Os pilotos moçambicanos voltaram a demonstrar o seu talento além-fronteiras ao alcançarem resultados de destaque na 3.ª prova do Campeonato Rotax Northern Regions, disputada no circuito de VKC, em Vereeniging, África do Sul. Em representação de Moçambique, do Automóvel & Touring Clube de Moçambique (ATCM) e da equipa Rasteirinho Racing, Teresa Bettencourt, Tiane Resende e Daniel Resende enfrentaram alguns dos melhores pilotos sul-africanos, deixando boas indicações sobre o crescimento do karting nacional.
O grande destaque da jornada foi Teresa Bettencourt, da Rasteirinho Racing, que brilhou na sua estreia no exigente circuito sul-africano. A jovem piloto qualificou-se na sétima posição entre 13 concorrentes da categoria Micro Max, ficando a apenas 0,645 segundos da pole position. Ao longo das três mangas, evidenciou um ritmo competitivo e consistente, terminando a primeira e a segunda corridas no quarto lugar e alcançando um excelente segundo lugar na derradeira manga, a apenas 153 milésimos de segundo da vitória.
A prestação confirmou a evolução da piloto moçambicana, que competiu pela primeira vez naquele traçado e conseguiu discutir os lugares cimeiros com alguns dos principais pilotos da categoria. O desempenho reforça o estatuto de Teresa Bettencourt como uma das maiores promessas do karting moçambicano. A piloto voltará a representar Moçambique e o ATCM no próximo dia 29 de Agosto, na última prova do Campeonato Nacional disputado em território sul-africano.
Na categoria Bambino, Tiane Resende também esteve em evidência ao terminar a prova no quinto lugar da classificação geral. Integrando uma grelha composta por 13 pilotos, o vice-campeão moçambicano começou por concluir a primeira manga na sétima posição, melhorou significativamente na segunda corrida ao subir para o quarto lugar e encerrou a competição em sexto na terceira manga. A regularidade demonstrada permitiu-lhe assegurar um lugar no Top 5 da classificação final.
Além da boa prestação em Vereeniging, Tiane Resende continua a liderar o Campeonato CKA, principal competição de karting de Moçambique, promovida pelo ATCM, mantendo-se focado na quarta prova da temporada, agendada para 19 de Setembro, no Kartódromo do ATCM.
Já Daniel Resende enfrentou um fim de semana particularmente exigente na categoria Mini Max. O piloto competiu pela primeira vez no circuito de Vereeniging, depois de um período de férias afastado dos treinos, o que condicionou o seu ritmo competitivo.
Apesar das dificuldades, Daniel demonstrou determinação ao longo da prova. Na segunda manga, apresentou melhorias no desempenho, mas um incidente em pista comprometeu o resultado, relegando-o para a última posição. Na terceira corrida, foi desclassificado, devido a uma irregularidade relacionada com o peso do kart, situação posteriormente atribuída a uma diferença de cerca de um quilograma na balança utilizada para as verificações técnicas. Sem pontuar na última manga, terminou a prova na última posição da classificação geral.
As prestações dos três pilotos evidenciam a crescente competitividade do karting moçambicano e reforçam a capacidade dos jovens talentos nacionais em competir com sucesso nas principais provas da região, representando com mérito Moçambique e o Automóvel & Touring Clube de Moçambique.
A embaixada de França no Níger, que Paris tinha anunciado que iria encerrar pouco antes do Natal, está oficialmente encerrada “até nova ordem” e continuará a funcionar a partir de Paris, anunciou ontem o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.
“A embaixada de França no Níger está encerrada até nova ordem. Durante os últimos cinco meses, a nossa embaixada foi gravemente afectada, o que a impossibilitou de cumprir as suas missões: bloqueios em torno da embaixada, restrições de viagem para o pessoal e o regresso de todo o pessoal diplomático que devia deslocar-se ao Níger”, segundo um comunicado do Quai d’Orsay, citado pela Angop.
O encerramento de uma embaixada, uma medida extremamente rara, foi decidido ao mesmo tempo que se processou a retirada dos últimos soldados franceses destacados no Níger, no âmbito da luta contra o terrorismo, que deixaram o país em 22 de Dezembro.
As relações entre Paris e Niamey deterioraram-se após o golpe militar de 26 de Julho que resultou na deposição do Presidente eleito Mohamed Bazoum.
Kylian Mbappé termina contrato no final desta época. Neste momento, é o jogador mais valioso do mundo, entre os que estão livres para assinar por qualquer clube.
Desde segunda-feira, 1º de Janeiro, Kylian Mbappé está livre para assinar a custo zero por outro clube que não o Paris Saint-Germain, onde poderá jogar a partir de Junho de 2024, o que garante um novo capítulo na novela de especulações e rumores.
A meio de 2023, antes da actual temporada, tudo estava claro para o jogador da seleção francesa, que comunicou por carta ao clube parisiense que não pretendia renovar o seu contrato quando este terminar, em Junho de 2024.
Mas a tensão diminuiu e a calma voltou depois da tensão com o PSG, durante a qual o clube, furioso com a possibilidade de não conseguir sequer obter o benefício financeiro de uma transferência do jogador, avaliado em 180 milhões de euros segundo o site especializado Transfermarkt, chegou a afastar o craque do grupo de trabalhos.
Desde então, a relação entre o dirigente do PSG, Nasser Al Khelaïfi, e o capitão da seleção francesa é sólida e bem estabelecida, segundo garantem no clube.
Vários meios de comunicação relatam que o jogador abriu mão de parte dos seus colossais bónus de “fidelidade”.
O staff do craque francês não quis comentar à AFP sobre os próximos meses, enquanto o clube há muito tempo não comenta oficialmente o caso.
Depois de marcar 16 golos desde o início da temporada contando todas as competições, muito à frente dos demais atacantes do plantel, Mbappé marcou ainda mais a sua importância no jogo do PSG, mas a direcção do clube abandonou o pânico do mês de Junho e começa a considerar uma vida sem o camisa 7, garantindo que não é dependente de um único jogador.
O Real Madrid, um dos clubes favoritos de Mbappé e, durante vários anos, o seu maior pretendente, e o Liverpool têm extensas conquistas na Liga dos Campeões que podem convencer o francês.
Meios de comunicação espanhóis como ‘As’ e ‘Marca’ mantêm uma campanha permanente para que Mbappé desembarque no Santiago Bernabéu, mesmo depois de o jogador já ter frustrado os planos do clube. Segundo o ‘The Athletic’, o Real Madrid pediu ao jogador que tomasse a sua decisão antes de meados de Janeiro.
Kylian Mbappé está avaliado em 180 milhões de euros pelo site ‘Transfermarkt’, o mesmo valor de Erling Haaland e Jude Bellingham.
Cabo Delgado corre o risco de conviver com o terrorismo para sempre e tornar-se zona de violência extrema, caso se continue a considerar-se normal a situação de segurança e a desvalorizar as mortes que não param de ocorrer na província.
O alerta é do Bispo de Pemba que está preocupado com a forma como as autoridades moçambicanas e uma parte do mundo têm estado a tratar o assunto do terrorismo em Cabo Delgado, uma província em conflito armado há quase sete anos.
“Há um certo tipo de discurso crescente que pode trazer uma atitude de comodismo da nossa parte quando se diz que a situação em Cabo Delgado está controlada ou vamos controlar. Isso me preocupa porque não podemos domesticar uma situação de violência. Nós temos a nossa história, nossa cultura e nossas conquistas, e não podemos dizer que o terrorismo não acaba e o que devemos fazer é apenas controlar. Esse tipo de discurso não nos mobiliza para a busca de novos caminhos para ultrapassar as dificuldades. Pelo contrário, pode-nos levar a ficar cómodos e passarmos a conviver com esta situação”, explicou Dom Juliasse.
Outra situação que preocupa o Bispo de Pemba está relacionada com a minimização do fenómeno terrorismo, que supostamente é tido como um problema apenas da província de Cabo Delgado.
“Quando falam da guerra, dizem que é Cabo Delgado. Afinal, Cabo Delgado onde é? Moçambique precisa de entender que a unidade nacional significa que o problema que afecta uma parte do país é problema de todo o país”, criticou o Bispo de Pemba.
Além da suposta tendência de normalização do terrorismo que alegadamente é considerado como uma situação particular de Cabo Delgado, o Bispo de Pemba está chocado com a constante violação dos direitos humanos na província, onde quase diariamente são registadas mortes de pessoas consideradas inocentes.
“As pessoas continuam a morrer em Cabo Delgado. Se não morre a população, morrem os militares. Algumas pessoas não sentem a dor quando escutam que morreram cinco militares, mas esses militares são filhos de uma família e são moçambicanos como eu e como outros. Se morrem também os insurgentes, alguns podem não sentir por serem insurgentes ou causadores do mal, mas são seres humanos e são moçambicanos. A guerra provoca morte e destruição e não podemos ficar contentes com isso”, lamentou Dom Juliasse.
Uma outra preocupação do Bispo de Pemba está relacionada com a crise humanitária, que tem estado a obrigar alguns deslocados a regressar às suas zonas de origem apesar da existência de focos de ataques terroristas.
Segundo contou Dom Juliasse, ninguém pode viver como deslocado durante quatro, cinco a sete anos. O próprio povo entendeu que não pode viver como deslocado por muito tempo e alguns optaram por voltar à proveniência e conviver com o risco.
Com o terror, a crise humanitária e o suposto conformismo ou aparente rendição por parte da autoridades moçambicanas e de parceiros internacionais que apesar da continuidade das mortes e destruições consideram Cabo Delgado de uma zona segura, o bispo de Pemba prevê que além do prolongamento dos ataques terroristas, a província venha a registar num futuro próximo, o aumento da violência extrema
“O que mais me preocupa como bispo desta diocese é que esta situação venha a tornar-se num sistema crónico de violência e com picos de ataques”, alertou Dom Juliasse.
Desde que iniciaram os ataques terroristas em Cabo Delgado, a 05 de Outubro de 2017, já foram confirmados cerca de quatro mil mortos e mais de um milhão de deslocados.
Funcionários do Hospital Central de Quelimane prometem paralisar as actividades, trabalhando horas normais das sete às 15 horas. Isso significa que, por exemplo, as enfermarias poderão estar abandonadas e doentes internados entregues à sua sorte.
A situação está a criar mau ambiente no seio do Hospital Central de Quelimane. 327 funcionários, dentre agentes de serviço, enfermeiros e outros técnicos, estão, desde o mês de Outubro de 2022, sem subsídios de diuturnidade. O facto ocorre desde a implantação da Tabela Salarial Única (TSU). A direcção da maior unidade sanitária da província da Zambézia precisa de cerca de três milhões e meio de Meticais para pagar aos funcionários.
Os mesmos prometem paralisar as suas actividades, trabalhando horas normais das sete às 15 horas. Isso significa que, por exemplo, as enfermarias poderão estar abandonadas e doentes internados entregues à sua sorte.
Elsa Fernando, Chefe de Departamento de Recursos Humanos do HCQ, reconhece a reivindicação dos funcionários e afirma que tudo começou no contexto da implementação da Tabela Salarial Única. Do lado do hospital, constatou-se que os valores já estavam no sistema, observados todos os campos para o pagamento, mas depois o processo não avançou.
“A preocupação dos funcionários é legítima; desde a implementação da nova Tabela Salarial Única até a esta parte, a funcionalidade no sistema de salário, foi retirado o subsídio de turno. De lá para cá, temos vindo a ter vários encontros com a Direcção Provincial da Economia e Finanças para se efectuar pagamento na folha paralela. Sobre o assunto, tivemos resposta favorável”, disse a chefe dos Recursos Humanos, adiantando que “fizemos as folhas paralelas e o dinheiro foi desembolsado na segunda semana de Dezembro. Iniciámos com os pagamentos de todos os funcionários, mas, após o lançamento nas planilhas da contabilidade, o sistema remeteu-nos à quota financeira, que é o último passo para que o processo finalize e o valor caía na conta dos funcionários. Até este passo já foi feito, sendo que estamos a aguardar a libertação”, disse Elsa Fernando.
Na manhã desta terça-feira, a direcção do hospital central esteve reunida com o sector da economia e finanças da província da Zambézia para se ultrapassar o assunto, mas não houve sucesso.
Quanto à alegada indicação de que não há dinheiro para pagar àqueles funcionários, a chefe dos Recursos Humanos tem consciência do impacto que a paralisação de actividade dos funcionários pode causar ao hospital e espera uma solução que não prejudique os utentes.
“Neste momento, já estamos a imaginar o que significa uma greve e para não chegarmos até lá, estamos a ter vários encontros com os funcionários. Estamos a pensar em rentabilizar todos aqueles que fazem o período laboral normal para fazerem também a cobertura nocturna na ausência de alguns colegas”, disse Elsa Fernando, referindo ainda que, na semana passada, estiveram nas finanças.
“Já tínhamos fizemos todos os processos, mas sem resposta para animar os funcionários que até já tínhamos dado garantia de pagamento”, lamentou a responsável.
No entanto, além da falta de subsídios de turnidade, há funcionários dentro do Hospital Central de Quelimane que não tiveram salário do mês de Dezembro.
Um avião incendiou-se na pista do aeroporto japonês de Haneda, em Tóquio, esta terça-feira, de acordo com imagens transmitidas pela emissora pública NHK.
O avião tinha 367 pessoas a bordo que foram retiradas. Não há informação sobre vítimas mortais.
O avião da Japan Airlines terá colidido com um aparelho da guarda costeira.
Está interrompida a ligação rodoviária entre a vila-sede do distrito de Magude e algumas comunidades do distrito em consequência da subida do caudal do rio Incomáti.
No momento, duas pontes estão submersas, sendo que, a ponte alternativa para entrada da vila-sede do distrito de Magude está totalmente submersa. E a ponteca de Malhaganini, que liga a vila-sede e a localidade de Mulelemane está a ser usada como um dos canais de travessia pelos barcos.
A administração do distrito, em entrevista à Rádio Moçambique, pediu a alocação de uma embarcação para facilitar a travessia das comunidades de um ponto para o outro.
O balanço anterior dava conta de 13 mortos. Metade das vítimas mortais foi registada no porto de Wajima, na península de Noto, no extremo norte de Ishikawa, acrescentaram as autoridades citadas pelo Notícias ao minuto.
As autoridades, que suspenderam esta manhã (hora local) o alerta de tsunami, registaram ainda 14 feridos graves e “muitos feridos ligeiros”.
O sismo, de magnitude de 7,6 na escala aberta de Richter, levou as autoridades a activar o alerta de tsunami, que esteve em vigor durante 18 horas, ao longo da costa ocidental das ilhas de Honshu e Hokkaido e do norte da ilha de Kyushu.
Wajima tem cerca de 23 mil habitantes e foi uma das localidades mais afectadas devido à proximidade do epicentro do sismo.
Uma pessoa morreu, ontem, no Hospital Central de Maputo, de um total de 315 pacientes que deram entrada nas últimas 24 horas. Deste número, quatro estão internados por acidente de viação.
A maior unidade sanitária do país considera que a festa de transição de ano decorreu num ambiente tranquilo na Cidade de Maputo.
De acordo com o médico-chefe do Banco de Socorros do HCM, Justino Madeira, a avaliação geral do Hospital Central de Maputo foi de tranquilidade em todos os serviços de urgências daquele hospital, “o que quer dizer que houve contenção dos ânimos e em termos de admissões, reduziram em relação ao ano passado”.
Apesar do ambiente calmo, uma pessoa morreu no HCM: “Em termos de óbitos, registámos apenas um, que foi no departamento de ginecologia, mas, além disso, não tivemos um outro registo. Em termos de traumas, num total de 315 pacientes que deram entrada nas últimas 24 horas, tivemos cerca de 60 pacientes afectados com trauma, sendo que 13 foram por queda e, desses 13, tivemos uma crianças. Tivemos 19 casos de acidentes de viação, desses quatro ficaram internados, tivemos seis casos de feridas perfuradas por arma branca”, avançou.
Durante a transição de 2023 para 2024, houve registo apenas de um caso de ferimento por mau uso de fogo de artifícios, na capital do país.
Importa referir que o último sábado do ano foi agitado na maior unidade sanitária do país. De acordo com o médico-chefe do Banco de Socorros do Hospital Central de Maputo, Justino Madeira, o número aumentou em relação ao ano passado em igual época, em que foram registados 417 pacientes admitidos. Este ano, foram admitidos 481 pacientes.
O contrato entre o treinador e a direcção do Ferroviário da Beira chegou ao fim no final de 2023 e não foi renovado. O casamento que durava há três anos, entre as partes, chega ao fim, curiosamente, depois de o Ferroviário da Beira falhar a revalidação do título no último nacional, depois de perder para o Ferroviário de Maputo nas meias-finais, quedando-se na terceira posição.
Segundo escreve o jornal Desafio, os “Locomotivas do Chiveve” estarão, por isso, no mercado nos próximos dias para contratar o técnico que possa ocupar o lugar deixado vago.
Com um registo de sucesso que se confunde com a história do basquetebol do Ferroviário da Beira, Luiz Lopez Hernandez conduziu os da Beira à conquista de quatro títulos nacionais e duas presenças na fase final da BAL, sendo, por isso, um dos treinadores bem-sucedidos.
Os próximos dias encarregar-se-ão em desvendar quem se segue ao leme da equipa que dominou o basquetebol nacional nos últimos tempos até perder a hegemonia para o Costa do Sol, campeão em 2023.