O Ministério da Educação e Cultura (MEC) está a trabalhar com o Ministério das Finanças para regularizar dívidas aos professores e mobilizar recursos para a impressão e distribuição do livro escolar para o ano lectivo de 2027.
Segundo uma actualização divulgada esta segunda-feira, está em curso a validação de dívidas relacionadas com horas extraordinárias, segunda turma, salários, progressões e actos administrativos.
O MEC informa ainda que o pagamento das horas extraordinárias referentes a 2023 está a ser feito de forma faseada, mediante disponibilidade financeira, enquanto prossegue a validação das dívidas relativas ao período de 2024 a 2026.
Os dois ministérios comprometeram-se a manter encontros mensais para acompanhar e avaliar o andamento do processo.
O Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuvas moderadas a fracas até sábado e chuvas fortes no domingo e segunda-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia diz ainda que as temperaturas vão subir em quase todo o país com excepção das províncias de Tete e Niassa.
Depois das fortes chuvas registadas na passada quarta-feira, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuvas moderadas a fracas, para os próximos dias.
“Neste momento, a chuva está a abrandar, mas vamos continuar com focos de chuvas moderadas, fracas a moderadas. Isso vai continuar hije, amanhã, até sábado, com chuvas moderadas”.
Mas o cenário poderá mudar entre domingo e segunda-feira, com a previsão de chuvas fortes.
“No Domingo, devido a um sistema de crista que vai entrar em Maputo, vão se registar chuvas moderadas a forte, assim como na segunda-feira também. Esses dois dias são dias de chuva para Maputo, Gaza, assim como para sul da província de Inhambane”.
O INAM também prevê uma subida de temperatura para quase todo o país com excepção das províncias de Niassa e Tete.
“Regista-se uma subida de temperatura, em quase todo o país. Estamos a falar de 33 a 37, excepto a província de Niassa, onde a temperatura será baixa, estamos a falar de 23, 24, 25 graus. E de hoje para amanhã a província de Manica vai registar temperaturas baixas, assim como a província de Tete, mas depois de amanhã, em todas estas províncias, a temperatura volta a subir”.
Pescadores do distrito de Vilankulo, em Inhambane, estão de costas voltadas com o Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto e exigem que sejam autorizados a pescar dentro da área de conservação. Os pescadores chegam até a acusar o parque de contribuir para a criação de tubarões que atacam pescadores daquela região.
São membros de várias comunidades pesqueiras de Vilankulo que amotinaram-se diante da administração do Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto. Eles exigem que as autoridades acabem com a interdição de pesca na área de conservação e permitam que todos pescadores possam capturar mariscos dentro dos limites do parque.
“Onde pescávamos com os nossos pais, agora é proibido. O parque foi fechado e nós aceitámos, e colocaram limites para nós, de Vilankulo, não pescarmos”, disse um dos pescadores.
“A área do parque tem de ser no alto mar, não aqui, porque o povo atravessa todos os dias entre Benguerra e Bazaruto. Proíbem-nos de pescar aqui, por 5 quilómetros. É justo isso?”, questionou um outro pescador.
A administração do parque de Bazaruto diz que recebeu as preocupações dos pescadores e encaminhou às entidades competentes para chegar a uma solução.
Uma das exigências dos pescadores é caçar o tubarão que está a fazer vítimas, e o parque quer monitorar de perto essa caça ao animal.
Os pescadores chegaram a ameaçar os colaboradores do parque e foi necessária intervenção policial para a dispersão dos mesmos.
A província de Manica já inscreveu mais de 81 mil alunos novos ingressos da primeira classe. O número corresponde a cerca de 80 por cento de um total de 108 mil.
Até o dia 31 de Dezembro de 2024 a província de Manica devia inscrever 108 mil alunos da primeira classe. Mas a meta falhou, tendo a cidade de Chimoio como uma das que contribuiu para essa estatística, com apenas 30% dos inscritos.
O governo não quer que nenhuma criança fique fora do sistema de ensino, por isso continua a inscrever até que a meta seja alcançada.
Dezenas de cidadãos amotinaram-se em frente às instalações de uma fábrica de produção de arroz, em Xai-Xai, para exigir a redução do preço de arroz, que subiu de 1410 para 1800 meticais.
A província de Gaza regista escassez de produtos alimentares, principalmente do arroz, em consequência de saques de vandalismo nos dias de protestos pós-eleitorais.
A Wambao, empresa que produz e vende arroz em Gaza, agravou o preço de 25 quilos deste cereal, de 1410 para 1810 meticais, na terça-feira, o que não agradou a população.
Em resposta, o governo mandou encerrar a firma para investigar o caso. A instituição criou uma comissão de trabalho para, em uma semana, apurar as causas do agravamento do preço do arroz pela Wambao.
As tensões estão a aumentar entre a Argélia e o Mali devido às alegações de interferência de Argel nos assuntos internos do Mali.
A cisão foi provocada por comentários do ministro das Relações Exteriores da Argélia, Ahmed Attaf, opondo-se aos planos do Mali de reclassificar certos grupos separatistas do norte, incluindo signatários do Acordo de Argel de 2015, como organizações terroristas. Attaf enfatizou que esses grupos devem permanecer como interlocutores-chave nas negociações de paz e insistiu que “uma solução militar não é a resposta”.
O Mali, no entanto, percebe essas declarações como uma intrusão em sua soberania, tensionando um relacionamento já complexo.
As duas nações têm visões opostas sobre como lidar com o conflito no norte do Mali, com a Argélia defendendo o diálogo e o Mali cada vez mais favorecendo a ação militar.
Populares invadem espaço que é reserva dos Aeroportos de Moçambique, no bairro George Dimitrov, também conhecido como Benfica, na Cidade de Maputo, sob alegação de ser um espaço já há muito abandonado e que serve de “palco”, para a prática de todo o tipo de crimes.
Mais um caso de usurpação de terra na cidade de Maputo. Com recurso a uma fita métrica, a população divide, entre si, um espaço que afirmam estar desde os anos 90 abandonado. A cada um é dado um espaço de 15/30 metros e dizem estar a deixar espaços para a construção de igrejas, postos policiais e outras infraestruturas.
Tânia Cumbe conta que recebeu uma chamada, na tarde de ontem, para informar que havia divisão de terrenos na zona do aeroporto. “Cheguei aqui às 16, entreguei nome e depois disseram para voltar hoje às quatro horas. Cheguei às 4.30 (…) chamaram nossos nomes, mas até agora ainda não recebemos nenhum terreno”.
Tânia conta que no momento em que chegou havia um responsável pela divisão de espaço, mas desapareceu e, agora, aguarda por uma resposta. Diz ainda que a ocupação do espaço deve-se ao longo período em que o mesmo ficou abandonado.
“Esse espaço é de há muito tempo, aqui está cheio de ladrões e jovens daqui aproveitam as mulheres. Até às 18 horas, aqui já não se passa, violam pessoas e roubam celulares. Por isso, dizem que esse espaço deve ser ocupado e ser casa de pessoas”, partilha a entrevistada.
Lucas Samuel também tem esperança de conseguir um espaço. Conta que desde as quatro horas do dia de hoje está à espera de receber o seu terreno. Entretanto, não sabe quem está a fazer a distribuição dos espaços. “Lá do outro lado dizem que estão à espera da resposta da base aérea. Aqui deste lado, não sei. Não sei se é chefe do quarteirão que deu a ordem ou não”.
O espaço é também usado por moradores locais para o cultivo de alimentos. Melina Mangue partilha que tem uma machamba naquele local desde 1992, e tem conhecimento que o local pertence à meteorologia. “Pedi a um guarda que estava aqui da meteorologia, cedeu-me aquele espaço e eu comecei a cultivar para ter qualquer coisa de sustento na minha casa. E, agora, eu estava em casa e minha vizinha chamou-me para dizer que estão a levar a minha machamba”.
Melina tem dúvidas em relação aos métodos que estão a ser usados para a divisão do espaço, mas também reclama da criminalidade no local. “Eu não sei se isso aí dá ou não, porque eu sei que o espaço é da meteorologia, mas aqui criminalidade também tem. De noite, não se passa”.
Mais de 30 mil pessoas estão sob ordens de evacuação, na zona de Pacific Palisades, em Los Angeles, depois de um incêndio florestal, provocado por ventos extremos ter devastado a área durante a noite de ontem.
Um incéndio florestal ficou fora de controlo, esta terça-feira, em Los Angeles, na Califórnia, crescendo de oito para mais de 1.200 hectares em apenas algumas horas.
Milhares de pessoas foram obrigadas a deixar as suas casas e cerca de 13 mil edifícios estão no caminho do fogo, segundo as autoridades locais.
Prevê-se que os ventos aumentem durante a noite desta quarta-feira, num fenómeno que o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos da América advertiu poder ser um dos mais fortes e com maior risco de vida a atingir o sul da Califórnia em mais de uma década, o que levou as autoridades a declarar um estado de emergência.
O Presidente cessante dos EUA, Joe Biden, disse estar a comunicar com as autoridades estaduais e locais e ofereceu toda a assistência federal necessária para ajudar a suprimir o incêndio de Pacific Palisades.
Subiu de 95 para 126 o número de mortes, na sequência de um terramoto de 6,8 graus, na escala Richter que atingiu a região autónoma do Tibete, nesta terça-feira. 188 pessoas ficaram feridas.
Segundo o mais recente relatório do Centro de Redes Sismológicas da China, na manhã desta quarta-feira, foram registadas 515 réplicas do terramoto que ocorreu esta terça-feira na vila de Tingri, em Shigatse, a uma profundidade de 10 quilómetros.
Dos 515 tremores secundários, 24 tiveram uma magnitude entre 3 e 3,9 na escala de Richter, enquanto três registaram uma máxima de 4,4. Até aqui, o terramoto provocou o desmoronamento de 3 609 casas, 126 pessoas morreram e 407 foram resgatadas dos escombros, segundo a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.
As autoridades, citadas pela agência, asseguram que 30 mil habitantes afectados já foram realojados.
As equipas de resgates estão a trabalhar 24 horas por dia, para montar tendas para os cidadãos realojados numa zona onde se espera que as temperaturas desçam até aos 17 graus negativos.
A polícia da Coreia do Sul disse, esta quarta-feira, que está a rastrear a localização exacta do presidente deposto, que poderá ter abandonado a residência presidencial, numa altura em que enfrenta um mandado de detenção.
Segundo uma fonte da polícia, citada pela agência de notícias pública sul-coreana, não é possível revelar especificamente a localização actual de Yoon Suk-yeol, que se acredita ter estado confinado na residência presidencial, em Seul, desde meados de Dezembro, quando foi destituído pelo parlamento.
A polícia conseguiu confirmar que Yoon se encontrava na residência presidencial na sexta-feira, quando vários agentes da agência anticorrupção tentaram detê-lo, sem sucesso, depois de a segurança presidencial ter impedido o acesso à casa.
O Partido Democrático (PD), principal formação política da oposição, falou sobre uma possível fuga de Yoon na terça-feira, quando o diretor da agência anticorrupção, Oh Dong-won, disse a uma comissão parlamentar que não tinha recebido qualquer informação de que Yoon estivesse na residência.