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O partido PODEMOS pretende reforçar a sua implantação em todo o território nacional até 2027, com a criação e consolidação de estruturas em todos os distritos, postos administrativos e bairros do País. O objectivo foi reiterado durante uma sessão do Conselho Político, considerada pela direcção como decisiva para a definição das prioridades do partido para os próximos seis meses.

Na abertura dos trabalhos, a liderança do PODEMOS defendeu que o fortalecimento da organização interna constitui um requisito essencial para que o partido possa responder às expectativas dos moçambicanos e concretizar os objectivos políticos a que se propõe.

Segundo o dirigente, a sessão irá aprovar o plano de actividades para o segundo semestre do ano, definindo as linhas de actuação dos órgãos centrais, provinciais e distritais, bem como os mecanismos de coordenação e monitoria das acções do partido.

A direcção explicou que a planificação semestral permite avaliar a execução das actividades, corrigir eventuais falhas e ajustar as estratégias em função dos resultados alcançados. Neste contexto, considerou positiva a avaliação do plano anterior e defendeu a necessidade de aprofundar o processo de capacitação das estruturas distritais para assegurar uma maior presença do partido junto das comunidades.

O PODEMOS reafirmou igualmente a intenção de consolidar a sua organização de base, sustentando que a implementação das orientações políticas depende da existência de estruturas activas em todos os níveis da administração territorial.

Durante a intervenção, a liderança saudou o desempenho da bancada parlamentar, destacando o trabalho de fiscalização desenvolvido na Assembleia da República, e enalteceu igualmente o papel das estruturas distritais na interpretação e resposta aos desafios políticos.

Reconhecendo tratar-se de um partido ainda jovem, a direcção admitiu a existência de dificuldades próprias do processo de crescimento, mas defendeu que os desafios enfrentados devem servir de aprendizagem e contribuir para o amadurecimento da organização.

A liderança manifestou confiança de que o PODEMOS continuará a consolidar-se como uma das principais forças políticas do País, apelando aos membros para manterem o espírito de unidade, reforçarem os mecanismos internos de trabalho e prosseguirem o processo de implantação das estruturas em todo o território nacional.

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O PODEMOS denunciou, este sábado, o assassinato de 106 membros e simpatizantes supostamente pela Forças de Defesa e Segurança (FDS). Do total de mortos, 100 são da província da Zambézia e seis de Tete.

O partido diz que as vítimas são escolhidas de forma selectiva, com destaque para os que lideraram vários movimentos, durante as manifestações pós-eleitorais. A segunda maior força partidária do país denuncia ainda actos de perseguição dos seus membros em Cabo Delgado.

De acordo com o Secretário-geral do PODEMOS, Sebastião Mussanhane, pessoas não identificadas estão a desencadear uma acção de recolha de dados dos seus membros para, tal como disse, fins inconfessáveis. 

Nesse sentido, o partido exige a responsabilização dos actores dos crimes, tendo em vista garantir um ambiente de tranquilidade não só para os seus membros, assim como para todos os moçambicanos.

As três portagens construídas ao longo da Estrada Nacional Número Um (EN1), na província de Inhambane, foram completamente destruídas por protestatarios.

O Fundo de Estradas diz que ainda está a valiar o tamanho do prejuízo causado pela destruição daquelas infra-estruturas públicas.

Um vídeo amador retrata o momento em que a Portagem de Nhacundela, no distrito de Zavala, era consumida pelo fogo. No distrito de Massinga não foi diferente, num cenário descrito por alguns como sendo igual ao de uma guerra.

Na verdade, são as três portagens instaladas ao longo da Estrada Nacional Número Um, na província de Inhambane, que foram destruídas, uma medida vista por quem usa a estrada para trabalhar como desnecessária.

Os transportadores relatam que passam por momentos difíceis na estrada, com casos de ameaças e extorsão.

Com a situação relativamente calma, funcionários empenham-se na limpeza do local e recuperação de alguns bens.

Sem gravar entrevista, um responsável do Fundo de Estradas, em Inhambane, disse que a entidade ainda está a fazer avaliação dos prejuízos causados pelo ataque a estas infra-estruturas.

 

O artista Tchaka Waka Bantu, conhecido pelos seus “xithokozelos” (poemas laudatórios), apresentou ao público, esta semana, o seu novo trabalho. Intitulado “Xawani, carta para Eduardo Mondlane”, a obra audiovisual foi lançada através de plataformas digitais, canais televisivos e radiofónicos.

“Xawani, carta para Eduardo Mondlane” é um xithokozelo que capta, inclusivamente, o actual momento histórico nacional, isto é, uma carta sobre o presente, passado e futuro. Trata-se de “Um suspiro de um país sem voz, mas cheio de gritos”, pode ser ler na nota de imprensa.

O vídeo contempla a presença exclusiva dos fazedores de arte expressiva no campo de artes e cultural nacional.

A obra de Tchaka Waka Bantu é uma mescla de expressões de arte que revelam vários sentimentos imersos no povo moçambicano.

Ao referir-se ao seu novo trabalho, Tchaka explicou que, na verdade, trata-se de uma carta escrita de Moçambique para o seu pai, Eduardo Mondlane, porque o que ele sonhou é diferente do que se vive agora. O artista resolveu escrever a carta com o objectivo de encontrar soluções para os problemas que o país atravessa actualmente. 

 

Sobre Tchaka Waka Bantu

Tchaka Waka Bantu é um multifacetado artista com diversos anos de carreira. sublinhe-se que trata-se de um artista que, também, desdobrava-se em outras manifestações suplementares ao ofício artístico: activista cultural e social, promotor de eventos culturais, curador de eventos, crítico de artes, perfeccionista artístico-cultural e consultor cultural. 

O seu histórico como artista confunde-se, em parte, com o trajecto das artes performativas contemporâneas nos bairros periféricos da cidade de Maputo.

Tchaka participou da produção de um dos álbuns da cantora educadora cultural moçambicana, Lenna Bahule, colaborou nos arranjos e composição musical em temas da cantora Tchakaze.

A sua complexidade artística fê-lo atravessar as fronteiras das artes literárias e a estrear-se no cinema através da produtora e realizadora austríaca Ella raidel no documentário “Slam Poetry e Noites de Maputo”.

Como dizedor de poesia, em Xitsonga, fez brilhar o seu talento em diversos palcos, nos quais se celebra a cultura ao nível da cidade.

Em 2019, pelo seu empenho nas artes, é convidado a participar da formação de talentos criativos pela UNICEF.

 

O Município de Maputo entregou, hoje, um sistema de bombeamento de águas da chuva, no bairro de Magoanine. A ideia é aliviar cerca de três mil famílias que estão com casas submersas por conta das inundações urbanas. A edilidade garante que os resultados poderão ser visíveis em dois meses.  

Por baixo de vegetação verde, esconde-se uma dura e dramática realidade de famílias que abandonaram as suas casas devido a  inundações urbanas, na Cidade de Maputo. 

As águas invadiram as residências, expulsaram os proprietários e alojaram-se… O bairro de Magoanine “A” é um dos exemplos mais próximos e rosto das vítimas das inundações não estão tão distantes. 

Enquanto a água não desaparece já lá se vai quase um ano, Esperança, aos 52 anos de idade, está hospedada em casa dos seus falecidos pais.  

Mas há quem suspire por ter visto a chuva deitar abaixo o sonho de uma vida. Por exemplo, Francisco Chimene, Residente do bairro de Magoanine. 

Está mal, ainda, porque desde Março do ano passado, Francisco vive numa casa emprestada, também, com problemas de inundações. Até o recomeço da sua vida está refém do desaparecimento da água da chuva na sua residência. 

E a partir desta sexta-feira, arrancou uma nova frente de combate a inundações no bairro de Magoanine, na capital do país. 

O Município de Maputo alocou motobombas para a sucção das águas, segundo explicou Borges da Silva, da Empresa Municipal de Saneamento e Drenagem. E os resultados desse investimento, segundo o PCA da Empresa Municipal de Saneamento e Drenagem, Borges da Silva, poderão ser visíveis para as cerca de três mil famílias num período de dois meses. 

Na presente época chuvosa, prevê-se que cerca de 73 mil pessoas de 34 bairros sejam afectadas por inundações urbanas na Cidade de Maputo. 

 

Daniel Chapo vai ter um dos governos “mais pequenos” dos últimos 20 anos. Reduziu dois ministérios e três secretarias de Estado criadas no último consulado de Filipe Nyusi. Na nova estrutura governamental, há quatro super ministérios, sobre os quais foram fundidos entre dois e quatro ministérios, antes separados.

Fundir e reduzir ministérios, bem como cortar secretarias de Estado foi uma das primeiras medidas de Daniel Chapo enquanto Presidente da República e as mudanças já foram oficializadas através de um Boletim da República.

No total foram extintas 13 instituições, das quais 10 ministérios e três secretarias de Estado. E todas as suas atribuições e competências serão encaixadas dentro de nove ministérios, uma redução de quatro instituições.

Com este exercício, o Governo de Daniel Chapo vai ter quatro super ministérios, a saber:

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, AMBIENTE E PESCAS. Resulta da fusão de três ministérios, nomeadamente

  • Agricultura e Desenvolvimento Rural;
  • Terra e Ambiente; e
  • Mar, Águas Interiores e Pescas;

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA. Resulta da fusão de três ministérios e uma secretaria de Estado, falamos da:

  • Educação e Desenvolvimento Humano;
  • Ensino Técnico Profissional;
  • Ciência e Ensino Superior; e
  • Cultura;

MINISTÉRIO DO TRABALHO, GÊNERO E ACÇÃO SOCIAL. Uma junção de dois ministérios e uma secretaria de Estado.

  • Trabalho e Segurança Social;
  • Género e Acção Social;
  • Emprego;

MINISTÉRIO DA ECONOMIA. Um ministério novo que resulta da junção de dois ministérios antes separados:

  • Industria e Comercio;
  • Turismo;

Se adicionarmos os nove novos ministérios aos 10 que não foram mexidos, então o Executivo de Daniel Chapo vai ter 19 ministérios e será um dos mais pequenos dos últimos 20 anos.

O último Governo de Filipe Nyusi (2019-2024) tinha 21 ministérios e três secretarias de Estado. Entre 2015-2019, no primeiro mandato de Filipe Nyusi, o Governo tinha 21 ministérios.

Nesse período, Armando Guebuza foi o Presidente com um dos Governos mais grandes. No seu segundo mandato, entre 2010 e 2014, Guebuza tinha um Executivo com 28 ministérios. Já entre 2005 e 2009, no primeiro mandato de Armando Guebuza, o Governo moçambicano tinha 22 ministérios.

A Cidade de Xai-Xai regista uma fraca procura de material escolar e uniformes em vésperas do início do ano letivo. Pais e encarregados de educação optam por priorizar os uniformes. Já os vendedores do material escolar falam de fraca adesão de clientes

A três semanas para o início do ano lectivo, a procura por material escolar e uniforme continua fraca, na capital da Província de Gaza, Xai-Xai. Alguns pais e encarregados de educação procuram evitar as enchentes que caracterizam os últimos dias de Janeiro.

Nas lojas, bem como nos mercados, as vendas de material escolar andam fracas. Manuel Macuácua, gerente de loja, considera que o movimento anda fraco quando comparado com o igual período de 2024.

Mário Mariano e Zacarias Júnior reservaram o dia para a compra de materiais escolares, entretanto, a alta de preços fê-los desistirem…

A meio gás está, também, a procura pelos uniformes escolares na zona comercial de Xai-Xai. 

No mercado Limpopo, as máquinas estão a todo vapor, mas faltam clientes. Armando Macamo costura uniformes há cerca de 21 anos, preparou-se para responder a demanda nesta época do ano, mas o cenário é pouco animador.

No maior mercado de Gaza, encontramos Almasta Tiago, encarregada de educação, que optou por mandar fazer os uniformes que comprar já feito. 

Mas há quem preparou o regresso às aulas durante a quadra festiva. 

Neste momento, decorre o processo de matrículas do ensino primário e secundário em todo o país.

 

 

 

Os Professores, profissionais de saúde e Sindicato Nacional da Função Pública anunciaram, hoje, a paralisação total de actividades, a partir de segunda-feira, pelo não pagamento do décimo terceiro salário. A paralisação deverá começar na data anunciada para a realização de exames especiais. 

Quatro agremiações que representam professores, profissionais de saúde, enfermeiros e os funcionários públicos, de forma geral, anunciaram, esta sexta-feira, que todas as actividades serão paralisadas a partir de segunda-feira. 

E a razão é uma só: o não pagamento do décimo terceiro salário.  

20 de Janeiro é a data prevista para o início da paralisação das actividades, a mesma prevista para o arranque dos exames especiais da décima e décima segunda classes, o que poderá comprometer as avaliações.  

Os enfermeiros e outros profissionais de saúde explicam que, desta vez, a paralisação abrange até os serviços mínimos em todas as unidades sanitárias. 

O Sindicato Nacional da Função Pública diz que o décimo terceiro salário deve ser pago até segunda-feira para que não se vá a greve. 

Segundo explicam, a paralisação das actividades agrava-se pelo facto da informação do não pagamento do décimo terceiro salário ter chegado através da média, o que demonstra desvalorização dos funcionários . 

A greve ora anunciada não tem data para o seu fim, sendo que o pagamento do décimo terceiro salário é a única condição para a retoma ao trabalho.

O Presidente da República recebeu, hoje, o ministro conselheiro da República Arabe Saharaui Democrática. A delegação que vinha em nome do presidente Brahim Ghali vinha saudar Daniel Chapo e mostrar abertura para apoiar no processo de diálogo e pacificação do país.

É o segundo dia de trabalho de Daniel Chapo, enquanto Presidente da República, e, no seu gabinete de trabalho, recebeu a delegação da República Arábe Saharaui Democrática.

Em cerca de 30 minutos de conversa, as partes mostraram interesse de continuar com a cooperação, amizade e solidariedade.

“Sobretudo, desejar ao povo de Moçambique, a Moçambique,  mais estabilidade, mais sucesso na sua luta para o desenvolvimento, na sua luta para a total libertação e, sobretudo, uma estabilidade e um desenvolvimento econmico e uma estabilidade política”, disse Mohamed Sidati, Ministro dos Negócios Estrangeiros visitante.

A delegação mostrou, também, abertura para apoiar no processo de diálogo do país.

“O mais importante é desenvolver o diálogo, desenvolver de forma pacífica um processo de fraternidade, de reunião entre todos. Então, nos parece que este processo de diálogo, este processo democrático, como o desenvolveu o presidente mesmo, nos parece que é uma chave que pode levar a mais estabilidade, a mais desenvolvimento”.

Outro aspecto destacado no encontro, foi  a avaliação positiva do papel que Moçambique teve durante a sua presidência no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

O sorteio do Campeonato Africano das Nações (CAN) de Marrocos, em Dezembro deste ano, foi marcado para 27 de Janeiro corrente. Moçambique está inserido no pote 4 do sorteio.

A 11 meses do arranque do CAN de Marrocos, a Confederação Africana de Futebol vai proceder ao sorteio da prova, que vai ser disputada por 24 selecções pela segunda vez consecutiva.

A data aprovada é 27 deste mês de Janeiro, em Rabat, capital de Marrocos, anfitrião da prova.

Os Mambas, que vão para a sua sexta participação, a segunda consecutiva, estão inseridos no pote 4 do sorteio, evitando, assim, outras selecções do mesmo pote, nomeadamente Comores, Tanzânia, Sudão, Zimbabwe e Botswana.

Moçambique pode estar num grupo com selecções que fazem parte dos outros potes, nomeadamente:

Pote 1: Marrocos, Senegal, Egipto, Argélia, Nigéria e Costa do Marfim.

Pote 2: Camarões, Mali, Tunísia, África do Sul, República Democrática do Congo e Burquina Faso.

Pote 3: Gabão, Angola, Zâmbia, Uganda, Guiné Equatorial e Benin.

A fase final do CAN vai decorrer de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026, em Marrocos.

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