O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.
Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.
O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.
Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.
O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.
No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.
O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.
Catorze obras de artistas plásticos moçambicanos estão expostas, desde ontem, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. As obras fazem parte do acervo de arte do Millennium Bim.
Entre cores e formas… É a pluralidade de vozes, tirada do acervo de arte do Millennium Bim.
“Nós temos várias obras connosco, desde que iniciámos a actividade bancária, há cerca de 29 anos. Calhou que nesta altura, tomamos esta decisão de partilhar com a comunidade as obras que temos, apresentar as obras a comunidade, valorizando os artistas, que, naturalmente, procuram todos os dias, pôr em prática as suas ideias, que partilham, verdadeiramente, com a sociedade”, disse Moisés Jorge, PCA do Millennium Bim.
São 14 obras de 11 artistas, grande parte já falecidos. É a forma que o Bim encontrou para homenageá-los, segundo Moisés Jorge.
“Isso também representa uma homenagem que nós fazemos ao Doutor Mário Machungo, que foi impulsionador desta aquisição destas obras, mas também ao engenheiro Fonseca. Foram dois homens, que, ao longo desses anos todos, não investiram, mas também fizeram questão que, em algum momento, pudéssemos partilhar estas obras com a sociedade”, explicou
Com curadoria de Jorge Dias, as obras dos anos 60 ou pouco antes transmitem construção de novos valores culturais, na transição do modernismo europeu para o africano.
No lançamento da exposição, não só o público esteve presente, mas também aqueles que pegaram nos pincéis, para retratar em quadro os seus pensamentos. Aqueles cujas obras representam sua passagem pelo mundo dos vivos tiveram lá seus familiares para os representarem.
“Meu pai sempre tentou transmitir uma mensagem de amor em tudo que ele fazia”, disse Laisse Mulungo, filha de Samate Mulungo.
Esta é a primeira edição e a exposição poderá ser visitada até ao fim do mês.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) avisa que vai tomar todas as medidas coercitivas e necessárias, para impedir qualquer acto de vandalismo, violência e desordem pública, que possa ocorrer nos próximos dias, como o caso do dia 21, próxima segunda-feira, dia convocado por Venâncio Mondlane, Candidato presidencial, para greve geral.
Segundo Orlando Mudumane, todas as actividades laborais no país, na próxima segunda-feira, irão decorrer normalmente, pois garante que as Forças de Defesa e Segurança tomarão todas medidas, para inibir a ocorrência de actos de violência.
“A PRM apela a estreita colaboração de todos, a vigilância e denúncia tempestiva de qualquer acto de aglomeração de indivíduos estranhos e de conduta duvidosa nas principais praças e avenidas.
O Tribunal Judicial da Província de Maputo deu aval à empresa Milhulamete para explorar plenamente os 765.5 hectares de terra, em Marracuene, onde a empresa pretende implantar um projecto habitacional. A empresa diz que serão demolidas todas as construções ilegais feitas no local, por supostos nativos.
A empresa Milhulamete falou, hoje, à imprensa, dizendo ter posse do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra (DUAT) dos cerca de 700 hectares de terra, no distrito de Marracuene. A empresa disse ter ganho o caso, que estava em julgamento no Tribunal Judicial da Província de Maputo, que opunha a empresa e supostos nativos, que implantaram no mesmo espaço moradias.
O caso remota de 2016, opondo supostos nativos que tinham as suas casas no mesmo espaço onde a empresa Milhulamete pretende implantar um projecto habitacional, que poderá arrancar em 2025. Abdul Nordino, porta-voz do projecto, afirmou que todas as implantações ilegais existentes naquele espaço serão demolidas. Entretanto, a empresa diz estar aberta a negociar com os donos das habitações.
“Vamos analisar caso a caso.Vamos demolir algumas moradias e outras vão permanecer dentro do projecto em função das negociações”, explicou o porta-voz.
A empresa Milhalamete esclareceu que nunca houve, antes, nenhum tipo de negociações com supostos nativos.
Foi anunciada, hoje, a nomeação do novo vice-presidente queniano, depois de um processo de impeachment do antigo vice-presidente, Rigathi Gachagua. William Ruto nomeou o ministro do interior, Kithure Kindiki, como o número dois do país.
O senado queniano votou, nesta quinta-feira, pela destituição do vice-presidente, Rigathi Gachagua, num processo de impeachment, em que o mesmo era acusado de 11 crimes, porém foram provados apenas cinco: o de corrupção, abuso de poder, peculato, tráfico de influência e aquisições fraudulentas de hotéis e apartamentos.
O processo de impeachment, pois fim à uma relação conturbada entre William Ruto e Rigathi Gachagua.
Rigathi Gachagua desempenhou um papel crucial na vitória de William Ruto sobre o seu rival Raila Odinga, na corrida à presidência do país. Entretanto, a relação entre os dois homens à frente do Estado deteriorou-se, especialmente, desde um movimento de protesto antigovernamental, que abalou o país em Junho e Julho.
Após a destituição de Gachanga, William Ruto nomeou, esta sexta-feira, o ministro do Interior, Kithure Kindiki, como novo vice-presidente do Quénia.
“Esta manhã, recebi uma mensagem de Sua Excelência o Presidente, a propósito da nomeação do Professor Kithure Kindiki, para preencher o cargo vago de Vice-Presidente da República do Quénia , na sequência do impeachment do anterior titular do posição”, anunciou o presidente da Assembleia Nacional queniana, Moses Wetangula, citado pelo Notícias ao Minuto.
Rigathi Gachagua, de 59 anos, é o primeiro vice-presidente destituído do poder por via de um impeachment, um mecanismo previsto pela Constituição de 2010.
Terá lugar em Kazan, na Rússia, de 22 a 24 de Outubro, a XVI Cúpula dos BRICS. Trata-se da primeira reunião de chefes de Estado do grupo após a expansão decidida durante a última cúpula, ocorrida em Agosto de 2023, em Joanesburgo, na África do Sul, escreve o Diplomacia Business.
Foram admitidos como membros plenos: Arábia Saudita, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irão. O convite para a Argentina integrar os BRICS foi declinado pelo presidente Javier Milei, por meio de carta dirigida aos líderes do grupo em Dezembro passado. A Arábia Saudita ainda não aceitou formalmente o convite.
Na noite do dia 22, o Presidente Vladimir Putin será anfitrião da cerimónia e de jantar de boas-vindas aos líderes; No dia 23, pela manhã, ocorrerá a sessão plenária restrita, com a presença dos líderes dos países membros dos BRICS. À tarde, haverá a sessão plenária aberta, na qual está prevista a leitura de relatórios anuais de trabalho do Novo Banco de Desenvolvimento, do Conselho Empresarial dos BRICS e do Mecanismo de Cooperação Interbancária.
No dia 24, ocorrerá a reunião do segmento ampliado “outreach/BRICS+”, com o tema “BRICS e Sul Global: construindo juntos um mundo melhor”, para a qual cerca de 30 países e organizações internacionais estão convidados.
Na sessão com convidados, haverá debate sobre questões internacionais, incluindo a crise no Oriente Médio, e sobre a cooperação para desenvolvimento inclusivo.
Durante os três dias de cúpula, estão previstas reuniões bilaterais entre os líderes dos países-membros dos BRICS e dos países convidados.
O Presidente do Brasil, Lula da Silva, o único líder dos BRICS que esteve presente na cúpula inaugural do agrupamento, em Ecaterimburgo, também na Rússia, em 2009, participará da XVI Cúpula dos BRICS.
A cúpula será precedida pela reunião de sherpas dos BRICS, que ocorrerá também em Kazan, de 16 a 22 de Outubro, com o objectivo de negociar a declaração a ser emanada da cúpula, intitulada “Fortalecendo o Multilateralismo para um Desenvolvimento Global Justo e Seguro”.
A Reserva Especial de Niassa celebrou 70 anos de existência e o Governo destaca a redução significativa da caça furtiva do elefante.
A reserva foi criada a 9 de Outubro de 1954 e abrange oito distritos, sendo seis de Niassa e dois de Cabo Delgado. A caça furtiva, ao longo dos anos, reduziu o número de elefantes no local, de aproximadamente 12 mil para pouco mais de 3 mil, em 2016.
Em 2021, o Governo assinou um acordo de cogestão com a organização norte-americana de conservação, Wildlife Conservation Society, e intensificou a presença de fiscais, com meios operacionais, e o resultado já se faz sentir, fez saber o Presidente da República, Filipe Nyusi.
A caça furtiva já foi um grande problema nas áreas de conservação em Moçambique, segundo explicou a ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze.
A celebrar os 70 anos da Reserva Especial de Niassa, o Presidente da República colocou um colar-satélite a um leopardo para monitorizar os movimentos dos animais, evitando, assim, ataques de animais a seres humanos.
O clube catalão está a acompanhar de perto a situação de Reinildo Mandava no Atlético Madrid, uma vez que é um jogador em fim de contrato, e pode ser uma aposta para o seu lado esquerdo. A informação é avançada pelo jornal espanhol Mundo Deportivo, que indica ainda mais três jogadores a serem seguidos pelo Barcelona.
Um início de temporada de luxo do Barcelona que começa a dar esperanças de títulos esta temporada futebolística, depois de ter terminado em branco a época 2023/24. É um trabalho que está a ser feito pelo actual treinador da colectividade, Hansi Flick, que começa a dar nas vistas, não só nos seus adeptos, mas também nos seus adversários.
E Hansi Flick trabalha com uma equipa de jogadores jovens, com uma margem de progressão muito alta em todos os aspectos, daí que o pensamento dos catalães não seja apenas para esta época, mas também para o futuro.
Por esse motivo, já está no mercado à procura de potenciar a equipa para as próximas temporadas, a começar pela próxima. E há jogadores na mira, que têm estado a ser observados, não só dentro das quatro linhas, mas também os seus contratos.
O Barcelona quer potenciar todos os sectores da sua equipa e a ala esquerda é um desses sectores. A contar, agora, apenas com o um titular indiscutível, Alejandro Balde, o Barcelona busca outros jogadores que façam frente ao espanhol.
De acordo com o Mundo Deportivo, jornal espanhol, o moçambicano Reinildo Mandava é um desses jogadores que estão a ser observados pelo Barcelona. O lateral-esquerdo moçambicano de 30 anos, do Atlético de Madrid, seria uma opção pela qualidade e experiência, mas também pelo facto de o jogador estar em fim de contrato e poder sair a custo zero.
Reinildo Mandava tem-se notabilizado no Atlético Madrid, onde chegou, vindo do Lille da França, para “agarrar” a titularidade, logo no seu primeiro ano de contrato. Mesmo depois de ter ficado um ano sem jogar devido a lesão, o internacional moçambicano continuou a merecer a confiança de Diego Simeone, que o colocou a jogar.
Depois de se recuperar da lesão, em Janeiro deste ano, Reinildo disputou 34 jogos, sendo 23 na segunda metade da época passada, entre jogos da LaLiga, Taça do Rei e Liga dos Campeões, e outros 11 jogos esta época, sendo dois para a Liga dos Campeões, onde fez a totalidade dos 90 minutos, e nove para a LaLiga, três deles na sua totalidade, dois jogos substituído na segunda parte, e os restantes quatro a entrar na segunda parte.
Na última actualização do seu valor de mercado, em Junho deste ano, o lateral-esquerdo moçambicano tinha o seu passe a valer nove milhões de euros.
Mas não é somente Reinildo Mandava na mira do Barcelona. De acordo com o Mundo Deportivo, o Barça não esqueceu Alphonso Davies, lateral do Bayern procurado pelo Real Madrid, mas que, segundo fontes da entidade Barça, ainda não foi contratado. No Barça, acreditam que Davies daria um impulso de qualidade ao plantel actual e não desistem dele. Além disso, o factor Flick (Hansi o teve no triunfante Bayern) é um trunfo que o clube do Barça acredita que pode ter peso.
Outros alvos da equipa de Hansi Flick são Jonathan Tah, defesa-central de 28 anos do Leverkusen, e por quem o Barça, segundo revelou o Mundo Deportivo, apresentou uma oferta ao clube alemão nos últimos dias de mercado, para além do jovem atacante do Lille, Jonathan David. O internacional canadense de 24 anos é procurado pelo PSG, mas o jogador tem o sonho de vestir a camisa do Barça e está disposto a aguardar pelo clube do Barça.
Neste momento, até 1 de Janeiro, o Barça não poderá negociar directamente com nenhum jogador, mas a direcção desportiva do Barça tem as suas prioridades sob controlo, até porque há alguns que poderão estar de saída do clube culé, no próximo mercado de transferência.
Há tira-teimas no Complexo Desportivo de Tchumene, na Arena Lalgy. Black Bulls e Costa do Sol voltam a defrontar-se num confronto de titãs, já com uma certa tendência, para o lado dos “touros”, e que os “canarinhos” vão procurar contrariar. É o jogo da segunda mão dos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, a realizar-se no sábado, quando forem 15h00, com o Costa do Sol à procura de contrariar a tendência do confronto directo e o favoritismo da Black Bulls, depois do empate a um golo na primeira mão.
Sem dúvidas, haverá muita poeira na Arena de Tchumene, este sábado, quando a Black Bulls e o Costa do Sol se defrontarem para a segunda mão da Taça de Moçambique ZAP. Depois do empate na primeira mão, a uma bola, as duas equipas procuram um lugar na final four da prova, que terá lugar em Nampula, onde se vão disputar os jogos das meias-finais e da final.
A poeira será levantada nessa luta, onde o canário vai tentar derrubar o touro, ou o touro vai querer depenar o canário, num embate sempre apetecível entre as duas equipas, tanto dentro como fora das quatro linhas.
A Black Bulls parte como favorita para este jogo, não só pelo resultado alcançado na primeira mão, mas principalmente pelos resultados no confronto directo entre as duas equipas.
Só este ano, nas três partidas já disputadas, os “touros” venceram dois, um deles de forma categórica, por 3-1, no seu reduto, e outro com alguma polémica à mistura, por 2-3 no ninho do canário, para além do referido empate a um golo, no Matchiki Tchiki.
São, ao todo, 10 jogos disputados entre Black Bulls e Costa do Sol, com os “touros” a terem vencido oito jogos, e os “canarinhos” a conseguirem apenas dois empates.
Para a Taça de Moçambique, será o tira-teimas, uma vez que será o terceiro jogo entre ambos, com a Black Bulls a vencer o primeiro deles, em 2023, por claros e categóricos 5-2, e este ano um empate a um golo. O Costa do Sol vai procurar equilibrar, pelo menos nesta prova, o confronto directo.
Porém, há mais: os “canarinhos” ainda não venceram nenhum jogo diante da Black Bulls e esta pode ser a primeira vez deles. Seria uma verdadeira festa no ninho do canário.
Mas atenção que a Black Bulls é detentora do troféu e quer chegar o mais longe possível, nomeadamente a revalidação da Taça conquistada no ano passado às custas da União Desportiva de Songo, no “Caldeirão” do Chiveve.
Wilson Muianga é o árbitro escolhido para ajuizar o único embate de sábado e será auxiliado por Arsénio Maringule e Eugénio Machaieie, tendo Ema Novo como o quarto árbitro.
Mais dois semi-finalistas serão encontrados no domingo
Os quartos-de-final prosseguem no domingo com mais dois jogos, fora da capital, envolvendo equipas que disputam o Moçambola 2024. Na vila de Songo, em Tete, a União Desportiva de Songo recebe o Desportivo de Nacala.
Na primeira mão, os “canarinhos” de Nacala contrariaram o favoritismo dos “hidrocarbonetos” e venceram em casa por 2-1, com Macamito e Macaime a serem os autores dos golos da equipa da casa, e Dominguez a reduzir, para lá dos 90 minutos.
Será um jogo onde a União Desportiva de Songo é claro favorito a vencer, mas com a atenção de saber que os jogos da Taça são sempre uma caixinha de surpresas.
O confronto entre as duas equipas pende para o lado dos “hidroeléctricos”, que em 15 jogos disputados venceram oito e perderam quatro, para além de três empates. Esta época, defrontaram-se duas vezes, uma para o Moçambola, em Songo, com vitória dos anfitriões (2-0) e outra para a Taça de Moçambique, em Nacala, que terminou com o 2-1 para a turma da casa.
Os últimos resultados são animadores para as duas equipas e, por isso, este domingo, também pode ser uma incógnita o resultado final. Berton Lifiando vai ajuizar a partida, sendo auxiliado por Bismuldo Lucas e Omar João. Chinai Jairosse será o quarto árbitro.
Já no “Caldeirão” de Chiveve haverá um jogo quase com um vencedor à vista. O Ferroviário da Beira recebe o Textáfrica com todas as condições de sorrir, não só pelo resultado trazido da primeira mão, mas pelo momento das duas equipas.
Na Soalpo, na primeira mão, os “locomotivas” venceram à tangente e querem repetir a proeza e chegarem à final four de Nampula. Certamente, o Textáfrica vai tentar surpreender e contrariar o favoritismo dos “locomotivas”, o que se afigura tarefa difícil. Mas na Taça de Moçambique tudo é possível.
Para este jogo, a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol, CNAF, nomeou Nelson Valdez para ser o árbitro principal, enquanto Isac Domingo e Dorival Liquitiwa serão os auxiliares. Gomes Amisse é o quarto árbitro.
Entretanto, os jogos da segunda mão dos quartos-de-final Taça de Moçambique não acontecem todos este fim-de-semana, uma vez que o último semi-finalista só será conhecido a 17 de Novembro próximo, quando o Ferroviário de Maputo receber a Associação Desportiva de Vilankulo.
O embate devia acontecer este domingo, mas, devido a questões logísticas, ficou remarcado para o dia 17 de Novembro próximo.
CONFRONTOS ENTRE BLACK BULLS E COSTA DO SOL
Data Visitado Res. Visitante Competição
03/08/2024 Costa do Sol 1-1 Black Bulls Taça de Moç.
10/08/2024 Black Bulls 3-1 Costa do Sol Moçambola
21/04/2024 Costa do Sol 2-3 Black Bulls Moçambola
03/09/2023 Black Bulls 5-2 Costa do Sol Taça de Moç.
29/07/2023 Black Bulls 3-1 Costa do Sol Moçambola
23/04/2023 Costa do Sol 0-1 Black Bulls Moçambola
04/12/2022 Black Bulls 3-0 Costa do Sol Moçambola
19/10/2022 Costa do Sol 0-1 Black Bulls Moçambola
17/10/2021 Black Bulls 1-0 Costa do Sol Moçambola
20/06/2021 Costa do Sol 2-2 Black Bulls Moçambola
DADOS GERAIS
Jogos Totais 10
Vitórias Costa do Sol 0
Vitórias Black Bulls 8
Empates entre Ambos 2
Golos do Costa do Sol 9
Golos da Black Bulls 23
QUARTOS-DE-FINAL DA TAÇA DE MOÇAMBIQUE
JOGOS DA SEGUNDA MÃO
DATA VISITADO VISITANTE 1ª MAO
Sábado Black Bulls vs Costa do Sol 1-1
Domingo Fer. Beira vs Textáfrica de Chimoio 1-0
Domingo UD Songo vs Desportivo de Nacala 1-2
17/11/2024 Fer. Maputo vs AD de Vilankulo 0-0
O artista plástico Butcheca inaugurou, esta quarta-feira, a sua mais recente exposição individual. Intitulada “Abraçar o caos”, a mostra pode ser visitada até 16 de Novembro, no Camões, Cidade de Maputo.
A noite fresca de quarta-feira foi uma excelente oportunidade para artistas, curadores, professores, diplomatas e apreciadores de diferentes expressões culturais juntarem-se na sala de exposições do Camões – Centro Cultural Português em Maputo. Logo à entrada, uma azáfama.
Por todo o lado, viam-se interessados em apreciar as telas Butcheca, não obstante o espaço diminuto para o efeito, devido à adesão do público.
Bem antes de a sessão (formal) de inauguração se iniciar, amigos que não se viam há muito tempo aproveitaram a ocasião para abraçar o caos de Butcheca, entre sorrisos e muita interpretação. Também por isso, os discursos tardaram a iniciar-se. Afinal, a todo o instante, as pessoas não paravam de chegar. No entanto, bem perto das 19 horas, a conversa entre os visitantes da nova individual do artista plástico foi adiada para mais tarde, pois o embaixador de Portugal em Moçambique, António Costa Moura, tomou o microfone para partilhar com os convidados o que a mostra naquela sala do Camões significa para si.
Em primeiro lugar, António Costa Moura sublinhou que a arte não reconhece fronteiras. Pelo contrário, é das coisas que mais aproximam as pessoas, independentemente do lugar onde se encontram. E sugeriu mais, uma individual como “Abraçar o caos”, de Butcheca, tem um papel fundamental no desenvolvimento social, até porque estimula a criatividade e a empatia. Por isso, o Camões apoia a arte por também encontrar nessa manifestação uma forma de desenvolver o Homem ao nível intelectual e emocional.
Para o embaixador de Portugal em Moçambique, Butcheca é um artista cuja obra facilmente atrai os apreciadores de arte, porque a sua pintura é cativante e provoca emoções que só a arte de grandes artistas é capaz.
Na sua breve intervenção, Butcheca explicou que “Abraçar o caos” é uma exposição que resulta de inquietações constantes. Há 14 anos que o artista projectou fazer uma exposição do género. No entanto, só quando, ano passado, recebeu uma visita, no seu atelier, em KaTembe, do embaixador de Portugal em Moçambique, do então conselheiro cultural João Pignatelli e do antigo Ministro das Finanças de Portugal é que se fez luz. Nessa visita, Butcheca foi convidado a expor no Camões e o artista aproveitou a proposta para recuperar uma ideia de exposição antiga.
Sem facilidades, o artista começou a trabalhar na individual este ano, esmerando-se em apresentar propostas diferentes ao público que, esta quarta-feira, encheu a sala de exposições do Camões.
Quem também interveio na sessão de inauguração foi o professor universitário Régio Conrado, para quem a obra de Butcheca se destaca em termos filosóficos e com as máscaras como importantes elementos de representação. Segundo disse, o artista é disruptivo e consegue estimular as pessoas a questionarem sobre o sentido do Homem com os problemas do seu tempo.
“Abraçar o caos”, de Butcheca, pode ser visitada até 16 de Novembro, de segunda a sábado, entre as 10h e as 17h.