O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.
Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.
Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.
A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.
O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.
Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.
Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.
A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.
A situação de insegurança provocada pelos protestos que aconteceram nas últimas semanas forçou o empreiteiro a desmobilizar equipamentos nos troços Quelimane–Nicoadala e Nicoadala–Namacurra. Para já, decorrem trabalhos de remoção de mastros de betão que eram usados para bloquear as estradas.
Há mais de duas semanas que o empreiteiro que está a fazer a reabilitação do troço da Estrada Nacional nº 10, que liga Quelimane a Nicoadala, e parte da Estrada Nacional nº 1, no troço entre Nicoadala e Namacurra, foi obrigado a desmobilizar todo o seu equipamento para o estaleiro, em Nicoadala, devido à vandalização durante o período dos protestos.
É que, com o avanço dos protestos, os protestatários utilizavam os mastros de betão que o empreiteiro colocava ao longo do traçado para limitar as áreas de circulação de veículo e de trabalho de reabilitação para bloqueios e arremessos a veículos com o objectivo de vandalizar.
E porque os protestos não paravam e cada dia eram mais intensos, o empreiteiro viu-se obrigado a remover todo o seu equipamento, temendo a vandalização, destacando um estaleiro localizado em Nicoadala para a sua reserva até que a situação se normalize.
Sem trabalhos de reabilitação nos troços em alusão, todo o trabalho ficou paralisado, ou seja, nenhuma máquina ronca para garantir boa transitabilidade nas principais estradas que ligam Quelimane a outros distritos.
Nesta terça-feira, pequenos grupos de trabalhadores da empreitada dedicaram-se à remoção dos mastros de betão que eram utilizados pelos protestatários para bloqueio do traçado, como forma de deixar a estrada limpa e livre para a circulação sem muitos transtornos.
A reportagem do jornal O País tem estado a contactar a Administração Nacional de Estradas para se pronunciar sobre este assunto, mas esta promete falar oportunamente.
Recorde-se que o troço entre Quelimane e Namacurra, com cerca de 70 quilómetros, teve a sua primeira pedra lançada em 2020, com prazo de reabilitação terminado em 2023, porém prolongado até ano passado, sem no entanto ter sido terminado até ao momento.
Rebeldes do grupo M23 tomaram duas cidades importantes no leste do Congo, enquanto avançam na região. A informação foi tornada pública numa altura em que a crise humanitária e de segurança agrava-se.
Na semana passada, os rebeldes tomaram as cidades de Katale e Masisi, esta última localizada 80 quilômetros a oeste da capital regional, Goma, e um ponto de entrada estratégico para o interior do país.
O porta-voz político do M23, assumiu a responsabilidade pela captura de Masisi na plataforma de mídia social X. Ele afirmou que o grupo está comprometido em proteger civis. Entretanto, o exército congolês diz estar ainda a verificar as informações.
O M23 é um dos mais de 100 grupos armados que têm disputado território no Congo oriental, rico em minerais, perto da fronteira com Ruanda, em um conflito que criou uma das maiores crises humanitárias do mundo. Mais de 7 milhões de pessoas foram deslocadas.
O Congo e as Nações Unidas acusam o Ruanda de apoiar o M23. Ruanda nega, mas em fevereiro reconheceu que tem tropas e sistemas de mísseis no leste do Congo para salvaguardar sua segurança, apontando para um acúmulo de forças congolesas perto da fronteira.
O Ferroviário de Maputo abriu, nesta segunda-feira, a época futebolística 2025 tendo em vista a sua participação no Moçambola e na Taça CAF. Os atletas serão submetidos aos habituais exames médicos, nesta semana, e os trabalhos de campo iniciam-se dentro de uma semana.
Vencedor da Taça de Moçambique e quarto classificado da edição passada do Moçambola, o Ferroviário de Maputo já projecta a presente época futebolística. Para o efeito, os “locomotivas” da capital do país abriram, nesta segunda-feira, as suas oficinas, momento marcado por uma reunião entre a direcção do clube, jogadores e equipa técnica.
Ainda no contexto da abertura da época, os jogadores serão submetidos, nesta semana, aos habituais exames médicos. O arranque dos treinos está agendado para a próxima segunda-feira, em Maputo.
Além do Moçambola 2025 e da Taça de Moçambique, prova de que é detentora do troféu, os “locomotivas” vão representar o país na Taça CAF, na edição 2025/26.
A turma da capital do país, que vai manter a equipa técnica, ainda não anunciou a composição do seu plantel, mas sabe-se que haverá algumas entradas, como é o caso de Sampaio, vindo da Associação Desportiva de Vilankulo; Telinho, que esteve no Ferroviário de Nampula; e Elias Macamo, segundo melhor marcador do Moçambola 2024, em representação do Desportivo de Nacala.
“Hidroeléctricos” fazem “limpeza” da casa
Em contrapartida, a União Desportiva do Songo continua a liderar um processo de reestruturação. Depois de despedir toda a equipa técnica liderada por Mark Harrison, por não ter cumprido os objectivos da época, o clube anunciou mais uma vassourada.
Através de um comunicado, os “hidroeléctricos” informaram o despedimento de 10 jogadores que fizeram parte do plantel do ano passado.
“Esta decisão visa criar espaço para os novos talentos que representam o futuro do nosso clube e que se têm destacado nas categorias de base e refrescarmos o nosso plantel com alguns jogadores de destaque no Moçambola”, lê-se no comunicado, sem sequer se revelar os nomes dos jogadores.
Esta é a segunda vez que a União Desportiva do Songo dispensa toda a equipa técnica e uma boa parte dos jogadores, tendo a primeira sido em 2023. Nos dois casos, o clube tomou a decisão depois de falhar a conquista do Moçambola e a Taça de Moçambique.
No caso de Mark Harrison, o contrato era de um ano renovável automaticamente, desde o momento que conquistasse uma das duas provas em que esteve envolvido, mas cessando automaticamente por ter falhado.
O técnico britânico mostrou-se desapontado com o facto de a sua não renovação do contrato ter sido anunciada por via das redes sociais. Num comunicado partilhado logo após a direcção dos “hidroeléctricos” ter comunicado a não renovação do contrato com toda a equipa técnica através das redes sociais, Mark Harisson usou da mesma via para transmitir o seu sentimento.
Harrison escreve que “é com desilusão que, após um ano de muito sucesso com a UD Songo, onde alcançamos tanto, apesar dos muitos desafios que enfrentámos nos bastidores, li o que parece ser minha saída do clube por meio de uma postagem no Facebook do clube esta manhã (sábado)”.
Para o técnico, não havia motivos para o seu afastamento do clube “hidroeléctrico”, uma vez que os resultados obtidos pela União Desportiva do Songo foram o reflexo de alguns problemas internos.
“Isso faz com que as conquistas, chegando tão perto de ganhar a liga e Taça, perdendo apenas um jogo em 90 minutos em toda a temporada, o que foi, em grande parte, devido a grandes problemas logísticos para viajar para o jogo, sejam algo de que eu e a minha equipa técnica estamos extremamente orgulhosos”, escreve o treinador, lamentando ainda o facto de ter falhado a conquista das duas competições importantes em que esteve envolvido.
Recorde-se que o treinador britânico chegou à União Desportiva do Songo no início do ano de 2024, depois de passar por alguns países asiáticos e africanos, com destaque para Quénia, onde treinou Gor Mahia e Might Mukuru FC do Malawi.
O internacional moçambicano Reginaldo Faite anunciou o fim da sua ligação com a União Desportiva do Songo, após uma temporada em que esteve muito longe das expectativas, tendo feito muito poucos jogos.
Na hora do adeus dos “hidroeléctricos”, anúncio feito através da sua página do Facebook, o jogador considerou que a época 2024 foi a pior da sua carreira de futebolística.
Reginaldo Faite começou por escrever nas redes sociais que “informo os meus fãs e seguidores e o público, em geral, de que a minha ligação contratual com a União Desportiva de Songo chegou ao fim”.
Lembrou o seu regresso ao país, depois de mais de 10 anos a jogar fora, com passagens por Portugal, Albânia, Cazaquistão e Macedónia do Norte. “Como sabem, depois dos dez anos (10) fora do meu país, regressei para Moçambique por meio daquela agremiação. Foi um convite que recebi com maior naturalidade e no qual agradeço. Depois de conquistar coisas na Europa, título, e vencer a minha Bota de Ouro, como melhor marcador da Albânia, senti que era o momento certo para voltar e conquistar coisas no meu país”, escreve o jogador.
No fim, lamentou não ter conquistado os tantos títulos que desejava no seu próprio país, realçando que “as coisas não foram fáceis para mim”.
Aliás, Reginaldo diz mesmo que “não era aquilo que esperava que acontecesse”, destacando que “este foi o pior ano da minha carreira profissional”.
Para Faite, “vim para vencer, para conquistar títulos e ser o melhor marcador do Moçambola”, o que acabou por acontecer devido a “muitos factores que estiveram fora do meu controlo”.
Sem anunciar o seu próximo rumo, Reginaldo Faite deixa o futuro no segredo dos deuses. Formado no Maxaquene, no solo pátrio, Reginaldo Faite tem passagens ainda pela Liga Desportiva de Maputo e Costa do Sol.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) em Tete apreendeu quatro pontas de marfim prestes a serem vendidas para cidadãos nacionais. Em conexão com o caso, três indivíduos encontram-se detidos.
As quatro pontas de marfim foram apreendidas no domingo, na residência de um dos detidos, no distrito de Mágoè, e pesam trinta quilogramas. O marfim seria vendido a cidadãos nacionais, por 150 mil Meticais. Um dos integrantes do grupo nega o seu envolvimento no crime e alega ter sido apenas intermediário.
Já outro indiciado diz que a sua principal tarefa na negociação era fotografar e enviar a foto do produto ao potencial comprador.
“O meu vizinho só me pediu para tirar foto. Ele disse que, quando fizesse o negócio, daria um pouco”, disse.
A porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal em Tete, Celina Roque, diz que o quarto integrante do grupo, tido como cabecilha, se encontra foragido e explica que as pontas de marfim foram adquiridas no Parque Nacional de Mágoè.
“Temos um foragido, mas os agentes já estão no terreno. Os agentes das duas instituições que acabei de referir já estão no terreno, para que o criminoso seja neutralizado”, avançou.
Há previsão de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de trovoadas severas e ventos com rajadas, a partir do fim do desta quarta-feira em todas as províncias do Sul do país.
Para a província de Maputo, o alerta vai para os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene e cidades de Maputo e Matola.
Em Gaza, serão afectados os distritos de Massingir, Chókwe, Chonguene, Bilene, Limpopo, Mandlakazi, Chicualacuala, Mapai, Massangena, Mabalane, Chigubo, Chibuto , Guijá, Chongoene e cidade de Xai-Xai.
Já em Inhambane, espera-se que Zavala, Inharrime, Panda, Funhalouro
e Mabote sejam as regiões mais afectadas da província.
O anúncio das chuvas é feito num contexto em que as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane estão a registar temperaturas elevadas, em alguns dias chegando perto dos 40 graus celsius.
A Indonésia foi admitida como membro pleno do bloco das economias em desenvolvimento (BRICS), anunciou o Brasil, país que preside o grupo, na segunda-feira.
“O governo brasileiro saúda a entrada da Indonésia no BRICS”, disse o governo em uma declaração. “Com a maior população e economia do Sudeste Asiático, a Indonésia compartilha com outros membros o compromisso de reformar as instituições de governança global e contribui positivamente para aprofundar a cooperação Sul-Sul.”
O BRICS foi formado pelo Brasil, Rússia, Índia e China em 2009, e a África do Sul foi adicionada em 2010. No ano passado, a aliança se expandiu para abraçar o Irão, Egito, Etiópia e os Emirados Árabes Unidos. A Arábia Saudita foi convidada a se juntar, mas ainda não o fez.
Turquia, Azerbaijão e Malásia se candidataram formalmente para se tornarem membros e alguns outros expressaram interesse.
A organização foi criada como um contrapeso ao Grupo dos Sete, composto por nações desenvolvidas. Seu nome deriva de um termo econômico usado no início dos anos 2000 para descrever países em ascensão que deveriam dominar a economia global até 2050.
Antes da adesão da Indonésia, o bloco era responsável por quase 45% da população mundial e 35% do produto interno bruto global, medido pela paridade do poder de compra.
Pelo menos 95 pessoas morreram, na sequência da ocorrência de um sismo de magnitude 6.8 na escala de Richter, ocorrido ontem, em Tibet, no sudoeste da China.
Vídeos partilhados nas redes sociais mostram o drama vivido pelos moradores do Tibet no sudoeste da China. O evento sísmico de magnitude 6.8 na escala de Richter estremeceu e devastou parte da cidade e foram confirmadas 95 óbitos.
Segundo a agência de notícias oficial chinesa, Xinhua, a região de Dingri foi o epicentro do abalo a cerca de 75 quilómetros a nordeste do Monte Everest. Em consequência disso, 130 pessoas contraíram ferimentos graves.
Cerca de 1 500 bombeiros e equipas de salvamento foram destacados para procurar pessoas nos escombros, informou o Ministério da Gestão de Emergências da China.
A televisão estatal CCTV revelou que há algumas comunidades cercadas dentro de um raio de cinco quilómetros do epicentro, que estão a 380 quilómetros de Lhasa, a capital do Tibet, e a cerca de 23 quilómetros da segunda maior cidade da região, Shigatse.
O sismo foi sentido também na capital do Nepal, Katmandu, a mais de 200 quilómetros do epicentro, mas sem registo até ao momento de danos significativos ou feridos.
A Primeira-Dama, Isaura Nyusi, procedeu, esta segunda-feira, à entrega de duas salas de aulas, na Escola Primária do Primeiro e Segundo Graus de Zintava, Província de Maputo. Para Isaura Nyusi, o acto representa mais um passo na concretização do compromisso com a formação das crianças e jovens, que são o futuro da nação.
“Com este feito, agradecemos profundamente ao nosso parceiro de cooperação que, num período curto, entre Novembro de 2024 e 29 Dezembro de 2024, concluiu a construção destas duas salas de aulas de material convencional, devidamente equipadas com 100 carteiras”, disse a Primeira-Dama.
O gesto, para Isaura Nyusi, demonstra não só a eficiência e dedicação dos parceiros, mas também o compromisso por si assumido para com o desenvolvimento das comunidades.
As duas novas salas, segundo Isaura Nyusi, irão beneficiar cerca de 300 alunos, e vão contribuir directamente para a melhoria das condições de ensino, permitindo que mais crianças tenham acesso a um ambiente de aprendizagem digno, seguro e motivador.
“Com acções como esta, continuamos a trilhar o caminho para um Moçambique mais forte, mais unido e mais preparado para enfrentar os desafios do futuro”, concluiu a Primeira-Dama, sublinhando que a iniciativa contribui, igualmente, para reduzir a leccionação de aulas ao relento no país.