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O governador do Banco de Moçambique afirmou que a estrutura salarial da instituição não sofreu quaisquer alterações durante o seu mandato, rejeitando as críticas que, nas últimas semanas, têm surgido em torno dos níveis de remuneração dos funcionários e dirigentes.

Segundo o responsável, o modelo salarial actualmente em vigor existe há vários anos, tendo sido herdado de administrações anteriores. “Desde que assumi funções, não alterei a estrutura salarial”, afirmou, acrescentando que as contas do banco são publicadas anualmente e sempre reflectiram a mesma política remuneratória.

O governador considerou estranho que o tema tenha ganhado destaque apenas no final do seu mandato, defendendo que a discussão está a ser alimentada pelo contexto da transição de liderança. “Parece que, agora que estou de saída, transformou-se num problema”, declarou.

Relativamente às críticas segundo as quais os salários seriam financiados com recursos do Estado, esclareceu que o orçamento do Banco de Moçambique é autónomo em relação ao Orçamento do Estado. Segundo explicou, as despesas da instituição são suportadas pelo próprio banco e não constituem encargos directos para os cofres públicos.

O responsável sublinhou ainda que os reajustamentos salariais obedecem a um Acordo Colectivo de Trabalho, negociado entre a Associação Moçambicana de Bancos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro e as instituições bancárias, incluindo o Banco de Moçambique. De acordo com o governador, os aumentos são definidos anualmente no âmbito desse acordo e não resultam de decisões unilaterais da administração.

No que respeita aos valores que têm circulado nas redes sociais e nalguns espaços públicos, o governador classificou-os como «absurdos» e afirmou que muitos resultam de interpretações incorrectas das demonstrações financeiras. Explicou que a rubrica relativa a salários inclui igualmente provisões para responsabilidades actuariais, designadamente benefícios futuros dos trabalhadores no activo e dos reformados, conforme exigem as normas contabilísticas e os auditores.

O governador concluiu afirmando que as acusações de irregularidades não correspondem à realidade e defendeu que a gestão salarial do Banco de Moçambique sempre respeitou os procedimentos legais e institucionais em vigor.

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A Editorial Fundza vai receber, entre os dias 25 e 30 deste mês, originais para publicação ao longo do próximo ano.

A iniciativa, enquadrada na quarta chamada literária da Fundza, pretende seleccionar infanto-juvenis, romances, crónicas, poesias e contos inéditos.

Os autores interessados em participar na quarta chamada literária da Editorial Fundza deverão enviar um projecto de livro em word, uma sinopse de 10 linhas desse mesmo texto e uma biografia de cinco linhas para a editorial.fundza@gmail.com.

Para a organização, o objectivo principal da chamada literária é abrir e ampliar o espaço para a democratização do acesso à publicação de obras literárias no país, o que inclui a participação de autores de todas as províncias.

“A iniciativa tem vindo a revelar novas vozes na literatura moçambicana. Desde 2022, já foram publicados mais de 40 novos autores de todo o país. Entre as publicações, encontram-se Pétalas negras ou a sombra do inanimado (poesia), de Belmiro Mouzinho; Estórias trazidas pela ventania (conto), de Adelino Albano Luís, O encanto da poesia (poesia), de Assane Cadry; O ardina dos sapatos gastos (contos), de Alerto Bia; O dicionário da sobrevivência (contos), de Francisco Raposo; A rapariga sem reflexo (motivacional), de Clévia Guivala; Insiste em ignorar-me (motivacional), de Argentina Banze; O amor que há em ti (romance), de Larsan Mendes; As máscaras da verdade (romance), de Almeida Cumbane; O Príncipe Suehtam e a Aruella no Tulipix (infanto-juvenil), de Andreia Edna da Silva; O peixe que sonhava comprar um barco (infanto-juvenil), de Japone Arijuane; e Makhalelo (crónicas), de Adriano Félix”, avança a nota de imprensa da Editorial Fundza.

Os originais submetidos à chamada literária da Fundza são seleccionados por um júri competente identificado pela editora.

Antes de serem publicados, todos os originais passam por um cuidadoso processo editorial. Garante a editora.

Faltam depósitos de lixo nos pontos de recolha da Cidade da Maxixe e, sem alternativas, os munícipes chegam a usar trelas de viaturas. Além deste problema, o edil revelou igualmente, que faltam meios circulantes e pessoal para gestão de resíduos sólidos.

A fragilidade na recolha do lixo, é uma realidade em vários pontos de recolha na Cidade da Maxixe. O problema é que faltam depósitos e, sem alternativas, os munícipes passaram a descartar o lixo no chão ou até usam-se trelas de viaturas.

Issufo Francisco, edil da Maxixe, reconhece o problema e diz que a edilidade tem, também, défice de meios circulantes e pessoal para gestão dos resíduos sólidos.

Enquanto a edilidade não compra os depósitos para os pontos de recolha de resíduos sólidos, tem recebido apoio de alguns munícipes da Maxixe para o tratamento de lixo.

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Uma idosa de 82 anos foi brutalmente assassinada com golpes de um pau de pilar, no bairro Matundo, província de Tete. O crime foi cometido pelo próprio neto, sob acusação de feitiçaria.

Confesso, o neto de trinta e dois anos, desferiu cinco golpes na cabeça da sua avó com um pau-de-pilar, para segundo ele, pôr fim ao impedimento de prosperar, que teria sido causado pela vítima.

Uma das netas da vítima disse estar chocada com a crueldade do primo. Explica, por outro lado,  o que viu e alega que o primo  nunca demonstrou comportamento desviante perante familiares e amigos.

O indiciado é agente de uma empresa de segurança privada.

O crime ocorreu no passado dia 19 de Outubro, e, no momento, o Serviço Nacional de Investigação Criminal em Tete confirma diz que foi aberto um processo crime contra o indiciado.

Este é o primeiro caso do género,  este ano, reportado pelas autoridades em Tete.

As infecções por vírus Mpox na região da República Democrática do Congo (RDC), onde uma nova variante, mais infecciosa, foi detectada pela primeira vez, parecem estar a “estabilizar”,  segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o relatório da Agência de Saúde das Nações Unidas, citado por Lusa, o número de infeções “mostra uma tendência geral de aumento”, mas que pode ter estabilizado na província de Kivu do Sul, onde a forma mais infecciosa foi identificada pela primeira vez.

 A OMS reconheceu que os testes ainda não estão generalizados, o que dificulta a compreensão da forma exata como o vírus se está a propagar.

Segundo a agência da ONU, os casos deste vírus estão ainda a aumentar nos vizinhos Burundi e Uganda.

De acordo com os dados da semana passada, a RDC registou menos de 100 casos de Mpox confirmados em laboratório, contra quase 400 em julho.

Os Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África) calculam serem necessárias três milhões de vacinas para travar o surto.

Na semana passada, o diretor do CDC África, Jean Kaseya, disse que o continente estava “ainda na fase aguda” desta epidemia, com 19 países afetados e avisou que, sem mais recursos, o vírus poderia tornar-se uma ameaça global.

Segundo a OMS, o surto no Burundi está também a ser provocado pela variante mais recente, que causa sintomas menos graves, o que significa que as pessoas infectadas podem não se aperceber de que estão a espalhar o vírus.

A polícia em Inhambane confirma a detenção de dois dos seus agentes surpreendidos a vender seis quilos de droga, na Cidade de Maputo. A droga foi desviada de um lote apreendido no distrito de Inhassoro, em Fevereiro deste ano.

Um vídeo amador enviado a um comprador de drogas foi feito por um agente da polícia, afecto ao comando distrital de Inhassoro, no qual mostrava que tinha droga para venda.

No vídeo, aparecem apenas dois quilos da droga, mas, na verdade, os agentes da polícia desviaram seis quilos de metanfetamina e pretendiam vendê-los por 170 mil Meticais, na Cidade de Maputo, mas o cliente final estava na África do Sul.

Foi durante um processo de venda da droga que os agentes acabaram detidos pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal.

Contactada sobre o assunto, a porta-voz do comando da polícia em Inhambane confirma a detenção, mas não dá detalhes.

O jornal O País sabe que os agentes já foram pronunciados pelo Tribunal Judicial de Inhambane e o julgamento deverá acontecer ainda este ano.

Há cada vez mais casos de cancro da mama em Moçambique e, apesar de haver mais consciência para o rastreio, a falta de serviços de quimioterapia e radioterapia acaba por levar algumas pacientes a desenvolverem casos complicados da doença.

Um dos exemplos de mulher afectada pelo cancro da mama é Nazalda Manuel Lassido, que, até 2014, era uma jovem saudável e alegre. Depois disso, foi diagnosticada com cancro da mama. Fez o tratamento hospital e foi-lhe sugerido pelo médico que, apesar do tratamento, devia dar atenção ao controlo. Devido a vários constrangimentos logísticos e de mobilidade, a jovem nem sempre conseguiu aproximar-se ao hospital.

Com o passar do tempo, o nódulo reapareceu na mama, em 2023, muito maior, o que levou à cirurgia.

A amputação da mama aconteceu no Hospital Geral de Lichinga, na província de Niassa. Nessa fase, a paciente teve informação de que se tratava do cancro da mama. Em casos do género, depois da cirurgia de retirada da mama, a paciente deve ter consultas de seguimento para fazer sessões de quimioterapia ou radioterapia para eliminar todas as células cancerígenas no organismo, mas não foi o que aconteceu com ela. Nazalda não teve quimioterapia em Niassa.

Um ano depois, em Outubro deste ano, foi transferida para a cidade de Nampula, com um estágio avançado de propagação do cancro no organismo.

O médico cirurgião-geral, António Carlos, foi quem recebeu a paciente no Hospital Central de Nampula e explicou que se a situação da paciente tivesse evoluído bastante, até ao nível 3.

A demora no início da quimioterapia por falta de condições, na cidade de Lichinga, foi determinante para o agravamento do cancro da mama de Nazalda Manuel Lassido.

Sérgio Ferrão é o médico oncologista que é responsável pela quimioterapia recomendada à paciente. A escolha desse tratamento, diz o médico, depende de vários factores.
Quando a entrevista com o médico Sérgio Ferrão foi gravada, Nazalda tinha feito a primeira sessão de quimioterapia. A jovem mãe sente-se mais optimista, apesar da agressividade do tratamento.

Porém, para o sucesso desta fase, ela precisa de ter um nível de sangue no organismo capaz de suportar as necessidades decorrentes da natureza do tratamento.

Nazalda luta pela cura através da quimioterapia, mas há tantas outras mulheres e homens com os diversos tipos de cancro que estão na incerteza se terão ou não a possibilidade de ter um tratamento através da radioterapia, outra forma de tratamento.

No entanto, neste momento, a única máquina de radioterapia que existe no país, em concreto no Hospital Central de Maputo, está, desde Março, avariada, ou seja, há quase nove meses. Os cerca de 50 pacientes com diferentes tipos de cancro que são atendidos, por dia, estão sem fazer esse tratamento que é essencial para a cura do paciente.

A referida máquina, que começou a operar em 2019, após a inauguração do serviço de radioterapia no Hospital Central de Maputo, é de vital importância para o tratamento da doença. No país, por exemplo, é a única existente, sendo que atende pacientes de todo Moçambique e de países vizinhos.

Ao público, nenhuma informação em concreto foi dada e, pelo que apurámos, não há previsões de quando voltará a funcionar, por se tratar de uma avaria grossa, o que obriga os pacientes a recorrerem a países como Malawi e África do Sul para o tratamento, e aqueles que não têm condições para o efeito ficam largados à sua própria sorte.

Além desse problema da avaria da máquina, sabe-se que há outros, relacionados com a falta de material, como o caso de máscaras que são usadas durante o tratamento para pacientes com cancro de pescoço e de cabeça, obrigando os mesmos a comprarem fora do hospital a valores que rondam entre os 10 e os 15 mil Meticais, uma vez que sem elas, não tem como fazer o tratamento.

Este jornal está há mais de dois meses em contacto com o gabinete de comunicação e imagem do Hospital Central de Maputo e nunca teve sucesso para a gravação de uma entrevista de esclarecimento do que pode estar a acontecer, de que avaria se trata e qual é a dificuldade para resolver o problema.

De Janeiro a Setembro deste ano, a província de Nampula diagnosticou 1475 mulheres com nódulos mamários. Grande número incide em mulheres jovens.

Zambézia não fica atrás, por isso a secretária de Estado, Cristina Mafumo, pede que as mulheres sejam mais atentas aos sintomas.

De acordo com dados oficiais, são diagnosticados por ano cerca de cinco mil cancros da mama no país, sendo três mil deles letais.

A deputada republicana Elise Stefanik é a próxima embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas. O anúncio foi feito esta segunda-feira pelo Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, que também anunciou que irá nomear Tom Homan como o responsável máximo das fronteiras que o chama de “czar das fronteiras”.

A convite do Presidente eleito dos EUA, ainda refém da aprovação da confirmação do Senado e da Câmara Alta do parlamento norte americano, Elise Stefanik já aceitou e confirmou o cargo de embaixadora norte-americana junto das Nações Unidas.

“Na minha conversa com o Presidente Trump, expressei o quão profundamente honrada estava por aceitar a sua nomeação e a minha vontade de garantir o apoio dos meus colegas no Senado dos Estados Unidos”, disse, citada pela CNN Brasil.

A congressista de Nova York, a quem Trump considera “tenaz e inteligente para América” , é a quarta republicana mais importante na Câmara, que, segundo cita a CNN, “tem sido uma forte aliada do presidente eleito e uma importante arrecadadora de fundos para o Partido Republicano”.

Além de nomear Stefanik, actual líder dos deputados republicanos na câmara baixa do Congresso, a Câmara dos Representantes, Trump, também anunciou Tom Homan como o “czar das fronteiras”, que foi responsável pela imigração no primeiro mandato do republicano na Casa Branca.

Homan foi diretor interino da agência de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE, na sigla em inglês) entre janeiro de 2017 e junho de 2018.

Diferente da de Stefanik, a nomeação de de Homan não carece de confirmação do Senado.

Trump foi eleito o 47.º Presidente dos Estados Unidos, tendo superado os 270 votos necessários no colégio eleitoral, quando ainda decorre o apuramento dos resultados.

Os residentes da cidade de Xai-Xai estão preocupados com a recente onda de assaltos, que ocorrem a qualquer hora do dia, em residências e na via pública. Entretanto, a polícia diz que a situação está controlada.

Na capital da província de Gaza, o aumento acentuado da criminalidade tem sido uma constante preocupação para os moradores de dia e de noite, sobretudo nos bairros 4, 5, 6 e 10.

Nos bairros 5 e 6, os moradores associam a subida de casos com o aumento da venda e consumo de drogas.

Nos bairros 4 e 10, ainda na cidade de Xai-Xai, segundo os moradores, os crimes acontecem, principalmente, à calada da noite, devido ao fraco patrulhamento.

O secretário do Bairro 6 criticou a morosidade no esclarecimento de diversos casos, facto que levanta questionamentos sobre a actuação da polícia.

Entretanto, a polícia, através do seu porta-voz, Júlio Nhamussua, garante que a criminalidade na cidade de Xai-Xai está controlada. Avança igualmente que há trabalhos em curso para acabar com os focos de venda e consumo de drogas.

Em Gaza, de Janeiro a esta parte, foram detidos 13 indivíduos indiciados por consumo e venda de drogas.

Na diáspora, os futebolistas moçambicanos Mexer, Stanley Ratifo, Bruno Langa e Ricardo Guima saíram vitoriosos nos jogos deste fim-de-semana. O destaque maior na Turquia é o Bandirmaspor de Mexer, que venceu o Boluspor e está, deste modo, a um ponto da liderança.

Na segunda liga turca, o Bandirmaspor venceu Boluspor, por 2-0, e está mais próximo do que nunca da liderança. Fica com esta vitória a 1 ponto do Kocaelispor. O defesa moçambicano Mexer entrou na ficha de jogo na segunda parte.

Ainda na segunda liga turca, o Igdir Fk, de Guima, venceu o Umranyespor e ficou a 4 pontos da liderança. Será uma luta interessante entre Guima e Mexer pela conquista da competição.

Na quarta divisão alemã, o Chemie Leipzig regressou às vitórias, vencendo o Hertha, por duas bolas a uma. Com esta vitória, o Chemir Leipzic sai da zona de despromoção.
O avançado moçambicano Stanley Ratifo foi titular e teve boas oportunidades para marcar.

Em Espanha, o Almería venceu fora de casa o Elche e afastou-se dos lugares de despromoção. O Almería fica a 14 pontos da liderança. O defesa moçambicano Bruno Langa fez os 90 minutos.

O Atlético de Madrid, de Reinildo Mandava, venceu o Maiorca por uma bola a zero, com Julian Alvarez a ser o marcador de serviço.

Com este resultado, o Atlético fica a 7 pontos do líder Barcelona, que perdeu nesta Jornada por uma bola a zero, diante do Real Sociedade.

O jogador moçambicano Renildo Mandava foi titular.

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