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O País – A verdade como notícia

Moçambique reafirmou o seu compromisso com a justiça histórica para africanos e afrodescendentes, juntando-se à agenda da União Africana (UA) que, este ano, tem como tema “Justiça para os Africanos e as Pessoas de Descendência Africana, através de Reparações”.

A posição foi expressa pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação durante a cerimónia do Dia de África, celebrada este domingo em Maputo. “É com elevada honra que celebramos esta data, recordando os pais fundadores da OUA e assumindo, agora, o desafio de justiça através de reparações”, afirmou a ministra.

Segundo a dirigente, o continente deve avançar para uma nova fase após a conquista da independência política. A ministra frisou que “urge lutar pela independência económica e por justiça histórica”, reconhecendo que a escravatura, o colonialismo e o apartheid deixaram marcas profundas em África e na diáspora.

A União Africana reconhece que o tema das reparações é complexo e sensível, abrangendo injustiças como “deportações, massacres, pilhagens de recursos naturais e testes nucleares durante a colonização”. Por isso, prevê-se o lançamento de uma década de reparações.

MOÇAMBIQUE QUER MANTER MEMÓRIA VIVA

Moçambique irá colaborar com o plano de ação continental, através do Ministério da Educação e Cultura. Estão previstas palestras nas escolas e outras atividades para manter viva a memória dos acontecimentos e sensibilizar as novas gerações. “A Fortaleza de Maputo foi ponto de embarque de milhares de moçambicanos escravizados. Muitos não chegaram ao destino. É nossa responsabilidade recordar e exigir justiça”, destacou Maria Manuela Lucas.

A agenda inclui conferências em África, nas Caraíbas e noutras regiões com presença afrodescendente, culminando numa Cimeira Extraordinária da UA com líderes da Comunidade das Caraíbas (CARICOM). “A história não pode ser ignorada. É tempo de justiça pelas perdas culturais, económicas e humanas que África sofreu”, concluiu a ministra.

A cerimónia terminou com a intervenção da Ministra da Educação e Cultura, Samaria dos Anjos Filemon Tovele, que apresentou as ações concretas que o país desenvolverá nos próximos meses.

O Presidente do PODEMOS diz que o partido quer ser uma oposição consciente e responsável, baseada em raciocínio lógico. Albino Forquilha, que falava hoje na Matola, na 11a sessão do Conselho Central do PODEMOS, acrescentou que não basta dizer não apenas por estar na oposição.

O Partido PODEMOS está, desde a manhã deste sábado, reunido na Matola para a 11a sessão do Conselho Central da agremiação, que, aliás, é o primeiro que acontece após as eleições gerais de 2024, que posicionaram o PODEMOS como o maior partido na oposição. 

De acordo com o Presidente do Partido, na sessão de dois dias serão partilhados os princípios, visão e missão do Podemos perante as novas responsabilidades políticas. 

“Que oposição eu quero ser? Uma oposição que tudo que diz não a tudo que você diz por ser da direita ou da esquerda, ou tenho que refletir o impacto disso (…) Queremos ser como oposição para que não o sejamos só por formatação”, disse   Albino Forquilha, Presidente do PODEMOS. 

Discutidos e revistos os instrumentos, no domingo haverá a eleição do Secretário- geral e de outros membros do secretariado.

“O partido PODEMOS é incompatível que todo aquele que está  num cargo público, também exerça cargo executivo no partido. Quer dizer que as eleições levaram alguns membros para cargos públicos como é o caso da Assembleia da República, alguns exercem chefia de bancada e outros funções, estes deixam de ter uma função executiva no partido. Isso obriga que esta sessão também incorpore o ponto de eleição. Vamos eleger o secretário-geral e outros do pelouro, e temos quatro candidatos fortes”, avançou Forquilha.     

O Perfil é já conhecido. “Primeiro é estar, no mínimo, há três anos no partido. Tem que ter sua dedicação ao partido desde que entrou, chamamos militância, isso é muito importante. Dois, que nos apresente a sua visão de gestão do partido, sobre a sustentabilidade institucional e financeira do partido . Tem que ser moçambicano, claro, é isso que pedimos. Não colocamos muito a frente o grau académico, mas tem que saber ler e escrever, entre outras coisas”, explicou Forquilha. 

A sessão termina neste domingo, mas Forquilha assegura que o Partido vai  continuar a promover reflexões sobre o fazer política, naquilo que será conhecido como a Escola do PODEMOS.

Antigos guerrilheiros da Renamo continuam acampados na sede nacional do partido e afirmam que não vão participar da conferência da Associação dos Combates da Luta pela Democracia da Renamo (ACOLDE), sugerida pela liderança de Ossufo Momade, porque se trata de um órgão que não existe. 

Cantam e dançam como forma de pressionar a demissão de Ossufo Momade da liderança da Renamo. 

Um grupo está acampado, na sede nacional, há mais de uma semana e diz que não irá abandonar as instalações, até que Ossufo Momade mantenha contacto com eles e abandone o poder.  

“Tem que se demitir, para nós  essa é a única solução. Ele já fez seis anos, mesmo quem não fez 24 horas já se demitiu. Então, ele também tem que se demitir”, disse João Machava, porta-voz dos ex-guerrilheiros. 

Este sábado, os antigos guerrilheiros reagiram com indiferença, ao anúncio da realização da conferência nacional da ACOLDE, órgão do qual fazem parte os combatentes do partido. 

O grupo afirma que não irá participar no evento porque, segundo explica, a ACOLDE é uma organização que não funciona e desconhece-se a sua liderança.

“Não haverá conferência. Não haverá conferência, porque nós é que controlamos os antigos combatentes de todo Moçambique, então não haverá conferência. O Presidente da Associação tem que vir aqui para nos ouvir, porque esta Associação só está no caderno, e não tem membros. Desde a sua constituição ainda não se realizou nenhuma conferência. Agora, só porque a Renamo tem problemas recorre-se a ACOLDE, não pode ser assim”, explicou o porta-voz. 

Os antigos guerrilheiros da Renamo reiteram que só irão abandonar a sede do partido e as actividades voltarem à normalidade quando as suas exigências forem cumrpidas.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo promulgou e mandou publicar, esta sexta-feira, a lei de alteração da Lei n.º 13/2019, de 23 de Setembro, que regula a organização, composição e funcionamento do Conselho Nacional de Defesa e Segurança.

A promulgação ocorre ao abrigo do número 1 do artigo 162 da Constituição da República de Moçambique.

A lei em causa foi recentemente aprovada pela Assembleia da República e submetida ao Presidente da República para efeitos de promulgação. 

“Após análise, o Chefe do Estado verificou que a alteração aprovada não contraria os preceitos da Constituição da República”, diz a Presidência da República.

O Presidente da República, Daniel Chapo, promulgou e mandou publicar a lei que altera o Código sobre o Valor Acrescentado (IVA). A Lei acima referida foi recentemente aprovada pela Assembleia da República e submetida ao Presidente da República para promulgação, tendo o Chefe do Estado verificado que a mesma não contraria a Lei Fundamental.

A Comissão Política  deliberou orientar a Associação dos Combates da Luta pela Democracia da Renamo (ACOLDE) a convocar uma conferência nacional, para discutir a conjuntura interna do partido.   O anúncio acontece num momento em que guerrilheiros da Renamo encontram-se amotinados na sede do partido, em reivindicação a actual liderança. 

A Comissão Política Nacional da Renamo realizou, ontem, a sua sessão ordinária, na qual avaliou a situação econômica, política e social do país, com principal enfoque para os últimos eventos que ocorrem dentro do partido, protagonizados pelos desmobilizados. 

Depois de encerrarem quase todas as delegações províncias, exigindo a saída da actual liderança do partido, um grupo composto por ex-guerrilheiros da Renamo está acampado na sede da formação política, em Maputo, e mais uma vez exigem a saída de Ossufo Momade e a direcção por si liderada.

Em sua última entrevista ao “O País”, o grupo declarou que só sairia  do local com uma resposta positiva às suas exigências. Os protestatários dizem não  se sentir representados até pelos deputados na Assembleia da República.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, manteve, esta quarta-feira, 22, encontro de trabalho com a sua homóloga do Conselho da Federação da Rússia, Valantina Matvienko, no âmbito da realização do XI Congresso Ecológico Internacional, que decorre entre esta quinta e sexta-feira, em São Petersburgo.

No encontro que decorreu à porta fechada, os líderes dos órgãos legislativos de Moçambique e da Rússia renovaram o compromisso de materializar as acções constantes do memorando de cooperação assinado na última legislatura.

A Presidente da Assembleia da República partilhou com a sua homóloga da Rússia a situação política, económica e social de Moçambique, particularmente no período pós-eleitoral, tendo destacado haver sinais positivos de recuperação económica, resultante da implementação de iniciativas que visam apoiar os jovens e mulheres, ao nível das comunidades, bem como a melhoria do ambiente de negócios e a promoção das Micro, Pequenas e Médias Empresas.

Sobre o terrorismo em algumas zonas da Província de Cabo Delgado, Margarida Talapa disse que as Forças de Defesa e de Segurança de Moçambique, com apoio de parceiros e da Força Local, têm procurado manter a ordem e tranquilidade públicas naquela região, estando a população a retornar as zonas de origem.

Margarida Talapa transmitiu à Presidente do Conselho da Federação da Rússia que “o actual contexto no país impõe desafios à Assembleia da República de Moçambique, que pela primeira vez, é composta por quatro bancadas parlamentares.

Considerando a dimensão dos desafios que se impõe a Assembleia da República de Moçambique, a mesma gostaria de reforçar a cooperação interparlamentar com a Rússia e colher da sua experiência, nos diferentes domínios”.

A Presidente do parlamento moçambicano participa, na cidade de São Petersburgo, no X Congresso Ecológico Internacional, a convite da Presidente do Conselho da Federação da Rússia, Valantina Matvienko, com quem manteve encontro de trabalho.

Margarida Talapa foi uma das oradoras no painel temático sobre “O Papel das Mulheres para o Bem-Estar Ambiental”, inserido no Congresso Ecológico Internacional, que decorre esta quinta e sexta-feira em São Petersburgo, na Rússia.

A Presidente do Parlamento Moçambicano reconheceu que a crise climática, a perda da biodiversidade, a degradação dos solos, a escassez de água potável, a poluição atmosférica e marinha, entre outros fenómenos, afectam hoje todas as nações, contudo o seu impacto é desigual.

“Estamos conscientes de que o impacto da crise climática é desigual. Incide com maior severidade sobre os países em desenvolvimento e, dentro destes, sobre grupos mais vulneráveis, entre os quais se destacam as mulheres”, disse Talapa
Em Moçambique mais de setenta por cento da população depende da agricultura. Cerca de sessenta por cento da força de trabalho agrícola é feminina.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, demostrou que no contexto moçambicano, “as mulheres são agentes centrais na gestão de recursos naturais e na protecção dos ecossistemas. E, em muitos casos, especialmente nas zonas rurais, que se encontram na linha da frente, as mulheres são provedoras de alimentos, água e energia para os lares”

E tendo em conta o papel das mulheres, “o governo e a Assembleia da República de Moçambique têm desenvolvido várias iniciativas para reconhecer, valorizar e reforçar este papel das mulheres na agenda ambiental, sublinhou Margarida Talapa.

A título de exemplo referiu-se à integração nos currículos escolares de conteúdos que promovem a educação ambiental. Sobre a participação política e liderança das mulheres, disse que a Assembleia da República tem promovido a presença feminina nos processos de tomada de decisão, incluindo nas Comissões Parlamentares.

Margarida Talapa referiu-se, igualmente, que a Assembleia da República tem dado passos importantes na formulação e fiscalização de políticas que integram a perspectiva de género na protecção ambiental. Citou como exemplo a Revisão da Política Nacional do Género, aprovada em 2023, incorpora objectivos específicos para o empoderamento feminino em acções climáticas e ambientais.

A Presidente da Assembleia da República participou, igualmente, no painel temático sobre “Segurança Alimentar num Clima em Mudança”. Neste painel, Margarida Talapa não fez apresentou comunicação oficial. Sobre este tema, a Presidente do Parlamento moçambicano defende uma parceria global com os países em desenvolvimento, face à insegurança alimentar decorrente das mudanças climáticas.

De acordo com as Nações Unidas, mais de 232 milhões de pessoas no continente africano estão subnutridas. Margarida Talapa reconhece que “Moçambique não está isento deste quadro preocupante.

O relatório de avaliação dos efeitos das alterações climáticas de 2024, revela que, no período entre Abril e Setembro de 2024, cerca de 2,79 milhões de pessoas encontravam-se em situação de insegurança alimentar aguda.

Em resposta a esta realidade, o governo moçambicano e a Assembleia da República assumiram, como agenda, o combate à insegurança alimentar e nutricional e a construção da resiliência aos efeitos das mudanças climáticas.

É neste âmbito, que foi adoptada a Política de Segurança Alimentar e Nutricional e sua Estratégia de Implementação (PESAN 2024-2030) bem como os respectivos Planos de Acção Multissectoriais.

Trata-se de instrumentos estruturantes plenamente alinhados com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, com o Programa Abrangente para o Desenvolvimento da Agricultura em África e com a Declaração de Malabo sobre a Aceleração do Crescimento Agrícola.
O Congresso Ecológico Internacional de Nevsky é uma plataforma parlamentar para um diálogo aberto e equitativo sobre questões actuais, que afectam o ambiente, bem como fomentar a colaboração inter-parlamentar para promover a segurança ambiental e harmonização da legislação sobre a matéria.

De igual modo, o Fórum da Comunidade de Estados Independentes promove a promoção da legislação em matéria de gestão de recursos ambientais e naturais, através da adopção de tecnologias com baixo nível de desperdício, eficientes em termos de recursos e energia e, ainda, a transformação de matérias-primas e resíduos.

A agremiação também intervém na educação ambiental, promoção de estilos de vida saudáveis, formulação de propostas sobre a agenda política internacional em matéria de ambiente, em estreita colaboração com as agências especializadas das Nações Unidas.

Desde 2003 que os parlamentares da CEI reúnem-se com o mesmo propósito de adoptar medidas concertadas, a favor do ambiente.

Para este ano, o X Congresso de Nevsky elencou nove temas a serem debatidos, em igual número de painéis: Segurança alimentar no contexto das mudanças climáticas; O Mar Cáspio: cooperação para o futuro; Tudo pela natureza: inteligência artificial e altas tecnologias; Desenvolvimento sustentável dos BRISCS: como os projectos ambientais podem mudar o mundo para melhor; Desenvolvendo o ecoturismo em harmonia com a natureza; Economia circular: pontos de crescimento, desafios e perspectivas; Uso do subsolo e meio ambiente: desafios globais e manutenção do equilíbrio; Soluções de baixo-custo para o desenvolvimento de uma economia verde; O papel da Mulher na conquista do bem-estar ecológico.

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, que participa pela primeira vez no Congresso Ecológico de Nevsky.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu nesta quarta-feira, em Maputo, o embaixador da República do Congo, Constant Serge Bounda, que lhe entregou uma mensagem oficial do Presidente congolês, Denis Sassou Nguesso. A comunicação teve como foco o aprofundamento das relações bilaterais entre os dois países, com ênfase em sectores estratégicos como hidrocarbonetos, gestão florestal e diplomacia económica.

Falando à imprensa no final da audiência, o embaixador Bounda destacou o carácter fraterno e estratégico da visita, sublinhando o conteúdo e propósito da mensagem presidencial. “Nós tivemos a honra de sermos recebidos por Sua Excelência o Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo. Viemos cá sendo portadores de uma mensagem do seu homólogo e seu irmão o Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso”, declarou.

O diplomata frisou os laços históricos e a proximidade política entre Moçambique e Congo, descrevendo os dois países como parceiros inseparáveis. “Como vocês sabem, Moçambique e Congo são países irmãos, e não se pode falar de Moçambique sem se falar do Congo e vice-versa. Os dois Estados têm mantido frequentes trocas de informação”, afirmou.

Segundo Constant Serge Bounda, a mensagem do Presidente congolês sublinha a intenção de intensificar a cooperação bilateral em domínios considerados estratégicos. “E a mensagem que hoje trouxemos consiste justamente a reforçar essas relações que existem entre os nossos dois países, e esse reforço envolve nomeadamente as áreas de hidrocarbonetos, da gestão florestal”, explicou.

O embaixador acrescentou que a audiência com Chapo incluiu uma análise alargada sobre novas oportunidades de colaboração no quadro dos 50 anos de relações diplomáticas entre Moçambique e o Congo, a assinalar-se em breve. “E também como vocês sabem, a República de Moçambique e a República do Congo vão celebrar 50 anos de relações. Junto com o Presidente da República, nós fizemos justamente uma volta do horizonte sobre aquilo que pode ser feito no âmbito do reforço das relações entre os nossos dois países”, disse.

Para o representante congolês, o potencial económico dos dois países constitui uma base sólida para novas formas de cooperação. “A República do Congo e a República de Moçambique são dois países que têm grandes potenciais, e apostamos igualmente na diplomacia económica”, apontou.

Entre os sectores de interesse partilhado, o diplomata destacou o papel das Zonas Económicas Especiais como modelo de desenvolvimento que desperta particular atenção do seu país. “Como sabem, Moçambique trabalha na área de Zonas Económicas Especiais, que é do interesse também do Presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso”, sublinhou.

Bounda adiantou que está prevista a abertura de uma missão diplomática moçambicana no Congo, iniciativa que, segundo disse, contribuirá para reforçar a presença institucional e o intercâmbio político-diplomático entre os dois países.

Para o embaixador congolês, este novo impulso diplomático assenta numa visão comum de cooperação sustentável, com benefícios mútuos e base em princípios de solidariedade africana. “Então, são estes horizontes, entre outros, que serão justamente trabalhados no âmbito do reforço das relações entre os dois países”, concluiu.

A Frelimo saúda o Governo pela redução do preço das portagens e pela prorrogação da isenção do Imposto Sobre o Valor Acrescentado, IVA, em produtos como açúcar, óleos e sabões. O partido no poder diz que as medidas irão reduzir o custo de vida. 

A Comissão Política da Frelimo reuniu-se, nesta quarta-feira, em mais uma sessão. Depois do encontro à porta fechada, o porta-voz do partido falou à imprensa. 

“Foram analisadas matérias relacionadas com a acção governativa, o contacto com a população, promoção da paz e unidade nacional, parcerias estratégicas para o desenvolvimento, o desempenho da bancada da Frelimo na Assembleia da República e, por fim, Forças de Defesa e Segurança”, disse Pedro Guiliche, porta-voz da Frelimo.  

A retoma do pagamento das portagens, com preços reduzidos e a prorrogação da isenção do IVA sobre alguns produtos, fizeram parte da agenda da reunião. 

“Quando se toma este tipo de medidas, o  Governo chama para si a responsabilidade de alguns custos que pensariam ao bolso do cidadão, se ele tivesse que continuar a fazer o pagamento, porque a implicação directa disso seria o agravamento dos preços dos produtos no mercado. Dentro deste contexto e por esta razão que a Comissão Política saúda   este exercício realizado pelo Governo”, acrescentou. 

A Comissão Política sauda, também, o processo sobre o diálogo nacional inclusivo. “Saúda a resposta positiva dos moçambicanos à lei atinente ao compromisso político   do diálogo nacional inclusivo, um instrumento que visa contribuir para a crescente  estabilidade política e social, bem como acelerar o desenvolvimento socioeconómico”, conclui Guiliche. 

A Frelimo analisou igualmente a adopção de medidas para a implementação do Programa Quinquenal do Governo 2025-2029.

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