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Quase três semanas após o desabamento da ponte sobre o rio Muarua, na cidade de Quelimane, mais de 12 mil residentes dos bairros Torrone e Icidua continuam a enfrentar sérias dificuldades de mobilidade. A infraestrutura, que assegurava a ligação entre os dois bairros, ruiu no passado dia 12 de julho, interrompendo a circulação de viaturas e obrigando a população a recorrer a uma passagem pedonal improvisada.

Embora a rampa construída no local permita a travessia de pessoas, a circulação de veículos permanece interrompida, comprometendo o acesso a serviços essenciais, como água, unidades sanitárias, escolas e mercados, além de dificultar o transporte de bens e mercadorias. A demora na reposição da ponte preocupa os moradores, que afirmam estar a acumular prejuízos económicos e a enfrentar constrangimentos no quotidiano.

Para muitas famílias, a travessia tornou-se mais demorada e insegura, enquanto comerciantes e transportadores relatam o aumento dos custos de deslocação. Perante a situação, a população apela às autoridades competentes para que acelerem os trabalhos de reconstrução da infraestrutura, considerada estratégica para a mobilidade e para a dinâmica económica da zona.

Miriam Napoleão, residente do bairro Icidua, mostrou-se insatisfeita com o atual estado da ponte. Segundo ela, a situação compromete a vida das famílias.

“Estamos a passar mal desde que esta ponte caiu. As nossas vidas estão em risco. Primeiro, pelo estado da ponte, porque qualquer um pode cair. Segundo, porque ficou complicado ter acesso à água. Como sabem, para termos água temos de nos deslocar ao centro urbano ou aos locais onde chegam os reservatórios, e, para isso, precisamos de atravessar a ponte. À noite, a situação torna-se ainda pior, com o risco de cairmos e morrermos aqui”, disse, visivelmente indignada, apelando às autoridades para que criem alternativas seguras ou reponham uma nova ponte que permita também a passagem de viaturas.

Benjamim Santana, outro munícipe residente na cidade de Quelimane, regressava a casa com a sua motorizada por não ter conseguido atravessar a ponte devido às condições precárias.

“Eu ia visitar a minha irmã, que vive na outra margem, mas não consegui seguir viagem porque a minha mota é pesada. Pelo estado da ponte, não consigo carregá-la para passar. Infelizmente, hoje não vou conseguir visitar a minha irmã. Terei de agendar outra viagem”, afirmou.

Quem também vê a sua vida condicionada, sobretudo para ir à escola, é Eunice Ernesto. A estudante afirmou que a travessia não oferece condições de segurança, razão pela qual pede uma intervenção urgente das autoridades.

Até ao momento, a ponte continua sem uma previsão pública para a sua reposição, mantendo milhares de pessoas dependentes de uma solução provisória e longe do restabelecimento da normalidade. O jornal procurou, sem sucesso, obter um posicionamento da edilidade de Quelimane sobre o assunto.

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O sociólogo Filimone Meigos diz que o exercício da cidadania é mais importante que a demora nas filas de espera para a votação, por isso é importante que os cidadãos se façam às mesas de voto para o  exercício do seu direito.

O processo de votação na Escola Secundária Josina Machel é descrito como lento, visto que alguns cidadão acorreram as mesas de votação com antecedência, contudo o processo não está a ser célere.

Filimone Meigos avançou que desconfia que existam alguns constrangimentos no interior das salas de votação, contudo afirmou que o mais importante é cumprir com o dever de cidadania, pois quem não escolhe não tem direito de reclamar nada. O dever do cidadão é pensar e agir, e pensar e agir é escolher o futuro mandatário do povo.

Por sua vez, Morreira Chonguiça, que votou no mesmo local, afirma que o futuro do nosso país depende do engajamento de cada um dos cidadãos, e que gostaria de fazer parte do processo de transformação para o futuro do país e para tal fez-se as mesas de voto.

Os pronunciamentos foram feitos durante o processo de votação decorrente no dia de hoje na Escola Secundária Josina Machel.

O cabeça-de-lista da Frelimo a Governador da Província de Maputo, votou na Escola Secundária 30 de Janeiro, arredores do Município da Matola, onde apelou para que todos potenciais eleitores votassem em massa.

Manuel Tule chegou à assembleia de voto, pouco depois das 9 horas para depositar o seu voto, e logo de seguida dirigiu-se a imprensa onde apontou que “é uma grande satisfação. Termos conseguido exercer o nosso direito de voto, direito que nos confere a possibilidade de participar da escolha do próximo Presidente da República, dos próximos deputados da República, e dos membros, também da Assembleia Provincial, dos quais poderá sair o governador da Província”, disse o cabeça-de-lista da Frelimo na Província de Maputo, Manuel Tule.

Tule apelou para que todos cidadãos “se aproximem aos locais de votação onde se recensearam, com o seu cartão de eleitor ou qualquer outro documento válido para poder exercer o seu direito cívico e contribuir para o desenvolvimento do nosso país”

Para Tule, votar é contribuir para garantir a continuação do trabalho que vem sendo feito para o progresso da economia.

Refira-se que Manuel Tule concorre para a sua própria sucessão no cargo de Governador da Província de Maputo, onde tomou posse a 5 de Fevereiro do presente ano, em substituição a Júlio José Parruque, que passou a assumir a pasta de Presidente de Município da Matola, eleito nas eleições autárquicas de 11 Outubro de 2023.

 

Chuvas fracas assolam a cidade de Maputo, mas nem com isso, fecharam a saída dos eleitores as mesas de votação posicionadas em vários pontos da capital. Mais de 600 mil eleitores vão escolher esta quarta-feira para além do Presidente da República, 10 deputados para a Assembleia da República.

Por exemplo na EPC 25 de Setembro no interior da cidade, local onde irá votar o candidato presidencial Venâncio Mondlane, vários eleitores chegaram mais cedo com objectivo de exercer o seu dever cívico e regressar cedo à residência.

Decidi chegar cedo ao posto de votação para também poder regressar o mais cedo para casa, apelo aos outros para que façam o mesmo”, disse Eugênio Reis, município de Maputo que também elogiou a organização.

Bernardo Checo é outro cidadão residente na periferia da cidade de Maputo, chegou trinta minutos antes da hora sete, momento marcado para o arranque do processo. “Estou aqui há alguns minutos e vejo que a organização é impecável, esperamos que assim continue até o fim do processo”, disse.

Com todas as condições acauteladas, a presidente da mesa da assembleia de voto prometeu que a votação irá arrancar a hora marcada.

A atleta paralímpica moçambicana, Edmilsa Governo, foi suspensa de todas as actividades desportivas promovidas pelo Comité Paralímpico de Moçambique por um período de seis anos, por ter simulado uma lesão para não disputar os Jogos Paralímpicos de Paris deste ano. O seu treinador, Narciso Faquir, foi suspenso por um período de cinco anos, por conivência na decisão de não competir.

Foi com base na Lei do Desporto em vigor em Moçambique, e nos Estatutos do Comité Paralímpico de Moçambique, nos artigos que abordam a suspensão temporária da actividade desportiva, que foi tomada a decisão de suspender Edmilsa Governo, por ter faltado com a verdade aquando da sua participação nos Jogos Paralímpicos de Paris.

Sérgio Miguel foi o representante do Comité Paralímpico de Moçambique que deu a informação em conferência de imprensa. “Suspender a atleta Edmilsa Luciano Governo por um período não inferior a seis anos, impossibilitando-a de participar em qualquer competição dirigida ou organizada dentro do movimento paralímpico”, sentenciou.

A mesma sanção foi aplicada a Narcísio Faquir, seu treinador, “por um período de cinco anos, impossibilitando-o de exercer funções de treinador dentro das actividades do Comité Paralímpico de Moçambique”.

A decisão foi tomada depois de a atleta especialista nos 100 e 400 metros na classe T13, (limitações visuais) ter desistido da participação em Paris, alegadamente por ter contraído uma lesão na coxa esquerda.

Ademais, a atleta terá acusado os dirigentes da delegação de terem a obrigado a realizar uma falsa partida para que fosse desqualificada da prova. Foram acontecimentos que obrigaram o Comité Paralímpico de Moçambique a abrir um inquérito para averiguar as reais causas da desistência da atleta.

Entretanto, de acordo com os relatórios feitos pelo departamento médico da delegação e da Comissão de Inquérito do Comité Paralímpico de Moçambique, para além da ressonância magnética feita em Paris, a realidade é outra e a conclusão é clara.

De acordo com Sérgio Miguel, a atleta “nunca teve lesão na zona indicada, assim como não foi obrigada, nem aconselhada a fazer falsa partida por parte dos dirigentes da delegação”.

Para além disso, ficou também demonstrado, segundo Sérgio Miguel, “que a falta de comparência na câmara de chamada foi premeditada e motivada por um acto de má-fé, sem qualquer influência externa”.

De acordo com o Comité Paralímpico de Moçambique, a organização despendeu esforços e finanças para garantir uma boa prestação da Edmilsa Governo, única atleta paralímpica para os jogos de Paris, que entretanto não competiu por alegada lesão.

É que, de acordo com o Comité Paralímpico de Moçambique, conseguiu fundos de quase um milhão e meio de meticais para custear despesas da qualificação, preparação e participação nos Jogos de Paris, sentido-se, assim, lesado no seu esforço.

Sérgio Miguel, representante do CPM, esclareceu ainda que a sanção e o processo que culminou com os resultados da Comissão de Inquérito foram acompanhados pela Inspecção-Geral do Desporto.

 

O Presidente da República, Filipe Nyusi, exortou, hoje, os moçambicanos a afluírem às urnas nas eleições gerais que se realizam esta quarta-feira, em todo o território nacional.

Nyusi apelou, por outro lado, aos eleitores para pautarem pelo civismo e serem responsáveis durante o acto.

“Exortamos todos os cidadãos eleitores a exercerem o seu direito de voto, afluindo às mesas de votação, criadas para o efeito. As assembleias de voto abrem-se pontualmente às 7 horas e encerram-se às 18 horas no território nacional e às 21 horas na diáspora. Após a votação, os eleitores deverão retirar-se dos locais e aguardar serenamente o decurso da contagem dos votos e anúncio dos resultados preliminares”, apelou Nyusi.

Aos órgãos da administração eleitoral, Filipe Nyusi pediu para que os mesmos assegurem a criação de todas as condições para que o processo decorra da melhor forma.

“Aos órgãos de administração eleitoral, apelamos para a garantia de toda a logística eleitoral, e que o processo seja conduzido com transparência, eficácia e eficiência, para que os resultados sejam a expressão inequívoca da vontade do povo moçambicano.”

Nyusi apelou à Polícia da República de Moçambique para que garanta a ordem e tranquilidade públicas, assegurando, ainda, a protecção dos eleitores e aos órgãos de administração eleitoral. “Aos agentes da Lei e Ordem, recordamos o seu papel fundamental na manutenção da ordem e protecção dos eleitores e dos órgãos de administração eleitoral, encorajando-os a agir dentro dos parâmetros da Lei. A todos intervenientes directos no processo eleitoral, incluindo, os órgãos de comunicação social, organizações da sociedade civil, observadores nacionais e internacionais e a população eleitoral em geral, entre outros, apelamos para uma participação activa, exemplar, íntegra, sempre guiada pelos princípios previstos na Lei, e a pautarem pelo civismo, rumo ao reforço da nossa jovem democracia, da paz, tolerância e convivência pacífica e espirito de reconciliação entre os moçambicanos.”

Foi lançado, esta segunda-feira, o terceiro volume da trilogia “O eco da sua voz”, obra que contém cartas de correspondência entre Eduardo Mondlane e sua esposa, Janet Mondlane, durante os 13 anos de convivência. Na obra, a viúva de Mondlane descreve o marido como um lutador pela causa do seu país e pelo mundo.

Janet Rene Mondlane foi casada com Eduardo Mondlane entre 1956 e 1969 e guarda memórias dos 13 anos de convivência com o arquitecto da unidade nacional e fundador da Frente de Libertação de Moçambique.

Aos 89 anos de idade, Janet Mondlane decidiu voltar a abrir os anais da história familiar e dar a conhecer ao mundo através das cartas de correspondência entre o casal. No terceiro volume da trilogia “O eco da sua voz”, a viúva de Mondlane traz memórias vividas entre 1953 e 1957, com a figura tida como quem detinha perspectiva própria e futurista para o bem dos povos.

“Eduardo Mondlane, com algum punhado de indivíduos que faziam uma guerrilha, tinha a ousadia de querer ter um ponto de vista que fosse próprio. Nós, na maneira como vivemos, como nos relacionamos com as instituições internacionais, com o mundo exterior, parece que nós não temos um ponto de vista nosso. Não temos nenhuma base moçambicana a partir da qual reivindicar o diálogo com os outros. E me parece que esta ousadia, este auge, para dizer em latim, é uma das características mais importantes que a gente pode descelar na Frelimo de então e trazido à volta de Eduardo Mondlane como personalidade”, afirma Severino Ngoenha.

A escritora esteve ausente, porém retratada pelo apresentador da obra na sua locução. O reitor da Universidade Eduardo Mondlane, Manuel Guilherme, carregava a mensagem da Janet Mondlane.

“Os milagres são acontecimentos que não têm uma explicação lógica. A existência de Mondlane foi um milagre porque, sob o ponto de vista lógico, não se compreende como é que um pequeno rapaz africano, nascido com uma herança de opressão e de pobreza, podia estar tão determinado a ter uma formação académica e, posteriormente, libertar o seu povo ao ponto de dar a sua vida por esse povo”, lê-se em algumas das cartas de correspondência do casal.

Várias figuras acompanharam atentamente a cerimónia.

Para o antigo Presidente da República e presidente honorário da Frelimo, Joaquim Chissano, as memórias de Mondlane inspiram força.
“É um livro que terá que ser lido várias vezes, porque em cada página, em cada carta, encontramos uma história e encontramos uma força”, disse Chissano na saída do local do evento.

Para os filhos, a obra traduz-se numa oportunidade para dar a conhecer ao mundo a história dos seus progenitores. Nyeleti lembra que “Não havia WhatsApp na altura, portanto tivemos a sorte da mamãe Janete ter recolhido e guardado todas as cartas, a maior parte das cartas que trocaram entre si durante o tempo que estiveram nos Estados Unidos da América e além. O que a família regozija-se a dizer neste.”

Na sequência do lançamento das obras, que decorreu na Cidade de Maputo, houve vários painéis de debate sobre a vida e obra do casal Mondlane.

O Costa do Sol, campeão nacional da Liga de Basquetebol sénior masculino, vai entrar em campo entre os dias 22 a 27 de Outubro corrente, para participar do Torneio de Qualificação à Liga Africana de Basquetebol de 2025, que vai decorrer em Harare, no Zimbabwe.

A equipa moçambicana está no Grupo “E” da Divisão Leste e vai lutar por uma vaga na quinta edição da BAL, com o Bravehearts Basketball do Malawi ,Matero Magic da Zâmbia e Basket Hounds do Zimbabwe 

Os Bravehearts foram coroados campeões da categoria masculina da Central Zone Basketball League de 2023 pela sexta vez consecutiva, um detalhe a ter em conta pelos canarinhos 

O ferroviário da Beira defrontou os Matero Magic da Zâmbia, em 2021 e 2022, o que faz com que não sejam desconhecidos do basquetebol moçambicano 

A prova vai decorrer num modelo de todos contra todos, apurando-se as equipas classificadas em primeiro e segundo lugares de cada grupo. Algumas equipas poderão entrar na competição através dos resultados desportivos, assim como a equipa da NBA Academy e os clubes que participaram do último torneio BAL e são campeões nos seus respectivos países, totalizando, deste modo, 16 equipas classificadas para a segunda fase.

Recordar que o atual campeão da BAL  é o Petro De Luanda

Seis pessoas morreram e outras cinco ficaram gravemente feridas num acidente de viação que ocorreu na noite de domingo, na cidade da Matola. Testemunhas apontam o consumo de álcool e o excesso de velocidade como as causas do sinistro.

A noite de domingo foi trágica na cidade da Matola. Um acidente de viação matou e feriu pessoas no bairro Matola “A”, na paragem conhecida como BIC.

O sinistro resultou do embate entre duas viaturas, que faziam o sentido Cidade de Maputo-Cidade da Matola, e uma delas despistou-se, tendo colhido de surpresa as pessoas que se encontravam a vender e à espera de transporte público.

Com um profundo suspiro, voz trémula e ainda em choque, Celeste António descreve o que viu no local do acidente.

“Eu estava sentada na minha banca a conversar com o meu filho mais velho e vimos dois carros a virem em alta velocidade e colidiram. Um deles perdeu a direcção e, na paragem, havia dois vendedores. As outras pessoas, que ficaram feridas, estavam a caminho da paragem e a acompanharem-se”, contou Celeste António, uma das vendedeiras que escapou do acidente.

Depois disso, ela só viu pessoas estateladas no chão, algumas mortas e outras feridas. Celeste escapou por um golpe de sorte. “Depois de verem o carro a seguir para a direcção de onde eu estava sentada, algumas pessoas tentaram fugir para salvarem as suas vidas, mas morreram. O facto mesmo é que o carro perdeu a direcção e, pelo que vi, eram 11 pessoas”, revelou Celeste António.

Quem também escapou por um golpe de sorte foi uma adolescente que fala na condição de anonimato. “De repente, ouvi barulho de carro quando quer travar e, quando olho para frente, só vejo pessoas a correrem. Eu levantei e comecei a correr, também, e caí no chão. Quando me levanto, vejo pessoas ao redor. Vi muitas pessoas caídas e feridas. Tentam levantar uma senhora e a perna dela caiu. Muita gente estava gravemente ferida”, narrou a adolescente.

Segundo testemunhas no local do acidente, houve mais mortes porque o socorro chegou tarde. “Nós tentamos ligar para as linhas de apoio, mas não houve sucesso. Quando pensamos em ligar para TRAC, atendeu a nossa ligação e trouxe-nos uma ambulância, mas era pequena para o número de feridos. Conseguiram levar os que estavam gravemente feridos. Depois, chegaram carros da polícia e levaram as outras pessoas, mas muita gente morreu porque não houve socorro”, observou Edilson, testemunha no local do acidente.

Presume-se que o consumo de álcool e excesso de velocidade estejam na origem do acidente.

“Houve um despiste, porque o carro estava em alta velocidade. Tudo dava a entender que os jovens estavam sob efeito de álcool. Tinham garrafas de cerveja no carro. A viatura tentou evitar o embate, mas falhou e deu umas reviradas e foi parar numa árvore”, referiu Arnaldo Mathe, também testemunha.

No local, há uma placa que proíbe a venda e nunca fez muito sentido como agora.

“Vamos tentar encaixar-nos noutro lado. O acidente que aconteceu foi muito grave. Nós perdemos os nossos produtos. Já não temos nada. Ainda não sabemos quando é que voltaremos”, avançou uma vendedeira.

As vítimas do acidente de viação deram entrada no Hospital Provincial da Matola.

“Foram, no total, 11 pacientes, dentre os quais, há seis óbitos. Três óbitos foram extra-hospitalares e três foram intra-hospitalares, pelo seu estado de gravidade. Foi feita a tentativa de reanimação e todas as medidas estavam ao nosso alcance, mas sem sucesso. Temos três internamentos no Hospital Provincial da Matola e duas transferências para o Hospital Central de Maputo”, revelou Vinício Muchave, médico do Hospital Provincial da Matola.

O jornal O País sabe que o condutor da viatura causadora do acidente é um jovem de 20 anos de idade, que fugiu, depois do ocorrido, sem prestar socorro às vítimas.

O combinado nacional de futebol, os Mambas, iniciou a sua preparação para o duplo confronto com Eswatini, marcado para os dias 11 e 14 deste mês de Outubro, em Maputo e Nelspriut (África do Sul), respectivamente. Chiquinho Conde e Elias Macamo estão convencidos de que serão dois jogos para vencer, mas é preciso ter respeito pelo adversário, que consideram que cresceu bastante nos últimos tempos.

Foram 13 jogadores que corporizaram o primeiro treino dos Mambas nesta segunda-feira, com destaque para oito jogadores que actuam intramuros, nomeadamente os três guarda-redes (Ernan, Ivan e Fazito), os quatro defesas (Mexer Macandza, Infren Matola, Martinho Thauzene, Nené), o médio Aly Abudo e os dois avançados (Elias Macamo e Domingues), para além dos “estrangeiros” já chegados e que se juntaram aos trabalhos, nomeadamente, Amadou, Malembane, Gildo, Geny Catamo e Bruno Langa.

Para a primeira sessão de treinos, esta segunda-feira, Chiquinho Conde reservou a tarde para a recuperação física dos jogadores, depois de um fim-de-semana de muita intensidade nos jogos que disputaram pelas suas equipas.

“Hoje vamos ter uma sessão de recuperação física, mas dentro daquilo que é nossa estrutura. Vamos incutir aqui um pouco da prevenção de lesão e mobilização geral, e, depois, dividimos em três equipas onde uns fazem futebol e outros fazem exercícios descontextualizados e vamos terminar com a organização ofensiva muito paulatino dentro da nossa estrutura de exercício padronizado”, disse o seleccionador nacional.

Com poucos jogadores ainda juntos, o técnico espera que os outros cheguem o mais rápido para que os trabalhos decorram sem sobressaltos.

Aliás, Conde destacou algumas ausências de última hora e as possíveis chegadas dos restantes jogadores.

“Neste momento, temos disponíveis 13 jogadores, e mais o Mexer que ainda não pode fazer o treino e tem de ser reavaliado, uma vez que teve um problema físico num jogo que fez no fim-de-semana. Em função disso, temos alguns que vão chegando a conta-gotas e estamos a aguardar o resto dos jogadores convocados”, disse.

Em termos de chegada dos jogadores, Chiquinho Conde deixou alguns cenários: “temos a situação do Shaquile, que por causa das ligações aéreas depois de ter jogado numa das províncias com problemas de ligações, só chega mais tarde. O Reinildo jogou domingo e embarca amanhã (hoje terça-feira), juntamente com o Pepo. O Alfonso chega ainda esta tarde (ontem)”.

 

“Caldos e galinhas não fazem mal a ninguém”

Eswatini é o adversário dos Mambas na próxima dupla jornada de qualificação para o CAN do Marrocos, em 2025. Chiquinho Conde não foge à sua mística e diz que é preciso haver respeito pelo adversário. “Teoricamente, Eswatini é das selecções mais acessíveis, mas isso só em teoria, e os nossos analistas verificaram o desenvolvimento do nosso adversário e temos a consciência de que Eswatini cresceu como selecção e como equipa”, disse.

Conde diz que, apesar de Eswatini ter perdido os dois jogos da fase de grupos, não deixa de ser um adversário a ter em conta, até porque “verificamos que houve um crescimento muito grande e não serão favas contadas. Nós temos de estar iguais a nós mesmos, entrarmos com muita humildade e não pensar que, de facto, serão favas contadas por ser uma Eswatini e que vamos ter os três pontos garantidos”, disse Conde.

E recorreu à sua velha máxima para dar ênfase as cautelas que o combinado nacional deve ter: “Caldos de galinhas nunca fizeram mal a ninguém”, até porque há contratempos que devem ser levados em conta. “Temos indisponibilidade do Ernan e do Guima pela suspensão, para o primeiro jogo, e, infelizmente, o Guima lesionou-se no seu jogo do fim-de-semana e está impossibilidade de fazer os dois jogos. Mas temos o regresso do Alfonso, que já começou a competir na Bulgária, embora sem o mesmo ritmo com os outros. Mas vamos aguardar para ver como ele estará e adaptarmos e ajustarmos aquilo que são as nossas potencialidades e condições que temos dentro do campo com jogadores versáteis”, frisou.

O respeito pelo adversário tem de estar sempre presente, segundo Conde, que refere que “o objetivo é sempre lutar para ganhar e diante do nosso público é ainda melhor porque temos o apoio do 12º jogador”.

Ou seja, “em casa teremos que jogar sempre a pressionar porque não há jogo de iguais e temos de aproveitar a força que temos do nosso público e fazer as coisas com muita serenidade, para que de facto possamos conseguir vencer a Eswatini”.

 

Elias pronto para marcar e dar alegrias aos moçambicanos

Quem falou em nome dos jogadores na primeira sessão de treinos, foi Elias Macamo, melhor marcador do Moçambola e que marcou no último jogo dos Mambas. Macamo promete “dar o meu máximo para marcar golos, mas sempre respeitando as orientações do mister”, disse.
O jogador diz mais: “Prometo trabalhar mais e dar alegrias aos moçambicanos”.

Para o jogador, o balneário está confortável e assegura que “está tudo a postos para começarmos a trabalhar, apesar de alguns jogadores ainda não terem chegado, mas esperamos por eles para podermos trabalhar juntos”.

Sobre os jogos com Eswatini, Elias Macamo diz que o grupo está a trabalhar para ganhar “mas sempre respeitando o nosso adversário”.
Para já, os internacionais moçambicanos Guima e Mexer são as grandes baixas para a dupla jornada da selecção nacional diante de Eswatini, partidas inseridas na terceira e quarta jornadas da fase de apuramento para o Campeonato Africano de Futebol, CAN 2025. Os dois jogadores encontram-se lesionados.

Para fechar o lugar de Guima, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, chamou o médio e capitão do Ferroviário da Beira, João Bonde. Em relação a Mexer, o técnico ainda não anunciou quem o irá substituir.

Recorde-se que, por mais que estivesse apto, Guima iria falhar o primeiro jogo contra os “swatis”, tendo em conta que, à semelhança de Ernani, estão castigados por acumulação de amarelos. Os Mambas têm mais três sessões de treinos antes do jogo da sexta-feira.

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