Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Filipe Nyusi, apela aos partidos e seus candidatos a realizar uma campanha eleitoral que reflicta os valores de um Estado de direito democrático a ponto de convencer a todos os moçambicanos a votarem no dia 09 de Outubro.

Faltando apenas algumas horas para o inicío da campanha eleitoral, na sua comunicação à nação, o Chede do Estado apelou aos partidos e aos seus canditados a serem éticos durante as suas actividades de caça ao voto.

“Queremos que a campanha eleitoral possa motivar todos os mais de 16 milhões de cidadãos recenseados a afluírem às urnas, no dia 9 de Outubro, para exercer o seu direito ao sufrágio, votando em consciência no candidato e no partido da sua preferência”, disse Nyusi.

Segundo o Presidente, esta é uma oportunidade em que “os candidatos, membros e simpatizantes de cada partido, coligação de partidos ou grupo de cidadãos eleitores, legalmente registados, usam para divulgar livremente o seu projecto de governação junto do eleitorado em território nacional e na diáspora”, ao que, “por isso, exortamos a todos para a observância rigorosa dos princípios, normas e procedimentos estabelecidos na Constituição da República e na Lei Eleitoral, fazendo da campanha eleitoral um amplo movimento de educação cívica e de cidadania”, reforçou.

Com excepção do terrorismo e males como raptos, o presidente recordou que é primeira vez que o país realiza eleições com partidos desmilitarizados e desarmados.

“Esta é a primeira vez que, em três décadas, os moçambicanos vão às eleições sem um partido armado, fruto da paz e reconciliação que juntos construímos como irmãos da mesma Pátria.”

Nyusi elogiou a postura dos moçambicanos no processo da construção de uma paz definitiva no país. “São 30 anos em que os moçambicanos vêm provando, ao mundo, a sua determinação inabalável de construir uma Nação próspera, pacífica e reconciliada e o seu compromisso com a democracia multipartidária”, disse.

Daniel Chapo comprometeu-se, esta sexta-feira, em combater a corrupção, no caso de vencer as eleições presidenciais de 9 de Outubro. Como estratégia, o candidato da Frelimo pretende digitalizar os serviços do Estado, pois, com esse procedimento, acredita que se vai diminuir o índice de corrupção.

De acordo com Chapo, a liderança pelo exemplo é pertinente. “O combate à corrupção tem de começar comigo. Desafio-lhe a procurar a minha ficha. Se encontrar uma nódoa, venha dizer que encontrou. Primeiro, lidera-se pelo exemplo. Eu já fui administrador distrital. Se quiser, pode ir a Nacala-a-Velha, procurar saber o que lá foi feito, e ver se alguma coisa existe. O mesmo em Palma e em Inhambane”.

Na entrevista à STV, Daniel Chapo disse que um líder tem que ser íntegro. Essa é a primeira regra. “O líder tem que ser exemplar. Isso vai-lhe permitir ter legitimidade para combater a corrupção”.

Chapo acredita que o combate à corrupção não se baseia apenas nos discursos e nas leis. Agir de forma preventiva também é importante. Daí a ideia de digitalizar os serviços do Estado. Paralelamente a isso, “É preciso educar a sociedade para a honestidade. Isso fará com que não tenhamos corruptos. A sociedade precisa de valores éticos e morais”.

Quanto aos megaprojectos, Chapo lembrou a pertinência da responsabilidade social e corporativa no desenvolvimento local.  Na percepção do candidato da Frelimo, não existem contratos completamente estanques. E os contratos de megaprojectos são passíveis de renegociação. O que é preciso, entretanto, é analisar-se as cláusulas e outros aspectos oportunos.

Daniel Chapo disse que o país tem política de responsabilidade social, mas não tem uma lei de responsabilidade social. Por isso, entre as grandes empresas multinacionais, a questão da responsabilidade social é praticada como se fosse um favor. “Nós, como Governo, vamos fazer as coisas de forma diferente para obtermos resultados diferentes”.

Para o ambiente de negócios, acrescentou Chapo, a paz, a segurança, a transparência, a integridade e a flexibilidade dos processos de legalização de empresas são fundamentais.

Daniel Chapo quer que os moçambicanos se sintam incluídos no processo de desenvolvimento, independentemente da cor partidária e religião. “A inclusão não deve apenas ser entendida no sentido político”, acrescentou: a inclusão tem várias dimensões e deve basear-se no mérito.

A frase foi dita repetidas vezes: “Não se faz educação e saúde com dinheiro dos outros”. Na entrevista à STV, esta sexta-feira, Daniel Chapo disse que a educação e a saúde são questões de soberania.

Conforme esplicou Daniel Chapo, a educação e a saúde, neste momento, são feitos com projectos. “Todo o sector da educação é feito de projectos, com a excepção do pagamento de salários. Se alguém me oferece dinheiro para fazer o livro, ele até dita o conteúdo do livro.

Quando alguém me oferece dinheiro para comprar medicamento, ele até dita onde comprar os medicamentos e que tipo de medicamentos devo comprar”.

Com efeito, Chapo considera que deve definir o tipo de educação que se pretende para os moçambicanos. Logo, a forma de resolver o problema da educação depende de o país conseguir recursos próprios. “Muitos de nós encaramos educação e a saúde como despesa. Eu não. Sem população educatda e saudavel, é impossibvel desenvolvewr um país”.

Para Daniel Chapo, Mestre em Gestão de Desenvolvimento, o desenvolvimento não se faz de forma imediata, faz-se de forma gradual.

O canditado da Frelimo defende que os parceiros são importantes, mas podem ser pedidos para alocar determinados recursos financeiros para outras áreas sociais, porque a educação e a saúde devem estar com o Estado.

Chapo promete, em cinco anos, diminuir dependência externa e inverter a balança comercial, isto é, aumentar o número de exportações em relação às importações.

O candidato da Frelimo para as eleições presidenciais de 9 de Outubro está comprometido em reforçar o poder das instituições do Estado, caso seja eleito Presidente da República. Segundo Daniel Chapo, o reforço em causa vai favorecer o país no combate a diversos crimes, como raptos.

Em entrevista à STV, esta sexta-feira, o candidato presidencial disse que entre as necessidades para o combate aos raptos, destacam-se as reformas legislativas. Tal procedimento, deve ser acompanhado pela nomeação de pessoas competentes para a liderança de processos complexos.

“É possível combater os raptos com capacidade intelectual, com meios financeiros, materiais e recursos humanos. A colaboração das pessoas que estão a ser raptadas também é importante. Há informações que dizem que as vítimas não colaboram, mas acredito que, colocando as pessoas certas na liderança, pode-se restabelecer a confiança necessária para combater todos os males que afectam a sociedade”, disse, sublinhando que o problema se vai resolver com a nomeação de pessoas íntegras, sérias e que percebem do fenómeno dos raptos.

Ainda na entrevista à Stv, Daniel Chapo disse que o terrorismo implica a questão da soberania. Para o candidato da Frelimo, é preciso que todos os moçambicanos entendam que se devem unir na preservação da integridade nacional, não obstante o fenómeno terrorismo ser internacional. No caso moçambicano, a situação está a “beliscar” o desenvolvimento. Para o efeito, os moçambicanos devem estar juntos na mesma frente, pois a questão do terrorismo não é inerente a partidos políticos.

Para Chapo, sem unidade, sem causa comum, não se alcançam determinados objectivos. E ainda referiu o desvio de investimentos impostos pelo terrorismo. Igualmente, afirmou que, neste momento, o país tem recursos financeiros que, ao invés de serem usados para construir escolas, hospitais, estradas, estão a ser alocados ao combate em Cabo Delgado.

A encerrar o tópico, Daniel Chapo disse ainda que o sucesso da paz depende da mobilização dos moçambicanos e do diálogo.

Ao longo da entrevista, Daniel Chapo enalteceu que é o único candidato às presidenciais que nasceu depois da independência, num distrito (Inhaminga) que sofreu um massacre bárbaro. Com os pais, viveu dois anos no cativeiro, antes de escaparem da guerra dos 16 anos. “Não quero que nenhum outro moçambicano passe por isso”. No entanto, admite que a situação fez de si um homem que, mesmo diante das adversidades, tem sempre esperança.

Chapo quer ser Presidente da República para garantir a independência económica ao país.

A União Europeia (UE) vai enviar uma missão composta por 130 observadores para as eleições gerais de 09 de Outubro em Moçambique. O anúncio foi feito pelo embaixador da União Europeia.

Será a maior missão alguma vez enviada pelo bloco a Moçambique para processos eleitorais. Os observadores, que começam a chegar na próxima semana, serão distribuídos pelo país, no âmbito de um acordo assinado entre a União Europeia e Moçambique, com o objectivo de observar o período pré-eleitoral, com maior atenção ao dia 09 de Outubro.

“O objectivo desta missão é monitorar a situação no terreno, perceber como as eleições vão acontecer, para poder fornecer uma avaliação, que será apresentada ao Governo, às instituições e ao público moçambicano”, explicou Antonino Maggiore.

Em Maio último, o bloco anunciou que o Governo pediu o envio de uma missão de observação eleitoral para as eleições deste ano, e a organização disse que ainda estava a avaliar o convite.

No mesmo período, a União Europeia lançou um apelo para que o escrutínio deste ano fosse transparente e sem fraudes, considerando o nível de contestação e as supostas fraudes referidas pela sociedade civil e pelos partidos da oposição nas sextas eleições autárquicas.

Mais de 17 milhões de eleitores estão inscritos para votar nas eleições gerais de 09 de outubro, incluindo mais de 300 mil recenseados no estrangeiro.

Arranca, amanhã, a campanha eleitoral dos partidos políticos para as sétimas eleições gerais e legislativas e as quartas das assembleias provinciais e do governador de província.

A campanha vai decorrer de 24 de Agosto a 6 de Outubro, segundo o calendário eleitoral. Com efeito, o presidente da Comissão Nacional de Eleições, Carlos Matsinhe, irá proceder, hoje, às 9h00, no Centro Nacional de Imprensa do STAE, a exortação a todos os concorrentes e a sociedade em geral à participação ordeira, exemplar e íntegra na campanha eleitoral dos partidos políticos e grupos de cidadãos proponentes.

A campanha eleitoral, segundo a CNE, é uma das fases cruciais do processo e que antecede a data da votação.

 

O candidato presidencial, Venâncio Mondlane, anunciou, quarta-feira, que o arranque da sua campanha rumo às presidenciais vai ser na Matola, Província de Maputo.

A candidatura de Mondlane, lembre-se, vai ser suportada pelo Partido Optimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS).

O PODEMOS aparece como alternativa de sobrevivência de Mondlane, depois do afastamento da Coligação Aliança Democrática (CAD), formação política que suportava a sua candidatura.

A Frelimo marcou a abertura oficial da campanha eleitoral para a província de Sofala. A informação foi prestada, esta quarta-feira, em Maputo, pela porta-voz do partido, no fim da reunião ordinária da Comissão Política.

Ludmila Maguni disse que a Frelimo apela a todos os intervenientes para a realização de uma campanha ordeira e pacífica.

A porta-voz da Frelimo disse que a Comissão Política também foi informada sobre a luta contra o terrorismo em Cabo Delgado, bem como sobre o surto de sarampo, que fez vítimas mortais naquela província.

O candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, defende que há necessidade de se criar condições e soluções para resolução dos principais problemas da cidade de Maputo, como transporte, empregabilidade dos jovens e criminalidade.

A escassas horas do arranque da campanha eleitoral, o candidato presidencial da Frelimo trabalhou, esta quinta-feira, na Cidade de Maputo, onde se reuniu com os membros e simpatizantes do partido.

A visita de Daniel Chapo insere-se no âmbito de acompanhamento do funcionamento dos órgãos do partido, tendo em conta as eleições gerais de 9 de Outubro.
A Sessão Extraordinária do Comité da Cidade da Frelimo, em Maputo, contou com a presença de vários quadros do partido.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE