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O País – A verdade como notícia

A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Maria Manuela dos Santos Lucas, e o ministro do Departamento Internacional do Comité Central do Partido Comunista Chinês, Liu Jianchao, reafirmaram a vontade mútua de consolidar as relações históricas de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e a República Popular da China.

O encontro decorreu na tarde de sexta-feira, 13 de Junho, em Beijing, no âmbito da visita de trabalho que a chefe da diplomacia moçambicana realiza à China desde o passado dia 10. Durante a reunião, ambos os dirigentes evocaram os profundos laços históricos que unem os dois países e os seus respectivos partidos – a Frelimo e o Partido Comunista Chinês – desde os tempos da luta de libertação nacional moçambicana.

A ministra reiterou o empenho de Moçambique em reforçar a Parceria Estratégica Global com a China, nomeadamente através da diplomacia económica, impulsionando as trocas comerciais, a cooperação empresarial e o equilíbrio da balança comercial. Na ocasião, endereçou saudações do Presidente da República e Presidente da Frelimo, Daniel Francisco Chapo, ao Presidente chinês e Secretário-Geral do Partido Comunista, Xi Jinping.

A governante moçambicana destacou ainda a dupla celebração marcada para o próximo dia 25 de Junho: o 50.º aniversário da independência nacional e o cinquentenário do estabelecimento de relações diplomáticas entre Moçambique e a China. “Esta será uma ocasião ímpar para celebrarmos a nossa amizade, união e cooperação pragmática, baseadas no respeito e nas vantagens mútuas”, declarou.

No plano internacional, a Ministra reafirmou o compromisso de Moçambique em manter boas relações com a China em matérias de interesse comum, reiterando o apoio moçambicano ao princípio de “uma só China” e à política de “um país, dois sistemas”.

Lucas aproveitou também para agradecer o apoio humanitário prestado pela China às vítimas dos ciclones Dikeledi, Chido e Jude, bem como a solidariedade no combate ao terrorismo e ao extremismo violento em Cabo Delgado.

O encontro com Liu Jianchao marcou o encerramento da visita oficial da Ministra à China, durante a qual manteve encontros com diversas entidades, incluindo o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, e o Presidente da Agência de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento, Chen Xiaodong. A Ministra participou ainda na Conferência Ministerial dos Coordenadores para a Implementação dos Resultados da IV Cimeira do Fórum de Cooperação China-África (FOCAC), realizada em Changsha, província de Hunan.

A Frelimo quer que a celebração dos 50 anos da independência nacional aconteça um pouco por todo o mundo e seja um momento de consolidação da paz e da unidade nacional. Para o efeito, conta, também, com o envolvimento dos moçambicanos na diáspora.

Daniel Chapo reuniu-se, nesta sexta-feira, com moçambicanos na diáspora para falar do trabalho da Frelimo, desde que foi eleito Presidente do Partido e da República. Na interação virtual, Chapo disse que a celebração dos 50 anos da independência nacional deve ser um momento de festa.

“No dia 25 de Junho, vamos comemorar os 50 anos da nossa independência e, sobretudo, os 63 anos do nosso glorioso partido, Frelimo, que foi fundado, como sabem, no dia 25 de Junho de 1962, na Tanzânia. Por isso, para nós, fizemos esta reunião, para dizer que a festa da nossa independência deve acontecer um pouco por todo o mundo. As cerimónias centrais vão ter lugar no Estádio da Machava, aqui na nossa capital Maputo. A chama da unidade nacional está a percorrer todo o país e está neste momento na província de Inhambane e está a caminho da província de Gaza e, obviamente, a caminho da província de Maputo (…) Queremos que essa festa ocorra em harmonia, e, sobretudo, a necessidade da consolidação da paz, da nossa unidade nacional e do nosso desenvolvimento”, disse Daniel Chapo, Presidente da Frelimo. 

O Presidente da Frelimo vincou o papel da diáspora na projecção de uma imagem positiva do partido e do país no estrangeiro.

“Na diáspora, é muito importante este aspecto. Registamos todas as preocupações. A comunidade moçambicana na diáspora  joga um papel fundamental no desenvolvimento do  nosso país. E como se disse muito bem aqui, temos que ter uma política específica para que moçambicanos que estão na diáspora possam investir em Moçambique. Vocês são nossos embaixadores para atrair investimento , para que Moçambique seja um destino de investimento e possamos gerar renda para os moçambicanos”, vincou Chapo. 

As reuniões com os moçambicanos na diáspora terão lugar pelo menos duas vezes por ano. 

O ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, abriu esta sexta-feira, em Maputo, a reunião bilateral entre Moçambique e Itália, que visa fortalecer as relações de cooperação entre os dois países.

Na sua intervenção, o ministro deu as boas-vindas à delegação italiana, destacando os 50 anos das relações diplomáticas entre Moçambique e Itália, o que demonstra a solidez e longevidade dos laços entre os dois Estados.

Impissa realçou que o Governo moçambicano, liderado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, tem como prioridades a restauração da paz e estabilidade, o combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, e a reconstrução das infraestruturas afetadas pelos ciclones recentes e pelas manifestações pós-eleitorais.

Nesse sentido, reiterou a importância do apoio da Itália, que se mantém um parceiro fiável e comprometido, não só na cooperação bilateral, mas também como mobilizador de outros países da União Europeia para o reforço das parcerias com Moçambique.

O ministro valorizou a implementação do Plano Matei, lançado pelo Governo italiano, focado em cinco pilares essenciais: energia e transição energética, agricultura, infraestruturas, educação e formação profissional e saúde.

Impissa apelou para que os resultados da reunião contribuam para a concretização dos instrumentos programáticos recentemente aprovados em Moçambique, entre os quais a Estratégia Nacional de Desenvolvimento e o Plano Económico Social para 2025.

Hélder Jauana diz que a composição dos órgão do partido Frelimo não abre espaço para representantes das massas e são controlados por pessoas com dinheiro. Falando no simpósio sobre 50 anos da independência e 63 da Frelimo, o acadêmico disse ainda que há assasinato de caráter entre os membros.  

O último painel do simpósio sobre a independência e os 63 anos da Frelimo discutiu a luta de Moçambique na fase actual. Hélder Jauana foi um dos painelistas e teceu críticas ao Governo.      

Com base numa passagem bíblica, Jauana  explicou os desafios que o líder da nação deve ter para governar.  

“(…) Antes de iniciar a sua acção transformadora, Jesus Cristo afastou-se do tumulto, subiu ao monte, passou horas a fio a orar. Quando desceu não foi procurar os Fariseus, os doutores da lei, mas procurou homens simples: pescadores e cobradores de impostos, pessoas simples, mas com disponibilidade para ouvir, para aprender e para mudar o mundo. Este é o desafio de um verdadeiro líder. A quem eu busco, que tenha a capacidade de ouvir, aprender e mudar o mundo”, disse o académico Hélder Jauana. 

São mudanças que, no contexto moçambicano, não se aplicam. Segundo o académico há ainda lutas de interesse de grupos no partido que governa. 

“Neste partido que celebra os 63 anos, há luta de interesses, interesses de grupo e a assassinato entre os próprios membros, principalmente em períodos eleitorais, onde a tribo, que se diz ter sido combatida, é resgatada  em todos os momentos eleitorais, com discursos de que este não é nosso e com o discurso de que quem paga mais copta-se. É o dinheiro que é mais importante para ocupar lugares”, criticou o académico. 

Falando em ocupar lugares, Hélder Jauana estendeu o olhar para os órgão da Frelimo. “Se nós olharmos para a disposição dos órgãos da Frelimo, vamos ver que, de ponto vista discursivo, dizemos que a Frelimo é um partido de massas, um partido que tem campesinos,  olhem para os órgãos da Comissão Política ao Comité Central e mostrem-me um camponês, mostrem-me um indivíduo das massas. Os órgãos estão completamente controlados por aqueles que dominam, que têm dinheiro, que contam. Esta é uma dimensão extremamente importante, porque ela depois vai definir e concluir a composição dos órgãos do poder”, acrescentou. 

Da plateia vieram várias questões e Hélder Jauana respondeu destacando valores da vida humana por parte daqueles que governam o país.  

“Olhar para cada pessoa que está ao seu lado. Quando olha para a televisão e vê as barrigas de fome deve ter presente que cada barriga de fome é minha responsabilidade. Aquela barriga de fome só existe por causa da forma que eu estou a governar. Eu tenho que inverter a situação, para que aquelas crianças não tenham a barriga de fome. O poder é efémero, hoje tens e amanhã não tens nada, és tratado  tal como trataste os que não tinham nada”, afirmou Jauana. 

O académico defende ainda a criação de um acordo para combater a corrupção a que chama pacto de regime.

Calton Cadeado, outro orador do simpósio, recomendou a promoção da imagem do país na diáspora. 

“Chamo a necessidade de um investimento forte na diplomacia do cidadão, que é uma coisa que os outros estão a fazer, nós também fizemos tão bem, de tal forma que nós temos hoje, por exemplo, indivíduos que são marca no mundo, como por exemplo, a senhora Lurdes Mutola (…) É difícil, nós ouvirmos pelo mundo fora alguém falar mal dos estudantes de Moçambique no mundo, mas nós sabemos também que, no passado, houve estudantes de Moçambique, que foram usados no mundo, pela diplomacia, para fazer o trabalho de Moçambique”, disse o pesquisador. 

O simpósio sobre a independência e os 63 anos da Frelimo teve lugar, esta quinta-feira, na cidade de Maputo.     

O Presidente da República, Daniel  Chapo, recebeu, hoje, uma delegação de alto nível da  Itália, chefiada pelo Secretário-Geral do Ministério de Relações  Exteriores, Riccardo Guariglia, na Presidência da República. A audiência visava o fortalecimento de laços históricos e de cooperação entre os dois países, com destaque para o apoio italiano  às reformas económicas e ao desenvolvimento sustentável em  Moçambique.

Falando à imprensa após o encontro, o Embaixador da Itália em  Moçambique, Gabriele Annis,  reafirmou o compromisso italiano com o novo ciclo político do país.  

A missão, segundo o diplomata, representa o “sistema de cooperação  italiana” e inclui representantes de vários sectores. 

“Tem também o  director-geral da cooperação, tem também o director para África do  Ministério das Relações Exteriores, o representante da Primeira-Ministra  e várias empresas, várias organizações da sociedade civil, várias  agências e outros ministérios do Governo italiano, todos, mais ou  menos 50 pessoas que chegaram aqui em Maputo”, revelou Annis. 

O principal objectivo da visita é consolidar o apoio da Itália às  reformas em curso em Moçambique, impulsionadas pelo novo  Governo. “Para confirmar e relançar o apoio da Itália ao novo  Governo moçambicano, que está empenhado numa série de  reformas importantes para dinamizar a economia, está empenhado  no diálogo político, está empenhado em toda uma série de  actividades”, referiu. 

O Embaixador destacou ainda o volume de projectos de cooperação  em curso. “Nós temos um stock de 300 milhões de euros de projectos  de cooperação activos aqui em Moçambique”, afirmou. 

Um dos investimentos mais relevantes será canalizado para a província  de Manica, onde a Itália pretende impulsionar a transformação 

agrícola. “Só na província de Manica vamos dinamizar o sector  agrícola com um investimento de 100 milhões, 38 [milhões] dos quais  são para o centro agro-alimentar, que surgirá na cidade de Chimoio [capital provincial], do lado do aeroporto, com o objectivo de  transformar a agricultura daquela província em agricultura industrial”,  explicou o diplomata. 

Para Gabriele Annis, Moçambique continua a ser um parceiro  estratégico para a Itália, tanto no plano político como económico.  “Um país cheio de potencial! Acreditamos muito em Moçambique,  seja como Governo, seja como empresas”, afirmou. 

O diplomata manifestou igualmente a satisfação do seu Governo com  os avanços no sector energético, especialmente com o  desenvolvimento do gás natural. “Estamos muito satisfeitos com a  aprovação do Plano de Desenvolvimento do Projecto Coral Norte da  ENI”, destacou.

O Presidente da República, Daniel Chapo, conferiu, hoje, posse a três membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH). Durante o seu discurso, Chapo apelou à imparcialidade, coragem e sensibilidade dos recém-empossados. 

O Chefe do Estado empossou, esta sexta-feira, António José Amélia, Rosália Celestino Lumbela e Adérito Stélio Zimba, eleitos pela Assembleia da República como membros da CNDH. 

Daniel Chapo lembrou aos empossados que assumem funções num momento em que o país recupera-se do impacto das manifestações pós-eleitorais. Além disso, o país enfrenta fenómenos naturais extremos e o terrorismo em Cabo Delgado e os recentes ataques a reserva do Niassa, que, segundo o Presidente da República, impõem desafios a Comissão Nacional de Direitos Humanos.  

Chapo desafiou a CNDH a velar pelos direitos de todos os cidadãos, particularmente os que se encontram em situação de vulnerabilidade, “independentemente da raça ou inclinação política”. 

Exortou ainda a um maior sentido de ética e responsabilidade em relação ao plasmado na constituição. O Presidente da República exigiu que a CNDH vele pelos deslocados em Cabo Delgado, para que ocorram situações que agravem mais ainda a situação. 

A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Maria Manuela Lucas, reuniu-se recentemente com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Wen He, num encontro considerado estratégico para o futuro das relações bilaterais entre os dois países.

Wen He, membro do Bureau Político do Partido Comunista da China e figura de destaque no cenário político chinês, manifestou uma admiração pelo povo moçambicano e pelas suas lideranças. Durante a conversa, destacou a importância do actual Presidente de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, desde a sua tomada de posse a 15 de Janeiro de 2025, bem como fez referências ao antigo Presidente, Filipe Jacinto Nyusi.

A reunião superou as expectativas da delegação moçambicana, com o ministro chinês a anunciar um reforço do apoio da China a Moçambique em diversas áreas-chave. Um dos principais compromissos assumidos foi o de intensificar a cooperação na área da saúde, com destaque para a implementação do projeto de construção do centro cirúrgico no Hospital Central, além de um centro de formação em saúde na província de Sofala.

Foram ainda discutidos dois projetos de grande impacto já submetidos ao governo chinês: a reabilitação de troços da Estrada Nacional N1, entre Maputo e Gaza, é uma iniciativa de interconectividade digital, que visa melhorar o acesso à informação e à tecnologia no país. Wen He garantiu que ambas as propostas estão sob análise e que serão objeto de resposta em breve.

O ministro chinês aproveitou a ocasião para felicitar Moçambique pelos 50 anos da sua independência nacional, celebrados este ano, bem como pelo quinquagésimo aniversário da cooperação Moçambique-China. Ressaltou que esta parceria histórica se estende para além das últimas cinco décadas, remontando ao apoio chinês durante a luta de libertação nacional moçambicana.

O encontro terminou com um sentimento de otimismo e gratidão por parte da delegação moçambicana. A Ministra Maria Manuela Lucas deixou o encontro visivelmente satisfeita, sublinhando a importância de ter aliados estratégicos como a China no desenvolvimento sustentável de Moçambique.

O Presidente Honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, diz que os jovens devem continuar a obra iniciada pelos fundadores da Frelimo, através do uso de instrumentos mais modernos. Chissano desafiou ainda os jovens a assumir a responsabilidade de construir uma nação livre da pobreza  e da ignorância. 

“A paz conquistada através do acordo de paz de 1992 é um bem precioso e a sua preservação  é essencial ao desenvolvimento. Sem paz não há progresso, sem inclusão não há paz verdadeira. Consolidar a democracia, promover instituições fortes e íntegras e restaurar a confiança entre o povo e o Estado são acções que fazem parte desta luta contínua”, disse Joaquim Chissano. 

O Antigo Presidente da República foi, nesta quinta-feira, painelista no Simpósio dos 50 anos da independência nacional e 63 anos da Frelimo. Falando sobre a luta de libertação nacional, Joaquim Chissano reconheceu as conquistas alcançadas, mas alertou que persistem novos desafios. 

Chissano apontou para pobreza, corrupção, o extremismo como os novos desafios impostos aos jovens. Por isso, o antigo governante recomenda que “a nova geração” use o conhecimento da ciência, o diálogo como armas.  “Os jovens são os novos libertadores (…) devem continuar o que foi iniciado pela Frelimo, através do empreendedorismo e da inovação”, vincou. 

Joaquim Chissano também condenou o uso da política para fins pessoais e para benefício próprio.  “A política deve ser um instrumento de transformação e não de privilégios de alguns”. 

O Presidente da Frelimo defende que é preciso manter o mesmo espírito de união que moveu os moçambicanos durante a Luta de Libertação Nacional. Daniel Chapo, que falava na abertura do Simpósio dos 50 anos da Independência Nacional e 63 anos da Frelimo, lembrou do papel de Eduardo Mondlane na construção da unidade nacional. 

Daniel Chapo dirigiu, hoje, a cerimónia de abertura do Simpósio dos 50 anos de Independência Nacional e 63 anos da Frelimo. Durante o seu discurso, Chapo lembrou da visão de Eduardo Mondlane, que “tem tornado a Frelimo numa organização aglutinadora das  vontades de milhões de moçambicanos”.

Para Daniel Chapo,  os 63 da Frelimo “convocam a cada um de nós, moçambicanos, independentemente da sua filiação política (…) a revisitar os principais marcos da marcha colectiva dos moçambicanos”. 

Chapo destacou ainda que “o Compromisso de Diálogo Político Nacional Inclusivo, que estamos a liderar, precisa de ser alimentado com as experiências que acumulamos como país e como moçambicanos”.

Destacou também a necessidade de acabar com o ciclo de violência e iniciar um caminho para a paz.

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