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Residentes dos bairros Patrice Lumumba e Praia, na cidade de Xai-Xai, denunciam o recrudescimento de esquemas de venda múltipla de terrenos, por valores que variam entre 20 e 50 mil meticais, e apontam o alegado envolvimento de algumas autoridades locais. Os moradores exigem medidas para travar o fenómeno. O presidente do município revela que há cerca de 20 casos em investigação e anuncia a prorrogação do prazo de regularização de terrenos até ao final de agosto.

Moradores dos bairros Patrice Lumumba e Praia, na cidade de Xai-Xai, voltam a denunciar alegados esquemas de venda ilegal de terrenos, envolvendo suspeitas de participação de algumas autoridades locais. Segundo os denunciantes, a mesma parcela chega a ser comercializada para duas ou três pessoas diferentes, com valores que variam entre 20 e 50 mil meticais.

Os residentes afirmam que a prática tem gerado conflitos entre compradores e disputas pela posse de terrenos, um problema que, segundo dizem, persiste há vários anos sem uma solução definitiva. Perante o cenário, exigem uma intervenção mais firme das autoridades para travar o fenómeno e responsabilizar os envolvidos.

“Há pessoas que compram um espaço, pagam o dinheiro, começam a construir e depois aparece outra pessoa com documentos a dizer que também comprou o mesmo terreno. Isso tem criado muitos problemas nos bairros”, denuncia um morador.

Confrontado com as acusações, o chefe do Posto Administrativo de Patrice Lumumba, Pedro Sitoe, reconhece que a venda ilegal de terrenos é uma preocupação das autoridades locais. Segundo explica, quatro indivíduos já foram neutralizados no âmbito das ações de combate a esta prática.

“Nós temos conhecimento dessas situações e estamos a trabalhar para travar este fenómeno. Já conseguimos neutralizar quatro indivíduos envolvidos na venda ilegal de terrenos. Em relação ao suposto envolvimento de líderes locais, até ao momento não temos elementos que confirmem essas acusações, mas qualquer denúncia será investigada”, esclarece Pedro Sitoe.

Também chamado a pronunciar-se sobre o assunto, o presidente do Conselho Municipal de Xai-Xai, Ossemane Adamo, revela que a autarquia acompanha cerca de 20 processos relacionados com conflitos de terrenos.

“Temos cerca de 20 casos em investigação e estamos a seguir os procedimentos administrativos e legais para responsabilizar quem estiver envolvido. A população deve continuar a denunciar situações de ocupação e comercialização ilegal de terrenos”, afirma o edil.

Face à persistência dos conflitos fundiários, o município decidiu prolongar por mais 30 dias o prazo para a regularização de cinco mil terrenos considerados ociosos. Segundo Ossemane Adamo, terminado o período, as parcelas que permanecerem sem regularização poderão reverter para o património municipal.

“Estamos a dar mais uma oportunidade aos titulares para regularizarem a situação. Depois deste prazo, os terrenos que continuarem sem qualquer procedimento de regularização serão tratados de acordo com a legislação em vigor”, explica.

Até ao momento, pelo menos  1.800 parcelas já foram regularizadas, de um universo de cinco mil abrangidas pelo processo. As autoridades municipais apelam aos titulares para concluírem a regularização até ao final de agosto, alertando que o incumprimento poderá resultar na perda do direito sobre os respetivos terrenos.

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O Desportivo Maputo vai ter novos corpos gerentes a partir  do dia 16 deste mês, data para a qual está marcada a assembleia-geral do clube. Na reunião deverá, em princípio, ser eleita uma Comissão de Gestão, que vai conduzir os destinos do clube até à realização, nos próximos 45 dias, da eleição do novo presidente. A informação foi avançada por Adelino Xerinda, vice-presidente do Desportivo Maputo.

Dois dias após a renúncia de Paulo Ratilal ao cargo de presidente do Desportivo Maputo, o clube chamou a imprensa para falar sobre os contornos do assunto. Segundo Adelino Xerinda, a decisão de Ratilal aconteceu numa altura em que o clube preparava a realização da assembleia-geral, que tinha como um dos principais pontos de agenda o preenchimento de algumas vacaturas da direcção, com a renúncia do presidente da mesa da assembleia-geral e do conselho fiscal.

Com a renúncia de Ratilal, o clube viu-se obrigado a protelar a assembleia-geral, reunião que estava marcada para amanhã (sábado) na sede das “águias”. Nesse sentido, a assembleia está remarcada para dia 16 deste mês, na sede do clube.  Segundo Xerinda, será seguida a agenda que tinha sido previamente definida.

“Nessa assembleia, vamos fazer a apresentação de uma proposta para a eleição do novo corpo gerente ou de uma comissão de gestão, que vai gerir o clube até à realização de um novo escrutínio que, em princípio, deverá ser nos próximos 45 dias”, explica Adelino Xerinda.

O dirigente assegura que, apesar da renúncia de Paulo Ratilal, o clube continua a funcionar normalmente.

“Existem membros da direcção que era liderada por Paulo Ratilal que estão a tomar conta do clube. O clube não está abandonado, pois as actividades estão a decorrer a um ritmo satisfatório”, anota, ajuntando que todas as equipas estão a competir e que o processo de preparação para a próxima assembleia está a acontecer conforme o previsto.

O presidente do Gabão deposto por golpe de Estado, Ali Bongo, foi afastado da liderança do Partido Democrático Gabonês. Os golpistas alegam incapacidade multiforme de Bongo para continuar a chefiar o PDG.

Aproximadamente um ano depois de ser deposto do poder, Ali Bongo é agora afastado da liderança do seu partido PDG.
A formação política indicou uma delegação que se deslocou à residência de Bongo, onde o ex-presidente se encontra em prisão domiciliária desde o golpe de Estado, para lhe comunicar a sua demissão, devido à sua incapacidade multiforme para exercer as suas funções.

O partido acrescentou que a reestruturação conduziu à nomeação de Paul Mba como primeiro vice-presidente e de Angelique Ngoma como secretária-geral, segundo um comunicado posto a circular nas redes sociais.

Bongo foi derrubado por um golpe de Estado liderado pelo general Brice Nguema, que criou o Comité de Transição e de Restauração das Instituições, nome oficial da junta militar criada após a revolta.

O antigo presidente foi colocado em prisão domiciliária na sequência do golpe, no qual os militares denunciaram “falsos” resultados eleitorais, nos quais Bongo obteve 64,27% dos votos contra 30,77% do seu principal rival, Albert Ossa.

Todas as vitórias eleitorais de Bongo, que chegou ao poder após a morte do seu pai, Omar Bongo, em 2009, foram marcadas por alegações de fraude. Bongo sofreu um AVC em 2018 que o afastou da esfera pública durante quase um ano, embora se tenha recusado a sair da ribalta.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, sexta-feira, uma resolução que apela à cessação imediata das hostilidades no Sudão durante o período do Ramadão, que começa no domingo.

O confronto entre o exército e um grupo paramilitar no Sudão, desde abril de 2023, poderá vivenciar um momento de paz e do silenciar as armas. Tudo porque o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma resolução que apela as partes envolvidas para a cessação imediata das hostilidades durante o Ramadão, no Sudão.

A resolução pede também aos beligerantes para que permitam o acesso humanitário completo, rápido, seguro e sem entraves, inclusive através das fronteiras e das linhas de frente.

14 países votara a favor da resolução, enquanto a Rússia se absteve, manifestando reservas quanto à necessidade de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Porém, o Conselho de Segurança das Nações Unidas, têm opiniões divergentes sobre os instrumentos que devem utilizar para resolver a situação, tendo apelado.

“Apelamos a todas as partes presentes no Sudão para honrarem os valores do Ramadão, cessando as hostilidades durante este período. Esta cessação das hostilidades deve conduzir ao silenciar das armas em todo o país e estabelecer um caminho firme em direcção à uma paz duradoura para o povo do Sudão. A crise humanitária no Sudão é de proporções colossais. Metade da população, cerca de 25 milhões de pessoas, – precisa de ajuda humanitária para
sobreviver”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

Um grupo de extremistas sequestrou em uma escola primária na Nigéria, 287 crianças na manhã desta quinta-feira. De acordo com as autoridades locais, os malfeitores teriam surpreendido os alunos em salas de aula.

O caso deu-se na cidade de Kuriga no Estado de Kaduna no norte da Nigéria. De acordo com testemunhas, citadas pela im prensa internacional, os extremistas cercaram a escola pública, numa altura em que estudantes se preparavam para mais um dia de aulas, por volta das 10 horas.

Este é o segundo sequestro em massa naquele país da África Ocidental em menos de uma semana.

As autoridades tinham previamente divulgado que 100 crianças tinham sido feitas reféns no ataque ao centro de ensino, no entanto, a actualizção aponta para 287 menores sequestrados.

Apesar de reconhecer as fragilidades de segurança em centros de ensino, o governador de Kaduna prometeu que as autoridades estão a trabalhar junto das agências de segurança para garantir que as crianças voltem em segurança.

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque desta quinta-feira, embora a culpa tenha recaído sobre grupos armados.

O ataque ocorreu dias depois de mais de 200 pessoas, na sua maioria mulheres e crianças, terem sido sequestradas por extremistas no nordeste da Nigéria.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, que já havia feito publicamente um repúdio sobre a situação de insegurança de crianças na Nigéria, disse esta quinta-feira que há cerca de um milhão de crianças sequestradas desde 2014.

O Governo senegalês estabeleceu 24 de Março como a nova data para as eleições presidenciais adiadas no país. O Conselho de Ministros anunciou também a dissolução do Governo e a nomeação de um novo primeiro-ministro.

A decisão foi tornada pública nesta quinta-feira pelo conselho de ministros senegalês que também anuncia a dissolução do actual Governo incluindo o presidente da república Macky Sall.

O Conselho Constitucional havia rejeitado a decisão do Sall que propunha o adiamento do escrutínio para mais 10 meses, facto que provocou tumultos em todo o país.

No dia 24 de Março em curso, os mais de 17 milhões de senegaleses serão chamados as urnas para a eleição do sucessor do actual presidente, impedido de concorrer devido aos limites de mandato.

Internamente as medidas do Sall foram denunciadas como um golpe de Estado constitucional pela oposição e por grupos da sociedade civil.

O mesmo conselho constitucional rejeitou uma proposta de representantes civis, políticos e líderes religiosos que pediam que a eleição fosse realizada a 2 de Junho. Entretanto, a autoridade eleitoral do Senegal, que tem agora menos de três semanas para se preparar para as eleições, não emitiu imediatamente qualquer declaração pública sobre a nova data.

Sall já veio ao publico informar que vai abandonar o cargo no próximo dia 2 de Abril data prevista para seu mandato terminar, mas havia preocupações sobre quem iria substituí-lo se as eleições não fossem realizadas antes disso.

O cancro é a principal causa de morte em pessoas com idade superior a 50 anos em Moçambique. O  país conta desde a partir de hoje com  novo  Centro de Pesquisa Científica e Formação em Saúde com objetivo de  promover pesquisas clínicas e formações certificadas aos profissionais de saúde de diferentes áreas, tendo o cancro como sua área de excelência.

A informação foi avançada pelo vice-ministro da saúde Ilesh Jani durante a sua passagem pelo Hospital Central de Maputo onde testemunhou a entrada em funcionamento do Centro de Pesquisa Clínica e Treino.

“Vimos durante a visita ao centro que um dos principais focos é o cancro. O cancro é a causa importante na mortalidade no nosso país, neste momento, o cancro já é a principal causa de mortalidade em pessoas com mais de 50 anos, é a terceira causa mais importante na mortalidade, no grupo etário entre os 15 e 48 anos de idade. Portanto, o cancro não é uma preocupação do futuro no nosso país, é uma preocupação presente no nosso país.”

Para além do cancro do colo do útero espera-se que este centro pesquise sobre outras doenças que afectam moçambicanos. Apelou o governante.

“Esperamos também que o centro possa promover e dinamizar pesquisas em outras áreas, doenças não transmissíveis. Por exemplo: a hipertensão é uma doença com enorme prevalência, diabetes, também as doenças infecciosas, o trauma. Portanto, o nosso país vive hoje o triplo fardo da doença, entretanto realizar pesquisas dessa doença é fundamental.”

O centro custou cerca de um milhão e meio de dólares financiados pelo governo americano que anualmente desembolsa cerca de cinco milhões de dólares para o diagnóstico, prevenção e tratamento do cancro do colo do útero em todo país, de acordo com Irene Benech, representante do governo norte-americano.

“Entre outubro de 2022 e setembro de 2023, essa atividade permitiu que cerca de 400 mil mulheres vivendo com HIV  fossem rastreadas para o cancro do colo do útero.”

A Organização mundial da saúde enaltece os esforços do país na pesquisa e tratamento de cancro.

“A Organização Mundial da Saúde considera essas investigações científicas, toda produção científica um bem comum e que deve estar disponível para ser partilhado.” avançou  Tomás Valdez, em representação da  OMS.

O recém-inaugurado centro de pesquisa clínica e treino está equipado com tecnologia de ponta, vai beneficiar a academia dentro e fora do país e incluindo hospitais nacionais de referência.

Há previsão de chuvas entre moderadas a fortes, em resultado de uma perturbação tropical. O sistema está a causar agitação no mar e a criar ondas de até quatro metros de altura.

O fenómeno vai influenciar as temperaturas nas províncias de Cabo Delgado e  Nampula, no Norte, e Zambézia, Sofala e Manica, no Centro do país, nas próximas 24 horas.

De acordo com o INAM, as chuvas poderão ser de 30 a 50 milímetros em 24 horas, por isso, recomenda-se a tomada de medidas de precaução.

Inicia na próxima segunda-feira o julgamento do ex-ministro da Economia e Finanças guineense Suleimane Seidi e o ex-secretário de Estado do Tesouro António Monteiro, acusados de corrupção.

O ex-ministro da Economia e Finanças guineense Suleimane Seidi e o ex-secretário de Estado do Tesouro António Monteiro foram detidos no dia 30 de Novembro, após uma audição no Ministério Público, acusados da prática de crimes de abuso do poder, violação de normas de execução orçamental, subtração ou desvio de dinheiro público, mediante abuso de confiança e fraude fiscal.

Os dois ex-governantes vão responder por estes crimes por terem mandado pagar o correspondente 9.821.520 milhões de dólares de dívidas a 11 empresários, num processo que o Ministério Público e o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, consideraram tratar-se de corrupção. António Monteiro é ainda acusado, de forma isolada, do crime de participação económica.

De acordo com os advogados de defesa dos ex-governantes, foi apresentado ao Ministério Público um recurso contra as acusações, mas ainda não há resposta e o julgamento acontecerá na segunda-feira,no Tribunal da Relação em Bissau.

O assassinato aconteceu no dia 27 de Janeiro deste ano, depois da vítima e o ex-namorado terem sido vistos a consumir bebidas alcoólicas de fabrico caseiro, vulgo pombe, numa barraca próximo a casa da finada.

O indiciado foi detido pelo SERNIC  há dias . Confirma ter estado com a vítima na mesma noite do assassinato,mas nega ter sido ele quem matou a namorada.

O SERNIC em Tete,diz que  a investigação desenvolvida no terreno confirma que o indivíduo detido por alegadamente assassinar a ex -namorada é o principal suspeito.

A família da vítima pede para que a justiça seja feita .

De acordo com Celina Roque, porta-voz do SERNIC em Tete, terminou apelando a população a  não optar por vias de violência para resolver qualquer problema.

O irmão da vítima ,disse que o antigo cunhado sempre foi violento e que não queria terminar a relação com o finado.

A vítima tinha 29 anos . Deixa quatro filhos menores.

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