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A população reclusória da Cadeia Central da Beira  considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e  pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.  

Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados  nesta terça-feira,  às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.

Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se  dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória. 

O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.  

Os reclusos  esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.

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No âmbito das actividades dos Sábados das Crianças, os centros culturais Franco-Moçambicano (CCFM) e Moçambicano-Alemão (CCMA) realizam um workshop de desenho orientado por Nuno Silas, para crianças dos 6 aos 12 anos, a ter lugar na sala de exposições do CCFM, na Cidade de Maputo, no dia 15 de Fevereiro, às 10h30.

Na oficina, os pequenos participantes vão aprender a observar e recriar o que vêem ao seu redor, explorando formas, cores e texturas de maneira lúdica e criativa.

Com técnicas acessíveis e orientadas, cada criança poderá desenvolver o seu próprio estilo e descobrir novas formas de expressar a imaginação.

Nuno Silas, artista visual moçambicano, é o autor da exposição que está patente desde esta terça-feira, nas salas de exposições dos centros culturais Franco-Moçambicano e Moçambicano-Alemão, proporcionando uma ligação directa entre a sua obra e a experiência do workshop.

 

O Zimbabwe separou, no início deste ano, uma nova verba para compensar agricultores brancos de diferentes países europeus cujas terras foram expropriadas em 2000, na reforma agrária do ex-Presidente Robert Mugabe.

Citado pela agência de notícias EFE, o ministro das Finanças, Mthuli Ncube, afirma que a indemnização, que totaliza 145,9 milhões de dólares, destina-se a 94 explorações agrícolas e 56 agricultores estrangeiros abrangidos pelos Acordos Bilaterais de Promoção e Protecção do Investimento (BIPPAS, na sigla em inglês), ratificados antes de 2000.

O desembolso desta nova verba surge depois de o Governo já ter incorporado no orçamento nacional de 2024 um montante de 20 milhões de dólares especificamente destinado a compensar os agricultores afetados e protegidos pelos BIPPAS, escreve a Lusa.

Os agricultores seleccionados para compensação são da Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Suíça e outros países da Europa Oriental.

O Governo do Zimbabwe pretende pagar um total de 331 milhões de dólares a 439 agricultores brancos locais que também foram afectados pela expropriação das suas terras em 2000.

O pagamento da indemnização é importante na tentativa do Zimbabwe de ganhar a confiança dos credores para reestruturar a sua dívida de 21 mil milhões de dólares (13 mil milhões de dólares de dívida externa e oito mil milhões de dólares de dívida interna).

Esta quarta-feira, às 18 horas, a Fundação Fernando Leite Couto (FFLC) abre a temporada cultural 2025 com a exposição individual da artista plástica Nelsa Guambe. 

Para FFLC, Nelsa Guambe continua a dialogar com Moçambique através da sua técnica apurada e sensibilidade para penetrar no mais profundo interior da alma humana, olhando para o outro como a si mesma. O que esta exposição intitulada, não ao acaso, “Memórias daqui”, revela, é a sua vontade de interpretar as pessoas e a sociedade à sua volta, através do desenho e pintura, sugerindo outras imagens para além do que realmente se vê.

“Nos retratos de mulher de enormes olhos deslumbrados Nelsa procura encontrar, em cada olhar, o sítio ideal para criar fantásticas e excitantes fantasias. Essas mulheres são como que um reportório de sentimentos, pensamentos e humores particulares. Nelsa utiliza a sua arte para explorar a multiplicidade da identidade feminina. Nos retratos que ela cria, há uma fusão entre o pessoal e o universal, onde cada rosto reflecte traços da sua própria essência, mas também da diversidade que compõe o feminino”, lê-se na nota de curadoria.

Como se procurasse atribuir um outro sentido à vida, enquanto escuta e interpreta a angústia, o sonho, o desejo, a doença e a cura, as vaidades, simplicidades, mas também o mistério e a transfiguração da paisagem onde os seres se colocam.

A curadora Yolanda Couto analisa que a obra de Nelsa Guambe convida o observador a contemplar a complexidade da aparência feminina, que não se limita a estereótipos fixos ou controláveis. “Em vez disso, essa identidade feminina emerge como fluida, dinâmica e surpreendente, especialmente para aqueles que têm a coragem de se aprofundar em seus próprios mundos interiores”.

SOBRE A ARTISTA

Nelsa Guambe (1987, em Chicuque) reside em Maputo e trabalha em áreas multidisciplinares, tais como pintura, ilustração, fotografia, curadoria, produtora e gestora cultural.

É uma artista autodidata que começou a pintar após concluir a licenciatura em Administração Pública e Estudos de Desenvolvimento pela UNISA (Universidade da África do Sul), em 2010. Os seus trabalhos mais recentes, entre outros, representam um diálogo interno sobre vários acontecimentos e emoções pessoais e colectivas.

Realizou várias exposições individuais em Maputo: Associação Moçambicana de fotografia (2015), Centro Cultural Franco Moçambicano (2016), DEAL Espaço Criativo (2019), DEAL Galeria (2022); FNB Johannesburg Art Fair (2022), e participou em exposições colectivas em Moçambique e no estrangeiro, incluindo: Núcleo de Arte, Maputo(2011), Franco Moçambicano Maputo (2012), Galeria Kunstraum – Abertura Maputo (2012), Detmold Lutherische Kirche, Alemanha (2012), Polana Serena Hotel Maputo (2014), 1:54 Contemporary Art Fair, Londres (2019), Latitude Artfair, Johnesburgo, (2019), Cape Town Art fair (2023), Afriart Gallery (Kampala), 2023), Turbine Art Fair, Johannesburg, (2023), Centro Cultural Português, Maputo (2023), IFA-PureGold: Upcycled/upgraded – uma exposição em digressão por uma década (Hanoi, Yangon, Londres, Bangkok, Hamburgo, Brasil, Barcelona). Em 2017 co-fundou o DEAL Galeria, é vencedora do Prémio Nacional de Literatura Infanto-Juvenil na categoria de Ilustração.

No dia 20 de Fevereiro, às 17h30, no Instituto Guimarães Rosa (antigo Centro Cultural Brasil-Moçambique), Cidade de Maputo, a Gala-Gala Edições vai lançar o livro “Blasfêmeas, Sangue e Poesia: Novas Vozes Femininas”, uma antologia que reúne 18 novas vozes da poesia moçambicana como Kaya M, Hera de Jesus e N’wantshukunyani Khanyisani.

Segundo uma nota de imprensa, entre os dias 20 de Julho e 20 de Setembro de 2022, a Gala-Gala Edições recebeu textos para a chamada “Blasfêmeas — Sangue e Poesia”, válida para autoras que ainda não haviam publicado livros (ainda que antologiadas). 

A organização recebeu, ao todo, 96 textos de 32 autoras. 

Os textos seleccionados imaginam o lugar da mulher na sociedade moçambicana e no mundo e denunciam os males que enfrentam.

Para a editora,, a iniciativa visa dar a conhecer o trabalho de novas vozes da poesia escrita por mulheres, para quem, a poesia e a música fizeram sempre parte do seu quotidiano,mas não antes tiveram a oportunidade de publicar em livro. Por isso “BlasFêmeas”, pois “queremos que este seja um acto de heresia, de empoderamento, de liberdade, de pôr as novas poetisas [ou mesmo poetas] a declamarem os seus amores, as suas liberdades, lutas e direitos”.

A antologia, de 104 páginas, homenageia Noémia de Sousa, a “mãe dos poetas” de Moçambique, que, ao longo da sua vida e obra, abriu portas para muitas mulheres (e homens) expressarem as suas verdades e complexidades. Ademais, a publicação celebra a sua influência geracional na literatura, um ano antes do seu centenário (a acontecer em 2026).

O lançamento do livro contará com a apresentação da estudiosa Sara Jona Laisse e será comentada pelo poeta Sangare Okapi.

“Blasfêmeas, Sangue e Poesia: Novas Vozes Femininas” integra a colecção Plural da Gala-Gala Edições.

As chuvas vão continuar a cair nas províncias de Tete, Manica, Sofala, no Centro do país, e em Gaza e Inhambane, no Sul, nas próximas 24 horas. A província de Maputo continuará a registar chuvas moderadas, esperando-se um abrandamento amanhã.

A situação, segundo explica o Instituto Nacional de Meteorologia, deve-se à persistência “da instabilidade atmosférica que afecta as regiões centro e sul de Moçambique desde a madrugada de hoje”.

Os meteorologistas referem que, nas próximas 24 horas, a referida instabilidade continuará a provocar o aumento de chuvas, que poderão ser acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas.

“Por outro lado, a região Norte do país continua sob influência da Zona de Convergência Intertropical que, apesar de temporariamente enfraquecida, poderá induzir períodos de precipitação repentina e dispersa sobre esta região”, escreve o INAM, em comunicado.

Recomenda-se a tomada de medidas de precaução, face ao mau tempo.

O presidente norte americano, Donald Trump, ameaça intervir directamente no conflito entre Israel e Hamas, caso o grupo pelestiano não liberte todos os reféns até o dia de sábado. Trump afirma que a sua interferência poderá ser um inferno caso a sua pretensão seja atendida.   

Se na semana passada Donald Trump sugeriu a retirada dos palestinianos na Faixa de Gaza para darem lugar ao que chama de reconstrução, esta segunda-feira, o republicano exigiu a libertação urgente de todos os reféns israelitas nas mãos do grupo armado Hamas.

A pretensão de Trump é urgente e requer que até o dia de sábado todos os reféns tenham sido libertados, sob o risco de uma interferência directa no conflito, incluindo a suspensão do cessar-fogo.

O Hamas decidiu adiar a libertação de reféns por tempo indeterminado por causa de violações do acordo do cessar-fogo por parte de Israel. Este congelamento levou de imediato o ministro israelita da Defesa a colocar em prontidão os militares.

Durante a habitual conferência de imprensa na sala oval da casa branca esta segunda-feira,  Trump voltou a comentar sobre a África do sul, e disse que o país vive um contexto de segregação.

Donald Trump decidiu esta segunda-feira a retirada de Joe Biden da lista de figuras que recebem informações confidenciais.

O julgamento de 84 soldados congoleses acusados ​​de assassinato, violação e outros crimes contra civis, no leste do país, devastado pelo conflito, começou esta segunda-feira.

Os soldados são acusados ​​de terem invadido casas de civis em várias aldeias dos territórios de Kabare e Kalehe, na província oriental de Kivu do Sul, no fim de semana, violando várias mulheres e matando pelo menos 12 pessoas.

Os soldados acusados ​​foram levados perante um tribunal militar em Bukavu, capital da província de Kivu do Sul, na segunda-feira. A parte civil solicitou a pena de morte para todos os acusados.

O Congo suspendeu uma moratória de mais de 20 anos sobre a pena de morte em Março, uma decisão criticada por ativistas de direitos humanos. A última execução ocorreu em 2003.

Zawadi Chapo Ombeni, morador de Kavumu, disse que foi espancado e roubado por soldados, enquanto se preparava para fugir da vila devido aos avanços dos rebeldes.

O julgamento acontece no momento em que os rebeldes do M23, apoiados por Ruanda, vêm obtendo ganhos significativos em Kivu do Sul, nas últimas semanas, após terem capturado a importante cidade de Goma, na província vizinha de Kivu do Norte.

Cerca de 3 mil pessoas morreram e quase o mesmo número ficou ferido desde o final de Janeiro.

A presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, augura dinamizar a cooperação com Portugal, principalmente através da Liga parlamentar de Amizade, Solidariedade e Cooperação entre ambos parlamentos, escreveu a Agência de Comunicação de Moçambique (AIM).

Falando segunda-feira, em Maputo, durante o encontro que manteve com o Embaixador de Portugal em Moçambique, António Moura, a presidente do parlamento moçambicano referiu que as relações de cooperação parlamentar devem ser traduzidas na implementação dos programas estabelecidos entre ambos parlamentos e Estados.

“Reitero os agradecimentos do povo moçambicano pelo apoio multiforme que Portugal tem vindo a canalizar ao país, nos domínios económico, político e social”, disse Talapa.

Por seu turno, António Moura perspectiva uma cooperação mais técnica e operacional, sobretudo ao nível de assistência à produção legislativa. Afirmou que o sucesso da AR vai espelhar o crescimento da democracia moçambicana, e, assim, os moçambicanos serão cada vez melhor servidos.

O diplomata português enaltece o encontro que manteve com Talapa, tendo sublinhado as matérias abordadas de interesse bilateral e multilateral.

“Abordamos várias matérias de interesse bilateral e multilateral, ou seja, no relacionamento entre Portugal e Moçambique, nomeadamente, ao nível da cooperação interparlamentar e também no quadro de diversas organizações internacionais que, quer Moçambique, quer Portugal, pertencem”, disse.

“Portanto, resumindo, eu diria que foi um encontro de trabalho excelente; tivemos a oportunidade de fazer uma análise e um ponto de situação daquilo que conseguimos fazer até agora, e tivemos também alguma reflexão sobre a forma como perspectivar o futuro, para melhor funcionamento do parlamento”, anotou.

Oficializada em Outubro de 1996, com a assinatura do protocolo de cooperação interparlamentar, a cooperação entre os parlamentos, moçambicano e português tem uma duração estabelecida de quatro anos, automaticamente renováveis.

Nas últimas 24 horas, Angola registou mais de  104 casos de cólera, elevando o total para 3.147 casos desde início do surto no mês passado e sete óbitos, somando 108 mortes, segundo anunciou o Ministério da Saúde daquele país.

Dos novos casos, 44 foram registados na província do Bengo, 41 na província de Luanda, 17 na província do Icolo e Bengo, um na província do Cuanza Sul e um na província da Huíla.

Nas últimas 24 horas ocorreram 7 óbitos: 3 na província do Icolo e Bengo, 2 na província de Luanda e 2 na província do Bengo, estando internadas 322 pessoas com cólera.

Foram vacinadas 925.573 pessoas, o que corresponde a uma cobertura vacinal de 86% da população alvo.

Desde o início do surto, a 07 de janeiro foram reportados 3.147 casos, sendo 1.542 na província de Luanda, 1.163 na província do Bengo, 407 na província do Icolo e Bengo, 10 na província do Cuanza Sul, 6 na província do Huambo, 6 na província da Huíla, 5 na província do Zaire, 5 na província de Malanje, 2 na província do Cuanza Norte e 1 na província do Cunene, com idades compreendidas entre 2 e 100 anos.

A doença provocou 108 óbitos, dos quais 48 na província de Luanda, 43 na província do Bengo, 15 na província do Icolo e Bengo e 2 na província do Cuanza Sul, sendo o grupo etário mais afetado o dos 2 aos 5 anos de idade com 486 casos e 13 óbitos, seguindo-se o grupo etário dos 10 aos 14 anos de idade com 409 casos e 8 óbitos.

A cólera é uma doença infecciosa causada pela bactéria Vibrio cholerae, que se transmite através da ingestão de água ou alimentos contaminados, causando sintomas como diarreia intensa e aquosa, vómitos e desidratação severa que podem levar à morte.

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