Adélia Macucule defende soluções adaptadas às mudanças climáticas para reforçar a produção de alimentos e desafia jovens a transformarem a agricultura numa fonte sustentável de rendimento.
A Primeira Secretária do Comité Provincial da Frelimo em Inhambane, Adélia Macucule, defendeu esta quarta-feira, no distrito de Funhalouro, uma mudança de paradigma na produção agrícola, sustentando que o combate à insegurança alimentar passa pela adopção de soluções inteligentes, resilientes e ajustadas às novas condições climáticas que afectam a província.
A dirigente falava durante o encontro que marcou o arranque da sua visita de trabalho ao distrito, uma das zonas mais vulneráveis aos efeitos das secas cíclicas e da irregularidade das chuvas, fenómenos que, nos últimos anos, têm condicionado a produção agrícola e agravado a vulnerabilidade de milhares de famílias.
Perante dirigentes locais do partido e membros do Governo distrital, Adélia Macucule defendeu que a agricultura em Funhalouro deve evoluir para um modelo mais adaptado às características agroecológicas do território, privilegiando culturas compatíveis com o tipo de solo, a disponibilidade de água e o comportamento climático da região.
Na sua intervenção, considerou que a produção de alimentos deve deixar de depender exclusivamente dos modelos tradicionais de cultivo e passar a incorporar práticas agrícolas mais resilientes, capazes de garantir colheitas mesmo em períodos marcados pela escassez de precipitação.
Para a dirigente, a resposta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas exige inovação, capacidade de adaptação e um maior aproveitamento das potencialidades locais, transformando a agricultura numa actividade economicamente sustentável e suficientemente robusta para assegurar o sustento das famílias.
Um dos eixos centrais da mensagem de Adélia Macucule foi dirigido à juventude. A Primeira Secretária apelou aos jovens para que encarem a agricultura como uma oportunidade de criação de emprego e geração de rendimento, defendendo o aproveitamento sustentável dos recursos naturais disponíveis no distrito.
Segundo afirmou, o auto-emprego continua a representar uma das respostas mais eficazes para reduzir o desemprego juvenil, sobretudo em distritos predominantemente rurais como Funhalouro, onde a terra permanece como um dos principais activos económicos.
A dirigente incentivou igualmente os jovens a desenvolverem iniciativas inovadoras ligadas ao sector agrário, apostando na diversificação da produção, na adopção de tecnologias apropriadas e na valorização das cadeias de valor agrícolas, como forma de aumentar o rendimento das famílias e dinamizar a economia local.
A visita de trabalho enquadra-se na estratégia da Frelimo de reforçar o acompanhamento político e social das comunidades, através do contacto directo com a população e as estruturas locais do partido.
Durante a sua permanência em Funhalouro, Adélia Macucule deverá manter encontros de auscultação com diferentes grupos sociais, líderes comunitários e outras personalidades influentes do distrito, com o objectivo de recolher preocupações, identificar os principais desafios enfrentados pelas comunidades e acompanhar a implementação das políticas públicas ao nível local.
Espera-se que os encontros permitam recolher contribuições para o reforço das estratégias de desenvolvimento do distrito, com particular incidência sobre a produção agrícola, a segurança alimentar, a criação de oportunidades para a juventude e a adaptação das comunidades aos efeitos cada vez mais severos das mudanças climáticas.
A aposta numa agricultura resiliente surge numa altura em que Funhalouro continua a enfrentar desafios estruturais relacionados com a variabilidade climática, tornando cada vez mais necessária a adopção de práticas agrícolas capazes de garantir produção sustentável e maior resistência aos períodos de seca que afectam regularmente aquela região do interior da província de Inhambane.
Um jovem espancou até à morte sua própria esposa e colocou-se em fuga, levando consigo a filha de apenas um ano de idade.
De acordo com relatos de vizinhos, o casal vinha enfrentando conflitos constantes nos últimos dias. O que antes eram promessas de amor e companheirismo nos bons e maus momentos, deu lugar a episódios de violência doméstica.
Na madrugada desta segunda-feira o pior veio a acontecer. A mulher morreu após ser espancada pelo marido.
Testemunhas afirmam que após cometer o homicídio, o suspeito teria dado banho no corpo da esposa, vestiu-a e a colocou na cama, numa tentativa de encobrir o crime. Em seguida, fugiu levando a filha menor, cujo paradeiro ainda é desconhecido.
Foram, ontem, empossados 72 membros da Assembleia Provincial de Maputo e 83 de Sofala, eleitos no pleito de 9 de Outubro. Os empossados dizem estar prontos para dar a sua contribuição para o desenvolvimento das províncias.
Tomaram posse, esta segunda-feira, 72 dos 86 membros da Assembleia Provincial de Maputo, saídos das eleições de 9 de Outubro de 2024.
A quarta assembleia provincial de Maputo é composta por 48 membros da Frelimo, 31 do estreante PODEMOS, quatro da Renamo e três do MDM.
A cerimónia, que contou com a presença de alguns deputados da Assembleia da República, com edil de Maputo e o elenco provincial cessante, esteve, ao mais alto nível esteve o ministro dos Transportes e Logística, em representação de Daniel Chapo, que fez apelos de justeza, comprometimento e cumprimento escrupuloso da lei na fiscalização do executivo provincial.
“Face às responsabilidades do órgão que está à frente dos desafios desta província, que é parte integrante de Moçambique, atrevemos-nos a recomendar responsabilidade e empatia ao analisar os documentos que lhe serão submetidos, buscando sempre aprovar instrumentos com a qualidade necessária para o desenvolvimento local e satisfação das necessidades da população. Recordar também que é expectativa da população da província testemunhar o novo estágio de desenvolvimento da província em 2029”.
O que se seguiu, depois da investidura, foi a realização da primeira sessão extraordinária do órgão, cujo ponto único de agenda era a eleição do presidente da Assembleia Provincial de Maputo.
Com 44 votos, foi eleito António Pascoal para o cargo de presidente da Assembleia Provincial, Idalina Chirinda para primeiro vice e Pierce Félix para segundo vice – presidente.
Pascoal garante presidir o órgão, sem olhar para cores partidárias.
“Com espírito aberto, estarei sempre disponível para receber e tratar todos os grupos políticos, bancadas, comissões de trabalho e membros em todas as matérias que se mostram pertinentes”, disse António Pascoal.
Manuel Tule, que encabeça a lista da Frelimo, suspendeu o mandato de membro da Assembleia Provincial, para exercer o mandato de Governador da Província de Maputo.
Em Sofala, 83 membros foram conferidos posse, sendo 64 da Frelimo, 15 do MDM e 4 da Renamo, numa cerimónia onde foi reeleita Antónia Charre Presidente da Assembleia Provincial, Aurélio Andrade primeiro vice e para segunda vice-presidente Rosalita Macate.
Os empossados, conhecem a missão.
“É responsabilidade e fomos eleitos e temos que representar o povo. (1:17) Somos a voz do povo da província de Sofala e vamos fazê-lo com todo o prazer”, disse Rosalita Macate, segunda vice-presidente do órgão, em Sofala.
Quem concorria para entrar na Assembleia da República e não conseguiu, tomou posse como membro da Assembleia Municipal e diz que “apesar de ter a maioria na Assembleia Provincial, hoje chamaria essa maioria de Assembleia de Quantidade. E nós, como Renato, queremos ser a Assembleia de Qualidade. Isso significa que nós teremos que ser proactivos na fiscalização da actividade governativa, assim como andar nos distritos para percebermos as reais dificuldades da nossa população”, Andre Magibire, renamo.
“Os desafios são trabalhar com o Executivo, fiscalizar as acções do Executivo para a melhoria da qualidade de vida da população desta província”, disse Helena Transval, membro da AP, pela Frelimo.
Em Sofala, Lourenço Bulha, cabeça de lista da Frelimo, vai dirigir a província.
O Presidente da República, Daniel Chapo, recebeu, hoje, em audiência a comunidade Sant´Egídio de Moçambique. Depois do encontro, a organização católica mostrou-se disponível para trabalhar pela pacificação do país e apoio a pessoas carenciadas.
O Presidente da República recebeu, em audiência, esta segunda-feira, no seu local de trabalho, a Comunidade Sant´Egídio. No encontrou, a organização católica saudou o novo Chefe do Estado e falou das acções de caridade que tem desenvolvido em Moçambique.
“Nós, a comunidade Sant´Egidio, fomos, esta tarde, cumprimentar o novo Presidente para, também, apresentar o trabalho que a comunidade está a fazer desde há muitos que leva à frente aqui em Moçambique. A comunidade de Sant´Egidio sempre trabalhou pela paz em prol da população. Então, nós queremos continuar”, disse Maria Turrini, em representação da Comunidade Sant´Egidio em Moçambique
E é este tipo de trabalho que a Comunidade Sant´Egidio garantiu ao Presidente da
“Apesar de, às vezes, os tempos ficaram melhores e difíceis, mas a comunidade vai continuar a trabalhar em prol da população e, sobretudo, das pessoas mais vulneráveis. Então, fomos apresentar o trabalho que a comunidade faz um pouco por todo o país”
Um grupo de enfermeiros do Hospital Central de Maputo (HCM) paralisou as suas actividades em reivindicação do pagamento do décimo terceiro salário. Os grevistas dizem que só vão retomar as actividades quando receberem o que lhes é devido.
“Devíamos estar a trabalhar, mas não podemos ficar de fora do que está a acontecer com os funcionários públicos. Nós também fazemos parte da função pública. Então, é o nosso dever e direito acompanhá-los”, disse Calminosa, uma das enfermeiras, acrescentando que apenas os chefes dos sectores e alguns médicos é que estão a trabalhar.
A fonte diz ainda que estão a decorrer negociações com o director do hospital e se aguarda resposta para decidir sobre os próximos passos.
“Neste momento, em todas as unidades sanitárias, não estão a trabalhar, mas o hospital central está, pelo menos, ainda a receber os doentes. Não trancámos as portas. Os primeiros cuidados, nós vamos ter, só não vamos ter os cuidados integrais para todos”, acrescentou a enfermeira.
Rui Muniz, também grevista, explicou que a sua reivindicação se deve ao facto de o décimo terceiro ser um direito e não ter sido dado um aviso prévio sobre o não pagamento.
“Nós fizemos dívidas à espera do dinheiro do décimo terceiro”, acrescentou.
O Benfica recebe o Barcelona nesta terça-feira, às 22h00 de Maputo, na 7.ª jornada da fase de liga da Champions League. É o regresso da liga milionária ao Estádio da Luz e a 4.ª competição que os encarnados disputam no presente mês de Janeiro, após a conquista da Taça da Liga, diante do Sporting, a passagem aos quartos de final da Taça de Portugal com a vitória (1-3) no terreno do Farense, e, na sexta-feira, 17 de Janeiro, o derradeiro compromisso para a Liga Betclic, diante do Famalicão (4-0), referente à 18.ª jornada da prova. Segue-se a Champions!
E este é mais um embate entre antigos campeões europeus. Desta feita, o Benfica, com 10 pontos e um saldo de 10-7 entre golos marcados e sofridos, defronta um Barcelona que conta no seu pecúlio com 15 pontos e um balanço de 21 golos obtidos e 7 encaixados, factos que colocam os dois emblemas na 15.ª e 2.ª posições, respectivamente, na fase de liga da prova.
As “águias” encontram-se em zona de acesso à fase de play-off, enquanto equipa cabeça-de-série, já os blaugrana figuram entre os que seguem directamente para os oitavos-de-final da competição, pelo que um triunfo pode ser decisivo para os objectivos imediatos de cada uma das formações face à posição que ocupam.
Até ao momento, o Benfica conquistou quatro pontos em casa, resultantes da vitória diante do Atlético de Madrid (4-0) e um empate com o Bolonha (0-0), e averbou seis fora de portas, nos triunfos frente a Estrela Vermelha (1-2) e Mónaco (2-3).
Já o Barcelona começou a sua caminha na renovada Liga dos Campeões com uma derrota no terreno do Mónaco (2-1), vencendo consecutivamente os adversários que encontrou pela frente: Young Boys (5-0), Bayern Munique (4-1), Estrela Vermelha (2-5), Brest (3-0) e Borússia Dortmund (2-3).
Será o 10.º embate entre as duas equipas, e o histórico é ligeiramente favorável à formação espanhola. O Benfica venceu dois jogos e empatou quatro, duelos nos quais apontou 7 golos e sofreu 8. Porém, diga-se que, nos últimos três desafios realizados, o Benfica não sofreu golos, empatou dois e venceu um (3-0), concretamente a 29 de Setembro de 2021, no Estádio da Luz, na fase de grupos da Liga dos Campeões 2021/22.
Para esta terça-feira, estão ainda reservados os embates Atalanta vs Sturm Graz, Monaco vs Aston Villa, S. Bratislava vs Stuttgart, Club Brugge vs Juventus, Atletico vs Leverkusen, Liverpool vs Lille, Bologna vs B. Dortmund e Crvena Zvezda vs PSV Eindhoven.
O Ferroviário de Maputo já trabalha para a temporada futebolística 2025, numa primeira fase em que a equipa técnica liderada por Carlos Manuel tem a concentração virada para a readaptação de esforços.
Sexta-feira passada foi o primeiro dia de trabalhos, no campo da Liga Desportiva de Maputo, na Matola Hanyane, local onde foram realizados treinos bidiários até esta segunda-feira.
Os “locomotivas” cumpriram, na primeira semana de treinos, unidades de treino até ontem, segunda-feira, sendo que o dia de hoje, terça-feira, está reservado para o descanso, mas também para a viagem para um curto estágio em Xai-xai, capital provincial de Gaza, onde vão continuar com o processo de preparação.
Os trabalhos dos vencedores da Taça de Moçambique, neste ponto do país, serão efectuados no campo do Ferroviário de Gaza e Municipal Marien Ngouabi durante dez dias, antes do retorno à capital do país, para a terceira fase, antes do arranque do Campeonato Provincial, ao nível da Cidade de Maputo.
Para esta fase inicial, Caló e seus adjuntos trabalham na readaptação de esforços, tendo em conta que os jogadores vêm de um defeso, para depois iniciar os trabalhos com bola, nomeadamente nos aspectos técnicos-tácticos.
Recorde-se que, para a presente época, os “locomotivas” da capital já asseguraram as contratações de Elias Macamo, segundo maior marcador do Moçambola do ano passado, vindo do Desportivo de Nacala, e Telinho, que representou o homónimo de Nampula.
Em sentido contrário, estão confirmadas as saídas de António Sumbana, para a Black Bulls, e Maxweel Boakye, para o AS Douanes, do Burkina Faso.
Esta segunda-feira foi a vez do Ferroviário da Beira de abrir as oficinas, sendo que esta terça-feira está reservada para o Costa do Sol começar a trabalhar.
O internacional moçambicano, Edmilson Dove, já retomou os trabalhos no Kaizer Chiefs após ter ficado muito tempo lesionado. O defesa moçambicano, que contraiu a lesão no início da pré-época, no ano passado, vai tentar lutar por um lugar na equipa, assim como na selecção nacional.
A recuperação de Edmilson Dove foi confirmada pelo próprio jogador, que tem usado as suas redes sociais para dar a conhecer aos que acompanham a sua carreira os passos que dá na recuperação da lesão.
É uma lesão contraída aquando da pré-época do Kaiser Chiefs, efectuada na Turquia, com o moçambicano a sofrer uma entorse no tornozelo, que o levou a regressar à África do Sul para tratamento e início processo de recuperação.
Vale dizer que o internacional moçambicano perdeu toda a primeira volta da liga sul-africana, a Premier Soccer League, devendo procurar, agora, uma recuperação física para poder lutar pelo lugar no onze dos Amakhosi, nesta segunda volta.
Por conta das constantes lesões, o emblema sul-africano chegou a equacionar a possibilidade de rescindir o contrato com o jogador. Sucede que, à última hora, os Amakhosi desistiram da ideia.
Com a actual temporada a aproximar-se da metade, o Kaizer Chiefs terá tomado uma decisão importante sobre o futuro do internacional moçambicano Edmilson Dove, que podia assinalar o fim da sua passagem pelo clube.
O facto é que, sem Edmilson Dove disponível, os Amakhosi mudaram o foco para outras opções no lado esquerdo da defesa, incluindo Bradley Cross e Thatayaone Ditlhokwe. Segundo fontes internas, o contrato de Dove, que vai até Junho de 2025, provavelmente não será renovado.
Fontes do clube, citadas pelo The South African, sugerem que o Kaizer Chiefs já está a planear uma vida sem Dove. A luta agora é a contratação de Fawaaz Basadien, lateral-esquerdo do Stellenbosch FC, para a posição do moçambicano.
“Em algum momento, havia esperança de que as coisas pudessem dar certo para ele, mas, neste momento, o seu futuro no Chiefs chegará ao fim no final da temporada, quando o seu contrato expirar”, disse uma fonte citada pelo The South African.
A fonte revelou que o Chiefs comunicou a sua decisão a Edmilson Dove, que ainda está em fase de recuperação da lesão.
Iniciada a carreira em Tavene, Xai-xai, e depois transferido para o Ferroviário de Maputo, em 2013, o jogador de 30 anos de idade jogou nos “locomotivas” da capital do país até 2016, transferindo depois para o Cape Town City até 2021.
Após perder lugar nos sul-africanos, Dove regressou ao país para relançar a sua carreira na União Desportiva de Songo, onde disputou apenas seis jogos, suficientes para agradarem ao Kaiser Chiefs, que chamou o jogador na temporada 2022/23.
Dove ainda teve passagem curta pelo Chicken Inn do Zimbabwe, no ano passado, por empréstimo do Kaiser Chiefs, sem conseguir singrar, regressando aos sul-africanos para a pré-época, onde se lesionou.
A Associação Black Bulls encerrou, no domingo, a sua participação na Taça CAF com uma derrota, em Alexandria, diante do Al Masry do Egipto. Em seis jogos, o representante moçambicano somou uma vitória, um empate, quatro derrotas e foi a equipa que mais golos sofreu no Grupo D: 13. É uma experiência que serve para preparar a próxima participação, na edição 2025/26.
Um fim inglório de uma participação que esteve perto de ser perfeita, não fosse a derrota na última jornada, num jogo em que dependia de si para se qualificar para os quartos-de-final da Taça CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela.
A Black Bulls esteve perto de fazer história na sua primeira aventura na fase de grupos, ainda que tenha sido a segunda viagem africana na sua bagagem. É que, à entrada para a última jornada, os “touros” ainda estavam na luta pela qualificação, tal como outras duas equipas, o Al Masry do Egipto, seu adversário, e o Enyimba da Nigéria, que jogava também no Egipto, com o já apurado Zamalek.
Uma vitória do campeão nacional e um empate ou derrota do Enyimba colocavam a equipa moçambicana na fase do “mata-mata”, mas debalde. Três golos de Ben Youssef na primeira parte (22, 42 e 45 minutos) ditaram um resultado que não tinha nada de proveito, ainda que Rume tenha reduzido aos 57 minutos.
Vale dizer que o Zamalek ainda tentou ajudar, vencendo o Enyimba da Nigéria, mas em nada a valer para as contas da Black Bulls, que termina a fase de grupos na última posição, com quatro pontos, a um ponto do Enyimba da Nigéria, que terminou na terceira posição.
As duas equipas do Egipto (Zamalek, líder com 14 pontos e invicto, e Al Masry, segundo com nove pontos) garantiram presença nos quartos-de-final da prova.
Participação quase perfeita, mas inglória
Foi a segunda aventura da Associação Black Bulls nas competições africanas num intervalo de dois anos. Se na primeira terminou na primeira eliminatória, nesta o representante moçambicano pelo menos conseguiu chegar à fase de grupos da prova, em que conseguiu amealhar uma vitória e um empate.
Porém a participação dos “touros” na prova não foi de todo positiva, tendo em conta que a equipa liderada por Hélder Duarte não conseguiu garantir o apuramento para os quartos-de-final.
As quatro derrotas sofridas, duas diante do Zamalek, uma diante do Al Masry, ambas equipas do Egipto, e mais uma diante do Enyimba da Nigéria, condicionaram a presença do clube moçambicano noutra fase da competição.
A Black Bulls foi a equipa que mais golos sofreu no Grupo D, com um total 13, contra sete marcados. Só nos últimos três jogos os “touros” sofreram 10 golos e marcaram três.
Foram marcadores dos sete golos da Black Bulls: Ejaita (nas derrotas diante do Enyimba e Zamalek), Rume (um na vitória sobre o Enyimba e outro na derrota diante do Al Masry), Nené (no empate diante do Al Masry), Fidel, Ayuba (ambos na vitória sobre o Enyimba).
Vale dizer que os “touros” marcaram em cinco dos seis jogos disputados, falhando apenas no jogo inaugural, diante do Zamalek, em que perderam por duas bolas sem resposta.
Durante a participação na prova, a Black Bulls foi obrigada a realizar um dos três jogos caseiros fora de casa, ainda que na condição de anfitriã, devido à interdição do Estádio Nacional do Zimpeto.
Recorde-se que os “touros” voltarão a representar o país nas competições africanas, desta feita na Liga do Campeões, a partir de Agosto de 2025, para a edição 2025/26.
A experiência desta edição vai colocar alguns desafios aos “touros”, mas também as equipas moçambicanas nas afrotaças, agora também o Ferroviário de Maputo, na Taça CAF, entre eles a gestão do plantel, tendo em conta as épocas diferentes, do Moçambola e da CAF, e a questão do campo em condições para jogos internacionais.
Stellenbosch e Simba salvam região austral
Na Taça CAF, duas equipas salvaram a honra da região, nomeadamente o Stellenbosch da África do Sul e o Simba da Tanzânia.
Os tanzanianos lideraram o grupo A da fase de grupos com 13 pontos, somados graças a quatro vitórias, um empate e uma derrota, tendo marcado oito golos e sofrido quatro.
A antiga equipa de Luís Miquissone continua a mostrar-se grande ao nível do continente, chegando a várias fases do “mata-mata” ao longo dos últimos anos.
CS Constantine da Argélia terminou na segunda posição do grupo A, com 12 pontos, relegando o Bravos de Maquis de Angola, equipa treinada pelo moçambicano Almiro Lobo, na terceira posição com sete pontos.
Já o Stellenbosch da África do Sul terminou em segundo lugar no grupo B, com nove pontos, fruto de três vitórias e igual número de derrotas, tendo marcado seis golos e sofrido 10.
Os sul-africanos ficaram atrás do RS Berkane do Marrocos, líder com 16 pontos, a maior pontuação da fase de grupos.
Pelo grupo C, qualificaram-se o USM Argel da Argélia, líder com 14 pontos, e o ASEC Mimosas da Costa do Marfim, em segundo com oito pontos, ainda que os mesmos do ASC Diaraf do Senegal, mas vantagem no confronto directo.
Já no grupo D, em que estava inserida a Black Bulls, Zamalek e Al Masry, ambos do Egipto, foram as equipas qualificadas.
Vale dizer que vão ao sorteio dos quartos-de-final da Taça CAF, duas equipas do Egipto (Zamalek e Al Masry), duas da Argélia (USM Argel e CS Constantine), uma do Marrocos (RS Berkane), uma da Costa do Marfim (ASEC Mimosas), uma da Tanzânia (Simba SC) e outra da África do Sul (Stellembosch).
PRESTAÇÃO DA BLACK BULLS NA TAÇA CAF
RESULTADOS
Zamalek 2-0 Black Bulls
Black Bulls 1-1 Al Masry
Black Bulls 3-0 Enyimba
Enyimba 4-1 Black Bulls
Black Bulls 1-3 Zamalek
Al Masry 3-1 Black Bulls
CLASSIFICAÇÃO
EQUIPA J P
Zamalek Egipto 6 14
Al Masry Egipto 6 9
Enyimba Nigéria 6 5
BLACK BULLS 6 4
O Papa Francisco diz ter esperanca que o novo Presidente norte-americano, Donald Trump, contribua para uma sociedade sem ódio, discriminação ou exclusão.
“Inspirado pelos ideais da nação, uma terra de oportunidades e de acolhimento para todos, espero que, sob a sua liderança, o povo norte-americano prospere e se empenhe na construção de uma sociedade mais justa, na qual não haja lugar para o ódio, a discriminação ou a exclusão”, escreveu Francisco numa mensagem divulgada a poucas horas da posse de Trump.
A mensagem do chefe da Igreja Católica dirigida a Trump foi divulgada pelo Vaticano, segundo a agência francesa AFP.
No domingo, numa crítica velada, o Papa disse que seria lamentável se Trump prosseguisse com o plano de deportação em larga escala de imigrantes sem documentos.
Trump, que inicia hoje um segundo mandato depois de ter sido Presidente entre 2017 e 2021, comprometeu-se a adoptar uma posição intransigente em relação aos cerca de 11 milhões de imigrantes sem documentos nos Estados Unidos.
Prometeu levar a cabo “a maior operação de deportação da história americana”, embora qualquer programa de deportação tenha de enfrentar possíveis desafios legais e a recusa potencial de alguns países em aceitar os deportados.
Francisco, que recebeu Trump no Vaticano em 2017 para um encontro de meia hora, já o tinha criticado pelas posições contra os migrantes e por querer construir um muro na fronteira com o México.