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A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.

O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar. 

O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.

Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos. 

O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.

A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária. 

Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país. 

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Um incêndio de grandes proporções destrui um armazém de venda de produtos diversos, no mercado Malanga, na Cidade de Maputo. O Serviço Nacional de Salvação Pública diz que a situação, que causou um ferido, terá sido causada por um curto circuito. 

Uma chama causadora de destruição. Um armazém de venda de produtos diversos foi consumido pelo fogo, no mercado Malanga. Tudo começou por volta das 18 horas, desta terça-feira. Do armazém, restou apenas uma ruína, que cai aos pedaços.

“Estava a receber produtos, no sábado, arrumei tudo na segunda-feira. Ontem, terça-feira, aquela hora das 19, ligaram-me para me dizer que ali está a arder. Eu pensei que fosse uma pequena coisa, mas quando cheguei aqui vi que tinha lume por toda a casa, nem recuperei nada”, disse o comerciante António Udoi.  

Telma António, que tinha também os seus produtos no interior do armazém, perdeu todos os seus produtos. “Óleo, caldo, açúcar, essas coisas que a gente vende, omo, tudo foi embora. Estou embaixo, aqui onde estou. Produtos  da minha nora também foram embora”, lamentou. 

Depois de ter estado no local na hora do incêndio, nossa equipa de reportagem regressou nesta quarta-feira e acompanhou in loco que o fogo continuava a arder. O Serviço Nacional de Salvação Pública explica as possíveis causas do incêndio. 

“O proprietário assume que houve algum tipo de eletrodoméstico, que estava a funcionar durante a noite e tratou-se mesmo de congeladores, que estavam em funcionamento, o que nos faz presumir, que pode ter havido algum sobreaquecimento ou curto circuito, que poderia ter estado na origem deste incêndio, aliado, como disse, às botijas de gás, num espaço fechado, sem ventilação e com aquecimento, uma vez que as botijas explodem deste modo”, explicou Leonildo Pelembe, porta-voz do SENSAP.   

Devido à situação, uma pessoa contraiu ferimentos ligeiros. “Nós temos a indicação de um indivíduo que teve ferimentos ligeiros e foi prontamente encaminhado para a unidade sanitária mais próxima”, avançou. 

As botijas de gás que se encontravam no interior do armazém associados ao material precário usado na sua construção  terão contribuído para o alastramento das chamas. 

“Toda vez que as botijas estiverem num espaço fechado, como por exemplo, nas residências, ao lado dos fogões, e haver um aquecimento neste espaço, originado pelo incêndio, o gás do petróleo liquefeito lá no interior há-de dilatar-se e chegar a um ponto de rompimento, causando explosões, como aconteceu aqui”, disse.  

O SENSAP apela ao reforço de medidas de segurança contra incêndio nos mercados.

O seleccionador nacional dos Mambas, Chiquinho Conde, diz que todas as estratégias traçadas para o jogo contra a Argélia não funcionaram e reconhece que a selecção nacional esteve desorganizada. Apesar da derrota, o técnico garante que os Mambas vão continuar a lutar até ao fim e que o sonho de ir ao Mundial continua.

“As estratégias que nós tínhamos montado para o jogo não resultaram. Estivemos desorganizados, não conseguimos ter bola. Insistimos muito no jogo interior e o campo deles era muito intensivo, nesse momento de jogo, o que condicionou o nosso jogo, porque sofremos três golos, na primeira parte. Depois, marcamos um golo e pensamos que podíamos, na última parte, retificar, mas não conseguimos”, disse o treinador dos Mambas. 

Chiquinho Conde disse ainda que os Mambas sabiam que a Argélia é a equipa mais forte do grupo, mas garantiu que a equipa nacional vai trabalhar para conseguir chegar, na segunda posição, aos Play-off. 

“É um sonho. Hoje, a equipa não esteve bem, há jogos assim, e vamos acreditar que é possível, para podermos chegar ao segundo lugar, para chegar a fase dos play-off”, concluiu.

Morreu, no último domingo, João dos Santos Ferreira, veterano da Luta de Libertação Nacional. Ferreira desempenhou várias funções, com destaque para os cargos de ministro da Agricultura e de deputado da Assembleia da República.

As cerimónias fúnebres de João dos Santos Ferreira vão ser realizadas, hoje, no Paços do Município de Maputo e contam com a presença do Presidente da República. 

João dos Santos Ferreira foi um destacado membro da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLIN) e desempenhou um papel relevante no processo de desenvolvimento do país.

A Rússia lançou 117 drones contra a Ucrânia, na noite passada, incluindo aparelhos reais e réplicas, que as forças russas usam para confundir as defesas inimigas, segundo comunicado da Força Aérea ucraniana.

As defesas aéreas ucranianas abateram 56 drones de ataque Shahed e outros modelos de aparelhos aéreos não tripulados de ataque, durante a noite, no norte, sul, leste e centro da Ucrânia, de acordo com a nota da Força Aérea, citada por Lusa.

Outros 48 drones, sem cargas explosivas, réplicas dos aparelhos aéreos não tripulados Shahed, caíram sem causar danos.

O ataque causou danos nas regiões de Sumi (nordeste), Dnipropetrovsk, Kirovohrad e Cherkasy (centro).

Este mais recente ataque com drones ocorreu depois de a Rússia e a Ucrânia terem garantido aos EUA, na terça-feira, que iriam trabalhar para o estabelecimento de uma trégua aos ataques no Mar Negro e às infraestruturas energéticas, sem estabelecer condições concretas ou calendários para este cessar-fogo parcial.

A guerra na Ucrânia começou em 2014 com a anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia e, posteriormente, em 24 de fevereiro de 2022 as tropas russas invadiram o território ucraniano.

Pelo menos 54 pessoas foram mortas em um ataque aéreo militar, num mercado local na região ocidental do Sudão, segundo relataram grupos de ajuda na terça-feira.

O ataque à vila de Tora na segunda-feira causou um incêndio enorme. Os militares sudaneses negaram ter como alvo civis, chamando as alegações de “incorretas”. No entanto, grupos de direitos humanos condenaram o ataque, chamando-o de “crime de guerra” devido ao seu impacto em áreas densamente povoadas. Mais da metade das vítimas eram mulheres, e pelo menos 23 outras ficaram feridas.

O conflito em andamento, que começou em abril de 2023, deixou mais de 28.000 mortos, com milhões de deslocados. A situação em Darfur continua terrível, pois ambos os lados continuam a aumentar a violência.

O governo vai encerrar as mineradoras que não pagam os impostos de superfície. Os visados têm até 15 dias para regularizar a sua situação. Segundo o secretário de Estado de Minas, Jorge Daudo, a medida visa, acima de tudo, garantir sustentabilidade e organização do sector.

Dos 2162 focos de mineração artesanal dedicados à exploração de ouro e outras jazidas identificados no país, só 1577 estão activos e destes, alguns podem encerrar as actividades, devido às irregularidades constatadas pelo Governo.

“Nós estamos a reestruturar o sector e uma das formas que nós fizemos é tornar pública a lista e, a breve trecho, vamos mostrar qual é o trabalho que nós estamos a fazer. A verdade é que estamos a limpar o cadastro mineiro, tornamos públicas as empresas, tornamos públicas, portanto, as empresas que estavam, portanto, a dever ao Estado e a dever a um trabalho interno que está sendo feito. Aquelas empresas que não pagaram o Estado, nós vamos revogar as licenças. Queremos tornar, mais uma vez, queremos tornar o sector mineiro sustentável e que mais moçambicanos se beneficiem”, explicou.

Jorge Daudo reuniu-se esta terça-feira em Maputo, com operadores mineiros num debate que pretendia encontrar soluções conjuntas para o desenvolvimento sustentável da actividade mineira. No encontro, o governante disse que há mineradoras artesanais que se supõe que estejam ao serviço do crime organizado.

“O exercício desta actividade continua a trazer desafios, entre os quais, o uso de tecnologias inadequadas, a degradação ambiental, não observância das normas técnicas de segurança mineira, ainformalidade, trabalho infantil, fuga ao fisco, branqueamento de capitais. Registamos a invasão e/ou vandalização de vários empreendimentos mineiros, em quase todo o pais, sendo, alguns dos quais ocupados por mineradores artesanais que se pressupõem estejam ao serviço do crime organizado”, disse Jorge Daudo.

Na lista dos infractores, estão algumas figuras e autoridades do estado que actuam como facilitadores na compra e venda ilegal de minas.

“Notamos com preocupação o envolvimento das  autoridades na cobrança de valores na autorização para a exploração de minerais em quotadas, áreas de conservação, na compra e venda ilegal de minerais, bem como a falta de observância da lei nos processos de apreensão de minerais, entre outras vicissitudes” denunciou.

Segundo o censo de mineradores artesanais, de 2021 até esta parte foram formalizadas 49 cooperativas minerais e emitidos 33 certificados para a actividade. No seu discurso de ocasião, Jorge Daudo apontou a “que a demora na emissão de documentos por outras entidades, condicionando o início da produção e expondo as áreas à mineração artesanal. Como consequência, há redução de investimentos, de criação de novos empregos, de arrecadação de receitas para o Estado, de construção de infraestruturas entre outros benefícios.”

O Conselho Municipal da Cidade de Maputo reconhece a existência de lixeiras em locais impróprios e diz estar à espera dos novos equipamentos adquiridos para acabar com o problema. 

Alguns bairros da Cidade de Maputo, como é o caso de Zimpeto e Chamanculo, continuam a enfrentar o problema das chamadas lixeiras informais. Os vendedores do Mercado Grossista do Zimpeto, por exemplo, recorrem às imediações do Estádio Nacional, maior infra-estrutura desportiva do país, para depositar os resíduos sólidos. 

Os munícipes justificam a acção pelo deficiente sistema de recolha de lixo por parte da equidade o que, segundo contam, acaba sufocando os contentores nos locais apropriados. Apesar de reconhecer a sua existência, o Conselho Municipal de Maputo diz que são casos isolados.

“Ao lado do Zimpeto tivemos uma situação que foi causada por alguma falha na recolha de lixo naquela zona e isso já está a ser resolvido”, reconhece o vereador de Infra-estruturas e Salubridade, João Munguambe. 

Em Janeiro deste ano, a edilidade prometeu eliminar as mais de 100 lixeiras informais espalhadas pela cidade até finais deste mês e  já há novos prazos. “Sabe certamente que recebemos o apoio do Conselho Municipal da Cidade de Chimoio, mas agora, em Abril, termina o apoio. Pensamos que até lá teremos os equipamentos do Município e a situação vai ser totalmente resolvida”, garante Munguambe.

Sobre a degradação das praças públicas, recentemente requalificadas, o Município de Maputo diz haver trabalhos de limpeza em alguns locais. 

“Há obras em curso na Praça da Juventude. Estamos a adquirir bombas para a rega, mas também já temos uma equipa a tratar do assunto. É preciso ver não só uma. Várias praças estão em condições, aquela em particular vamos dar a atenção necessárias”, explica João Munguambe.

No coração da província de Inhambane, onde o mar serve de ponte entre sonhos e oportunidades, algo mais do que ondas tem perturbado a travessia entre as cidades de Inhambane e Maxixe. É uma realidade antiga, que carrega consigo revolta, lutas silenciosas e, por fim, gritos de socorro dos operadores de pequenas embarcações. Tudo gira em torno de um nome que já não inspira a tranquilidade que deveria: a embarcação “Boa Viagem”.

Ao longo dos últimos meses, o que deveria ser uma travessia pacífica para mais de 4500 pessoas por dia tornou-se palco de tensões. A causa? A “Boa Viagem”, operada por um privado, ignorava sistematicamente as filas de espera no ponto de atracagem, avançando sem respeitar a ordem de chegada. Para os operadores de pequenas embarcações, este privilégio não declarado era um golpe direto às suas já limitadas oportunidades de trabalho.

Gerson Rangel, porta-voz da Associação dos Transportadores Marítimos de Inhambane (ASTRAMAR), descreve o impacto devastador da situação: “Os pequenos operadores ficaram desamparados. Enquanto alguns esperavam horas para carregar passageiros, outros simplesmente passavam à frente, sem nenhuma consideração pelas regras. Isto gerava perdas enormes, tanto financeiras como emocionais. Como é que alguém consegue trabalhar nessas condições?”, questiona.

Cansados de esperar por uma intervenção que nunca chegava, os operadores decidiram fazer algo raro no setor: pararam as suas atividades e levantaram a voz. Foi uma revolta silenciosa, mas poderosa, que finalmente atraiu a atenção das autoridades.

Numa reunião convocada pelo Governador de Inhambane, Francisco Pagula, operadores e autoridades sentaram-se à mesa para discutir soluções. “Foi um momento tenso, mas necessário”, relata Rangel. “Expusemos o impacto que estas práticas tinham nas nossas vidas e pedimos uma solução justa para todos.”

Dessa reunião, saiu uma medida temporária que trouxe algum alívio. A partir de agora, a “Boa Viagem” terá de respeitar a ordem de chegada no ponto de atracagem. Além disso, só poderá carregar depois que três pequenas embarcações tiverem carregado os seus passageiros. “É uma vitória parcial”, diz Rangel, “mas ainda estamos longe da solução ideal.”

Durante as negociações, também se discutiu o papel da TRANSMARÍTIMA, uma embarcação pública que desempenha um importante serviço social. Segundo Rangel, a TRANSMARÍTIMA transporta gratuitamente idosos, pessoas com deficiência e antigos combatentes. Por isso, foi decidido que esta embarcação poderá carregar após duas pequenas embarcações, garantindo que os mais necessitados não fiquem sem transporte.

“Reconhecemos o trabalho social da TRANSMARÍTIMA. Não é uma questão de privilégios, mas sim de atender necessidades específicas da nossa comunidade. Esta decisão foi tomada em consenso e acreditamos que é justa para todos”, afirma o porta-voz da ASTRAMAR.

Apesar do alívio temporário, os operadores sabem que a luta ainda não terminou. Até junho deste ano, todas as partes envolvidas deverão voltar à mesa de negociações para apresentar propostas definitivas. A ASTRAMAR já tem uma ideia concreta: “Propomos um modelo de carregamento 5 por 1. Isso significa que, para cada cinco pequenas embarcações que carregarem, a ‘Boa Viagem’ poderá operar. É uma forma de garantir justiça sem comprometer a sustentabilidade de ninguém”, explica Rangel.

Para muitos operadores, este trabalho não é apenas uma profissão, mas um meio de sustento para as suas famílias. “O mar é tudo o que temos. Se não conseguirmos trabalhar aqui, onde mais vamos? As autoridades precisam de entender que esta não é apenas uma questão técnica; é uma questão de sobrevivência”, desabafa um operador que prefere não ser identificado.

O que está em jogo é muito mais do que a organização das filas de embarque. A travessia entre Inhambane e Maxixe é a principal via de ligação entre as duas cidades, utilizada por estudantes, comerciantes, trabalhadores e famílias inteiras. Quando as coisas não funcionam, o impacto é sentido por todos.

“Há dias em que chegamos a transportar mais de 4500 pessoas. É uma responsabilidade enorme, e todos nós queremos fazer o melhor. Mas como podemos garantir um bom serviço se as condições não são justas para todos?”, questiona outro operador.

Rangel partilha dessa preocupação e apela à união entre os operadores. “Não podemos deixar que este problema nos divida. O que queremos é um sistema justo, onde todos tenham as mesmas oportunidades. Estamos dispostos a dialogar, mas queremos que as nossas vozes sejam ouvidas”, afirma.

Enquanto junho se aproxima, a esperança é de que as partes envolvidas consigam encontrar uma solução definitiva. Para Gerson Rangel, o futuro do setor depende da capacidade de todos em trabalharem juntos. “O mar é grande o suficiente para todos. O que precisamos é de regras claras e justas, que beneficiem a comunidade como um todo. Só assim poderemos garantir uma travessia segura, eficiente e, acima de tudo, equitativa.”

No final, o mar, que une as cidades de Inhambane e Maxixe, também simboliza os desafios e as oportunidades que todos enfrentam diariamente. É nele que os operadores depositam as suas esperanças, mas também é nele que encontram os seus maiores desafios. A luta por justiça continua, mas, como diz Rangel, “não vamos desistir. Estamos aqui para garantir que ninguém fique para trás.”

Entre as ondas e os ventos que sopram sobre o canal de Inhambane, reina agora a expectativa de dias melhores. Afinal, a luta por justiça e igualdade é uma travessia que todos merecem fazer.

O Presidente da República orientou, nesta terça-feira, em Lichinga, uma reunião com  Funcionários e Agentes do Estado (FAE), no âmbito da visita de  trabalho que realiza à província de Niassa. Durante o encontro, o  Chefe de Estado ouviu e registou diversas preocupações dos  servidores públicos e garantiu que o Governo está empenhado em  encontrar soluções para os desafios apresentados. 

“Registámos as preocupações e vamos ter que sentar para encontrar  as soluções. Esta é a razão da nossa vinda nesta visita”, afirmou o  Presidente. 

No início da reunião, Daniel Chapo explicou o propósito  da sua visita e destacou que segue uma agenda  previamente definida para percorrer as províncias do país. O  Presidente sublinhou que essa abordagem permite estar mais próximo da população e conhecer de perto os desafios enfrentados pelos  cidadãos e pelos servidores do Estado. “Estamos a visitar as províncias  para estar mais próximo do povo e, junto do povo, trabalhar para  responder às preocupações”, destacou. 

O Chefe de Estado reforçou que as reuniões com funcionários e  agentes do Estado são uma parte essencial da sua agenda, pois  permitem ouvir directamente as inquietações da classe e traçar  soluções adequadas. “Eu conheço algumas preocupações, que são  legítimas e que nós achamos que, gradualmente, podemos ir  resolvendo”, afirmou Chapo, acrescentando que o Governo já  começou a solucionar algumas dessas questões. 

Entre as medidas já implementadas, o estadista destacou o  pagamento do 13º salário, o início do pagamento de horas extras e do  turno e meio, e a regularização de pagamentos a fornecedores de  bens e serviços ao Estado. Segundo ele, o Governo está a proceder a  esses pagamentos de forma faseada, de acordo com a  disponibilidade financeira. “É importante que se vá pagando alguma  parte das horas extras enquanto se aguarda pela disponibilidade  financeira em resultado da aprovação do Orçamento do Estado”,  explicou. 

Apesar dos avanços, Chapo reconheceu que ainda  existem desafios por superar, incluindo sobre a implementação da  Tabela Salarial Única (TSU), a morosidade nos actos administrativos e a  falta de visto do Tribunal Administrativo para novos servidores  admitidos, o que causa atrasos no pagamento de salários. “Estamos a  fazer um esforço muito grande para valorizar o trabalho que os  colegas estão a fazer”, assegurou o Chefe de Estado.

Durante o encontro, os funcionários e agentes do Estado de Niassa  apresentaram preocupações relacionadas à falta de liquidez para o  pagamento de subsídios por morte, início de funções e de localização  para novos servidores. Além disso, foram levantadas questões sobre a  morosidade na fixação de pensões e o mau enquadramento de  alguns funcionários após a implementação da TSU. 

O Presidente da República garantiu que todas as preocupações  foram devidamente anotadas e serão objecto de análise e  encaminhamento pelo Governo. 

“Contem sempre com o nosso apoio e, sempre que for necessário,  vamos aparecer mais vezes em Niassa, vamos conversar mais vezes.  Tudo o que foi apresentado como preocupações registámos e vamos  trabalhar para resolver pouco a pouco para melhorar as condições de  trabalho dos funcionários e agentes do Estado em todo o país”,  concluiu o Presidente da República.

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