e restabeleça a paz, sobretudo em Cabo Delgado.

“Sabem que temos terrorismo em Cabo Delgado. Daí que consideramos ser muito importante ter cooperação na nossa região com os nossos parceiros e países para lutar contra o terrorismo e muitas coisas. Sabemos que ZANU-PF tem muita experiência de eleições e nós queremos obter esta experiência para levar de volta a Moçambique. Por isso, tenho a certeza que, em Outubro, ZANU-PF estará em Moçambique para lutarmos juntos e vencermos as nossas eleições”, disse Daniel Chapo, com um convicto na vitória. 

Já a ZANU-PF destacou as relações históricas com Moçambique e a Frelimo, oferendo um apoio incondicional para que o partido continue a governar. “Estamos juntos nas quartas eleições gerais a caminho do vosso país. A nossa amizade, que resistiu ao teste do tempo, continuará a crescer”, assegurou Muranyardza Machacha, Comissário Político da ZANU-PF. 

A Frelimo tem quase seis mil membros em Zimbabwe e o número de simpatizantes chega a 10 mil. 

Daniel Chapo diz que o seu périplo pelos países governados por partidos históricos e libertadores vai continuar nos próximos dias. 

Lá para o cair da tarde, Daniel Chapo reuniu, à porta fechada, com o líder ZANU-PF e o presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa. 

À imprensa, o candidato presidencial da Frelimo disse que encontro visava estreitar relações entre a Frelimo e a ZANU-PF e falar do futuro dos dois países.   

“Nós achamos que era importante ter um encontro com o presidente Emmerson Mnangagwa para podermos tomar conhecimento sobre a recuperação económica do Zimbabwe e continuarmos a trabalhar para estreitar relações de amizade e cooperação, sobretudo na vertente económica e comercial. Foram os aspectos importantes que nós falamos para que, realmente, no futuro, caso vençamos as eleições possamos continuar a trabalhar com o Zimbabwe”, explicou Daniel Chapo. 

Além de ser candidato da Frelimo para as eleições gerais de 09 de Outubro, Daniel Chapo é, actualmente, secretário-geral interino do partido. 

Daniel Chapo diz que a Frelimo deve ser um partido que resolve as preocupações das pessoas. O candidato presidencial do partido no poder falava, ontem, em Harare, na República do Zimbabwe, num encontro que manteve com os membros da formações políticas baseados naquele país vizinho.

O secretário-geral interino da Frelimo e candidato presidencial para as eleições de 09 de Outubro reuniu-se, no princípio da noite de quinta-feira, com os membros do partido do batuque e da maçaroca, residentes em Harare, República do Zimbabwe.

Coube ao membro da Comissão Política da Frelimo, Eneas Comiche, explicar o processo que culminou com a eleição de Daniel Chapo a candidato presidencial e o apresentou aos camaradas, que estão na diáspora.

Apresentado o candidato, os membros da Frelimo a nível de Zimbabwe expuseram as preocupações que gostariam ver resolvidas por Daniel Chapo, na qualidade de secretário-geral interino do partido, e caso seja eleito Presidente da República.

“O pagamento de quotas tem sido um desafio porque muitos membros são desempregados, devido a sanções económicas impostas ao país irmão de forma injusta e ilegais. Há, ainda, o atraso na emissão de cartões de membro. Os moçambicanos residentes no Zimbabwe, quando se deslocam para as províncias de Manica, Sofala, Tete e outras, são interpelados pelas autoridades policiais e, mesmo bem identificados, são submetidos a actos de corrupção, através da cobrança de valores não justificados para aceder a quaisquer serviços no país. Os nossos membros solicitam terrenos para agricultura em Moçambique”, enumerou Araújo Mafupe, secretário do Comitê de Zona da Frelimo no Zimbabwe.

Daniel Chapo disse ter ouvido as preocupações dos seus camaradas e garantiu que vão merecer atenção. “Não é possível todos conseguirem terreno no mesmo sítio. Cada um tem a sua origem, onde nasceu. Vamos a origem de cada um e, aos poucos, vamos resolvendo este assunto. Também, registamos bolsas de estudo para moçambicanos residentes no Zimbabwe e várias outras preocupações que ouvimos”, assegurou Daniel Chapo.

O secretário-geral interino da Frelimo e candidato presidencial do partido sublinha ainda que a Frelimo deve ser um partido que resolve os problemas da população.

“Quando as populações ou pessoas conseguem perceber que as suas preocupações estão a ser resolvidas, por via do partido, então aquele que não é do partido Frelimo começa a dizer que precisa, realmente, de se filiar a ele (partido) porque resolve preocupações. A nossa missão, neste momento, camaradas, é trabalhar para a vitória do partido Frelimo e do seu candidato no dia nove de Outubro. Esta é a missão número um que temos neste momento. É importante sabermos que não podemos tomar medidas impopulares. Por exemplo, que possam pôr a comunidade no Zimbabwe revoltada com o nosso partido. Neste momento, não podemos. Precisamos de acarinhar os membros, simpatizantes, militantes do partido, incluindo a população toda”, destacou Daniel Chapo.

A nível de Zimbabwe, a Frelimo tem quase seis mil membros e perto de 10 mil simpatizantes.

 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau disse, há instantes, que o Presidente daquele país, que desde esta quarta-feira está de visita a Moçambique, procura “apoio para o relançamento da Guiné-Bissau” nas áreas de cooperação.

Carlos Pinto Pereira disse que o seu país está pronto para ajudar Moçambique no que estiver ao seu alcance.

A visita do presidente guineense a Moçambique foi alvo de várias contestações pelos partidos na oposição, que inclusive estiveram contra a entrega da chave da cidade pelo edil da Cidade de Maputo.

No entender do diplomata Carlos Pinto, é normal que questões como essas sejam levantadas.

Pinto explicou que Moçambique e Guiné-Bissau são países irmãos, daí ser crucial “elevar os laços de cooperação entre os dois países.

O ministro  dos negócios estrangeiros guineense disse ver em Moçambique um parceiro para alavancar  seu país nos diversos sectores de cooperação.

“No Porto de Maputo vimos algo inimaginável há anos atrás. A capacidade que o Porto de Maputo tem para a formação de quadros é enorme. Academias de polícia, formação de enfermeiros são outras áreas importantes para a formação”, detalhou Pinto.

Reunida na quarta-feira, na 28ª Sessão, a Comissão Política da Frelimo convocou para o próximo dia 19 de Julho a III sessão extraordinária do Comité Central, reunião que vai decorrer na Escola Central do partido, na cidade da Matola, Província de Maputo. Na mesma reunião, os “camaradas” encorajaram as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique, da SAMIM, do Ruanda e Força Local a continuarem firmes no combate ao terrorismo em algumas zonas da província de Cabo Delgado.

A Comissão Política (CP) apelou ainda à população das zonas afectadas pelo terrorismo para continuarem vigilantes e colaborarem com as Forças da Lei e Ordem e com as autoridades locais, denunciando qualquer suspeita de movimentação de terroristas.

A Frelimo saudou todos os segmentos da sociedade envolvidos em acções de solidariedade multiforme em apoio às famílias vítimas deste fenómeno.

Outrossim, a Comissão Política faz um balanço positivo do trabalho das brigadas centrais nas províncias e na Cidade de Maputo, na assistência às sessões extraordinárias dos respectivos comités que elegeram os pré-candidatos a deputados da Assembleia da República, a cabeças-de-lista e a membros das Assembleias Provinciais. Ainda no rol de saudações, a Comissão Política enalteceu os militantes e simpatizantes da Frelimo e a população, em geral, pela participação activa nas cerimónias de apresentação de Daniel Chapo, candidato às eleições presidenciais de 2024, num ambiente de festa e “camaradagem”.

A Comissão Política faz ainda um balanço positivo do desempenho de Moçambique no contexto da presidência mensal do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que o país assumiu de 1 a 31 de Maio deste ano.

A CP considera este um facto histórico que orgulha a todos os moçambicanos, conferindo mais dignidade e respeito ao nosso país no concerto das Nações.

O presidente Guinense, Umaro Sissoco Embaló recebeu hoje, a Chave da Cidade de Maputo, numa cerimónia solene que aconteceu sem a oposição na Assembleia Municipal. Na ocasião, a presidente do Parlamento disse que a ausência da oposição é uma manifestação da democracia, mas que o ideal era ter a Assembleia composta.

Umaro Sissoco Embaló manteve conversações à porta fechada com a presidente da Assembleia da República. À sua saída, não prestou declarações à imprensa. Entretanto, foi notória a ausência dos deputados da Renamo e MDM, facto que Esperança Bias afirma ter-lhe surpreendido.

“Eu penso que democracia é exactamente isso: as pessoas manifestarem aquilo que é o seu desejo. O ideal é que a Assembleia esteja devidamente representada, mas não posso falar em nome dos que não estão presentes, porque nem sequer sabia que não estariam presentes.”

O estadista guineense recebeu, esta quinta-feira, das mãos do edil de Maputo, Rasaque Manhique, a chave da capital moçambicana, acto simbólico de distinção do estadista guineense.
No seu discurso, o edil de Maputo disse estarem abertas as portas para cidadãos guineenses virem a Moçambique.

“Bem como foi bem destacado na resolução que acabamos de ouvir, o percurso político de Sua Excelência Umaro Sissoco Embaló não deixa dúvidas do seu engajamento na luta pela construção de uma Guiné-Bissau livre da pobreza e, por esta via, concorrer para o bem-estar de toda a África. A República da Guiné-Bissau e a República de Moçambique têm laços históricos e culturais que conferem aos seus povos uma genuína relação de irmandade. Com efeito, para além do cruzamento quase perfeito das nossas línguas podemos, a partir de hoje teremos mais guineenses em Moçambique e mais moçambicanos na Guiné-Bissau. Como forma de perpetuar esta tradição histórica e cultural, o Conselho Municipal de Maputo está disponível e disposto a cooperar em vários domínios com Bissau.”

Num discurso breve, Umaro Sissoco Embaló agradeceu a atribuição do mais alto galardão da capital do país.

“Para vos agradecer pelo acolhimento que nos foi reservado pela Chave da Cidade de Maputo que recebi e que muito me honra. O Conselho Municipal de Maputo, legitimado pelos votos dos cidadãos, é um exemplo de vitalidade da democracia moçambicana. Dessa vitalidade democrática, decorre a responsabilidade pelo desenvolvimento do projecto autárquico de servir Maputo e assegurar o bem-estar dos cidadãos da cidade capital de Moçambique.”

Umaro Sissoco Embaló assinou também o livro de honra. A cerimónia foi testemunhada pelos membros do Governo autárquico e membros da Assembleia Municipal. A oposição não esteve presente e já tinha justificado que não concorda com a atribuição da Chave da Cidade a Embaló.

O antigo secretário-geral da Renamo e cabeça-de-lista do partido em Sofala, André Magibire, critica o também membro, Alfredo Magumisse, por apresentar a sua indignação sobre Ossufo Momade que “não faz nada” como presidente do partido. Magibire diz que Magumisse não tem legitimidade para criticar, porque também não faz tem trabalho nenhum.

Em 24 horas, o membro sénior e candidato derrotado à presidência da Renamo, Alfredo Magumisse, passou de quem criticava para ser o criticado. O antigo secretário-geral do partido, André Magibire diz que Magumisse devia levar as suas preocupações aos órgãos do partido e não à comunicação social.

“Temos órgãos próprios para reclamar nossa inssatisfação. Magumisse poderia, estando em Maputo, marcar audiência com a Comissão Política, a secretária-geral ou até o próprio presidente. Não posso ter alguma insatisfação e correr ao público, costuma-se se dizer que roupa suja lava-se em casa.”

Magibire, listou diversos pontos negativos sobre do pronunciamento de Magumisse, e, primeiro, usou as mesmas palavras para descrevê-lo e disse que “não está a fazer nada”.

Como segundo ponto negativo, Magibire referiu que esta postura fragiliza o trabalho que as equipas do partido estão a levar a cabo em todas as províncias do país.

Outro aspecto de critica, segundo Magibire, é o erro de Magumisse em pensar que “Ossufo Momade é a Renamo”.

Mas nem tudo foi critica, Magibire também concordou com Magumisse e assumiu que “Ossufo Momade não está a fazer trabalho algum para promover o emblema político”, e desconhece as razões de tal postura.

“É verdade que Ossufo Momade é presidente e devia fazer a sua parte, mas não está a fazer. Nós não sabemos por quê não está a fazer mas esse pronunciamento é lamentável quando é feito por uma pessoa que igualmente não está a fazer nada.”

Na mesma oportunidade, Magumisse, usando a mesma via, a imprensa, acrescentou que Ossufo Momade pouco demonstra ser alternativa para os moçambicanos e isso põe em risco as ambições do colectivo.

O Presidente da Coligação Aliança Democrática considera “irrelevante” a saída de alguns partidos da sua organização e garante que não compromete os planos de trazer uma governação justa para os moçambicanos. A garantia foi dada esta quinta-feira em Chimoio durante a apresentação do candidato presidencial e da cabeça-de-lista para Manica.

Ao mesmo tempo que Manecas Daniel demonstrou indiferença em relação a saída de alguns partidos da CAD, mostrou-se confiante para as eleições que se avizinham, pois os restantes partidos estão “mais unidos”.

“Eu penso que a saída desses partidos não muda em nada. E, se forem a investigar os partidos que constituem a CAD, verão que estão mais fortes, firmes e comprometidos com a causa. Por isso não é nada, não constitui nenhuma ameaça.”

Sobre a visita de apresentação do candidato presidencial da CAD, Manecas garantiu igualmente que Venâncio Mondlne é a aposta certa para conduzir os destinos de Moçambique.

“Estamos a apresentar ao povo, aquele a quem Deus deu a graça para poder dirigir esta nação em representação de todos os moçambicanos.”

Por sua vez, Venâncio Mondlane que vai trabalhar por dois dias em Manica, a começar pela capital, Chimoio, também apresentou Nilett Brito como cabeça-de-lista para governadora da província, que à sua semelhança, o seu próposito é trazer exemplos de boa governação através da “distribuição equitativa da riqueza”.

“Todos moçambicanos devem sentir que este país lhes pertence. Os recursos que este país tem devem se reflectir no transporte de cada moçambicano, no seu prato em casa, na educação dos seus filhos, na saúde, na protecção e na segurança.”

Na mesma ordem de ideias, Mondlane prometeu “devolver” a dignidade do ensino superior. “Temos visto uma tendência de quando as nossas crianças terminam a 12a classe desejam se formar fora do país, nós queremos mudar isso, devemos fazer com que sintam orgulho de estudar neste país”, defendeu.

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