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A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.

O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar. 

O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.

Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos. 

O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.

A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária. 

Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país. 

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A Construção do aterro sanitário da Katembe vai custar cerca de 30 milhões de dólares, equivalente a 1,9 mil milhões de meticais. Entretanto, ainda não há datas para o início das obras. Tudo está dependente da licença ambiental, ainda em processo de aquisição, e do reassentamento das famílias.

O aterro sanitário da Katembe é o local previsto para depositar grandes quantidades de lixo, depois de se encerrar a lixeira de Hulene, na cidade de Maputo. 

Embora o projecto de construção já seja de conhecimento público, a muito tempo, ainda há incertezas sobre o início das obras. 

“Apesar da parte técnica estar a ser desenvolvida em paralelo, é necessário ter esta parte técnica de licença ambiental, antes de começar qualquer construção”, Háfido Abacassamo, projecto de transformação Urbana. 

O aterro sanitário será construído numa extensão de 60 hectares, numa área distante  de zonas residenciais.

Para facilitar o acesso ao local prevê-se a construção de 9 km de estrada. 

“Existe toda uma infra-estrutura para a prevenção da poluição, e vai claramente ter uma vedação a circular todo o perímetro, porque é uma zona restrita, mas também para evitar futuras invasões”, garantiu Abacassamo. 

Esta sexta-feira realizou-se mais uma auscultação pública. Uma das preocupações dos munícipes é com a segurança do local e a garantia de que não irá prejudicar a saúde. 

“Falou-se das águas negras que vão ser filtradas e armazenadas, está claro, e depois as águas serão libertas. Para onde essas águas vão”, questionou um munícipe

O gestor de resíduos sólidos do Projecto de Transformação de Maputo Urbana garante que depois de erguido, o aterro sanitário da Katembe vai levar cerca de 30 anos, até que fique sem espaço.

O governo alemão vai desembolsar 500 mil euros, correspondente a mais de 34 milhões de meticais, para o desenvolvimento de um estudo de mercado de hidrogénio para a produção de energia eléctrica no pacote das energias limpas

O memorando de entendimento assinado na manhã desta sexta-feira, entre o Banco de Desenvolvimento alemão KFw, e a Electricidade de Moçambique (EDM), tem como objectivo o desenvolvimento de um estudo de mercado de hidrogénio verde, no país, com vista à produção de energia.

O estudo em causa terá duração de três meses e está orçado em mais de 34 milhões de meticais.

O Governo de Moçambique, representado pela Directora Nacional de Energia, garante que o fundo será direccionado à contratação de especialistas 

 

Na sede da Renamo, Província de Gaza, antigos guerrilheiros do partido amotinaram-se, nesta quinta-feira, para exigir o afastamento do presidente Ossufo Momade, bem como do Delegado Provincial, Felix Tivane. A situação culminou em confusão e pancadaria entre os membros

Foi uma manhã e tarde de muita agitação. Nesta quinta-feira, houve violência e insultos nas hostes da Renamo, na província de Gaza. Os antigos guerrilheiros do partido decidiram amotinar-se, na Cidade de Xai-Xai, para exigir o encerramento das instalações.

A ala militar diz que a Renamo perdeu o estatuto de maior partido da oposição, devido à ausência de diálogo interno e corrupção em sete anos de gestão de Ossufo Momade. 

Os antigos guerrilheiros da Renamo exigem uma reunião urgente do Conselho Nacional e destituição de Ossufo Momade, bem como do delegado provincial e sua direção, Felix Tivane, por alegada arrogância na gestão do partido. 

Felix Tivane já reagiu ao assunto e diz que os manifestantes pretendem desestabilizar o partido Renamo

O grupo diz que vai continuar a manifestar  até o afastamento de Ossufo Momade da liderança do partido.

O presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, nomeou um novo chefe do exército, antes dos protestos planejados para segunda-feira, convocados por um grupo de veteranos de guerra, que querem forçar o presidente a renunciar.

O ex-major-general, Emmanuel Matutu, assume com efeito imediato, segundo escreve a BBC África. 

O presidente Mnangagwa recebeu apelos de seus antigos apoiadores para renunciar, alegando má gestão e corrupção. No início desta semana, Mnangagwa aposentou abruptamente seu chefe do exército, o tenente-general Anselem Sanyatwe, nomeando-o ministro dos esportes, artes e cultura. 

Emmerson Mnangagwa tornou-se presidente em 2017, após um golpe contra o líder de longa data Robert Mugabe, e actualmente está a cumprir seu segundo e último mandato, que expira em 2028.

Os problemas começaram a surgir durante os comícios do partido governista Zanu-PF, no ano passado, após relatos de que Mnangagwa quer  permanecer no cargo. Apesar de uma garantia recente de Mnangagwa de que ele pretendia renunciar em três anos, muitos continuam não convencidos.

As críticas sobre sua liderança vindas de dentro do partido e as acusações de que ele pretende se agarrar ao poder evocaram memórias dos acontecimentos que antecederam o golpe que derrubou Mugabe.

Embora não esteja claro quanto apoio público os veteranos têm para os protestos planejados, o ministro da segurança alertou os zimbabuanos contra a participação nas manifestações.

A polícia anunciou uma proibição de quatro dias ao porte de armas ou quaisquer instrumentos que possam ser usados ​​para causar violência na capital.

O Governo do Distrito de Mecufi está a funcionar de forma improvisada, devido à falta de infra-estruturas que foram destruídas pelo ciclone Chido.

 Quase três meses depois da passagem do ciclone Chido, na província de Cabo Delgado, o Governo do Distrito de Mecufi ainda não reconstruiu  nenhuma infra-estrutura e, actualmente, todas as instituições públicas funcionam de forma improvisada. O Administrador do Distrito, Fernando Neves, trabalha numa tenda  doada pelas organizações humanitárias internacionais.

 Para minimizar as difíceis condições de trabalho, especialmente no sector da saúde, o Governo do Distrito recebeu uma nova ambulância, alocada pelo Ministério da Saúde.

Além de  infra-estruturas do Governo,  em Mecufi, o ciclone Chido destruiu cerca de dezasseis mil casas da população, e, actualmente, a maior parte das famílias vive em barracas improvisadas com o material reciclado.

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, recebe hoje, na cidade de Nacala, em Nampula, o Seu homólogo do Botswana, Duma Gideon Boko, que efectua uma visita de trabalho ao país.

A Visita do Presidente tswana a Moçambique tem como objectivo reforçar e aprofundar os laços históricos de irmandade, amizade, solidariedade e de cooperação política, económica, social e cultural, trocar pontos de vista sobre a situação interna entre os dois países, da África Austral, do continente africano e do mundo em geral, aprofundar o conhecimento mútuo e interpessoal entre os dois Chefes de Estado e passar em revista o actual estágio da cooperação bilateral.

Os dois governantes vão igualmente visitar o Porto de Nacala e o Centro de Operações Humanitárias e de Emergência (COHE), com o objectivo de se inteirar do seu funcionamento. 

 

O Presidente da República, Daniel Chapo, endereçou uma mensagem de saudação e um “profundo reconhecimento” a todos os médicos moçambicanos, enaltecendo o seu papel essencial na promoção da saúde e na defesa da vida dos cidadãos, por ocasião do Dia do Médico Moçambicano, assinalado esta sexta-feira.

Através de um comunicado de imprensa, o Chefe do Estado destacou a medicina como uma das mais nobres missões ao serviço da humanidade e sublinhou a resiliência, o profissionalismo e o elevado sentido de humanidade com que os médicos exercem a sua profissão, muitas vezes em contextos desafiadores em todo o território nacional.

O Presidente da República reafirmou o compromisso do Governo em continuar a investir na formação, valorização e melhoria das condições de trabalho dos profissionais de saúde, reconhecendo o contributo inestimável desta classe para o desenvolvimento do Sistema Nacional de Saúde.

“Em nome do povo moçambicano e em meu nome pessoal, rendo a devida homenagem aos médicos do país e encorajo-os a prosseguir com determinação e esperança, nesta missão de salvar vidas e construir um futuro mais saudável para todos”, declarou o Presidente da República.

O Dia do Médico Moçambicano é celebrado anualmente a 28 de Março. 

Há preocupações de que o Sudão do Sul esteja à beira de uma nova guerra civil após a prisão do principal líder do partido de oposição, Riek Machar. O seu partido disse, na quinta-feira, que sua detenção “desmoronou” um acordo de paz de 2018, que encerrou cinco anos de conflitos, que deixaram centenas de milhares de mortos, segundo escreveu a African News.

Seu vice-presidente, Oyet Nathaniel Pierino, disse que o acordo “foi revogado” e que a prisão de Machar mostra falta de boa vontade política, para alcançar paz e estabilidade. Sob o frágil acordo de partilha de poder, o presidente Salva Kiir lidera um governo de unidade com Machar, um antigo líder rebelde, como primeiro vice-presidente.

Há outros quatro vice-presidentes no país. Um membro do partido de Machar, o Movimento/Exército de Libertação do Povo do Sudão – Na Oposição (SPLM-IO), disse que um comboio de veículos armados entrou em sua residência, na quarta-feira, e o prendeu.

Machar é acusado de apoiar a milícia do Exército Branco, que entrou em confronto com os militares no estado do Alto Nilo, no início deste mês.

Os dois lutaram lado a lado durante a guerra civil, mas o SPLM-IO negou qualquer ligação com o grupo.

Machar e sua esposa estão detidos em sua casa na capital, Juba. Houve ampla condenação internacional à sua prisão.

A missão de paz das Nações Unidas no país (UNMISS) alerta que um novo conflito vai devastar não apenas o Sudão do Sul, mas toda a região.

O chefe da UNMISS, Nicholas Haysom, disse que depois dos relatos da detenção de Machar todas as partes deveriam “exercer contenção e defender o Acordo de Paz revitalizado”.

O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, disse que enviaria uma equipe para Juba “como parte dos esforços para acalmar a situação”. Em uma declaração no X, o departamento de assuntos africanos do Departamento de Estado dos EUA pediu que Kiir revertesse a prisão domiciliar e “impedisse uma maior escalada da situação”.

As tensões aumentaram entre os partidos de Kiir e Machar e pioraram desde o ataque de Março à base militar.

Seis pessoas morreram e nove ficaram feridas quando um submarino turístico transportando 45 passageiros afundou na costa egípcia, esta quinta-feira.

Equipas de emergência resgataram 29 pessoas do naufrágio numa das praias da área de passeio turístico no resort de Hurghada, no Mar Vermelho.

Além dos tripulantes, havia 45 passageiros a bordo, todos russos e alguns menores de idade, de acordo com as autoridades consulares russas em Hurghada.

O submarino, que pertencia ao Sindbad Hotel em Hurghada, estava em um passeio regular para ver recifes de corais. Ele partiu por volta das 10 da manhã de quinta-feira e afundou quando estava a cerca de 1 quilômetro (aproximadamente meia milha) da costa.

Os resgatados foram levados para hospitais e estão em condição estável, de acordo com o consulado russo. Ainda não se sabe o que causou o naufrágio.

O navio, que era operado por uma empresa sediada em Hurghada chamada Sindbad Submarines, tem 44 assentos para passageiros, dois assentos para piloto e uma janela de visualização redonda para cada passageiro, de acordo com o site da empresa.

Em Novembro, um iate turístico afundou no Mar Vermelho após alertas de águas agitadas, disseram autoridades egípcias. Pelo menos quatro pessoas se afogaram, enquanto 33 foram resgatadas.

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