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Adélia Macucule defende soluções adaptadas às mudanças climáticas para reforçar a produção de alimentos e desafia jovens a transformarem a agricultura numa fonte sustentável de rendimento.

A Primeira Secretária do Comité Provincial da Frelimo em Inhambane, Adélia Macucule, defendeu esta quarta-feira, no distrito de Funhalouro, uma mudança de paradigma na produção agrícola, sustentando que o combate à insegurança alimentar passa pela adopção de soluções inteligentes, resilientes e ajustadas às novas condições climáticas que afectam a província.

A dirigente falava durante o encontro que marcou o arranque da sua visita de trabalho ao distrito, uma das zonas mais vulneráveis aos efeitos das secas cíclicas e da irregularidade das chuvas, fenómenos que, nos últimos anos, têm condicionado a produção agrícola e agravado a vulnerabilidade de milhares de famílias.

Perante dirigentes locais do partido e membros do Governo distrital, Adélia Macucule defendeu que a agricultura em Funhalouro deve evoluir para um modelo mais adaptado às características agroecológicas do território, privilegiando culturas compatíveis com o tipo de solo, a disponibilidade de água e o comportamento climático da região.

Na sua intervenção, considerou que a produção de alimentos deve deixar de depender exclusivamente dos modelos tradicionais de cultivo e passar a incorporar práticas agrícolas mais resilientes, capazes de garantir colheitas mesmo em períodos marcados pela escassez de precipitação.

Para a dirigente, a resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas exige inovação, capacidade de adaptação e um maior aproveitamento das potencialidades locais, transformando a agricultura numa actividade economicamente sustentável e suficientemente robusta para assegurar o sustento das famílias.

Um dos eixos centrais da mensagem de Adélia Macucule foi dirigido à juventude. A Primeira Secretária apelou aos jovens para que encarem a agricultura como uma oportunidade de criação de emprego e geração de rendimento, defendendo o aproveitamento sustentável dos recursos naturais disponíveis no distrito.

Segundo afirmou, o auto-emprego continua a representar uma das respostas mais eficazes para reduzir o desemprego juvenil, sobretudo em distritos predominantemente rurais como Funhalouro, onde a terra permanece como um dos principais activos económicos.

A dirigente incentivou igualmente os jovens a desenvolverem iniciativas inovadoras ligadas ao sector agrário, apostando na diversificação da produção, na adopção de tecnologias apropriadas e na valorização das cadeias de valor agrícolas, como forma de aumentar o rendimento das famílias e dinamizar a economia local.

A visita de trabalho enquadra-se na estratégia da Frelimo de reforçar o acompanhamento político e social das comunidades, através do contacto directo com a população e as estruturas locais do partido.

Durante a sua permanência em Funhalouro, Adélia Macucule deverá manter encontros de auscultação com diferentes grupos sociais, líderes comunitários e outras personalidades influentes do distrito, com o objectivo de recolher preocupações, identificar os principais desafios enfrentados pelas comunidades e acompanhar a implementação das políticas públicas ao nível local.

Espera-se que os encontros permitam recolher contribuições para o reforço das estratégias de desenvolvimento do distrito, com particular incidência sobre a produção agrícola, a segurança alimentar, a criação de oportunidades para a juventude e a adaptação das comunidades aos efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.

A aposta numa agricultura resiliente surge numa altura em que Funhalouro continua a enfrentar desafios estruturais relacionados com a variabilidade climática, tornando cada vez mais necessária a adopção de práticas agrícolas capazes de garantir produção sustentável e maior resistência aos períodos de seca que afectam regularmente aquela região do interior da província de Inhambane.

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Um grupo de homens munidos de catana está a bloquear a Estrada Nacional Número Um (EN1), no troço Ligonha a Alto-Molocué, na província de Zambézia. Os automobilistas são obrigados a pagar para poderem passar pelo local.

Até quinta-feira, em 50 km de estrada, havia três barricadas. Automobilistas partilharam com “O País”, os momentos de terror que viveram.   Vídeos publicados nas redes sociais ilustram um dos pontos da EN1, com barricadas, especificamente, no troço Ligonha a Alto-Molocué. Nas mesmas imagens são visíveis homens com catanas nas mãos, enquanto exigiam valores monetários, para permitir que a viagem continue. 

“Quando a gente sai de Alto-Molocué, logo antes da subida da cerimónia, encontramos barricadas. Então, descemos todos, porque era uma bicha de camiões, descemos e removemos as barricadas. O segundo sítio, foi em Alto Ligonha, em Alto Ligonha, estavam jovens que arremessaram pedras contra o camião. Os polícias estavam a nossa trás, então eu buzinei e os polícias chegaram alí e dispararam”, contou um condutor. 

E só com os disparos da polícia é que se conseguiu conter os jovens que arremessavam pedras. O condutor conta ainda que depois do episódio, a polícia propôs que o camião seguisse a viatura da PRM, por questões de segurança. 

“Encontramos mais barricadas, mas no primeiro sítio em que encontramos barricadas, tinha um camião queimado (…) é assustador, eu agora carreguei, mas não posso sair porque o caminho está mal”. 

A polícia na Zambézia confirma a ocorrência de casos e assegura que está a trabalhar no terreno, para repor a transitabilidade. “Após a tomada de conhecimento, por parte da Polícia da República de Moçambique, tomamos medidas profiláticas, no sentido de repelir aqueles comportamentos. Agora que me refiro, há em toda a Estrada Nacional Número Um e outras subjacentes à livre circulação de pessoas e bens (…) a polícia está a intensificar medidas para a ressarcir todo o comportamento que tende a perturbar a ordem pública”, avançou Miguel Caetano do Comando Provincial da Zambézia.

Já em Nampula, a Associação dos Transportadores manifesta preocupação à volta do assunto. Além de cobrar valores monetários, os manifestantes exigem bens, aterrorizando deste modo os que usam aquela a única via por terra que liga o país. 

O fotógrafo Mário Macilau será um dos participantes da aclamada exposição colectiva “Of Africa”, que será inaugurada na C/O Berlin, no próximo dia 01 de Fevereiro. 

A exposição, que ficará aberta até 7 de Maio deste ano, segundo uma nota de imprensa, reúne uma selecção de fotógrafos e cineastas contemporâneos e oferece uma visão profunda e multifacetada da África, desafiando as representações estereotipadas e destacando as diversas realidades e os potenciais do continente no contexto global.

Com seu trabalho profundamente sensível e crítico, Macilau se junta a um grupo de artistas

internacionais cujas obras abrem novas perspectivas sobre a África, explorando questões de identidade, memória, tradição e transformação. A exposição está estruturada em três secções temáticas: “Identidade e Tradição”, “Contrahistórias” e “Futuros Imaginados”, permitindo uma imersão no passado, presente e futuro especulativo do continente.

A participação de Mário Macilau, na exposição, não só reforça sua trajectória como um dos principais nomes da fotografia contemporânea africana, mas também amplia a compreensão sobre a complexidade da África, longe das narrativas simplistas e coloniais. 

As suas obras, que revelam histórias de vidas, paisagens e mudanças sociais, convidam o espectador a um olhar mais atento e empático sobre o continente.

Segundo o artista, “Participar nesta exposição colectiva vai além de simplesmente mostrar o

meu trabalho; é um gesto de ampliação do diálogo. Cada obra se insere numa conversa mais ampla, onde diferentes perspectivas se entrelaçam, criando uma rede de significados que se reforçam mutuamente. Nesse espaço, a arte torna-se um veículo de troca, não apenas de ideias, mas também de experiências e reflexões que transcendem o individual e abrem caminho para o colectivo”.

“Esta participação também é um acto de resistência”, continua Macilau. “Ao dar visibilidade a histórias marginalizadas, oferecemos uma plataforma para narrativas frequentemente silenciadas, revelando as realidades daqueles que foram esquecidos pela história. Representar os sem voz é um compromisso ético e político, um esforço para reescrever as histórias que a sociedade escolheu ignorar”.

O artista ainda destaca que “Tenho a honra de expor ao lado de artistas que considero irmãos, amigos e colegas, com os quais compartilho não apenas o ofício da arte, mas também a missão de afirmar em Berlim que a arte tem o poder transformador de iluminar aqueles que costumam viver à sombra. A arte, neste momento, se torna uma força colectiva de mudança, capaz de amplificar as vozes invisíveis e redefinir as narrativas sociais e culturais de maneira profunda e impactante”.

O trabalho de Mário Macilau se caracteriza por sua intensidade emocional e por uma profunda conexão com as questões sociais e culturais que moldam a realidade moçambicana e africana. As suas imagens evocam um sentido de urgência e contemplação, transformando o cotidiano em algo monumental e, ao mesmo tempo, íntimo. 

Com uma abordagem única, Macilau utiliza a fotografia não apenas como um meio de documentar, mas como uma ferramenta para promover a reflexão sobre identidade, memória e transformação social. A sua arte vai além da superfície, tocando as camadas mais profundas da experiência humana, enquanto desmantela os estigmas e desafios frequentemente impostos à África.

Ainda segundo a nota de imprensa, a exposição “Of Africa” oferece uma oportunidade única de reimaginar o continente africano e as suas múltiplas histórias. Com a participação de artistas renomados como Kelani Abass, Atong Atem, Malala Andrialavidrazana, Edson Chagas, Kudzanai Chiurai, Hassan Hajjaj, Aïda Muluneh, entre outros, a mostra explora como a arte africana contemporânea pode redefinir as narrativas globais, quebrando estereótipos e destacando o dinamismo e a diversidade das realidades africanas.

A exposição ficará em cartaz num dos mais prestigiados espaços dedicados à fotografia e à arte contemporânea na Europa.

SOBRE MÁRIO MACILAU

Mário Macilau é um dos fotógrafos mais proeminentes de Moçambique, reconhecido por sua sensibilidade única e abordagem crítica às questões sociais e culturais de seu país e do

continente africano. A sua fotografia, muitas vezes poética e imersiva, vai além da simples

documentação, criando uma narrativa visual que desafia o espectador a repensar as histórias e representações convencionais da África. Com obras que têm sido exibidas

internacionalmente, Macilau é uma voz vital na arte contemporânea africana, explorando a

complexidade da identidade e da transformação social no contexto africano.

O distrito de Katembe, na Cidade de Maputo, tem uma nova forma de transporte: o mototáxi. Vários jovens fogem do desemprego e tentam colmatar a falta de transporte que há quando chega a noite.

É o momento de desembaralhar a vida dos passageiros. De dia, os autocarros e os semi-colectivos são a solução de mobilidade. Mas termina aí, de dia. Não vai para além disso.

“O negócio está a crescer sim. Há clientes, não a toda hora, mas há, principalmente de noite”, disse Boaventura Alberto, Mototaxista.  

É um daqueles negócios que cresce mais, respondendo a uma cada vez maior oferta do que necessariamente procura. É um refúgio ao desemprego. Boaventura Alberto, por exemplo, juntou-se, há um ano, a esta praça. Na altura, havia dez motorizadas, agora ultrapassam trinta, só neste ponto. 

“Perdi o emprego. Tinha um amigo chamado Takeaway que sempre fazia esse trabalho de Moto-Táxi, então, eu negociei com ele e ele meteu-me nesta vida de moto-táxi”, conta Boaventura. 

E desde então, tem sido essa a fonte de renda para si e sua família, que está em Namacurra, na Zambézia, de onde é natural. A única de que sente falta é a regulação. 

“Há muitos casos de acidente, porque muitos ainda não aprenderam, mas querem fazer moto-táxi”.  

Ainda em Chamissava, há mais uma praça. Também esta é o reflexo de dois problemas: desemprego e falta de transporte à noite. 

“Não tenho como (…) aquele pouco que apanho consigo sustentar a minha família”, contou Miro Armindo, também mototaxista. 

Mas também reclama de dias maus, em que apenas consegue cem meticais para abastecer a sua Moto. “Já tenho que lutar com aquele cem meticais, e tenho que pagar receita de motorizada, que são 300 meticais”

E pior, há uns que saem sempre e há outros cujas motos não se deslocam.

“O que complica aqui é que os clientes querem ser conduzidos pelos motoristas que conhecessem”, reclamou Miro Armindo. 

Outra complicação são as vias de acesso, que devido às chuvas está cheia de água. 

Hélio também Mototaxista levou-nos a uma viagem na história do mototaxismo na Katembe. Conta que é uma iniciativa que surgiu como forma de ajudar a população local a deslocar-se, durante a noite. 

“É uma iniciativa de alguns jovens locais, de levar as suas próprias motorizadas para trabalhar e ajudar essa população a nível local. Surgiu no âmbito de ajudar a população na calada da noite, que não conseguia chegar até o seu destino”.  

E muitos aderiram à iniciativa. Ah! A praça da rotunda é mãe de todas as outras.

O último contingente de 217 agentes da polícia queniana chegou à capital haitiana, Porto Príncipe, no sábado, onde foram recebidos pelo primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aime.

Eles estão a ser enviados ao país caribenho para dar suporte a uma missão de segurança internacional com falta de pessoal.

Cerca de 10 países prometeram enviar tropas para o Haiti como parte de uma força anti-gangues, apoiada pelas Nações Unidas, mas poucas foram mobilizadas até agora.

O Quénia começou a enviar policiais ao país em junho do ano passado e agora tem mais de 600 pessoas no local.

O presidente William Ruto prometeu um total de mil soldados como parte da missão de Apoio Multinacional à Segurança (MSS).

As Nações Unidas disseram que mais de 5 600 pessoas foram mortas na crescente violência de gangues no Haiti no ano passado.

Os conflitos também deixaram mais de 700 mil haitianos desabrigados nos últimos anos, muitos dos quais se amontoaram em abrigos improvisados ​​e insalubres.

A ONU estima que mais de 80% da capital ainda é controlada por gangues criminosas.

O Clube dos Desportos do Costa do Sol confirmou que Nelson Santos escolheu deixar o clube para se juntar à equipa técnica do Marítimo de Portugal, mesmo depois de ter assinado um acordo com a colectividade.

Jeremias da Costa, vice-presidente dos “canarinhos”, diz que a notícia colheu a direção de surpresa, mas que não vai abalar a estrutura do clube.

“De facto, a decisão do treinador Nelson Santos colheu-nos de surpresa, já estávamos a finalizar a formação do plantel com equipa técnica e infelizmente ele não pôde vir alegando razões familiares, portanto nós temos que acreditar no que ele disse. A nossa posição é que ninguém é maior que o clube, todos estamos aqui ao serviço do clube, estamos de passagem, o clube vai ser sempre maior que qualquer um de nós, não pode ser um treinador que vá nos colocar em xeque-mate”, disse Jeremias da Costa.

Com a decisão de Nelson Santos de deixar o clube, Jeremias da Costa garante que o clube vai até às últimas consequências para ser ressarcido pelo abandono intempestivo do treinador Nelson Santos, e diz mesmo que já há um processo em curso para a reposição dos danos causados.

“Em relação à proteção da imagem e dos direitos do clube, estamos a trabalhar, havia um contrato, ou há um contrato que está assinado, obviamente esse contrato tem lá obrigações de parte a parte, nós vamos fazer tudo o que for possível para que a imagem do clube seja protegida e também as devidas compensações sejam pagas, se forem justificadas e o nosso departamento legal está a trabalhar nesse processo”, disse Da Costa.

Sem Nelson Santos, agora os “canarinhos” terão que procurar um novo treinador e Jeremias da Costa  diz que já estão no mercado a busca do substituto do portugues.

“Vamos encontrar soluções, estamos a trabalhar nisso. Ainda não sabemos se vamos apostar por um técnico local, digo nacional, ou estrangeiro, portanto temos várias opções, várias candidaturas, quero dizer, que estamos a trabalhar ainda nisso”, assegurou o vice-presidente “canarinho”. 

Nelson Santos tinha sido aposta da direcção do Costa do Sol para para o lugar de Horácio Gonçalves que no seu regresso ao clube não conseguiu conquistar títulos, tal como era o seu objectivo. Os “canarinhos” poderão arrancar com os trabalhos de preparação para a nova temporada esta semana, liderados pelos adjuntos que tinham sido indicados para trabalharem com Nelson Santos.

O sorteio do Campeonato Africano das Nações de Marrocos, prova que vai ter lugar em Dezembro deste ano e Janeiro do próximo ano, foi marcado para 27 de Janeiro corrente, em Rabat. Moçambique está inserido no pote 4 do sorteio e ficará a conhecer o grupo e os adversários na fase final da prova.

Quando faltam 11 meses para o arranque do Campeonato Africano das Nações, CAN-2025, que terá lugar em Marrocos, a Confederação Africana de Futebol vai proceder ao sorteio da prova, que vai ser disputada por 24 selecções pela segunda vez consecutiva.

A data aprovada é 27 deste mês de Janeiro, em Rabat, capital de Marrocos, anfitrião da prova.

Para o sorteio da próxima semana, os Mambas, que vão para a sua sexta participação num CAN, a segunda consecutiva, depois de terem estado na Costa do Marfim, em Janeiro do ano passado, estão inseridos no pote 4, devido a sua classificação na ultima actualizacao do ano passado no ranking da FIFA.

Assim, o combinado nacional vai evitar outras selecções do mesmo pote, nomeadamente Comores, Tanzânia, Sudão, Zimbabwe e Botswana.

Entretanto, Moçambique pode estar num grupo com selecções que fazem partes dos outros potes, que incluem seleções que estão acima no ranking da FIFA.

Para o pote 1 estarão integradas as seleções do Marrocos, anfitrião da prova, Senegal, melhor seleção africana, Egipto, selecção com mais títulos continentais, Argélia, Nigéria e Costa do Marfim, campeão africano em título.

No pote 2 estarão as selecções dos Camarões, Mali, que esteve no mesmo grupo dos Mambas, Tunísia, África do Sul, melhor selecção da região austral de África, República Democrática do Congo e Burquina Faso.

No Pote 3 vão despontar selecções como Gabão, Angola, Zâmbia, Uganda, Guiné Equatorial e Benin.

Recorde-se que para chegar a fase final do Campeonato Africano das Nações, CAN, os Mambas terminaram em segundo lugar no grupo I, com 11 pontos, a maior pontuação de sempre, atrás do Mali, que venceu o grupo com 14 pontos. As duas selecções deixaram para trás Guiné-Bissau, que terminou em terceiro com cinco pontos, e Eswatini, lanterna vermelha com dois pontos.

A fase final do CAN vai decorrer de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026, em Marrocos.

Milagre Macome foi apresentado, na sexta-feira, como novo treinador da equipa principal de basquetebol sénior masculina. Com contrato de dois anos, o novo treinador tem como objectivos a conquista do título nacional e a qualificação a Liga Africana de basquetebol.

A troca da equipa técnica foi confirmada pela direcção canarinha, tendo em conta depois do falhanço da conquista do campeonato nacional de basquetebol masculino, ano passado, para o Ferroviário da Beira e depois de não ter conseguido a qualificação à BAL.

Saiu Miguel Guambe e entra agora Milagre Macome. A direcção canarinha já traçou os objectivos do novo treinador.

“Como devem saber, não conseguimos renovar o título o ano passado e estivemos nas eliminatórias de qualificação à bala e não conseguimos, então o principal desafio para a equipa técnica é resgatar o título de campeão nacional e participar nas competições africanas de formas que nos qualifiquemos à BAL, então estes seriam os principais desafios”, referiu Jeremias da Costa, vice-presidente do Costa do Sol.

Da Costa acrescentou ainda que Milagre Macome vai ter que trabalhar dentro das condições do clube, uma vez que “há limitações de recursos, então o desafio é fazer melhor dentro dos recursos disponíveis”, para além de capitalizar, melhorar e valorizar a formação.

Milagre Macome regressa ao clube nove anos depois a um clube que o formou como treinador de basquetebol. Tem contrato de dois anos e já prepara a fórmula para o sucesso.

“O objetivo do nosso regresso é, primeiro, trabalhar, é o lema que anda aí hoje, é  muito trabalho, é muito trabalho, compromisso, juntos, a união faz a força, porque se estivermos um bocadinho dispersos as coisas não vão acontecer, então é preciso estarmos juntos, comprometidos, nós, equipa técnica, o grupo de trabalho, os atletas, a direção do clube, todos temos que remar pelo mesmo caminho, só assim é que se conseguem os resultados”, disse o treinador.

Ademais, coach Mila diz que “regressamos a um grupo muito forte, um grupo constituído por bons jogadores, muitos deles já os conheço, então é um grupo muito competitivo, muito bom e vamos tentar melhorar aquilo que de bom existe e tentarmos corrigir ao máximo aquilo de menos bom que nós identificamos.

Milagre Macome destacou-se ao serviço do Ferroviário de Maputo onde conquistou quatro títulos nacionais e igual número dos campeonatos da cidade de Maputo, bem como foi o responsável pela primeira qualificação de uma equipa moçambicana para a fase final da Basketball África League (BAL).

A selecção sénior feminina de basquetebol iniciou, este sábado, com os trabalhos de preparação tendo em vista a participação na fase de qualificação para o Afrobasket 2025, prova que vai decorrer de 2 a 10 de Fevereiro, em Luanda, Angola. Nilton Manheira acredita no apuramento de Moçambique para a competição.

O primeiro treino da selecção nacional de basquetebol sénior feminina iniciou com um grito de guerra que simboliza a garra e determinação que as jogadoras têm para esta empreitada, bem como a força no alcance do objectivo.

Trata-se do início de uma preparação para mais uma batalha continental, que vai ter escala em Luanda, Angola, e se quer que termine na Costa do Marfim, na fase final.

Indicado pela primeira vez como seleccionador nacional, Nilton Maneira é o homem escolhido para comandar o sonho de marcar presença no Afrobasket. Diz ser um orgulho dirigir o combinado nacional.

“Primeiro é com o tamanho e orgulho de estar aqui e agradecer a oportunidade que estão a me dar. E eu sei que neste momento sou o espelho para a maior parte dos treinadores que estão nas províncias. E é com este orgulho que eu quero fazer desta campanha também mais um sucesso”, disse Nilton Manheira.

Um sucesso que, para Manheira, deverá obedecer muitas etapas. O foco é no trabalho.

“Eu penso que agora não temos que olhar para o tempo que não temos. Agora temos que olhar para o que temos que fazer nos poucos dias em que nós vamos treinar. Então temos que nos preparar bem, temos que nos organizar bem durante os treinos. Temos que tentar recuperar. Sabemos que estamos com mais ou menos 80% da equipa do Ferroviário de Maputo que vem de uma competição em Dezembro. E vamos tentar aproveitar ao máximo essa componente para formarmos uma equipe com as jogadoras que também vêm das outras equipas. E eu acredito que com este pensar nós vamos atacar aquilo que são os objetivos de qualificar”, disse o seleccionador nacional. 

Para esta empreitada foram eleitas 17 jogadoras para compor a selecção nacional, e as que estiveram presentes na sessão de sábado estão cientes da importância da competição, por isso só pensam no apuramento ao Afrobasket.

Stefânia Chiziane diz que o mais importante é a união, por forma a se conseguir o objectivo principal. “Tendo em conta que nós já conhecemos um pouco do que nos espera na qualificação, apesar do pouco tempo que temos para a preparar a equipa, temos noção disso, daí que só podemos trabalhar para que consigamos alcançar o nosso objetivo principal, que é qualificar para o AfroBasket 2025”, disse.

Por seu turno, Cecília Henriques olha para a experiência das jogadoras, principalmente as que estiveram na Liga Africana de Basquetebol feminino, ano passado. “Estamos já a preparar para conseguirmos chegar à fase final. Tendo em conta que a maior parte dos atletas que estão a se fazer presente, que recentemente participaram numa competição africana será vantajoso, tivemos um interregno, mas já estão a treinar o que vai ajudar, porque é exatamente isso que a seleção precisa”, disse.

O presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol garante que há boas condições de trabalho para a selecção.

Recorde-se que para além de Nilton Manheira, treinador da equipa masculina de basquetebol do Ferroviário da Beira, campeã nacional, escolhido para assumir o cargo de seleccionador nacional, Carlos Dezanove, adjunto de Nasir Salé no comando da equipa feminina do Ferroviário de Maputo, que foi campeã nacional e campeã africana de 2024, será o adjunto seleccionador.

A selecção nacional será composta por 17 jogadoras, das quais nove do Ferroviário de Maputo, nomeadamente Dulce Magaia, Anabela Cossa, Silvia Veloso, Carla Covane, Stephania Chiziane, Ingvild Mucauro, Rosa Cossa, Cecilia Henriques, Bruna Argélio e Ornília Mulhui, seis do Costa do Sol, Cleide Machava, Yolanda Francisco, Nilza Chiziane, Vilma covane, Shelsia Rafael, Eleotéria Lhavanguane, e Maxaquene que contribui com Ineida Chelene.

Carlos Aik será o coordenador geral e Deolinda Gimo a coordenadora, enquanto Alberto Júnior, do Costa do Sol, é o fisioterapeuta. Manuela Bucuane, estatística, e Alexandre Mondlane, técnico de equipamento, ambos do Ferroviário de Maputo, também compõem a equipa técnica.

A selecção nacional vai disputar o apuramento ao Afrobasket entre 2 a 10 de Fevereiro próximo, em Luanda, capital de Angola. A referida janela estava inicialmente agendada para acontecer em Maputo, mas devido a situação política do pós-eleitoral a Federação Moçambicana de Basquetebol tinha sugerido à FIBA-Africa o adiamento para Março, sem ter resposta positiva.

A fase final do Afrobasket-2025 terá lugar na Costa do Marfim em Agosto próximo.

 

O cessar-fogo na faixa de Gaza entrou em vigor neste domingo, às 11h15 do horário local, mesma hora de Maputo, após 15 meses de conflito e um atraso de três horas em relação à hora de início original.

O acordo prevê que os ataques entre Israel e o Hamas parem e que os reféns israelitas detidos pelo Hamas sejam libertados, por fases, em troca de prisioneiros palestinos mantidos em prisões em Israel.

A confirmação foi dada pelo gabinete do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, após ser compartilhada a lista dos 33 reféns que serão libertados pelo Hamas como parte da primeira fase do acordo de cessar-fogo.

A lista, publicada por Israel, inclui os reféns mais jovens e mais velhos feitos pelo Hamas em 7 de Outubro.

O cessar-fogo deveria ter começado às 8h30 deste domingo, mas Israel adiou o início faltando menos de uma hora, depois que o Hamas não cedeu a lista de reféns a tempo, devido a razões técnicas de campo.

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