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O País – A verdade como notícia

A bancada parlamentar do MDM exigiu, hoje, a responsabilização dos agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gorongosa e do seu comandante pelo ataque a membros do partido, durante uma marcha.

“É inaceitável que as Forças de Defesa e Segurança sejam usadas pelo partido que governa o país como pedra de arremesso contra os seus adversários políticos”, condenou o porta-voz do MDM, Fernando Bismarques, durante o discurso de encerramento da I sessão ordinária da X Legislatura.

O MDM manifestou, também, preocupação com ataques no Norte de Cabo Delgado, na Reserva Especial do Niassa, e pela movimentação de grupos armados em Morrumbala. Para o partido, é fundamental que as Forças de Defesa e Segurança estejam mais vigilantes, de forma a evitar que esses crimes se alastrem.

A quarta força política da Assembleia da República manifestou, ainda, preocupação pela “continuidade dos anteriores ciclos de empobrecimento e de aprofundamento da miséria do país”.

“A economia nacional vive uma crise que não deriva somente das manifestações pós-eleitorais registadas nos últimos meses, do terrorismo em Cabo Delgado, de choques climáticos, da guerra comercial ou outras razões exógenas (…) Sem um combate sério, ao que o chefe do Governo convencionou designar como raposas, o país será condenado à miséria, que passará de geração em geração”, apontou Bismarques, exigindo mais esforços para a erradicação da corrupção.

O Presidente da República diz que é preciso que a ferrovia reassuma o seu papel central no transporte de carvão. Daniel Chapo defende que é preciso acelerar as mudanças estruturais para elevar a eficácia da componente ferroviária e impulsionar maior competitividade no Corredor de Maputo. 

O Chefe do Estado inaugurou, nesta sexta-feira, o novo edifício sede da Grindrod Moçambique, infra-estrutura erguida no âmbito da expansão do Terminal de Carvão, no Porto da Matola. Durante o seu discurso, Daniel Chapo afirmou que a construção do edifício vai elevar a importância geoestratégica do Corredor de Maputo, para a região austral do continente, a SADC.

“O investimento agora lançado, na ordem de 80 milhões de dólares, para ampliação do Terminal de Carvão, neste Porto de Matola, irá permitir o crescimento da capacidade terminal de carvão de Matola, dos actuais 8 milhões de toneladas para 12 milhões de toneladas anuais, num horizonte de dois anos”, afirmou.

Chapo avançou ainda que a expansão do terminal portuário da Matola vai permitir o aumento das áreas de estocagem no terminal, a extensão de tapetes rolantes e a instalação de novos equipamentos de carregamento. 

O governante lembrou ainda que o Terminal de Carvão da Matola é uma infra-estrutura ferroviária e, por isso, “não é aceitável que estejamos, hoje, a assistir a um crescimento de transporte rodoviário de carvão e magnetite, dois produtos que sempre tiveram ferrovia como meio de transporte natural”. 

O Presidente da República garantiu que vai continuar a investir na ferrovia, para reduzir o número de camiões a transportar carvão e magnetite. 

Chapo apelou ainda a melhorias na cadeia de logística, para que o investimento feito tenha um retorno positivo para os investidores. 

“Esta expansão deve ser complementada pela elevação de eficiência operacional das nossas ferrovias, a gestão de fronteiras, que é extremamente importante para a eficiência logística, a tramitação aduaneira, que deve ser eficiente, e os serviços logísticos dentro de padrões de previsibilidade exigidos pelo mercado regional e internacional”, sublinhou.

Chapo augurou que o desenvolvimento portuário que o país regista seja acompanhado pela criação de empregos para a juventude, rendas para as famílias e mais receitas para o cofre de Estado.  

“Ao sector privado, cabe a responsabilidade de transformar essas condições em progresso real, com inovação, criatividade, responsabilidade, competência e visão de médio, curto e longo prazo”, advertiu.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, no uso das competências que lhe são conferidas, nomeou, através de Despacho Presidencial, Carlos Pedro Mondlane para o cargo de Juiz Conselheiro do Tribunal Supremo.

De acordo com o comunicado da Presidência da República, a nomeação de Carlos Pedro Mondlane reforça o compromisso do Estado moçambicano com a meritocracia, com o fortalecimento das instituições judiciais e a contínua promoção do acesso à justiça, da independência dos tribunais e da confiança dos cidadãos no sistema judicial. 

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, participou, esta quinta-feira a noite, em Maputo, no lançamento do livro “Gruveta: General de Todas as Frentes”, uma obra de 219 páginas que homenageia o General Bonifácio Gruveta Massamba, figura incontornável da História de Moçambique.

Com a coordenação de Lo-Chi e António Barros, com prefácio de Mussagy Daude Jeichande, a publicação destaca o percurso de um herói nacional moldado pela simplicidade, compromisso patriótico e firmeza moral. 

Para o Chefe do Estado, trata-se de um contributo valioso para a preservação da identidade nacional e um legado que deve inspirar as futuras gerações, pode-se ler no comunicado da Presidencia: “A leitura que faço, em primeiro lugar, é desejar os parabéns aos mentores da iniciativa de ter sido escrita esta obra bastante importante para aquilo que é a identidade do povo moçambicano”, disse o Presidente da República. 

Chapo destacou a forma como o General Gruveta é retratado na obra: “um homem simples, humilde, mas cheio de convicções e que viveu sempre na simplicidade”. E ainda lembrou que, apesar de ter direito a um enterro na cripta da Praça dos Heróis Moçambicanos, o General pediu para ser sepultado na sua terra natal, um gesto que, segundo Chapo, “revela a sua ligação genuína às origens e ao povo”.

No Chefe do Estado, evocou a sua visita à campa de Bonifácio Gruveta, durante a campanha eleitoral, como forma de prestar homenagem ao homem que considera “um exemplo para a juventude, porque lutou para libertar a terra e o povo”. 

Além disso, destacou também o carácter pedagógico da obra, por retratar valores de humildade, responsabilidade e patriotismo.

Chapo recordou o papel de destaque de Gruveta durante os dez anos da luta de libertação e como primeiro governador da Província da Zambézia. “Mesmo durante a sua governação, sempre caminhou a pé do gabinete para a residência, e conversava com toda a gente, de todas as classes sociais”, afirmou. 

Para Chapo, trata-se de um modelo de liderança próxima do povo e sustentada por valores éticos sólidos.

O livro apresenta Gruveta como “o General de todas as frentes”, expressão que remete ao seu papel determinante tanto nas frentes militares da luta de libertação como nos desafios da governação pós-independência. 

O prefácio da obra descreve-o como um homem moldado pela sensibilidade, firmeza e dedicação — traços que construíram a sua moçambicanidade com zelo e dignidade.

O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou total apoio à iniciativa “Moçambique Primeiro”, apresentada nesta quinta-feira por uma delegação do Conselho Cristão de Moçambique (CCM), liderada pelo seu presidente, o bispo Rodrigues Júlio Dambo. A proposta visa promover a união, a paz e o compromisso dos moçambicanos com o desenvolvimento do país, colocando os interesses nacionais acima de qualquer divergência.

Durante o encontro, o bispo Dambo explicou que a iniciativa tem como objetivo despertar o patriotismo e a responsabilidade, tanto individual quanto coletiva. “Esta iniciativa visa juntar todos os moçambicanos, unir-nos e olharmos para Moçambique primeiro. Que cada um de nós, governantes, partidos políticos e toda a sociedade, possamos fazer algo de bom para Moçambique”, afirmou o líder religioso.

Segundo o bispo, a proposta incentiva a prática diária de uma cidadania consciente e ativa. “Acordar de manhã e dizer: o que faço por Moçambique primeiro? Ao dormir, perguntar: o que fiz por Moçambique primeiro?”, reforçou, sublinhando que a mensagem central é a rejeição da violência e a valorização da paz como condição essencial para o progresso.

De acordo com Dambo, o Presidente da República acolheu com entusiasmo a proposta do CCM e demonstrou abertura ao espírito de reconciliação e coesão nacional. “Foi um encontro muito positivo. Sua Excelência, o Presidente da República, acolheu a iniciativa e deu todo o apoio necessário, porque Moçambique precisa reconciliar-se, reencontrar-se e precisa que todos nós caminhemos juntos”, declarou.

Durante a audiência, a delegação do Conselho Cristão de Moçambique reconheceu que, apesar das diferenças políticas e ideológicas serem naturais na história dos povos, os moçambicanos devem manter-se unidos. “As diferenças sempre existiram, mas nós, como moçambicanos, devemos estar unidos em prol de Moçambique primeiro”, frisou o bispo.

Rodrigues Júlio Dambo reconheceu ainda que o país enfrenta desafios históricos e complexos, mas defendeu que a superação desses obstáculos só é possível com coesão nacional. “Desde os primórdios da humanidade enfrentamos diferentes tipos de problemas, mas só os podemos ultrapassar se estivermos unidos”, afirmou, garantindo que a Igreja sai encorajada da audiência com o Chefe do Estado.

Antes da apresentação formal da proposta, a equipa do Conselho Cristão saudou o Presidente Daniel Chapo pela sua eleição, destacando que ainda não haviam tido oportunidade de felicitá-lo oficialmente. Elogiaram também a liderança que tem exercido, especialmente num momento desafiante para o país, considerando que esta tem contribuído significativamente para a harmonia nacional.

Os representantes do CCM incentivaram o Presidente da República a continuar a trilhar o caminho do diálogo e da reconciliação. E destacaram como um gesto de coragem o encontro com o então candidato Venâncio Mondlane, considerando-o um marco importante para o fortalecimento da unidade nacional. “Devemos felicitar também o encontro com o candidato Venâncio Mondlane, que foi um ato de coragem e que contribui realmente para a reconciliação dos moçambicanos”, afirmaram.

O Conselho Cristão reiterou o seu compromisso com a paz e a estabilidade, reafirmando o seu papel como parceiro do Estado na promoção do diálogo, da reconciliação e na construção de uma sociedade mais justa e solidária.

O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou total apoio à iniciativa “Moçambique Primeiro”, proposta nesta quinta-feira por uma delegação do Conselho Cristão de Moçambique (CCM), liderada pelo seu presidente, o bispo Rodrigues Júlio Dambo. A iniciativa visa promover a união, a paz e o compromisso dos moçambicanos com o desenvolvimento do país, colocando os interesses nacionais acima de quaisquer divergências

Durante o encontro, o bispo Dambo explicou que a proposta do CCM pretende despertar o patriotismo e a responsabilidade individual e colectiva. “Esta iniciativa visa juntar todos os moçambicanos, unir-nos e olharmos para Moçambique primeiro, e que cada um de nós, governantes, partidos políticos ou toda a sociedade possamos fazer algo de bem para Moçambique”, afirmou o líder religioso.

O bispo acrescentou que a iniciativa procura inspirar um exercício contínuo de cidadania consciente. “Acordar de manhã e dizer: o que faço por Moçambique primeiro. Ao dormir, perguntar: o que faço por Moçambique primeiro”, disse, sublinhando que a mensagem central da proposta é a rejeição da violência e a valorização da paz como condição indispensável para o progresso.

Segundo Dambo, o Presidente da República acolheu positivamente a proposta do CCM e demonstrou abertura ao espírito de reconciliação e coesão nacional. “Foi um encontro muito positivo, Sua Excelência Presidente da República acolheu a iniciativa e deu todo o apoio necessário, porque Moçambique precisa reconciliar-se, precisa reencontrar-se e precisa que todos nós caminhemos juntos”.

Na audiência, a delegação do Conselho Cristão de Moçambique destacou também que, embora as diferenças políticas e ideológicas façam parte da história dos povos, é fundamental que os moçambicanos se mantenham unidos. “As diferenças sempre existiram, mas nós, como moçambicanos, devemos estar unidos em prol de Moçambique primeiro”, reforçou o bispo. O presidente do Conselho Cristão de Moçambique reconheceu que o país enfrenta desafios históricos e complexos, mas sustentou que a superação exige coesão nacional. “Os problemas também são históricos. Desde a história da humanidade, temos atravessado diferentes tipos de problemas, mas para ultrapassarmos só podemos estar unidos”, afirmou, garantindo que a igreja sai encorajada da audiência com o Chefe do Estado.

Antes de apresentar a iniciativa, a equipa do Conselho Cristão saudou o Presidente Chapo pela sua eleição, destacando que ainda não tinham tido oportunidade de felicitá-lo oficialmente. Reconheceram que o estadista assumiu o cargo num momento desafiante e elogiaram a liderança que tem exercido, que, segundo os religiosos, têm contribuído para a harmonia nacional.

Os representantes do CCM encorajaram o Presidente da República a continuar no caminho do diálogo e da reconciliação, saudando, também, os encontros com o então candidato Venâncio Mondlane como um gesto de coragem e de grande significado político.

“Devemos felicitar, também, o encontro com o candidato Venâncio Mondlane, que foi um acto de coragem, e isto contribui realmente para a reconciliação dos moçambicanos.”

O Conselho Cristão reiterou ainda o seu compromisso com a paz e a estabilidade, reafirmando o seu papel como parceiro do Estado na promoção do diálogo, da reconciliação e da edificação de uma sociedade mais justa e solidária.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, concluiu, ontem,  a visita de trabalho de três dias à província de  Gaza, reforçando o seu compromisso com uma governança mais  próxima da população. A agenda incluiu comícios,  encontros com diversos sectores sociais, reuniões com órgãos locais do  Estado e a entrega de infra-estruturas cruciais para o desenvolvimento  agrícola. 

Um dos pontos de destaque da visita foi o anúncio da suspensão  temporária da cobrança de portagens em três vias da província, 

Macia-Chókwè, Macia-Praia do Bilene e Chókwè-Macaretane, uma  medida destinada a aliviar a carga sobre os cidadãos e priorizar  investimentos mais viáveis. 

A agenda de trabalho estendeu-se pela província, abrangendo a  cidade de Xai-Xai, onde o Chefe do Estado presidiu a uma Sessão  Ordinária do Conselho de Ministros e outra do Conselho Executivo  Provincial, alargada a administradores distritais e presidentes de  conselhos autárquicos. Essas reuniões foram cruciais para a  coordenação governativa e para se inteirar do trabalho desenvolvido  no terreno.

No distrito de Chókwè, considerada a capital económica de Gaza, Chapo dedicou tempo a encontrar-se com jovens,  funcionários e agentes do Estado, agricultores e agentes económicos.  O objectivo era claro: promover o diálogo a vários níveis e identificar  as prioridades para acelerar o desenvolvimento local. “Ao escutar  directamente a população, para além de comícios populares, temos  feito também encontros com vários estratos sociais,” salientou o  Presidente moçambicano. 

Os desafios levantados pela população foram diversos, incluindo a  necessidade de mais estradas, centros de saúde, medicamentos,  enfermeiros e médicos. A construção de mais escolas, principalmente 

salas de aula nos distritos, postos administrativos e localidades, foi  também uma preocupação central. 

A questão do abastecimento de água, especialmente na zona norte  da província, como Chigubo, onde há problemas sérios devido ao  nível freático, e a expansão da energia eléctrica, completaram o  quadro das principais reivindicações. 

Um dos momentos mais simbólicos da visita foi a entrega do Regadio 7  de Abril, no distrito de Guijá, um projecto considerado vital para o  desenvolvimento agrícola da província.

A Liga da Juventude da Renamo exige a restituição à liberdade dos ex-guerrilheiros detidos, ontem, pela Polícia da República de Moçambique (PRM), na sequência da invasão ao gabinete do líder do partido, Ossufo Momade, assim como à sua respectiva sede.

Em conferência realizada esta manhã, em Maputo, o presidente do braço juvenil da “perdiz”, Ivan Mazanga, condenou a “acção musculada” da polícia para dispersar os ex-guerrilheiros. Mazanga diz que a agremiação é contra todo tipo de violência.

“Se esta acção tiver sido efectuada em coordenação e concordância com as estruturas directivas do nosso partido, enquanto Liga da Juventude, colocamos aqui a nossa firme e total oposição porque estamos convictos de que o diálogo incessante deve ser o caminho permanente para ultrapassarmos os nossos diferendos, hoje e sempre”, disse Ivan Mazanga. 

A Liga da Juventude da Renamo aponta como uma das soluções imediatas visando acabar com o ambiente de crispação entre os ex-guerrilheiros e a liderança do partido, a convocação da reunião do Conselho Nacional onde deverão ser discutidos todos os problemas. 

“É verdade que também não concordamos com a tomada e encerramento da nossa sede e delegações e isso deve cessar. Contudo, a maior responsabilidade para a resolução pacífica dos diferendos está com quem lidera”, adverte Mazanga. ‎

O Presidente da República, Daniel  Chapo, garantiu, nesta Quarta-feira, na vila da Macia, em de Gaza, que o seu Governo vai continuar a trabalhar e a  tomar medidas que tragam benefícios ao povo. Chapo apelou ainda  à  contribuição activa dos cidadãos na construção do país. 

“Nós vamos continuar a trabalhar e tomar medidas bem pensadas que beneficiam o povo  moçambicano”, afirmou o Chefe de Estado durante comício, sublinhando a importância da paz  como fundamento para o desenvolvimento do país. 

O Presidente da República agradeceu à  população de Bilene e de toda a província de Gaza pelo voto de  confiança que lhe garantiu a vitória nas eleições do ano passado. E  destacou o comportamento ordeiro da população que não aderiu às  manifestações pós-eleitorais. 

O estadista moçambicano destacou o diálogo nacional inclusivo  como um instrumento essencial para a união e coesão social no país,  explicando que essa iniciativa surge da necessidade de promover a  unidade entre os moçambicanos, através do envolvimento de todas  as forças da sociedade.

O governante apelou ainda à preservação das infra-estruturas públicas e privadas construídas com fundos do Estado. 

A população, por sua vez, manifestou preocupações concretas,  incluindo o custo de vida, a falta de financiamento para pequenos  produtores, o difícil acesso às escolas básicas e o deficiente  abastecimento de água potável na vila sede. Pediram ainda a  construção de um instituto técnico-profissional para capacitação dos  jovens.

 

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