Doze pessoas perderam a vida em todo o País desde o início do ano, vítimas de naufrágios. Em Gaza, sete pessoas morreram e outras continuam desaparecidas, um cenário que mantém as autoridades marítimas em alerta.
O aumento do número de casos levou o Instituto de Transportes Marítimos (ITRANSMAR) a anunciar medidas de emergência, que incluem a distribuição de coletes salva-vidas e o reforço da fiscalização das embarcações.
“Temos registado situações preocupantes em alguns pontos da província, onde algumas embarcações não cumprem as normas de segurança. Estamos a intensificar a fiscalização para garantir que a vida dos passageiros seja protegida”, explicou Robate Gunde, delegado provincial do ITRANSMAR em Gaza.
Bilene, Chókwè, Xai-Xai, Limpopo e Mapai estão entre as zonas consideradas de maior risco. Durante as operações de fiscalização, três embarcações foram apreendidas por não reunirem as condições de segurança exigidas, nomeadamente por falta de equipamentos obrigatórios para a protecção dos passageiros.
Os processos relativos às embarcações apreendidas já foram remetidos às entidades competentes e seguem os seus trâmites junto do Ministério Público.
“Foram identificadas embarcações que não reuniam as condições exigidas. Procedemos à sua apreensão e os respectivos processos seguem o seu curso no Ministério Público”, esclareceu Robate Gunde.
Para reduzir os riscos nas travessias, o ITRANSMAR vai distribuir cerca de 200 coletes salva-vidas em toda a província de Gaza. A primeira fase terá início em Ngaala, no distrito de Mapai, onde seis comunidades atravessam diariamente um curso de água para chegar à vila-sede.
“Vamos iniciar a entrega dos coletes em Ngaala porque identificámos uma necessidade urgente daquela população. Queremos reduzir os riscos e garantir maior segurança nas travessias”, afirmou Unaite Mustafa, presidente do Conselho de Administração (PCA) do ITRANSMAR.
Em Ngaala, a população agradece a iniciativa, mas pede mais intervenções para responder às necessidades das comunidades.
“Agradecemos este apoio, porque vai ajudar a salvar vidas, mas precisamos de mais acções para melhorar as condições da travessia”, disse Ricardo Paulo, residente em Ngaala.
Para os pescadores, os equipamentos de segurança são importantes, mas devem ser acompanhados por uma fiscalização permanente.
“Os coletes ajudam, mas é preciso continuar a acompanhar as condições das embarcações e garantir segurança para todos os que utilizam estas vias”, defendeu Lucas, pescador.
Além da distribuição dos coletes salva-vidas, o ITRANSMAR anunciou o reforço da capacidade de transporte marítimo em quatro províncias do País, com a introdução de novas embarcações, para garantir uma travessia mais segura de pessoas e bens.
“Estamos a trabalhar para reforçar a capacidade de transporte marítimo em várias zonas, porque muitas comunidades dependem destas ligações”, afirmou Unaite Mustafa.
Entre a necessidade de atravessar e o perigo das águas, as comunidades ribeirinhas continuam expostas a riscos. Desde Janeiro, pelo menos 12 pessoas morreram em consequência de naufrágios registados em todo o País.
A cantora e compositora Ilú vai, às 14 horas do próximo dia 27 de Julho, no Salão de Eventos da Escola Comunitária Santo António da Polana, na Cidade de Maputo, proceder ao lançamento do seu mais recente álbum São Francisco na voz de Ilú.
Constituído por 10 faixas musicais, o trabalho musical de Ilú contempla canções de cariz educativa, que promovem a paz espiritual, a alegria, a união, o amor voltado para os outros, o altruísmo, a humildade e o bem-estar entre as pessoas. Por isso mesmo, “Quem conseguir ouvir as canções e seguir a mensagem das mesmas, pode contribuir para que este mundo se torne melhor”, considera Ilú.
Uma nota de imprensa avança que a produção e a cerimónia de apresentação do novo álbum de Ilú enquadra-se na celebração dos 125 anos da presença da Ordem dos Frades Menores (OFM) em Moçambique, cujos padres integrantes seguem a ideologia de São Francisco de Assis. Para comemorar a efeméride, a OFM convidou um escritor para lançar um livro sobre vida e obra da própria Ordem ao longo dos 125 anos de presença em Moçambique e confiou a uma cantora, no caso Ilú, a responsabilidade de fazer arranjos melódicos de 10 orações escritas por São Francisco de Assis, há 800 anos, de modo que ficassem mais conhecidas pelo público.
No entendimento de Ilú, a confiança que lhe foi depositada representa um grande privilégio, considerando que a Igreja Católica possui vários artistas capazes, e mesmo assim ela é que foi a escolhida. “Sinto-me muito honrada por poder cantar orações escritas há mais de 800 anos, na Itália, por uma grande figura como São Francisco. Nem sei se nessa altura São Francisco, autor das orações que transformei em música, tinha a ideia de que existia um território que hoje é Moçambique”, gracejou Ilú.
Considerando a intensidade do projecto e o tempo muito curto para trabalhar, Ilú confessa que não foi fácil finalizar o álbum, inclusivamente, por causa de outro factor: a gestão de expectativas. Por um lado, a cantora sentiu que do seu trabalho se esperavam canções a serem cantadas durante as missas. Por outro, a cantora entendia que as canções podiam enquadrar-se no formato palco. Como o andamento das duas variantes é diferente, Ilú confessa: “Não estava à vontade em relação à satisfação dos frades e o artista tem de estar livre em relação a isso”. Por conta deste cenário, a cantora chegou a fazer duas melodias da mesma canção: uma para missa e outra para o palco. E acrescenta: “quando submeti as duas propostas de melodia para a mesma oração, para a decisão do padre, ele escolheu a versão para missa, enquanto eu preferia mais a do palco”, sorriu.
Ilú terminou as gravações do seu novo álbum com um sentido de responsabilidade acrescido, sentindo-se reconhecida porque os padres assumiram um risco ao investir em si. Além disso, “Sinto-me lisonjeada por continuar um caminho iniciado por São Francisco, cujas orações não são conhecidas pela maioria dos crentes. É como dizia Santo Agostinho: “Quem canta, reza duas vezes”. Portanto, sinto-me a contribuir para que as pessoas possam rezar, igualmente, através da música”. Também por isso, a cantora agradece à Ordem dos Frades Menores pela confiança. “Fico feliz por este trabalho ter satisfeito a expectativa deles e o público em geral também gostar”.
O álbum São Francisco na voz de Ilú, a ser lançado no formato USB flash drive, foi produzido em apenas três meses, em Pretória (RSA) pelo conceituado produtor sul-africano, Job Thako.
Sobre a cantora
Azélia Mariana Mucavele Mabjaia, Ilú, nasceu a 09/09/1978, na Cidade de Maputo. Formou-se em Contabilidade Básica na então Escola Comercial de Maputo e Técnica de Contas no Instituto Comercial de Maputo, tendo-se Licenciado em Gestão na Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane, em Maio de 2008. Em 2024, obteve o grau de Pós-Graduação em Gestão de Projectos no ISCTEM.
Capacitou-se na Escola Nacional de Música em matérias de canto e composição e, em Agosto de 2019, escalou Pretória – África do Sul, para gravar o seu primeiro álbum.
Sob direcção de Job Thako, um dos grandes produtores de música sul-africana, que já produziu álbuns de artistas como a conceituada Judith Sephuma, nasceu o seu primeiro álbum, intitulado Xika wê moya, contendo 15 faixas musicais.
Em Outubro de 2020, com o apoio do Hotel Polana e sob direcção do conceituado DJ Marcell, gravou o seu primeiro vídeo-clipe, da música que dá título ao álbum Xika wê moya. Com o CD já disponível, lançou-o oficialmente no dia 02 de Dezembro de 2020, na Galeria do Porto de Maputo, Cidade de Maputo.
A 22 de Outubro de 2022, com o apoio de algumas individualidades e em parceria com o Governo do Distrito de Chongoene (Gaza) e outras entidades privadas, realizou a Primeira Edição do Chongoene Gospel Festival, que contou com a participação de cerca de cinco mil pessoas e 22 artistas em palco.
Tem participado em vários concertos Gospel em diferentes pontos do país.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, reitera que não há nenhuma vila ocupada por terroristas em Cabo Delgado. Falando durante um encontro com os presidentes dos parlamentos da CPLP, Filipe Nyusi garantiu ainda que a situação continua relactivamente estável.
O Presidente da República recebeu esta segunda-feira os presidentes dos parlamentos dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que vão participar da 13.ª sessão ordinária na Cidade de Maputo.
O Chefe de Estado assegurou que não há terroristas a ocupar alguma vila, considerando que as sedes distritais da Província de Cabo Delgado estão livres do terrorismo, destacando um ambiente de relativa tranquilidade.
Segundo o Presidente da República, actualmente, a expectativa do executivo é da retoma das actividades, especialmente ligadas as multinacionais que operam na área 4, da bacia do Rovuma.
Nyusi falou, por outro lado, sobre a situação política do país, tendo considerado que Moçambique é um exemplo de democracia a nível da CPLP.
Filipe Nyusi diz ainda que o atraso na entrega de documentos continua a atrasar o pagamento de pensões aos antigos guerrilheiros da Renamo.
A décima terceira Sessão Ordinária da AP-CPLP vai, igualmente, fazer um ponto de situação sobre “Os Processos Eleitorais nos Estados Membros da CPLP” e realizar reuniões sobre “Estratégia, Legislação, Cidadania e Circulação, “Economia, Ambiente e Cooperação” e “Língua, Educação, Ciência e Cultura”
Além de assuntos como educação, economia e Ambiente, a Assembleia parlamentar dos países da CPLP vai debater sobre os processos eleitorais nos Estados Membros.
A ministra da Educação, Carmelita Namashulua, garante que o Ministério da Economia e Finanças está a efectuar o pagamento de horas extras em dívida aos professores e que a demora se deve ao processo de verificação da veracidade de cada folha.
O Governo tem falhado no pagamento das horas extras aos professores desde o ano 2022, uma situação que tem forçado esta classe a recorrer a greves, chegando inclusive a paralisar as aulas em algumas escolas.
Esta segunda-feira, a ministra da Educação e Desenvolvimento Humano, Carmelita Namashulua, garantiu que os valores já estão a ser pagos pelo Ministério da Economia e Finanças.
“Nós estamos a interagir com o Ministério da Economia e Finanças, temos equipas que trabalham permanentemente e esses valores estão a ser pagos. Nós temos informações semanais do pagamento dessas horas extras”, explicou Carmelita Namashulua.
A ministra explicou ainda que a demora se deve, também, ao processo de inspecção das referidas horas e pede paciência à classe.
“Já estamos no final de acordo com a informação do Ministério da Economia e Finanças. Nós tivemos um encontro, na semana passada, e fomos informados de que estamos na fase final do pagamento das horas extras do ano 2022 e vai iniciar-se o processo de pagamento das horas extras do ano de 2023”, explicou Carmelita Namashulua.
A governante reiterou, outrossim, que o Governo está com falta de 16 mil professores, razão pela qual os já contratados devem cobrir as lacunas.
“Nós não conseguimos contratar professores de acordo com as nossas necessidades. É por isso que temos um défice grande, de 16 mil professores no sistema. Esse défice é que cria essa horas extras, mas o Governo está consciente desse facto”, esclareceu.
Na mesma ocasião, a ministra recusou-se a responder quando é que chegam os livros da segunda classe e ficou nervosa com a imprensa.
Mais calma, decidiu convidar a imprensa ao seu gabinete, onde irá responder a todas as questões na quarta-feira.
“Venham ao ministério na quarta-feira com um role de questões e nós vamos responder”, convidou, Namashulua, a imprensa para esclarecer os factos.
O facto é que, até ao momento, alunos da segunda-classe já estão no segundo trimestre do ano lectivo e sem os manuais de ensino.
O candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo, está em pré-campanha na província da Zambézia. Chapo chegou na manhã de hoje a Quelimane, onde dialogou com a população sobre a agenda de governação. Falou, na ocasião, de financiamento para a juventude e combate à corrupção e aos corruptores.
Daniel Chapo disse, ainda, que está na Zambézia para afinar a máquina como forma de preparar as eleições gerais deste ano.
Para Chapo, Zambézia tem recursos para se desenvolver e, por isso, caso chegue ao poder, irá trabalhar neste sentido, sobretudo na agricultura.
O manifesto eleitoral da Frelimo aprovado na última sexta-feira, na III sessão extraordinária do Comité Central, prevê linhas de financiamento para a juventude.
A questão da corrupção e educação serão pilares de destaque da sua governação. Daniel Chapo afirmou, a propósito,que tenciona desnormalizar a corrupção se for eleito em outubro.
“Não podemos continuar a achar normal uma mãe ir ao hospital, chegar e ter de pagar alguma coisa. Não podemos achar normal quando há abertura de vagas para emprego, e o jovem, para ter emprego, tem que pagar”, afirmou perante uma multidão de algumas dezenas de pessoas.
Daniel Chapo mostra-se confiante na corrida eleitoral e promete travar um diálogo de proximidade com os funcionários de vários setores públicos, inclusivamente com os magistrados, para a resolução dos conflitos laborais, nomeadamente as greves.
“Precisamos de continuar a conversar com os nossos colegas da Educação, os colegas da Saúde e os outros colegas da função pública. Eles têm muitas preocupações, e eu mesmo falo que sou funcionário público”, ironizou.
“A primeira coisa que vamos fazer é sentarmo-nos com os colegas da Educação e da Saúde para ouvirmos as suas preocupações”, promete
Chapo marchou com membros e simpatizantes da Frelimo, em Quelimane, e depois seguiu para o distrito de Mocuba.
Carlos Manuel, ou simplesmente Caló, garante que o Ferroviário de Maputo vai fazer uma boa segunda volta no Moçambola 2024 e promete tirar o clube do “sufoco” em que se encontra. O técnico reitera que não tem nenhuma “varinha mágica”, mas acredita no trabalho e na qualidade dos seus jogadores.
Duas vitórias, uma no Moçambola contra o Textáfrica de Chimoio (3-0), e outra na Taça de Moçambique diante do Brera FC (2-0). É, até agora, o único saldo positivo de Carlos Manuel no comando técnico do Ferroviário de Maputo. Último classificado da tabela, o Ferroviário regista o pior arranque nas últimas décadas.
Caló está ciente de que o clube que orienta e que muito bem conhece a casa, uma vez que teve várias passagens pelo mesmo e até com um título conquistado, não merece estar na posição em que se encontra.
“O Ferroviário é um clube histórico, um eterno candidato ao título, não está habituado a ficar nestas posições e nunca se viu o Ferroviário nos últimos anos na posição em que se encontra”, assume o técnico “locomotiva”.
Aliás, segundo Caló, “é verdade que era impensável ter o Ferroviário nesta posição, mas é futebol, e futebol é isto”. Ou seja, o técnico não fica assustado com o facto de o Ferroviário de Maputo ter terminado a primeira volta de um campeonato nacional de futebol na última posição e com apenas uma vitória. Afinal, “são coisas do futebol”.
Basta recordar que, no início da competição, os “locomotivas” da capital do país estavam sob comando do português Sérgio Boris, que não conseguiu impor-se no Moçambola, somando resultados negativos que colocaram a equipa na cauda, desde o princípio, e os adeptos à beira de “ataques de nervos”.
Carlos Manuel tem noção da equipa que assumiu a 10 de Junho, quando contava com apenas dois pontos em sete jogos disputados para o Moçambola, e garante que está pronto para colocar as mãos à obra e reverter o cenário que hoje se vive na estação ferroviária de Maputo.
“Não tenho uma ‘varinha mágica”‘, confessa. Porém, tem o antídoto para que essa “varinha mágica” apareça. “Uma das coisas que é importante no Ferroviário é o trabalho, em primeiro lugar, no sentido de trabalharmos duro, e, depois, a união de todos os intervenientes no clube”, revela.
Para Caló, havendo a conjugação desses dois segredos, “podemos conseguir tirar o Ferroviário do caminho em que está”. Ou seja, “essa é que é a verdadeira ‘varinha mágica'”, sentencia Carlos Manuel.
Sem nenhuma contratação no mercado de Inverno
No que ao aspecto desportivo diz respeito, havia alguma apreensão em relação à possibilidade de contratação de novos jogadores, com destaque para Elias Macamo, actual melhor marcador do Moçambola 2024. É que a janela de transferências de jogadores se fechou e o Ferroviário de Maputo não contratou novos atletas.
Carlos Manuel tem uma razão para tal e revela: “Há qualidade aqui, e é visível”. Por ora, para que efectivamente consiga tirar a equipa da última posição, Calós diz que “é uma questão de continuarmos a trabalhar e moralizarmos os jogadores que temos para que consigamos os objectivos que pretendemos”.
Para já, em termos de saídas nesta janela de transferências, apenas Shaquile Nangy deixou os “locomotivas” da capital do país para uma aventura pelas terras angolanas, onde vai representar o Sagrada Esperança.
Quanto a entradas, destaque para o regresso de Shelton e Xirasse, que tinham sido emprestados ao Desportivo de Nacala, bem como do guarda-redes Sulemane, que ascende da equipa B. Shelton marcou um golo na sua passagem pelos “canarinhos” de Nacala.
Carlos Manuel é o terceiro treinador a orientar o Ferroviário de Maputo na presente temporada, depois de Sérgio Boris, que foi corrido a 28 de Maio, e Danito Nhampossa, que assumiu de forma interina, até à chegada de Caló.
Um agente da PRM morreu baleado quando tentava impedir o rapto do empresário de 50 anos de idade, de origem indiana, proprietário de um estabelecimento comercial sito na Cidade de Maputo, bairro do Alto-Maé. O crime ocorreu no último sábado.
Um vídeo amador retrata o rapto do último sábado, no centro da Cidade de Maputo. Nas imagens, aparecem agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) aparentemente alheios à situação. Na verdade, de acordo com o porta-voz da PRM na Cidade de Maputo, houve troca de tiros e um dos agentes acabou baleado, tendo chegado a perder a vida.
“Diante desta situação, tivemos um colega alvejado, decorrente destes baleamentos que foram efectuados, por um lado, pela polícia e, por outro, por malfeitores, mas também nesta reportagem feita pelos agentes da autoridade que estiveram a acompanhar a situação, infelizmente, há um agente que terá perdido a vida, e lamentamos por isso.”
A polícia diz ter pistas sobre os raptores. Aliás, conseguiu localizar na Província de Maputo o carro que foi usado para consumar o rapto, e a viatura em causa tem marcas de balas.
“A Província de Maputo é o sítio preferencial para esconderijos ou cativeiros, dada a própria expansão da província, e julgamos que é nesta jurisdição onde terá sido depositada esta vítima de rapto. Estamos a trabalhar firmemente para o esclarecimento deste crime. Todas as linhas operativas e todas as informações na posse dos investigadores serão usadas para o esclarecimento deste crime.”
Quanto à informação posta a circular nas redes sociais, dando conta da neutralização de um suposto agente do SERNIC pelo roubo dos seis milhões da Igreja Universal, através de um comunicado, a SERNIC desmente e diz tratar-se de fake news, reiterando estar a investigar o caso e que ainda não há detidos nem suspeitos.
Samuel Simango diz que manifesto eleitoral da Frelimo não traz respostas realísticas situação do país, o que o faz parecer uma encomenda de Filipe Nyusi ao actual candidato da Frelimo às presidenciais.
O analista do Noite Informativo, Samuel Simango o manifesto da Frelimo é “relativamente pobre e reflete o pensamento do antigo secretário-geral da Frelimo, quanto o actual secretário-geral, confirmado no Comité Central, onde existe um grupo de pessoas que pensa pelos outros e depois impõe a sua decisão”.
O analista explica ainda que o manifesto faz parecer que o actual visado, Daniel Chapo, não tem domínio do documento, por isso, “não se sabe se ele estará comprometido com este manifesto”.
“Estamos a dizer que os carpinteiros (em referência ao discurso de Chapo sobre a Frelimo ser Carpinteiro e ele a madeira) vão dar corpo ao pensamento dele, o que esvazia a alguém que pretenda ser presidente”.
“É um manifesto sobre uma hipotética situação de razoabilidade que o país vive no momento. É um manifesto que procura dizer que muita coisa já foi feita e que os problemas que temos são poucos e que vão continuar a ser resolvidos”.
Ferroviário de Maputo conquista Taça Maputo em basquetebol, ao vencer, na final, o Costa do Sol por 88-73, em masculinos, e 60-46, em femininos. A final foi marcada pela mudança forçada do Pavilhão do Desportivo para A Politécnica, devido ao mau estado do primeiro recinto.
Tarde e noite de sábado de muito basquetebol (pelo menos tinha de ser assim tendo em conta o nível das equipas que estariam na quadra), na Cidade de Maputo. Ferroviário e Costa do Sol cruzam-se em ambos os sexos em busca da Taça Maputo para enriquecer as suas prateleiras.
E tudo indicava que o arrebatamento aconteceria no Pavilhão do Desportivo Maputo. A história começaria a ser escrita a partir das 15h00, com as equipas femininas a defrontarem-se. Até aí, tudo bem.
O que não se sabia é que o despique levaria apenas seis minutos, porque o piso não estava em condições, colocando em risco a integridade física das atletas. Para evitar o pior, os jogos foram transferidos para o Pavilhão da A Politécnica.
O Ferroviário estava, nessa altura, em vantagem de seis pontos, que nunca largou. Aliás, foi um Ferroviário que abriu uma vantagem de mais de vinte pontos no jogo, fruto da sua boa prestação, sobretudo, no segundo quarto.
Entretanto, o Costa do Sol viria a buscar o resultado no terceiro quarto, tendo saído a perder por 41-40. Muito pouco para um Ferroviário que, no fim, venceu por 60-46. Noite considerada infeliz pelo treinador das “canarinhas” Marvin Cossa.
“Cometemos muitos erros, principalmente no último quarto, onde tivemos três perdas de bola, depois da recuperação da desvantagem larga no terceiro período, em que saímos a perder por um ponto de diferença”, disse Cossa.
Já Nazir Salé era um homem radiante. “Sabíamos que seria um jogo complicado, mas interessava-nos ganhar. Por isso, nunca deixamos de manter o foco, mesmo quando o Costa do Sol se recuperou da desvantagem”, disse.
Em masculinos também foi para baixa da cidade
Se em femininos estava tudo resolvido, em masculinos ainda estavam por definir. Havia contas por ajustar. João Mulungo “ajeitou” os seus rapazes, colocando, por exemplo, Baggio no banco e jogando com Nando como base, uma estratégia que até resultou.
Miguel Guambe e seus pupilos perderam o norte. Nilton Seifane tentou remar contra a maré, mas era muito alta para um só marinheiro inspirado. O jogo exterior do Ferroviário era muito forte. Hugo, Stélio e Chiquinho estavam com as mãos quentes.
As estatísticas provavam a superioridade do Ferroviário, que sempre esteve em vantagem. 18-13 no primeiro quarto e ao intervalo 44-35. Acertivo em quase todos os aspectos, o Ferroviário até se deu ao luxo de dar espaço para todos brilharem. Até porque há muito que se precisava de uma equipa equilibrada.
“Tinha dito noutra ocasião que precisamos de ter um bom banco. Neste jogo, rodámos a equipa e fomos felizes”, analisava o desempenho dos seus pupilos, o treinador do Ferroviário João Mulungo.
O resultado permitiu que os “Locomotivas que perderam a final do Nacional passado diante do mesmo Costa do Sol fizessem a desforra, vencendo por 88-73.
O facto foi destacado pelo treinador do Costa do Sol. “Temos de dar mérito ao Ferroviário. Esteve bem em quase todos os aspectos. Não nos encontrámos como equipa e cometemos muitos erros”, observou Miguel Guambe.
Quem também observou foi o presidente da Associação de Basquetebol na cidade de Maputo, Sérgio “Serginho” Hitié.
“Avaliamos a prova positivamente. Tivemos duas equipas competitivas e estamos satisfeitos com o que vimos durante a prova”, anotou Serginho, lançando já a próxima prova.
“Depois da Taça, teremos, nos próximos dias, o arranque do Campeonato da Cidade”, disse Sérgio Itié, presidente da Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da cidade de Maputo.
A ENGIE Energy Access Moçambique disponibilizou energia solar a mais 230 mil clientes, com impacto na vida de mais de 1,150 mil moçambicanos, principalmente agricultores e pequenas empresas. Essas informações foram avançadas durante a celebração do quinto aniversário da empresa francesa. Na ocasião, também foi lançada a nova oferta de produtos MySol, um sistema solar doméstico de grandes dimensões e com maior capacidade para alimentar televisores de 32 polegadas e até oito lâmpadas.
O CEO da ENGIE Energy Access, Gillian-Alexandre Huart, disse estar bastante satisfeito com os feitos alcançados pela empresa francesa, e acredita que este seja “um momento decisivo para a ENGIE e para a indústria fora da rede”.
“Este é um momento decisivo para nós, e para a indústria fora da rede, especialmente depois de ultrapassar inúmeros obstáculos. Estamos gratos pelo forte apoio dos doadores e parceiros. As recentes revisões legislativas do Governo moçambicano, a nova Lei de Energia e os próximos incentivos fiscais serão fundamentais para atrair mais investimentos para o sector e acelerar o acesso à energia para todas as famílias moçambicanas até 2030”, disse Gillian-Alexandre Huart.
A directora-geral da ENGIE Energy Acess Moçambique, Alexandra Links, por sua vez, destacou o importante papel das parcerias, particularmente, com organizações como Vodafone M-Pesa, FUNAE, GIZ (FASER), SNV (BRILHO) e muitas outras que têm colaborado com a energética francesa.
Links acrescenta ainda que “estes 220 mil marcos foram atingidos mais rapidamente do que qualquer outro interveniente no sector, apesar de ter começado há apenas cinco anos”.
A directora-geral disse, ainda, estar confiante no papel da ENGIE Energy Access e dos seus produtos solares MySol para a melhoria da situação do acesso à electricidade em Moçambique.
“A electrificação universal é o sétimo dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas que a comunidade global se comprometeu a alcançar até 2030.
Com África, e por extensão Moçambique, a representar uma grande parte da população ainda sem acesso à electricidade, estamos confiantes no papel que a ENGIE Energy Access e os seus produtos solares MySol irão desempenhar na melhoria destas estatísticas em Moçambique.”
A ENGIE Energy Access Moçambique, parte da ENGIE, uma referência global em energia e serviços de baixo carbono, iniciou a sua actividade em 2019. É o único operador de energia renovável no país que oferece soluções energéticas fora da rede de ponta a ponta, incluindo sistemas solares domésticos e mini-redes. A ENGIE Energy Access, activa em nove países da África Subsariana, ganhou o Prémio AFSIA 2022 para Empresa de Sistemas Solares Domésticos do Ano pela sua reformulação da marca MySol.