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Transformar o Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, criar um Tribunal de Contas, garantir autonomia financeira ao poder judicial e reforçar a justiça eleitoral, bem como o combate à corrupção, são algumas das principais propostas constantes no Pacto pela Justiça e Estado de Direito Democrático.

O documento foi apresentado durante o Congresso da Justiça, realizado recentemente na cidade de Maputo, tendo o seu texto final sido tornado público esta sexta-feira pela Procuradoria-Geral da República.

Para responder aos desafios enfrentados pelo sector, o Segundo Fórum da Justiça, realizado há uma semana na capital do País, recomendou um conjunto de reformas estruturais consideradas essenciais para o fortalecimento do sistema judicial.

Entre as principais propostas destacam-se a transformação do Conselho Constitucional em Tribunal Constitucional, a conversão do Tribunal Administrativo em Supremo Tribunal Administrativo e a criação de um Tribunal de Contas.

Para além destas alterações institucionais, o documento de 18 páginas defende igualmente o reforço da independência dos tribunais, com enfoque na autonomia administrativa e financeira do poder judicial.

O pacto propõe ainda a constitucionalização da fixação de uma percentagem do Orçamento do Estado destinada ao sector da Justiça, de forma a garantir uma autonomia financeira efectiva e progressiva.

No capítulo eleitoral, o documento sublinha que a credibilidade dos resultados constitui uma condição essencial para a paz e estabilidade no País, alertando que Moçambique não deve continuar a enfrentar crises pós-eleitorais evitáveis através da implementação de reformas estruturais.

“O País não pode continuar a assistir a crises pós-eleitorais evitáveis, quando existem reformas que estão ao alcance do Estado”, refere o documento.

O Pacto pela Justiça dedica igualmente atenção ao combate à corrupção no sistema judicial, classificando o fenómeno como uma das mais graves ameaças ao Estado de Direito.

“A corrupção no sistema de justiça é a mais grave das traições ao Estado de Direito, porque subverte o único árbitro que os cidadãos têm para defender os seus direitos”, lê-se no documento.

Para enfrentar este problema, são propostas medidas como a criação de canais confidenciais de denúncia, o reforço da fiscalização das declarações patrimoniais dos magistrados e uma maior cooperação entre as instituições de justiça e a sociedade civil.

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O Saxofonista moçambicano, radicado na Noruega, Ivan Mazuze, foi nomeado pela terceira vez membro do Comité da Direcção Norueguesa de Cultura para a linha de apoio destinada a organizadores de concertos e festivais na Noruega.

A Direcção Norueguesa de Cultura indicou o saxofonista, compositor e gestor cultural Ivan Mazuze, pela terceira vez consecutiva, uma nomeação que reforça a confiança depositada no seu trabalho e reconhece o seu compromisso contínuo com um ecossistema musical norueguês mais diversificado, representativo e sustentável.

Como membro do comité, Mazuze contribuirá com avaliações artístico‑culturais, com base no conhecimento do sector e uma ampla experiência adquirida tanto na Noruega como no cenário internacional. 

Na sua função poderá também analisar candidaturas de organizadores e festivais de todo o país, com o objectivo de fortalecer produções profissionais, promover desenvolvimento de público e elevar a qualidade artística.

“Estou profundamente grato pela confiança e motivado para continuar a contribuir com o trabalho de apoiar organizadores e festivais que criam espaços essenciais de encontro entre artistas e público em toda a Noruega”, afirma Mazuze.

Ao longo dos últimos anos, Mazuze tem sido uma figura central no panorama cultural norueguês, tanto como músico quanto como consultor cultural e desenvolvedor de programas. 

O seu trabalho destaca‑se em grande medida na competência intercultural, qualidade artística e práticas inclusivas de envolvimento de público. 

Mazuze junta-se a outros membros com diversas competências literárias e experiência na área das artes performativas na Noruega.

O comité é formado por especialistas em suas áreas de especialização que fornecem informações ao conselho cultural nacional sobre questões profissionais e melhoramento na própria área.

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) e a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) procederam à assinatura do acordo de cedência dos direitos de organização do Campeonato Nacional da I Divisão – Moçambola – válido para as épocas desportivas 2025/26 e 2026/27.

O acordo foi rubricado pelo presidente da FMF, Feizal Ismael Sidat, e pelo presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, reforçando o compromisso institucional entre as duas entidades para o fortalecimento do futebol profissional em Moçambique.

Nos termos do acordo, a FMF cede à LMF os direitos de organização do Moçambola, cabendo à Liga assegurar a gestão operacional da competição, incluindo a sua planificação, organização, coordenação logística e promoção, em estrita observância dos regulamentos, estatutos e orientações da Federação Moçambicana de Futebol.

Por sua vez, a FMF mantém o papel de entidade reguladora do futebol nacional, garantindo a supervisão institucional da competição e assegurando que o campeonato decorra em conformidade com as normas nacionais e internacionais que regem a modalidade.

A renovação deste acordo enquadra-se na estratégia de consolidação do modelo de gestão do futebol profissional no País, promovendo maior organização, sustentabilidade e valorização do principal campeonato nacional.

Com esta parceria renovada, FMF e LMF reiteram o compromisso de continuar a trabalhar de forma articulada para elevar a qualidade competitiva do Moçambola, reforçar a sua visibilidade e criar melhores condições para clubes, atletas, parceiros e adeptos.

A Vodacom anunciou a entrega de mil kits de dignidade para mulheres e raparigas, além da mobilização de cerca de 20 toneladas de bens essenciais, enquanto o Moza Banco disponibilizou um apoio financeiro simbólico para apoiar as acções sociais do Gabinete da Primeira-Dama. As partes manifestaram ainda interesse em fortalecer parcerias institucionais, incluindo a possibilidade de assinatura de um memorando de entendimento para aprofundar a cooperação em iniciativas de carácter social.

A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, recebeu em audiência esta segunda-feira, no seu gabinete, a directora da Fundação Vodacom, Cristina Azevedo, e o membro da Comissão Executiva do Moza Banco, Jaime Joaquim, encontros durante os quais foram anunciados apoios destinados a reforçar a assistência às populações afectadas pelas recentes cheias e a fortalecer futuras parcerias de carácter social.

Em declarações à imprensa no final da audiência, Cristina Azevedo explicou que a visita teve como objectivo a entrega de mil kits de dignidade destinados a mulheres e raparigas afectadas pelas cheias, no quadro da resposta de emergência promovida pela Fundação Vodacom.

“Foi uma boa oportunidade para a Fundação, de poder canalizar ajudar que é especificamente para mulheres e meninas, porque nós sabemos que, normalmente, é este grupo que fica mais vulnerável quando se trata de situações de emergência. Então, o que o Gabinete de Sua Excelência Primeira-Dama nos permitiu foi, no fundo, contribuir desta forma”, afirmou.

A responsável acrescentou que a Fundação Vodacom mobilizou cerca de 20 toneladas de bens essenciais para apoiar as populações afectadas, com particular atenção às necessidades das mulheres e raparigas atingidas pelas inundações.

“Neste caso foi especificamente para acautelar as necessidades das meninas e das mulheres que foram, infelizmente, afectadas pelas cheias”, declarou.

Durante o encontro, as duas instituições analisaram igualmente a possibilidade de formalizar a cooperação através de um instrumento de parceria institucional. “No âmbito desta colaboração, percebemos que poderia ser uma boa oportunidade, como nós Vodacom, formalizar esta relação com o Gabinete da Primeira-Dama. Todos nós temos visto quão preocupada, quão activa Sua Excelência Primeira-Dama, Gueta Chapo, tem sido. E isso ajuda-nos a colaborar, a aprofundar aqueles que são os nossos ideais, aquilo que é o nosso objectivo”, disse.

Segundo Cristina Azevedo, as partes discutem actualmente um memorando de entendimento que deverá ser assinado em breve. “Então, hoje conversámos também sobre a possibilidade de assinarmos um memorando de entendimento entre ambas as instituições. E é com muito prazer que eu digo que será feito em breve.

Neste momento temos um texto a ser discutido. Portanto, muito em breve estaremos aqui de novo para formalizarmos, então, esta parceria entre a Fundação Vodacom e o Gabinete de Sua Excelência Primeira-Dama”.

Num encontro realizado separadamente, o membro da Comissão Executiva do Moza Banco, Jaime Joaquim, explicou que a instituição solicitou a audiência para manifestar o seu apoio às iniciativas sociais promovidas pelo Gabinete da Primeira-Dama.

“Pedimos este encontro porque reconhecemos que o Gabinete da Primeira-Dama tem um papel muito importante a desempenhar na economia de Moçambique, e o país enfrenta, neste momento, vários desafios. E nós quisemos juntar-nos ao Gabinete da Primeira-Dama no apoio que pode ser dado à sociedade”, afirmou.

Na ocasião, o Moza Banco anunciou a entrega de um apoio financeiro simbólico destinado a reforçar as acções sociais do Gabinete da Primeira-Dama, sobretudo no actual contexto de calamidades naturais.

“Portanto, viemos hoje oferecer um apoio simbólico, monetário, para que junto de outros apoios que o Gabinete da Primeira-Dama tem recebido se possa fazer face aos desafios que os moçambicanos enfrentam neste momento, particularmente num período em que se registam calamidades naturais no país. Julgamos que este apoio é muito importante para a Primeira-Dama poder levar a cabo aquilo que são os seus programas, e nós estamos muito gratos, em nome da Comissão Executiva do Moza Banco”.

Jaime Joaquim acrescentou que o Moza Banco está aberto a continuar a desenvolver parcerias que possam ajudar o Gabinete da Primeira-Dama a levar a cabo os seus programas, sobretudo no apoio às comunidades carenciadas e às populações afectadas pelas diversas calamidades naturais que se registam no país.

Liga Desportiva de Maputo, Black Bulls (pela Série A), Costa do Sol e Ferroviário de Maputo (pela Série B) garantiram lugares nas meias-finais da Liga Jogabets, o torneio de abertura da Cidade de Maputo. Os jogos disputam-se nesta quarta-feira, dia em que serão conhecidos os finalistas da prova.

Com o encerramento da fase regular da prova, a Black Bulls foi a última equipa a conseguir o apuramento nas meias-finais, depois de ter disputado o derradeiro jogo nesta segunda-feira, diante do Maxaquene.

Tratava-se de um jogo de destaque para as duas equipas que procuravam um lugar nas meias-finais da prova, tendo em conta que qualquer delas tinha possibilidade de chegar, sendo que os “touros” precisavam de um empate, enquanto os “tricolores” eram obrigados a vencer por números gordos.

As duas equipas entraram fortes, procurando o golo mais cedo, mas sem sucesso, chegando o intervalo com o nulo e a decisão deixada para a segunda parte.

Foi preciso a magia de Jafete, de cabeça, para destronar o guarda-redes da Black Bulls, após cruzamento da direita, a abrir o marcador e deixar aberta a partida. Porém, mesmo com inúmeras tentativas de marcar mais golos, o resultado terminou com vitória magra dos maxacas, ainda assim insuficiente para garantir lugar nas meias-finais.

As duas equipas terminaram com o mesmo número de pontos, mas a Black Bulls beneficia do maior número de golos e termina em segundo lugar, atrás da Liga Desportiva de Maputo, que nesta jornada empatou sem abertura de contagem diante do Vulcano.

Para cumprir calendário, Mahafil derrotou o Estrela Vermelha de Maputo por 3-1 e ambos ficam eliminados da prova.

Pela Série B, qualificam-se para as meias-finais as duas melhores equipas do grupo, ambos dos Moçambola, nomeadamente o Costa do Sol e o Ferroviário de Maputo. 

Os “canarinhos” terminaram na primeira posição depois de mais uma vitória na prova, desta feita diante do Ntsondzo, com Amadou, Davis e Mbulu a apontarem os golos do Costa do Sol, e Djeny a reduzir aos 93 minutos.

Por seu turno, o Ferroviário de Maputo acabou por garantir a vaga nas meias-finais após vitória categórica diante do Matchedje por duas bolas sem resposta com golos apontados por Hoopsi e Laque.

Os “locomotivas” precisavam de vencer o jogo, sob pena de ficarem arredados, uma vez que os “militares” também perseguiam a vaga, mas a sua superioridade acabou por vincar e a passagem, garantida.

Nas meias-finais, a disputarem-se na quarta-feira, a Liga Desportiva de Maputo, única equipa que não seja do Moçambola, defronta o Ferroviário de Maputo, enquanto Costa do Sol e Black Bulls se digladiam por um lugar na final de domingo.

Os comentadores da STV, Hélder Jauana e Alberto da Cruz, criticaram a actuação do Município de Maputo na gestão de obras públicas na cidade, apontando falhas na planificação e na definição de prioridades.

Hélder Jauana destacou que a prática de asfaltar estradas e pouco tempo depois voltar a escavá-las revela um problema de organização. “Quando estás numa situação em que uma estrada é asfaltada hoje, amanhã é rebentada, escavada, o problema deixa de ser técnico, ele passa a ser um problema de planificação”, disse.

O comentador acrescentou que a gestão da coisa pública exige responsabilidade. “Cada metical que nós empregamos deve ser para resolver um problema e cada metical que nós duplamente empregamos para a mesma acção deve se responsabilizar quem o faz”, frisou.

Por sua vez, Alberto da Cruz criticou a falta de priorização das obras, apontando que bairros periféricos continuam a sofrer com problemas estruturais, enquanto outras zonas recebem intervenções constantes. 

“Se aqui na Baixa, nós, por exemplo, vimos ontem que encheu a água… se há uma prioridade, esta prioridade devia ser a drenagem nas zonas onde o povo está”, disse.

Da Cruz ressaltou ainda a situação de residentes de bairros como Albazine e Magoanine, afectados por cheias. “Agora que estamos a falar, há gente que não consegue ou não dormiu nas suas casas porque houve inundações… o município pode pegar o dinheiro que existe e investir onde há um problema real e poder resolver aquele problema de tal forma que não haja necessidade de a STV e outros canais irem a estes lugares reportarem situações dramáticas e muitas das vezes desumanas”, concluiu.

O debate dos comentadores evidencia a necessidade de uma planificação mais eficiente e de uma definição clara de prioridades para evitar desperdício de recursos públicos e melhorar a qualidade de vida dos munícipes.

A fase de recenseamento piloto, que terá lugar na primeira quinzena de Agosto próximo, vai permitir assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, avaliado em pouco mais de 110 milhões de dólares, pouco mais de sete mil milhões de meticais.

Moçambique vai realizar em Agosto próximo um recenseamento piloto da população, para assegurar que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional de 2027, anunciou esta segunda-feira a presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), citado pela imprensa moçambicana.

“Importa referir que o licenciamento piloto do censo de 2027 terá lugar no mês de Agosto deste ano. Esta fase é de extrema importância na medida em que permitirá avaliar e validar os questionários, os sistemas tecnológicos, os procedimentos operacionais e a organização do trabalho de campo”, disse, em Maputo, Eliza Magaua, durante o lançamento da cartografia para a operação do próximo ano.

Segundo a responsável, esta fase vai permitir assegurar também que todas as componentes estejam devidamente ajustadas antes da implementação do censo nacional, avaliado em pouco mais de 110 milhões de dólares (7.029.000.000 de meticais ao câmbio de ontem), em que o Banco Mundial já garantiu o financiamento inicial de 12,7 milhões de dólares (811.530.000 de meticais pelo mesmo câmbio).

“A informação recolhida nesta fase permitirá preparar com rigor a etapa final do licenciamento, que está prevista para decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027”, avançou, acrescentando que com a colaboração de todos, este recenseamento demográfico será um marco histórico na modernização das estatísticas em Moçambique.

Aos agentes cartógrafos que nos próximos meses estarão no terreno, Eliza Magaua pediu dedicação, profissionalismo, disciplina e elevado sentido de responsabilidade, bem como o respeito e cordialidade no contacto com as comunidades e com os agregados familiares, reiterando ainda que a colaboração da população será igualmente essencial para o sucesso da operação.

“Gostaria, igualmente, de apelar à colaboração de todos, autoridades administrativas, líderes comunitários, organizações da cidade civil, partidos políticos e cidadãos, para que recebam e apoiem os agentes cartógrafos no exercício das suas funções”, acrescentou, citado pela imprensa nacional.

Teles Huo, director Nacional de Políticas Económicas e Desenvolvimento, recordou na ocasião que o censo de 2027 será particularmente relevante para Moçambique, já que será o primeiro totalmente digital a ser realizado no país, representando um avanço significativo.

“Quarenta e seis anos depois, teremos então um censo totalmente digital. É, de facto, um avanço importante a ser sinalizado e isto mostra que estamos também a apostar neste campo”, destacou, citado pela mesma fonte.

Huo acrescentou que os dados que resultarão deste exercício serão fundamentais para apoiar a formação de políticas públicas, orientar a planificação territorial e reforçar a monitorização das estratégias de desenvolvimento de memória social, desde o nível local até ao nível nacional.

“É óbvio que para qualquer país, para que possa haver uma boa planificação de desenvolvimento, é preciso que haja dados, haja evidências. Então, a planificação, o desenvolvimento é feito com as pessoas, é preciso que saibamos como é que está a nossa dinâmica populacional, onde é que as pessoas estão localizadas, para que possamos planificar de uma forma mais calibrada”, concluiu.

Em Junho passado, o INE anunciou que prevê registar, no recenseamento populacional de 2027, 36 milhões de habitantes, mais dez milhões face ao censo de 2017.

Ao apresentar a estrutura organizativa do plano do quinto recenseamento geral da população e habitação, Elisa Magaua avançou que se espera um crescimento face à operação de 2017, quando foram registados pouco mais de 26 milhões de habitantes em Moçambique.

O recenseamento geral da população e habitação vai decorrer de 01 a 15 de Agosto de 2027, pela primeira vez através das plataformas digitais e com resultados em seis meses.

 O INE estimou em 34 milhões a população moçambicana em 2025, contra pouco mais de 26 milhões do último censo de 2017.

Uma jovem de 37 anos de idade foi assassinada na madrugada deste sábado, na cidade de Chimoio, província de Manica. A família da vítima acusa o namorado de ser o principal suspeito do crime, alegando que o casal vivia frequentemente em constantes desentendimentos.

Uma mulher perdeu a vida após um desentendimento com o namorado numa barraca localizada no mercado Mapulango, no bairro Centro-Hípico.

Mizédia Domingos Serpa, mãe de dois filhos menores, trabalhava como vendedora de carne de porco no mercado Mapulango. Segundo familiares, na tarde de sexta-feira ela saiu do local de trabalho acompanhada pelo namorado em direcção a casa.

Durante a madrugada de sábado, moradores ouviram gritos de socorro vindos das proximidades da sua residência e quando se aproximaram para perceber o que aconteceu, encontraram-na morta.

De acordo com a irmã da vítima, quando chegou ao local encontrou Mizédia inconsciente e com sinais de agressão física, e logo suspeitaram do namorado, com quem tinha um histórico de brigas e agressões.

Horas depois, não resistiu aos ferimentos e perdeu a vida. A família da vítima tem o namorado como o principal suspeito e pede justiça. Entretanto, o mesmo desapareceu depois do sucedido e encontrava-se em parte incerta, tendo depois sido accionada a polícia para os trâmites legais, bem como a denúncia.

A Polícia da República de Moçambique em Manica, reagiu ao caso do alegado assassinato de uma jovem pelo seu namorado. Segundo a corporação, o principal suspeito apontado pela família da vítima encontra-se internado no Hospital Provincial de Chimoio, em estado de coma e a lutar pela vida.

De acordo com a Polícia, neste momento ainda é prematuro avançar com a sua responsabilização formal no caso. As autoridades aguardam pela recuperação do suspeito para que possam ser realizadas mais averiguações e esclarecidos os contornos do crime.

Segundo a Polícia, o casal encontrava-se no estabelecimento comercial a consumir bebidas alcoólicas quando iniciou uma discussão no interior da barraca. A população presente no local interveio e conseguiu separá-los.

Momentos depois, os dois abandonaram o local juntos numa motorizada pertencente ao namorado. Entretanto, a Polícia foi acionada por populares que relataram que uma mulher estava a pedir socorro.

No local, as autoridades encontraram a vítima estendida e em estado grave. A mulher foi socorrida e levada ao hospital, mas acabou por perder a vida horas depois.

“Deste caso temos a referenciar que também encontra-se o cidadão que com ela estava no estabelecimento comercial a consumir álcool, neste exacto momento internado e em coma. A família da vítima acaba acusando este cidadão porque os mesmos vinham com histórico de violência, já passaram por várias vezes nas nossas subunidades policiais com histórico de violência, mas há um trabalho que está sendo feito para apurar a veracidade deste facto”, disse Mouzinho Manasse, porta-voz da Polícia da República de Moçambique em Manica.

As autoridades afirmam que continuam a trabalhar para apurar as circunstâncias do caso e aguardam pela recuperação do suspeito para recolher mais informações que possam esclarecer os factos.

“Ele é apontado como o suspeito pela família, nós temos de manter a custódia até o momento que ele sair do coma para podermos colher mais informações em torno deste caso”, concluiu Manasse.

A situação da cólera no distrito de Caia, na província de Sofala, continua a preocupar as autoridades sanitárias, apesar de se registar uma tendência gradual de redução de casos graves, segundo o Ministério da Saúde.

O surto eclodiu no dia 10 do mês passado e, até ao momento, foram registados cumulativamente 239 casos e um óbito. Actualmente, 12 pacientes encontram-se internados nas unidades sanitárias do distrito.

Entre domingo e segunda-feira foram notificados 11 novos casos da doença, nenhum deles em estado grave, ao contrário do que se verificava nas primeiras semanas do surto. Deste número, cinco pacientes receberam alta após tratamento e seis permanecem internados.

Apesar desta evolução considerada positiva, as autoridades de saúde alertam que a situação ainda é preocupante, “tendo em conta que estamos com uma média de seis a dez casos entrados por dia. De forma geral, no cumulativo, temos cerca de 239 casos”. 

Por ser um importante corredor ferroviário e rodoviário que liga as províncias de Sofala, Tete e Zambézia, o distrito de Caia reforçou as medidas de vigilância sanitária para evitar a propagação da doença. 

Entre as acções implementadas pelas autoridades sanitárias estão a instalação de pontos de lavagem das mãos, desinfecção em locais estratégicos e reforço do controlo nas principais portas de entrada.

E actividades comunitárias também estão a decorrer, desde o seguimento de casos e seus contactos, bem como o trabalho a nível das fontes de água, bem como monitoria das fontes de água para reduzir o risco de transmissão da doença.

Dados cumulativos apontam 239 casos de cólera e um óbito no distrito de Caia.

O selecionador do Irão, o australiano Graham Arnold, apelou hoje à FIFA para que adie o play-off intercontinental para o Mundial 2026 devido aos transtornos causados pela escalada da guerra no Irão.

Devido ao conflito entre Israel e Estados Unidos no vizinho Irão, a selecção iraquiana enfrenta grandes problemas logísticos antes da decisiva eliminatória com o Suriname ou a Bolívia, agendada para 31 de Março, em Monterrey, no México.

Com o espaço aéreo iraquiano encerrado até 01 de Abril devido ao conflito, o plantel de Graham Arnold — composto predominantemente por jogadores da liga nacional — está impossibilitado de se reunir completamente.

Os jogadores não conseguiram vistos para o torneio de repescagem no México devido ao encerramento de embaixadas estrangeiras e o seleccionador está retido nos Emirados Árabes Unidos por causa do conflito.

“Por favor, ajudem-nos com este jogo, porque neste momento estamos a ter dificuldades em tirar os nossos jogadores do Iraque”, disse Graham Arnold.

A crise já obrigou ao adiamento de um período de treinos planeado em Houston, nos Estados Unidos, e o seleccionador do Iraque já afirmou que a escolha de uma equipa composta apenas por jogadores que atuam no estrangeiro não é uma opção viável.

“Não seria a nossa melhor equipa, e precisamos da nossa melhor equipa disponível para o jogo mais importante do país em 40 anos”, disse.

Graham Arnold propôs um adiamento estratégico do calendário dos play-off, sugerindo que a FIFA permita que o Suriname e a Bolívia joguem o seu jogo preliminar este mês, mas adie a final para uma semana antes do início do Mundial.

“Na minha opinião, se a FIFA adiar o jogo, teremos tempo para nos prepararmos adequadamente”, disse o seleccionador, acrescentando que isso também dá à FIFA mais tempo para avaliar a questão da participação do Irão.

Para Arnold, se o Irão desistir, o Iraque vai ao Mundial 2026, e isso dá aos Emirados Árabes Unidos, selecção que derrotou na qualificação, a hipótese de se preparar para disputar o play-off intercontinental.

“O presidente da nossa federação, Adnan Dirjal, está a trabalhar incansavelmente para planear e preparar tudo para que o sonho de todos no Iraque se torne realidade, por isso precisamos que esta decisão seja tomada rapidamente”, concluiu.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de Fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infra-estruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrain, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

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