Skip to main content

O País – A verdade como notícia


ÚLTIMAS

Destaques

NOTÍCIAS

Moçambique e Malawi assinam, nesta quinta-feira, na cidade de Tete, um memorando de entendimento sobre medidas sanitárias e fitossanitárias, com vista a facilitar o comércio de produtos agrários, reduzir barreiras comerciais e reforçar a segurança sanitária. 

A iniciativa pretende melhorar a circulação de mercadorias entre os dois países, com particular incidência nos corredores da Beira e de Nacala, que ligam o Malawi aos mercados regionais e internacionais através dos portos moçambicanos.

O Secretário Permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Acubar Baptista, considera fundamental assegurar a coordenação entre as instituições de Moçambique e do Malawi, de modo a facilitar o comércio entre os dois países.

Para a Secretária Permanente responsável pelo sector da Agricultura da República do Malawi,  a cooperação comum dos riscos sanitários e fitossanitários é necessária para fortalecer a capacidade dos dois países de gerir pragas que afectam o comércio agrícola.

O sector privado acolhe com optimismo a assinatura do memorando, considerando que o instrumento poderá reforçar o controlo de qualidade dos produtos comercializados entre os dois países.

O memorando enquadra-se no Projecto de Comércio e Conectividade da África Austral, financiado pelo Banco Mundial e implementado pelo Ministério dos Transportes e Logística.

Vídeos

NOTÍCIAS

O Fundo Monetário Internacional diz que Moçambique deve reduzir a massa salarial, cortar as isenções fiscais e modernizar a administração tributária se quiser alcançar a robustez econômica. O representante residente do FMI em Moçambique falava hoje durante o economic briefing.

O primeiro trimestre de 2025 mostrou-se animador para a recuperação da economia nacional, mas o Fundo Monetário Internacional entende que há fatores que desaceleram o processo e a dívida pública é um deles.

“A dívida pública continua alta. Após ter caído para 91% do PIB em 2023, está agora se aproximando de 100% do PIB. Além disso, a composição da dívida doméstica apresenta riscos significativos de rolagem e de taxa de juros. As agências de classificação de crédito baixaram a classificação da dívida pública doméstica de Moçambique em março de 2025.  O Eurobond de Moçambique recentemente viu o spread se alargarem acima de 1.300 pontos de base”, referiu-se Olamide Harisson, representante residente do FMI em Moçambique.

Por isso, o representante residente do FMI em Moçambique, propõe o envolvimento directo do Governo, na tomada de medidas económicas.

“Moçambique precisará tomar medidas corajosas e antecipadas para aumentar sua resiliência. Reduzir a massa salarial, cortar isenções fiscais e modernizar a administração tributária são medidas essenciais para restaurar a sustentabilidade fiscal.  Ao mesmo tempo, os gastos domésticos pró-borno devem ser aumentados,  especialmente dados os cortes na assistência oficial ao desenvolvimento.  Melhorar a capacidade de gestão da dívida é essencial”, explicou. 

O FMI compromete-se em colaborar com Moçambique nas negociações do novo programa de financiamento. 

Olamide Harisson falava nesta quarta-feira, 30, durante o  Economic Briefing, um evento organizado pela Confederação das associações económicas de Moçambique, CTA, que, apesar das incertezas faz um balanço positivo do primeiro trimestre de 2025.

Primeiro trimestre de 2025 foi positivo

Na sua primeira intervenção, Vuma destacou que houve, entre Janeiro e Março do corrente ano, uma ligeira aceleração da actividade económica, com o índice do Ambiente Macroeconómico subindo de 50% no último trimestre de 2024 para 51% neste trimestre. A inflacção manteve-se estável em torno de 3,34%, e o metical mostrou resiliência

“Da avaliação feita pela CTA, constatamos como tendo sido os principais factores que determinaram estes resultados, a restauração da estabilidade sócio-política, aumento do fluxo de transporte à medida que os bloqueios das vias foram reduzindo, redução do custo de combustíveis numa média de 2,7%. Como aspecto negativo, registamos o relativo aumento dos insumos no sector agrícola, o aumento dos custos com a logística e manutenção no sector de transporte, principalmente devido aos impactos das mudanças climáticas, e constrangimentos na aquisição de insumos decorrente do défice de divisas no mercado. Portanto, o I Trimestre de 2025 apresentou sinais de recuperação empresarial num contexto ainda frágil”, explicou Vuma.

E por essa fragilidade que persiste a insegurança por parte dos privados em fazer investimentos no país.

“Embora a situação esteja mais controlada, a percepção de risco político reduziu temporariamente a confiança dos investidores, especialmente nas PME e comércio, e na atractividade do país como destino de turismo privilegiado. Este facto faz crer sobre a necessidade de encetar acções da parte do governo, do sector privado e da sociedade como um todo para, por um lado assegurar a estabilidade sócio política, e por outro projectarmos o país como um destino preferencial de investimentos e turistas”.

Este pode ter sido o último evento do género da CTA antes da eleição dos novos órgãos sociais da agremiação.

O terminal de contentores do Porto de Maputo vai aumentar de capacidade dentro de dois anos. Para o efeito, foi lançada, nesta quarta-feira, a primeira pedra para as obras de ampliação.

Este momento simboliza o início dos trabalhos para ampliação do Terminal de Contentores do Porto de Maputo.

As obras serão levadas a cabo neste local, onde o terreno já está preparado e as máquinas, posicionadas.

O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, foi quem procedeu ao lançamento dos trabalhos.

“É nossa expectativa que cada dólar investido gere valor acrescentado para Moçambique, em conhecimento, inovação, inclusão e bem-estar. Que seja um investimento responsável, onde o crescimento económico caminhe de mãos dadas com a inclusão e sustentabilidade ambiental”, disse o ministro.

A empreitada inclui a expansão do pátio de armazenagem de contentores e aprofundamento do cais, que vai permitir ao Porto de Maputo receber navios de maiores dimensões.

Adicionalmente, serão instaladas mais de 700 tomadas para contentores frigoríficos para alavancar o crescimento das exportações agrícolas, particularmente de citrinos do Limpopo na África do Sul e de Massingir, em Moçambique.

Com a ampliação, o ministro dos Transportes e Logística diz que o Porto de Maputo deve manter-se como eixo estratégico do crescimento económico.

“Este investimento deve ser uma âncora para o desenvolvimento do país, que se traduz em mais postos de emprego, novas oportunidades para PME e contínua formação tecnológica e digital.”

Os trabalhos estão avaliados em 164 milhões de dólares, o equivalente a 10,3 mil milhões de Meticais.

“Nos últimos três anos, nós investimos três biliões de dólares em infra-estruturas e capacidades logísticas em África,  e esse é só o começo. Pretendemos investir mais três biliões de dólares no desenvolvimento de mais infra-estruturas e logística”, disse Mohammed Akooje, representante da DP World.

As obras de ampliação do Terminal de Contentores do Porto de Maputo terão a duração de dois anos.

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) iniciou, na terça-feira, a retirada de suas forças de paz das regiões orientais da República Democrática do Congo (RDC), através de Ruanda.

Fontes da mídia local em Ruanda, citadas por African News, relataram ter visto forças da SADC, que transportavam vários camiões de soldados e equipamentos de Goma, na província de Kivu do Norte, através de Ruanda.

Relatórios indicam que o comboio viajará para Chato, no noroeste da Tanzânia, antes de ser repatriado para vários países.

Ruanda concordou em Abril em dar passagem segura às forças da SADC.

A força de vários milhares de soldados de manutenção da paz da África do Sul, Malawi e Tanzânia foi enviada ao leste do Congo pela SADC, em 2023, para ajudar o Governo congolês a pacificar uma região rica em minerais assolada por várias insurgências.

A missão militar da SADC sofreu pesadas perdas nos meses anteriores, com cerca de uma dúzia de soldados da África do Sul, Malawi e Tanzânia mortos, quando os rebeldes do M23 tomaram o controle de Goma.

A retirada das tropas da SADC ocorre depois que o M23 assumiu o controle da principal cidade do leste do Congo, Goma, e tomou a segunda maior cidade, Bukavu, em ofensivas nos últimos dois meses.

Quatorze soldados sul-africanos, e pelo menos três do Malawi, foram mortos em Janeiro, nos combates. As Nações Unidas posteriormente evacuaram um grupo de sul-africanos gravemente feridos.

Houve mais um ataque a uma coutada situada na Reserva Especial do Niassa. Ainda não há informação detalhada sobre a ocorrência, mas “O País” sabe que há um contingente militar destacado para travar o combate.

Trata-se do acampamento de caça desportiva de Mariri, na coutada L5S da Reserva Especial do Niassa, que foi invadido por homens armados por volta das 16h30 desta terça-feira.

O local é de difícil acesso e dista cerca de 130 km no interior da Reserva Especial do Niassa. Devido à dificuldade de telecomunicações no terreno, ainda não há informação concreta do que aconteceu efectivamente, mas o “O País” soube de fontes das Forças de Defesa e Segurança, que foi destacado um contingente militar para fazer face ao grupo, que se supõe que sejam terroristas, que actuam em Cabo Delgado, e estão a reforçar a logística. 

A coutada ora invadida dista cerca de 15 km da coutada gerida pela Kambako, que foi alvo de um ataque similar no último sábado, também na Reserva Especial do Niassa.  

As Forças de Defesa e Segurança encaram estes ataques com preocupação, uma vez que, nos acampamentos de caça desportiva, os insurgentes conseguem uma logística significativa, como alimentos, armamento, material de comunicação e combustível, o que pode ser um sinal de reabastecimento das bases dos grupos que actuam em Cabo Delgado.

Os Estados Unidos pediram que a Rússia e a Ucrânia aceitem a sua proposta de paz, numa reunião do Conselho de Segurança da ONU em que as duas nações se culparam pela continuidade da guerra. 

O representante norte-americano, John Kelley, instou, na terça-feira, a Rússia e a Ucrânia a aceitarem a proposta de Washington e lembrou que o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, pediu a Moscovo que interrompesse os ataques e “encerrasse imediatamente a guerra”.

“Se ambos lados estiverem prontos para acabar com a guerra, os EUA apoiarão totalmente o caminho para uma paz duradoura”, acrescentou Kelley, citado por Notícias ao Minuto. 

A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Mariana Betsa, denunciou perante o Conselho de Segurança que Moscovo lançou 8 500 bombas contra o seu país desde Março, quando os EUA propuseram um cessar-fogo total, e afirmou que o “ponto de partida” para a paz seria justamente essa trégua.

A vice-ministra acrescentou ainda que a Ucrânia quer a paz, mas “não a qualquer preço”, “nunca reconhecerá os territórios ocupados” como russos, não aceitará “nenhum estrangeiro” no comando das suas Forças de Defesa, e não permitirá que a sua soberania ou políticas sejam restringidas, incluindo “as alianças” das quais deseja participar.

Por sua vez, o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, disse que a convocação da reunião do Conselho de Segurança pelos “patrocinadores europeus” de Kiev reflete o seu “medo de ficar de fora diante da nova administração dos EUA, que busca uma solução” para o conflito.

Nebenzya acusou Kiev de sabotar a moratória de 30 dias, “escalar o conflito e rejeitar propostas de paz equilibradas dos EUA”, enquanto Moscovo continua a manter negociações sobre “os contornos do plano de paz”.

A reunião de terça-feira foi convocada pela França e presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noel Barrot, que pediu um cessar-fogo abrangente e denunciou o ataque russo de 24 de Abril contra Kiev, um dos piores desde o início da guerra, que deixou 13 mortos e cerca de 90 feridos.

Já a secretária-geral adjunta da ONU para os Assuntos Humanitários, Joyce Msuya, afirmou que, até ao momento, “não se passou um único dia neste ano sem que civis tenham sido mortos ou feridos em ataques”.

Pelo menos 26 pessoas morreram,incluindo mulheres e crianças, no nordeste da Nigéria, devido à detonação  de explosivos improvisados, em uma estrada. Segundo o portal de notícias African News, uma filial do Estado Islâmico assumiu a responsabilidade pelo ataque.

As explosões ocorreram em uma movimentada estrada que liga as cidades de Rann e Gamboru, no estado de Borno, perto da fronteira com Camarões, disse o porta-voz da polícia nigeriana, Nahum Daso, à Associated Press, citado por African News. 

A maioria dos mortos eram agricultores e comerciantes locais amontoados em uma camionete Toyota, que passou por cima de uma mina terrestre, disse Daso. O porta-voz da polícia nigeriana disse que a mina foi soterrada por supostos militantes da filial do Estado Islâmico, conhecida como Província da África Ocidental.  

Além dos mortos, pelo menos três pessoas ficaram feridas e foram levadas a instalações médicas próximas para tratamento. As forças de segurança já protegeram a área e iniciaram operações de limpeza.

Abba Modu, membro da Força-Tarefa Conjunta Civil, um grupo de vigilantes que apoia os militares na luta contra militantes islâmicos, disse que os explosivos podem ter sido destinados a agentes de segurança que patrulham regularmente a rodovia. 

O Estado Islâmico da Província da África Ocidental, também conhecido como ISWAP, assumiu a responsabilidade pelo ataque em um comunicado no Telegram na terça-feira.

O Departamento do Karting do Automóvel e Touring Clube de Moçambique (ATCM), liderado por Wilson do Vale, arrancou nesta semana com o processo de inscrição dos pilotos que farão parte da 2ª Corrida do Campeonato de Karting CKA, marcada para 10 de Maio, no Kartódromo do ATCM.

À semelhança do que foi a 1ª Corrida do Campeonato de Karting CKA disputada em Fevereiro no Kartódromo do ATCM, o departamento de Karting espera muita afluência dos pilotos nas cinco (5) classes, nomeadamente, Bambino, Mini Max, Júnior Max, Sénior Max e DD2.

Como forma de incentivar os futuros praticantes da modalidade, o departamento de Karting do ATCM tem estado empenhado na promoção de acções de formação através da Academia de Karting Cristiano Morgado.

Uma das grandes apostas do departamento de Karting do ATCM é tornar o Campeonato de Karting CKA de 2 tempos regular com as cinco (5) categorias a registar maior número de pilotos na grelha de partida em cada competição.

À entrada da 2ª Corrida do Campeonato de Karting CKA da presente época desportiva do ATCM são esperados mais de 20 pilotos em pista.

A nível da classe Mini Max, o piloto moçambicano Eduardo Campos lidera o campeonato com 108 pontos, e os restantes lugares do pódio, 2º e 3º lugares, são ocupados por Filipe Ferreira, com 95 pontos, e Daniel Resende, com 93 pontos. Alisha Costa ocupa o 4º lugar e os pilotos Igor Esteves e Nielsen Banze ocupam o 5º e o 6º lugares na tabela classificativa dos Mini Max.

Na categoria Júnior Max, o piloto moçambicano Kayo Cêra lidera o certame com 108 pontos, mais nove pontos que o segundo classificado, o regressado Lewis Fernando.

A nível da classe Sénior Max, o piloto Faadil Dali lidera com 108 pontos, seguido de Carmo Novela Jr em 2º lugar com 99 pontos. Os pilotos Lucas Poyiatzis e Pedro Matavela ocupam o 3º e o 4º lugar respectivamente.

Na 2ª Corrida do Campeonato de Karting CKA, as atenções também estarão viradas para a categoria DD2, visto que a maior parte dos pilotos já se defrontaram em várias ocasiões no ATCM.

Na presente época desportiva do Campeonato de Karting CKA organizado e promovido pelo ATCM membro da FIA, o piloto Cristian Bouche lidera a classe DD2  com 108 pontos, Rúben Do Vale segue em 2º lugar com 99 pontos. Entretanto, o estreante piloto Jorge Grego ocupa o 3º lugar,  e o experiente piloto Afonso Magalhães é o 4º classificado nos DD2.

As lixeiras a céu aberto estão cada vez mais a desagradar os munícipes de Nampula. O facto curioso é que na lixeira municipal é o próprio Município a promover o depósito desorganizado de lixo.

Na Estrada Nacional n.º13, a escassos quilómetros do centro da cidade de Nampula, situa-se a lixeira municipal onde o lixo já é depositado na berma da estrada. Ou seja, são os próprios funcionários de Salubridade que promovem a anarquia no momento de depósito de lixo. Os que vivem nas proximidades estão agastados.

Em plena zona densamente habitada há um monte de lixo que está quase a completar 10 anos. E antes que o lixo tape as estradas e mergulhe os munícipes nas doenças, a edilidade pensa num aterro sanitário para melhor gestão e processamento do lixo, mas o problema é que para sair do papel depende dos outros e tem custos em dólar.

A associação Nacional de Professores, ANAPRO denúncia supostas irregularidades no processo no pagamento de horas extras na província de Cabo Delgado.

Segundo explicou Wahito Avito, porta voz da ANAPRO na província ” a maior parte dos professores estão a receber muito abaixo do quem tem direito e ninguém dá explicações sobre o assunto. Por exemplo, alguns professores que deveriam receber cerca de trinta mil meticais, estão a ser pagos dez mil e outros até chegam a receber apenas mil meticais”.

Está situação, de acordo com a fonte, esta a deixar alguns professores desmotivados e desesperados.

“Os professores estão desmotivados e alguns nem têm esperança de receber o valor que lhes é devido há vários anos. Isso pode afectar a classe que já estava moralizada após o governo garantir a disponibilidade de fundos para o pagamento de horas aos professores”. lamentou Wahito Avito

Outra preocupação da ANAPRO em Cabo Delgado está relacionada com a demora no enquadramento de alguns professores da província que estão sem salários há cerca de dois anos.

“Alguns professores estão sem salários por falta de enquadramento na função pública. Está situação está a criar transtornos para a classe bem como para as suas famílias que estão a enfrentar dificuldades para suportar o alto custo de vida, acrescentou a fonte.

OPAIS procurou obter esclarecimentos sobre as preocupações dos processos colocadas pela ANAPRO junto do governo, mas todas tentativas redundaram em fracasso.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Galeria