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Antigo porta-voz da RENAMO intensifica contestação à liderança de Ossufo Momade e defende que o partido não pode chegar a Novembro mergulhado na actual indefinição. António Muchanga quer a convocação urgente do Conselho Nacional e um congresso extraordinário para eleger uma nova liderança.

A crise interna na RENAMO ganhou um novo capítulo, desta vez a partir de Vilankulo, na província de Inhambane, onde António Muchanga voltou a subir o tom contra Ossufo Momade e defendeu mudanças urgentes na direcção do partido, considerando que a maior força da oposição durante décadas está a perder espaço político e, nas suas palavras, a “morrer aos poucos”. O antigo porta-voz da RENAMO quer que o partido convoque o Conselho Nacional e avance para um congresso extraordinário que permita eleger uma nova liderança, colocando Novembro como limite político para a resolução da actual crise e argumentando que qualquer adiamento poderá comprometer a preparação da formação para o próximo ciclo eleitoral.

A passagem por Vilankulo integra uma movimentação que Muchanga diz estar a realizar por diferentes pontos da província de Inhambane para mobilizar membros em torno da necessidade de reformas internas, depois de ter passado por Zavala, Morrumbene e Massinga. Em Vilankulo, município actualmente governado pela RENAMO, o antigo deputado procurou usar os resultados eleitorais alcançados pelo partido em diferentes autarquias como argumento para sustentar que existe uma distância entre aquilo que considera ser a força eleitoral da organização e o estado actual da sua liderança, afirmando que a RENAMO conquistou municípios onde acabou por não assumir a governação e que esse percurso não pode ser ignorado quando se discute o futuro da formação política.

“Viemos despertar os colegas sobre a necessidade de haver reformas que vão culminar com a realização do congresso extraordinário, onde vamos eleger nova liderança do partido”, afirmou Muchanga, defendendo que a RENAMO precisa primeiro de colocar os seus órgãos internos a funcionar regularmente e, depois, resolver a disputa em torno da liderança através dos mecanismos estatutários. Segundo o político, o Conselho Nacional deveria reunir com maior regularidade e a ausência desses encontros está a contribuir para prolongar uma crise que, no seu entendimento, já começa a afectar a capacidade do partido de se posicionar perante os principais assuntos nacionais.

A pressão de António Muchanga sobre Ossufo Momade não começou em Inhambane. O antigo deputado tem sido uma das vozes mais críticas da actual direcção e, nos últimos meses, intensificou a exigência de saída do presidente da RENAMO, acusando-o de ser responsável pelo enfraquecimento da formação. Em Maio, Muchanga voltou publicamente a defender a retirada de Momade da liderança, enquanto em Julho anunciou que pretendia recorrer à Justiça para viabilizar a realização de um congresso, acusando a direcção de atrasar o funcionamento dos órgãos internos. A disputa chegou igualmente aos tribunais depois de Muchanga ter sido suspenso pelo partido, decisão que viria a ser anulada judicialmente.

Em Vilankulo, Muchanga acrescentou agora um elemento novo à pressão política: o calendário. Na sua leitura, a RENAMO não pode entrar em Novembro sem uma definição sobre quem conduzirá o partido, porque precisa de tempo para reorganizar as estruturas e preparar-se para as próximas eleições autárquicas. O político invocou os prazos eleitorais para justificar a urgência e sustenta que prolongar a disputa interna reduzirá a margem disponível para uma nova liderança reconstruir o partido e preparar a máquina eleitoral.

É neste contexto que Muchanga dirige uma das mensagens mais duras a Ossufo Momade, defendendo que o presidente deve reconhecer que perdeu apoio dentro da organização e facilitar uma transição antes que a crise se agrave. O antigo porta-voz chegou a pedir aos membros da RENAMO em Inhambane que “orem” para que Momade reconheça aquilo que considera serem erros cometidos durante a sua liderança e aceite uma reconciliação interna, mas deixa claro que, na sua perspectiva, essa reconciliação deve passar necessariamente pela mudança no topo do partido.

“Não podemos chegar a Novembro com esta situação de indefinição dentro do partido”, advertiu Muchanga, acrescentando que é Ossufo Momade quem deve assumir responsabilidades pelo actual ambiente interno. A posição representa mais um endurecimento de uma contestação que vem sendo protagonizada por diferentes sectores da RENAMO e que já envolveu antigos guerrilheiros, quadros seniores e estruturas locais. Em Fevereiro, Muchanga e Alfredo Magumisse já tinham exigido publicamente a renúncia de Momade, acusando a liderança de estar a hipotecar o futuro da organização.

Para sustentar a necessidade de mudança, António Muchanga não limita as críticas à organização interna e acusa Ossufo Momade de manter silêncio perante alguns dos principais problemas que afectam o país. No discurso feito em Vilankulo, enumerou a violência terrorista em Cabo Delgado, a situação de moçambicanos na África do Sul, o custo de vida e o descontentamento manifestado por diferentes grupos profissionais, entre professores, profissionais de saúde e magistrados, para questionar a capacidade do actual presidente da RENAMO de se afirmar como voz da oposição.

Na avaliação de Muchanga, um partido que durante décadas ocupou o lugar de principal força de oposição precisa de ter posições claras sobre os grandes debates nacionais e o silêncio que atribui a Ossufo Momade está a contribuir para aquilo que descreve como perda de relevância política. “O nosso chefe tornou-se mudo, tornou-se surdo”, disparou o antigo porta-voz, depois de questionar a ausência de pronunciamentos públicos do líder sobre vários assuntos que considera determinantes para a vida dos moçambicanos.

A crítica ganha peso num momento particularmente delicado para a RENAMO. Depois das eleições gerais de 2024, o partido perdeu o estatuto de principal força da oposição parlamentar, mudança que aprofundou o debate interno sobre liderança, estratégia e futuro político da organização. A contestação a Momade cresceu desde então e passou a envolver manifestações de antigos combatentes e ocupações de instalações partidárias, enquanto Muchanga se consolidou como uma das figuras mais visíveis da frente que exige mudanças.

Em Inhambane, a contestação já conheceu episódios de maior tensão, com membros do partido a protagonizarem acções contra a liderança e a exigirem a saída de Ossufo Momade. É neste ambiente que Muchanga percorre a província procurando apoio para uma agenda que pretende transformar a insatisfação dispersa numa pressão organizada pela convocação dos órgãos partidários e, posteriormente, de um congresso extraordinário.

Ossufo Momade lidera a RENAMO desde a morte de Afonso Dhlakama, em Maio de 2018, tendo sido eleito presidente do partido no congresso realizado em Janeiro de 2019. Desde então, conduziu a formação em dois ciclos de eleições gerais e esteve à frente do partido durante a implementação do processo de paz e desarmamento que se seguiu ao acordo assinado com o Governo em 2019.

É precisamente o legado político da RENAMO que Muchanga coloca agora no centro da disputa. O antigo porta-voz entende que a organização corre o risco de continuar a perder influência se não renovar rapidamente a liderança, enquanto os seus pronunciamentos mostram que a contestação deixou de estar concentrada apenas na exigência de saída de Ossufo Momade e passou a apresentar uma proposta concreta de transição: Conselho Nacional, reformas internas e congresso extraordinário para escolher quem deverá conduzir o partido.

A batalha que se desenha dentro da RENAMO será, por isso, tanto sobre Ossufo Momade quanto sobre o modelo de partido que emergirá da actual crise. Muchanga quer uma decisão antes de Novembro e percorre estruturas partidárias à procura de apoio para forçar essa mudança, enquanto o calendário político continua a avançar e reduz o tempo disponível para a reorganização pretendida pelos contestatários.

Em Vilankulo, a mensagem foi inequívoca: para António Muchanga, a RENAMO já não tem tempo apenas para discutir a crise, precisa de decidir quem a vai liderar para sair dela.

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Os músicos Seth Suazi e Jimmy Dludlu assumem o compromisso de continuar o legado de Salimo Muhamed, cuja morte é considerada uma grande perda para a cultura moçambicana.

O músico Salimo Muhamed, falecido na última quarta-feira, destacou-se pelas suas obras e deixou um grande legado.

“Salimo Muhamed, para quem o conheceu , foi um grande artista com seu estilo próprio. Mesmo entre os da sua geração sempre se destacou e serviu de uma grande inspiração para músicos mais novos como eu e muitos outros, e eu penso que o legado que o Salimo deixa deve ser preservado. Calou-se uma grande voz, mas com se diz na gíria, os homens não morrem, eles apenas vão, mas o seus legado fica”, disse Seth Suazi.

Mais impossível ainda será esquecer os ensinamentos do Mano Salimo, como era carinhosamente tratado, por Jimmy Dludlu, outro ícone da música Moçambicana.

“Eu venho daquela geração que ele formou nos anos 1970. Há muitos Salimo Muhammad, em termos de experiência que ele nos ensinou.”

E para preservar o seu legado, Seth Swazi promete esquecer todos os formalismos e render uma homenagem ao grande mestre.

“Guardo essa esperança de que um dia eu consiga fazer homenagem para ele como fiz por tantos outros que admiro. Não gosto muito de elogios fúnebres, mas desta vez, não tenho tenho como não homenageá-lo, terei que fazê-lo assim que tiver oportunidade”, finalizou Seth Suazi.

Salimo Muhamed contribuiu para a construção de uma referência sobre as artes moçambicanas no pós-independência. Morreu aos 74 anos de idade vítima de doença.

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou, hoje, dois jovens de nacionalidade moçambicana, acusados do crime de rapto de uma criança. Um dos supostos mandantes é o padrasto do menor, e cobrou uma quantia de 150 mil meticais para o seu resgate.

Os acusados são dois jovens de 21 e 26 anos de idade, residentes no bairro de infulene, na Matola. Os dois confessaram o crime e dizem estar arrependidos.

Ainda sobre os raptos, o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, apela a comunidade islâmica a cooperar para o rápido esclarecimento de casos.

Um acidente de viação envolvendo dois camiões, ocorrido nesta sexta-feira, causou uma morte e danos avultados, no distrito de Gondola, em Manica. Fontes contam que a vítima morreu devido a falta de condições para a obtenção rápida de socorro.

O acidente ocorreu por volta das cinco horas, quando um camião que saía da Zâmbia para o porto da Beira  teve uma avaria na região de Bengo, em Gondola, sendo obrigado a parar. Na sequência, um outro outro camião, que transportava granito, embateu contra o que estava parado.

“Meu carro avariou ontem por volta das 21 horas, e colocamos sinalização. Dormi aqui com um colega que também tinha seu camião. No entanto, esta manhã, veio este camião e bateu o meu por trás”, contou o motorista do camião avariado.

No local, testemunhas contam que a vítima clamou por socorro, mas a falta de meios limitou as tentativas de ajuda.

Uma rede criminosa foi acusada de roubar mais de quatro mil cadáveres de crematórios e laboratórios médicos, na China, com o objectivo de utilizar os ossos em enxertos dentários.  A informação foi avançada hoje pela imprensa chinesa.

Segundo o site de notícias “Ao minuto”, o caso foi oficialmente exposto por Yi Shenghua, presidente do escritório de advogados Beijing Brave Lawyer. Segundo Yi Shenghua, a polícia de Taiyuan, na província de Shanxi, está a investigar as alegações de que os ossos foram utilizados para produzir enxertos ósseos alogénicos, normalmente feitos com ossos retirados durante uma cirurgia.

Um porta-voz da procuradoria municipal de Taiyuan, citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post,  confirmou que os procuradores estão a investigar as alegações de que uma rede criminosa “roubou e revendeu cadáveres com fins lucrativos”.

A indústria funerária estatal chinesa está actualmente no centro das atenções devido a uma série de detenções.

A polícia apreendeu mais de 18 toneladas de ossos e mais de 34.000 produtos semiacabados e acabados, de acordo com documentos publicados por Yi.

O suspeito, de apelido Su, que era director-geral da empresa, confessou ter roubado mais de 4.000 corpos humanos de crematórios em Yunnan, Chongqing, Guizhou e Sichuan.

As autoridades estão também a analisar as alegações de que o centro de fígado do Hospital Universitário de Qingdao, em Shandong, vendeu ilegalmente cadáveres à empresa.

 

Jogadores do Grupo Desportivo Textáfrica de Chimoio paralisaram as suas actividades, devido ao atraso de quatro meses de salários e prémios de jogo. A assembleia geral da colectividade  reconhece o problema e diz que, neste momento, a equipa está mergulhada em crise.

Os atletas endereçaram uma carta, subscrita por 28 dos 30 jogadores, ao presidente do Textáfrica com conhecimento da Direcção Provincial de Juventude e Desportos de Manica e  Associação Provincial de Futebol de Manica a reclamarem da sua situação.

“A equipa sénior masculina de futebol do GDRT (jogadores) vem,  por meio desta, informar as instituições acima que, por razões do incumprimento dos nossos salários (4 meses) e prémios de jogos (4 prémios) em atraso, falta de condições de trabalho e de vida no lar dos jogadores, decidimos paralisar as actividades (treino e jogos) por tempo indeterminado até que nos seja solucionado o assunto. Sem mais do momento, as nossas cordiais saudações desportivas”, lê-se na carta.

Ontem, os atletas não se fizeram aos treinos do clube, estando, por isso, em dúvida se irão defrontar o Ferroviário de Nampula, domingo, em desafio inserido na jornada 12 do Moçambola 2024.

O presidente da mesa da assembleia geral do Textáfrica de Chimoio, Zacarias Mavile, reconhece os problemas que os jogadores apresentam e diz que o  clube enfrenta uma crise.

Recentemente, o primeiro campeão nacional viu o campo da Soalpo interditado pela Liga Moçambicana de Futebol (LMF), devido às escaramuças protagonizadas pelos seus adeptos  no duelo com a Associação Black Bulls e suposto envolvimento no suborno ao árbitro Guilherme Malagueta. O histórico clube do futebol moçambicano volta a estar envolvido em mais um episódio negativo.

O presidente do Textáfrica de Chimoio, Alfredo Dézima, disse, esta quinta-feira, que a colectividade só deve dois meses aos atletas. Dézima disse ainda haver sabotagem dentro desta colectividade.

 

A plataforma flutuante de gás natural, Coral Sul FLNG, já exportou para o mercado global 4,48 milhões de toneladas desde o primeiro carregamento feito em Novembro de 2022. Ao todo, a plataforma fez, até Junho passado, 63 carregamentos. Os dados foram avançados pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no seu Informe sobre o Estado Geral da Nação.

O Chefe do Estado não avançou quanto o país encaixou em receitas fiscais no âmbito dos 63 carregamentos efectuados desde Novembro de 2022, mas mencionou este efeito no quadro do legado que deixa ao país, findos dois mandatos de governação. Aliás, para si, este marco simboliza o sonho de décadas e posiciona Moçambique como actor relevante no mercado global de energia.

“A exploração de hidrocarbonetos no país representa um capítulo transformador da nossa economia. O aproveitamento desses recursos era uma meta ao longo do horizonte, mas hoje é uma realidade. Já estamos a produzir e estamos a exportar esse recurso”, disse.

Entretanto, Nyusi alerta que esta é uma realidade que traz uma enorme responsabilidade, porque o país deve ser um exemplo de uma nação que procura converter a chamada maldição em benção para as futuras gerações.

Nyusi mencionou a criação do Fundo Soberano como um esforço, nesse sentido, através do qual se quer fazer crescer a economia. O estadista disse querer criar um desenvolvimento inclusivo a longo prazo.

O Chefe do Estado recorda que a lenda do gás em Moçambique se tornou uma realidade, depois da exploração de pequenas quantidades de Pande e Temane. Entretanto, surgiu marco mais significativo “o início da exportação a partir da plataforma flutuante Coral Sul FLNG, desde Novembro de 2022, até Junho de 2024 foram realizados 63 carregamentos, correspondendo a cerca de 4,48 milhões de toneladas”.

Há, contudo, um elemento central, evocado pelo estadista que, aos poucos, se despede dos moçambicanos, que passa pela estratégia de diversificação da nossa economia para maximizar o proveito do país no uso do gás. Fez saber que a refinaria de gás de cozinha com uma capacidade de 30 mil toneladas, está em fase de conclusão, e poderá acautelar que alguma parte do gás fique para os moçambicanos.

“O aumento da capacidade de armazenamento e a inauguração de novas infraestruturas de enchimento de gás em várias regiões do país são passos concretos nessa direcção, e o fortalecimento da nossa balança comercial através do aumento das exportações, refletindo a nossa visão de usar nossos recursos como motor da economia.”

Já no campo dos combustíveis líquidos, houve aumento da capacidade de armazenamento para 65 mil metros cúbicos, o que, segundo o Presidente, demonstra o nosso planeamento estratégico e a capacidade de mitigação de riscos. “Nós temos de ter a reserva”, disse.

Fora o gás natural, Filipe Nyusi, que garantiu que “o país cresce economicamente e a nação caminha resiliente rumo ao desenvolvimento sustentável”, elencou a electrificação do país e a construção de infra-estruturas na rota dos legados que deixa em quase 10 anos no poder.
Vamos por partes.

Na electricidade, a taxa de cobertura da rede de electricidade, de 2015 a esta parte, quase duplicou.

Segundo o Presidente da República, foi concluída a electrificação das sedes distritais e postos administrativos. “Prosseguimos com a electrificação, tendo como meta a electrificação de todos os postos administrativos no quadro da iniciativa energia para todos. Como resultado, incrementámos a taxa de cobertura de 26% em 2025 para 55% em 2024”, disse.

Nyusi disse que, quando tomou posse em 2015, a EDM tinha menos de um milhão e meio de clientes, e o número de clientes passou para 3,5 milhões de clientes, actualmente.

“Estamos a trabalhar para que o nosso país se imponha como uma fonte de energia para toda a região austral do nosso continente. Já não é uma promessa, é uma certeza. No contexto do reforço do nosso papel como fornecedor de energia na região, reforçamos a nossa capacidade de geração e com recurso a fontes diversificadas”, avançou.

Esta capacidade será ainda reforçada, com a construção da central térmica de Temane, com capacidade de 450 GW, a maior no período pós independência, e será entregue dentro de dois a três meses, segundo garantiu Filipe Nyusi.

“Com a conclusão da construção da central eólica de Namaacha, com capacidade de 120 MW, essa é uma experiência que queremos introduzir, porque, cientificamente, está provado que Moçambique tem capacidade para produzir energia eólica”, acrescentou.

Ainda no domínio energético, no que toca a linhas de distribuição da rede de energia, Nyusi destacou a construção da linha de transporte com extensão de 477 quilómetros dos 573 previstos da linha Temane-Maputo, no âmbito do projecto da espinha dorsal de alta tensão de 400 quilovolts. A conclusão de 107 fundações das mais de 300 previstas, e 11 torres do projecto da linha de interligação Moçambique-Malawi com progresso de 52%, com 400 quilovolts, a construção de Tete-Chimuara, com progresso de 99%.

A par das linhas foi concluída a construção de 12 subestações, em Chimuara, Massinga, Alto-Molocue, Temane, Mahoche, Costa do sol, Marrupa, Zimbene, e Namialo.

“Com estas linhas, trouxemos uma mudança estrutural para garantir o transporte de energia, garantindo a ligação do Norte ao Sul do país, ao mesmo tempo que nos posicionámos como fornecedores de energia na SADC.”

No domínio de abastecimento de água, é destaque a cobertura era de 51% da população, actualmente a cobertura ronda em torno de 64% da população. Neste quinquénio, foram construídas 180 novas unidades sanitárias.

Ciente de que nenhuma economia pode ser sustentável se não tiver uma rede de infra-estruturas que se estenda a todo território nacional, Nyusi disse que a sua preocupação era promover o acesso a energia, construir pontes e estradas.

No domínio das Infra-estruturas portuárias, foram realizadas acções estruturantes, nomeadamente, expansão e modernização do porto de Nacala, que inclui equipamentos de manuseamento de carga que saiu de 100 mil para 250 mil por ano, permitindo maior eficiência e capacidade de resposta da demanda vinda de países do interland; a reabilitação do Porto de Maputo, que manuseou cerca de 31,2 milhões de toneladas contra 18 milhões em 2020, um crescimento assinalável de cerca de 70%; a reabilitação e duplicação da LInha férrea de ressano garcia, Matola gare e Moamba; a reabilitação da linha férrea de Machipanda, que permite a ligação do Porto da Beira e Zimbabwe; construímos o ramal Cena, ligando o Porto da Beira e Malawi com estas infra-estruturas.

Sobre o transporte de passageiros “reforçámos com 90 carruagens, incrementando o número de passageiros transportados por quilómetro, de cerca de 3 milhões para mais de 7 milhões de passageiros. Isto representou um crescimento de cerca de 84%”.

A Autoridade Reguladora de Águas e Saneamento, AURAS, quer assegurar a eficiência, sustentabilidade e qualidade dos serviços de abastecimento de água e saneamento.

Para o efeito, a instituição lançou, em Maputo, a consultoria legal para a produção do regulamento de incentivos e sanções aplicáveis aos servidores públicos de abastecimento de água e saneamento.

Para a Presidente do Conselho de Administração da AURAS, Suzana Loforte, o instrumento visa equilibrar os interesses dos provedores dos serviços e os consumidores, bem como melhorar a qualidade dos contratos entre as duas partes.

Suzana Loforte disse, ainda, que o regulamento vai assegurar que o investimento privado complemente as acções do Governo.

O projecto de produção do regulamento de incentivos e sanções aplicáveis aos servidores públicos de água e saneamento, financiado pelo Banco Mundial, está orçado em cerca de 150 mil dólares, a equivalente a perto de 10 milhões de Meticais.

A edição 2024 da Corrida Azul, a meia-maratona do Standard Bank, que este ano também se realiza no âmbito das celebrações dos 130 anos do Banco, terá lugar na Cidade de Maputo, a 25 de Agosto.

A Corrida Azul é, acima de tudo, um evento que visa promover hábitos de vida saudáveis e o atletismo moçambicano, segundo uma nota de imprensa enviada ao ” O País”.

O Standard Bank apoia o desporto para promover saúde e, por isso, inclui esta modalidade nas suas acções de responsabilidade social e incentiva todos a contribuirem para que a modalidade cresça.

A corrida também será realizada nas cidades da Beira e de Nampula, em datas por anunciar brevemente, com um prémio global, incluindo a Cidade de Maputo, de aproximadamente 800 mil Meticais.

Pela primeira vez, a corrida terá a categoria de 30 Km na Cidade de Maputo, para além dos habituais 21 e 7 Km, e espera-se abranger 5 mil atletas no total, sendo que 3 mil serão inscritos na Cidade de Maputo e as cidades da Beira e de Nampula ficarão com mil atletas, cada.

Nas cidades da Beira e de Nampula, a Corrida Azul compreenderá a categoria única de 12 Km. No entanto, porque o Standard Bank pauta pela inclusão e diversidade, nas três cidades, a corrida incluirá a categoria de cadeirantes.

As inscrições para a corrida de Maputo, cujo lema é “130 Anos em Movimento”, abriram-se a 8 de Agosto e serão efectuadas, exclusivamente, através de um aplicativo que estará disponível no website do banco www.standardbank.co.mz. Para além da inscrição, o aplicativo disponibilizará o mapa do percurso da corrida e informações sobre os atletas, o que irá proporcionar uma experiência mais completa aos participantes.

Tornar o evento mais atractivo e acolhedor constitui uma das apostas do Standard Bank para esta edição. Para o efeito, prevê-se a criação de um espaço onde vão decorrer actividades para os participantes, incluindo ginástica, apresentação de artes marciais, exposição de produtos fitness e uma feira de saúde.

Como forma de reduzir o impacto ambiental da corrida, será montado um sistema de colecta selectiva de lixo ao longo do trajecto e serão usados materiais reciclados e descartáveis.

Na cerimónia de lançamento do seu novo livro, esta quinta-feira, Severino Ngoenha falou pouco, mas o suficiente para deixar a principal mensagem que pretende com o seu novo livro. Em “Da Wasselia à Wasselia”, o filósofo recorre, inicialmente, a um episódio familiar, envolvendo a mãe e os filhos no debate sobre a importância do conhecimento no desenvolvimento das sociedades actuais.

Para Severino Ngoenha, num contexto de pré-campanha, os candidatos à Presidência da República devem se comprometer com o investimento na ciência e na técnica, pois, de outro modo, Moçambique nunca poderá competir com os países mais desenvolvidos do mundo.

“Como eu estou em campanha eleitoral, tenho quatro pontos que peço que todos os candidatos metam na campanha. Primeiro, obrigarem a esses gajos todos a pagarem impostos. Os nossos e os outros. Todos. Segundo, que o fundo soberano seja transparente. Terceiro, que haja separação de poderes. Quarto, gostaria que pelo menos 10% desse fundo soberano seja investido massivamente na escola. Da escola primária à universidade. E não para ensinar A, B e C com crianças sentadas no chão, sem fazermos casos disso, mas sonhar grande”.

Na percepção do filósofo, actualmente, a diferença entre Moçambique e os países ocidentais, no que ao conhecimento científico e tecnológico diz respeito, está para um txova e uma nave especial. Com isso o académico quis dizer que nunca houve, na história da humanidade, tanta diferença em termos de investimento tecnológico entre os moçambicanos e os ocidentais.
“A diferança entre nós e o Ocidente, hoje, é entre o nosso txova e as naves espaciais que fazem turismo para a lua. Esta é a maior diferença jamais existida na história do mundo. Quando nós fomos dominados no séc. XV, éramos tecnologicamente inferiores. Esta diferença, a diferença tecnológica entre o Norte e o Sul do mundo nunca foi tão grande como hoje. Eles conseguiram fazer a escravatura. Séc. XIX colonialismo, porque eram mais fortes do que nós. Essa diferença é 50 vezes mais importante, hoje”, defendeu, Severino Ngoenha.

Na Universidade Técnica de Moçambique (UDM) “Da Wasselia à Wasselia” foi apresentado por José Castiano, que enalteceu o percurso bibliográfico de Severino Ngoenha. Por conseguinte, Castiano apontou as razões por que julga pertinente a leitura do novo projecto de Ngoenha: o cruzamento da tradição, da tecnologia e da educação.
O livro “Da Wasselia à Wasselia” foi lançado sob a chancela da Editorial Fundza.

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