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O País – A verdade como notícia

Venâncio Mondlane garante que vai acabar com os raptos no país em um ano, caso seja eleito Presidente da República no dia 9 de Outubro. O candidato insiste que sofreu um atentado em Zavala. 

Foi no mercado de Malhapsene, na autarquia da Matola, que perante apoiantes, seguidores e admiradores Venâncio Mondlane começou por críticar o facto de existirem muitos desempregados na Matola, enquanto que aquela cidade é hospedeira do maior parque industrial do país. 

“Muitos jovens aqui estão desempregados, nem têm orgulho de serem da Matola”, disse Mondlane que, perante aplausos e sons de “vuvuzelas”, ia interrompendo seu discurso.

Ao retomar a sua intervenção, falou de raptos, disse que é possível acabar com os raptos em um ano. “Ainda ontem conversei com um empresário que tem a esposa e filhos fora do país. E há tantos outros nessas condições. Podemos acabar com os raptos, é só chamar a Interpol para ajudar a combater os raptos, vamos chamar os países que já tiveram estes crimes e combateram”, explicou.

Venâncio Mondlane voltou a falar do alegado atentado que sofreu em Zavala, província de Inhambane, esclarecendo que um agente da PRM tinha uma arma do tipo pistola com balas de 9 mm, contendo 15 munições.

Durante as marchas, as caravanas da RENAMO  e PODEMOS cruzaram-se no bairro da Machava e, com a intervenção da polícia, que esteve prontamente  no local, não houve incidentes.

O partido Frelimo, na província de Inhambane, procedeu à abertura oficial da campanha eleitoral no distrito de Morrumbene, terra natal do cabeça-de-lista daquela formação política, Francisco Pagula, que concorre para ser governador da província.

A apresentação pública do cabeça-de-lista foi feita por Celso Correia, chefe da brigada Central do partido, destacada para aquela província.

Correia começou por explicar as qualidades de Daniel Chapo, candidato presidencial da Frelimo e o qualificou como a pessoa certa para a ponta vermelha, por ser uma pessoa com experiência na governação desde a base.

A seguir, foi a vez de Francisco Pagula apresentar a sua visão de governação e começou por dizer que pretende dinamizar o turismo, promovendo mais investimento e construindo infraestruturas, tal como é o caso de estradas, sobretudo a que liga Mapinhane, em Vilankulo, a Phafuri, na África do Sul, como parte da estratégia de conquista de turistas de fora do país para conhecer as praias de Inhambane.

Para Francisco Pagula, a dinamização do turismo vai permitir a melhoria da economia da província e geração de mais postos de emprego e de renda para as comunidades locais.

Pagula disse, ainda, que pretende promover a instalação de centros de formação técnica em Inhambane, para capacitar jovens e dar habilidades para que possam trabalhar na indústria extractiva, como são os projectos de exploração de gás natural e de Areias Pesadas, dois grandes potenciais da província de Inhambane.

No sector da agricultura, Pagula propõe a criação de cooperativas que possam juntar pequenos agricultores para que estes possam receber sementes melhoradas, trabalhar vastas áreas de terra, mas também poder vender os seus produtos a grande consumidores de dentro e de fora da província.

O presidente da República promulgou e mandou publicar, também, a  Lei  para eleição dos membros das Assembleias Provinciais e do Governador da província bem como a Lei para a eleição do chefe de Estado e dos Deputados da Assembleia da República e a retirada dos tribunais na recontagem dos votos é definitiva.

Com as mexidas feitas na lei, os membros das mesas de voto que falsificarem  os resultados da eleição passam a incorrer em uma pena máxima  de dois anos de prisão.     

Além disso, os tribunais distritais já não terão poder para mandar recontar votos. Esta competência passa a ser exclusivamente da CNE e do Conselho Constitucional.

Mas há mais regras: a Lei permite, por exemplo, a presença dos jornalistas e de observadores em todas as fases do apuramento, sem nenhuma proibição, o que não acontecia antes.  

Um outro ponto acautelado na Lei tem a ver com as urnas, que no seu artigo 76 estabelece que as urnas a serem utilizadas devem ser transparentes, com uma ranhura que permite a introdução de um único boletim de voto por eleitor. E, em caso de fraude no apuramento de votos, a nova lei prevê, no artigo 202 que: “o membro da mesa de assembleia de voto que dolosamente aponha ou permita que se aponha indicação de confirmação em eleitor que não votou, que troque na leitura dos boletins de voto a lista votada, que diminua ou adie votos a uma lista no apuramento de votos, ou que por qualquer forma falseie o resultado da eleição, é punido com pena de prisão de 6 meses a 2 anos e multa de quatro a cinco salários mínimos”.

Por várias vezes, no palco das eleições, assistimos a casos como recusa de distribuir actas e editais originais do apuramento de votos, devidamente assinados e carimbados. 

Para este problema, a lei prevê uma punição também com pena de prisão até um ano e multa de quatro a cinco salários mínimos da Função Pública.

A presença de força armada passa a ter limitações. “Quando for comprovadamente necessário pôr termo ou obstar agressões ou violência quer no local da mesa da assembleia de voto, quer na sua proximidade, o presidente da mesa pode requisitar a presença de forças de manutenção da ordem pública, com menção na acta das razões da requisição e do período de presença da força armada”, prevê a legislação.

Em casos de introdução de boletins de voto na urna e desvio desta, a punição passa de uma pena máxima de um ano e seis meses  e multa de até seis salários mínimos.     

Outro facto é que ainda compete apenas ao Conselho Constitucional declarar nulas e ordenar a repetição das eleições no país. 

Setenta e cinco observadores e 150 estudantes das universidades públicas e privadas estão a ser capacitados em matérias de direitos humanos em tempos eleitorais, na Zambézia. 

O coordenador da plataforma, Wilker Dias, referiu que um dos grandes problemas nos períodos eleitorais, tem a ver com a preservação dos direitos humanos, já que os actores que deviam ser o garante desses direitos, são os principais violadores, comprometendo, assim, o processo eleitoral e o estado de direito democrático. 

Wilker Dias explica que, como forma de inverter atrocidades em períodos eleitorais, é necessário uma maior disseminação sobre os direitos ao nível das comunidades, através do envolvimento de várias organizações da sociedade civil, com destaque para as interessadas no processo, uma vez que a credibilidade dos actores que deveriam ser o garante da defesa dos direitos humanos encontra-se actualmente beliscada. 

A formação é uma iniciativa da plataforma DECIDE, em parceria com h2N.

O Presidente da Frelimo pediu aos membros e simpatizantes do partido, na província de Sofala, que votem no candidato presidencial da formação política, Daniel Chapo. Filipe Nyusi disse, no comício, que a paz é o pilar principal do manifesto eleitoral dos “camaradas”.

Filipe Nyusi e Daniel Chapo escalaram, hoje, a província de Sofala, onde lançaram o arranque da campanha eleitoral. Filipe Nyusi disse, no seu discurso, que a paz continua a ser o pilar fundamental no plano de governação do partido do batuque e maçaroca.
Por seu turno, Daniel Chapo secundou as palavras de Nyusi, acrescentando que o seu governo, caso vença as eleições de 9 de Outubro, vai priorizar a Educação, Saúde e construção de infra-estruturas.

Daniel Chapo apelou ainda ao eleitorado para que juntos combatam a corrupção e outros males que apoquentam a sociedade. Deu exemplo do mau atendimento nos hospitais e cobranças ilícitas.

“É um dinheiro que podia servir para a construção de mais escolas, mais hospitais, mas fica no bolso de uma só pessoa. Estão temos que acabar com este mal”, disse Chapo, reiterando, de seguida, que “a corrupção não acontece só no sector público, acontece também no sector privado”.

O candidato à presidência pela Frelimo foi mais fundo ao dizer que há situações de pessoas que gastam dinheiro a tratar documentos, mas que, quando levam os mesmos para concorrer a uma vaga de emprego, ouvem dizer, na empresa, que, para serem contratados, têm que pagar.

“Eu falo, como disse o camarada presidente, porque eu nasci aqui. Não nasci num berço de ouro, nasci numa esteira. Passei fome, subi chapa, andei longas distâncias (…), sei o que é sofrimento, estou a falar o que eu vivi e não teorias”, testemunhou.

OS MOÇAMBICANOS VIVERÃO MELHORES DIAS

“Temos esperança que Moçambique vai desenvolver e que o povo moçambicano vai viver em melhores condições que estas em que está a viver”, disse Daniel Chapo.

O candidato da Frelimo virou, a dada altura, o seu discurso para os jovens, afirmando que terão a sua atenção.

“A maior preocupação da juventude é o emprego. Vamos trabalhar para os jovens terem emprego. Vamos trabalhar em áreas concretas para trazer emprego para osjovens”, prometeu.

Entre as áreas a serem exploradas para prover emprego para jovens, Chapo apontou a agricultura. No seu entender, o sector tem potencial para, através das indústrias, garantir emprego à juventude. Prometeu ainda construir casas para os jovens.

No capítulo da diplomacia, Daniel Chapo disse que Moçambique nunca vai se desenvolver de forma isolada.

“Nós vamos continuar amigos dos nossos amigos aqui na região, no continente e no mundo. Por isso, minhas irmãs, meus pais e meus irmãos, vamos trabalhar juntos para desenvolver Moçambique”, apelou.

A partir da cidade da Beira, Lutero Simango inicia a sua campanha, para convencer ao povo que é a escolha certa. A sua maior promessa, segundo avançou ao O País, passa pela mudança da Política Fiscal, para a redução do custo de vida e maior empregabilidade.

Em meio a cantos e danças, Lutero Simango fez-se presente na cidade da Beira, onde dentro de algumas horas fará a abertura oficial da campanha eleitoral, para as eleições de 9 de Outubro. A escolha da cidade deve-se, segundo o candidato, a razões políticas, históricas e geográficas, pois “a cidade da Beira é um centro da convergência nacional, é onde há inclusão”.

A sua mensagem fundamental é a mudança de governação, porque “esta é um imperativo nacional”.
Juntaram-se à festa, José Domingos, candidato a governador de Sofala, e Albano Cariz, presidente do município da Beira.

A província da Zambézia foi a escolhida para o pontapé de saída de “caça ao voto” do candidato à Presidência da República do partido Renamo, Ossufo Momade. Entretanto, a cerimónia será dirigida pela secretária-geral daquela formação política, Clementina Bomba.

Neste momento estão apostos simpatizantes e mebros da Renamo aguardando o início do comício, neste que é o primeiro dia da campanha eleitoral.

EM NAMPULA A CAMPANHA SERÁ FEITA UMA CAMPANHA PORTA-A-PORTA

A campanha eleitoral já começou, mas a estratégia usada é a campanha porta-a-porta. Nelson Carvalho, porta-voz da Renamo, explicou ao “O País” que a campanha já estava a decorrer em todos os postos administrativos.

“Nós que estamos aqui somos o stuff para acompanhar a imprensa, para que se façam aos postos administrativos e para localizar os nossos membros para o sucesso da campanha política”.

A cabeça-de-lista do partido, segundo disse Carvalho, está na cidade de Nampula e, em algum momento, se fará a rua. “Estamos preparados e queremos garantir para a população de Nampula que o voto deve ser da Renamo e de Ossufo Momade, porque se assim for, vamos continuar a apoiar as pessoas desfavorecidas, vamos continuar a construir estradas melhoradas, que possam facilitar o bem-estar da nossa população”.

O porta-voz da Renamo disse também que o seu partido pretende introduzir estratégias de mecanização da agricultura,  apoiar os agricultores, promover empregos para jovens e levar energia para as zonas que ainda não têm.

O candidato presidencial da Frelimo para as eleições de 9 de Outubro, Daniel Chapo, chegou, esta manhã, à cidade Beira, onde lança a campanha eleitoral do seu partido. 

À sua chegada, o candidato foi recebido entre cânticos e danças pelos membros e simpatizantes da Frelimo.

A Frelimo escolheu o maior bairro da Beira, Manga, para lançar a sua campanha. Após desembarcar, Daniel Chapo, pediu aos outros concorrentes às Eleições Gerais para que conduzissem as acções de caça ao voto sem provocações que possam conduzir a actos de violência e que se use a campanha para celebrar os 30 anos da realização das primeiras eleições multipartidárias no país. Pelo que o momento deve ser de festa e celebração feito em ambiente de paz, tranquilidade e harmonia.

No local, o candidato da Frelimo disse ser a campanha eleitoral um momento de festa para a democracia e para os moçambicanos, considerando que o país completa 30 anos de democracia multipartidária.

Daniel Chapo, pediu, ainda, que haja respeito pelos candidatos à presidência do país. Chapo pediu ainda que as forças políticas que caçam o voto proporcionem aos eleitores uma campanha pacífica, ordeira e exemplar.

O também Secretário Geral da Frelimo diz que o seu partido preparou adequadamente as suas bases para que possam transmitir fielmente o manifesto eleitoral da Frelimo aos eleitores de modo a garantir a vitória. 

Por outro lado, Chapo diz ser especial lançar a sua campanha em Sofala, terra que o viu nascer porque é como se estivesse a ir buscar bênção para que garanta sucesso durante os cerca de 45 dias da campanha eleitoral, apesar de ressaltar que se identifica com todas as províncias do país porque viveu e trabalhou em várias províncias do país ao longo dos seus 47 anos de vida.

Com quatro candidatos à Presidência da República e 37 forças políticas concorrentes nas legislativas e provinciais, arrancou, hoje, a campanha eleitoral para as eleições gerais de 9 de Outubro próximo.

Daniel Chapo, candidato da Frelimo, e Lutero Simango, candidato do MDM vão começar a sua campanha na cidade da Beira, na Província de Sofala. Enquanto que Ossufo Momade, candidato da Renamo, e Venâncio Mondlane, apoiado pelo partido PODEMOS, vão dar o pontapé de saída em Quelimane, na Zambézia, e no município da Matola, na cidade de Maputo, respectivamente.

Mais de 17 milhões de eleitores estão inscritos para votar, incluindo as mais de 300 mil pessoas recenseadas no estrangeiro, de acordo com dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Bernardino Rafael, Comandante-Geral da PRM, afirmou que a polícia está pronta para garantir que as eleições aconteçam da melhor forma. “Vamos nos unir para podermos garantir que o processo de eleições deste ano ocorra com sucesso, cujo dia mais fulcral é o dia 9 de outubro” .

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