A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) assegura que não existe exclusão no pagamento das compensações destinadas aos operadores do transporte urbano na zona metropolitana e nas capitais provinciais abrangidas pelo sistema.
Segundo a organização, todos os transportadores devidamente licenciados e com a documentação regularizada têm direito a beneficiar das compensações atribuídas pelo Governo.
A FEMATRO reconhece que o processo de pagamento decorre de forma gradual, mas afirma que o Executivo continua a efectuar desembolsos. De acordo com a federação, entre ontem e hoje foi paga uma parte significativa dos operadores que aguardavam pelas compensações, o que poderá responder às reclamações apresentadas nos últimos dias.
A organização esclarece, contudo, que ainda não dispõe de dados actualizados sobre o número de transportadores contemplados, uma vez que o processo de pagamento continua em curso. A informação oficial deverá ser disponibilizada pelo Governo no final do dia, indicando o número de operadores e de viaturas já compensados.
Relativamente aos transportadores que ainda não receberam os valores, a FEMATRO explica que continua a receber diariamente novas listas de operadores elegíveis, o que obriga à sua consolidação antes do envio à Agência Metropolitana de Transportes para efeitos de processamento.
A federação garantiu que todas as listas que estavam na sua posse foram remetidas à Agência Metropolitana na segunda-feira, não existindo, neste momento, qualquer relação de beneficiários por encaminhar.
Quanto aos operadores que ainda aguardam pelo pagamento, a FEMATRO considera que a demora poderá estar relacionada com a entrega tardia da documentação necessária, sublinhando que os processos já submetidos foram enviados para o devido tratamento.
O académico Nataniel Ngomane diz que a superlotação de salas de aula no país, associada à falta de professores, se deve a falhas na planificação ao longo dos anos. O académico alerta para os perigos no processo de ensino-aprendizagem e defende que se deve repensar o Sistema Nacional de Educação.
O problema da superlotação de salas de aula não é de hoje e agrava-se a cada ano. Reagindo ao facto de haver turmas que chegam a ter mais de 100 alunos, o professor universitário, Nataniel Ngomane, defendeu que a solução está na planificação.
“Somos cerca de 32 milhões de habitantes e é possível prever o crescimento populacional, pelo menos de forma aproximada. Por associação, pode-se prever as necessidades e associar-se a uma planificação. Talvez tenhamos perdido a possibilidade ou a noção da importância de um plano preciso que projecta as actividades futuras”, explicou o académico, alertando que deste problema surgem consequências negativas que resultam num péssimo aproveitamento pedagógico.
“Dificilmente os alunos prestam atenção, aliás, são mais propensos a distrair-se, inclusive em conversas entre eles. Talvez escutem mal a voz do professor. Portanto, a quantidade de alunos em cada sala de aula tem de ser reduzida.”
Mas como reduzir o número de alunos por turma se há falta de professores?
“Nós temos de meter a mão na massa. Não podemos ficar à espera de donativos para pagar aos professores. Vamos fazer as projecções do crescimento da nossa população, ver quantas escolas são necessárias em função do desenvolvimento da mesma, particularmente da população escolar, que valores serão necessários. Vamos programar isso atempadamente e devemos envolver-nos directamente”, explicou Ngomane, que disse mais: “Temos de criar gabinetes técnicos para pensarem somente nestes assuntos e tentarem dar respostas através de propostas concretas sobre essa matéria.”
Para Nataniel Ngomane, não basta que uma educação de qualidade seja a prioridade do Governo somente na escrita. Há que buscar estratégias de materialização.
O Baía de Pemba encerrou a primeira volta do Moçambola com uma vitória diante do Ferroviário da Beira, por uma bola sem resposta, em partida em atraso referente à décima primeira jornada da prova.
Saimon, recém-contratado na última janela de transferência de Inverno, foi o autor do único golo que deu vitória aos representantes de Cabo Delgado na maior prova futebolística nacional.
Esta victória coloca o Baía de Pemba, equipa treinada por Eurico da Conceição, na sexta posição da tabela classificativa, com 12 pontos, os mesmos que os “locomotivas” do Chiveve, na sétimo posto.
O desfecho desta partida veio agudizar a crise de resultados instalada no Ferroviário da Beira, campeão em título e representante do país na Liga dos Campeões Africanos. Os adeptos já exigem a “cabeça” do treinador principal da equipa, o luso-moçambicano, Daúto Faquirá, tido como o rosto do fracasso do conjunto “locomotiva”. Exigem, igualmente, o afastamento do director desportivo do clube, Artur Faria.
Ainda no encerramento da primeira volta do Moçambola, o Ferroviário de Nampula recebeu e venceu o Brera Tchumene FC, por duas bola a uma. A partida acabou sendo marcada por reclamações do treinador principal do Brera, Dário Monteiro, por alegada má actuação da equipa de arbitragem.
O Ferroviário de Nampula passa a somar 18 pontos, na quarta posição da prova. Já o Brera termina a primeira volta na nona posição, com 10 pontos. O Moçambola volta a ser disputado no dia 10 do próximo mês, depois de uma paragem forçada por conta das dificuldades na deslocaçãpo das equipas, em face dos problemas que as Linhas Aérea de Moçambique (LAM) tem enfrentado.
A prova é liderada pela Associação Black Bulls, com 27 pontos, mais um que o Costa do Sol que segue na segunda posição. Já o Ferroviário da Beira é o último classificado do Moçambola, com apenas sete pontos.
O PCA da Bolsa de Valores de Moçambique, Salimo Valá, alerta para o perigo da existência de muitos pobres no país, marginalmente envolvidos no processo de desenvolvimento económico. Valá diz que tal facto atrasa o combate à pobreza, porque o que considera maior energia do país está a ser deixada de lado.
Sob seu ponto de vista, um dos maiores atrasos do desenvolvimento no país são as desigualdades sociais, que têm aumentado a cada dia.
Valá fez questionamentos e propôs soluções para acabar com a pobreza no país.
Este problema, segundo explica, é causado pela má distribuição de oportunidades que priva os pobres dos recursos, e de contribuir para o desenvolvimento.
“Os filhos daqueles que têm maior renda e melhores oportunidades serão como os pais. Então, os filhos de famílias pobres vão ter mais dificuldades de se inserir no circuito económico. O perigo de nós termos muitos pobres, que estão só marginalmente envolvidos no desenvolvimento económico do país é que estamos a deixar de lado a maior energia”.
Como possível solução para que se combata a pobreza com maior eficácia, o PCA da Bolsa de Valores de Moçambique aponta para a modernização da agricultura e também do sector da pesca. “Deve-se pegar nessa energia, que são os cidadãos, homens e mulheres, já no sector produtivo, incrementar a sua produtividade, reforçar a sua capacidade técnica e de gestão para que eles possam produzir mais e melhor”.
Outro sector que, segundo Salim Valá, tem grande potencial é o dos recursos minerais. “Nas zonas onde são extraídos os recursos: rubis, gás, areias pessadas, entre outros há pobreza. Então, é preciso questionar as abordagens que estamos a ter, no sentido de que elas têm de ser sensíveis a melhorar as condições de vida das pessoas dos territórios. Temos de criar políticas estratégicas e olhar para a questão de governação”, explicou.
Salimo Valá fala também de reformas fiscais para estimular pequenas e médias empresas. Por exemplo, sugere que o pagamento de impostos seja ajustado à capacidade produtiva de cada empresa.
Valá falava, este Domingo, no espaço de entrevista, veiculado todos os domingos, na STV Notícias.
Cerca de 21 milhões de venezuelanos foram chamados às urnas, este domingo, para escolher, entre 10 candidatos, o novo Presidente do país. O acto eleitoral decorre num clima de tensão e incerteza.
São 10 candidatos que estão a disputar os votos de cerca de 21 milhões de venezuelanos, mas o resultado deverá decidir-se entre Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela, e o diplomata reformado Urrutia, que substituiu a candidata Maria Corina Machado, que o regime a impediu de se candidatar.
As urnas abriram às 12 horas de Maputo e vão fechar à meia-noite.
As sondagens apontam para a vitória da oposição, mas Maduro chegou a ameaçar com um banho de sangue e uma guerra civil caso perca a eleição.
Se a oposição vencer, seria o encerramento de um ciclo que começou há 25 anos, com Hugo Chávez e, depois, com Nicolás Maduro.
O Presidente Nicolás Maduro encerrou todas as fronteiras do país, para impedir a entrada de observadores internacionais. Uma delegação do Partido Popular Europeu de acompanhamento das eleições ficou primeiro retida no aeroporto de Caracas e depois foi expulsa do país no sábado.
Apesar de ser um país rico em petróleo, a Venezuela está mergulhada numa crise económica e social sem precedentes. A população queixa-se de baixos rendimentos e insuficiência de serviços básicos, com sistemas de saúde e educação degradados.
Os 125 militantes islâmicos e financiadores do Boko Haram, julgados em dois dias, foram condenados por uma série de crimes relacionados ao terrorismo. O julgamento em massa foi presidido por cinco juízes do Tribunal Federal Superior, num centro de detenção militar em Kanji, no estado de Níger.
Dos 125, 85 indivíduos foram condenados por financiamento ao terrorismo, 22 por crimes relacionados ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e os demais réus por crimes de terrorismo.
Milhares de pessoas foram mortas e milhões de outras deslocadas pela insurgência do Boko Haram desde seu início em 2009. O fenómeno resultou numa crise humanitária no nordeste da Nigéria.
O gabinete do Procurador-Geral nigeriano afirma que as acusações contra os militantes islâmicos estavam “a evidenciar o terrorismo, o financiamento do terrorismo, a prestação de apoio material e crimes relacionados ao TPI”.
Os últimos julgamentos em massa de suspeitos do Boko Haram ocorreram entre 2017 e 2018, em que foram condenadas 163 pessoas e 887 foram libertas.
Em 2014, o Boko Haram sequestrou mais de 270 meninas de uma escola na cidade de Chibok, no nordeste do país. Os sequestros chocaram o mundo e desencadearam uma campanha global denominada BringBackOurGirls, que incluiu a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama. Mais de 180 meninas foram libertas ou escaparam, entretanto, muitas continuam desaparecidas.
Um jovem não habilitado para conduzir é acusado de matar uma pessoa e deixar outras cinco feridas, no distrito de Dondo, província de Sofala. O indiciado nega as acusações, mas a Polícia afirma não haver dúvidas de que o jovem tenha sido o autor dos acidentes.
Na noite de sexta-feira, o jovem acusado, supostamente, levou, sem autorização dos pais, o carro da família e fez-se à rua, mesmo não possuindo a carta de condução.
Depois de alguns minutos, o jovem terá perdido o controlo da viatura que, devido ao excesso de velocidade, se despistou e embateu violentamente contra um outro carro, que seguia no sentido contrário, depois de ter atropelado mortalmente uma pessoa.
“Depois de embater nesses seis indivíduos, o jovem não conseguiu imobilizar a viatura, pois tentou colocar-se em fuga, mas, no meio de essa fuga, colidiu com um outro veículo que se encontrava imobilizado ao longo da via pública, causando, assim, uma sequência de acidentes de viação”, explicou Dércio Chacate, porta-voz da PRM.
Todavia, o suposto autor do sinistro nega que seja responsável e diz que quem, na verdade, conduzia o veículo era um amigo. “Não era eu quem estava a conduzir a viatura. Um amigo meu é que conduzia, porque eu não tenho carteira.”
A polícia classifica as declarações do jovem como uma forma de ludibriar a opinião pública. “Temos de ter atenção à sua narrativa, que, de longe, mostra que é uma tentativa de desconstruir a realidade dos factos. E nós, como Polícia da República de Moçambique, não temos dúvidas de que este indivíduo esteve a conduzir esta viatura, mesmo sabendo que não tinha as devidas credenciais para o efeito”, disse Chacate.
No interior da viatura, havia garrafas de bebidas alcoólicas, o que sugere que os seus ocupantes estariam a consumi-las.
Durou apenas 45 segundos o sonho de Jacira Ferreira nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. A judoca, que competia na categoria -52 quilogramas, foi afastada da prova este domingo ao perder por “ipon”, ou seja, por 10-0, diante de March Maharani da Indonésia.
A adversária de Ferreria entrou mais forte e conseguiu levar a moçambicana ao tatame.
Sábado, competindo na Arena Paris La Défense, o nadador Matthew Lawrence terminou no segundo lugar com um tempo de 1’ 04” 95, numa prova ganha por Steven Insixiengmay de Laos com a marca de 1’04’64’.
Esta prestação colocou-lhe no 32° lugar no conjunto de todas as séries, ficando fora dos 16 primeiros. Lawrence não conseguiu, igualmente, melhorar o seu tempo com o qual partiu para os Jogos Olímpicos Paris 2024.
Arrancou ontem a 33ª edição dos jogos olímpicos Paris 2024 numa festa monumental de cerca de quatro horas. Como nunca, a França organizou uma abertura fora do Estado, numa cerimónia cheia de grandes emoções.
Era uma vez, uma França que quis fazer diferente, experimentou e conseguiu. Paris projetou um espetáculo de abertura dos jogos olímpicos para além dos campos, como tem sido habitual desde 1896. Entre Vedetas do desporto Mundial, espéculo de luzes, música e arquitetura a altura de um evento milenar, o Rio Sena foi o tapete que viu desfilar as 206 delegações. Paris voltou a vestir a igualdade, liberdade e fraternidade para receber a bandeira olímpica.
Tal como reza a história, a Grécia foi a primeira comitiva a desfilar de barco, seguiram mais nações, os africanos não passaram despercebidos, mas foram a Palestina e Ucrânia que receberam mais aplausos. O momento mais alto, foi a chegada da tocha olímpica após percorrer seis quilômetros no rio Sena trazida pelos melhores que tem a sua história escrita nos jogos olímpicos. Zidane, Rafael Nadal, foram alguns dos nomes.
Não era para menos, a direção artística de Thierry Reboul e Thomas Jolly saiu perfeito, a Torre Eiffel trocou das cores quantas vezes que quis, até que a bandeira olímpica foi entregue ao comitê olímpico francês. Já com a chama olímpica acesa, foi a vez de Cellion Dion cantar Hymne à l’amour” e nem tão pouco a chuva beliscou o espetáculo.
A diferença de qualidade do ensino nas escolas públicas e privadas deve acabar e a gestão dos sectores da Saúde e da Educação devem passar para gestão dos municípios. O desejo foi manifestado esta sexta-feira pelo candidato presidencial do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), durante um encontro com a Associação dos Professores Unidos de Moçambique.
Na iminência da retoma da greve dos médicos marcada para 29 de Julho corrente devido ao não cumprimento das exigências da classe pelo governo, Lutero Simango, presidente do Movimento Democrático de Moçambique e candidato presidencial, prometeu mudanças à Associação Médica de Moçambique, caso vença as eleições.
Simango, fez a mesma promessa, mas desta vez, aos professores, que também estão insatisfeitos com as suas condições de trabalho. Primeiro, Simango disse que os professores precisam estar motivados, para que a qualidade do ensino seja a mesma nas escolas públicas e privadas.
“Vamos aprovar um único modelo para todo o país. Não faz sentido haver modelos de escolas primárias diferentes. Temos de chegar a um consenso de ter um único modelo e também apostamos na transferência das competências da educação e saúde básica para os municípios”.
Dizer que vai apostar em uma educação de qualidade não foi suficiente para convencer os professores, pois para a classe não basta o desejo, mas como se vai proceder a sua materialização.
Em resposta, Simango referiu a necessidade da inclusão dos professores na resolução de problemas. “A governação local nunca vai decidir o destino da escola sem envolver o professor”, defendeu.
O candidato também prometeu direcionar seus esforços na busca da qualidade do ensino através do equilíbrio do rácio professor-aluno, que no país está muito aquém de ser alcançado.
“”Além da motivação dos professores, são as condições das nossas próprias escolas e do ambiente educacional. E, é por isso que nós apostamos na necessidade de redução do número de alunos por turma, isto é, no rácio professor-aluno”.
Por fim, Simango prometeu também a redução do custo de vida no país cuja estratégia será reduzir o Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA), de 16% para 14%.