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O País – A verdade como notícia

Moçambique e Gâmbia inauguraram  formalmente relações diplomáticas esta quarta-feira, com a  apresentação, ao Presidente da República,  das Cartas Credenciais da primeira Alta-comissária gambiana  acreditada em Maputo, Fatoumata Jahumpa Ceesay. 

Num acto descrito pelo Chefe do Estado como “um momento de  grande satisfação”, o início desta missão diplomática marca uma  nova etapa na cooperação entre os dois países africanos, com  promessas de reforço dos laços políticos, técnicos e culturais, num contexto de aproximação estratégica e de promoção da  solidariedade africana. 

“É com grande satisfação e com o regozijo próprio de momentos  diplomáticos de relevo que recebemos, hoje, as Cartas Credenciais  que Vossa Excelência, Alta-comissária Designada da Gâmbia, nos  apresenta”, afirmou o Presidente da República, acrescentando que este  gesto marca “o início de uma nova e importante fase nas relações  bilaterais entre as nossas duas nações, Gâmbia e Moçambique”. 

Ao dar as boas-vindas à nova representante gambiana, com  residência em Pretória (África do Sul), o estadista transmitiu saudações  ao Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, e reafirmou os laços  históricos entre os dois povos, “ligados por laços de amizade,  solidariedade e cooperação, baseados no respeito e confiança  mútuos e na defesa dos valores que nos são comuns”. 

Apesar da distância geográfica, o estadista moçambicano sublinhou  que Moçambique e Gâmbia partilham uma história de luta pela  independência e um compromisso comum com a paz, democracia e  desenvolvimento. “As nossas nações, embora em diferentes subregiões, encontram na União Africana e noutros fóruns multilaterais a  plataforma de uma voz unida e para a promoção de uma agenda  africana de progresso dos nossos povos”, declarou. 

Para o Chefe do Estado, a acreditação da primeira Alta-comissária  gambiana “reflecte o desejo da Gâmbia de aprofundar os laços de  amizade, solidariedade e cooperação”, e representa uma “excelente  oportunidade para identificarmos e explorarmos novas áreas de  colaboração”, a somar-se às relações políticas e diplomáticas já  existentes.

O Presidente Daniel Chapo destacou ainda que esta missão se inicia  “em pleno ano de início de actividades do novo Governo de  Moçambique”, e coincide com a celebração dos 50 anos da  independência nacional, no próximo dia 25 de Junho, o que, na sua  óptica, cria “um momento crucial para o fortalecimento dos laços  económicos” e para o relançamento das relações bilaterais num novo  patamar de cooperação. 

O Presidente moçambicano agradeceu o apoio da Gâmbia à  candidatura de Moçambique ao Conselho de Segurança das Nações  Unidas como membro não-permanente, e assegurou que Maputo  continuará a concertar posições com Banjul em fóruns multilaterais,  como a União Africana e as Nações Unidas, em matérias de interesse  comum. 

Por sua vez, a Alta-comissária Fatoumata Jahumpa Ceesay manifestou  o desejo do seu país de fortalecer os vínculos técnicos e culturais com  Moçambique, destacando que, enquanto países em  desenvolvimento, Gâmbia e Moçambique têm desafios e objectivos  partilhados que justificam uma cooperação reforçada para benefício  mútuo dos seus povos, no espírito da cooperação sul-sul. 

Na mesma cerimónia, realizada na Presidência da República, Chapo recebeu ainda as cartas credenciais de outros  novos chefes de missões diplomáticas acreditados em Moçambique,  nomeadamente do Embaixador da Argélia, Maleck Djaoud; da  Embaixadora da China, Zheng Xuan; da Embaixadora de Angola,  Juvelina Alfredo Imperial da Costa; do Embaixador dos Emirados  Árabes Unidos, Mansour Mohamed Ali Alujuwaied; do Embaixador do 

Irão, Mansour Shakib Mehr; e da Alta Comissária da Jamaica, Jaon  Thomas Edwars. 

O Presidente da República expressou a satisfação por receber as  Cartas Credenciais e reiterou a vontade do Governo de Moçambique  de fortalecer e desenvolver as relações de amizade e cooperação existentes com os sete países representados pelos diplomatas. 

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu esta tarde, no seu Gabinete de Trabalho, o  Presidente Executivo (CEO) da multinacional italiana ENI, Claudio  Descalzi, numa audiência que reafirmou a sólida parceria entre  Moçambique e a empresa energética, com destaque para a  expansão do projecto Coral Norte e novas iniciativas de  desenvolvimento agrícola, com forte potencial de criação de  empregos.

No final do encontro, Descalzi anunciou que a ENI obteve autorização  oficial do Governo moçambicano para o Plano de Desenvolvimento  do projecto Coral Norte FLNG, um passo decisivo que vai  aumentar a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL), a partir da  Área 4 da Bacia do Rovuma. 

“A Coral Norte é o futuro, e o Presidente  nos trouxe notícias muito interessantes e importantes, porque obtivemos  a autorização para o Plano de Desenvolvimento, com todos os termos  concordados. Isso significa que a Coral Norte é uma coisa real agora”,  afirmou o Chief Executive Officer. 

A reunião permitiu fazer um balanço dos resultados do projecto Coral  Sul, o primeiro a produzir GNL na Bacia do Rovuma, que em 2023  contribuiu com 50% do crescimento do Produto Interno Bruto  (PIB) nacional, segundo dados do Fundo Monetário Internacional  (FMI). Para este ano, as projecções indicam que o mesmo projecto  poderá representar até 70% do crescimento do PIB de  Moçambique. 

O encontro foi igualmente uma oportunidade para abordar a  estratégia da ENI em diversificar suas actividades no país, com ênfase  na agricultura para produção de biocombustíveis sustentáveis. 

Segundo o dirigente da ENI, a aposta na agricultura não só contribui  para a transição energética, como tem um forte impacto no emprego  rural. “Um aspecto muito importante dessa actividade é o trabalho  intensivo. Então você produz um enorme número de trabalhos.  Normalmente trabalhamos com 150 mil hectares e produzimos em  torno de 130 mil toneladas por ano, mas essa quantidade de terra e produção de agricultura pode impactar em um nível de 120 mil  trabalhos. Então é enorme”. 

A ENI já desenvolve este modelo em mais de seis países africanos, e  pretende replicar a experiência em Moçambique, em estreita  coordenação com o Governo. 

O CEO destacou ainda que, apesar do elevado investimento no  sector do gás, o número de postos de trabalho é mais limitado.  “Claramente, o desenvolvimento do gás é importante, mas o  desenvolvimento do gás é capital intensivo. Você investe muito, mas  depois você tem trabalhos especializados, e você pode empregar mil  ou duas mil pessoas. Mas com a agricultura, você emprega mais de  100 mil pessoas”. 

Durante o encontro, foi também analisada a contribuição da ENI para  a transição energética em Moçambique, incluindo projectos de  compensação de carbono, como o programa de Cozinha Limpa, que  promove soluções mais eficientes em termos energéticos, e outras  acções no âmbito do programa REDD+. 

Descalzi considerou a audiência com o Chefe do Estado como  altamente produtiva: “As duas coisas que são importantes são duas  pernas. Duas pernas para o país, para andar, mas também para correr  muito rápido, porque nós somos uma população muito jovem. Então  isso é, em suma, o que discutimos com o Presidente. Foi um encontro  muito feliz, mas muito construtivo. Então foi um encontro muito  positivo”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, diz que este pode ser o momento oportuno  para o fortalecimento dos laços económicos entre Moçambique e Gâmbia. Chapo falava hoje, durante a cerimónia de apresentação de cartas credenciais da Alta Comissária da República da Gâmbia. 

“As nossas relações a nível político-diplomático têm-se revelado excelentes ao longo destes anos. Vossa Excelência inicia a sua missão em Moçambique em pleno ano de início de actividades do novo Governo de Moçambique, o que pode representar um momento crucial para o fortalecimento dos laços económicos e acontece num momento oportuno, em que o nosso país, Moçambique, celebra o seu jubileu de ouro, no dia 25 de Junho próximo”, disse o Chefe do Estado, acrescentando que as duas circunstâncias vão contribuir para facilitar as relações entre os dois países 

Daniel Chapo reconheceu o apoio consentido pelo Governo da República da Gâmbia, aquando da quinta eleição de Moçambique para Membro Não-Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.  

Chapo manifestou também preocupação em relação ao recrudescimento dos conflitos militares no Sudão, no Médio Oriente e também entre a Rússia e a Ucrânia, com repercussões negativas não só nos locais onde ocorrem, mas em todo o mundo, incluindo Moçambique e Gâmbia.

A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane,  lidera a delegação moçambicana que participa da 113ª Sessão da Conferência Internacional do Trabalho, promovida pela OIT, em Genebra, Suíça. Durante o seu discurso, Alane destacou a necessidade de fortalecer a ligação entre emprego, direitos e crescimento económico. 

“O Parlamento Nacional de Moçambique aprovou, neste ano, a Estratégia de Desenvolvimento Nacional que incorpora o crescimento inclusivo, a geração de emprego e protecção como pilares de desenvolvimento para os próximos 20 anos. Moçambique, implementa o diálogo social e, através da Comissão Consultiva do Trabalho, debate com profundidade o tema sobre a Justiça Social nas suas várias dimensões”, destacou a ministra, durante o seu discurso. 

Ivete Alane partilhou ainda que o país está a implementar a Política de Emprego, que envolve 20 instituições do Governo e parceiros sociais. A governante disse contar com a OIT na materialização de uma planificação e orçamentação Pró-emprego, “que permitirá avaliar com precisão o impacto da despesa pública no emprego”.

O partido Frelimo na província da Zambézia realiza hoje a eleição do novo Comité Provincial, incluindo o respectivo Primeiro Secretário. Para este cargo concorrem três figuras destacadas: Ângela Serrote, membro do Comité Central; Francisco Nangura, administrador do distrito de Pebane; e Abdul (Chabane) Jalilo, administrador de Namarroi.

A eleição surge na sequência da vacatura deixada por Momad Juízo, nomeado recentemente ao cargo de Secretário de Estado das Pescas. Apesar do grande interesse no processo, o nosso jornal apurou que oito membros do Comité Central residentes, que também faziam parte do Comité Provincial da Zambézia, optaram por não se recandidatar à sua própria sucessão.

Desde março, o processo tem sido marcado por alguma tensão interna. A 22 de março, a Comissão Política da Frelimo, reunida na sua 44ª Sessão Ordinária, analisou duas candidaturas submetidas ao nível provincial para ocupar o cargo de Primeiro Secretário. No entanto, surgiram polémicas entre os militantes, que contestaram a exclusão de alguns quadros do processo.

Em resposta, a Comissão Política orientou a realização de conferências ao nível de círculo, localidade, zona, distrito e província, com o objetivo de avaliar o funcionamento do partido em toda a província. Esta análise serviu de base para decidir quem reunia condições para concorrer, garantindo um processo mais inclusivo e representativo.

Concluída essa fase, decorre agora a eleição ao nível provincial, durante a primeira sessão extraordinária do Comité Provincial. A conferência é dirigida por José Pacheco, chefe adjunto da Brigada Central de Assistência à Zambézia.

Segundo Pacheco, o processo de revitalização dos órgãos do partido está a decorrer com sucesso. “Queremos terminar o processo de revitalização dos órgãos na província da Zambézia com a eleição do novo Comité Provincial, do novo Primeiro Secretário, do Comité de Verificação e do novo Secretariado Provincial”, afirmou.

O dirigente destacou ainda que o processo já resultou na revitalização de 77.921 células, 4.371 círculos, 189 localidades e 65 zonas nos 22 distritos da província. “Logramos com vigor pôr a mão na massa, para garantir um trabalho político dinâmico, com inclusão e coesão dos membros rumo ao sucesso do partido”, concluiu.

Até ao fecho desta reportagem, decorria o processo de votação dos membros do Comité Provincial, com a eleição do novo Primeiro Secretário prevista para o final da sessão.

Foi um dos primeiros rostos da guerra que dividiu Moçambique. Sebastião Chapepa rompe o silêncio e acusa a actual liderança da Renamo de se ter desviado dos objetivos pelos quais diz ter pegado em armas. Chapepa vai ainda mais longe e considera que Ossufo Momade já não deve fazer parte do futuro político do partido.

“Nós viemos éramos cinco jovens. Chegamos a Moçambique e os meus colegas começaram a temer, eu é que era o comandante deles. Mandei regressar os três e ficamos nós dois, eu e o André Matsangaissa (…) Então, no dia seguinte, 3 de Fevereiro, fomos fazer o combate, a emboscada para capturar rapazes que vinham a Marco Polo, para aumentar o número de recrutas”, recorda o antigo guerrilheiro da Renamo. 

Chama-se Sebastião Chapepa, conhecido nos meandros da guerra por Janota Luís. Diz ter sido um dos fundadores e autor do primeiro tiro da Renamo contra um autocarro no bairro Vumba , o distrito de Manica, onde esteve ao lado de André Matsangaíssa a 3 de Fevereiro de 1977. 

Depois da emboscada Chapepa foi capturado, no dia seguinte, no bairro Chinhambudzi, pelas Forças Populares de Libertação de Moçambique e levado para o local de fuzilamento. 

“Quando eu fui capturado, eles levaram-me, e reconheceram que eu estive com eles durante a luta armada. Disseram que não tinham outro meio que não fosse fuzilar e eu disse que estava bem. Deus ajudou-me e estou aqui hoje”, conta. 

Está aqui hoje, mas depois de escapar viria a encontrar Matsangaíssa na Esquadra da Polícia de Penhalonga, do lado zimbabweano, e os dois foram ao seu quartel de Mutare.

Na altura era também locutor da estação emissora Voz da África Livre, através da qual se faziam anúncios para recrutamento de jovens para integrarem as fileiras da Renamo. Um dos recrutados foi Afonso Dhlakama em Agosto de 1977, como chefe da Logística militar.

Hoje, 48 anos depois, o general olha para a Renamo e diz que a organização perdeu o rumo e parou no tempo. “A crise actual na Renamo é porque as pessoas que  não sabem como é que a Renamo começou são hoje ambiciosos (…) Está aí o general Corola, que foi dado uma missão, e furou-se o pé com a pistola dele para não cumprir a missão, mas hoje é Chefe de Estado-Maior aqui em Manica. São pessoas que estão aí hoje a falar na TV a defender o general Ossufo”, lamentou.

Chapepa defende que o Conselho Nacional deve reunir-se, agendar um congresso, para que se escolha um novo líder para a Renamo.  

Para já, o general Sebastião Chapepa diz que Ossufo Momade deve ser uma carta fora de baralho na Renamo.

“Não, não pode continuar no partido. Como líder, deve ser dado um outro cargo, menos de liderança na frente.  O que ele faz de errado é estar calado, não se movimenta. Recebe o dinheiro e fica aí a fazer viva viva  em Maputo”, reclamou. 

Enquanto isso, a sede da delegação da Província de Manica continua encerrada. 

O Presidente da República efectua, a partir de hoje, uma visita de trabalho ao Reino de Eswatini, a convite do Rei Mswati III. Esta é a primeira visita de Daniel Chapo ao Reino de Eswatini, enquanto Chefe do Estado. 

Segundo o comunicado da Presidência da República, a visita decorre no âmbito do estreitamento e fortalecimento das relações de irmandade, amizade, solidariedade e cooperação existentes entre os dois países, e serve de ocasião para os dois estadistas avaliarem o actual estágio da cooperação bilateral, bem como partilharem informação sobre a situação política e económica dos dois países, da região, continente e a nível internacional. 

Nesta deslocação, o Presidente Daniel Chapo far-se-á acompanhar pelos Ministros do Interior, Paulo Chachine, e na Presidência para os Assuntos da Casa Civil, Ricardo Sengo. Acompanham o Presidente da República também os Secretários de Estado dos Transportes e Comunicações, Chinguane Sebastião Mabote; Terra e Ambiente, Gustavo Sobrinho Djedje; Indústria, Custódia Rute Jone Paunde; Minas, Jorge Gerson Momade Daúdo; Negócios Estrangeiros e Comunidade Moçambicana no Exterior, Maria de Fátima Simão Manso; como também quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado.

Moçambique e Malawi reforçaram,  esta Quinta-feira, os laços de amizade e cooperação com a  assinatura de três instrumentos jurídicos bilaterais, no início da visita de  trabalho de dois dias que o Presidente da República, Daniel Chapo,  realiza ao Malawi, a convite do seu homólogo malawiano, Lazarus  Chakwera. 

“A visita marca um novo impulso nas relações históricas  entre os dois países, que este ano assinalam 50 anos de cooperação  desde a independência de Moçambique em 1975”, refere a Presidencia da Republica.

Na capital Lilongwe, depois das conversações, dentre vários  instrumentos jurídicos, foram assinados um acordo, um memorando e 

um protocolo. Os dois líderes saudaram o momento como um marco  no aprofundamento da cooperação bilateral. 

“A visita é uma oportunidade para reforçar as nossas relações de  amizade, irmandade, solidariedade e de cooperação entre os dois  povos e países”, afirmou Daniel Chapo, acrescentando  que Moçambique está comprometido em “continuar a cooperar com  o país irmão Malawi em prol do desenvolvimento económico dos dois  países e do bem-estar social dos dois povos”. 

Por sua vez, Lazarus Chakwera sublinhou a importância  histórica da visita do Presidente moçambicano. “A visita vai  proporcionar uma plataforma importante para fortalecer as relações  existentes, que são baseadas em valores compartilhados, identidade  comum e boa amizade”, disse, reafirmando o empenho do seu  governo em continuar a fazer florescer as áreas de cooperação  bilateral. 

O estadista moçambicano destacou ainda a estabilidade política e  social que se vive em Moçambique, os esforços no combate ao  terrorismo em Cabo Delgado e o papel solidário do Malawi no seio da  força regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral  (SADC). “Queremos agradecer ao povo irmão Malawi que fez parte  da SAMIM, a força da SADC, que combateu o terrorismo naquela  região”, declarou. 

Durante a sua intervenção, o Chefe do Estado moçambicano falou  também sobre os desafios impostos pelas mudanças climáticas,  mencionando os três ciclones que afectaram Moçambique este ano.  “Este é um desafio global que temos de enfrentar juntos, para  desenvolver casas e infra-estruturas mais resilientes”, defendeu, 

destacando ainda a importância estratégica dos corredores de  desenvolvimento, nomeadamente o de Nacala e da Beira, para a  ligação entre os dois países. 

A expansão da cooperação nos sectores de energia, transporte,  comércio, agricultura, turismo e recursos minerais foi outro ponto  salientado pelo estadista, que expressou igualmente o desejo de  estabelecer uma ligação aérea directa, por exemplo, entre Tete e  Nampula, com o Malawi, para dinamizar os negócios e facilitar a  mobilidade. 

“Queremos desenvolver mais as nossas relações na área de recursos  minerais, energia, economia, transporte, logística, pesca, recursos  hídricos”, disse o governante, acrescentando que os memorandos  assinados “vão permitir às nossas equipas produzirem resultados  concretos para os nossos dois países, porque precisamos de  desenvolver Moçambique e desenvolver o Malawi”. 

Chapo convidou ainda o seu homólogo  malawiano a participar nas celebrações dos 50 anos da independência de Moçambique, a terem lugar no próximo dia 25 de  Junho, destacando que o marco será também uma comemoração  dos 50 anos de relações diplomáticas com o Malawi. 

A jornada oficial iniciou-se com uma recepção ao dirigente  moçambicano no aeroporto de Lilongwe, seguida de uma cerimónia  oficial no Palácio Kamuzu. O Presidente assinou o Livro de  Honra; visitou o Parlamento, onde plantou uma árvore, e prestou  homenagem no Mausoléu Kamuzu Memorial Park com a deposição  de uma coroa de flores. A agenda prossegue amanhã com o  lançamento da Fronteira de Paragem Única, considerada um passo decisivo na facilitação do comércio e circulação entre os dois países.  

A Delegada da Renamo em Nampula, Abiba Aba, nega haver uma contestação generalizada à liderança de Ossufo Momade. Abiba Aba disse ainda que a delegação da sua província não foi encerrada e os trabalhos decorrem normalmente. 

Abiba Aba, delegada da Renamo em Nampula, disse, nesta quarta-feira, que está em curso um diálogo entre a liderança do partido e os desmobilizados de guerra, para juntos encontrarem a solução dos problemas levantados.  A delegada diz ainda que não houve encerramento da sede da Renamo em Nampula. 

“É uma delegação grande e todos sabemos. A Renamo é também um partido reconhecido a nível nacional e internacional. Eu acho que se existe algum problema, é preciso haver uma sentada para se ultrapassar o problema.  A sentada está a acontecer na cidade de Maputo e, infelizmente, não pude ir, porque tenho alguns trabalhos pessoais”, explicou. 

Abiba Aba assumiu que pode haver um grupo descontente com Ossufo Momade, mas nega que seja um problema geral. “Estamos aqui nós, somos Nampulenses, Macuas de raiz. Estamos aqui porque Ossufo Momade existe. Estão aqui para receber a delegada da Renamo, nomeada pelo presidente Ossufo Momade”.  

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