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Os pilotos moçambicanos voltaram a demonstrar o seu talento além-fronteiras ao alcançarem resultados de destaque na 3.ª prova do Campeonato Rotax Northern Regions, disputada no circuito de VKC, em Vereeniging, África do Sul. Em representação de Moçambique, do Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM) e da equipa Rasteirinho Racing, Teresa Bettencourt, Tiane Resende e Daniel Resende enfrentaram alguns dos melhores pilotos sul-africanos, deixando boas indicações sobre o crescimento do karting nacional.

O grande destaque da jornada foi Teresa Bettencourt, da Rasteirinho Racing, que brilhou na sua estreia no exigente circuito sul-africano. A jovem piloto qualificou-se na sétima posição entre 13 concorrentes da categoria Micro Max, ficando a apenas 0,645 segundos da pole position. Ao longo das três mangas, evidenciou um ritmo competitivo e consistente, terminando a primeira e a segunda corridas no quarto lugar e alcançando um excelente segundo lugar na derradeira manga, a apenas 153 milésimos de segundo da vitória.

A prestação confirmou a evolução da piloto moçambicana, que competiu pela primeira vez naquele traçado e conseguiu discutir os lugares cimeiros com alguns dos principais pilotos da categoria. O desempenho reforça o estatuto de Teresa Bettencourt como uma das maiores promessas do karting moçambicano. A piloto voltará a representar Moçambique e o ATCM no próximo dia 29 de Agosto, na última prova do Campeonato Nacional disputado em território sul-africano.

Na categoria Bambino, Tiane Resende também esteve em evidência ao terminar a prova no quinto lugar da classificação geral. Integrando uma grelha composta por 13 pilotos, o vice-campeão moçambicano começou por concluir a primeira manga na sétima posição, melhorou significativamente na segunda corrida ao subir para o quarto lugar e encerrou a competição em sexto na terceira manga. A regularidade demonstrada permitiu-lhe assegurar um lugar no Top 5 da classificação final.

Além da boa prestação em Vereeniging, Tiane Resende continua a liderar o Campeonato CKA, principal competição de karting de Moçambique, promovida pelo ATCM, mantendo-se focado na quarta prova da temporada, agendada para 19 de Setembro, no Kartódromo do ATCM.

Já Daniel Resende enfrentou um fim de semana particularmente exigente na categoria Mini Max. O piloto competiu pela primeira vez no circuito de Vereeniging, depois de um período de férias afastado dos treinos, o que condicionou o seu ritmo competitivo.

Apesar das dificuldades, Daniel demonstrou determinação ao longo da prova. Na segunda manga, apresentou melhorias no desempenho, mas um incidente em pista comprometeu o resultado, relegando-o para a última posição. Na terceira corrida, foi desclassificado, devido a uma irregularidade relacionada com o peso do kart, situação posteriormente atribuída a uma diferença de cerca de um quilograma na balança utilizada para as verificações técnicas. Sem pontuar na última manga, terminou a prova na última posição da classificação geral.

As prestações dos três pilotos evidenciam a crescente competitividade do karting moçambicano e reforçam a capacidade dos jovens talentos nacionais em competir com sucesso nas principais provas da região, representando com mérito Moçambique e o Automóvel & Touring Clube de Moçambique.

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A chuva que caiu nos últimos dias voltou a deixar a nu a falta de infra-estruturas de escoamento de águas pluviais nas cidades de Maputo e Matola. Até ao momento, não há registos danos avultados ou perda de vidas humanas.

Na Praça da Juventude, recentemente reabilitada e reinaugurada, um dos acessos está inundado, dificultando a mobilidade. Bem próximo deste local, no bairro de Hulene “B”, há quintais inundados.

“Aqui já não havia água, já tinha secado. Para nos movimentarmos aqui, em casa, usamos sacos [cheios de areia] para podermos passar para fora e podermos tirar água. Dentro de casa, a água da chuva não entrou.”

A concentração de água é notável também nas ruas. “Sempre que chove, aqui enche de água. Por isso passamos mal para circular.”

No Município da Matola, bairros como Machava, Nkobe e Patrice não escaparam às inundações urbanas. Glória Salomão, que tem o seu quintal todo alagado, sem mais espaço para circular, conta que mandou as crianças para casa de familiares e ficou para controlar a situação.

“Estamos a andar descalços por falta de botas. Como vê, colocámos pedras. Não há nada que possamos fazer diante desta chuva. Fomos votar, mas não vemos o resultado. Estamos a sofrer. Dormimos com sapos dentro de casa.”

A estrada recentemente construída no bairro Patrice Lumumba perdeu uma parte do asfalto, dando lugar à abertura de covas, o que deixa desgastados os automobilistas.

“A estrada não está boa. Esta estrada, acredito que não tem quatro anos, mas do jeito como estás a ver, está degradada. Nós, os chapeiros, é que passamos mal. Só estamos a embarcar passageiros porque enfim, mas não nos ajuda em nada”, reclamou Bento Tivane, um dos automobilistas que trabalha naquela via que permite ligação entre o Bairro Patrice Lumumba e demais territórios das cidades de Maputo e Matola.

Uma máquina escavadora da autarquia da Matola esteve a limpar um dos corredores de águas pluviais, de modo a evitar danos maiores nos bairros próximos.

O país já observa a época chuvosa e, segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia, a chuva deu uma pausa e poderá voltar a cair no próximo fim-de-semana.

Ferroviário da Beira e Ferroviário de Maputo protagonizam a final antecipada da Liga Mozal, em basquetebol sénior masculino, prova que decorre na cidade de Maputo. Os dois locomotivas disputam um dos jogos das meias-finais. Costa do Sol e A Politécnica é o outro jogo das meias-finais.

Estão definidos os jogos das meias-finais da Liga Mozal em masculinos. O embate entre os Ferroviários da Beira e de Maputo é o mais atractivo e que vai centrar as atenções dos amantes da bola ao cesto.

Os bicampeões nacionais, que tiveram apenas uma derrota na fase regular diante do Costa do Sol, não tiveram dificuldades para despachar o New Vision de Pemba por uma expressiva margem de 31 pontos, ou seja, 95-64.

Na fase regular os “locomotivas” tinham vencido a mesma equipas por 80-73.

Já o Ferroviário de Maputo, que terminou a fase regular na terceira posição, depois de somar duas derrotas e cinco vitórias, voltou a vencer o Maxaquene no acesso às meias-finais, desta vez por 88-64 depois da vitória na fase regular por dois diferença: 63-61.

O confronto realizado na primeira jornada entre Ferroviário de Maputo e Ferroviário da Beira terminou com uma vitória dos “locomotivas” de Chiveve por 69-67.

Por sua vez, o Costa do Sol terá pela frente a A Politécnica, equipa que derrotou na quinta jornada por 61-45. Nos quartos-de-final, a equipa de Miguel Guambe venceu o Ferroviário de Nampula por 66-57, enquanto os “universitários” afastaram o Sporting de Quelimane com vitória por 72-54.

Os jogos das meias-finais começam a ser disputados esta quarta-feira e são a melhor de 3.

As partes em conflito no leste da República Democrática do Congo (RDC) acordaram um cessar-fogo de 72 horas, com o apoio das autoridades congolesas e rwandesas, anunciaram segunda-feira os Estados Unidos (EUA).

“A partir do meio-dia (horário local), as forças armadas e os grupos armados não estatais cessaram os combates para facilitar a retirada das forças que ocupam a cidade de Mushaki e a estrada RP1030 (Kirolwire-Kitchanga)”, declarou a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Adrienne Watson, escreve a Angop.

A porta-voz do Conselho de Segurança Nacional referiu que Washington controlará as actividades das partes enquanto durar o cessar-fogo.

“Os Estados Unidos apoiam a retoma dos processos de Nairobi e Luanda, que procuram resolver os factores actuais e históricos que perpetuam esta crise de longa data”, acrescentou.

O acordo surge na sequência de uma viagem da directora dos Serviços Secretos dos EUA, Avril Haines, à RDC e de contactos diplomáticos com o Presidente congolês, Felix Tshisekedi, e com o Chefe de Estado rwandês, Paul Kagame.

Quando, em 2008, o ano civil se iniciou era pouco crível que, entre outros marcos desportivos, o surgimento do projecto social-desportivo Lázio Basket pudesse ganhar uma dimensão enorme e impactar a vida de rapazes e raparigas órfãs e com dificuldades de inserção social.

Hoje, volvidos quinze anos, os mentores, quando fazem um “back at the time”, ou melhor, recuam no tempo, não somente se mostram orgulhosos por terem contribuído para reter rapazes e raparigas desfavorecidas com a prática de desporto, bem como atribuição de bolsas de estudo.

Se no campo social há um ganho pelo facto de algumas atletas que deram os primeiros passos no basquetebol, integrando o projecto no bairro do Zimpeto, terem tido bolsas e se terem formado, estando algumas delas hoje nos EUA e em Portugal, no campo desportivo, pode-se, igualmente, regozijar.

Isto porque, em Novembro deste ano, a equipa sénior feminino da Lázio ocupou o terceiro lugar na Liga Sasol, portanto, a melhor classificação de sempre nestes quinze anos de percurso no desporto nacional.

Mas mais do que reclamar feitos desportivos, projecta-se agora, e sempre olhando para o bem-estar da rapariga e conjugando desporto-escola, a expansão para outros pontos de Moçambique, com particular enfoque para Cabo Delgado. Sim, Cabo Delgado, porquanto se olha, com sentido de solidariedade, para a necessidade de dar oportunidade a rapazes e raparigas vítimas do terrorismo que perderam seus familiares.

“O nosso objectivo, este ano, era chegar ao terceiro lugar. Mas é um objectivo que resulta de um percurso que construímos juntos com o director técnico, Cleiton Chissico. Fez um trabalho extraordinário com um grupo de meninas que agora já são senhoras, atletas, e que cresceram juntos. E, depois com reforços de duas jogadoras de fora, ficamos em terceiro lugar na Liga Sasol. Ano passado, tivemos um quinto lugar. Entrámos na Liga Sasol e confirmámos a nossa presença no campeonato nacional. Este ano, o nosso objectivo passava por ficar em terceiro lugar, e, felizmente, conseguimos alcançar este objectivo. Estamos satisfeitos, porque construímos isso com desempenho, construímos com treinamento duro e, sobretudo, com uma grande motivação das nossas atletas”, começou por dizer Simone Santi, presidente da Lázio.

 

ACADEMIA E PAVILHÃO NA ORDEM DO DIA…

 

Com um total de 33 bolsas de estudo, hoje, o projecto pretende continuar a ser uma rampa para projectar jovens com talento. Talento, esse, que deve ser explorado em paralelo com a academia e valores sociais. “O projecto, na verdade, foi criado em 2008. Temos a Lázio Basket na Itália desde 2007, que  é no  âmbito do apoio desportivo a Lázio. A Lázio é conhecida como uma equipa de futebol, isto no âmbito da política desportiva que tem 92 disciplinas. Em Maputo, iniciámos o projecto em 2018, no Colégio Arco-Íris, com projectos basicamente sociais. A nossa ideia era integrar rapazes e raparigas dos orfanatos num trabalho em parceria com os bairros. Naquela altura, o nosso projecto estava ligado ao bairro do Zimpeto. Depois, expandimos para os bairros Mussumbuluco, Matola, Unidade 7, assim como outros, tais quais Dom Bosco. O projecto cresceu até chegarmos, hoje, aos oito centros diferentes, onde o mini-basket continua a ser um projecto essencial. Mas, depois, quando eles melhoram as suas capacidades e crescem, sobem para jogar na alta competição. Então, neste momento, temos 400 atletas. Saímos da cidade para integrar e enquadrar aqueles rapazes e raparigas dos bairros. Vamos construindo o nosso projecto passo a passo.  A parte feminina cresceu muito.”

Uma das apostas para o fortalecimento do projecto foi, sem sombra de dúvidas, o trabalho desenvolvido por Cleiton Chissico, um elemento que trabalhou desde sempre na base. Continuar a trabalhar com as igrejas afigura-se como determinante para incutir valores sociais nos jovens que fazem parte do projecto.

“O nosso leque de treinadores cresceu, igualmente, uma vez que temos agora dezasseis treinadores nacionais, que trabalham sob a direcção de Cleiton Chissico. Estamos a crescer passo a passo. O projecto continua a ser de apoio ou cariz social. Continuamos a trabalhar com Dom Bosco, Igrejas e escolas. Mas, igualmente, virou um projecto com grande satisfação ao nível de alta competição e, podemos dizer, num patamar semi-profissional. A nossa grande satisfação, hoje, é contar com 33 bolas universitárias em Maputo. Temos dois atletas que já foram para os EUA com bolsas de estudo. E, recentemente, uma nossa atleta foi para Portugal com uma bolsa de estudo. Imaginas que as duas atletas que estão nos EUA não têm mãe nem pai.”

O céu é o limite. O projecto cresceu e, em consequência disso, desenham-se novos horizontes, que passam por construir uma academia e ter infra-estruturas desportivas próprias. “Vamos ter a nossa academia da Lázio. Estamos a tratar das coisas para termos o nosso campo. Já temos um espaço com a Comunidade Santo Egídio na zona do Zimpeto. Passo a passo, queremos construir a nossa casa, porque, neste momento, estamos com muitos campos onde trabalhamos e não temos casa própria. Para ter sustentabilidade de um projecto, precisamos de ter casa própria. Falamos do bairro do Zimpeto, porque é neste bairro onde tudo se iniciou. Para termos sustentabilidade, precisamos de ter  casa própria”, frisou.

E destacou que os italianos, com o “Progreto Collores”,  foram motivo inspirador. “Trata-se de um projecto que integra diversas nacionalidades. Chegamos a ter 1637 atletas de diferentes nacionalidades. Sabes que na Europa existe o racismo e imigrantes. Portanto, fazer jogar imigrantes, crianças de famílias que vieram das Filipinas, Nigéria, Brasil, ajuda, naquela faixa etária, porque elas se divertem e se ocupam. Este ano, entrou um patrocinador novo, que opera em Moçambique. Por acaso, estive em Dubai na semana passada, onde mantive encontro com eles. Estamos a juntar amigos e patrocinadores para fazer crescer este projecto. Temos quatro atletas que estão a estagiar connosco. Uma semana antes da fase final da Liga Sasol, uma atleta nossa informou que entrou numa grande empresa de petróleo e gás, uma multinacional. Ela era capitã da equipa, ficou com o calendário de trabalho apertado  e não podia jogar”, destacou.

O projecto, sem o apoio de figuras e singulares, não teria o mesmo impacto. “Temos de agradecer a Clarisse Machanguana, que foi nossa madrinha na Itália. Temos, igualmente, que agradecer a Nica Laila Gemo, que é nossa madrinha nos EUA. Estamos a projectar trabalhar em Cabo Delgado, estamos a ver a possibilidade de iniciar actividades lá e na Beira. O nosso projecto vai para outros pontos do país. O nosso objectivo, em Cabo Delgado, passa igualmente por colocar projectos para dar mais espaço às pessoas para praticarem desporto”, finalizou.

Victor Osimhen foi eleito, na noite desta segunda-feira,  como o melhor jogador africano de 2023, tornando-se também no primeiro nigeriano a vencer o prémio desde 1999 (Nwankwo Kanu). O avançado, orientado por José Peseiro na selecção, teve uma temporada espetacular no Nápoles, ao contribuir com 26 golos e 5 assistências para o scudetto que escapava ao clube há 33 anos.

Asisat Oshoala, também da Nigéria e que joga no FC Barcelona, foi, aos 29 anos, eleita a melhor jogadora de 2023, após ter levado a sua seleção aos oitavos de final do Mundial da Austrália/Nova Zelândia.

Pelo FC Barcelona, Oshoala, que superou a concorrência da sul-africana Thembi Kgatlana e da zambiana Barbara Banda, conquistou a Liga dos Campeões, a Liga espanhola e a Taça do Rei.

Para além destas duas distinções,  também foram atribuídos outros troféus: o melhor guarda-redes foi o marroquino Yassine Bounou (Bono), que venceu a Liga Europa pelo Sevilha e ajudou a sua selecção a chegar às meias finais do Mundial 2022. 

A melhor selecção masculina foi Marrocos, que se tornou na primeira seleção africana a atingir o quarto lugar num campeonato do mundo, eliminando Portugal e Espanha no caminho. E, por fim, o melhor treinador também foi marroquino… Walid Regragui, o responsável máximo pela grande prestação do seu país na maior competição de selecções do mundo.

A cantora e compositora sul-africana Bulelwa Mkutukana mais conhecida por “Zahara” faleceu, esta segunda-feira, em Joanesburgo, África do Sul, aos 36 anos, vítima de doença.

De acordo com a imprensa sul-africana, que avança a informação, a cantora teve complicações hepáticas semanas depois de ser internada no hospital em terapia intensiva.

Em Moçambique, a autora do sucesso “Loliwe” fez vários shows onde atraiu centenas de fãs.

Com o seu aclamado álbum “Lolilwe”, a cantora recebeu disco de platina duplo.

Zahara  ganhou vários prémios, incluindo 17 South African Music Awards, três Metro FM Awards e um Nigeria Entertainment Award.

Alguns dos nomes do futebol mais célebres de África, incluindo o ex-internacional moçambicano Tico-Tico, juntaram-se, domingo,  para homenagear as mais de duas mil vítimas  do terramoto ocorrido em Setembro, no Marrocos. Muhammad Sidat, responsável pelo departamento de licenciamento de clubes da CAF, participou, igualmente, no jogo solidário.

Uma verdadeira constelação de estrelas. Uma verdadeira onda de solidariedade para com os marroquinos. Domingo, o futebol uniu-se por uma causa: prestar tributo aos perecidos num terramoto que sacudiu Marrocos, em Setembro, provocando milhares de vítimas mortais e feridos.

Domingo, e num acto para prestar homenagem às vítimas, as lendas juntaram-se a mais de 100 crianças de Marraquexe e arredores e a vários dirigentes de futebol.

As lendas africanas incluíam Tico-Tico (Moçambique), El Hadji Diouf (Senegal), Samuel Eto’o (Camarões), Manuel Jose Luís Bucuane (Moçambique), Emmanuel Adebayor (Togo), Geremi Njitap (Camarões), Pascal Feindouno (Guiné), Herita Illunga (RD Congo), Charles Kabore (Burkina Faso), Thomas Nkono (Camarões) e Abedi Pele (Gana).

Emmanuel Amunike (Nigéria), Ahmed Hassan (Egito), Siaka Tiene (Costa do Marfim), Jonathan Pitroipa (Burkina Faso), Kalusha Bwalya (Zâmbia), Khalilou Fadiga (Senegal), Patrick M’Boma (Camarões), Titi Camara (Guiné), Salomon Kalou (Costa do Marfim), Siphiwe Tshabalala (África do Sul), Anthony Baffoe (Gana) e Mustapha El Haddaoui (Marrocos) fizeram parte deste memorável jogo de homenagem.

Destaque, outrossim, para estrelas femininas notáveis ​​​​que jogaram: Gaelle Enganamouit (Camarões), Alberta Sackey (Gana), Clementine Toure (Costa do Marfim), Onome Ebi (Nigéria) e Perpetua Nkwocha (Nigéria).

El Hadji Diouf, duas vezes Jogador Africano do Ano – 2001 e 2002 – e ícone senegalês, disse: “Somos uma África e quando um país sofre, unimo-nos para mostrar apoio. Temos de estar juntos, principalmente em momentos como este. Queremos mostrar às famílias que estamos com elas e que nunca esqueceremos o que aconteceu. Sentimos muito pela perda deles.”

O ex-capitão do Togo, Emmanuel Sheyi Adebayor, acrescentou: “É muito importante que estejamos aqui para o povo de Marrakech e para que saibam que estamos com eles nisso”.

“Ver as crianças de Marrakech nas arquibancadas do estádio significou muito para nós, pois realmente queremos mostrar a elas que estamos com elas. Quando eu era jovem, meus pais apoiaram-me na educação e de todas as maneiras possíveis, então senti a dor deles e espero que eles tenham partido inspirados por estarmos com eles.”

Os Mambas efectuaram, esta segunda-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, a primeira sessão de treino no quadro da preparação para o CAN 2023. Chiquinho Conde contou apenas com 13 jogadores dos 23 que actuam internamente, podendo o resto dos atletas juntar-se à selecção nos próximos dias.

É o começo de mais uma etapa de preparação, desta feita com o horizonte para o Campeonato Africano de Futebol (CAN), prova aprazada para Janeiro próximo, na Costa do Marfim.

Uma vez anunciada a pré-convocatória composta por 46 jogadores, o combinado nacional já está no terreno a criar as bases para aquilo que se pode esperar desse conjunto na mais alta roda do futebol africano.

O ciclo de preparação teve início esta segunda-feira, tendo sido marcado pela presença de apenas 13 dos 23 jogadores que actuam internamente, os quais, segundo o plano de trabalho do seleccionador nacional, vão corporizar a primeira fase de preparação.

Durante 15 dias, os trabalhos vão incidir-se mormente na criação de um grupo coeso, sendo que apenas 10 integrantes, tal como assumiu Chiquinho Conde, poderão fazer parte da convocatória final, que será dominada pelos atletas que militam fora de portas.

A sessão de treino desta segunda-feira esteve voltada à recuperação dos jogadores que, como se sabe, vêm de um período de inactividade devido ao término da época futebolística nacional.

“Infelismente, o Moçambola terminou há duas semanas, e também a Taça de Moçambique. Fizemos questão de deixar os jogadores que militam na selecção a gozarem as suas merecidas férias. Agora, chegou o momento de recomeçarmos os trabalhos, pois estamos a cerca de um mês do início de uma grande competição”, diz Chiquinho Conde.

O seleccionador nacional defende que é preciso que os jogadores que actuam internamente tenham alguns minutos e alguns jogos nos pés, antes do arranque da prova. Justifica, o seleccionador, que essa perspectiva tem em vista diminuir as assimetrias sob o ponto de vista físico com os que jogam fora do país, na medida em que os seus campeonatos estão em andamento.

“Não é o cenário que eu pretendia. Gostaria, de facto, que esses jogadores continuassem a competir, porque só assim é que eu poderia ter todos os atletas em melhores condições. Esse estágio serve fundamentalmente para limar essas lacunas”, defende o técnico.

 

ESTÁGIO EM ALGARVE

A primeira fase de preparação será feita em Moçambique. Segundo o seleccionador nacional, a segunda vai ser em Algarve, em Portugal, onde deverá ter todo o grupo de trabalho. O estágio em Portugal vai marcar a última etapa de preparação do combinado nacional antes de partir para Costa do Marfim, país que vai acolher a fase final do CAN. A partida para aquele país europeu está prevista para dia 27 deste mês.

“No espaço da selecção nacional, é sempre muito difícil podermos trabalhar. Normalmente, temos tido jogadores disponíveis um ou dois dias antes de uma competição.”

Esse facto, segundo Chiquinho, tem sido um dos maiores “handicap” no processo de preparação de qualquer jogo ou competição. Ainda assim, o técnico garante que há uma predisposição no seio dos jogadores, que pretendem fazer a diferença. Chiquinho Conde abordou, falando à imprensa, os adversários dos Mambas no CAN, nomeadamente Egipto, Gana e Cabo Verde.

“No nosso grupo, temos duas selecções candidatas ao título, mas hoje em dia as camisolas não ganham jogos. Nós temos, também, jogadores a militarem no estrangeiro e com um grande potencial”, reconhece o seleccionador nacional, que abordou também o regresso de Renildo Mandava à selecção depois de ter estado afastado por um longo período devido à lesão.

“É um jogador que faz muita diferença. Certamente, ele vai emprestar muita experiência e maior competitividade à selecção. É um menino fantástico e um excelente profissional. E nós estamos gratos pelo seu regresso e esperamos que até lá ele esteja em perfeitas condições.”

Durante o ciclo de preparação intramuros, os Mambas poderão efectuar jogos de controlo estando, para já, agendada uma partida contra a selecção de eSwathini. A partida, tal como deu a conhecer Chiquinho Conde, poderá ser esta quarta-feira.

Está prevista também a deslocação do combinado nacional para outras províncias do país, onde deverá realizar jogos de preparação com equipas locais, tendo em vista conferir maior traquejo aos jogadores.

O presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), Luís Bitone, afirma que em Moçambique continua a registar-se violação dos direitos dos cidadãos, em diversos sectores da sociedade.

Luís Bitone aponta os ataques a civis, pelos terroristas na província de Cabo Delgado, a violência pós-eleitoral, bem como os sectores da Polícia da República de Moçambique e da Saúde, como os que violam, sistematicamente, os direitos humanos no país.
Bitone fez a observação este domingo, na vila-sede do distrito de Boane, Província de Maputo, na senda das cerimónias centrais das celebrações dos setenta e cinco anos da proclamação dos Direitos Humanos.

Não obstante estes casos, o presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos reconhece que o Governo se tem esforçado na protecção e defesa dos direitos humanos através do diálogo com os diferentes actores que intervêm neste capítulo.
Presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos, Luís Bitone, congratula o Governo moçambicano pelo diálogo que tem mantido com diversos actores da sociedade visando a preservação dos direitos humanos no país.

O Dia Internacional dos Direitos Humanos em Moçambique foi celebrado sob o lema: “Dignidade, Liberdade e Justiça para Todos”.

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