Os Estados Unidos da América e o Irão suspenderam, pela terceira noite consecutiva, as hostilidades militares, numa tentativa de criar condições para o prosseguimento das negociações de paz.
Após quase duas semanas de confrontos, que colocaram em risco o histórico acordo de paz assinado no mês passado, Washington e Teerão procuram relançar o diálogo diplomático.
As autoridades norte-americanas indicam que o Presidente Donald Trump continua disponível para retomar as negociações, mas advertiram que os Estados Unidos mantêm o reforço da sua presença militar na região e que poderão voltar a intervir caso não sejam registados progressos.
A nova escalada de violência teve início depois de Washington acusar o Irão de atacar navios comerciais no estratégico Estreito de Ormuz, alegando que Teerão violou um memorando de entendimento firmado em meados de Junho. Em resposta, o Irão lançou ataques contra alvos norte-americanos na Jordânia e em vários países do Golfo.
Entretanto, os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, anunciaram um bloqueio ao estreito de Bab el-Mandeb, agravando a tensão na região e aumentando a pressão sobre os Estados Unidos e sobre a economia mundial.
No domingo, Teerão confirmou igualmente a suspensão da sua campanha de retaliação, enquanto decorrem contactos diplomáticos, mas advertiu que qualquer reatamento dos ataques por parte dos Estados Unidos terá “graves consequências”.
Paralelamente, o Irão enfrenta um diferendo diplomático com a Ucrânia, na sequência de um ataque a um navio iraniano que seguia com destino à Rússia. Kiev sustenta que a embarcação transportava material militar destinado ao Kremlin para utilização no conflito em território ucraniano.
As autoridades iranianas afirmam que o ataque provocou a morte de um marinheiro e garantem que o incidente não ficará sem resposta.
O Cemitério de Lhanguene, na cidade de Maputo, realizou, no sábado, 15 funerais, um número muito acima do habitual de seis enterros por dia. As autoridades dizem que o facto se deve às dificuldades de circulação registadas na semana passada.
Durante quase uma semana, os portões do Cemitério de Lhanguene estiveram fechados, devido aos protestos, que impediam a realização de funerais, causando, desta forma, a superlotação das morgues dos hospitais Central, José Macamo e do cemitério de Michafutene.
Sem protestos, no dia de sábado, muitas famílias foram enterrar os seus entes. Só em Lhanguene, 15 funerais tiveram lugar, contra os habituais seis diários. Por isso esteve muito cheio.
Assim foi devido a falta de espaço nas morgues mais próximas. Em pé, sentado no banco ou no asfalto, famílias tiveram que aguardar mais de quatro horas à espera do corpo.
A directora de Saúde de Maputo, Alice de Abreu, diz que o cenário de superlotação nas morgues poderá melhorar nos próximos dias, com a realização constante de funerais.
Apesar da saída de 57 corpos, mais 51 deram entrada neste sábado.
Na parte exterior do cemitério estavam os floristas, uma classe que depende dos funerais para fazer vendas.
O cenário é mais desolador para Samuel, que adquiriu flores, há quatro dias, mas só agora saiu para vender.
Para este domingo, só para Lhanguene estão previstos mais de cinco funerais.
A justiça da Bolívia voltou a convocar o ex-presidente Evo Morales para comparecer num tribunal no sul do país, a 14 de janeiro de 2025, pelo crime de tráfico de pessoas agravado. De acordo com o aviso judicial, durante a audiência o juiz deverá decidir se Morales irá aguardar pelo julgamento em liberdade ou em prisão preventiva. O antigo presidente não compareceu a uma convocatória anterior, para testemunhar num processo em que é acusado de ter mantido um alegado relacionamento com uma adolescente durante o seu mandato. Morales não sai do Trópico de Cochabamba desde Outubro, o seu reduto no centro do país, onde é protegido por centenas de plantadores de cocaina, que constituem a sua base sindical e política. A 17 de Dezembro, o ex-presidente da Bolivia foi alvo de um mandado de detenção desde 16 de outubro.
Uma ponte no rio Tocantins, norte do Brasil, desabou semana passada e as notícias actualizadas dão conta da morte de, pelo menos, 10 pessoas, As autoridades continuam buscas para encontrar mais pessoas envolvidas no acidente.
A ponte sobre o rio Tocantins desabou no passado dia 22 de Dezembro e até ao momento ainda não se conhecem as causas do acidente, embora os primeiros indícios do Departamento Nacional de Infraestruturas de Transportes indiquem que a viga central da ponte ruiu.
No momento do desastre, no domingo, oito veículos atravessavam a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, principal ligação entre os estados do Maranhão (nordeste) e Tocantins (norte), e entre estes estavam três camiões com 22 mil litros de químicos e 76 toneladas de ácido sulfúrico, de acordo com a Agência Nacional de Águas do Brasil.
Um porta-voz dos bombeiros garantiu, no entanto, à agência de notícias France-Presse que os tanques estavam intactos.
As actualizações em relação aos mortos, sobe a cada dia. Se na quinta-feira falava-se de oito pessoas que perderam a vida, o último relatório divulgado sexta-feira, fala de dez mortos e sete desaparecidos.
As operações de busca continuam em curso, mobilizando mais de 70 socorristas e uma câmara hiperbárica que permite explorar profundidades até 30 metros, explicou a Marinha brasileira.
Um dia antes da tragédia, um morador publicou um vídeo na internet mostrando rachas visíveis na estrutura da ponte de 500 metros de comprimento, construída na década de 1960.
Muitas bombas fechadas e enchentes nas poucas que estão a abastecer, nas cidades de Xai-Xai e Nampula. Os automobilistas esperam longas horas para conseguirem abastecer os seus veículos.
Há três dias que a cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, enfrenta uma grave escassez de combustíveis líquidos.
Das 10 principais bombas de combustíveis que existem na cidade, apenas uma tem stock de gasolina e está a abastecer. Por isso, regista longas filas de automobilistas, que procuram a todo o custo abastecer os seus carros.
Xai-Xai é abastecido a partir de Maputo e com o problema de circulação que se registou na EN1, não houve reabastecimento, o que fez com que nove das 10 bombas ficassem sem stock.
A escassez de combustível fez com que o transporte de passageiros e de carga fosse afectado. Na sexta-feira, muitas pessoas foram obrigadas a percorrer longas distâncias a pé.
O secretário de Estado na província de Gaza já reagiu a esta situação.
“Gestores encerraram as bombas, devido às manifestações. Dizem que os camiões que carregam combustível estão nas garagens por temer ser incendiados e dificuldades de trânsito, devido às barricadas que são colocadas nas estradas. Mas o governo está a trabalhar para normalizar a situação na província”. finalizou Lourenço Lindonde.
Na cidade de Nampula o cenário é idêntico. Muitas bombas de combustíveis nem sequer permitem o acesso ao recinto e, de longe, é possível notar que não há combustível.
A bomba situada ao longo da avenida das FPLM esteve a abastecer nas primeiras horas do dia, mas a gerência interrompeu o abastecimento, devido à confusão que se gerou.
Muitos automobilistas estão desesperados, porque não sabem em que momento serão atendidos.
Geny Catamo e Manuel Kambala estarão em acção no último fim-de-semana do ano 2024, em partidas dos respectivos campeonatos de Portugal e África do Sul. Catamo defronta o Benfica, no derby de Lisboa, enquanto Kambala terá pela frente o Golden Arrows.
Último fim-de-semana do ano, últimos jogos, liderança em perspectiva. É assim como pensam Geny Catamo e Manuel Kambala, únicos jogadores dos Mambas que ainda tem competição este ano.
Em Portugal, o extremo moçambicano vai ter Rui Borges no banco de suplentes pela primeira vez, mas o adversário é um velho conhecido e com o qual tem boas recordações: o Benfica, em jogo marcado para este domingo.
Na época passada, Geny foi o carrasco do Benfica ao apontar dois golos que foram cruciais para a conquista do título do Sporting. Neste jogo, a ocupar a segunda posição com 37 pontos e com apenas um ponto a separar as duas equipas, os leões vão querer vencer para regressar ao topo da classificação.
Já na África do Sul, Manuel Kambala procura escalar a segunda posição, diante do Golden Arrows, em jogo da 12ª jornada. A equipa do moçambicano, o Polokwana City, é terceiro com 20 pontos, atrás do Mamelodi Sundowns, líder com 24, e Orlando Pirates, segundo com 21 pontos.
A África do Sul quer ajudar Moçambique a resolver a crise que o país atravessa. O Presidente sul-africano mandou um enviado especial que se reuniu, hoje, por mais de duas horas com o Chefe de Estado moçambicano, para saber que papel os países vizinhos podem desempenhar na busca de soluções.
A mensagem dos vizinhos sul-africanos foi trazida pelo político e antigo Ministro da Segurança e da Proteção da África do Sul, como enviado especial do Presidente Cyril Ramaphosa.
A delegação sul-africana foi recebida pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, com quem esteve reunida durante mais de duas horas. A saída, explicou detalhadamente o que a trouxe ao país.
“O Presidente Ramaphosa tomou este passo devido à grave situação que está a ocorrer em Moçambique, particularmente agravada pela violência que cria perturbações. Então a mensagem-chave que ele pediu que trouxéssemos é de reafirmação da solidariedade do seu Governo e do povo sul-africano para com o povo moçambicano”, disse Sydney Mufamadi.
E que os sul-africanos estão conscientes que além da vizinha, há também uma forte relação económica entre os dois países que fica afectada pela situação, com o encerramento, por vezes, da Fronteira de Ressano Garcia a criar prejuízos para os sul-africanos.
“Vocês sabem que os povos de Moçambique e da África do Sul, em termos económicos, têm uma interligação muito forte. Temos muitos aspectos económicos em comum e de acordo com o Presidente Ramaphosa não temos escolha. Mas para tornar esse fardo um pouco mais leve temos que partilhá-lo”, explicou Mufamadi.
Os sul-africanos quiseram saber de Filipe Nyusi como poderiam ser úteis na resolução da crise.
“As discussões que tivemos começaram por uma informação detalhada vinda dos nossos amigos moçambicanos. Qual é a natureza do problema, no seu entendimento e, em detalhe, o que está a ser feito. E que papel os moçambicanos pensam que podemos desempenhar como países vizinhos, particularmente nos sul-africanos pelo tipo de vizinhos que somos, em ajudar na busca de solução pacífica para o problema”, explicou.
Agora cada uma das delegações vai analisar que próximos passos podem ser tomados.
“A mensagem que trouxemos e a interacção que aconteceu aqui vai resultar em nós como delegação levarmos o relatório ao Presidente Ramaphosa e o Presidente Nyusi vai também ficar a discutir sobre a nossa mensagem com as lideranças moçambicanas para depois descobrirmos como juntos podemos avançar em soluções”.
No geral, segundo o enviado, Cyril Ramphosa pede aos moçambicanos no geral que usem vias pacíficas para a resolução dos problemas do país.
Forças russas fizeram vários ataques contra alvos militares ucranianos e abateram 140 drones ucranianos, disseram as autoridades daquele país neste sábado. Enquanto isso, a Ucrânia reivindicou um ataque direcionado a um sistema de mísseis de defesa aérea da Rússia.
O conflito entre a Rússia e a Ucrânia continua. Num relatório diário divulgado sábado, o Ministério da Defesa russo afirmou que grupos do exército russo atacaram militares, tanques, veículos de combate de infantaria, e outros equipamentos militares ucraniano.
Segundo as autoridades russas, a força de aviação tática da Rússia, a força de mísseis e a força de artilharia atingiram os sistemas de mísseis de defesa aérea ucranianos, incluindo lançadores de mísseis e estações de radar, tendo atingido também 140 drones ucranianos.
No mesmo dia, o Estado-Maior General das Forças Armadas da Ucrânia informou que, de acordo com informações fornecidas pelas forças de mísseis ucranianas, os militares ucranianos atingiram um sistema russo de mísseis de defesa aérea na região da Crimeia.
Diz ainda a Ucrânia que, danificou, gravemente, quatro lançadores russos. Além disso, no porto de Sebastopol, as forças ucranianas dizem ter atacado, com sucesso, um submarino da Frota Russa do Mar Negro, que afundou após o ataque.
Cerca de 1 200 reclusos serão indultados a partir do dia 01 de Janeiro de 2025, pelo chefe da junta militar no poder no Burkina Faso, capitão Ibrahim Traoré. O anúncio foi feito, ontem, pelo ministro da justiça, Edasso Rodrigue Bayala.
dos 1 200 condenados, “mais de 400 terão as suas penas levantadas, mais de 750 terão as suas penas reduzidas” e três, “que foram condenados à prisão perpétua”, terão as suas penas “comutadas para pena de prisão”, disse o ministro da Justiça no final da reunião do Conselho de Ministros.
Não foi dada qualquer indicação sobre a identidade das pessoas que irão beneficiar do perdão presidencial.
Além disso, várias alterações ao Código de Processo Penal foram adoptadas pelo Conselho de Ministros, a fim de melhorar “a reabilitação dos delinquentes” e “cortar o fluxo de pessoas que são detidas a montante, muitas vezes por delitos menores”, reconheceu a ministra da Justiça.
Todas as medidas adotadas hoje têm como objetivo “reduzir a sobrelotação das prisões”, disse Bayala, citado por Lusa.
“A maior crítica que se faz ao sistema judicial é a sua lentidão lendária”, acrescentou.
Uma semana antes, o Governo do Burkina Faso aprovou uma lei que concede um “perdão de amnistia” a várias pessoas condenadas pelo seu envolvimento no golpe de Estado falhado de setembro de 2015.
Angola, Guiné-Conacry e Madagáscar estão mais próximos de assegurar presença na fase final do CHAN-2024, prova que terá lugar em Fevereiro de 2025, no Quénia, Tanzânia e Uganda. As três selecções vão procurar confirmar a qualificação nos jogos da segunda mão da eliminatória de acesso à prova.
Sem os Mambas, que desistiram do play-off de acesso ao CHAN-2024, devido à situação política que se vive no país, a Zâmbia garantiu a qualificação directa à fase final.
Outras 13 selecções procuram se juntar aos zambianos, Quénia, Tanzânia, Uganda, anfitriões da prova, e Marrocos e Tunísia, qualificadas pela região norte e Sudão, que afastou Etiópia com agregado de 4-1.
Angola venceu, na primeira mão, ao Lesotho por 2-0 e procura carimbar a qualificação no sábado, quando receber os suthos enquanto Madagáscar venceu, também fora, a Eswatini, pelo mesmo resultado de 2-0.
Guiné-Bissau pode ter dito adeus à competição, uma vez que foi goleada na primeira mão pela Guiné-Conacry, por 4-1.
Eis outros jogos da segunda mão da eliminatória:
Uganda vs Burundi, Niger vs Togo, Burkina Faso vs Costa do Marfim, Camarões vs República Centro Africana, Nigéria vs Gana, Ruanda vs Sudão do Sul, Senegal vs Libéria, Congo vs Guiné Equatorial, República Democrática do Congo vs Chad e Mali vs Mauritânia.