A Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) assegura que não existe exclusão no pagamento das compensações destinadas aos operadores do transporte urbano na zona metropolitana e nas capitais provinciais abrangidas pelo sistema.
Segundo a organização, todos os transportadores devidamente licenciados e com a documentação regularizada têm direito a beneficiar das compensações atribuídas pelo Governo.
A FEMATRO reconhece que o processo de pagamento decorre de forma gradual, mas afirma que o Executivo continua a efectuar desembolsos. De acordo com a federação, entre ontem e hoje foi paga uma parte significativa dos operadores que aguardavam pelas compensações, o que poderá responder às reclamações apresentadas nos últimos dias.
A organização esclarece, contudo, que ainda não dispõe de dados actualizados sobre o número de transportadores contemplados, uma vez que o processo de pagamento continua em curso. A informação oficial deverá ser disponibilizada pelo Governo no final do dia, indicando o número de operadores e de viaturas já compensados.
Relativamente aos transportadores que ainda não receberam os valores, a FEMATRO explica que continua a receber diariamente novas listas de operadores elegíveis, o que obriga à sua consolidação antes do envio à Agência Metropolitana de Transportes para efeitos de processamento.
A federação garantiu que todas as listas que estavam na sua posse foram remetidas à Agência Metropolitana na segunda-feira, não existindo, neste momento, qualquer relação de beneficiários por encaminhar.
Quanto aos operadores que ainda aguardam pelo pagamento, a FEMATRO considera que a demora poderá estar relacionada com a entrega tardia da documentação necessária, sublinhando que os processos já submetidos foram enviados para o devido tratamento.
As micro, pequenas e médias empresas continuam a queixar-se de barreiras para inserção no mercado de negócios. O grupo diz que debate-se com dificuldades de acesso a financiamento, pouca informação sobre concursos públicos e altas taxas para certificação.
O crescimento das micro, pequenas e médias empresas é um problema que desafia o governo e o sector privado há décadas. Entre as barreiras, o Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) diz, por exemplo, que há falta de transparência nos concursos públicos.
“Há muita distorção na informação. Por um lado percebe-se que as PMEs, a informação sobre oportunidades, se chegam para uma podem não chegar para as outras”, lamenta Siro Álvaro, do IPEME.
O outro martírio para os pequenos empresários está relacionado às taxas de certificação de qualidade, cobradas pelo governo.
E para mudar este quadro, a classe reuniu-se esta sexta-feira com o governo na segunda conferência anual do sector, para discutir estratégias que possam impulsionar o seu crescimento e melhoria do ambiente de negócios.
“A ideia deste tema que estamos a debater é que, temos por um lado o sector financeiro e doutro as PME’s, para juntos, como governo traçarmos políticas, para fazer com que este dinheiro e estas oportunidades sejam sejam factíveis e que sejam realmente para o benefício das micro, pequenas e médias empresas.”
Na ocasião, em representação do Presidente da Repúiblica, o Ministro da Obras Públicas, Carlos Mesquita, garantiu que o Executivo está empenhado em encontrar soluções.
“Com estas reformas queremos que as MPMEs elevem o contributo que estado a dar a nossa economia de modo a materializar a meta dos três milhões de empregos prevista na agenda governativa bem como a retoma do crescimento económico em 7%.”
O evento decorreu sob o lema: Impulsionando o desenvolvimento através do fortalecimento da indústria local para o fortalecimento das Micro, Pequenas e Médias empresas.
O partido Frelimo garantiu, hoje, em Sofala, que nos momentos cruciais da campanha eleitoral e do processo de votação, será um partido compreensível, pacífico e tolerante para com as outras formações políticas, por forma a evitar a repetição de violência vivida nas autárquicas.
A campanha eleitoral das eleições autárquicas de 2023 foi marcada por confrontos violentos entre membros dos partidos concorrentes, sobretudo na provincía de Nampula, onde se registou 16 feridos, durante um encontro violento entre as caravanas do partido Renamo e Frelimo.
Assim, Luís Nhanzozo, Primeiro Secretário da Frelimo, na província de Sofala, a margem da 5ª sessão ordinária do Comité Provincial, garantiu que o seu partido está comprometido com uma nova abordagem de “não à violência” para evitar casos de “intolerância política”.
Diferente da violência na campanha das autárquicas, Luís Nhanzozo prometeu que a camppanha para as presidenciais será exclusivamente reservada à divulgação dos manifestos eleitorais e não de violência.
“A campanha das autárquicas, aqui na Beira, correu bem, mas no historial da Beira, geralmente tem havido situações de confusão e brigas. Mas nós estamos a trazer uma nova abordagem, a Frelimo não é pela confusão”.
Na mesma oportunidade, a Frelimo prometeu voltar a ganhar de forma expressiva em Sofala. “A Frelimo trabalha para ganhar. Quase em todos os distritos estamos a trabalhar. Agora, se a oposição está à espera, nós não queremos saber, mas estamos a fazer o trabalho de movimento e sensibilização.
Nesta 5ª sessão ordinária, a Frelimo, em Sofala, vai fazer a avaliação das suas actividades dos últimos seis meses e perspectivar acções para os próximos tempos com destaque para as eleições gerais.
Argélia reitera a sua total disponibilidade para continuar a manter e desenvolver as relações de cooperação especial com a França.
O chefe da diplomacia francesa considerou, na quarta-feira, que o apoio da França ao plano de autonomia marroquino para o Saara Ocidental é um passo “natural”. Além disso, existe um “consenso internacional”, em torno da iniciativa, que Marrocos apresentou em 2007, depois de o Presidente Francês ter dirigido uma carta ao rei de Marrocos formalizando este apoio.
A mudança da posição de Paris gerou uma reacção das autoridades argelinas, que anunciaram a retirada do seu embaixador, acreditado em Paris. Na altura, o chefe da diplomacia da Argélia, Ahmed Attaf, garantiu que este “é um primeiro passo que será seguido por outros”.
As mesmas decisões e ameaças de retaliações tinham sido avançadas pelas autoridades argelinas, há dois anos, em Novembro de 2022, quando a Espanha tomou, na altura, uma decisão semelhante ao apoio actual de Paris.
Em Novembro de 2022, a Argélia rompeu o Tratado de Amizade, Boa Vizinhança e Cooperação entre os dois países, interrompendo, assim, o tráfego comercial e retirando o seu embaixador acreditado em Madrid.
A Espanha, por sua vez, reagiu dizendo que lamenta a suspensão do tratado de cooperação e que “considera a Argélia um país vizinho e amigo, e reitera a sua plena disponibilidade para continuar a manter e desenvolver as relações especiais de cooperação entre os dois países”.
Meses depois, no contexto do complicado tabuleiro de xadrez do Magrebe e da dependência argelina do mercado e economia espanhóis, o embaixador da Argélia regressou discretamente à Madrid. Nessa altura, o fluxo comercial e os voos comerciais foram normalizados.
Na semana passada, o ministro argelino do comércio, Tayeb Zitouni, apelou o reforço das relações comerciais com a Espanha.
O tempo das ameaças e retaliações não durou muito com Madrid, mas será que vai durar mais com França com a qual a dependência é de outra altura, e onde se localiza a esmagadora maioria dos investimentos argelinos?
Um detalha da história: a Argélia nunca reagiu, ao passo que os Estados Unidos da América adotaram, em 2020, como muitos outros países, a posição actual da França e da Espanha.
Desde Janeiro deste ano que o Banco de Moçambique tem vindo a reduzir a taxa de juro de política monetária, tornando, assim, o custo do dinheiro mais acessível para os bancos comerciais. De lá para cá, os bancos comerciais acompanhavam o movimento, reduzindo, assim, a taxa de juro dos empréstimos, mas, neste mês de Agosto, seguiram outro “rumo”.
Enquanto o Banco de Moçambique decidiu, na última quarta-feira, reduzir a taxa de juro dos empréstimos que concede para os bancos comerciais, de 15% para 14,25%, os bancos comerciais decidiram manter em 21,20% a taxa de juro dos empréstimos aos seus clientes.
Com a taxa de juro a continuar inalterada, os bancos comerciais sinalizam que o custo do dinheiro não se vai alterar para os novos empréstimos, renovações de créditos, bem como para renegociações entre as instituições de crédito e sociedades financeiras e os seus clientes.
“Cada banco reserva-se o direito de aplicar condições adicionais distintas, em função do perfil de risco, historial comercial e creditício e eventuais protocolos celebrados com o cliente ou a sua instituição”, lê-se no comunicado da Associação Moçambicana de Bancos.
De acordo com os bancos comerciais, a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável resulta da soma do Indexante Único e do Prémio de Custo.
O Indexante Único é a taxa média medida pelo volume das operações efectuadas no Mercado Monetário Interbancário para o prazo de vencimento de um dia útil, nomeadamente (i) as operações à taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, fixada em 15,00%) entre o Banco de Moçambique e os Bancos Comerciais, (ii) as operações repo entre Bancos Comerciais e (iii) as operações de permutas de liquidez entre Bancos Comerciais. O Indexante Único é calculado mensalmente pelo banco central.
Já o Prémio de Custo é a margem que representa os elementos de risco da actividade bancária não reflectidos nas operações do mercado interbancário, o qual é adicionado ao Indexante Único para constituir a Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano, ou seja, a taxa de juro dos empréstimos concedidos aos clientes.
O banco central justifica que reduziu a taxa de juro por estarem a consolidar-se as perspectivas da redução da subida generalizada dos preços para níveis abaixo de 10%, dentro de três anos, num contexto em que a avaliação de riscos e incertezas se mantém favorável.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas, citados no comunicado do Banco de Moçambique, em Junho último, a inflação anual manteve-se estável, ao fixar-se em 3%, após 3,1% no mês de Março. Excluindo as frutas e os vegetais, bem como os bens com preços administrados, a inflação subjacente também permaneceu estável.
“Para o médio prazo, mantêm-se as perspectivas de uma inflação em um dígito, reflectindo essencialmente, a estabilidade do Metical e o impacto das medidas tomadas pelo Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique”, indica a nota do banco central.
O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique, órgão responsável pela estabilização cambial e da subida generalizada dos preços, promete continuar a reduzir a taxa de juro de política monetária com vista à sua normalização no médio prazo.
“Entretanto, o ritmo e a magnitude dos ajustamentos dependerão das perspectivas da inflação, bem como da avaliação dos riscos e das incertezas subjacentes às projecções do médio prazo”, considera o regulador do sistema financeiro nacional, o Banco de Moçambique.
O Estado moçambicano é das entidades elegíveis para ter o financiamento da banca, mas tem recorrido bastante a esse endividamento dentro do país, o que tem pressionado muito o sistema financeiro, segundo alerta o Banco de Moçambique.
“A pressão sobre o endividamento público interno mantém-se elevada, como temos vindo a mencionar. O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e de locação e as responsabilidades em mora situam-se em 377,9 mil milhões de Meticais, o que representa 65,6 mil milhões em relação a Dezembro de 2023”, referiu Zandamela.
Cerca de seis mil raparigas vulneráveis, que enfrentam dificuldades para garantir a sua plena higiene individual no período menstrual, são as beneficiárias de um projecto com duração de dois anos, com o qual se pretende garantir que as raparigas em situação de pobreza não se sintam obrigadas a abandonar a escola durante o período menstrual, salvaguardando, assim, o rendimento escolar.
A ser implementado em parceria com o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano, o projecto Ciclo Solidário permitirá que os membros do Clube Moza e outros parceiros, como a fábrica de produção de óleo vegetal e sabão, Fasorel, doem kits de higiene menstrual sustentáveis e seguros em vários pontos do país, sendo o distrito de Guijá, na província de Gaza, a primeira região abrangida, já no próximo mês de Setembro.
Para além de doar kits de higiene, as colaboradoras do Moza, que se identificaram com o projecto, foram convidadas a assumir o papel de “madrinhas” e conselheiras de algumas das raparigas que beneficiarão da iniciativa, envolvendo-se no dia-a-dia destas adolescentes e concedendo, sempre que possível, apoio material e moral.
Segundo se lê numa nota de imprensa, para a presidente da Comissão de Voluntariado do Clube Moza, Marta Manhique, o projecto concorre para a promoção de um ambiente escolar cada vez mais inclusivo que potencie a igualdade de oportunidades para homens e mulheres. “Permitam-me destacar a sustentabilidade deste projecto, uma vez que os pensos a serem oferecidos às raparigas são reutilizáveis, o que faz com que sejam descartáveis, evitando desta forma o lixo plástico que polui o ambiente com materiais que demoram séculos para se decomporem”, sublinhou Manhique.
Já a embaixadora da iniciativa, Samira Franco, apontou, na ocasião, a questão da pobreza menstrual como sendo um entrave para a materialização dos sonhos da rapariga.
“Somos por uma sociedade cada vez mais inclusiva e pela redução das desigualdades sociais baseadas no género. Abraçamos esta causa na esperança de contribuir para uma redução e quiçá erradicação do abandono escolar da rapariga, porque, para nós, a pobreza menstrual é um inibidor de sonhos. Não é um problema dos outros, mas sim de toda uma sociedade, daí a necessidade de incentivarmos a consciencialização e participação de todos”, asseverou Samira Franco, na nota de imprensa.
O presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, elogiou a iniciativa, afirmando que “o Projecto Ciclo Solidário é um exemplo brilhante de como o Clube Moza está comprometido em fazer a diferença nas comunidades onde o Moza Banco opera. A iniciativa não só promove a saúde e o bem-estar das raparigas, como também fortalece a educação e, consequentemente, o futuro do país”.
A implementação deste projecto responde ao compromisso estabelecido pelo Clube Moza, enquanto membro da Parceria para a Saúde Materna, Neonatal e Infantil (PMNCH) – uma organização internacional criada para apoiar mulheres, crianças e adolescentes, a nível mundial.
É um imponente edifício que marca o fim do sofrimento a que os vendedores do mercado central estavam submetidos. Segundo contaram ao “O País”, o antigo mercado já era pequeno para a demanda actual, sem mencionar que se acomodavam em bancas pequenas, com infra-estruturas de apoio deficiente. “Era muito complicado vender ali”, recorda uma das antigas vendedeiras do mercado de Inhambane.
O novo Mercado Central de Inhambane foi reabilitado e requalificado para conferir melhores condições aos vencedores e aos compradores. Cigarra Perim, uma estilista moçambicana que tem o seu ateliê instalado no Mercado Central, diz que, com a nova infra-estrutura melhorada, os turistas poderão visitar Inhambane e, chegado ali, além de comer uma boa comida típica da terra da boa gente, poderão conhecer um pouco mais sobre a cultura de Inhambane, quer através da moda, quer através das obras de arte que serão feitas e vendidas no local.
O Presidente da República procedeu à inauguração do mercado, que tem dois pisos, com espaços para a venda de hortícolas, produtos frescos, artesanato e restaurantes.
Filipe Nyusi diz que o Mercado Central de Inhambane é fruto da governação descentralizada que o Governo tem estado a implementar, pois, no seu entender, se os municipes de Inhambane ficassem à espera de que o Governo central decidisse pela construção de qualquer infra-estrutura social, provavelmente iria demorar ou não sairia de acordo com as necessidades das comunidades locais. Nyusi defende que o papel do Governo central deve ser mobilizar recursos, dar apoio necessário para a execução, enquanto os Governos locais devem decidir quais e como construir infra-estruturas, de acordo com as necessidades locais.
Com a nova infra-estrutura cómoda e moderna, Filipe Nyusi diz que a mesma deve servir para o desenvolvimento da cidade de Inhambane e disse que não fará sentido que, depois da construção daquele mercado, continue a haver vendedores espalhados pelas ruas da cidade, com todo os riscos associados, desde o risco de acidentes de viação, péssimas condições de conservação dos produtos, entre outros. O Presidente da República apelou, por isso, aos vendedores para permanecerem dentro do mercado e aos compradores para que não aceitem comprar coisas nas ruas, para não fomentar o comércio em locais impróprios.
A infra-estrutura é, na verdade, o maior mercado na província de Inhambane. Tem mais de 300 pontos de venda, desde bancas, lojas e restaurantes, e emprega mais de 400 pessoas. O edil de Inhambane diz que a infra-estrutura terá uma gestão autónoma, para permitir que a mesma possa gerar a sua própria renda e, com isso, suportar as despesas de funcionamento, tais como serviços de limpeza, água, energia, pagamento de salários e manutenções. Benedito Guimino diz que esse modelo de gestão, vai garantir não só a sustentabilidade do mercado, como também vai aliviar o peso que era para o Município, que deveria fazer a gestão financeira do mercado, que, muitas vezes, chegou a ficar sem água por falta de pagamento de facturas.
As obras de requalificação do Mercado Central de Inhambane arrancaram em 2019 e custaram mais de 130 milhões de Meticais, dinheiro desembolsado pelo Governo alemão, através do Banco KFW.
Já está oficialmente composto o Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique. Os nove membros escolhidos pelo Parlamento foram seleccionados de um total de trinta e oito candidatos cujos nomes foram à votação esta quarta-feira.
Vão ser nove e foram eleitos na noite desta quarta-feira pelos deputados da Assembleia da República, ao fim de um exercício que levou mais de seis horas.
Responsável por controlar e acompanhar matérias como receitas, depósitos, supervisão da gestão, entre outras, o Comité de Supervisão do Fundo Soberano de Moçambique vai ter a seguinte composição: Sociedade civil – Benilde Nhalivilo e Estrela Charles; Comunidade empresarial – Inocêncio Paulino; Academia – Alcides Nobela e Emanuel da Conceição; Ordem dos Advogados – Celestino Sitoe; Ordem dos Contabilistas e Auditores – Altino Mavile; e Associações religiosas – Juliasse Sandramo e Mussa Suefe.
A lista final aprovada é praticamente a mesma proposta pela Comissão Ad-Hoc da Assembleia da República sobre o assunto, com excepção do representante da Ordem dos Advogados, sendo que o eleito é diferente do proposto.
O mandato do comité é de três anos renováveis. O presidente do órgão vai ser eleito dentre os seus pares.
O Fundo Soberano foi criado para assegurar que as receitas provenientes da exploração do gás natural sejam utilizadas de maneira sustentável para impulsionar o desenvolvimento da economia nacional.
“Metamiserismo – uma nova escola literária” é o título do livro de Deusa d’África e Dom Midó das Dores, que será lançado no próximo dia 08 de Agosto, pelas 17h30, no Camões, Centro Cultural Português, em Maputo.
Escrito a quatro mãos, “Metamiserismo – uma nova escola literária” é um livro que é publicado sob a chancela da Alcance Editores, contando com o prefácio do ensaísta e professor universitário Sávio Freitas. Já a apresentação, no Camões, será feita pelo ensaísta Francisco Noa.
Segundo uma nota de imprensa, “‘Metamiserismo’ é uma proposta de reflexão impactante, de autoria de Deusa d’África e Dom Midó das Dores, a que estes dois poetas erguem a possibilidade de reconstrução da sociedade. Descrevem o caos que afecta a humanidade, por via de pandemias, guerras, crimes ambientais, neocolonialismo invasor, novas ditaturas, feminicídios, racismos, homofobia, transfobia, negacionismos, necropolítica”, acrescenta a nota: “Estes poetas representam uma fase neo-combate na literatura moçambicana. Esta fase surge para reivindicar o lugar de uma literatura de protesto estético e ideológico frente aos novos rumos de discussão que a arte vem tomando no mundo e cada vez mais hasteando uma bandeira de humanitarismo”.
Os auto-designados “Poetas Metamiseristas”, Dom Midó das Dores e Deusa d’África, avança a nota de imprensa, entregam uma colectânea de poesias que fazem (re) pensar temas por demais polêmicos se tratando da cartografia de escrita literária moçambicana de uma fase neo-combate.
Assinando em autoria, os autores inauguram o que acreditam ser a possibilidade de humanitarismo literário que se constrói por quatro mãos e duas mentes insatisfeitas com o sistema político machista, opressor e desumano que torna escatológica qualquer forma de viver que esteja fora do padrão.
A colectânea de poemas Metamiserismo não só continua o trabalho da Associação Xitende, para além disso, recupera a fase nacionalista moçambicana ao ponto que representa a voz de uma colectividade de artistas que, sob ritmo do xitende, traz à baila a voz de tantos ancestrais invisibilizados pelo memoricídio de uma colonização sangrenta, desumana e oportunista. Uma colonização que continua sendo reproduzida por um neocolonialismo opressor e sistematizador de classes, de raças e de género, lê-se na nota de imprensa.
Para os autores, “o metamiserismo nasce da constatação axiológica de que a miséria do Homem moçambicano vem de dentro. Não é possível combater a miséria sem uma fenomenologia do Homem moçambicano. A disposição espiritual do Homem moçambicano determina a sua acção material e nessa dialéctica podemos ver a desgraça, a indigência, a corrupção material e moral, a aculturação e a promoção das perversões como uma cultura de tudo dependente ou é consequência da miséria espiritual”.
Sobre os autores
Dom Midó das Dores é Doutorando em História de África Contemporânea pela Universidade Pedagógica, Mestre em Ciências Políticas e Estudos Africanos, Licenciado em Relações Internacionais e Diplomacia. Nascido a 05 de Fevereiro de 1978, em Xai-Xai. É Autor do romance editado pela Índico Editores, em 2009, intitulado “A Bíblia dos pretos”. Em 2000, Dom Midó venceu o prémio literário Teatro Rádio Fónico da Rádio Moçambique. Docente na universidade Pedagógica, foi Deputado na Assembleia da República, foi Presidente do Conselho Municipal da Cidade de Xai-Xai e é Administrador do Distrito de Mandimba. É co-fundador do Núcleo Literário Xitende. Actualmente ocupa o cargo de Revisor e Conselheiro da Associação Xitende.
Tem publicações em revistas nacionais e internacionais. Tem textos antologiados pela Editora de Letras “Vozes do Hiterland”, em 2015, antologiado na Espanha em “Galiza-Moçambique: Numa Linguagem e Numa Sinfonia”, em 2016, foi antologiado em 2020, pela Xitende, em “Fique em Casa, Amor!” e “19 Cartas para Covid19”.
Deusa d’África é Mestre em Contabilidade e Auditoria e mestranda em Língua Portuguesa Aplicada ao Ensino. Docente na Universidade Save e Contabilista do Fundo Global – Malária. Possui textos (prosa, ensaios e poesia) publicados na imprensa nacional e estrangeira.
Coordenadora-Geral da Associação Cultural Xitende, curadora do Festival Internacional de Poesia, de saraus culturais, feiras de livro, concursos de poesia, palestras escolares, semanas literárias, oficinas de escrita e mentora do projecto Círculo de Leitores, desde 2011. Viu alguns dos seus trabalhos traduzidos para sueco, inglês e mandarim.
É autora de seguintes obras: “A Voz das minhas entranhas” (poesia), editada pelo FUNDAC, em 2014; “Equidade no Reino Celestial” (romance), pela Editora de Letras, em 2014; “Ao encontro da vida ou da morte” (poesia), pela Editora de Letras, em 2014; “Cães à estrada e poetas à morgue’’, pela Alcance Editores, em 2022, e “Uma onça na cidade”, pela Alcance Editores, em 2023;
Foi distinguida pelo Governo Provincial de Gaza, como Personalidade do Ano, 2016, em reconhecimento do seu patriotismo e pela sua contribuição no desenvolvimento e promoção das artes e cultura.
Em Março de 2017 representou Moçambique no Festival Literário de Macau.
Escreveu o hino para o Festival Nacional de Jogos Escolares e Desportivos em Moçambique em 2017. É membro do Conselho Editorial da Revista Kilimar.
A Stv Notícias transmite, sábado, às 14h30, o duelo Costa do Sol vs. Associação Black Bulls, inserido na primeira “mão” dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP ao nível da zona Sul. Ainda no sábado, a Associação Desportiva de Vilankulo mede forças com o Ferroviário de Maputo, em partida agendada para o Campo Municipal de Maxixe.
É o duelo mais apetecível dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP. Não estivéssemos, aliás, em presença de dois sérios candidatos à conquista de todas as competições em que estão envolvidos. Quis o sorteio realizado há duas semanas que “canarinhos” e “touros” cruzassem, de resto, caminho no acesso às meias-finais da segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano.
Primeiro (Black Bulls) e segundo (Costa do Sol) classificados do Moçambola 2024 com 27 e 26 pontos, respectivamente, travam argumentos no relvado sintético dos “canarinhos” na primeira mão dos “quartos”.
E mais: estamos a falar das duas formações com melhor ataque no campeonato nacional, sendo que a Black Bulls marcou 27 golos, enquanto o Costa do Sol concretizou 20.
É sempre um jogo susceptível de atrair ao “ninho do canário” muitos adeptos do futebol que, seguramente, irão querer acompanhar esta partida que pode definir quem segue em frente na eliminatória.
As duas formações voltam a defrontar-se cerca de quatro meses depois de os “touros” terem vencido por 3-2, em duelo inserido na jornada inaugural do Moçambola 2024.
Os golos dos “touros” foram apontados por Chamito (2′) e Hamed (71′ e 85′), enquanto os “canarinhos” marcaram por Chisala (27′) e Chester (56′).
Curiosamente, estas duas equipas jogaram nesta mesma fase da Taça de Moçambique, ano passado, sendo que a Associação Black Bulls levou a melhor ao vencer por 5-2.
Na época passada, precisamente na 3.ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol, os “touros” venceram os “canarinhos” por um a zero com tento solitário de Melque. Já na 13ª jornada, ou seja, na segunda volta, nova vitória da Black Bulls, desta feita por 3-1.
Ainda no sábado, a Associação Desportiva de Vilankulo defronta, no Campo Municipal de Maxixe, o Ferroviário de Maputo, em duelo a ser seguido também com muita atenção. É que, com uma campanha menos conseguida no Moçambola, prova na qual ocupa a última posição, o Ferroviário de Maputo aposta todas as faixas na Taça de Moçambique ZAP.
Em Maio deste ano, a Associação Desportiva de Vilankulo foi ao campo do Afrin derrotar o Ferroviário de Maputo, por 1-0.
Já no domingo, o Desportivo de Nacala trava argumentos com a União Desportiva do Songo, em partida que coloca frente-a-frente dois conjuntos que evoluem no Moçambola.
Finalistas vencidos do ano passado, os “hidroeléctricos” ambicionam conquistar esta competição. Em duelo da décima primeira e última jornada da primeira volta do Moçambola 2024, a União Desportiva do Songo recebeu e venceu, em Maio último, o Desportivo de Nacala por 2-0.
No campo da Soalpo, o Textáfrica de Chimoio mede forças com o Ferroviário da Beira, campeão nacional que não está a atravessar uma boa fase no Moçambola 2024. Aliás, no encerramento da última jornada da primeira volta, os “locomotivas” do Chiveve perderam com o Baía de Pemba por 1-0. E, no confronto com o Textáfrica esta temporada, o Ferroviário da Beira perdeu por 1-0.
Quadro de jogos:
Sábado, 3 de Agosto de 2024:
Zona Sul:
Campo Municipal da Maxixe
Associação Desp. Vilankulo vs. Ferroviário de Maputo
14h30
Campo do Costa do Sol
Costa do Sol vs. Black Bulls
14h30
𝐙𝐨𝐧𝐚 𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨/𝐍𝐨𝐫𝐭𝐞
Domingo, 4 de Agosto de 2024:
Campo do Ferroviário de Nacala
Desportivo de Nacala vs. U.D. Songo
14h30
Campo da Soalpo
GD Textáfrica vs Ferroviário da Beira
14h30