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O País – A verdade como notícia

A secretária-geral da Organização da Mulher Moçambicana, OMM, condenou, hoje, a participação das mulheres nas manifestações violentas, que culminaram com saques e destruição de bens públicos e privados. Mariazinha Niquisse falava, este domingo, na praça da OMM, durante as celebrações dos 52 anos de criação da organização.

Canta-se Samora, canta-se Josina, recorda-se, neste domingo, o longínquo 16 de Março de 1973, o nascer da Organização da Mulher Moçambicana, OMM.

Várias gerações da OMM juntaram-se, nesta manhã, para marcar a efeméride, com a deposição de flores, presidida pela Secretária-geral da organização, em representação a Primeira-dama.

Após o encontro, Mariazinha Niquice destacou a importância da paz na edificação de uma sociedade justa.

“Usamos a ocasião para condenar veementemente as manifestações violentas e chamar a todos os moçambicanos  para maior união, em prol do desenvolvimento do nosso país. Violência e destruição nunca foram o caminho para o entendimento entre moçambicanos. Diálogo sim   e a conversa entre nós é o que devemos privilegiar para manter o nosso país em paz e a desenvolver”, disse Mariazinha Niquisse, secretária-geral da OMM. 

Para Niquisse os 52 anos da OMM devem servir para recordar as mulheres sobre o seu papel na sociedade.

“52 anos depois da fundação da OMM, assumimos que devemos continuar a dar o nosso melhor para glorificar os ideais que guiaram a origem da OMM: a necessidade de remover todos os obstáculos que impedem o desenvolvimento da mulher (…) Vemos as mulheres em frente a actos que escandalizam o nosso país, porque não é nossa cultura ver mulheres envolvidas nesses actos. A nossa cultura é vermos a mulher a desenvolver o nosso país e educar a nossa sociedade. Falo de  alcoolismo (…) Nós dizemos: greve sim, porque está na constituição, mas uma manifestação que está organizada e pacífica”, acrescentou Niquisse. 

A ministra da Educação, por sua vez, apontou para educação da mulher como um desafio, 52 anos depois.

“Nós como sector da Educação, estamos lá a lutar. A nível do ensino primário estamos próximos da paridade, mas a nível do ensino secundário temos mais meninas, e estamos a trabalhar no ensino técnico para termos mais meninas  a abraçarem as áreas de ciências naturais, estamos a falar de engenharia, de matemática e tecnologias” disse Samaria Toveja. 

Para o primeiro-secretário da Frelimo, a nível da capital, as mulheres devem ajudar-se mutuamente para o bem comum.

“O que nós temos estado a assistir é que o papel da mulher, de forma mais inclusiva e interventiva, tem ajudado aquelas que ainda não estão devidamente engajadas, para que elas possam assumir os seus deveres e obrigações, num sentido mais patriótico. Por esta via, darem a contribuição de forma proactiva  e não reactiva”, disse o Primeiro-secretário da Frelimo na cidade de Maputo. 

A OMM foi criada durante a luta de libertação de Moçambique, como braço civil feminino da Frelimo, com o objectivo de promover a educação e emancipação das mulheres.

 

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, apelou aos países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) para redobrar esforços na operacionalização efectiva do Centro de Operações Humanitárias e Emergências (COHE), sediado em Nacala, para enfrentar os desafios impostos pelos eventos climáticos extremos na região.

O apelo foi feito durante a reunião do Conselho de Ministros da SADC, que decorreu entre 12 e 15 de Março, em Harare, no Zimbabwe. No seu discurso, a Ministra destacou a frequente ocorrência de fenómenos climáticos severos, como os ciclones Chido e Dikeledi, que recentemente afectaram Moçambique, causando estragos significativos.

Maria Manuela Lucas reconheceu os avanços alcançados na operacionalização do COHE, salientando a instalação de salas de crise e o treinamento da primeira equipa de resposta rápida da SADC. “Temos testemunhado a disseminação de informação pelo COHE sobre a ocorrência de ciclones tropicais, permitindo que comunidades e instituições adoptem medidas antecipadas, reduzindo perdas humanas e reforçando meios de subsistência”, afirmou.

A ministra reiterou o compromisso do Governo de Moçambique na mobilização de recursos para o fortalecimento do COHE e para o aumento da resiliência climática na região.

No âmbito da reunião ministerial, Maria Manuela Lucas também realizou encontros bilaterais com os ministros dos Negócios Estrangeiros do Malawi e da Namíbia, visando fortalecer as relações de amizade e cooperação entre os países.

A União Europeia reafirmou o seu compromisso em apoiar as reformas estruturais em Moçambique, num encontro entre o embaixador Antonino Maggiore e o coordenador executivo do Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos, Osvaldo João Machatine. O encontro contou ainda com a participação de embaixadores de 11 países da UE residentes no país.

Durante a reunião, Maggiore destacou a importância das reformas para o desenvolvimento económico e social de Moçambique, sublinhando a disponibilidade da União Europeia e dos seus Estados-membros para apoiar o processo. O diplomata reconheceu os desafios inerentes à implementação das reformas, mas enfatizou a necessidade de avançar com mudanças substanciais.

REFORMAS PARA TODA A SOCIEDADE

Maggiore esclareceu que, para a União Europeia, as reformas governamentais vão além de melhorias institucionais, englobando também benefícios diretos para a população, o sector privado e a área social. “A União Europeia e os Estados-membros querem trabalhar com Moçambique para Moçambique, com reformas que impactem positivamente toda a sociedade”, afirmou.

O embaixador sublinhou ainda a forte liderança do Presidente da República, Daniel Chapo, na implementação das reformas e a sua capacidade de fomentar a sinergia entre os diferentes partidos políticos. “A palavra-chave é ‘reformas’, e o compromisso político alcançado pelo Presidente tem sido essencial para o avanço desse processo”, ressaltou.

PARCERIA ESTRATÉGICA

O coordenador executivo do Gabinete de Reformas e Projectos Estratégicos, Osvaldo Machatine, apresentou as linhas estratégicas do órgão, destacando o envolvimento direto da liderança do Presidente Chapo na execução das reformas. A discussão também abordou a cooperação entre a União Europeia e o Governo moçambicano, enfatizando a necessidade de sinergia entre os parceiros.

“A União Europeia e os Estados-membros estão prontos para trabalhar com este Gabinete e avançar com reformas concretas pelo país”, afirmou Maggiore, reforçando o compromisso da UE em fornecer o suporte necessário para o sucesso das transformações estruturais em Moçambique.

A iniciativa reforça a parceria estratégica entre Moçambique e a União Europeia, consolidando o apoio internacional à modernização das instituições moçambicanas e ao fortalecimento da governança no país.

Na manhã desta quinta-feira, o Presidente da República, Daniel Chapo, participou  na Cimeira Extraordinária da SADC, convocada devido à situação de instabilidade no Leste da República Democrática do Congo, o que envolve a ocupação do grupo rebelde M23.

A proposta que foi lançada na Cimeira Extraordinária da SADC, e que ainda será amadurecida, é a da retirada das tropas, processo que deve ser equilibrado para que não fique nenhum vazio de segurança na região, daí a necessidade de ser gradual e sistemático.

De acordo com o Presidente da República, Daniel Chapo, a situação no terreno, neste caso, no Leste da República Democrática do Congo, piorou bastante e as linhas de fornecimento de alimentos, medicação e outros bens de primeira necessidade, estão praticamente fechadas, daí que a cada dia que passa a situação não corresponda ao que se deseja.

Apesar dos graves constrangimentos, na SADC, há esforços, a vários níveis, para restabelecer a paz e a segurança na região da República Democrática de Congo.

Como país, disse o Presidente da República, Moçambique defende sempre o diálogo e os esforços democráticos, que, por um lado, estão a ser levados a cabo por Angola, que assumiu a presidência da SADC, recentemente, em Adis Abeba, na Etiópia.

“Como Moçambique, a nossa posição é continuar a apoiar os esforços de Luanda e de Nairobi, para o restabelecimento da paz naquela região”, sublinhou Daniel Chapo, acrescentando que o país endereçou condolências às famílias enlutadas das tropas que perderam vida, da África do Sul, do Malawi e da Tanzania.

“Aproveitamos a ocasião para, uma vez mais, como Moçambique, defender a solução diplomática para  a paz e estabilidade na região”, sublinhou Chapo, durante a conferência de imprensa da manhã desta quinta-feira, na Cidade de Maputo.

O Chefe do Estado disse que, durante a Cimeira Extraordinária da SADC, reconheceu os esforços do Presidente do Congo, que tem  envolvido a SADC para contribuir para a paz. Chapo destacou ainda o esforço da Presidente da Tanzania, que preside a TROIKA, órgão de segurança na SADC, e do Presidente do ZImbabwe, por ter convocado a cimeira e, sobretudo, na qualidade de presidente da SADC neste momento.

“Como país, vamos continuar a defender a necessidade de  esforços levados a cabo por Ruanda e Nairobi para paz e estabilidade na região leste do Congo”, sublinhou Daniel Chapo.

Irene da Oração Afonso Micas foi nomeada, esta quinta-feira, ao cargo de Vice-Procurador. Em despachos separados foram também nomeados Mário Ernesto Sevene, Firmino Emílio e Eduardo Leovigildo André Barros Sumana para o cargo de Procurador-Geral Adjunto. 

A informação consta de um comunicado enviado pela Presidência da República ao “O País”. “O Presidente da República,  Daniel Francisco Chapo, no uso das competências que lhe são  conferidas pela alínea h) do artigo 158 da Constituição da República,  conjugada com o número 1 do artigo 22 da Lei n.º 1/2022, de 12 de  Janeiro, nomeou, através de Despacho Presidencial, Irene da Oração Afonso Micas e Uthui para o cargo de Vice-Procurador Geral da República”, lê-se no comunicado.

O comunicado também dá conta de que  “Em Despachos Presidenciais separados e no uso das  competências que lhe são conferidas pelo número 2 do artigo  239 da Constituição da República, conjugado com o n.º 2 do  artigo 148 da Lei n.º 1/2022, de 12 de Janeiro, sob proposta do  Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público, o Chefe  de Estado nomeou Mário Ernesto Sevene, Firmino Emílio e Eduardo Leovigildo Andre Barros Sumana para o cargo de  Procurador-Geral Adjunto”. 

 

A Frelimo diz que a assinatura do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, realizada a 5 de Março, é um passo determinante para a construção de um futuro de paz e desenvolvimento do país.

“Este acordo, que envolve partidos políticos com assento na Assembleia da República, Assembleias Provinciais, Autárquicas e outras forças vivas da sociedade, constitui um passo determinante para a construção de um futuro de paz e desenvolvimento”, disse Ludmila Maguni, Porta-Voz da FRELIMO.

A Comissão Política da Frelimo considera “este um momento sublime na história do país, reforçando a necessidade de unidade entre todos os moçambicanos, independentemente de sua afiliação política, origem étnica ou crença religiosa”.

Apesar do dialogo em curso, o partido no poder lembra que o compromisso com as reformas na administração pública, no sistema eleitoral e na descentralização deve continuar a ser prioridade, “consolidando um Estado de Direito Democrático cada vez mais inclusivo e próximo do cidadão”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, afirmou que o balanço da assinatura do Compromisso para o Diálogo Nacional Inclusivo é “extremamente positivo”, destacando a participação de diversos sectores da sociedade e a continuidade do processo. A avaliação foi feita hoje, em Maputo, após um encontro com partidos políticos, para discutir os próximos passos da implementação do compromisso assinado a 5 de Março.

“O objectivo principal deste encontro de hoje era fazer o balanço. Como sabem, no dia 5 de Março assinou-se o Compromisso para o Diálogo Nacional Inclusivo, e achámos que era muito importante os signatários fazerem um balanço”, afirmou o Chefe de Estado. Segundo ele, a cerimónia de assinatura decorreu conforme o previsto, contando com a presença de representantes da sociedade civil, partidos políticos, academia, juventude, mulheres, líderes religiosos e comunitários.

O Presidente destacou que a recepção do compromisso pela sociedade foi amplamente positiva. “A conclusão a que os signatários chegaram é que a sociedade recebeu muito bem a assinatura do acordo, sobretudo pelo facto de ter ficado claro que o acordo não prevê discutir pessoas, não prevê discutir interesses pessoais, não prevê discutir interesses de grupos, mas prevê discutir e debater o país que todos nós pretendemos como moçambicanos, do Rovuma ao Maputo”, frisou.

Daniel Chapo sublinhou que este processo não é um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida, convocando a participação de todos os moçambicanos. “Achamos que foi importante o facto também de a sociedade toda ter-se apercebido que, afinal de contas, não é o fim de um processo, mas é o início de um processo. Sendo o início de um processo, todos os moçambicanos são chamados a participar”, acrescentou.

Durante o encontro, foi também discutida a necessidade de implementação das próximas etapas do compromisso, nomeadamente a inclusão de três figuras da sociedade civil no grupo de trabalho encarregado de conduzir o processo. “Chegámos à conclusão de que no próprio documento aparece a necessidade de termos três figuras da sociedade civil, e achamos que vão ter que ser desenhados os termos de referência para a inclusão destas figuras, de reconhecido mérito na sociedade”, explicou o Presidente.

Outro ponto destacado foi a elaboração de um Plano de Acção para a implementação do compromisso. “Nos próximos dias vai haver o desenho do Plano de Acção, por um lado, e vai haver também o desenho do Termo de Referência para a integração de três figuras da sociedade civil”, avançou Daniel Chapo.

A Presidência da República assumiu ainda o compromisso de submeter o documento à Assembleia da República para debate e possível transformação em lei. “Ficou a responsabilidade sobre a nossa parte, como Presidência [da República], para darmos entrada a este documento ao nível da Assembleia da República [o parlamento], como no próprio documento está escrito, para que a Assembleia da República possa realmente debater”, afirmou, reforçando que a intenção é que o compromisso seja aprovado e publicado no Boletim da República.

No final da reunião, o Chefe de Estado reiterou que o consenso geral é de que o balanço do processo foi positivo. “O que nós vimos no meio de tudo isto foi um consenso de que o balanço é extremamente positivo, por um lado, pela forma como foi realizada a cerimónia, como decorreram as assinaturas, mas também como a sociedade recebeu o documento”, concluiu.

A expectativa agora recai sobre os próximos passos do diálogo, com a participação activa da sociedade e a concretização das medidas previstas no compromisso, reforçando o caminho para uma governação mais inclusiva e participativa em Moçambique.

A Procuradoria Geral da República aplicou o Termo de Identidade e Residência a Venâncio Mondlane, no âmbito do processo que corre contra si, associado às manifestações violentas que tiveram lugar no país, e que culminaram com vandalizados e saques a bens públicos e privados. 

Isto significa que Venâncio não pode mudar de residência por mais de cinco dias, o que inclui também determinadas deslocações, sem comunicar a PGR.

“Foi uma medida, digamos assim, sancionatória ou de limitação. É o Termo de Identidade de Residência. Isso significa que eu não posso me deslocar sem avisar a procuradoria, não posso ficar mais de cinco dias fora da minha própria casa. Portanto, são aquelas questões básicas do Termo de Identidade de Residência. Eu, honestamente, vou namorar um pouco mais a procuradoria. A única questão é que todos os movimentos, para além de cinco dias, têm de ser informados”, reagiu Venâncio Mondlane, após ser ouvido pela Procuradoria.

O termo de identidade e residência é uma medida de coação aplicada em processos penais no país. É uma das medidas menos graves de coação e é aplicado quando um indivíduo é constituído arguido.

De acordo com o artigo 237 do Código do Processo Penal em vigor em Moçambique, são deveres do arguido: identificar-se e indicar a sua residência, não mudar de residência ou ausentar-se por mais de cinco dias sem comunicar a nova residência e comparecer perante as autoridades sempre que a lei o obrigar ou for notificado para tal.

 

VENÂNCIO RESPONSABILIZA PRM PELOS SAQUES E VANDALIZADOS

Venâncio Mondlane diz não ter clareza de que crimes e acusação e questiona, ainda, a rapidez com que o assunto está a ser tratado, ao contrário dos vários processos por si submetidos.

“Há processos que estão aqui, que não têm praticamente andamento nenhum, mas o caso do Venâncio tem comunicados de imprensa, tem toda esta celeridade incrível, e com este aparato todo que é feito, e eu questionei a parcialidade da própria procuradoria, e disseram que vão nos dar a oportunidade de nos explicarem, processo por processo, em que estágio, em que esses processos foram feitos”, explicou.

O ex-candidato presidencial atribuiu a responsabilidade pelos saques e vandalização à Polícia da República de Moçambique e explica: “os saques e vandalização toda a gente sabe que eles foram motivados por um facto precedente. A Polícia da República de Moçambique, com agentes qualificados e bem treinados, fizeram vandalização de armazéns, de lojas e de empreendimentos, e depois convocaram a população faminta para fazer o saque”, disse, acrescentando que 

“não só a Polícia vandalizou e convocou as pessoas para entrar e fazer o saque, temos imagens de saques que a própria Polícia fez para proveito próprio, Polícias a carregarem geleiras, a levarem arroz, a arrebentarem barracas, a tirarem bens, portanto, temos tudo isso”.

O executivo garante que vai cumprir integralmente o plano de 100 dias de governação. A informação foi dada hoje, pelo porta-voz do Governo, após mais uma sessão do Conselho de Ministros.

“O Governo apreciou o nível de cumprimento do plano de 100 dias de governação, que compreende 77 acções monitoradas por 96 indicadores. Volvidos 54 dias a este respeito, podemos partilhar as seguintes informações: 68 indicadores que estão acima de 50% de cumprimento, sendo que parte delas as ações foram concluídas em 100%, 18 indicadores entre 25% a 49% e 10 indicadores estão abaixo de 24% de implementação”, avançou Inocêncio Impissa.

Das acções concluídas, o destaque vai para dois sistemas de abastecimento de água em Nacala e em Nampula, 18 sistemas de abastecimento de água, dos quais 8 em Inhambane, 5 em Tete e outros 5 em Sofala. 

O Governo destacou também a construção de infraestruturas, como é o caso do Tribunal Provincial de Nampula e distritais nas províncias de Cabo Delgado, Tete e Sofala. No âmbito do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração foram alocados fundos a 26 pequenas e médias empresas, sendo 8 em Tete e Nampula, 6 em Cabo Delgado, 2 em Manica e 1 na Zambézia e outra em Sofala.

“Portanto, como se pode ver, há aqui indicações de que este plano está a ser executado devidamente e, até hoje, temos 68 indicadores dos 96 em implementação, mais de 50% concluídos e então podemos dizer que o plano de 100 dias será cumprido integralmente, como foi bem anunciado no início da sua aprovação”, garantiu o porta-voz do Governo.

Respondendo às questões dos jornalistas, o porta-voz do Governo disse que já iniciou o pagamento dos valores em dívida com fornecedores de bens e serviços ao Estado. “Portanto, na semana passada, começou o pagamento com fornecedores e, como dizemos, o pagamento é feito por partes. Portanto, já estão a ser contactados a partir das províncias, naturalmente, porque as contratações são feitas ao nível territorial e, naturalmente, pelos ministérios”.

E mais, esclareceu igualmente que o pagamento das horas extras já iniciou nos mesmos termos e que “há um trabalho que está a ser feito, um pouco mais complexo, porque nos apercebemos que no processo de pagamento, o processo de gestão desses pagamentos não está a ser de acordo com a nossa expectativa. Significando que temos que continuar a conversar com os gestores, aqueles que devem, efectivamente, fazer a distribuição pelos professores, pelo pessoal da saúde, inclusive, pelos funcionários, no geral, sobre como é que tem que ser feito o pagamento”.

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