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O País – A verdade como notícia

A novidade foi revelada pelo Presidente da República, no princípio da tarde desta quarta-feira. Segundo Daniel Chapo, com a mudança do nome, proposta no Conselho de Ministros desta terça-feira, pretende-se registar, de forma indelével, o acontecimento mais simbólico da História nacional, de modo que se inspire as actuais e as novas gerações de moçambicanos.

Para Daniel Chapo, este 25 de Junho é uma celebração especial e uma festa sem igual, pois Moçambique assinala 50 anos de liberdade e de soberania, como como povo uno e indivisível na afirmação de uma nação que traça o seu percurso e destino. “O dia é um marco da nossa unidade”, sublinhou.

A Presidente da República da Tanzânia é convidada de honra nas cerimónias centrais dos 50 anos da independência de Moçambique. Discursando no Estádio da Machava, na Província de Maputo, Samia Sululu Hassan enalteceu a cooperação entre Moçambique e Tanzania, fruto das relações históricas entre os povos dos dois países.  

Segundo disse Samia Sululu Hassan, na tarde desta quarta-feira, a Tanzania e Moçambique não são apenas vizinhos separados pelo Rio Rovuma, são países irmãos, fortalecidos pelas acções de Julius Nyerere, Eduardo Mondlane e Samora Machel.

Conforme avançou Samia Sululu Hassan, houve muitos motivos que levaram a Tanzania a juntar-se no apoio da luta pela independência moçambicana. Por exemplo, a convicção de que África é uma só e os seus povos são irmãos. E sublinhou: “O makonde que vive no Norte do Rovuma não é diferente do makonde que vive no Sul do rio. Nenhum tanzaniano é livre quando os outros povos africanos são privados de liberdade”.

Samia Sululu Hassan lembrou que a Tanzania serviu como retaguarda dos combatentes da luta de libertação de Moçambique e como território para a definição de estratégias da FRELIMO nesse processo libertário. “Depois da independência, reforçamos a nossa cooperação com Moçambique”. 

Para a presidente tanzaniana, as celebrações dos 50 anos da independência nacional são importantes na exaltação dos feitos dos lutadores da liberdade. E defendeu que “A vitória e o progresso de Moçambique é uma vitória e um progresso de todos nós. A Tanzania junta-se a Moçambique para homenagear os seus heróis”, disse a Presidente da República da Tanzânia. 

O líder da oposição, Albino Forquilha, marcou presença nas celebrações dos 50 anos da independência nacional, esta quarta-feira, na cidade e provincia de Maputo.

Questionado pelos jornalistas, o presidente do partido PODEMOS disse que o país tem muito caminho pela frente. No entanto, o 25 de Junho deve continuar a ser um dia de festa para todos os moçambicanos. 

De acordo com Albino Forquilha, a independência nacional não pertence a um partido político, pois foram os moçambicanos, sem ideologias, que se uniram para libertar a terra e os homens. Por isso mesmo, frisou, “Pelo respeito ao Estado, temos de participar [nas celebrações dos 50 anos da independência nacional].

Para Albino Forquilha, a oposição deve participar na vida política nacional e apoiar naquilo que falta realizar, para que se alcancem os patamares que deveriam ter sido alcançados.

A Primeira-Ministra, Benvinda Levi, defendeu, na manhã desta quarta-feira, em Maputo, que o 25 de Junho é uma data muito especial, não obstante os vários desafios que o país enfrenta. 

No contexto das celebrações dos 50 anos da independência nacional, Benvida Levi defendeu que cada moçambicano deve assumir a sua responsabilidade para o alcance da independência económica. 

Reagindo no mesmo contexto, a Presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, reforçou que cada cidadão deve fazer a sua parte. E lembrou: “Estamos a comemorar os 50 anos do constitucionalismo moçambicano, que foi aprovado no dia 20 de Junho de 1975, na Praia do Tofo, e entrou em vigor no dia 25 de Junho do mesmo ano. Estamos duplamente em festa”. 

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, na sua curta intervenção, apelou à união e à coesão nacional, o que inclui a contribuição de cada moçambicano.

Por sua vez, para Rasaque Manhique, os jovens de ontem entregaram-se as luta pela liberdade de forma incondicional. Pelo que hoje, o desafio consiste no desenvolvimento de 

infra-estruturas, melhoramento da educação e saúde e qualidade de vida, o que, segundo disse, é o que o Governo está a tentar fazer. 

Para Graca Machel, igualmente, cada um dos jovens tem de imaginar o que deve fazer pelo país. “Temos de nos unir, como sugere o nosso hino, milhões de braços, uma só força. Devemos tomar iniciativas, debater e definir prioridades para resolver os problemas ao nosso nível, como cidadãos. Temos de saber que este país vai ser erguido por cada braço, com unidade”. 

O antigo Presidente da República, Armando Guebuza, considera que os 50 anos da independência nacional devem ser celebrados dentro do espírito de paz e unidade nacional em todo o país.

Reagindo na manhã desta quarta-feira, à entrada do Estádio da Machava, na Provincia de Maputo, local que acolhe as cerimónias centrais dos 50 anos da independência nacional, Armando Guebuza disse que “Temos de continuar a valorizar a independência nacional”.

Para o efeito, a valorização dos feitos dos libertadores da pátria é importante, pelo que Armando Guebuza realçou a necessidade de recolha de dados biográficos sobre aqueles que deram a sua juventude por Moçambique. 

Para Armando Guebuza, o futuro de Moçambique deve incluir unidade, paz e desenvolvimento. 

O Presidente da República Portuguesa é um dos convidados às celebrações dos 50 anos da independência nacional. Falando na Praça do Heróis, na Cidade de Maputo, Marcelo Rebelo de Sousa disse que hoje é “Um dia muito bonito, um grande dia para Moçambique, para Portugal, para África e para o mundo, porque é o triunfo daquilo que é um futuro de esperança”.

Na percepção de Marcelo Rebelo de Sousa, o 25 de Junho traduz um futuro de esperança, igualmente, olhando para o que a juventude moçambicana deseja e sonha, ao nível económico, social  e cultural.

“É uma grande honra poder acompanhar o povo irmão de Moçambique. Hoje, Portugal está com Moçambique”, sublinhou o  Presidente da República Portuguesa. 

O partido Frelimo saudou, esta quarta-feira, a todos os moçambicanos pela passagem dos 50 anos da independência nacional, que hoje se assinala. A seguir, a mensagem na íntegra do partido libertador. 

 “Compatriotas!

Neste momento histórico e de profundo orgulho nacional, a FRELIMO saúda calorosamente todo o povo moçambicano pelos 50 anos da Independência Nacional.

A 25 de Junho de 1975, sob a liderança firme e visionária da FRELIMO e do Saudoso Camarada Samora Moisés Machel, Moçambique conquistou a sua liberdade após longos anos de luta armada de libertação nacional. Essa data marcou o início de um novo capítulo para o nosso País, um capítulo de autodeterminação, soberania e construção de uma Nação unida, livre e justa.

Hoje, ao celebrarmos meio século de independência, rendemos homenagem aos heróis e mártires que tombaram pela liberdade do nosso povo. Honramos também todos aqueles que, com coragem e espírito patriótico, deram o seu contributo na luta pela emancipação política, social e económica da nossa Pátria Amada.

A FRELIMO reafirma o seu compromisso inabalável com os ideais da Unidade Nacional, da Paz, da Justiça Social e do Desenvolvimento Sustentável. Continuamos empenhados na construção de um Moçambique próspero, inclusivo e democrático, onde cada cidadão possa viver com dignidade e esperança no futuro.

Como FRELIMO endereçamos os nossos melhores parabéns àqueles cidadãos que, no dia 25 de Junho de 1975 nasceram livres do colonialismo e que, com Independência Nacional foram educados na moçambicanidade, incutindo neles valores Patrióticos que hoje os fazem de cidadãos comprometidos com o trabalho abnegado, tendo em vista o alcance da Independência económica.

Neste momento ímpar da nossa epopeia histórica, queremos encorajar o Camarada Daniel Francisco Chapo, Presidente da FRELIMO e Presidente da República de Moçambique pois, com determinação e sagacidade tem sabido dirigir os destinos do País, demonstrando sapiência, acção e coesão em prol dos moçambicanos.

Neste Jubileu das Bodas de Ouro da Independência de Moçambique, renovamos a nossa confiança no povo moçambicano e na sua capacidade de superar desafios e transformar o País numa referência de progresso em África.

Aos nossos hóspedes, desejámos-lhes boas vindas e desfrutam do melhor que o nosso País possui para lhes ofertar.

Viva Moçambique!

Viva os 50 anos da Independência!

Viva a FRELIMO, Partido libertador e Força da Unidade Nacional!

60 ANOS

CONSOLIDANDO A UNIDADE NACIONAL,

PROMOVENDO A PAZ E DESENVOLVIMENTO

FRELIMO, A FORÇA DA MUDANÇA!”.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, destacou, na noite desta terça-feira, em Maputo, a importância da cultura como guardiã da memória histórica e promotora da unidade nacional, após assistir à Gala da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD), realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos da independência nacional.

Ao enaltecer a exposição e o bailado apresentados, o Chefe do Estado afirmou que o espectáculo traduziu, com arte e emoção, o percurso do povo moçambicano, desde as suas origens até aos dias actuais, com uma forte mensagem de paz, reconciliação e coesão social.

Segundo uma nota da Presidência, a gala contou com dois momentos centrais – uma exposição temática e um bailado histórico – que, nas palavras de Chapo, permitiram ao público revisitar os principais marcos da construção da nação moçambicana. “Uma grande gala, começando pela exposição, deu muito bem para perceber o nosso percurso. Estou a falar do percurso da nossa história, onde é que nós saímos, onde é que nós estamos e para onde é que nós vamos”.

Chapo destacou o mérito da organização da exposição como prelúdio do bailado, valorizando a sequência narrativa e pedagógica do espectáculo. Sublinhou que ambas as componentes permitiram compreender as raízes culturais e históricas do país, promovendo, simultaneamente, o sentimento de pertença nacional, especialmente entre os jovens.

Sobre o bailado, o governante referiu que este reconstituiu os principais capítulos da história moçambicana, desde a época anterior à chegada de influências externas até aos nossos dias. “O bailado, em si, conta a nossa história desde a altura antes da chegada dos povos árabes, mas também do povo português. Nós conseguimos perceber a história desde a nossa origem até ao período colonial, a luta de libertação nacional, a proclamação da nossa independência e o processo de sequência das nossas lideranças”.

Para o Presidente da República, a peça artística serviu também para homenagear o esforço colectivo do povo moçambicano na construção de uma nação digna e soberana. “O desempenho, a dedicação, a responsabilidade e a competência pelo povo moçambicano, sobretudo a criação de melhores condições de vida para o povo moçambicano” estiveram reflectidos ao longo da apresentação, frisou.

Chapo dirigiu felicitações à direcção da CNCD, com menção especial ao gestor cultural David Abílio. “Gostaria de endereçar esta ocasião para endereçar os parabéns à direcção da Companhia Nacional de Canto e Dança, ao nosso ícone da cultura moçambicana David Abílio pela excelente execução, sobretudo deste bailado, e por todos os artistas”.

Particular destaque foi dado ao desfecho do bailado, que evocou a Chama da Unidade Nacional, símbolo da coesão entre moçambicanos de todas as regiões do país. “A coisa mais interessante é a mensagem com que o bailado fecha, que é a mensagem da unidade nacional, a mensagem da paz, a mensagem da reconciliação e, sobretudo, harmonia entre o povo moçambicano”.

Referindo-se à recente trajectória da Chama da Unidade Nacional, lançada a 7 de Abril em Nangade, em Cabo Delgado, Daniel Chapo sublinhou a aspiração colectiva dos cidadãos. “Durante o percurso da Chama [ouvimos] a principal mensagem do povo moçambicano: queremos a paz, queremos a paz, queremos a reconciliação, queremos um desenvolvimento sustentável”.

O estadista apelou à continuidade dos esforços pela paz e reconciliação como base do desenvolvimento económico e social do país, e deixou um convite aberto e reiterado à participação nas cerimónias centrais do 25 de Junho. 

Pelo menos 32 Chefes de Estados amigos de Moçambique deverão participar nas celebrações do jubileu da independência nacional. Um dos momentos mais altos da cerimónia será o acender da pira Olímpica do Estádio da Machava, pelo Presidente da República, Daniel Chapo. 

O programa de celebração do jubileu da independência nacional na Praça dos Herois Moçambicanos. Pontualmente às 9.horas, o Presidente da República, antigos Presidentes, Chefes de Estados e demais convidados farão a deposição de flores na cripta dos herois e depois as atenções estarão viradas para o Estádio da Machava, local onde foi proclamada a independência de Moçambique, em 1975.  

No estádio, são esperadas cerca de 40 mil pessoas, ávidas para assistir as coreografias dos militares, continuadores e dos antigos combatentes. Mas, não é só isso.  

Após a entrada do Presidente da República no recinto, que vai descerrar a lápide dos 50 anos da Independência Nacional, a chegada da Chama da Unidade e o acender da pira Olímpica do Estádio da Machava vão marcar os primeiros momentos da celebração.  

Nos discursos, destacam-se a intervenção da Presidente da República Unida da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, como convidada de Honra e comunicação do Chefe de Estado, Daniel Chapo. 

Com desfiles e atuações musicais, o programa oficial termina, pelo menos no Estádio da Machava, porque, para o princípio da tarde de quarta-feira, o Presidente da República e a esposa vão servir um almoço oficial  aos convidados nacionais e estrangeiros.

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