Os Estados Unidos da América e o Irão suspenderam, pela terceira noite consecutiva, as hostilidades militares, numa tentativa de criar condições para o prosseguimento das negociações de paz.
Após quase duas semanas de confrontos, que colocaram em risco o histórico acordo de paz assinado no mês passado, Washington e Teerão procuram relançar o diálogo diplomático.
As autoridades norte-americanas indicam que o Presidente Donald Trump continua disponível para retomar as negociações, mas advertiram que os Estados Unidos mantêm o reforço da sua presença militar na região e que poderão voltar a intervir caso não sejam registados progressos.
A nova escalada de violência teve início depois de Washington acusar o Irão de atacar navios comerciais no estratégico Estreito de Ormuz, alegando que Teerão violou um memorando de entendimento firmado em meados de Junho. Em resposta, o Irão lançou ataques contra alvos norte-americanos na Jordânia e em vários países do Golfo.
Entretanto, os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, anunciaram um bloqueio ao estreito de Bab el-Mandeb, agravando a tensão na região e aumentando a pressão sobre os Estados Unidos e sobre a economia mundial.
No domingo, Teerão confirmou igualmente a suspensão da sua campanha de retaliação, enquanto decorrem contactos diplomáticos, mas advertiu que qualquer reatamento dos ataques por parte dos Estados Unidos terá “graves consequências”.
Paralelamente, o Irão enfrenta um diferendo diplomático com a Ucrânia, na sequência de um ataque a um navio iraniano que seguia com destino à Rússia. Kiev sustenta que a embarcação transportava material militar destinado ao Kremlin para utilização no conflito em território ucraniano.
As autoridades iranianas afirmam que o ataque provocou a morte de um marinheiro e garantem que o incidente não ficará sem resposta.
Abdul Magid afirma que há um sentimento de exclusão em muitos moçambicanos, por isso o país vive mergulhado em conflitos internos. O sheik aponta, igualmente, que há dirigentes que entram na política para resolver problemas pessoais e não da nação.
O país vive uma onda de conflitos internos nos últimos anos, movidos, principalmente, por objectivos políticos. O delegado provincial do Conselho Islâmico de Moçambique, sheik Abdul Magid, entende que parte destes conflitos surgem de um sentimento de exclusão que o povo carega.
“Em uma única palavra: exclusão. Cada um se sente excluído de todos os processos. Se formos a olhar até à própria guerra em Cabo Delgado, debateu-se muito isso, exclusão”, apontou o sheik.
Um outro problema apontado pelo sheik é que há dirigentes que abraçam a política como saída para resolver problemas pessoais e não os problemas do povo.
“Alguém abraça a política, não porque gosta do seu país, mas sim porque quer alcançar objectivos individuais. Hoje, todos, por exemplo, que querem chegar ao poder, usam uma única palavra, que é servir ao povo. Se estamos a ser sinceros, graças a Deus, mas, se não estamos a ser sinceros, eu aconselho a recuarmos e termos aquela sinceridade possível para alcançarmos os nossos objectivos comuns”, disse.
Abdul Magide diz que é preciso que os líderes não se distraiam com as regalias dos cargos e que se foquem no bem-estar da nação.
“Não devemos olhar a liderança como um privilégio. As pessoas olham para as regalias e esquecem-se da responsabilidade. Chega lá ao topo, consegue aquelas regalias e esquece-se da sua responsabilidade, e os outros que estão à espera de si, aqueles que haviam depositado aquela confiança em si, sentem-se excluídos e começa o caos que estamos a viver”, explica Abdul Magid.
Fala, também, da degradação dos valores morais da juventude, que entende que está cada vez mais mergulhada no consumo de drogas.
“A minha preocupação é a juventude e o rumo que esta mesma juventude está a levar. Primeiro, o engajamento que esta juventude tem, a inclinação que eles têm para o consumo de drogas. O engajamento e a inclinação que têm no consumo, por exemplo, do álcool e mais outro tipo de drogas, é aqui onde começa o problema”, alertou.
O sheik Abdul Magide apela à união dos moçambicanos e, acima de tudo, à aceitação das diferenças nas escolhas e opiniões, para que haja paz.
O presidente queniano reconheceu pela primeira vez, nesta semana, os abusos de poder cometidos pelas forças de segurança do país. Durante o seu discurso de Ano Novo, William Ruto falou em actos excessivos e extrajudiciais das autoridades, sem dar detalhes.
As declarações do presidente queniano surgem após uma série de manifestações lideradas por jovens que protestavam contra os desaparecimentos atribuídos às forças de segurança, durante protestos contra a subida de impostos e alto custo de vida naquele país de África.
A contestação à actuação das Forças de Segurança foi violentamente reprimida pela polícia, com gás lacrimogêneo e detenções em massa.
William Ruto apontou que toda a liberdade tem seus limites e a segurança pública deve sempre ter precedência sobre a liberdade desenfreada.
Os activistas dos direitos humanos denunciam a falta de investigações exaustivas sobre estes desaparecimentos. O tribunal ordenou recentemente a libertação de cinco pessoas, alegadamente raptadas pelas forças de segurança, ou uma explicação sob juramento da polícia. No entanto, não houve nenhum desenvolvimento após ordem judicial e o delegado da Polícia em tribunal para dar alguma explicação, mas além dele, nenhum agente compareceu.
As vítimas da suposta má actuação policial incluem jovens opositores do Presidente Ruto, com destaque para dois indivíduos que partilharam uma controversa imagem gerada por inteligência artificial representando o chefe de Estado num caixão.
William Ruto associou osincidentes ao aumento da desinformação digital, que chamou de uma ameaça ao tecido moral da nação.
Pelo menos 17 palestinianos foram mortos na madrugada desta quarta-feira, ou seja, pouco depois da virada do ano, vítimas de ataques aéreos de Israel a um campo de refugiados e à cidade de Jabalia.
O exército israelita fez saber, também, que durante a noite matou Al Hadi Sabah, um dos renomados ativistas do Hamas.
As instruções israelitas para que os refugiados no campo de Al Bureij saíssem antes dos bombardeamentos provocaram uma nova onda de deslocamentos.
A maior parte dos mais de dois milhões de habitantes de Gaza vive deslocada à entrada de 2025, num território praticamente em ruínas.
A Ucrânia suspendeu hoje o transporte de gás natural russo através do seu território, tal como tinha avisado, no âmbito do fim do contrato entre o sistema de transporte de gás da Ucrânia e a empresa de energia russa Gazprom.
O acordo de interação entre a GTS e a Gazprom para pontos físicos de interligação entre os sistemas de transporte de gás da Ucrânia e da Rússia expirou na manhã desta quarta-feira, 1 de janeiro.
O contrato de fornecimento de gás era uma fonte de receitas multimilionárias para a Rússia, que permitia à empresa Gazprom exportar para a Áustria, a Hungria, a Eslováquia e a Moldova, valendo um encaixe de receitas em cerca de 700 milhões de dólares por ano.
A decisão do término do contrato foi explicada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa declaração feita em Bruxelas no dia 19 de Novembro, quando disse recusar que a Rússia continue a ganhar milhões enquanto mantém uma política de agressão ao seu país.
A Rússia garantiu, no entanto, que vai sobreviver ao encerramento da passagem do seu gás pela Ucrânia.
Para a Europa, a perda do fornecimento de gás russo barato contribui para uma grande desaceleração económica, um aumento na inflação e um agravamento do custo de vida.
Refira-se que a Gazprom, que já foi a maior exportadora de gás do mundo, registou um prejuízo de cerca de 6.7 mil milhões de dólares em 2023, naquele que foi o seu primeiro ano sem lucros desde 1999.
Terminou, esta terça-feira, 31 de Dezembro, a missão de Moçambique como membro não-permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Durante dois anos, o país defendeu o envolvimento da mulher na gestão e prevenção de conflitos, bem como na manutenção da paz e segurança internacional.
Termina uma missão de dois anos no concerto das nações. No órgão, Moçambique não só tinha objectivos por alcançar, mas também experiência por transmitir.
Eleita em Julho de 2022 e activa desde 3 de Janeiro de 2023, a missão de Moçambique durou dois anos, e foi por duas vezes presidente do órgão, no âmbito da liderança rotativa no grupo composto por 15 países-membros.
Com uma postura aplaudida pela comunidade internacional ao avaliar o trabalho demonstrado durante o primeiro ano, Moçambique tinha como compromissos o envolvimento da mulher na gestão e prevenção de conflitos, bem como a manutenção da paz e segurança internacional.
Ademais, Moçambique levantou vários debates sobre a necessidade do impulsionamento das tecnologias na luta contra os desafios globais.
E as vantagens foram contempladas por todos, até pelas nações que não fazem parte das Nações Unidas. O embaixador da Palestina em Moçambique descreve o desempenho do país como transparente.
“Apreciamos muito e estamos gratos ao Governo de Moçambique e ao seu grande povo, especialmente à luz da guerra genocida contra o povo palestiniano às mãos das forças de ocupação israelitas. Durante o seu mandato, Moçambique foi capaz de desempenhar um papel importante e decisivo no cenário mundial e neste importante fórum internacional, a fim de promover a paz e a estabilidade internacionais e melhorar a compreensão mútua entre as nações”, lê-se numa mensagem enviada ao jornal O País.
Em fim de mandato, o país sai de cabeça erguida e com a percepção de tudo ter feito para o bem global. No primeiro mandato de Moçambique como membro não-permanente do Conselho de Segurança o país contou com 192 votos, e era candidato único da África, o que lhe valeu ainda o apoio de 53 Estados-membros da União Africana. Equador, Japão, Malta e Suíça entraram junto com Moçambique.
Horas antes da festa do fim do ano, muitos cidadãos fizeram as últimas compras. A Cidade de Maputo esteve agitada e a cor branca era a principal escolha para o traje da transição de 2024-2025. No entanto, este jornal constatou que, apesar da proibição pelo Governo, houve venda de objectos pirotécnicos.
O movimento de pessoas em diferentes pontos da zona baixa capital do país marcou, esta terça-feira, a correria para as últimas compras para a festa de transição do ano.
Nas prateleiras das lojas escolhia-se o grife para a meia noite.
Correria daqui para lá. Agitação de pessoas a vender e a comprar produtos é o que mais se viu na baixa da Cidade de Maputo.
Tudo porque o novo ano está à porta e as famílias não querem que nada falte nas festas, sobretudo roupa.
Cores como branco e vermelho estavam no topo da lista para a ceia de 31 de Dezembro.
Em alguns super mercados o movimento de pessoas também esteve intenso.
Um facto curioso é que na entrada de um supermercado eram comercializados objectos pirotécnicos, vulgos “paixões”, mesmo depois de o Governo ter proibido a sua importação e venda.
Através de uma câmara oculta, O País constatou a mesma situação no mercado Estrela Vermelha. As pessoas prepararam-se para dar boas vindas ao novo ano.
Ataques de crocodilos e hipopótamos aterrorizam o distrito de Massingir, na província em Gaza. Há relatos de histórias dramáticas escondidas nas águas da albufeira de Massingir.
Mariano Samuel, de 78 anos, é pescador há mais de 40 viu dois companheiros seus atacados até a morte por crocodilos. “Os crocodilos estavam há alguns metros de passageiros. A embarcação seguia o seu movimento normal, quando repentinamente ouviu-se um estrondo debaixo. Na sequência, caímos nas águas e fomos atacados pelos crocodilos”, relatou.
A mesma sorte repete-se nas águas de Mavodze, Chimuine e Cubo. Os pescadores conhecem a existência dos répteis, mas apontam falta de alterativas na luta pela garantia do sustento das suas famílias.
“Estes animais estão a aterrorizar as pessoas. Não temos alternativas. Tiramos o nosso sustento daqui. Pedimos que se faça controlo destes animais repteis para que continuemos a fazer o nosso trabalho”, apelou Mario Timana, pescador.
A acção dos crocodilos e hipopótamos já fez cerca de 8 vítimas mortais em menos de quatro meses. Pescadores estão indignados com falta de resposta por parte das autoridades distritais
O INAMAR, em Massingir, reconhece a inquietação da população. Entretanto, diz que os pescadores são surpreendidos pelos crocodilos à calada da noite, facto que tem dificultado as operações de prevenção.
Há muito que município de Massingir enfrenta o drama de falta de agua potável e, para colmatar o problema, munícipes buscam agua na albufeira tornando-se presas fáceis dos crocodilos
Faltando algumas horas para o fim do ano 2024, há pessoas que procuram por transporte público, na terminal interprovincial da Junta, na cidade de Maputo. Entretanto, os transportadores dizem que o movimento está fraco, comparativamente aos anos passados.
“Geralmente o dia 31 de todos os anos, não é um dia de muito fluxo para a zona centro e norte. Tem tido fluxo para a zona sul, mas, hoje, o movimento é fraco (…) nós, geralmente, na quadra festiva, transportamos por aí 18 mil passageiros, mas, neste ano, nem conseguimos transportar nem seis mil pessoas, o que significa que foi um fracasso na nossa actividade de transporte”, explicou o vice-presidente da FEMATRO.
O vice-presidente avançou que já saíram alguns autocarros para o centro e norte e outros para a zona sul, mas abaixo do desejável. “Este ano, temos a oferta, mas não temos a procura”, disse.
Centenas de activistas sociais e defensores dos Direitos Humanos no Quênia voltaram a sair à rua da capital, Nairobi, esta segunda-feira, em protesto a onda de raptos aos críticos do Governo de William Ruto. Como resposta, a polícia disparou gás lacrimogéneo e realizou uma série de detenções.
É uma nova onda de manifestações que tomou parte das principais ruas da capital queniana, Nairobi, nos últimos dias, com os activistas sociais e grupos de defesa dos direitos humanos a exigirem a cessação da onda de raptos aos críticos do regime do dia.
“O Governo do Presidente Ruto deixou de raptar pessoas. Esta acção é do Governo, que tem como alvo os seus críticos. Portanto, este regime tornou-se desonesto e nós estamos aqui para chamar o regime à ordem, para exigir que o regime cumpra as leis de um Estado de direito e o seu cargo no mercado”.
Esta segunda-feira e durante mais uma acção de protestos, a polícia disparou gás lacrimogéneo em direção a um grupo de manifestantes, que exigia acções urgentes e libertação de dezenas de cativos.
O presidente queniano disse, este domingo, que não vai admitir actos de violência no país, e que os manifestantes devem ser claros nas suas exigências.
“Não devem permanecer anónimos. Não devem permanecer sem forma ou sem rosto. Têm de dar um passo em frente. Não podemos entregar a nossa democracia a anarquistas sem rosto, sem forma e anónimos”, disse William Ruto, Presidente do Quénia.
Nas ruas, há três semanas, e contra acções que o grupo descreve como agressão às liberdades constitucionais, os manifestantes ameaçavam permanecer nas ruas.
“Estamos a viver numa época em que temos de viver com medo. Por isso, estou muito orgulhosa de todos os que estão aqui presentes, porque todos nós viemos dizer que este é o nosso país, e que não é possível que vivamos da forma como temos vivido sob este regime neste país”, declararam manifestantes.