Quase três semanas após o desabamento da ponte sobre o rio Muarua, na cidade de Quelimane, mais de 12 mil residentes dos bairros Torrone e Icidua continuam a enfrentar sérias dificuldades de mobilidade. A infraestrutura, que assegurava a ligação entre os dois bairros, ruiu no passado dia 12 de julho, interrompendo a circulação de viaturas e obrigando a população a recorrer a uma passagem pedonal improvisada.
Embora a rampa construída no local permita a travessia de pessoas, a circulação de veículos permanece interrompida, comprometendo o acesso a serviços essenciais, como água, unidades sanitárias, escolas e mercados, além de dificultar o transporte de bens e mercadorias. A demora na reposição da ponte preocupa os moradores, que afirmam estar a acumular prejuízos económicos e a enfrentar constrangimentos no quotidiano.
Para muitas famílias, a travessia tornou-se mais demorada e insegura, enquanto comerciantes e transportadores relatam o aumento dos custos de deslocação. Perante a situação, a população apela às autoridades competentes para que acelerem os trabalhos de reconstrução da infraestrutura, considerada estratégica para a mobilidade e para a dinâmica económica da zona.
Miriam Napoleão, residente do bairro Icidua, mostrou-se insatisfeita com o atual estado da ponte. Segundo ela, a situação compromete a vida das famílias.
“Estamos a passar mal desde que esta ponte caiu. As nossas vidas estão em risco. Primeiro, pelo estado da ponte, porque qualquer um pode cair. Segundo, porque ficou complicado ter acesso à água. Como sabem, para termos água temos de nos deslocar ao centro urbano ou aos locais onde chegam os reservatórios, e, para isso, precisamos de atravessar a ponte. À noite, a situação torna-se ainda pior, com o risco de cairmos e morrermos aqui”, disse, visivelmente indignada, apelando às autoridades para que criem alternativas seguras ou reponham uma nova ponte que permita também a passagem de viaturas.
Benjamim Santana, outro munícipe residente na cidade de Quelimane, regressava a casa com a sua motorizada por não ter conseguido atravessar a ponte devido às condições precárias.
“Eu ia visitar a minha irmã, que vive na outra margem, mas não consegui seguir viagem porque a minha mota é pesada. Pelo estado da ponte, não consigo carregá-la para passar. Infelizmente, hoje não vou conseguir visitar a minha irmã. Terei de agendar outra viagem”, afirmou.
Quem também vê a sua vida condicionada, sobretudo para ir à escola, é Eunice Ernesto. A estudante afirmou que a travessia não oferece condições de segurança, razão pela qual pede uma intervenção urgente das autoridades.
Até ao momento, a ponte continua sem uma previsão pública para a sua reposição, mantendo milhares de pessoas dependentes de uma solução provisória e longe do restabelecimento da normalidade. O jornal procurou, sem sucesso, obter um posicionamento da edilidade de Quelimane sobre o assunto.
Os quenianos Wisley Kimeli e Rael Nguriatukel foram os vencedores da maratona de Lisboa. Na prova, que teve início na Avenida da República, em Cascais, e foi concluída na Praça do Comércio, em Lisboa, Wisley Kimeli efectuou o percurso em 2h08min33s, seguido pelos compatriotas Emanuel Kemboi (2h 09min 10s) e Edwin Tuitoek (2h09min48s).
Em femininos, Rael Nguriatukel levou a melhor em 2h27min11s, mais de três minutos abaixo da segunda classificada, Cynthia Kosgei (2h30min36s), com o pódio, mais uma vez 100 por cento, queniano a ser concluído por Sheila Chebet (2h33min48s).
Bruno Lourenço, do JFD Running, foi o primeiro português a concluir a maratona, com o 11.º tempo da geral masculina (2h26min44s) e Laura Grilo, a representar o Clube de Praças da Armada, a ser a melhor atleta feminina, no 8.º lugar, com 2h57min03s.
Na meia-maratona de Lisboa, com início na Ponte Vasco da Gama e final no mesmo sítio, o etíope Mosinet Geremew foi o primeiro em 1h03min09s, sendo acompanhado no pódio do queniano Peter Kipsirat (1h03min16s) e do ugandês Victor Kwemboi (1h03min23s).
Na vertente feminina, Faith Kiprotich, do Quénia, venceu com o tempo de 1h10min33s e a compatriota Faith Chepkoech ficou a apenas quatro segundos, em segundo, com a etíope Além Nigus a concluir no terceiro posto, em 1h10min46s.
Em relação aos portugueses, André Pereira (Benfica) foi quinto na tabela masculina, ao fechar o percurso em 1h05min51s, ao passo que Susana Godinho (RD Águeda) foi a sétima classificada na geral feminina da meia-maratona, em 1h13min24s.
As inscrições para a edição de 2024 da Maratona de Lisboa esgotaram a cerca de três meses da corrida, nos oito mil participantes, incluindo seis mil estrangeiros, de 90 nacionalidades diferentes, sendo dois mil portugueses, um recorde numa maratona.
Uma mulher está detida, acusada de tentar vender os próprios filhos, na cidade de Tete. As duas crianças seriam vendidas por um milhão de Meticais.
A acusada tem trinta e seis anos de idade e foi detida na semana passada, através de uma denúncia, quando, supostamente, pretendia negociar a venda dos menores. No entanto, a indiciada nega as acusações e alega que era apenas uma brincadeira.
O irmão da indiciada disse estar preocupado com a atitude da irmã e alega que a mesma nunca demonstrou comportamento desviante. “Esse tipo de negócio, ela nunca fez, mesmo lá na zona onde ela vivia. É uma senhora que está a sofrer e não tem nada, mas nunca fez isso”, afirmou.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Tete diz não haver dúvidas de que a mãe pretendia vender as duas crianças.
“Segundo ela, estava a sofrer, por causa da extrema pobreza que a assola. Uma vez conseguido este negócio de vender os seus filhos, poderia melhorar as suas condições de vida. Depois desta informação, o SERNIC accionou as suas linhas operativas, o que culminou com esta detenção, em flagrante e delito”, disse Celina Roque, porta-voz do SERNIC em Tete.
Celina Roque acrescentou que o SERNIC está a trabalhar para localizar o suposto comprador e outros integrantes envolvidos na negociação.
Ainda nesta segunda-feira, o SERNIC apresentou agentes de uma empresa de segurança privada, acusados de roubar uma viatura da mineradora Vulcan. A viatura já foi localizada e entregue à empresa.
A Black Bulls está inserida no grupo G da fase de grupos da Taça CAF, juntamente com o Zamalek e o Al Masry, ambos do Egipto, e o Enyimba da Nigéria. A fase de grupos inicia-se em Novembro próximo.
Estava inserido no pote 4 do sorteio realizado na manhã desta segunda-feira, no Cairo, sede da Confederação Africana de Futebol. Estava avisado de que iria encontrar colossos do futebol africano e que estariam nos potes acima.
Pela mão de antigo internacional sul-africano Shabalala, a Black Bulls foi sorteada no grupo D da fase de grupos da Taça CAF.
Não tardou para que os grandes começassem a cair no grupo dos “touros”. Primeiro foi o Enyimba da Nigéria, nove vezes campeão nigeriano, duas vezes vencedor da Liga dos Campeões e outras duas vencedor da SuperTaça africana. Seguiu-se o Al Masry do Egipto, que tem uma taça egípcia e mais 20 troféus dos torneios de preparação no Egipto. Por fim, veio o Zamalek do Egipto, sempre candidato a conquistar a Taça CAF. 14 vezes vencedor da liga egípcia, 28 conquistas da Taça do Egipto e outros tantos títulos internos, o Zamalek é ainda detentor de cinco liga dos campeões, duas Taças CAF, cinco supertaças africanas e dois campeonatos afro-asiáticos de clubes. É, de longe, o principal candidato a chegar à fase do mata-mata.
Nos outros grupos, o Simba da Tanzânia é o cabeça-de-série do grupo A, onde estão ainda CS Sfaxien da Tunísia, CS Constantine da Argélia e Bravos de Maquis de Angola. O grupo B tem como cabeça-de-série o Berkane do Marrocos, integrando ainda o Stade Malien do Mali, Stellembosch da África do Sul e Clube Desportivo da Lunda Norte de Angola.
Já o grupo C é composto pelas equipas do USMA da Argélia, que é cabeça-de-série, Asec Mimosas da Costa do Marfim, ASC Jaraaf do Senegal e Orapa United do Botswana.
A fase de grupos das competições africanas arranca a 26 de Novembro, com a disputa da primeira jornada e termina a 18 de Janeiro, quando se jogar a última jornada. Os “touros” iniciam em Maputo a fase de grupos.
Sagrada Esperança, de Shaquile Nangy, no grupo D da Liga dos Campeões
No que à fase de grupos da Liga dos Campeões diz respeito, a equipa angolana em que actua o moçambicano Shaquile Nangy, o Sagrada Esperança, foi sorteado para o grupo D, juntamente com Esperance de Tunis da Tunísia, Pyramides do Egipto e Djoliba AC do Mali.
O Sagrada Esperança, única equipa dos PALOP na liga milionária africana, estava inserido no pote 3 do sorteio e na sorte calhou um grupo que é visto como acessível para as suas contas, tendo em conta que são adversários ao nível dos angolanos.
O grupo A da Liga dos Campeões é composto pelo TP Mazembe da República Democrática do Congo, cabeça-de-série, Young Africans da Tanzânia, Al Hilal do Sudão e MC Alger da Argélia.
O grupo B, por seu turno, tem no Mamelodi Sundowns, vencedor da Liga Africana de Futebol, no ano passado, e vencedor da Liga dos Campeões de 2026, o cabeça-de-série. A equipa 17 vezes campeã sul-africana vai ter como adversários o Raja Casablanca de Marrocos, adversário da final da Liga Africana de Futebol do ano passado, AS Far, também do Marrocos, e Maniema Union da República Democrática de Congo.
Já o grupo C tem no maior vencedor da Liga dos Campeões, o Al Ahly do Egipto, o cabeça-de-série, que vai defrontar o CR Belouzdad da Argélia, o Orlando Pirates da África do Sul e o Stade D’Abidjan da Costa do Marfim.
Um casal está detido pelo assassinato de uma menor de um ano e três meses, no distrito de Nhamatanda, em Sofala. Os acusados são a mãe e o padrasto da menor, que, com recurso a uma corda, teriam enforcado e extraído a pele e as unhas da criança.
“Com recurso a uma corda, estes dois senhores que estão aqui apresentados asfixiaram e, a posterior, começaram, com um objecto não identificado, a retirar parte do corpo desta menor. De forma detalhada, eles começaram a retirar as suas unhas e a retirar a sua pele”, disse o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Dércio Chacate.
Depois de cometer o crime, segundo a polícia, o casal que vive junto há apenas três meses tentou ocultar o cadáver da criança no meio do mato, entretanto a comunidade local descobriu e denunciou à polícia.
Dércio Chacate disse, ainda, que há indícios de se tratar de um caso de tráfico de órgãos humanos, e, no momento, está em andamento o processo de averiguação.
“Por esta altura, os nossos órgãos e oficiais desdobram-se para aferir para onde estas unhas e esta parte da pele deveria ser comercializada. Daquilo que foi a interacção preliminar que tivemos com estes dois indivíduos, observa-se de antemão que o móbil do crime haveria de ser o enriquecimento indevido”, explicou o porta-voz da Polícia.
A mãe da vítima acusou o marido, dizendo que foi ele quem planificou tudo e quem conhecia o comprador. “Eu não teria coragem para matar a minha filha. Foi o meu marido que a matou e depois tirou as unhas nas duas mãos e a pele da mão esquerda”, disse.
O marido, por sua vez, nega que tenha participado no crime, e diz que encontrou a rapariga já morta, quando regressou do serviço.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) está em diligências para encontrar o presumível comprador dos órgãos humanos.
O candidato presidencial pela Frelimo encerrou, hoje, em Maputo, a sua “caça ao voto” rumo às presidenciais de Outubro corrente. Daniel Chapo prometeu de tudo fazer para devolver a paz em Cabo Delgado, contando, para o efeito, com todos os moçambicanos.
Matola, na Província de Maputo, foi o local escolhido pelo candidato da Frelimo para encerrar a campanha eleitoral, que durou 45 dias.
Perante o presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, e outros membros e simpatizantes desta força política, Chapo reiterou seu compromisso de trabalhar para o desenvolvimento do país.
Pese embora confiante no seu projecto de governação, o candidato presidencial pelos camaradas confessou que para vencer os desafios que lhe esperam, caso vença o escrutínio, conta com a ajuda de todos os moçambicanos.
Daniel Chepo disse que o principal pilar do seu pojecto de governação é a paz, sem a qual, segundo disse, não se pode alcançar os outros objectivos.
Por ser a paz o seu principal pilar, Chapo prometeu tudo fazer para restabelecer a paz na província de Cabo Delgado.
“Atacar Cabo Delgado é como se alguém tivesse atacado a todos (…) como moçambicanos a dor sofrida em cabo delgado e sofrida por todos”, disse Chapo.
Trabalhar para acabar com a corrupção e aprofundar as relações internacionais são outros pilares que poderão orientar a governação de Chapo, caso vença as eleições.
No capítulo da corrupção, Chapo disse que, por exemplo, acabar com a cobrança de dinheiro no tratamento de documentos e na candidatura a vagas de emprego na função pública.
A corrupção, segundo o candidato, faz com que “enquanto um grupo de pessoas se enriquece, nos outros fiquemos ainda mais pobres”.
Com Geny Catamo a titular, o Sporting venceu, sábado, o Casa Pia por 2-0, em duelo da oitava jornada da Liga Portuguesa de futebol. Já são oito vitórias em igual número de jogos que mantêm os “leões” na liderança da prova.
Foi, neste duelo, um Casa Pia de ‘tração’ traseira aquele que se apresentou em Alvalade, assente numa linha de cinco defesas que, mais frequentemente, se transformava numa de seis, visto que Gaizka Larrazabal, aposta numa posição mais adiantada do campo, recuava para ajudar os companheiros, quando a equipa não tinha a bola.
Os gansos preocuparam-se em ‘trancar’ todos os caminhos possíveis dos leões para, aqui e ali, explorar uma transição rápida, e foi, precisamente, isso que sucedeu, logo ao segundo minuto, quando estes aproveitaram um erro de Eduardo Quaresma para partirem para o ataque, onde Max Svensson obrigou Franco Israel a uma bela defesa.
Daí em diante, o emblema verde e branco instalou-se no último terço do relvado, com domínio total no que à posse de bola diz respeito, de tal maneira que os primeiros sinais de perigo só surgiram com remates de meia distância, nomeadamente, de Maxi Araújo e Conrad Harder, que passaram a centímetros da baliza.
O guarda-redes dos visitantes, Patrick Sequeira não teve, na verdade, de intervir, no primeiro tempo… isto, a não ser para impedir o natural desenrolar do jogo, com constantes queixas físicas. Uma estratégia que, no entanto, caiu por terra, aos 39 minutos, quando Daniel Bragança marcou, após uma iniciativa individual de Francisco Trincão.
Gyokeres pode respirar de alívio
Rúben Amorim sabia que, para, pelo menos, segurar a vantagem, a única solução era ter bola no pé, pelo que, ao intervalo, surpreendeu, ao retirar Conrad Harder para lançar Hidemasa Morita. Aliás, apenas dez minutos depois de entrar, o internacional japonês teve tudo para marcar, mas, isolado, permitiu a defesa de Patrick Sequeira.
Aos 66 minutos, Francisco Trincão voltou a fazer das suas, desta feita, ao acertar em cheio na barra. O golo da tranquilidade tardava em surgir, e o Casa Pia foi acreditando que ainda era possível dar um ‘ar de sua graça’. No entanto, viu as esperanças caírem por terra, quando, aos 80 minutos, Viktor Gyokeres converteu uma grande penalidade que o próprio conquistou.
O consórcio eleitoral Mais Integridade promete mover uma acção judicial contra a Comissão Provincial de Eleições na Zambézia por não ter emitido dentro do prazo legal credenciais para seus observadores eleitorais. Das cerca de 280 solicitações, apenas 45 foram credenciados.
É através deste comunicado de imprensa que o consórcio eleitoral Mais Integridade fez saber sobre a sua indignação com a Comissão Provincial de Eleições na Zambézia.
Na nota, a plataforma da sociedade civil de observação eleitoral refere que a dois dias da votação, 234 seus observadores eleitorais ainda não têm credenciais para cobrir o processo.
“Passados 15 dias desde o pedido de credenciação de 279 observadores, apenas 45 credenciais foram entregues, e o Presidente da CPE da Zambézia, Sr. Emílio M’paga Supelo alega dificuldades logísticas para a emissão das credenciais e não garante que até a data da votação, todos os observadores do Consorcio terão sido credenciados.”
De acordo com os observadores, o posicionamento da Comissão Provincial de Eleições na Zambézia viola de forma flagrante, o estipulado na Legislação eleitoral sobre a matéria, que refere que:
“Compete a Comissão Provincial de Eleições, decidir sobre o pedido de estatuto de observador do processo eleitoral, no prazo até cinco dias após a recepção do pedido”.
O consórcio cnsidera ainda inaceitável tal conduta e reafirma o seu compromisso com a defesa dos direitos eleitorais e a promoção de um processo eleitoral transparente, instando a Comissão Provincial de Eleições a cumprir as suas obrigações legais.
O Tribunal Penal Internacional divulgou, ontem, mandatos de prisão para seis homens, supostamente ligados a “uma milícia brutal” da Líbia, responsabilizada por vários assassinatos e outros crimes em uma cidade ocidental, estrategicamente importante.
A Líbia está em crise política desde que uma revolta apoiada pela OTAN derrubou e matou o ditador de longa data, Muammar Gaddafi, em 2011. Desde então, a Líbia foi dividida entre administrações rivais no leste e no oeste, cada uma apoiada por milícias e governos estrangeiros.
O promotor do TPI, Karim Khan, disse que sua investigação reuniu evidências “indicando que os moradores de Tarhunah foram submetidos a crimes equivalentes a crimes de guerra, incluindo assassinato, ultrajes à dignidade pessoal, tratamento cruel, tortura, violência sexual e estupro”, cita o portal de notícias African News.
Os seis mandatos de prisão são contra Abdelrahim al-Kani, Makhlouf Douma, Nasser al-Lahsa, Mohammed Salheen, Abdelbari al-Shaqaqi e Fathi al-Zinkal.
Karim Khan disse que três dos suspeitos eram líderes ou membros seniores da milícia Al Kaniyat, que controlou Tarhunah, de 2015 a junho de 2020, e outros três eram autoridades de segurança líbias associadas à milícia na época dos supostos crimes.
O tribunal abriu uma investigação na Líbia em 2011 a pedido do Conselho de Segurança da ONU. Rapidamente emitiu mandados para suspeitos, incluindo o ex-ditador Gaddafi, mas ele foi morto antes que pudesse ser detido e enviado para julgamento. O filho de Gaddafi, Saif Al-Islam Gaddafi, também é procurado pelo tribunal.
O General na reserva, António Hama Thai, diz que o terrorismo em Cabo Delgado não é uma situação definitiva e com mais esforço é possível promover o desenvolvimento daquela província. Bernardino Rafael, por sua vez, apela à união de todos os Moçambicanos para que se alcance a paz.
Falando à margem das celebrações dos 32 anos da assinatura dos acordos gerais de paz, António Hama Thai disse que é preciso que haja mais esforço para travar a situação em Cabo Delgado. “A situação em Cabo Delgado não é definitiva, para ser modo de vida dos moçambicanos, é uma situação que, com um pouco de atenção e esforço, é possível aquietar e promover o desenvolvimento da província em todo o território nacional”.
Hama Thai felicitou ainda aos moçambicanos, dizendo que foram altamente competentes em reconhecer o sofrimento dos moçambicanos.
“Significa que os moçambicanos foram altamente competentes, no sentido de que compreenderam a difícil situação que o povo vivia, e as partes decidiram que era possível uma reconciliação, era possível o entendimento, que culminasse com a paz. O que é importante é a preservação da paz e fundamentalmente a promoção do desenvolvimento para que o povo moçambicano alcance os desideratos mais altos do bem estar, isso é que pode trazer cada vez mais estabilidade ao país”, disse Hama Thai.
O comandante Geral da Polícia, Bernardino Rafael, por sua vez, diz que os 32 anos de celebração dos Acordos Gerais de Paz significam estabilidade e bem estar de todos os moçambicanos, apesar das diferenças, pois há muita coisa conquistada.
Para que os ganhos de 4 de Outubro não sejam perdidos, Bernardino Rafael apela que haja união de todos os moçambicanos. “Nós temos que estar unidos, a união faz a força. Primeiro é pensar na união dos moçambicanos, é essa união dos moçambicanos que vai marcando a diferença, para ganharmos cada vez mais e consolidarmos as conquistas”.