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Comerciantes instalados no interior do Mercado Central de Inhambane decidiram levar os produtos para fora em protesto contra as bancas improvisadas que ocupam a área reservada aos transportadores, alegam perda de clientes e dizem que sucessivas reclamações à gestão não produziram qualquer solução.

Cerca de dois anos depois de entrar em funcionamento com a promessa de organizar o comércio na cidade de Inhambane e oferecer melhores condições aos vendedores, o Mercado Central enfrenta um problema que começa a colocar em causa o propósito para o qual foi concebido, isto porque parte do espaço exterior reservado aos transportadores de passageiros está ocupado por comerciantes que montaram bancas improvisadas e vendem diariamente diferentes produtos, uma situação que há algum tempo provoca descontentamento entre aqueles que receberam lugares no interior e que esta quinta-feira decidiram transformar a insatisfação em protesto, retirando os seus produtos das bancas e levando-os para o exterior para disputar directamente a clientela com os vendedores cuja presença contestam.

O cenário revela duas realidades que se confrontam à porta da mesma infra-estrutura, pois enquanto os comerciantes instalados no interior reclamam que as bancas improvisadas lhes retiram clientes e tornam cada vez mais difícil manter os negócios, aqueles que vendem no exterior garantem que não escolheram voluntariamente ocupar o espaço destinado aos transportadores e justificam a permanência naquele local com a alegada falta de lugares suficientes dentro do Mercado Central. Albertina, uma das vendedoras que exerce a actividade do lado de fora, diz que a necessidade de garantir o sustento da família acaba por falar mais alto do que os riscos associados à ocupação de um espaço que não foi concebido para a venda, reconhecendo que existem perigos, mas insistindo que abandonar o local sem uma alternativa significaria perder a única possibilidade que tem de conseguir algum rendimento. “Sabemos que pode haver perigo, mas não temos para onde ir. Estamos à procura do pão. Ninguém pode viver com fome”, explica a comerciante, numa declaração que expõe o lado social de um problema que já ultrapassa a simples organização física do mercado.

Mas para quem recebeu uma banca no interior da infra-estrutura, a explicação apresentada pelos vendedores de fora não elimina aquilo que consideram ser uma situação de concorrência desigual, porque os consumidores que chegam ao Mercado Central encontram primeiro os produtos expostos no exterior e muitos acabam por fazer ali mesmo as compras, sem necessidade de entrar no edifício. Foi perante este cenário que, esta quinta-feira, vários comerciantes decidiram retirar os produtos das respectivas bancas e instalá-los igualmente do lado de fora, não por alegada falta de espaço, mas como forma de protesto e de pressão sobre os responsáveis pela gestão do mercado, numa tentativa de mostrar que não estão dispostos a continuar dentro de uma infra-estrutura onde dizem ter cada vez menos compradores enquanto a actividade comercial cresce à sua porta.

Laura, uma das vendedoras que aderiu ao protesto, explica que a decisão de sair resulta da queda da clientela e daquilo que considera ser a falta de resposta das autoridades às reclamações apresentadas ao longo do tempo, defendendo que todos os comerciantes deveriam estar sujeitos às mesmas regras e exercer a actividade dentro dos espaços definidos para o efeito. “Estamos aqui porque lá dentro não entram clientes devido ao outro mercado que está fora. O que estamos a pedir neste momento ao nosso município é que retire aquelas pessoas que estão fora e que elas também entrem no mercado”, afirma, deixando claro que o objectivo dos manifestantes não é abandonar definitivamente a infra-estrutura, mas pressionar para que seja encontrada uma solução capaz de devolver clientes às bancas interiores.

A situação está a transformar a área exterior num concorrente directo do próprio Mercado Central, porque quanto maior é a quantidade de produtos disponíveis nas bancas improvisadas, menor é a necessidade de os consumidores entrarem no edifício e, consequentemente, menor é o volume de vendas de quem permanece nas bancas formais. Benilde, uma das comerciantes que continua a trabalhar no interior, conta que há dias em que passa praticamente toda a jornada à espera de compradores, vendo do seu posto de venda o movimento concentrar-se no exterior, onde diferentes produtos são comercializados antes mesmo de os clientes atravessarem as portas da infra-estrutura, uma realidade que, segundo afirma, está a provocar perdas e a tornar cada vez mais difícil sobreviver exclusivamente do negócio instalado no interior.

Para os comerciantes, não se trata apenas de uma questão de preferência dos consumidores, mas de localização e facilidade de acesso, porque quem chega à zona encontra primeiro os vendedores instalados na área exterior e pode adquirir os produtos sem entrar no Mercado Central, enquanto aqueles que cumprem a orientação de permanecer nas bancas atribuídas ficam numa posição menos favorável para disputar os mesmos clientes. “Lá fora está cheio de pessoas a vender e aqui no mercado ninguém entra”, lamenta Benilde, descrevendo dias em que o rendimento obtido fica muito abaixo das expectativas e mal permite compensar o tempo e os custos associados à actividade comercial.

O fenómeno começa, desta forma, a produzir um efeito contrário ao pretendido com a construção da nova infra-estrutura, pois o mercado criado para concentrar e ordenar a actividade comercial enfrenta agora uma dinâmica em que permanecer no interior pode representar uma desvantagem económica, enquanto vender no exterior permite contacto imediato com os compradores. É precisamente esta percepção que levou comerciantes formalmente instalados dentro do mercado a adoptar a mesma estratégia daqueles que criticam, criando um ciclo difícil de interromper: quanto mais vendedores saem, mais produtos ficam disponíveis no exterior, quanto mais produtos existem do lado de fora, menos razões os consumidores encontram para entrar e, quanto menor é a clientela no interior, maior se torna a pressão para que outros comerciantes façam exactamente o mesmo percurso.

A revolta desta quinta-feira, contudo, não nasceu de um problema identificado apenas nos últimos dias, uma vez que os vendedores garantem ter apresentado várias vezes as suas preocupações aos responsáveis pela gestão do Mercado Central e dizem ter recebido promessas de intervenção que, até agora, não se traduziram numa solução visível. Laura afirma que os comerciantes aguardam há algum tempo por uma resposta concreta e que a ausência de uma data para a resolução do problema aumentou a indignação entre quem continua a acumular prejuízos, explicando que “já falámos várias vezes, dizem que vão mandar uma equipa e nunca mais”, razão pela qual alguns vendedores decidiram que permanecer no interior à espera de uma solução deixou de ser uma alternativa economicamente sustentável.

A posição dos manifestantes é agora mais dura e alguns garantem que só pretendem regressar às bancas quando houver uma intervenção que coloque todos os vendedores em condições semelhantes de concorrência. “Nós vamos sair se virmos aquela gente que está aí fora dentro do mercado”, afirma Laura, numa declaração que aumenta a pressão sobre a administração do Mercado Central e sobre o Conselho Municipal de Inhambane, porque qualquer intervenção terá de encontrar uma saída para os comerciantes que alegam não dispor de lugares no interior sem, ao mesmo tempo, prejudicar aqueles que aceitaram instalar-se nos espaços formais e que agora reclamam estar a pagar o preço por respeitarem a organização definida.

É neste ponto que o problema deixa de ser apenas uma disputa entre vendedores e passa a colocar questões sobre a própria gestão do comércio urbano, uma vez que retirar os comerciantes instalados no exterior sem lhes apresentar uma alternativa poderá simplesmente deslocá-los para outros pontos da cidade, enquanto permitir que permaneçam no espaço destinado aos transportadores poderá continuar a reduzir a clientela no interior e incentivar novos vendedores a abandonar as bancas. A situação exige, por isso, uma solução capaz de conciliar a necessidade de ordenamento com uma realidade económica incontornável: para muitas destas famílias, a venda diária não é uma actividade complementar, mas a principal ou única fonte de rendimento.

A reportagem de O País procurou ouvir a administração do Mercado Central para perceber como pretende responder à revolta dos comerciantes, esclarecer a alegada falta de espaço no interior, explicar por que razão a área reservada aos transportadores continua ocupada por vendedores e indicar que medidas estão previstas para impedir que a saída dos comerciantes instalados nas bancas formais agrave ainda mais a desorganização, mas, no momento em que a equipa se deslocou ao local, o edifício onde funciona a administração encontrava-se encerrado e não foi possível obter qualquer pronunciamento dos responsáveis pela gestão até ao fecho desta reportagem.

O impasse deixa o Mercado Central de Inhambane perante uma contradição cada vez mais difícil de ignorar, porque uma infra-estrutura moderna que entrou em funcionamento para organizar o comércio começa a assistir à transferência da actividade das suas bancas para o espaço exterior que deveria permanecer livre para outras funções, ao mesmo tempo que vendedores que inicialmente cumpriram as regras sentem-se agora prejudicados por aqueles que comercializam fora e decidem responder fazendo exactamente o mesmo.

Enquanto a gestão não apresenta uma solução, o protesto desta quinta-feira deixa uma mensagem clara sobre a dimensão do problema: quando os comerciantes entendem que permanecer dentro de um mercado formal significa perder clientes e que colocar os produtos na rua aumenta as possibilidades de vender, a discussão já não pode limitar-se à disciplina de quem ocupa irregularmente os espaços, devendo também questionar a capacidade de organização, fiscalização e gestão da própria infra-estrutura. O Mercado Central foi criado para trazer ordem ao comércio de Inhambane, mas o desafio que agora se coloca é impedir que a luta diária pela sobrevivência transforme o seu exterior num segundo mercado e empurre para a rua precisamente aqueles vendedores que deveriam encontrar dentro dele melhores condições para trabalhar.

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Várias instituições públicas e privadas, entre elas escolas, estiveram abertas ao público, nesta quarta-feira, apesar da fraca afluência de utentes.

O bloqueio das estradas, sobretudo no centro da capital, impediu a circulação de viaturas nesta quarta-feira, mas grande parte das instituições, públicas e privadas, estiveram abertas ao público.

Tais são os casos da recebedoria do Município de Maputo, Primeiro Bairro Fiscal, Instituto dos Transportes Rodoviários, cartório e várias outras instituições que, apesar de abertas, tiveram pouco trabalho, devido à falta utentes.

Na Avenida 25 de Setembro, que também esteve intransitável, vários estabelecimentos comerciais estavam a funcionar, embora sem clientes.

“Com as estradas bloqueadas, fica muito difícil haver movimento para o estabelecimento em si. Até agora, ainda estamos paralisados. Não há movimento no dia de hoje. Não sabemos como vai ser até ao fim do dia”, desabafou uma comerciante que se identificou como Álita.

Igual a tantos outros, Álita e as suas colegas tiveram de percorrer longas distâncias a pé, com a esperança de vender alguns produtos.

“Não conhecemos a baixa assim. Está mesmo mal. Então, fica difícil ter esperança de que possa entrar alguém para comprar, mas estaremos aqui até ao fim da jornada de trabalho”, declarou a cidadã.

Na baixa da cidade, houve mais agitação. Talvez seja por isso que o negócio estava quase paralizado.

O que resistiu foi o comércio informal, que estava em grande e tinha como principais clientes os próprios manifestantes.

Abertas, as escolas também se ressentiram da falta de circulação, com o registo de algumas ausências de professores, num período sensível de preparação para os exames finais.

Na escola Secundária Francisco Manyanga, por exemplo, os alunos estiveram lá para verificar as notas na pauta e proceder a subsequentes reclamações e correcções e preparação para os exames, mas tal actividade não era fácil, porém o director da escola desdramatiza 

“Naturalmente, esta situação acaba por comprometer todo o nosso trabalho, mas, felizmente, estamos numa fase de divulgação dos resultados das classes de exames, os admitidos para a realização dos exames. Igualmente, as preparações para os exames que terão lugar de 2 a 6 de Dezembro, a primeira chamada, e os de 9 a 13 de Dezembro para a segunda chamada. Os alunos têm sido orientados para poderem ir à escola preparar-se com base nas matrizes”, explicou Sabino Congolo.

A quatro dias do arranque dos exames, algumas turmas da Escola Secundária da Polana queixam-se de fraca preparação.

Weid Baptista, estudante da 11ª classe, diz que “a esta altura, nós tínhamos de ter a preparação em todas as disciplinas. Em alternativa, os professores aconselharam-nos a procurar explicadores e exames resolvidos na internet. Nós estamos a tentar fazer isso, para que estejamos preparados”.

Os gestores escolares garantem continuidade das actividades pedagógicas, enquanto houver condições para o efeito. 

O Parlamento Europeu aprovou, esta quarta-feira, com 370 votos favoráveis, 282 contra e 36 abstenções, o novo colégio da Comissão Europeia, novamente liderado por Ursula von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia congratulou-se com a aprovação do novo colégio de comissários, que inicia funções a 01 de Dezembro, e disse tratar-se de um “bom dia para a Europa”, em que “o centro resiste”.

“Hoje é um bom dia para a Europa, porque a votação mostra que o centro resiste. Estou muito grata pela confiança manifestada pelo Parlamento ao novo colégio [de comissários] e a votação permite-nos começar agora, a 01 de Dezembro”, afirmou Ursula von der Leyen numa conferência de imprensa realizada à margem da sessão plenária da Assembleia Europeia, na cidade francesa de Estrasburgo, escreve a imprensa internacional. 

Reagindo após o aval parlamentar à sua nova equipa, no seu segundo mandato de cinco anos à frente da instituição, a responsável alemã vincou: “Estamos ansiosos por começar e isso é fundamental porque o tempo urge”.

“Enfrentamos desafios políticos significativos dentro da nossa União, nas nossas fronteiras, na nossa vizinhança, em que precisamos de aumentar a nossa competitividade e em que o impacto das alterações climáticas se faz sentir cada vez mais fortemente”, elencou.

Após críticas ao seu colégio de comissários — nomeadamente por ter um vice-presidente dos Reformistas e Conservadores Europeus, nomeado por Itália, Ursula von der Leyen fez questão de destacar a sua “equipa forte e experiente”, na qual tem “plena confiança na sua capacidade de entrega, não só como indivíduos, mas também como equipa”.

“A estrutura do novo colégio permitirá um trabalho de equipa eficiente e soluções transversais”, adiantou.

Os Governos de Moçambique e de Malawi lançaram, esta terça-feira, em Blantyre, o Projecto de Facilitação da Mobilidade e do Comércio Transfronteiriço de Pequena Escala. Financiada pelo Banco Mundial, no âmbito do Projecto de Comércio e Conectividade da África Austral (PCCAA), a iniciativa introduz o “Cartão de Facilitação de Mobilidade Transfronteiriça (e-Pass)”, que visa modernizar a gestão fronteiriça e impulsionar o comércio nos Corredores de Nacala e da Beira.  

A cerimónia contou com a presença de ministros, diplomatas, líderes comunitários dos dois países e representantes da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O e-Pass, apoiado pelo Sistema de Informação e Análise de Dados de Migração (MIDAS), permitirá simplificar os processos de circulação fronteiriça, reduzir custos e desbloquear novas oportunidades económicas, especialmente para as mulheres, que constituem 70% dos comerciantes de pequena escala nas comunidades transfronteiriças. 

Em representação de Moçambique, o director-geral do INACE, Dr. Armando Pedro Muiane, apelou ao compromisso total da OIM na implementação do projecto, agradecendo ao Banco Mundial pelo apoio contínuo. 

O ministro da Segurança Interna do Malawi salientou o impacto do projecto na integração regional e no desenvolvimento de um comércio sustentável.

Os chefes de Missão da OIM destacaram o papel essencial dos Governos dos dois países no sucesso da iniciativa, sublinhando que este projecto poderá servir de inspiração para outras acções semelhantes na região, promovendo uma migração segura e eficiente.

Foi aprovado, ontem, um acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo  Hezbollah, no Líbano. Apesar da trégua de 60 dias, o Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, promete responder a qualquer tentativa de violação do mesmo.  

Após mais de dois meses de guerra entre Israel e o grupo Xita Libanês Hezbollah, o departamento de segurança israelita aprovou, na terça-feira, um cessar-fogo de 60 dias. 

Apesar de ter aceite o cessar-fogo, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alerta para uma possível retaliação, caso haja uma violação por parte do Hezbollah. 

A duração do cessar-fogo depende do que vai acontecer no Líbano. Em pleno entendimento com os EUA, mantemos plena liberdade de acção militar. Se o Hezbollah violar o acordo e tentar armar-se, atacaremos. Responderemos fortemente a qualquer violação do mesmo”, disse Benjamin Netanyahu. 

A cessação das hostilidades no Líbano é confirmada pelo presidente norte-americano, Joe Biden, para quem a paz entre Israel e Líbano não pode ser alcançada no campo de batalha.

“A segurança duradoura para o povo de Israel e do Líbano não pode ser alcançada apenas no campo de batalha, e é por isso que orientei minha equipe a trabalhar com os governos de Israel e do Líbano para forjar um cessar-fogo para encerrar o conflito entre Israel e o Hezbollah”, explicou Biden.

Referindo-se à trégua que deverá durar 60 dias, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse ainda que não será mais permitido ameaçar a segurança de Israel. “Não será permitido ameaçar a segurança de Israel novamente. Nos próximos 60 dias, o exército libanês e as forças de segurança do estado se posicionaram e assumiram o controle de seu próprio território mais uma vez”.

O acordo entre as partes foi mediado pelos Estados Unidos e pela França, e implica a retirada das forças israelitas do Líbano.

Alguns professores e alunos da Escola Secundária Francisco Manyanga, na Cidade de Maputo,  não conseguiram  chegar à escola, o que segundo o director compromete o processo de ensino e aprendizagem.

Francisco Manyanga é uma das escolas cujas actividades ficaram comprometidas devido a onda de manifestações que acontece em várias artérias da cidade de Maputo.

Naquele estabelecimento de ensino, os professores e alunos chegam a conta gotas. E os que conseguem chegar dão a preparação. Nas turmas onde os professores não conseguiram estar presentes, os alunos formam grupos e estudam entre si.

“Conseguimos ter as preparações. Quando cheguei nem todos estavam presentes, mas alguns estiveram logo cedo. Alguns colegas  estão aqui,  mas outros não conseguiram chegar”, disse Keiser, estudante da 12ª, que explicou que alguns alunos formaram grupos de estudo.

Por seu turno, o director da escola, Sabino Salomão, avançou que há um esforço que está a ser feito para minimizar os impactos das manifestações naquele estabelecimento de ensino.

“Os alunos têm sido orientados para que a medida em que não conseguem ir a escola estudem com base nas matrizes disponibilizadas”, disse Salomão.

Alunos da Escola Secundária da Polana, na Cidade de Maputo, não tiveram aulas, nesta quarta-feira, devido às manifestações pós-eleitorais,  que se arrastam há quase um mês.

Quando faltam apenas quatro dias para o arranque dos exames da 10ª e 12ª classes, os alunos da Escola Secundária da Polana dizem estar preocupados, porque não conseguiram concluir o plano curricular previsto para o ano lectivo 2024.

Os alunos dizem, ainda, que, em várias disciplinas, entre elas matemática e química,  há muitas matérias que ficaram para trás, devido a paralisação das aulas.

Weyd Baptista, aluno da décima classe, chegou à escola nas primeira horas do dia, mas até às 11 horas não tinha assistido a uma aula sequer.

 “Cheguei às 7:30 para ver as pautas e ter a preparação. Ainda não tivemos preparação, porque os professores não estão aqui na escola”, disse o aluno.

Os alunos dizem que para reverter a situação, os professores recomendaram-lhes a procurarem explicadores particulares.

Sem gravar entrevista, a direcção da escola confirmou que não estavam a decorrer aulas e que muitos professores não conseguiram ir à escola.

A União Desportiva de Songo é a primeira finalista da Taça de Moçambique ZAP, após vencer o Costa do Sol por 3-1, em jogo da meia-final da prova. O adversário dos hidroeléctricos será conhecido esta quarta-feira, quando os ferroviários de Maputo e da Beira se defrontarem para a segunda meia-final

Está encontrado o primeiro finalista da Taça de Moçambique ZAP, edição 2024.

Naquela que era tida como a final antecipada da Taça de Moçambique ZAP, a União Desportiva de Songo afastou o Costa do Sol e chega a final deste sábado, no Estádio 25 de Junho, em Nampula.

As duas equipas tinham ambições claras, afinal são duas das três melhores equipas do futebol moçambicano da actualidade. Desde cedo viu-se que havia vontade das duas equipas em vencer o jogo.

Começou por ser o Costa do Sol a mostrar essa vontade aos 14 minutos, quando abrir o marcador. Mau atraso de Infren, com Richard Mbulu a pressionar Ivan, ganhar na disputa e de cabeça a marcar.

Não tremeu a União Desportiva de Songo, que correu atrás do prejuízo, e quatro minutos depois chegou ao empate atravês de Lau King, a aproveitar fragilidades defensivas dos canarinhos.

As duas equipas ainda tiveram oportunidades de desfazer o empate na primeira parte, mas sem conseguirem balançar as redes.

Na segunda parte os “hidroeléctricos” estiveram melhor e visitaram mais a baliza de Victor Guambe, ainda que, há espaços, o Costa do Sol tentasse também chegar ao golo. Acabou sendo A união Desportiva de Songo a desfazer o empate num canto cobrado por Miquissone, com Lau King a desviar para o remate de Dominguez.

Com o 2-1 no marcador, cabia ao Costa do Sol procurar o empate e forçar as grandes penalidades, e por isso atacava mais, e descurrou da defesa. Aproveitou a União Desportiva de Songo e num desses lances Chico Mioche comete falta à entrada da área e vê o cartão vermelho.
Com mais um em campo os hidroeléctricos tiveram mais espaços e num contra ataque selaram a vitória por John Banda, sem oposição, a sentenciar o marcador.

O adversário da União Desportiva de Songo na final vai sair do embate entre os Ferroviários de Maputo e da Beira, esta quarta-feira.

Os Ferroviários de Maputo e da Beira disputam o acesso a final da Taça de Moçambique ZAP, esta quarta-feira, no Estádio 25 de Junho, em Nampula.

São duas “locomotivas” em linhas diferentes, rumos a mesma estação: a final da Taça de Moçambique ZAP. Naquele que será o 53º jogo entre Ferroviário de Maputo e o Ferroviário da Beira nos últimos 24 anos, uma dúvida apenas paira: quem vai chegar a final de sábado?

Nos 52 jogos anteriores, dos quais 48 para o campeonato nacional, dois para a Taça de Moçambique e outros dois jogos para a Supertaça nacional, ha um quase equilíbrio no confronto directo.

A turma de Maputo venceu 21 jogos, mais três vitórias dos locomotivas da Beira. 13 empates foram registados entre ambos. O Ferroviário de Maputo marcou mais golos na baliza contrária, 52, contra 45 apontados pelo Ferroviário da Beira nas redes do seu adversário desta quarta-feira.

As duas equipas encontaram-se duas vezes na Taça de Moçambique, curiosamente nas finais de 2014 e 2022. Em 2014 o Ferroviário da Beira conquistou a Taça de Moçambique graças a vitória tangencial diante do homónimo de Maputo, tendo havido desforra na final de 2022, ganha pela equipa de Maputo, pelo mesno resultado.

Este ano defrontaram-se duas vezes, também a dividirem entre si as vitórias tangenciais, para a equipa da casa, falhando totalmente os lugares do pódio do Moçambola. Ou seja, esta partida será do tira-teimas para salvar a honra da época.

Em termos de destaques nos respectivos planteis, os “locomotivas” de Maputo, que contam com 27 jogadores, dos quais 24 moçambicanos, um queniano, um ganês e um congolês, tem em Guirrugo o jogador com mais jogos, enquanto Neymar Canhemba é o melhor marcador com cinco golos.

Já a turma da Beira é a equipa com mais estrangeiros no plantel, nomeadamente 7 dos 30 que compõem o grupo. Para além dos 23 moçambicanos, Cabo Verde, República Democrática do Congo, Zimbabwe, Guiné-Bissau, Brasil, Camarões e Nigéria contam com um jogador cada. João Bonde é o jogador mais utilizado e Ali Kayembe o marcador de serviço, com cinco tentos.

Ferroviário de Maputo procura o sétimo título da Taça de Moçambique, enquanto o Ferroviário da Beira tenta o quarto troféu. Um dos dois será o adversário da União Desportiva de Songo na final de sábado, em Nampula.

O governo paquistanês suspendeu os serviços de celular e internet devido a manifestações no país. Na manhã de ontem, houve confrontos entre os manifestantes e os agentes da Polícia, que culminaram com a morte de pelo menos cinco agentes da Polícia e dezenas de pessoas ficaram feridas.

As autoridades paquistanesas impuseram um bloqueio de segurança naquele país asiático, proibindo marchas, protestos e comícios, suspenderam a Internet com cortes de energia e fecharam as principais estradas em direção à capital do país, depois de nos últimos dias o Ex-primeiro-ministro do Paquistão Imran Khan ter apelado aos apoiantes para que se manifestassem pela sua libertação e marchassem até ao Parlamento do Paquistão.

Na segunda-feira, milhares de apoiantes do antigo chefe de Governo, que está preso, avançaram até às entradas de Islamabad, sendo impedidos de marchar até à capital pelas autoridades, que dispersaram os manifestantes com granadas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Mas na manhã desta terça-feira conseguiram romper as barreiras de segurança e, segundo a imprensa internacional, chegaram bem próximo ao Parlamento.

O Ministério do Interior do Paquistão confirmou que o exército foi mobilizado para proteger missões diplomáticas na área fortificada da zona vermelha, onde muitos edifícios governamentais e embaixadas estão localizados. A mesma fonte governamental acrescentou que está previsto um recolher obrigatório com a colaboração de tropas paramilitares para bloquear os manifestantes.

Acrescentou em conferência de imprensa que os manifestantes podiam permanecer nos arredores de Islamabade, mas ameaçou tomar medidas extremas se estes entrassem na cidade.

Desde domingo, mais de 20 mil membros das forças de segurança foram destacados para Islamabad e arredores.

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