A Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social em Gaza confirma dois casos de violência contra menores e anuncia investigação à familiares e diagnóstico social para determinar quem poderá garantir a segurança das crianças. Num dos casos, uma avó é acusada de agredir e obrigar uma criança a ingerir as próprias fezes.
Os dois casos de violência contra menores, registadas esta Terça-feira preocupam as autoridades da área da criança em Gaza, que dizem estar a trabalhar para garantir a protecção das vítimas depois da detenção das pessoas acusadas dos maus-tratos.
O primeiro caso envolve uma criança proveniente da província de Inhambane, que terá enfrentado de acordo com Chefe de Departamento de Criança, dificuldades em utilizar correctamente a sanita, situação que terá sido incompreendida pela avó com quem vivia.
“Esta avó não compreendeu que aquela prática resultava da inocência da criança, do desconhecimento do procedimento do uso do autoclismo”, explicou Nhabete.
A incompreensão da situação terá resultado em agressões e na obrigação de a criança ingerir as próprias fezes.
“Violentava a criança e inclusive obrigava a criança para comer aquela sujeidade”, revelou o responsável.
No outro caso, uma mãe é acusada de maltratar e agredir o próprio filho de várias formas.
As duas mulheres de 38 e 30 anos de idade estão detidas, entretanto, as autoridades dizem que ainda é necessário apurar se existe outra pessoa que possa representar perigo para as crianças no meio familiar.
É neste contexto que está a ser realizado um diagnóstico social mais aprofundado, com o objectivo de avaliar o ambiente familiar e determinar quem deverá ficar responsável pelas vítimas.
A Direcção Provincial do Género, Criança e Acção Social diz que a prioridade é identificar um espaço onde as crianças possam permanecer em segurança e receber a devida protecção.
O Irão ameaçou ontem bloquear o tráfego no mar Vermelho, com o qual não faz fronteira, e todo o comércio no Golfo Pérsico se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio aos portos iranianos.
As poderosas forças armadas da República Islâmica não permitirão nenhuma exportação ou importação no Golfo Pérsico, no mar de Omã ou no Mar Vermelho”, afirmou o chefe das forças iranianas, general Ali Abdollahi, num comunicado divulgado pela televisão estatal.
Se os Estados Unidos mantiverem o bloqueio e “criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e petroleiros”, tal constituirá o prelúdio para uma violação do cessar-fogo, acrescentou Abdollahi, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).
O Irão não faz fronteira com o Mar Vermelho, mas pode contar com os aliados no Iémen, os rebeldes huthis, que ameaçaram atacar navios naquele sector a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs um bloqueio a “navios de todas as nacionalidades que entrem ou saiam dos portos e zonas costeiras iranianos”, que entrou em vigor na segunda-feira.
O Irão bloqueia o Estreito de Ormuz desde o início da guerra, desencadeada a 28 de Fevereiro por um ataque israelo-americano, a que Teerão respondeu com ataques contra Israel e os países da região.
Um cessar-fogo de duas semanas entrou em vigor em 08 de Abril para permitir negociações entre os Estados Unidos e o Irão sob mediação do Paquistão.
As duas partes não conseguiram chegar a um acordo no fim-de-semana em Islamabad, mas as autoridades paquistaneses anunciaram que estavam a desenvolver esforços para novas negociações.
O bloqueio aos portos iranianos foi imposto devido à ausência de acordo em Islamabad após 21 horas de reuniões entre delegações chefiadas pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e o presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Apesar do bloqueio, alguns navios provenientes de portos iranianos atravessaram o estreito na terça-feira, indicam dados de monitorização marítima.
De acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim, que cita fontes que não identificou, a navegação a partir dos portos iranianos prosseguiu apesar do bloqueio.
“Navios comerciais rumaram a vários locais do mundo” nas últimas 24 horas, segundo a mesma fonte, citada pela AFP.
Lionel Messi e a Associação de Futebol da Argentina (AFA) enfrentam um processo judicial nos Estados Unidos, interposto por uma promotora de eventos da Flórida que alega fraude e quebra de contrato. A empresa VID, sediada em Miami, reclama uma indemnização milionária devido à ausência do jogador num jogo particular da selecção argentina no ano passado.
Segundo o portal TMZ, a queixa centra-se num acordo de seis milhões de euros que a VID estabeleceu com a AFA para a organização de dois jogos de preparação em Outubro: um contra a Venezuela e outro contra Porto Rico. O contrato estipulava que Messi teria de jogar um mínimo de 30 minutos em cada partida, excepto em caso de lesão.
Contudo, no jogo contra a Venezuela, realizado no Hard Rock Stadium, o astro argentino não saiu do banco, tendo assistido à vitória da sua equipa a partir de um camarote que, segundo a promotora, foi pago pela própria VID para o jogador e a sua família.
Curiosamente, no dia seguinte, Messi alinhou pelo Inter Miami e marcou dois golos na vitória sobre o Atlanta United. O jogador participou no segundo jogo do acordo, frente a Porto Rico, no qual contribuiu com duas assistências na goleada por 6-0.
A VID alega ainda perdas superiores a um milhão de euros resultantes da mudança de local de um dos jogos, de Chicago para Fort Lauderdale. Na altura, as autoridades de Chicago justificaram a alteração com a baixa venda de bilhetes, enquanto a federação argentina apontou para as políticas de imigração na cidade como o motivo.
De acordo com a promotora, a AFA terá prometido compensar a situação com a organização de jogos contra a China em 2026, algo que nunca se concretizou. A VID exige agora o reembolso de todo o dinheiro perdido e uma compensação adicional.
Este não é o primeiro caso do género a envolver a ausência de Messi. Recentemente, a MLS e os Vancouver Whitecaps chegaram a acordo num processo de acção popular, no valor de 300 mil euros, por alegada “publicidade enganosa”. A queixa surgiu após a venda de bilhetes para um jogo contra o Inter Miami em Maio de 2024, promovido com a expectativa da presença de Messi, Luis Suárez e Sergio Busquets, que acabaram por não viajar com a equipa.
Moçambique acolhe, de 29 de Abril a 2 de Maio, a qualificação regional para o Campeonato Africano de Voleibol de Praia 2026. O evento reunirá várias duplas da região que procuram garantir o acesso à fase final da maior prova continental da modalidade.
Mais uma vez, a Arena da Costa do Sol volta a dar ar da sua graça no vólei de praia. Depois do circuito regional decorrido em Março, desta vez é a fase de qualificação para o campeonato africano da modalidade.
A realização deste torneio em solo pátrio destaca o papel do País no desenvolvimento do desporto em África. Para os atletas moçambicanos, esta é a oportunidade de competir com o apoio do público, consolidar a sua hegemonia e lutar pelo apuramento à prova máxima africana.
Espera-se que a competição seja marcada pelo equilíbrio e pela qualidade técnica, reforçando o prestígio de Moçambique na organização de grandes eventos desportivos.
Para já, os trabalhos das duplas nacionais continuam, tendo em vista a preparação para a qualificação para os Jogos Africanos. O objectivo central desta preparação consiste na correcção de aspectos técnicos e tácticos importantes para elevar a competitividade das selecções nacionais perante os desafios internacionais.
Para esta competição, Moçambique deve fazer-se presente com seis duplas, sendo três em masculinas e outras três em femininas, com destaque para Vanessa Muianga e Ângela Tambe, campeãs regionais, e Nádia Bango e Verónica Roque, em femininos, e Aldevino Nuvunga e Rafael Júnior, vice-campeões regionais, e Helton Guvo e Ednilson Timane.
A prova contará com a participação dos atletas da África do Sul, Angola, Botswana, Eswatini, Lesotho, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe.
Iniciou-se hoje, na cidade da Beira, província de Sofala, a entrega de pouco mais de 9 milhões de meticais provenientes do Fundo de Desenvolvimento Local a mais de 300 beneficiários que submeteram os seus projectos à edilidade. Nos últimos dias, 317 mutuários do Fundo de Desenvolvimento local, residentes na cidade da Beira, beneficiaram de capacitação na gestão de pequenos negócios.
A iniciativa é da edilidade e tem como principal objectivo ajudar todos os beneficiários do fundo a exercerem as suas actividades com responsabilidade por forma a garantir o reembolso dos valores.
Nesta quarta-feira, os mutuários, dos quais 221 são mulheres, receberam os seus valores para iniciarem com os seus pequenos negócios. São, no total, 9 milhões e 800 mil meticais que serão entregues aos munícipes da Beira que concorreram ao financiamento de pequenos negócios.
O Município da Beira recebeu o dinheiro do governo central. Maria Sitole é uma das beneficiárias e diz estar satisfeita com a disponibilização do valor.
O presidente do Município da Beira, Albano Carige, apresentou, na ocasião, a comissão que irá fiscalizar e dar apoio aos mutuários em todas as fases dos negócios. Aliás, foi esta mesma comissão que foi responsável pela recepção e selecção dos negócios viáveis e que irá fiscalizar a execução dos mesmos. Ela é composta por académicos, empresários e líderes comunitários.
Quatro equipas vão dar um passo importante rumo à final da Liga Europa, em Istambul, em Maio, após os jogos decisivos dos quartos-de-final, a 16 de Abril. Porto e Braga jogam fora de portas e têm eliminatória em aberto, após empates a um golo diante do Nottingham e Real Bétis na primeira mão.
A noite desta quinta-feira é decisiva para as oito equipas que disputam a Liga Europa, já que buscam o apuramento para as meias-finais da prova. Freiburg, diante do Celta, e Aston Villa, frente a Bologna, estão em vantagem e com um pé na fase seguinte, mas terão de provar nesta segunda mão.
Já as duas equipas portuguesas, Porto e Braga, tentam ultrapassar os seus adversários, mesmo jogando fora de portas, depois dos empates a um golo em casa.
O uefa.com fez a antevisão dos jogos desta segunda mão da Liga Europa.
Nottingham Forest vs Porto (primeira mão: 1-1)
Parecia que a eliminatória iria ficar inclinada a favor do Porto quando William Gomes inaugurou bem cedo o marcador, após uma bela jogada colectiva. No entanto, apenas dois minutos depois, um atraso infeliz de Martim Fernandes resultou em autogolo, e foi a sorte de que o Forest precisava, com o resto da partida a ser equilibrada e deixando tudo em aberto para o encontro no City Ground.
Francesco Farioli, treinador do Porto, mostrou-se satisfeito com a exibição da equipa, afirmando: “Precisamos de repetir a mesma exibição mas com índices de concretização superiores”. Já Ryan Yates, capitão do Forest, acrescentou: “É completamente diferente jogar no nosso estádio. Podemos jogar com um pouco mais de intensidade. Vamos aprender com o jogo de hoje e estamos ansiosos pela próxima partida”.
Ao sexto jogo, o Nottingham Forest tornou-se na primeira equipa a impedir o Porto de triunfar em casa nesta edição da prova.
Real Betis vs Braga (primeira mão: 1-1)
Por falar em jogos equilibrados, Braga e Betis também não ganharam vantagem na primeira mão. Os anfitriões inauguraram o marcador com um toque sublime de Florian Grillitsch, antes de Cucho Hernández garantir o empate com um penálti na segunda parte.
Ambos os treinadores sublinharam a crença de que pequenos detalhes decidirão a segunda mão. “Precisamos de ser eficazes tanto no ataque como na defesa”, disse Carlos Vicens, do Braga, enquanto Manuel Pellegrini, do Betis, adicionou: “Para mim, o mais importante é utilizar bem a bola e recuperá-la rapidamente quando a perdemos”.
O Betis ainda não perdeu em casa nesta edição da prova, somando quatro vitórias e um empate, ao passo que o Braga perdeu apenas um jogo fora, onde obteve duas vitórias e igual número de empates.
Celta vs Freiburg (primeira mão: 0-3)
Apesar das expectativas de um jogo equilibrado na primeira mão, a formação alemã protagonizou uma exibição brilhante e bateu confortavelmente o Celta, com Vincenzo Grifo a marcar o golo mais bonito da partida, logo aos dez minutos.
Isso deixou o Freiburg a sonhar com a primeira presença numa meia-final europeia, mas Claudio Giráldez, treinador do Celta, mantém o optimismo para a segunda mão, insistindo que a sua equipa será “mais perigosa porque não tem nada a perder”. O conjunto galego venceu quatro dos seis jogos caseiros nesta edição da competição, mas vai precisar da sua melhor versão até agora para inverter o resultado.
O Freiburg marcou oito golos nos últimos dois jogos europeus após ter marcado apenas dois nos cinco primeiros.
Aston Villa vs Bologna (primeira mão: 3-1)
A primeira mão foi o terceiro triunfo do Aston Villa sobre o Bologna nas últimas duas temporadas, com o bis de Ollie Watkins a inspirar uma vitória convincente por 3-1. O golo tardio de Jonathan Rowe parecia ter recolocado a equipa italiana na disputa, mas o segundo tento de Watkins, praticamente no último lance da partida, dará aos comandados de Unai Emery um enorme impulso psicológico para o segundo jogo.
Emery mostrou-se encantado com a reacção “fantástica” ao golo do Bologna, mas avisou: “A minha mensagem no balneário é para continuarmos a respeitar o que o Bologna pode fazer na segunda mão”. Os Rossoblù lamentaram as várias ocasiões perdidas na primeira parte, embora o médio-ofensivo Lewis Ferguson tenha dito: “Sabemos que vai ser muito difícil mas não temos nada a perder em Birmingham e vamos tentar”.
Esta é a terceira época seguida em que o Aston Villa disputa os quartos-de-final de uma competição europeia.
Um indivíduo foi barbaramente assassinado pelo seu vizinho, na cidade da Beira, supostamente por razões passionais e por ter recusado pagar bebidas alcoólicas a um outro indivíduo que é irmão gémeo de uma jovem com quem estava numa casa de pasto.
Mais um crime hediondo foi registado na cidade da Beira, por razões aparentemente passionais. O último caso foi registado na noite do passado domingo no décimo quarto bairro.
Um jovem, que já se encontra detido, indiciado como autor do crime, dirigiu-se a uma casa de pasto na noite do passado domingo e encontrou, no local, a sua irmã gémea a consumir bebidas alcoólicas com um vizinho.
Ele exigiu explicações à irmã por estar naquele local e com o vizinho numa mesa repleta de bebidas. De seguida, pediu ao agora finado que lhe pagasse igualmente bebidas alcoólicas.
O pedido não foi satisfeito, facto que propiciou uma forte discussão. O irmão da jovem pegou numa das garrafas que estavam na mesa e desferiu vários golpes na região do abdómen e na cabeça do seu vizinho, e, dada a gravidade dos golpes, o mesmo perdeu a vida no local. O suposto autor do crime, que é confesso, conta que o acto não foi premeditado.
Ele disse que o vizinho se dirigiu a ele no momento em que pediu a bebida, injuriou a irmã e indicou que ela era de má conduta. O indiciado fugiu após cometer o crime e foi esconder-se na casa da namorada, num outro bairro, onde foi detido 24 horas depois.
A esposa da vítima, agora viúva e mãe de dois filhos menores, ainda está em estado de choque e, na esquadra, para onde se deslocou na companhia de familiares, chegou a perder os sentidos por duas vezes.
Na parte externa da sétima esquadra, onde o indiciado está encarcerado, amigos e vizinhos da vítima exigiam a soltura do detido, para fazerem justiça pelas próprias mãos. A polícia teve de os consciencializar sobre o crime que poderiam cometer, e os ânimos amainaram.
O reforço dos poderes do governador, a cessação automática de funções de directores provinciais fora da função pública e a transferência da coordenação do Centro Operativo de Emergência Provincial marcam parte das mudanças nas propostas de revisão das leis de descentralização em Moçambique.
As propostas de revisão da Lei n.º 4/2019 e da Lei n.º 7/2019, ambas sobre a descentralização provincial, introduzem mudanças profundas no modelo de governação em Moçambique.
Enquanto na lei em vigor, o governador tem a competência de propor a criação de unidades de prestação de serviços de saúde primária na província, bem como na educação, na proposta de lei o governador passa a ter maior intervenção nas áreas de saúde, cultura, agricultura e pesca, transportes, terra e ambiente, habitação e obras públicas, pontes e estradas, comunicações, indústria e comércio, criança, género e acção social, juventude, desporto e emprego, turismo, trabalho e segurança social, gestão de recursos humanos do Estado, gestão documental, organização territorial e toponímia”.
Na proposta de revisão do Governo, o governador deve apresentar, semestralmente, relatórios de balanço do Plano Quinquenal, do Plano e Orçamento Anual e de outros programas de desenvolvimento da província à Assembleia Provincial, enquanto na lei em vigor estes relatórios são apresentados trimestralmente.
Por exemplo, na área da terra e ambiente, o governador tem a competência de autorizar a emissão de licenças de actividades de categoria B e C, no âmbito do ambiente; autorizar pedidos de uso e aproveitamento da terra nas zonas com Planos de Ordenamento Territorial aprovados, na medida a determinar por lei; autorizar licenças especiais nas zonas de protecção parcial; emitir pareceres para os pedidos de uso e aproveitamento da terra de áreas superiores a 1000 hectares; emitir pareceres sobre pedidos de licenças especiais nas áreas de protecção total.
A proposta de lei traz também uma série de novas competências ao secretário de Estado, entre elas dirigir o Centro Operativo de Emergência Provincial, actualmente coordenado pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres.
Sobre o Conselho Executivo Provincial, a proposta de revisão da lei determina que:
“Podem ser directores provinciais e assessores do governador funcionários ou agentes do Estado, bem como cidadãos moçambicanos de reconhecido mérito profissional, competência e idoneidade, com formação superior na área afim. Os directores provinciais que não sejam funcionários ou agentes do Estado cessam o seu vínculo com o Estado com a cessação das suas funções”, lê-se.
Esta disposição não está prevista na lei em vigor.
No plano da resolução de conflitos, a proposta transfere a competência de decisão do Conselho Constitucional para o Tribunal Administrativo, alterando o foro responsável por dirimir disputas entre órgãos descentralizados e a representação do Estado.
O ministro moçambicano da Saúde, Ussene Hilário Isse, afirmou que o País enfrenta uma “tragédia silenciosa” marcada pelo crescimento acelerado das doenças crónicas não transmissíveis e dos seus factores de risco.
Falando nesta quarta-feira, na Assembleia da República, Isse mostrou-se preocupado com o estado de saúde da população moçambicana, evidenciando, por exemplo, o aumento do número de pessoas com sobrepeso que, em 2005, era de 21,2 por cento, tendo passado para 35,5 por cento em 2024.
É uma realidade que, segundo o governante, evidencia uma tendência crescente de factores de risco como a obesidade, a diabetes e a hipertensão arterial. “O que estamos a assistir é o aumento de factores de risco evitáveis. E repito: evitáveis”, disse Isse, sublinhando que a falta de actividade física, os hábitos alimentares inadequados e o consumo de tabaco e do álcool estão a agravar a situação no País.
Outro ponto crítico levantado pelo ministro da Saúde foi o baixo nível de conhecimento da população sobre doenças silenciosas como a hipertensão e a diabetes, realçando que muitas pessoas vivem sem saber que estão doentes, “o que dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de complicações graves”.
Neste sentido, Isse apelou à população e aos deputados para reforçarem a prevenção, incentivando o rastreio regular destas doenças no Sistema Nacional de Saúde. “Prevenir e diagnosticar cedo é fundamental para evitar complicações graves”, sublinhou o ministro da Saúde.
O governante destacou a necessidade de mudança no perfil epidemiológico do País, partilhando que, enquanto as doenças infecciosas têm vindo a diminuir, as doenças crónicas não transmissíveis e os traumas representam cerca de 60% da procura pelos serviços de saúde.
Além disso, alertou para o impacto económico destas doenças, referindo que o tratamento de doenças como diabetes e hipertensão é significativamente mais caro do que o de doenças infecciosas como a malária, “o que poderá aumentar a pressão sobre o orçamento do sector da saúde”.
O ministro da Saúde mostrou-se, igualmente, preocupado com o aumento da mortalidade por doenças crónicas, que passou de cerca de 8%, em 2007, para 37 por cento no biénio 2023/2024.
Isse destacou ainda o crescimento dos casos de trauma, sobretudo resultantes de acidentes rodoviários, classificando-os como um “novo desafio nacional” e defendendo uma mudança urgente de paradigma no Sistema Nacional de Saúde, com maior foco na prevenção, educação e adaptação dos serviços para responder às doenças crónicas.
O governante abordou também a necessidade de avançar com a aprovação da legislação sobre transplantes, como alternativa sustentável à hemodiálise, cuja procura tem aumentado significativamente no País.
Ussene Isse apelou aos deputados da Assembleia da República para que actuem como “vectores de mudança”, promovendo a educação e sensibilização das comunidades sobre a importância de estilos de vida saudáveis e do diagnóstico precoce.
“Está tudo nas nossas mãos”, concluiu o ministro, reforçando que a prevenção é o caminho mais eficaz para salvar vidas e reduzir o impacto das doenças no País.
O empreendedor moçambicano António Gaspar Mabunda, que actua no ramo de consultoria e auditoria em contabilidade há mais de 20 anos, conquistou, pela segunda vez, o Prémio Empreendedor Lusófono, na categoria de contabilidade e finanças.
A iniciativa, organizada pela Televisão Record Europa, que decorreu em Portugal, visa distinguir jovens que se destacam no empreendedorismo na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O reconhecimento surgiu depois de a Televisão Record acompanhar a evolução dos empreendimentos de António Gaspar Mabunda no ramo da contabilidade e auditoria.
Apesar do reconhecimento internacional, o empresário alerta que “ainda tenho muito a fazer pelo no nosso País”, destacando ser “uma honra, como moçambicano, vencer este prémio e continuar a celebrar e a contribuir para promoção de talentos lusófonos”.
O empreendedor moçambicano espero que esta experiência sirva para inspirar outros e para reforçar a importância de investir no empreendedorismo como caminho para o desenvolvimento.
Certificado por uma empresa de auditoria e consultoria a nível mundial, considera ainda que a distinção é uma oportunidade para inspirar outros jovens e mostrar que é possível transformar ideias em projectos concretos.
Mabunda teve um percurso que começou de forma modesta, num simples estaleiro, até à fundação da empresa “Mutaveia Soluções”, que, entre outros serviços, faz o diagnóstico organizacional e o respectivo acompanhamento.
Foi com este empreendimento que António Gaspar Mabunda obteve reconhecimento internacional.
Mestre em Gestão Empresarial e licenciado em Filosofia e Desenvolvimento, descreve a sua trajectória profissional como sendo marcada por um compromisso contínuo com a promoção de boas práticas de gestão e pela capacitação de empresas nacionais.
Desde a sua criação, a empresa tem apoiado diversas iniciativas, contribuindo para o fortalecimento do tecido empresarial moçambicano.
Segundo Mabunda, o sucesso do seu percurso está ligado à capacidade de identificar problemas reais no mercado e apresentar soluções eficazes. “O nosso trabalho não é dizer às pessoas o que fazer, mas sim ajudá-las a estruturar as suas ideias e a encontrar caminhos viáveis para concretizá-las”, explicou.
A primeira vez que António Mabunda foi distinguido na diáspora foi há dois anos, também pela mesma instituição.