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O País – A verdade como notícia

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu esta segunda-feira os magistrados moçambicanos, que foram apresentar seus comprimentos de saudação por ocasião da celebração do Dia do Juiz Moçambicano, que se assinala a 8 de Maio próximo. Na ocasião o Presidente da República disse reconhecer as dificuldades dos juízes e pediu maior integridade, destacando a importância do papel desempenhado pela classe na construção do Estado de Direito.

Numa cerimónia em que os juízes foram apresentar também suas preocupações ao Presidente da República, Daniel Chapo exortou os magistrados moçambicanos a manterem-se firmes na defesa da legalidade, da ética e da transparência.

Falando na qualidade de Mais Alto Magistrado da Nação, o Chefe do Estado afirmou que “uma justiça minada pela corrupção é uma ameaça directa à democracia, à confiança dos cidadãos nas instituições e ao desenvolvimento do nosso país”.

Durante a cerimónia de saudação da Associação Moçambicana de Juízes (AMJ), o Presidente Chapo felicitou os magistrados pelo trabalho abnegado ao longo dos anos e destacou a importância do papel desempenhado pela classe na construção do Estado de Direito.

“Parabéns, Associação Moçambicana de Juízes por honrarem a vossa classe profissional, que é independente e apenas deve obediência à Lei conforme estabelece a nossa Lei mãe, a Constituição da República de Moçambique”, afirmou.

Ao referir-se ao Simpósio a decorrer a 8 de Maio, sob o lema “Associação Moçambicana de Juízes: 20 Anos por Uma Magistratura Digna, Respeitada, Segura, Livre da Corrupção e Comprometida com os Direitos Humanos”, o Chefe do Estado sublinhou que estas celebrações “não poderiam ter um lema mais actual”, reiterando a necessidade de combater as práticas que fragilizam o sistema judicial.

Recordando o compromisso assumido aquando da sua investidura, o estadista reafirmou que “a justiça não pode ser uma promessa distante” e garantiu que o seu Governo está empenhado em mudar o cenário marcado por lentidão nos processos, insatisfação dos magistrados e ameaças à integridade judicial.

Para tal, destacou dois programas prioritários: “Democracia e Participação” e “Reforço à Prevenção e Combate à Corrupção e aos Crimes Económicos e Financeiros”.

No âmbito desses programas, o Executivo prevê acções como a reforma da legislação penal, a criação do Tribunal Constitucional e do Tribunal de Contas, a modernização do sistema penitenciário e a expansão da mediação judicial para as províncias. “Este nosso desiderato, Meritíssimos Juízes de Direito, só pode ser alcançado com o vosso incomensurável comprometimento em aplicar a lei, administrar a justiça e fazer executar as suas decisões”, frisou.

O Presidente Chapo considerou que os 20 anos da AMJ “não representam apenas a sua longevidade, mas também o compromisso inabalável e dedicação ao serviço da justiça”, lembrando que a classe saiu mais unida e fortalecida mesmo diante de atentados fatais a alguns dos seus membros.

“Se os que assassinaram juízes pensaram que esta nobre classe ia vergar, pelo contrário, provocaram uma maior união e fortificação”, afirmou.

Na mesma cerimónia, o presidente da AMJ, Esmeraldo Matavele, reafirmou o compromisso dos juízes em servir com justiça, integridade e honestidade. Sublinhou ainda que “só com uma magistratura respeitada e protegida se constrói uma sociedade verdadeiramente democrática”, reiterando a total disponibilidade dos magistrados para continuar a servir a República com rigor, coragem e isenção.

O Presidente da República reiterou, por fim, a prioridade do Executivo em resolver as preocupações apresentadas pela classe, reconhecendo que “só com uma classe de magistrados forte, coesa e respeitadora da lei será cumprida a nossa missão de lançar, com sucesso, as bases para a independência económica deste nosso Moçambique”.

Terminou felicitando a todos os juízes e encorajando-os a prosseguir com o seu trabalho com dignidade e firmeza. “Felicitamos a todos os membros da Associação Moçambicana de Juízes, do Rovuma ao Maputo e do Zumbo ao Índico, pelo constante empenho na consolidação da instituição. Muitos parabéns a todos! Sucessos! Contem com o nosso apoio incondicional nos desafios que aqui foram arrolados”, concluiu o Presidente Chapo.

O Governo prevê arrecadar cerca de 386 mil milhões de Meticais para execução das actividades previstas para 2025. Para cobrir o défice orçamental, de cerca de 127 mil milhões de meticais, o Executivo vai contar com créditos interno e externo, donativos externos, mas também das receitas provenientes da exploração mineira e petrolífera.

A 48 horas do debate em plenária da proposta de lei do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado para 2025, as sete comissões de trabalho da Assembleia da República reuniram-se nesta segunda-feira para apreciar o instrumento.

O PESOE 2025 refere-se a uma planificação feita num contexto de recuperação econômica, porém com metas ambiciosas, com o objectivo de controlar a massa salarial, reduzir a dívida interna e aumentar a satisfação social.

Em 2025,  as despesas do executivo de Daniel Chapo vão registar um incremento, em relação ao ano passado. 

É que em 2024 o Estado gastou 507 mil milhões de meticais, contra 512 mil milhões para este ano, tendo as despesas com pessoal e salários e remunerações como os mais dispendiosos.

As despesas com o Pessoal estão fixadas em 210.7 mil milhões de meticais, contra 208.9 mil milhões, do ano anterior.

As rubricas de salários e remunerações custarão 205.5 mil milhões de meticais, contra 202.8 mil milhões.

O mesmo documento prevê a contratação, neste ano de Funcionários e agentes do estado apenas nos sectores da Educação, Saúde,  Agricultura, Ambiente e Pesca e órgãos de administração da Justiça, sendo que nos restantes sectores, o executivo vai privilegiar a mobilidade de quadros, como medida para contenção do crescimento da massa salarial.

Para execução do plano, nos sete meses restantes, o Governo prevê arrecadar cerca de 386 mil milhões de Meticais, num cenário em que tem como despesas previstas, pouco mais de 512 mil milhões de meticais, perfazendo um défice de cerca de 127 mil milhões de meticais. 

Para cobrir o défice orçamental, o Executivo compromete-se a mobilizar recursos, sobretudo, externos, tendo em conta o nível de dívida interna. Assim, o reforço orçamental será feito através de: 

Crédito interno -estimado em 35.1 mil milhões de meticais, crédito externo: projectado em 29.9 mil milhões correspondente a 1.9% do PIB e donativos externos, no montante de 58.2 mil milhões de meticais, o correspondente a 3.8% do PIB.

Outros elementos que poderão financiar o orçamento do Estado são: receitas provenientes do Fundo Soberano, estimadas em mais de 3 mil milhões de meticais,  receitas provenientes de GNL do projecto Coral Sul, na bacia do Rovuma, cerca de 5 mil milhões de meticais e receitas provenientes prestacao de servicos publicos – 20.9 mil milhões de meticais 

Com o debate marcado para a próxima quarta-feira, os deputados da Comissão de Plano e Orçamento dão nota positiva ao instrumento.

A Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade diz que o documento está de acordo com a lei.  O instrumento foi igualmente apreciado pelas outras cinco comissões de trabalho da Assembleia da República. 

Num passado recente, a província de Inhambane foi marcada por episódios de violência no âmbito dos protestos pós-eleitorais, que abalaram a tranquilidade da região e colocaram em risco os valores de unidade e estabilidade pelos quais Moçambique sempre lutou. Após ataques dirigidos contra infraestruturas e instalações ligadas ao partido Frelimo, a liderança desta formação política decidiu reagir de forma enérgica, organizando uma marcha que culminou com um  grande comício no distrito de Morrumbene, onde milhares de membros e simpatizantes se juntaram num movimento pela paz e união nacional.

Liderando o evento, a Primeira Secretária Provincial da Frelimo em Inhambane, Adélia Macucule, proferiu um discurso contundente, no qual repudiou veementemente os atos de violência e apelou à unidade entre os moçambicanos. A mensagem foi clara e incisiva: a violência não pode, nem deve, ser o caminho para resolver as diferenças ou alcançar objetivos políticos.

“Aqui em Inhambane, testemunhámos mais uma vez que a violência não é, nem nunca será, o caminho para a solução dos nossos problemas. Pelo contrário, a violência é uma força destrutiva que semeia o caos, alimenta o desemprego, paralisa o crescimento económico e encarece a vida do nosso povo. Cada acto de violência é uma ferida na nossa terra e nos nossos corações”, declarou Macucule, enquanto a multidão aplaudia em apoio.

O apelo à paz foi reiterado com uma forte condenação às práticas que promovem ódio e divisão. Para a Primeira Secretária, é inadmissível que Moçambique, um país que se orgulha da sua história de luta pela unidade, se veja enredado em conflitos que ameaçam a sua coesão social. “Não podemos tolerar que Moçambique, o berço da paz e da unidade, se transforme num palco de ódio, divisão e destruição. Não podemos permitir que a violência nos roube o futuro que tanto sonhámos e lutámos para construir”, afirmou Macucule, dirigindo-se aos milhares de participantes da marcha.

O evento foi também uma oportunidade para exaltar o trabalho realizado pelo Presidente da República, Daniel Chapo, durante os seus primeiros 100 dias no cargo. Adélia Macucule destacou que, apesar dos desafios enfrentados, a liderança de Chapo tem sido marcada por um compromisso claro com a resolução de problemas concretos e a construção de soluções duradouras para a população da província.

“Em apenas 100 dias, vimos como o nosso presidente enfrentou com coragem e determinação os desafios do povo. Ele não só resolveu problemas prementes, mas também lançou as bases para iniciativas que trarão frutos duradouros. Agora, pergunto-vos: se em 100 dias ele já demonstrou este compromisso, o que será capaz de fazer nos próximos anos, com o vosso apoio e participação?”, questionou Macucule, num apelo à mobilização coletiva para fortalecer o trabalho em curso.

Segundo a Primeira Secretária, a mensagem de Daniel Chapo, ao desafiar os moçambicanos a “fazer coisas diferentes para termos resultados diferentes”, é uma convocatória para toda a sociedade. “Ele não está apenas a lançar palavras ao vento. Está a chamar cada um de nós para ser parte ativa da transformação. É um apelo à ação, um grito de unidade e um compromisso com o progresso”, destacou.

Adélia Macucule sublinhou que a construção de um Moçambique próspero não é tarefa de um único homem, de um único governo ou de uma única instituição. “A prosperidade de Moçambique será fruto da força coletiva do nosso povo. Hoje, mais do que nunca, precisamos de trabalhar juntos, lado a lado, com determinação e espírito de sacrifício, para fazermos diferente, fazermos melhor e colhermos os frutos de uma nação forte, unida e próspera”, afirmou, apelando à união entre todas as forças vivas da sociedade.

O comício em Morrumbene foi um momento simbólico para reafirmar os valores que norteiam o partido Frelimo e o seu compromisso com a paz e a estabilidade. Com cartazes e palavras de ordem, os participantes manifestaram o seu apoio à liderança do partido e a sua rejeição às práticas que colocam em risco a harmonia social.

A Primeira Secretária aproveitou ainda para fazer uma reflexão sobre os impactos devastadores da violência no desenvolvimento socioeconómico da província e do país. “A violência destrói sonhos, interrompe vidas e impede-nos de avançar. Cada ato de destruição é uma barreira no nosso caminho para o progresso, um obstáculo para o futuro que queremos construir para os nossos filhos e netos”, disse, chamando a atenção para a necessidade de ações concretas que promovam o diálogo e a reconciliação.

Encerrando o seu discurso, Macucule deixou uma mensagem de esperança e determinação, convocando todos os moçambicanos a assumirem a responsabilidade de construir um futuro melhor. “A escolha é nossa, camaradas. E o momento é agora. Vamos construir o Moçambique que os nossos filhos e netos merecem!”, exclamou, sob fortes aplausos.

O comício de Morrumbene demonstrou que, mesmo diante da adversidade, é possível mobilizar as comunidades para promover a paz e reforçar o compromisso com os valores que sustentam a identidade nacional. Numa altura em que os desafios são muitos, a liderança da Frelimo em Inhambane reforça a mensagem de que a unidade e a ação coletiva são indispensáveis para alcançar o progresso e a prosperidade que Moçambique tanto almeja.

Com este evento, a Frelimo mostrou que continua a ser um pilar de estabilidade e progresso, comprometida em enfrentar as adversidades com coragem e determinação. A mensagem transmitida em Morrumbene ecoa como um convite a todos os moçambicanos para unirem forças e construírem um futuro onde a paz, a harmonia e o desenvolvimento sejam a marca de uma nação verdadeiramente unida e próspera.

O Presidente da República, Daniel  Chapo, concedeu, ontem, uma audiência a membros do Fórum Mulher,  uma rede nacional da sociedade civil que promove os direitos das  mulheres, durante a qual foram debatidas preocupações ligadas à  participação feminina no processo de diálogo pós-eleitoral e à defesa  dos direitos humanos das mulheres em Moçambique. 

Durante o encontro, o Fórum Mulher apresentou como principal  reivindicação a inclusão efectiva das mulheres nas estruturas e  mecanismos de diálogo nacional, especialmente no contexto pós-eleitoral. 

“Nós, as mulheres filiadas em todo o país ao Fórum Mulher,  queremos ser parte, integrantes da inclusão na questão do diálogo  pós-eleitoral”, frisou a presidente do Fórum, Rafa Valente Machava. 

Segundo Rafa Machava, o Chefe de Estado mostrou-se receptivo às  preocupações colocadas, destacando a sua confiança na  capacidade das mulheres moçambicanas. “O Chefe de Estado  acolheu com entusiasmo e com gratidão e disse muito mais ainda que  ele tem muita confiança nas mulheres […]”, relatou. 

Apesar de reconhecer os avanços, a líder feminista alertou que ainda há muito por fazer em matéria de representação feminina em cargos  de decisão. “Nós também dissemos que não basta, não basta termos  só a Primeira-ministra, não basta ter só a Presidente da Assembleia da  República, precisamos de mais mulheres com legitimidade para  estarem nos lugares de tomar determinada decisão”, defendeu. 

O Fórum lembrou ainda que Moçambique já conheceu momentos  mais equilibrados em termos de paridade de género na composição  do Governo. “Nós já tínhamos chegado a uma fase em que tínhamos  50 por cento de ministros do Governo mulheres e recuamos”, lamentou 

Machava, acrescentando que o Presidente Chapo reconheceu a  legitimidade desta preocupação e reiterou o seu compromisso com a  continuidade do processo. 

A audiência serviu também para destacar os desafios que persistem  no campo dos direitos humanos das mulheres no país. “A situação da  mulher no geral não está bem, mas também não está pior”,  declarou Machava, enfatizando a necessidade de mais esforços para  visibilizar as mulheres e incluí-las na resolução dos conflitos que afligem  o país. 

“Nos preocupa que os nossos filhos se matem […]”, desabafou a líder  do Fórum, defendendo que as mulheres devem ser parte activa dos  esforços de construção da paz e reconciliação nacional. 

O Fórum Mulher, fundado em 1993, reúne diversas organizações que  trabalham pela promoção dos direitos humanos das mulheres,  combate à violência baseada no género, justiça económica,  igualdade de acesso a recursos e participação política. A audiência  com o Presidente da República é, para a agremiação, um marco  importante no diálogo entre o poder político e a sociedade civil  feminista.

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, esta sexta-feira, as cartas credenciais do Alto-Comissário da Tanzânia. O acto reforça a cooperação entre os dois países em vários domínios, com foco nas áreas de segurança e agricultura.

Os dois países da África Austral têm laços históricos muitos fortes. E para reforçar a cooperação, o Alto-Comissário da Tanzânia procedeu à apresentação, nesta sexta-feira, das cartas credenciais junto do Presidente da República, Daniel Chapo, explicou Maria dos Santos Lucas, Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. 

Pensando nas relações de cooperação, Moçambique pretende capitalizar algumas experiências da Tanzânia, sobretudo na agricultura.

A apresentação das cartas credenciais acontece num contexto em que se prepara a primeira visita de Estado do Presidente da República à Tanzânia. 

Moçambique e Tanzânia projectam a criação da fronteira de paragem única para facilitar o comércio entre os dois países. 

 

O Partido Frelimo na Zambézia ainda não tem novo secretariado do comité provincial, depois da decisão da comissão política de dissolver todo o secretariado provincial, até ao círculo. A chefe da Brigada Central da Frelimo de Assistência a província da Zambézia, Margarida Talapa, apela à união e coesão entre o partido e os novos administradores. 

A dissolução do comité provincial pela comissão política ocorreu devido aos problemas que arrastavam o partido para um cenário de falta de união entre os membros ao nível interno. Por isso, já está a decorrer  o processo de eleição. Aliás, os círculos já observaram eleições, e, neste momento, decorre eleições a nível da localidade e depois seguem-se as zonas, os distritos e, por fim, a província. 

“Sabemos que na nossa província decorre um processo de eleições internas. Então, viemos para, em conjunto, fazermos a avaliação daquilo que já foi feito   e planificarmos acções subsequentes, com vista ao cumprimento daquilo que foi a decisão da comissão política”, disse Margarida Talapa. 

Talapa falou várias vezes sobre o compromisso político da Frelimo no processo de pacificação do país.

“Devemos compreender que estamos num momento em que todos nós precisamos de unir a população. Foram nomeados, há pouco tempo, dirigentes dos distritos, administradores. Queremos pedir   a união e coesão entre os nossos dirigentes do partido e os nossos administradores. Um é dirigente da acção do partido, outro da acção do Estado, mas todos são da mesma família. Entre estas duas figuras não pode haver fricções”, apelou.  

Margarida Talapa terminou destacando as várias acções, que decorreram no plano dos 100 dias de governação. 

A Renamo diz que as medidas implementadas nos primeiros 100 dias de governação não tiveram um impacto significativo na vida dos moçambicanos. O partido liderado por Ossufo Momade diz ainda que a falta de recursos financeiros não pode ser usada para explicar a falta de avanços.  

O Partido Renamo reagiu, esta sexta-feira, ao relatório dos 100 dias de governação, recentemente apresentado pelo Presidente da República. O porta-voz do perdiz, Marcial Macome, afirmou que os problemas estruturais que afectam a sectores como saúde e educação permanecem sem soluções eficazes.

“Profissionais da Educação e Saúde ainda enfrentam dificuldades com a paralisação e queixas de falta de condições adequadas”, reclamou.

A Renamo reconhece que houve um esforço para iniciar o pagamento de salários em atraso e promover um diálogo com a oposição, mas reclama que a implementação das medidas ainda gera dúvidas, devido ao histórico do país.

“Moçambique tem um histórico de acordos políticos que pouco resultaram em mudanças reais. A população precisa de acções concretas e não apenas promessas. A assinatura de acordos políticos e a implementação de medidas sociais, como projectos de habitação para jovens  são importantes, mas a questão central permanece: essas acções terão impacto duradouro ou serão medidas paliativas”, questionou. 

O Renamo criticou, igualmente,  o Informe do Procurador-geral da República, afirmando que as soluções para os casos de corrupção e aumento de criminalidade carecem de profundidade.  O partido exigiu também o fortalecimento do sistema de justiça. 

O Presidente da República, Daniel Chapo, disse que a intervenção e influência humana significativa nos processos de prestação de serviços do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO)  pode propiciar “eventuais desvios de conduta por parte dos diversos intervenientes”. 

Daniel Chapo inaugurou, esta sexta-feira, o novo edifício INATRO, delegação da Cidade de Maputo. Durante o seu discurso, o Chefe de Estado vincou que ainda persistem desafios que devem ser ultrapassados, para tornar os serviços mais acessíveis, e reduzir discrepâncias no atendimento. 

“Preocupa-nos ainda o facto de continuarmos a ter significativa intervenção e influência humana nos 4 processos de prestação de seviços públicos pelo INATRO, propiciando eventuais desvios de conduta por parte dos diversos intervenientes, situação que nos convoca a enveredarmos pela digitalização, complementando o esforço do investimento feito na melhoria das instalações”, disse. 

O estadista disse ainda ser urgente a consolidação de reformas relativas à certificação e fiscalização dos condutores, para assegurar maior transparência e integridade na realização dos exames teóricos e práticos, na emissão de cartas de condução e outros documentos.

“Estes são alguns dos desafios imediatos que devem constar das prioridades do INATRO, em alinhamento com a agenda de transformação digital que o País abraçou, e daí a existência do Ministério de Comunicações e Transformação Digital”, vincou o estadista. 

Falando sobre os acidentes de viação, Daniel Chapo disse ser urgente a adopção de medidas extraordinárias para reverter quadro crítico dos acidentes de viação no país. Por esta razão, justificou, foi instruído o Sector dos Transportes e Logística para, em coordenação com outros intervenientes, elaborar um Plano de Acção de Segurança Rodoviária como resposta à problemática da sinistralidade rodoviária. 

O Presidente da República disse estar também preocupado com a indisciplina que se assiste nas estradas, sobretudo, na área da actividade de transporte, fazendo menção aos condutores não habilitados, prática de velocidade excessiva, condução sob efeito de álcool e outros atropelos às normas.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reafirmou, nesta quarta-feira, em Maputo, o compromisso de Moçambique com a consolidação das relações com os Estados Unidos da América, durante a audiência concedida ao embaixador Peter Hendrick Vrooman, que se despede do país após cumprir o seu mandato diplomático. Também nesta quarta-feira, Chapo recebeu cumprimentos de despedida do embaixador da China em Moçambique.

Em dois momentos distintos, o Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu em audiência dois embaixadores que foram despedir-se, depois de terminados os seus mandatos em Moçambique.

Trata-se dos embaixadores dos Estados Unidos da América, Peter Hendrick Vrooman, e da República Popular da China, Wang Hejun, que regressam aos seus países.

Em declarações à imprensa, Peter Hendrick Vrooman destacou a solidez da parceria entre os dois países, as novas oportunidades no sector privado e os investimentos norte-americanos em áreas estratégicas como o gás, a saúde e as infra-estruturas.

Segundo Vrooman, a audiência com o Chefe do Estado foi uma oportunidade, não só para revisitar o passado da relação bilateral, mas também para olhar com entusiasmo para o futuro.

Durante o encontro, o diplomata norte-americano destacou “a importância do investimento de quase cinco mil milhões de dólares norte-americanos na área de gás”, sublinhando o papel crescente do sector energético na dinamização da economia moçambicana.

Entretanto, segundo disse Vrooman, a cooperação entre os dois países vai além do sector energético, abrangendo igualmente áreas sociais e humanitárias.

Vrooman deu especial ênfase ao Programa de Emergência do Presidente dos EUA para o Alívio do Sida (PEPFAR), classificando-o como “um programa que salva vidas de muitas pessoas no país”. A continuidade desta iniciativa foi assegurada como parte do compromisso dos EUA com o bem-estar dos moçambicanos.

O embaixador manifestou apreço pelo espírito de resiliência e esperança que encontrou em Moçambique, elogiando a visão optimista do Presidente Chapo. “Eu penso que o seu optimismo é muito importante. É como menciona o Hino Nacional, ‘pedra a pedra construindo o novo dia’. E esta ideia, eu penso que vamos trabalhar neste sentido, e estamos juntos”, disse.

Questionado sobre o futuro das relações bilaterais, Vrooman foi claro: “Eu penso que sim. E, mesmo quando eu termino a minha missão, nós vamos continuar”.

Por fim, Vrooman sublinhou a importância de investimentos em infra-estrutura como base para o crescimento económico sustentável.

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