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O País – A verdade como notícia

A Primeira-Dama da República assumiu, este domingo, o cargo de presidente da Organização da Mulher Moçambicana, OMM, braço feminino do partido Frelimo. Gueta Chapo sucede a Isaura Nyusi, que afirma ter cumprido a sua missão nos anos que esteve à frente da agremiação. 

A Organização da Mulher Moçambicana, OMM, braço feminino da Frelimo, esteve reunida, este domingo, na Escola Central do Partido, na Matola, na Quarta Sessão Ordinária do Conselho Nacional.

A abertura do evento foi orientada pelo presidente da Frelimo, Daniel Chapo, que chegou ao local por volta das 11 horas. 

Daniel Chapo foi recebido pela direcção do partido e saudado pelos órgãos sociais da Frelimo. 

Já no interior e verificado o quórum, Isaura Nyusi fez o seu último discurso na qualidade de presidente da OMM, condenou todo o tipo de conflito, desde o terrorismo às manifestações violentas.  

Com o sentido de missão cumprida, durante os anos que esteve à frente da organização, Isaura Nyusi colocou o cargo à disposição.

Seguidamente, cumpriu-se o protocolo da passagem da presidência da OMM à Primeira-Dama da República, Gueta Chapo. 

Pelas mãos da presidente da OMM cessante, Gueta Chapo recebeu os símbolos de poder e os estatutos da organização. A Primeira -Dama assumia, assim, a presidência da Organização da Mulher Moçambicana.

Falando na sessão, o presidente da Frelimo destacou que Moçambique tem merecido atenção a nível do mundo por conta das acções de emancipação da mulher. Daniel Chapo afirmou, ainda, que a emancipação da mulher deve estar livre de preconceitos. 

Mariazinha Niquice fez o seu último discurso, na qualidade de secretária-geral da OMM, no qual enalteceu o papel e o empenho da mulher para o bem-estar da sociedade. 

 

O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, dirigiu hoje, na escola Central do Partido, na Matola, a IV sessão ordinária da Organização da Mulher Moçambicana.

Daniel Chapo falou do significado da sessão que se realiza em pleno mês da mulher moçambicana. “Reveste-se de um grande significado para a OMM e o Partido Frelimo, pois coincide com o início de um novo ciclo de governação do país e da liderança do nosso Partido. Este novo ciclo político e governativo decorre das últimas eleições gerais, presidenciais e legislativas e para as Assembleias Provinciais, em que a Frelimo e o seu candidato conquistaram uma vitória clara, expressiva e histórica. Por isso, só existe uma verdade eleitoral”.

Para Chapo a verdadeira verdade eleitoral “é que a Frelimo e o seu candidato venceram e venceram bem as eleições. Por isso, queríamos aproveitar esta ocasião, camaradas, para saudarmos a OMM pelo excelente trabalho de mobilização não só das mulheres filiadas na organização, mas, sobretudo, de todas as camadas da população para sua adesão massiva em todas as fases do processo eleitoral, apoiando o projeto de governação da nossa Frelimo”.

O Presidente do partido no poder destacou o papel da OMM em todas as fases do processo eleitoral “com a capulana bem amarrada, o lenço bem amarrado para trazer a vitória da Frelimo e do seu candidato”, concluiu.

Carlos Jorge Siliya foi, esta noite, eleito secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), com 103 votos.

É antigo combatente e natural de Niassa. Carlos Siliya, de 72 anos de idade, derrotou o antigo secretário do Comité Central de Verificação, Raimundo Diomba (67 votos); e Ágata Tadeu, que de Novembro do ano passado até este sábado era secretária-geral interina da ACLLN.

Aliás, Ágata Tadeu retirou a sua candidatura e apoiou Raimundo Diomba.

Carlos Siliya, ministro dos Combatentes entre 2020 e 2022, foi eleito na primeira sessão extraordinária do Comité Nacional da ACLLN, um dos órgãos sociais da Frelimo.

A eleição surge na sequência da morte de Fernando Faustino, a 23 de Novembro de 2024, na África do Sul, vítima de doença.

Daniel Chapo foi proclamado Presidente da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, em substituição de Filipe Nyusi. O acto aconteceu, hoje, na Matola, durante o Comité Nacional do órgão.

Depois da Organização da Juventude Moçambique (OJM) se ter reunido ao longo da semana, este sábado, foi a vez dos membros da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, ACLLN, manterem encontro na sua I Sessão Extraordinária do Comité Nacional.

Durante a saudação dos membros do órgão do partido Frelimo, um dos aspectos mais sonantes foi a necessidade de valorização dos combatentes.

Após assumir a presidência da ACLIN, Daniel Chapo, que também é presidente da República e da Frelimo, propôs um minuto de silêncio, pela morte de Fernando Faustino, ex-secretário-geral da ACLLN e outros membros do órgão.

No mesmo evento, foram preenchidas as seis vacaturas, pelos membros suplentes do Comité Nacional da ACLIN.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu em audiência, esta sexta-feira, em Maputo, Ayanda  Dlodlo, enviada especial do Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa,  que solicitou o apoio de Moçambique à candidatura sul-africana à  presidência do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). 

Falando à imprensa após o encontro, Ayanda Dlodlo afirmou que o  pedido foi feito em nome do Presidente Cyril Ramaphosa, no âmbito  dos esforços diplomáticos da África do Sul para garantir o apoio de  países amigos à sua candidatura. “

Discutimos a solicitação de apoio  em nome do Presidente Cyril Ramaphosa, solicitando apoio para a candidatura da África do Sul para a presidência do Banco Africano  de Desenvolvimento”, explicou. 

Dlodlo sublinhou que as relações entre Moçambique e a África do Sul  são históricas e profundas, remontando ao período pré-colonial, com  um crescimento contínuo ao longo dos anos. 

“A cooperação entre  Moçambique e a África do Sul é muito histórica, e é de longa data,  durante a era colonial e até mesmo antes da era colonial, e cresceu  exponencialmente ao longo dos anos”, destacou. 

No domínio da cooperação bilateral, Dlodlo destacou avanços nas  áreas de desenvolvimento e segurança, reiterando o compromisso dos  dois países em manter uma parceria estratégica para a estabilidade e  o progresso da região. “Há muita cooperação entre os dois países, do  ponto de vista de desenvolvimento e também do ponto de vista de  segurança”, concluiu.

A Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional, ACLLN, está, neste momento, reunida, na escola Central da Frelimo, na Matola, na I Sessão Extraordinária do Comité Nacional da agremiação, para entre várias decisões , eleger o secretário-geral da ACLLN, em substituição de Fernando Faustino, que perdeu a vida em Novembro de 2024. 

Três nomes concorrem ao cargo, nomeadamente: Raimundo Diomba, Ágata Tadeu, actual Secretária-geral interina, e Carlos Siliya. 

Ainda nesta Sessão, dirigida pelo presidente do partido, Daniel Chapo, o presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, vai declarar Daniel Chapo Presidente da ACLLN, em substituição de Filipe Nyusi, antigo Presidente do Partido.

A tensão interna na Renamo atingiu novos contornos, com a recente manifestação de antigos guerrilheiros no distrito de Vilankulo, província de Inhambane. Em um acto de protesto, os veteranos encerraram a sede distrital do partido e queimaram cartazes com a imagem de Ossufo Momade, expressando sua insatisfação com a actual liderança.

Alberto Julai, um dos antigos guerrilheiros envolvidos na manifestação, expressou sua frustração com a direção actual do partido. Ele mencionou que, após anos de dedicação e sacrifício pela causa da Renamo, sente que os ideais pelos quais lutaram estão sendo negligenciados. Julai enfatizou que a liderança de Ossufo Momade não tem representado adequadamente os interesses dos membros de base e dos combatentes que estiveram na linha de frente durante os anos de conflito.

André Afonso, outro veterano presente no protesto, compartilhou sentimentos semelhantes. Ele destacou que a decisão de encerrar a sede e queimar os cartazes foi tomada após várias tentativas infrutíferas de diálogo com a liderança do partido. Afonso ressaltou que, se não houver mudanças significativas na direção da Renamo, ações de protesto como essa poderão se repetir em outras regiões do país.

João Tangune, Delegado Político Distrital da Renamo em Vilankulo, minimizou a gravidade das ações dos antigos guerrilheiros. Ele afirmou que, embora reconheça o direito dos membros de expressarem suas preocupações, existem canais internos apropriados para tal. Tangune enfatizou que comportamentos como o encerramento de sedes e a destruição de material do partido vão contra os princípios democráticos que a Renamo sempre defendeu.

Este incidente em Vilankulo não é isolado. Em dezembro de 2024, um grupo de ex-guerrilheiros encerrou a sede nacional da Renamo em Maputo, exigindo a destituição de Ossufo Momade e a convocação de um Conselho Nacional para eleger uma nova liderança. Armindo Dimande, representante desse grupo, explicou que a decisão de encerrar a sede foi tomada após várias tentativas de diálogo com a direção do partido sem sucesso. Dimande enfatizou que a ação visava pressionar a liderança a ouvir as preocupações dos membros de base.

Além disso, em fevereiro de 2025, na cidade de Chimoio, província de Manica, antigos guerrilheiros amotinaram-se em frente à delegação política provincial da Renamo. Eles encerraram as portas do edifício e queimaram panfletos com imagens de Ossufo Momade, exigindo sua demissão imediata. Fernando Mafenhure, um dos líderes do protesto, acusou Momade de má liderança e de não representar adequadamente os interesses dos combatentes desmobilizados. 

A insatisfação crescente dentro da Renamo está intimamente ligada aos resultados das eleições gerais de outubro de 2024. Sob a liderança de Ossufo Momade, o partido obteve o pior desempenho desde a fundação da Renamo. Esse resultado levou muitos membros a questionarem a eficácia e a direção da atual liderança. 

João Machava, porta-voz de um grupo de ex-guerrilheiros, declarou que a liderança de Momade violou os estatutos do partido e não refletiu adequadamente os princípios pelos quais muitos membros lutaram. Machava e seu grupo exigiram a realização de um Conselho Nacional para eleger uma nova direção que represente verdadeiramente os interesses dos membros.

A sequência de protestos e manifestações por parte de antigos guerrilheiros e membros de base da Renamo destaca uma crise interna significativa dentro do partido. A insatisfação com a liderança de Ossufo Momade é evidente e tem levado a ações drásticas em várias regiões do país. A capacidade da Renamo de resolver essas tensões internas e de responder às preocupações de seus membros será crucial para determinar seu futuro no cenário político moçambicano.

O Presidente da República recebeu em audiência, esta quinta-feira, a ministra da Defesa  da Tanzânia, Stergomena Lawrence Tax, que se encontra de visita a  Moçambique, enviada pela Presidente tanzaniana, Samia  Suluhu. O encontro visou o reforço da cooperação bilateral, com  destaque para áreas como paz, segurança, desenvolvimento  económico e social. 

Falando à imprensa após a audiência, Stergomena Tax destacou o  simbolismo da sua missão, que resulta de um mandato directo da  Chefe de Estado tanzaniana. “É com grande satisfação que estou em  Moçambique. Vim enviada pela minha Presidente, a Dra. Samia  Hassan Suluhu, para transmitir a nossa determinação em continuar a  trabalhar com o Presidente [Daniel Chapo] no fortalecimento da  cooperação entre os nossos dois países”, afirmou.

A ministra sublinhou que Tanzânia e Moçambique partilham laços  históricos profundos, forjados em contextos de luta comum e  solidariedade. “Temos uma irmandade que remonta a muitos anos. É  essa base histórica que continua a guiar os nossos esforços actuais  para consolidar uma parceria forte e sustentável”, disse. 

A ministra tanzaniana manteve igualmente um  encontro de trabalho com o ministro moçambicano da Defesa, com  quem analisou a cooperação bilateral no sector. “Trocámos  informações e ideias, e reafirmámos o compromisso mútuo de  continuar a trabalhar lado a lado em prol dos interesses dos nossos  povos”, referiu. 

Segundo a governante tanzaniana, foram identificadas novas áreas  com potencial de cooperação, incluindo sectores que exigem  respostas conjuntas urgentes. “Estamos preparados para expandir a  nossa colaboração em domínios prioritários, e garantir que juntos  contribuímos para o bem-estar das nossas populações, assegurando  estabilidade, paz e prosperidade”, afirmou. 

O presidente da Frelimo, Daniel Chapo, enaltece o papel da Organização da Juventude Moçambicana (OJM) pela defesa dos interesses nacionais, durante as “manifestações violentas”. Chapo falava, hoje, durante a quarta sessão ordinária do Conselho Nacional da OJM.

Falando aos jovens do partido que dirige, Daniel Chapo disse estar orgulhoso da juventude moçambicana pelo seu papel de vanguarda, durante vários momentos históricos, na defesa dos interesses do povo. Enalteceu ainda o papel da juventude no combate às manifestações violentas. 

“Hoje, os jovens enquadrados na OJM têm-se afirmado verdadeiros heróis da defesa dos interesses nacionais, numa altura em que existem forças de dentro do país e de fora, que, sob a capa da democracia, pretendem voltar a colonizar o nosso povo”, disse Daniel Chapo. 

Chapo enalteceu também  “o papel decisivo desempenhado pela juventude, enquadrada pela nossa OJM, na construção da vitória clara e expressiva da Frelimo e do seu candidato”. 

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