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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, esta sexta-feira, em Bulawayo, a intensificação da cooperação económica entre Moçambique e Zimbabwe, durante a abertura oficial da 65a Edição da Feira Internacional do Zimbabwe (ZIFT 2025), onde foi convidado de honra.

Na sua intervenção, o Chefe do Estado destacou que “A cooperação com a República do Zimbabwe tem grande significado para Moçambique, não apenas pela partilha de fronteiras comuns, mas pelos profundos laços históricos de convivência política, económica e cultural”.

A Feira Internacional do Zimbabwe, que decorre sob o lema “Industrialização: Criando Cenário Económico Integrado”, acolhe líderes empresariais, industriais e representantes de diversos países e sectores. Chapo considerou que o evento representa uma plataforma privilegiada para a promoção da robustez e competitividade económica na região, destacando a importância da inovação tecnológica nas áreas da indústria, agricultura e serviços.

Daniel Chapo referiu que a realização da edição da ZIFT coincide com dois marcos importantes: os 45 anos da Independência do Zimbabwe e a preparação da edição 60 da Feira Internacional de Maputo (FACIM 2025), a decorrer em Agosto, no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência de Moçambique.

“A nossa participação neste evento tem como objectivo central colher as experiências dos principais intervenientes no ramo industrial, agrícola, transportes e logística”, explicou o Chefe do Estado, reforçando que Moçambique pretende impulsionar a recuperação económica e fortalecer o sector privado, com impactos directos nas comunidades e na vida da população.

Outrossim, apontou as potencialidades naturais dos dois países como base para a construção de economias complementares, mencionando as reservas de ouro, lítio e cobre no Zimbabwe, e as terras aráveis, recursos minerais, gás natural e corredores logísticos de Moçambique. “Somos dois países irmãos, e estaremos sempre juntos”, declarou.

O Presidente da República reafirmou o compromisso de Moçambique em acolher investimentos zimbabweanos, particularmente através do Corredor da Beira e das infra-estruturas logísticas que interligam os dois países. “Os projectos de investimentos directos estrangeiros de capitais do Zimbabwe vão continuar a ser acarinhados em Moçambique, porque somos irmãos”, enfatizou.

O estadista aproveitou a ocasião para convidar os participantes a estarem presentes na FACIM 2025, entre 25 e 31 de Agosto, garantindo que será uma oportunidade para reforçar parcerias e promover as potencialidades económicas de Moçambique. “Temos que continuar juntos, porque a união faz a força”, afirmou, reiterando o papel da industrialização como motor de desenvolvimento e criação de emprego.

Ao encerrar a sua intervenção, o Presidente Chapo declarou oficialmente aberta a edição 65 da ZIFT, adianta a nota de imprensa da Presidência da República. 

 

O Presidente da República diz que é preciso reforçar a cooperação a nível de infra-estruturas com o Zimbabwe e outros países da região, para permitir um desenvolvimento integrado. Daniel Chapo falava ontem, no banquete servido em sua homenagem, no âmbito da visita de Estado de dois dias àquele país vizinho.

Daniel Chapo aterrou no aeroporto Joshua Nkomo, em Bulawayo, na tarde desta quinta-feira e um aperto de mão marcou o princípio da visita de dois dias à República do Zimbabwe.

A segunda parte da recepção de Daniel foi no Palácio Presidencial em Bulawayo, onde foi servido um banquete. O Presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa destacou, na sua intervenção, as relações históricas entre as duas nações e comprometeu-se a fortalecer as relações entre ambos.

Para Daniel Chapo, a região só pode se desenvolver se houver união entre as nações.

O segundo e último dia da visita será marcado pela participação do Presidente moçambicano na cerimónia oficial de abertura da edição 65 da Feira Internacional de Comércio do Zimbabwe. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou, esta quinta-feira, a partir do distrito de Mutarara, na Província de Tete, a necessidade de se cultivar a paz, o amor ao próximo e o diálogo como pilares fundamentais para o desenvolvimento e a coesão nacional. 

Num comício popular inserido na sua visita de trabalho à região, o Chefe do Estado condenou as manifestações violentas que abalaram algumas zonas do país e apelou à participação activa e pacífica de todos os cidadãos no processo de diálogo nacional inclusivo.

“Num tom pedagógico, o estadista exaltou os progressos alcançados desde a independência nacional, sublinhando que ‘durante estes 50 anos da nossa independência, houve muitas realizações’. Reagindo às vozes críticas que questionam os ganhos do país, o estadista foi categórico: ‘há pessoas que aparecem a dizer que durante estes 50 anos não se fez nada. Não é verdade. Ainda falta muita coisa para fazer, mas também fez-se muita coisa’”, adianta o comunicado da Presidência da República

O Presidente da República recorreu a exemplos locais e históricos para ilustrar o percurso de Moçambique. “Aqui em Mutarara, onde estamos, não havia nem um médico sequer, nem um enfermeiro sequer. Quando fomos independentes, em 1975, médicos moçambicanos, do Rovuma ao Maputo, não chegavam cinco. Hoje […] ninguém sabe dizer quantos médicos temos aqui em Tete, para não falar Moçambique”. Também destacou o avanço na electrificação: “Hoje que estamos a falar, todos os distritos da província de Tete têm energia eléctrica. Todos os distritos de Moçambique têm energia eléctrica”.

Ainda de acordo com o comunicado da Presidência da República, Chapo apontou ainda progressos significativos na educação. “Quando ficámos independentes em 1975, 97 por cento da população moçambicana não sabia ler, nem escrever. Hoje, a maioria do povo moçambicano sabe ler e escrever.” Acrescentou que o país passou de uma única universidade para mais de 50 instituições de ensino superior.

“Apesar dos avanços, o estadista reconheceu que subsistem desafios, entre os quais a transparência na distribuição da ajuda alimentar em tempos de escassez e fome. Referindo-se a queixas da população de Mutarara, afirmou: ‘Vamos trabalhar para haver transparência na distribuição das coisas que são para o povo.’ Apontou igualmente para a necessidade de melhorar a gestão do Fundo de Desenvolvimento Local, garantindo que os recursos cheguem efectivamente aos que mais precisam”, pode-se ler no comunicado da Presidência da República. 

O Chefe do Estado aproveitou a ocasião para repudiar veementemente a violência nas manifestações pós-eleitorais, elogiando o comportamento cívico dos jovens de Mutarara, que se distanciaram de actos destrutivos. “A violência, o ódio, não constroem, só destroem”, alertou, acrescentando: “na política não existem inimigos, existem adversários.”

Outrossim, lamentou o histórico de violência eleitoral no país, observando que “desde 1994, o país nunca teve eleições pacíficas”.

Criticou a postura de actores políticos que, segundo ele, planificam manifestações antes mesmo do anúncio dos resultados. “Nunca houve uma única eleição sequer que terminou e aquele que perdeu reconheceu, ligou para o vencedor, desejou parabéns”.

No encerramento do comício, Chapo reforçou a importância do diálogo inclusivo, lembrando que o Executivo está empenhado em liderar este processo com partidos representados nos diferentes níveis do poder legislativo e não só.

Chapo ainda apelou à unidade nacional e ao envolvimento activo da população na construção de um futuro comum: “Vamos construir Moçambique, vamos construir Tete, vamos construir Mutarara, e não destruir Moçambique com discursos de ódio, violência”.

O Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029 prevê um crescimento económico de 4% a 5.5%, a construção de 14 hospitais, mais de 1700 sistemas de abastecimento de água nas zonas rurais e a melhoria das condições de vida das populações. A informação foi partilhada, esta quinta-feira, pela Primeira-Ministra, Benvida Levi, durante a apresentação do proposta ao Parlamento.

O Parlamento voltou a reunir-se, esta quinta-feira, desta vez, para apreciar a Proposta do Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029, depois de ter aprovado ontem, a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025- 2044.

Falando na ocasião, a Primeira-Ministra, Benvinda Levi, explicou que o PQG apresenta cinco pilares, a saber: Unidade Nacional, Paz, Segurança e Governação; Transformação Estrutural da Economia; Transformação Social e Demográfica; Infraestruturas, Organização e Ordenamento Territorial; Sustentabilidade Ambiental e Mudanças Climáticas.

“Pretendemos alcançar, em 2029, de entre outros, os seguintes resultados: crescimento económico médio de 4%, excluíndo o gás e 5.5 % incluindo o gás;… prevemos construir 7.440 km de linha de transporte de energia, 3.492 salas de aula do ensino primário, 14 hospitais distritais, 12.100 habitações sociais e 1766 sistemas de abastecimento de água nas zonas rurais”.

Benvinda Levi explicou que na elaboração do documento levou-se em consideração alguns factores, dos quais: “nível interno, a crise política pós-eleitoral, caracterizada por manifestações violentas, acções terroristas em alguns distritos de Cabo Delgado e eventos climatéricos extremos que assolaram o nosso país como são os casos do fenómeno “el niño” e dos ciclones Chido, Dikeledi e Jude. A nível externo, as perspectivas do desempenho da economia mundial estão a ser condicionadas pelos riscos que advêm dos conflitos geopolíticos no médio oriente e na Ucrânia, volatilidade dos mercados financeiros e das principais matérias-primas de exportação”.

Para a materialização dos programas e subprogramas constantes do Programa Quinquenal do Governo 2025-2029, Levi disse ser necessário que se preserve a paz, estabilidade, ordem e segurança públicas, de modo a garantir um desenvolvimento socio-ecónomico e inclusivo.

O Presidente da República, Daniel Chapo, realizou, nesta terça-feira, uma visita oficial ao Reino de Zitambira, localizado no distrito de Angónia, província de Tete, onde foi recebido pelo Rei Zitambira V e por membros da comunidade local.

De acordo com a nota da Presidência, a visita, marcada por momentos de simbolismo e emoção, teve como propósito reforçar os laços entre o Estado moçambicano e as autoridades tradicionais, reconhecidas como guardiãs da identidade cultural e agentes fundamentais no desenvolvimento das comunidades. “A liderança tradicional é um património vivo do nosso povo, guardiã dos valores culturais, da estabilidade social e da coesão comunitária”, disse Chapo, enaltecendo o papel dos líderes comunitários como pilares da unidade nacional.

Ainda de acordo com a nota de imprensa da Presidência, o Reino de Zintambira é uma das representações da etnia Nguni em Moçambique, um grupo etnolinguístico com profundas raízes históricas na região da África Austral. Os Nguni encontram-se espalhados por vários países da região, incluindo Moçambique, Zâmbia, Tanzânia e Malawi, sendo detentores de uma rica tradição oral, estruturas organizacionais ancestrais e um forte sentido de pertença cultural.

No encontro com o rei, o Presidente da República reiterou o compromisso do Governo em continuar a trabalhar de forma estreita com todas as lideranças locais, reforçando a sua participação na implementação das políticas públicas, sobretudo nas áreas rurais, onde são a primeira referência para as populações. “É com as lideranças tradicionais que devemos construir soluções enraizadas na realidade das nossas comunidades”, sublinhou o Chefe do Estado.

A visita teve também um momento solene de homenagem à Rainha Zitambira IV, falecida no final do ano passado, onde depositou coroas de flores nas três campas pertencentes a antigos reis falecidos. 

Em nome do povo moçambicano, o estadista apresentou condolências à família real, lembrando a monarca como uma mulher de grande visão, sensibilidade social e compromisso inabalável com a justiça e a tradição. “A Rainha Zitambira III deixa um legado de dignidade, paz e liderança sábia que inspira as futuras gerações”, destacou.

As Comissões Especializadas de Trabalho da Assembleia da República consideram que a Estratégia Nacional de Desenvolvimento (ENDE) 2025-2044 é oportuna para nortear o desenvolvimento nacional de forma inclusiva. 

Os deputados da Assembleia da República estão reunidos, desde as primeiras horas desta quarta-feira, para discutir e apreciar a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044. 

A ENDE é um instrumento de planificação e orçamentação, aprovado em Junho de 2024, com o objectivo de orientar o processo de desenvolvimento do país nos próximos 20 anos. 

Depois de apresentados os objectivos, a missão e visão do instrumento, pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, as comissões especializadas da AR apresentaram o seu parecer. 

A Comissão dos Assuntos Sociais e Legalidade considera que a ENDE é oportuna e pertinente, por isso, recomenda a sua apreciação positiva. 

“A Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044 não enferma de nenhum vício de inconstitucionalidade e nem de ilegalidade, pelo que, recomenda-se a sua aprovação “, disse a presidente da comissão, Ana Comuana. 

A mesma opinião foi compartilhada pela Comissão da Administração Pública e Poder Local, liderada por Maria Amaral, “a proposta é oportuna e tem mérito pelo que, recomenda ao plenário da Assembleia da República a sua aprovação “. 

A Comissão dos Assuntos Sociais do Gênero, Tecnologias e Comunicação Social entende que “a ENDE permitirá que Moçambique tenha um instrumento orientador que responda aos desafios sociais, políticos e econômicos do país”.

O Presidente da República, Daniel Chapo, iniciou esta segunda-feira, a sua primeira visita oficial à província de Tete, na qualidade de Chefe do Estado, com um comício popular no distrito de Moatize, marcando o arranque de uma jornada de governação que visa o acompanhamento directo das acções de desenvolvimento socioeconómico e o fortalecimento do diálogo com diferentes segmentos da sociedade.

Segundo adianta a nota da Presidência, o  estadista foi recebido por uma multidão entusiástica e aproveitou a ocasião para lançar uma mensagem de união nacional, paz, amor e reconciliação.

No seu discurso, o Chefe do Estado sublinhou que leva para Tete e, a partir de Tete para todo o país, uma mensagem de “diálogo nacional inclusivo, paz, reconciliação nacional, harmonia, amor, perdão”, que considera elementos essenciais para o progresso de Moçambique. 

O governante afirmou estar ciente das preocupações da população de Moatize e destacou o valor das mesmas como base para a acção governativa. “São essas preocupações que nos permitem trabalhar, as preocupações do povo é que servem de base para o nosso trabalho”. 

Na nota da Presidência, pode-se ler que, entre os principais desafios apresentados pelos cidadãos constam o acesso limitado à água potável, estradas degradadas que dificultam o escoamento de produtos agrícolas, carência de professores e salas de aula, bem como a destruição de bens públicos durante manifestações violentas.

Num momento carregado de simbolismo, Chapo pediu à multidão que se colocasse de pé para, num minuto de silêncio, homenagear o Papa Francisco, falecido esta Segunda-feira. “Era um homem pelo diálogo inter-religioso, pela paz, pelo amor, pela reconciliação, pelo perdão, pela justiça social. Por isso, deixa-nos um grande legado que todos nós no mundo temos que seguir, o seu legado para que haja paz”, cita a nota da Presidência.

Ao agradecer à população de Moatize pela confiança depositada nas eleições do ano passado, o Presidente da República reiterou o seu compromisso de governar para todos os moçambicanos, sem discriminação de qualquer natureza. Enfatizou que a sua liderança é movida pelo espírito de servir e unir o povo moçambicano do Rovuma ao Maputo.

Chapo advertiu sobre os perigos do ódio e da violência, afirmando que tais práticas “não constroem, só destroem”. E acrescentou: “Nós, como Moçambique, para podermos desenvolver, a nossa base tem que ser a paz, a segurança, o amor entre irmãos, a reconciliação, porque só assim, unidos como um povo, do Rovuma ao Maputo, é que podemos desenvolver Moçambique”. A mensagem foi também uma resposta às manifestações violentas pós-eleitorais que resultaram em actos de vandalismo.

Chapo assegurou que todas as preocupações compiladas pela população foram registadas e servirão como referência para acções concretas do Governo. “Estas preocupações que escreveram na vossa mensagem vão servir de base para o nosso trabalho”, reiterou, incentivando a participação activa dos cidadãos no processo de desenvolvimento.

O Presidente da República reforçou o apelo à coesão nacional e ao envolvimento colectivo na construção de um país melhor. Disse que o Governo está comprometido em melhorar as infra-estruturas, investir na educação e assegurar condições dignas para todos. Reconheceu que o caminho é longo, mas possível com a união de esforços e espírito patriótico.

A visita a Tete prossegue com encontros com representantes locais, líderes comunitários, religiosos, empresariais e da juventude, reforçando o compromisso do Chefe de Estado com uma governação próxima das pessoas e centrada nas suas reais necessidades. 

O Tribunal de Recurso do Reino Unido autorizou a Privinvest a recorrer da sentença que a condenou a indemnizar o Estado moçambicano em mais de 2 bilhões de dólares pelas “dívidas ocultas”. Esta decisão revogou a recusa do tribunal em primeira instância, que havia negado o pedido de recurso da empresa, uma decisão que havia sido celebrada pela justiça moçambicana. A mudança abre novas possibilidades para a prolongação do processo judicial.

Uma fonte da Procuradoria Geral da República confirmou a informação. Trata-se de um revés para as autoridades que há anos buscam responsabilizar a Prinvivest pelo seu papel no caso e recuperar os fundos desviados.

O caso das “dívidas ocultas”, que envolve empréstimos ilegais feitos pelo governo de Moçambique em 2013, continua a ser um dos maiores desafios legais e financeiros para o país. 

O executivo anunciou, hoje, três dias de Luto Nacional pela morte do Papa Francisco. O luto começa a ser observado a partir da meia noite do dia 24 de Abril de 2025.

De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, a decisão foi tomada “em reconhecimento da sua postura de humildade, do seu compromisso com os marginalizados e da sua incansável busca incansável pela paz”.

Durante o período do Luto Nacional, a bandeira Nacional e o Pavilhão Presidencial deverão ser içados a meia haste, em todo o território nacional e nas missões diplomáticas e consulares da República de Moçambique.

Líder da Igreja Católica desde 2013, Francisco perdeu a vida na madrugada desta segunda-feira, aos 88 anos.

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