A população reclusória da Cadeia Central da Beira considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.
Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados nesta terça-feira, às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.
Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória.
O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.
Os reclusos esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.
Moçambique vai defender, na União Africana, o diálogo para resolução do conflito na República Democrática do Congo e solidariedade para com as Nações que querem ser reparadas pelas consequência do colonialismo e do apartheid. A Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo inicia amanhã e termina domingo.
A capital política africana, Addis Abeba, volta aos holofotes este sábado e domingo, com a presença na Sede da União Africana dos Chefes de Estado e de Governo dos 54 países que fazem o continente.
A 38ª Sessão da Assembleia Geral da União Africana vai marcar a participação, pela primeira vez, de Daniel Chapo, enquanto Presidente da República de Moçambique, daí que terá a oportunidade de discursar na plenária. O tema central desta edição tem a ver com justiça e compensação devido ao colonialismo.
O movimento nascido em algumas antigas colónias francesas, ganha agora dimensão continental, ao ter sido eleito com o lema da reunião de 2025. Mas compensação pelo passado colonial não é para Moçambique uma prioridade.
A cúpula não vai deixar de lado o tema da segurança no continente, particularmente num contexto de preocupação crescente em torno do conflito na República Democrática do Congo. A Chefe da Diplomacia Moçambicana vê neste encontro uma oportunidade para o reforço dos entendimentos já alcançados em torno do problema da RDC.
O encontro dos Chefes de Estado foi antecedido de reuniões do Conselho de Ministros da União Africana e do Mecanismo Africano de Revisão de Pares, num contexto em que Moçambique vai iniciar a produção do seu próximo relatório, que será avaliado pelos seus pares.
Esta será para Moçambique, também, uma oportunidade de criar corredores diplomáticos, até porque já são quase certos encontros que Daniel Chapo poderá manter com o SG das Nações Unidas, António Guterres e o Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento.
Prevê-se uma continuação de chuvas entre moderadas a fortes, com rajadas de vento, acompanhadas de trovoadas severas, nas próximas 24 horas, nas províncias de Manica, Zambézia e Tete. Já na região Sul, estará debaixo de chuva a província de Gaza.
Província da Zambézia, o alerta vai para os distritos de Alto Molocué, Chinde, Derre, GileIle, Gurué, Inhassunge, Luabo, Lugela, Maganja da Costa, Milange, Mocuba, Mocubela, Molubo, Mopeia, Morrumbala, Mulevala, Namacurra, Namarroi, Nicoadala, Pebane, cidade de Quelimane.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, em Tete, estão em alerta os distritos de Angónia, Cahora-Bassa, Changara, Chifunde, Chiuta, Doa, Macanga, Magoe, Marara, Marávia, Moatize, Mutarara, Tsangano, Zumbo e cidade de Tete.
Machaze, Mossurize, Sussundenga, Barue, Macate, Vanduzi, Guro, Macossa, Manica e Cidade de Chimoio, serão os fustigados, em Manica.
Já em de Gaza, serão afectados os distritos de Massangena, Chicualacuala e Mapai.
Mais de 200 trabalhadores sazonais amotinaram-se em frente ao gabinete do edil de Quelimane, Manuel de Araújo, como forma de reivindicar os seus salários referentes a três meses em atraso.
Os trabalhadores denunciam, também, alta de seriedade nas datas de pagamento dos respectivos salários.
O chefe do gabinete do edil de Quelimane, James Ngingi, até tentou esclarecer aos trabalhadores, mas estes não acreditaram nas explicações, exigindo apenas os pagamentos.
Na essência, procuravam entrar no gabinete do edil para ter o caso esclarecido. O chefe do gabinete prometeu que, até a próxima terça-feira, a edilidade irá liquidar a dívida.
A Primeira-Dama de Moçambique, Gueta Chapo, realizou, na tarde desta quinta-feira, a entrega de donativos ao orfanato Dom Orione, na Cidade de Maputo. O gesto solidário busca reforçar o compromisso com o bem-estar das crianças em situação de vulnerabilidade e sensibilizar a sociedade para a importância da responsabilidade social.
O Orfanato Dom Orione é uma instituição que há anos se dedica ao acolhimento de crianças em risco, proporcionando-lhes abrigo, alimentação, educação e um ambiente seguro para o seu desenvolvimento. Durante a cerimônia, Gueta Chapo destacou a importância da acção e o impacto positivo que pequenas contribuições podem ter na vida das crianças.
“Sabemos que essas crianças enfrentam desafios diários e que pequenos gestos de solidariedade podem fazer uma grande diferença. Esta doação representa um compromisso não só do Gabinete da Primeira-Dama, mas de toda a sociedade moçambicana, em garantir que essas crianças tenham um futuro melhor”, afirmou.
Além disso, a Primeira-Dama aproveitou o momento para agradecer a todos os envolvidos na acção, incluindo doadores, voluntários e a equipa do orfanato.
“Nosso profundo agradecimento a cada pessoa que contribuiu, seja com donativos, apoio logístico ou trabalho voluntário. Também queremos expressar nossa gratidão à equipe do orfanato, que se dedica diariamente a proporcionar um ambiente seguro e acolhedor para essas crianças”, enfatizou.
Os empresários queixam-se de demora nos serviços de Migração, para o tratamento de vistos e outros documentos migratórios. A Confederação das Associações Económicas diz que o facto está a comprometer as actividades económicas no sector privado.
São quase 200 processos ligados a empresas privadas, submetidos ao Serviço Nacional de Migração, ainda sem andamento desde o mês de Outubro. Esta sexta-feira, a Confederação das Associações Económicas veio a público para queixar-se da lentidão por parte do SENAMI.
Apesar da lentidão, por parte da migração, a CTA diz que há multas a serem aplicadas aos empresários, o que compromete a actividade económica.
Ainda esta terça-feira, a CTA recebeu uma delegação ucraniana que procura oportunidades de negócios no país. Além da agricultura, prevê-se que o intercâmbio abranja o sector de energias e mineração.
Três estradas estão intransitáveis e outras 6 estão com transitabilidade condicionada, na província de Gaza, na sequência das chuvas intensas que continuam a fustigar a região sul do país. A Administração Nacional de Estradas (ANE) precisa de 300 milhões de meticais, para uma intervenção de fundo na rede viária.
As estradas nacionais N222 (Páfuri-Mapai) R455 (Chicualacuala-Páfuri) e Chinhacanine-Nalaze, na província de Gaza, estão totalmente intransitáveis, na sequência das chuvas fortes que tem vindo a “sacudir” a região sul do país, nas duas últimas semanas.
Já as estradas nacionais N222/R411 (Mapai-Maxaila-Massangena) e R856 (Chokwé-Tlawene) e a não classificada Ndonga-Dindiza estão com a transitabilidade condicionada, referiu, o chefe de planificação, na delegação provincial da administração nacional de estradas (ANE).
“A Estrada Ndonga/Ndindiza, que liga as localidades de Ndonga e Mafada, está intransitável devido ao alagamento da plataforma no km25. A mesma situação ocorre na estrada R441: Chinhacanine/Nalazi, cuja ligação entre a localidade de Mbala-Vala e o Povoado de Majumisse está interrompida, devido ao corte no km 34-700, na província de Gaza”.
De acordo, com Nelson Horácio, mais 25 estradas rurais podem registar cenários de intransitabilidade caso o mau tempo persista nos próximos dias.
“Apela-se aos utentes das estradas em geral, para a programação das deslocações e transporte de pessoas e bens com observância redobrada das medidas de precaução nos próximos dias em locais de fraca visibilidade, sobretudo as secções alagadas e na aproximação de estruturas de drenagem”.
Nelson Horácio garantiu que as equipas técnicas da ANE estão no terreno a avaliar os danos e a implementar intervenções para restabelecer a circulação. E, fala de valores necessários para uma intervenção de fundo.
“É verdade que são necessários cerca de 300 milhões de meticais para uma intervenção definitiva, porque reparamos uma insuficiência de estruturas em grande parte das estradas. E, neste momento, as equipas técnicas da Delegação Provincial de Gaza, encontram-se no terreno a monitorar a situação e a avaliar os danos, estando em curso intervenções que visam assegurar a transitabilidade, enquanto decorrem acções de mobilização dos equipamentos e materiais para a reparação dos danos ocorridos nessas estradas” garantiu.
O responsável avançou ainda que nas estradas não classificadas Mohambe-Maqueze e cruzamento de Chongoene a mobilidade de pessoas e bens já foi retomada em resultado da redução da corrente das águas.
Morreu, na noite de ontem, o economista e empresário Adelino Buque, vítima de doença, na Cidade de Maputo. Buque foi, por muitos anos, comentador da STV e membro da CTA.
Adelino Buque foi membro da CTA, onde ocupou várias funções, e vice-presidente da Associação Comercial de Maputo. Fez também parte do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social.
Era economista de profissão, empresário e membro fundador da Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA, onde contribuiu para o fortalecimento do associativismo empresarial no país.
Mas seu perfil, ia para além desse. À data da sua morte, Buque era presidente de mesa da assembleia-geral da Confederação Empresarial da CPLP, em representação da CTA.
Adelino Buque foi administrador e accionista na Hortifrutícola e Presidente da Associação Comercial de Moçambique. Buque trabalhou, também, no Instituto Nacional de Segurança Social, onde ocupou os cargos de administrador e vice-Presidente do Conselho de Administração da instituição.
Por ser frontal e interventivo, Adelino Buque foi comentador assíduo de muitos programas da STV desde os primeiros anos do canal, com destaque para o País Económico, Linha Aberta e Noite Informativa.
Pela sua característica, por diversas vezes foi convidado a programas especiais. Como o caso de debates eleitorais. Não importava se era na plateia ou no painel, Buque estava sempre disposto a partilhar o seu conhecimento.
Em 2019, participou da Feira MozGrow, da Fundação Soico, onde falou das maiores barreiras do agro-negócio.
Na sua relação com o Grupo Soico, Adelino Buque foi também colunista do jornal O País.
Nas redes sociais, foi também bastante interventivo, com textos que apontavam soluções para os problemas do país.
Foi ainda nas redes sociais que Buque mostrou ser um homem que valorizava a família, pois era lá onde guardava as memórias dos melhores momentos que passavam juntos.
Adelino Buque morre a caminho dos 64 anos de idade e deixa viúva, duas filhas e quatro netos.
Papa Francisco foi internado, esta sexta-feira, no hospital Policlínica Agostino Gemelli, em Roma, para ser submetido a exames de diagnóstico e continuar o tratamento a uma bronquite.
“Esta manhã, após as audiências, o Papa Francisco será internado na Policlínica Agostino Gemelli para efetuar os exames de diagnóstico necessários e prosseguir o tratamento hospitalar da bronquite que o afeta”, lê-se num comunicado do Vaticano.
No domingo, durante a audiência geral, o Papa pediu a um assistente que lesse a catequese, dizendo que estava com uma “forte constipação” que lhe dificultava a fala.
Já na quarta-feira, ainda por recuperar da bronquite, foi substituído por outra figura religiosa na leitura da catequese. “Agora, permito-me pedir ao padre para ler. Com a minha bronquite, ainda não posso. Espero poder da próxima vez”, disse, depois de ler algumas linhas da sua catequese.
O sumo pontífice argentino, eleito papa em 2013, tem tido vários problemas de saúde nos últimos anos: dores nos joelhos e nas ancas, inflamação do cólon, cirurgia da hérnia.
Francisco, a quem foi removida parte do pulmão quando era jovem, esteve hospitalizado durante três noites em 2023 com uma bronquite, que tratou com antibióticos.
Os restos mortais de 14 soldados da paz sul-africanos, que tragicamente perderam suas vidas na República Democrática do Congo (RDC), foram repatriados para a África do Sul, na quinta-feira. Os soldados foram homenageados com uma cerimónia na Base da Força Aérea em Pretória.
O presidente Cyril Ramaphosa, discursando na cerimônia, prestou homenagem à bravura e ao sacrifício dos soldados.
“Eles foram chamados para servir em missões em nosso continente, bem como em missões internacionais e responderam a esse chamado com coragem. Como nação, estamos incrivelmente orgulhosos de nossos bravos soldados caídos. Honramos nosso dever ao trazê-los para casa.”
Os soldados foram mortos no mês passado, durante confrontos violentos entre o exército da RDC e os rebeldes do M23. O evento destacou as condições perigosas que os soldados da paz frequentemente enfrentam enquanto trabalham para estabilizar regiões afectadas por conflitos.
O presidente Ramaphosa enfatizou ainda a importância da missão dos soldados na RDC.
“E nós, como sul-africanos, consideramo-los heróis da nossa nação. O trabalho deles na RDC não era apenas sobre manter a ordem. Era sobre construir pontes, construir a paz, promover o entendimento e criar caminhos para uma paz duradoura em nossa região e em nosso continente”, disse ele.
Os caixões dos soldados, envoltos em bandeiras sul-africanas, foram carregados com reverência por membros da Força Aérea. Os restos mortais foram então entregues às famílias enlutadas, que estavam presentes para homenagear seus entes queridos.

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