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O País – A verdade como notícia

O ministro do Interior, Paulo Chachine, diz desconhecer a existência de “esquadrões da morte”, designação dada a um grupo que supostamente assassina políticos e pessoas críticas ao Governo. Chachine diz, ainda, que decorrem investigações sobre o caso do ataque armado ocorrido há dias na EN1, em Sofala.

O país tem vindo a testemunhar o assassinato, de forma selectiva, de figuras políticas e pessoas que se têm manifestado críticas ao regime do dia. Os crimes são caracterizados por baleamentos na via pública ou sequestro de pessoas e, depois, espancadas ou torturadas. Entretanto, os casos não têm encontrado desfecho, razão pela qual a sociedade civil tem estado a pressionar as autoridades para o seu esclarecimento. 

Confrontando com esta situação, que ganhou novos contornos com o baleamento, domingo, do músico e político Joel Amaral, em Quelimane, o ministro do Interior diz não ter conhecimento da existência de “esquadrões da morte”

“Tenho lido, tenho ouvido falar em alguma imprensa sobre os esquadrões da morte, sobre o conceito. Não conheço, não sei se existem e onde é que existem”, respondeu o ministro do Interior a uma questão colocada pelos jornalistas. 

Paulo Chachine justifica, por outro lado, que as autoridades estão concentradas em esclarecer qualquer tipo de crime. 

“Quando há um crime, a preocupação é de esclarecer o crime, independentemente da pessoa, filiação religiosa e política. A Polícia e outras entidades que trabalham nestes casos, têm sempre a preocupação de esclarecer os crimes”, assegurou.

No que diz respeito ao ataque armando protagonizado no passado dia 8 de Abril, na EN6, em Sofala, acção que resultou na queima de sete viaturas e assalto a alguns passageiros, o ministro do Interior assegurou que decorrem investigações para esclarecer o caso. 

“Estamos a trabalhar para esclarecer o que há por detrás destes ataques. A única coisa que sabemos é que estes ataques são maus. Aqueles ataques criaram prejuízos para as pessoas”, frisou.

Paulo Chachine fez estes pronunciamentos no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, onde dirigiu a cerimónia de abertura da escola de sargentos.

O presidente do MDM, Lutero Simango, é de opinião que é da responsabilidade de todos os moçambicanos contribuírem na construção de uma sociedade mais justa e tolerante e que a celebração dos 50 de independência nacional deve servir de momento de reflexão sobre a unidade nacional e a busca de caminhos para o bem estar de todos.

Foi numa conferência de imprensa, que o presidente do MDM desafiou a todos os moçambicanos,  para a passagem dos 50 anos da independência nacional, a serem celebrados no próximo dia 25 de Junho,  a reflictam sobre o diálogo, tolerância política, e reconciliação nacional, pontos que, para ele, são os caminhos para a construção de uma sociedade mais justa.

Simango exige, de forma particular, o fim de assassinatos de cidadãos, supostamente por razões políticas.

Refira-se que há cerca de três meses parte dos membros fundadores do MDM, na Beira, convocaram a imprensa para mostrarem o seu descontentamento em relação à forma como Lutero Simango gere o partido. 

Simango não quis entrar em detalhes sobre o assunto, mas garantiu que falou com os membros do seu partido.

O presidente do MDM está em Sofala há mais de uma semana para revitalizar as bases do partido.

 

Na sua visita à província de Inhambane, o Presidente da República, Daniel Chapo, dedicou o segundo dia de trabalho a encontros com representantes de vários sectores sociais. O objetivo foi claro: ouvir, compreender e planear soluções concretas para os desafios que assolam as comunidades locais, sobretudo as mais vulneráveis, que enfrentam dificuldades agravadas pela crise económica e social.

No encontro com líderes comunitários, Daniel Chapo destacou a importância de quem vive e trabalha junto às populações como uma fonte indispensável de conhecimento sobre os problemas reais do país. Nas zonas rurais de Inhambane, os desafios são profundos e variados. O acesso à água potável é uma das maiores preocupações das comunidades. Muitas famílias ainda percorrem quilómetros diários à procura de fontes de água, frequentemente contaminadas, o que aumenta o risco de doenças.

A insegurança alimentar também é uma realidade. As alterações climáticas têm reduzido a produtividade agrícola, deixando milhares de famílias em situação de dependência da ajuda humanitária. Por outro lado, o acesso a serviços de saúde é limitado, com postos médicos distantes, o que complica a vida dos doentes crónicos e das gestantes. A educação não fica atrás: escolas com infraestruturas precárias, falta de carteiras e longas distâncias percorridas por crianças e jovens são apenas alguns dos problemas apontados.

No encontro com funcionários públicos, Daniel Chapo ouviu um relato detalhado das dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores do Estado. Na área da saúde, as horas extras acumuladas sem remuneração são motivo de grande frustração. Médicos, enfermeiros e outros profissionais relatam que, apesar de dedicarem longas horas ao cuidado dos doentes, muitas vezes em condições precárias, não recebem o reconhecimento devido.

Na educação, os professores destacaram as dificuldades para garantir um ensino de qualidade. A sobrecarga de trabalho é uma realidade constante, com turmas superlotadas e falta de recursos pedagógicos. Muitos mencionaram o atraso nas progressões e noutros atos administrativos que deveriam garantir a estabilidade e a motivação na carreira. Em toda a função pública, o cenário de ausência de condições de trabalho é comum, com relatos de falta de materiais básicos em várias instituições.

Daniel Chapo reconheceu as dificuldades apresentadas e enfatizou a importância de um diálogo constante para a construção de soluções que beneficiem não apenas os trabalhadores, mas também os utentes dos serviços públicos.

A crise económica gerada pelas manifestações violentas que o país viveu nos últimos meses teve um impacto devastador para o sector empresarial, especialmente em Inhambane. Durante o encontro com Daniel Chapo, os empresários descreveram um cenário de perdas significativas, com lojas vandalizadas, estabelecimentos saqueados e um clima de insegurança que afastou investidores e clientes.

A falta de apoio para a recuperação das atividades foi apontada como uma das principais preocupações. Muitos afirmaram que, sem incentivos fiscais e linhas de crédito acessíveis, é quase impossível reerguer os negócios. Daniel Chapo reconheceu o impacto das manifestações no tecido económico e reiterou o compromisso de criar condições para a recuperação do sector privado, e falou de algumas iniciativas tomadas pelo seu governo oara financiar as empresas e ajudar na recuperação, considerado essencial para o crescimento do país.

Na reunião com os jovens, a conversa foi marcada por uma mistura de esperança e desespero. Os jovens de Inhambane enfrentam uma realidade marcada pelo desemprego galopante e pela falta de oportunidades de formação profissional. 

As preocupações também passaram pela falta de apoio ao empreendedorismo. Muitos jovens com ideias inovadoras para pequenos negócios disseram sentir-se abandonados pelo sistema, que não oferece financiamento ou formação para transformar sonhos em realidade. A insegurança, sobretudo nas zonas urbanas, foi outro ponto destacado, com vários jovens a pedirem medidas concretas para combater a criminalidade.

Daniel Chapo ouviu atentamente cada intervenção, afirmando que a juventude é o motor de desenvolvimento do país e que o governo irá priorizar iniciativas que promovam a formação, o emprego e o apoio ao empreendedorismo.

O chefe de estado destacou a retoma do Fundo para apoio às iniciativas locais de geração de renda e de emprego.

O segundo dia da visita de Daniel Chapo a Inhambane foi marcado por encontros intensos e produtivos, que colocaram em evidência os desafios de uma província que busca soluções para problemas antigos e novos. As vozes das comunidades rurais, dos funcionários públicos, dos empresários e dos jovens ecoaram num dia que se espera ser o ponto de partida para mudanças concretas. Para muitos, a auscultação é um sinal de que o caminho para um futuro melhor passa por ouvir aqueles que vivem na linha da frente dos desafios do país.

O Governo diz que em tempo oportuno apresentará os detalhes sobre a reabilitação da Estrada Nacional Número Um (EN1). A informação foi avançada hoje, pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante a audição solicitada pela Bancada do PODEMOS, para esclarecimento sobre a Estratégia Nacional de Desenvolvimento.

Depois de suscitar o adiamento da sessão que debateria a proposta da Estratégia Nacional de Desenvolvimento, a bancada do PODEMOS ouviu o Governo sobre o instrumento que pretende orientar o desenvolvimento do país nos próximos 20 anos. 

É que os mandatários do povo entendem que há aspectos sociais que não constam no instrumento. O ministro da Planificação e Desenvolvimento começou por dar esclarecimentos. 

“É importante que todo cidadão, a população saiba que nem tudo vai estar na Estratégia Nacional de Desenvolvimento. Há elementos importantes de acções, de medidas, de programas, de projetos, que vão estar nos planos estratégicos dos setores da água, estradas, da agricultura, da educação, do ambiente, das pescas, da saúde, etc. E dos territórios, há elementos que vão estar na província de Nampula, no seu plano estratégico de desenvolvimento da província de Nampula”, defendeu Salim Valá.

Não satisfeitos, os deputados do PODEMOS foram mais específicos, na apresentação das preocupações.

Carlos Tembe apontou a necessidade de o Governo olhar seriamente para o combate à corrupção na contratação de empreitadas públicas.

“Para operacionalizar esta estratégia, é preciso que em Moçambique haja um compromisso de corrupção zero. Entenda a corrupção zero, significa que nós temos que apetrechar toda a nossa instituição que lida com questões legais.  Os tribunais devem ser independentes. Porque se não acontecer essa independência, os indivíduos que têm influenciado para se beneficiar dos fundos do Estado continuarão a prejudicar o Estado, promovendo o clientelismo”.

O Porta-voz do Partido também colocou as suas inquietações. O nível de contratação da dívida pública foi a que mais se ouviu.

“Moçambique atingiu uma marca histórica de um trilhão de meticais em 2024. Um aumento de 8% em relação ao ano anterior, impulsionado exclusivamente pelo crescimento acelerado da dívida interna de 30%. Um cenário que reflecte desafios significativos para a sustentabilidade fiscal do país. Este é um dos nossos maiores problemas, a questão da nossa balança comercial. Qual é a visão deste plano para tornar a dívida sustentável?”

Sem entrar em detalhes, Salim Valá disse ser preocupação do Governo a sustentabilidade da dívida pública.

“O governo tem uma estratégia de gestão da dívida e procura colocar a dívida em um patamar de sustentabilidade. Há várias pressões, também foi referido aqui pressões do lado fiscal e que isso leva a que efetivamente nos últimos anos não tenham sido feitos investimentos em infraestruturas, no capital humano e em outras áreas estratégicas em decorrência de recursos exíguos que foram alocados significativamente para o funcionamento do Estado, o pagamento de salários”, respondeu.

A reabilitação da estrada nacional nr um foi também colocada como preocupação e, aliás, foi na voz do deputado da Renamo, actualmente membro do Podemos, Alberto Ferreira.

“Não falaram nada sobre a estrada nacional número um. É impossível que o moçambicano possa, não possa, Moçambique não possa ter a mobilidade necessária, a comunicabilidade necessária, a transitabilidade necessária. E, portanto, não há neste programa, pelo menos eu não vi detalhadamente, a rede viária, qual é o programa, qual é o investimento a médio e a longo prazo”, questionou Ferreira, que esteve na plenária na posição de convidado do Podemos, acompanhado de outros assessores do partido.

Valá diz que ainda não é oportuno trazer detalhes das obras.

“E há todo um pacote de ações para a mobilização de recursos, para a preparação, com vista que através de canais apropriados, instituições vocacionadas e no momento apropriado serão anunciadas e serão reabilitadas e levadas de ação ações diversas para os vários troços desta via muito extensa. Portanto, é algo que está elencado, está previsto como uma ação estratégica. Acreditamos que talvez o governo consiga satisfazer aquilo que são as nossas inquietações”.

A bancada do Podemos espera ver as suas preocupações respondidas no instrumento a ser depositado e debatido na próxima quarta-feira.

O Presidente da República expressou esta manhã, na cidade da Maxixe, a sua  gratidão à população da província de Inhambane pelo apoio massivo  que garantiu a sua eleição ao mais alto cargo do Estado  moçambicano. 

Na ocasião, o Presidente Chapo destacou que a província de  Inhambane teve um papel singular não apenas no processo eleitoral,  mas também na sua formação política e cívica. “Foi aqui, nesta terra,  que aprendi o valor do trabalho árduo, da humildade e do  compromisso com o povo. Inhambane ensinou-me a servir com dedicação e, por isso, mereceu ser a base da minha escolha como  candidato à Presidência da República”, afirmou o Chefe de Estado. 

O Presidente da República reiterou o seu  compromisso com a província ao longo do seu  mandato. Sublinhou que continuará a trabalhar lado a lado com as  comunidades locais para garantir a melhoria das condições de vida,  com destaque para o acesso à água potável, educação, saúde e  infraestruturas. “A vossa confiança não será em vão. O Governo que  lidero será, acima de tudo, um Governo próximo do povo”, garantiu.

Um dos temas centrais do seu discurso foi a necessidade de paz e  estabilidade após os episódios de violência que seguiram às eleições  de 2024. “A grande mensagem que queremos deixar é a mensagem  de paz, porque depois das eleições nós vimos pessoas, sob pretexto  de resultados eleitorais, a entrarem em violência, em vandalizações,  em manifestações ilegais, criminosas e que foram muito violentas”,  lamentou o governante.

Neste contexto, o Chefe de Estado destacou a assinatura e  promulgação do Compromisso Político para um Diálogo Nacional  Inclusivo, agora transformado em lei pela Assembleia da República. “A  partir de agora todos os moçambicanos, do Rovuma ao Maputo,  temos que sentar, como irmãos, e debatermos este assunto: por que  quando terminam eleições, aquele que perdeu não pode pegar no  telefone, ligar para a pessoa que ganhou, desejar muitos parabéns,  sucessos e depois ir para casa, sentar, esperar cinco anos para voltar a  concorrer de novo”.

No campo da saúde, Chapo anunciou medidas concretas para  responder às necessidades locais, nomeadamente a entrega de  novas máquinas de Raio X. “Trouxemos, ontem, duas máquinas novas  de Raio X, uma para a cidade de Inhambane, no Hospital Provincial, e  outra, aqui na Maxixe, para o Hospital de Chicuque”, informou,  afirmando que a iniciativa visa aliviar os cidadãos da necessidade de  deslocações longas para exames médicos. 

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, reafirmou o compromisso do Governo em honrar as dívidas pendentes com professores, profissionais de saúde, idosos vulneráveis e fornecedores do Estado. Durante um discurso em Inhambane, Chapo destacou os esforços já iniciados para o pagamento de horas extras, subsídios sociais e outras obrigações financeiras, enquanto sublinhou a necessidade de paciência e compreensão por parte da sociedade.

“Não vamos pagar tudo de uma só vez, mas tínhamos que começar os pagamentos. Foi assim que iniciámos o pagamento das horas extras,” disse o Presidente. A fala reflete a determinação do Governo em enfrentar os desafios financeiros de forma gradual, priorizando as áreas mais sensíveis, como educação, saúde e assistência social.

Daniel Chapo enfatizou que o subsídio social básico destinado a idosos, crianças em famílias vulneráveis, viúvas e outras pessoas em situação de necessidade também recebeu atenção especial. “Sabemos das dívidas com os nossos idosos e famílias vulneráveis. Decidimos começar a fazer os pagamentos porque são os que mais precisam,” destacou.

Com a aprovação do Orçamento do Estado para 2025 prevista para a próxima semana, o chefe de estado acredita que terá condições de expandir as iniciativas de pagamento. Chapo sublinhou que esta aprovação será crucial para a continuidade dos compromissos financeiros assumidos pelo Estado. “A partir daí, teremos mais disponibilidade financeira para cumprirmos com as nossas obrigações,” garantiu o Presidente.

O Governo também iniciou o pagamento a fornecedores de bens e serviços, mostrando o compromisso com a sustentabilidade económica e o fortalecimento das parcerias com o setor privado. “Começámos, pouco a pouco, a fazer os pagamentos, porque sabemos da importância de honrar os compromissos com quem presta serviços ao Estado,” frisou Chapo.

O Presidente explicou que a abordagem gradual é necessária para garantir que os pagamentos sejam realizados de forma sustentável. “O Estado tem consciência das suas dívidas, mas também das suas limitações financeiras. Estamos a fazer o possível dentro do contexto atual,” afirmou.

O foco do Governo é equilibrar a responsabilidade financeira com o atendimento às necessidades mais urgentes. A descentralização dos processos de pagamento e a melhoria da gestão orçamental estão entre as medidas implementadas para assegurar maior eficácia na utilização dos recursos disponíveis.

Os pagamentos das horas extras, subsídios sociais e dívidas com fornecedores são parte de um plano mais amplo para estabilizar a economia e reforçar a confiança na capacidade de gestão do Estado. A educação e a saúde, como pilares fundamentais do desenvolvimento, têm recebido atenção especial neste processo.

O discurso de Daniel Chapo reflete um compromisso com a transparência e com a construção de um diálogo aberto com os cidadãos. O Presidente destacou a importância do esforço coletivo para enfrentar os desafios financeiros e sociais, enfatizando que a união e a paciência serão essenciais para o sucesso destas medidas.

“A paz e o desenvolvimento só serão alcançados com a colaboração de todos. Continuaremos a trabalhar para que cada compromisso assumido pelo Estado seja cumprido, porque o futuro de Moçambique depende disso,” concluiu o Presidente.

Com a expectativa pela aprovação do Orçamento do Estado, o Governo de Moçambique está determinado a avançar com uma gestão responsável e orientada para o bem-estar da população, reafirmando que cada passo dado agora será essencial para garantir um futuro mais estável e próspero para o país.

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, fez da sua primeira visita à província de Inhambane um marco na defesa da paz, da reconciliação e da união nacional. Num momento carregado de simbolismo, Chapo dirigiu-se calorosamente à população que o recebeu no aeródromo provincial, apelando à rejeição do ódio e da violência como caminhos para resolver problemas.

“Moçambique não pode ser palco para discursos de ódio e violência. Não podemos permitir que a violência seja uma regra para resolvermos os nossos problemas, seja em casa, com os vizinhos, no bairro, no trabalho ou onde quer que estejamos”, declarou o Chefe de Estado moçambicano, com a voz firme e os gestos que sublinhavam a gravidade das suas palavras.

A multidão ouvia atentamente, interrompendo o discurso com aplausos espontâneos que refletiam o impacto das palavras de Chapo. Com um tom envolvente e carregado de emoção, o Presidente pediu que cada moçambicano assumisse a responsabilidade de proteger os laços que sustentam o tecido social do país.

Num discurso que tocou fundo no coração de muitos, Chapo destacou que pensar diferente não deve ser motivo de divisão, mas sim uma oportunidade de crescimento. “Pensar diferente faz bem. É isso que faz crescer o país, a província, o distrito e até a localidade. Mas o facto de pensarmos de forma diferente não pode nunca nos levar à violência.”

Esta afirmação foi recebida como um convite à introspeção coletiva, destacando a importância de uma sociedade que valoriza o diálogo e a inclusão. O Presidente foi enfático ao afirmar que as diferenças, sejam elas culturais, ideológicas ou regionais, devem ser vistas como pontos de força e não de fragilidade.

A semeadura e a colheita: um alerta profundo

Recorrendo a uma metáfora impactante, Chapo reforçou o apelo para que os moçambicanos escolham o caminho da paz. “Há uma lei que toda a gente conhece: a lei da semeadura e da colheita. Quem semeia milho não pode colher banana; quem semeia violência colherá violência; e quem semeia ódio colherá ódio. É urgente acabar com esses discursos de ódio e de violência.”

Ao usar uma linguagem simples e acessível, o Presidente conseguiu transmitir uma mensagem profunda que ecoou em todas as camadas da sociedade. Ele ressaltou que as palavras e ações de cada indivíduo moldam o futuro coletivo, e que é essencial semear harmonia para colher progresso.

“Nosso discurso tem que ser de paz, de reconciliação, de amor entre irmãos. Só assim conseguiremos desenvolver Moçambique”, afirmou, arrancando aplausos entusiásticos da multidão que se reuniu para o ouvir.

Num país ainda a sarar as feridas de conflitos e divisões, o discurso de Daniel Chapo foi um apelo direto à responsabilidade social de cada cidadão. Para o Presidente, a construção de um Moçambique forte depende de todos, independentemente das diferenças ideológicas ou regionais.

“O diálogo deve ser a base para resolvermos as nossas desavenças. Seja no trabalho, na machamba ou na comunidade, o diálogo é o único caminho para garantirmos um futuro melhor.”

O Presidente sublinhou que a paz não é um conceito abstrato, mas uma realidade que exige esforço constante e a colaboração de todos os moçambicanos. Ele destacou que a harmonia social é o alicerce de um desenvolvimento sustentável e inclusivo.

A primeira visita de Daniel Chapo a Inhambane foi carregada de mensagens de esperança e compromisso. No meio da multidão que o recebeu, os rostos mostravam-se atentos e reflexivos, absorvendo as palavras do líder. Num país onde a consolidação da paz é uma meta que exige esforço conjunto, o apelo de Chapo ressoou como uma convocatória nacional.

“A paz não é apenas uma palavra. É uma construção diária que exige compromisso, paciência e a vontade de cada um de nós. Juntos, podemos transformar Moçambique num país onde as diferenças não dividem, mas fortalecem.”

Com uma agenda intensa em Inhambane, Daniel Chapo mostrou que está disposto a liderar pelo exemplo, reafirmando o seu compromisso com a paz e o desenvolvimento nacional. Durante a sua passagem pela província, o Presidente participou em diversas reuniões com líderes comunitários e representantes de organizações locais, reforçando a importância do diálogo e da cooperação.

A mensagem de Chapo é clara: o futuro de Moçambique depende da rejeição do ódio e da adoção de valores que promovam a reconciliação e o amor entre os cidadãos. Ele apelou a cada moçambicano para que seja um agente de mudança, construindo pontes e derrubando barreiras.

O discurso de Daniel Chapo em Inhambane marcou uma nova etapa na busca pela paz e pela coesão nacional. As suas palavras não foram apenas um apelo, mas um chamado à ação, lembrando que o destino do país está nas mãos de cada cidadão.

Ao encerrar o seu discurso, o Presidente deixou uma mensagem que ficará gravada na memória de muitos: “Moçambique é de todos nós. E juntos, como irmãos, podemos fazer deste país um exemplo de união e prosperidade para o mundo.”

No primeiro dia da visita à Província de Inhambane, o Presidente da República, Daniel Chapo, disse que espera que a Assembleia da República aprove, próxima semana, o Orçamento do Estado. Para Chapo, a aprovação do Orçamento do Estado é fundamental, pois, assim, o Governo estará em condições de atender às preocupações dos moçambicanos, quer referentes ao décimo terceiro, quer inerentes às dívidas ligadas à segurança social. 

Na província de Inhambane, o Presidente da República disse que Governo vai continuar a prestar atenção à Função Pública e a atender às suas preocupações, de modo que todos trabalhem em melhores condições. 

Chapo discursou durante a inauguração de uma infra-estrutura pública Na ocasião,  o Presidente da República pediu que os funcionários conservem o edifício como se estivessem a conservar a sua própria casa, porque a obra traduz o sacrifício e os impostos do povo moçambicano. 

Falando ainda aos funcionários públicos, Chapo mencionou as acções que o seu Governo tem realizado deste que tomou posse, a 15 de Janeiro. Tais acções, incluem o combate à violência e ao discurso de ódio, de modo que o desenvolvimento da Província de Inhambane e do país inteiro seja uma realidade. 

Chapo frisou que em política não deve haver inimigos, mas adversários. Por isso mesmo, o amor ao próximo, a paz e a harmonia devem sempre prevalecer, mesmo diante de disputas políticas. 

A comissão permanente da  Assembleia da República apreciou, na tarde de hoje, o pedido do Presidente da República, Daniel Chapo, para efectuar uma visita de Estado à República Unida da Tanzânia. Ainda hoje, os deputados doaram mais de um milhão de meticais às vítimas do ciclone Jude. 

Reunidos na terceira sessão extraordinária, o colectivo de deputados da comissão permanente da Assembleia da República apreciou, esta segunda-feira, o pedido do Presidente da República para efectuar uma visita de Estado à República Unida da Tanzânia.

Ainda na manhã desta segunda-feira, a Presidente da Assembleia da República procedeu à entrega de um cheque, no valor de mais de um milhão de meticais, ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, em solidariedade às vítimas do Ciclone Jude, que assolou o centro e norte do país, em Março último. 

Margarida Talapa, Presidente da AR, explica o contexto do apoio.

“Perante a situação, a Assembleia da República não podia ficar calada, mobilizou-se para  prestar solidariedade, o que resultou na contribuição dos senhores deputados com um dia de salário, que, hoje, temos a honra de proceder à entrega à senhora Presidente do INGD, a doutora Luísa Meque. Queremos encorajar o Governo e o INDG para continuar a dar assistência às populações afectadas e a reconstruir as infraestruturas destruídas”, disse Talapa, referindo outras doações que fizeram e pretendem fazer. 

“Amanhã estaremos na província de Nampula, iremos fazer uma entrega aos órgãos da província de cerca de 40 toneladas de diversos produtos, resultado da solidariedade dos 250 deputados da Assembleia da República”, disse.

Para a Presidente do INGD, o acto vai aliviar o sofrimento de muitas famílias.

“O gesto de solidariedade que testemunhamos vai ajudar na melhoria da capacidade interventiva da nossa instituição às acções de resposta, através da disponibilização de bens alimentares e não-alimentares. Queremos assegurar a vossas Excelências que, nos próximos dias, o donativo recebido será canalizado às famílias afectadas pelo ciclone Jude, no distrito de Mossuril, e a eles transmitiremos palavras de conforto e solidariedade de vossas Excelências, dignos representantes do povo”, disse Luísa Meque.

O ciclone Jude vitimou mais de um milhão e oitocentas pessoas, 300 óbitos, além da destruição de diversos bens públicos e privados.

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