A 61.ª edição da Feira Agro-Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), que encerra já este domingo, tem na exposição da pecuária um dos seus pontos de maior destaque. O certame serviu de palco para o anúncio, por parte do Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, da importação de 800 touros com o objectivo de melhorar a raça de gado bovino no país.
O certame, que decorre desde segunda-feira, permitiu aos criadores exibir exemplares de genética melhorada, animais de crescimento precoce e elevada qualidade de carne. Este esforço colectivo tem como meta estratégica reduzir a dependência das importações e fortalecer a soberania alimentar.
O Governo reiterou, na ocasião, que acompanha de perto o movimento, garantindo que esta iniciativa será acompanhada pela transferência de tecnologia e pela implementação de boas práticas junto dos produtores.
Para os pecuaristas, que aproveitaram o leilão realizado no sábado para transaccionar os seus melhores animais, começa a consolidar-se uma mudança de paradigma. A consciência de criar gado de corte, vocacionado para o mercado, ganha terreno face ao modelo tradicional de acumulação de cabeças de gado por longos períodos.
O apelo aos investidores nacionais é claro: existe um vasto mercado por explorar, uma vez que a oferta interna se revela ainda deficitária face às necessidades de consumo.
A modernização estende-se, igualmente, a outros sectores. Além dos bovinos, a feira exibiu aves de elevada produtividade, demonstrando que a procura pela qualidade se alastra a toda a produção pecuária.
Moçambique enfrenta agora o desafio de fazer crescer os efectivos exponencialmente, aproveitando as oportunidades de negócio que a FACIM, uma vez mais, evidenciou como motores para o desenvolvimento económico do país.
Detida estudante de 17 anos de idade, acusada de roubo de recém-nascido, no Hospital Provincial de Xai-Xai, em Gaza. A indiciada confessa, e diz ter cometido o crime por medo de contar ao seu namorado que perdeu o bebé.
A PRM avança que a jovem teria ido ao Hospital Provincial de Gaza, por razões ainda desconhecidas, mas “simpatizou-se com a mãe do recém-nascido, que lhe passou o bebé”, e depois disso a jovem teria abandonado o Hospital.
A polícia foi imediatamente acionada e conseguiu comunicar-se com a jovem, através do número de telefone deixado na senha.
“Já acionada a Polícia, já que ela havia pedido que a mãe do recém-nascido fosse comprar a senha, e no processo de compra deve-se deixar o contacto do paciente, foi possível contactar a ela [a jovem indiciada] a partir do número de telefone que havia deixado”, disse Carlos Macuácua, porta-voz da PRM.
Já a acusada confessou o crime e disse ter cometido o acto porque sofreu um aborto há alguns meses. “Eu estou detida porque roubei bebé ontem, no hospital provincial. Eu estava grávida e a minha gravidez saiu há quatro meses, e tive medo de dizer ao meu namorado que a minha gravidez já saiu, porque ele sabia que eu estava grávida”, conta a indiciada.
A jovem disse que não tinha a intenção de roubar o bebé, foi ao hospital para marcar uma consulta. “Eu estou constipada, fui marcar uma consulta. Então pedi a ela [a mãe do bebé] para comprar senha, então ela depois me entregou o bebé. Não sei como é que depois eu pensei em sair com o bebé dela”.
A jovem conta ainda que assim que chegou a casa, recebeu uma chamada do pai, ordenando que voltasse ao hospital para devolver o bebé. E diz estar muito arrependida.
O Edil de Maputo, Rasaque Manhique, desafia o novo Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Infra-estruturas de Maputo a acabar com a onda de destruição de ruas e passeios por interesses privados. Manhique falava, esta terça-feira, no empossamento de novas lideranças das áreas de infra-estruturas, mobilidade, transporte e trânsito.
Trata-se de Elias Machava, empossado para o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Infra-estruturas de Maputo, e Nora Aloi, como Directora de Mobilidade, Transporte e Trânsito.
Rasaque Manhique, que dirigiu o acto, desafiou, em particular, ao novo dirigente da área de infra-estruturas a acabar com a destruição de ruas e passeios por empresas privadas.
Ao sector dos transportes, o edil de Maputo recordou sobre o problema da corrupção, um mal que, segundo Rasaque Manhique, também deve ser combatido.
O PCA da Empresa de Infra-estruturas, Elias Machava, promete dinamizar o seu novo sector.
Ainda sobre a Empresa Municipal de Infra-estruturas, o edil de Maputo apela à necessidade de contar com a mão-de-obra de jovens locais em cada bairro.
O grupo Hollard Moçambique Seguros passa a deter 100 por cento das acções da Global Alliance Seguros, abrindo, assim, espaço para a sua expansão no mercado nacional. O anúncio foi feito, esta terça-feira, durante uma conferência de imprensa concedida pela direcção da empresa.
O grupo Hollard Moçambique está com uma cota de 21% no mercado nacional de seguros e este ano pretende alcançar mais. É que com a conclusão da aquisição a 100 por cento das acções da Global Alliance Seguros, a firma reforça a sua capacidade e tem, agora, a chance de estender a sua actuação para 35 por cento.
“Não se trata apenas de uma fusão, esta aquisição é total. A partir de hoje, a Global Alliance será totalmente englobada na Hollard, um período de dezoito meses, uma vez que há aprovações regulamentares que precisam ser feitas. Esta mudança traz oportunidades para a expansão da nossa presença no mercado nacional, criação de novas soluções para os nossos clientes e tornar as nossas operações eficientes”, explicou Henri Mittermayer, CEO do grupo Hollard Moçambique.
A nova visão do grupo, que rendeu no ano passado mais de 280 milhões de meticais, vai compreender quatro etapas, com destaque para a expansão do mercado, desenvolvimento de produtos e eficiência operacional.
“Chegados aqui, queremos assegurar mais opções de seguros personalizados intervenção em sinistros de forma rápida e eficiente, maior segurança financeira e gestão de riscos, melhor experiência digital para o entendimento mais fácil e conveniente, mas, acima de tudo, no centro desta aquisição, está o nosso compromisso”, conceituou.
A fusão das duas empresas significa reestruturação e a consequente extinção da Global Seguros, uma acção que só será concluída dentro de 18 meses, explicou Imran Esmael, Director de Recursos Humano da Holland.
Fundada em 2001, a Hollard Moçambique opera, para além do seguro de saúde, em outras áreas, sendo que conta, neste momento, com 30 mil agricultores assegurados.
A ex-atleta moçambicana, recordista dos 800 metros femininos, Maria de Lurdes Mutola, vai ser homenageada em Eugene, Estado de Oregon, nos Estados Unidos da América. Esta será a segunda vez que a “menina do ouro” é homenageada na cidade que viveu mais de 16 anos.
A homenagem da Maria de Lurdes Mutola é uma forma de eternizar os seus feitos na Prefontaine Classic, uma prova anual em Oregon, que a moçambicana venceu todas as edições enquanto vivia naquela cidade.
Para homenagear a atleta mais vencedora do The Prefontaine Classic, os organizadores querem dedicar oficialmente as corridas femininas de 800 metros deste ano e de todos os anos futuros a Maria Mutola. O “Mutola 800m” no The Prefontaine Classic promete continuar a receber alguns dos atletas de meia distância mais rápidos do mundo a cada ano e homenageia o evento escolhido por Mutola.
Maria de Lurdes Mutola venceu 16 corridas no The Prefontaine Classic ao longo de sua carreira, com 12 dessas vitórias terem acontecido nas provas dos 800 metros.
“Quando pensamos em domínio atlético no The Prefontaine Classic, Maria Mutola é sempre uma das primeiras atletas que vêm à mente”, disse o co-director do Pre Classic, Jody Smith, acrescentando ainda que “estamos honrados em continuar o legado que ela construiu como uma das maiores corredoras de meia distância da era por meio desta dedicação ao evento”.
Maria de Lurdes Mutola nasceu e passou a maior parte de sua criação em Moçambique e competiu por seu país natal nos Jogos Olímpicos de 1988 em Seul aos 15 anos.
Em 1990, mudou-se para Oregon como parte do Programa de Solidariedade Olímpica e frequentou a Springfield High School, localizada a três milhas e meia (pouco mais de sete corridas de 800m) de Hayward Field.
Mutola mudou-se de volta para a África do Sul no início dos anos 1990, mas ainda era treinada por Margo Jennings, sua treinadora do ensino médio enquanto corria para os Millers.
A medalhista de ouro dos 800 metros dos Jogos Olímpicos de Sydney de 2000 também tem três títulos do Campeonato Mundial de Atletismo no mesmo evento e detém sete medalhas de ouro do Campeonato Mundial de Atletismo Indoor.
Sua corrida de 1999 de 2:30.94 minutos, na prova dos 1000 metros, ainda permanece como o recorde mundial de pista curta.
Com todos os feitos de Maria de Lurdes Mutola, muitos são os depoimentos em torno das suas conquistas e do impacto que tiveram. É o caso do prefeito da cidade de Springfield, Sean VanGordon, que diz ter sido um privilégio ter tido a corredora durante muito tempo na sua cidade.
“O legado de Maria Mutola está entrelaçado no próprio tecido de Springfield. Sua jornada é uma prova da resiliência, dedicação e excelência que definem nossa comunidade”, disse Sean VanGordon, para quem “nomear a corrida feminina de 800 metros do Prefontaine Classic em sua homenagem é uma homenagem adequada a uma atleta que inspirou gerações e continua a moldar o futuro do atletismo”.
Por isso, de acordo com o prefeito da cidade de Springfield, “estamos orgulhosos de celebrar as incríveis contribuições de Maria ao desporto e ao lugar que ela chamava de lar”.
Na homenagem que teve lugar em Oregon, no ano 2022, Maria de Lurdes Mutola mostrou-se feliz e agradecida pelo reconhecimento, destacando os envolvidos na sua carreira como pessoas que muito contribuíram para o seu sucesso.
“Sou grata por ser nomeada e reconhecida assim. Gostaria de agradecer aos organizadores do encontro e a todos que estiveram envolvidos na minha carreira, desde meus professores no ensino médio até minha carreira profissional. Agradeço muito às pessoas de Eugene e Springfield por este momento, e estou animada para visitar em apenas alguns meses”, disse Mutola na homenagem de 2022.
A 50ª edição do The Prefontaine Classic será realizada a 5 de Julho, no Hayward Field na University of Oregon.
PROVAS GANHAS POR MUTOLA EM OREGON
ANO PROVA TEMPO
1992 800m 1:58.67 min.
1993 1000m 2:32.57 min.
1994 1000m 2:33.33 min.
1995 1000m 2:32.33 min.
1996 1500m 4:06.86 min.
1997 800m 1:57.57 min.
1998 800m 1:58.66 min.
1999 800m 2:00.30 min.
2000 800m 1:57.65 min.
2001 800m 1:58.90 min.
2003 800m 1:57.98 min.
2004 800m 1:57.78 min.
2005 800m 1:59.95 min.
2006 800m 1:58.86 min.
2007 800m 1:58.33 min.
2008 800m 1:59.24 min.
MAIORES VENCEDORES DAS PROVAS DE OREGON
NOME CONQUISTAS
Maria de Lurdes Mutola 16
Lance Deal 11
Matt Centrowitz 8
Henry Marsh 7
Justin Gatlin 6
Maurice Green 6
Suzy Hamilton 6
Faith Kipyegon 6
Lashawn Merritt 6
A Universidade Pedagógica de Maputo (UP-Maputo) acolhe, esta quarta-feira, pelas 11:30 horas, uma palestra subordinada ao tema: “Educação da Mulher em Moçambique: ontem, hoje e amanhã”, que será orientada pela escritora e Doutora Honoris Causa Paulina Chiziane.
O acto que decorrerá no anfiteatro Paulus Gerdes, Campus Universitário de Lhanguene, enquadra-se nas celebrações do Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril, e tem como objectivo enaltecer o seu papel no desenvolvimento social e económico do país.
Na mesma ocasião, para assinalar a efeméride, serão desenvolvidas actividades recreativas, feira de saúde e gastronómica.
Paulina Chiziane recebeu o título de Doutora Honoris, em 2022, perante académicos da Universidade Pedagógica de Maputo, estudantes, escritores e vários convidados da Universidade Pedagógica de Maputo.
A escritora foi laureada pelos seus feitos nas pesquisas literárias. Na altura, Paulina Chiziane defendeu que Moçambique pode perder a liberdade e voltar a ser colonizado. A escritora entende que o país precisa despertar, produzir o seu próprio conhecimento e deixar de depender dos outros.
Paulina Chiziane é uma escritora que se dedica a friccionar as causas e os dramas da mulher moçambicana, nos seus romances. Exemplo disso são os livros “Balada de amor ao vento”, “Niketche” e “O sétimo juramento”.
A Vodacom-Mpesa e a TotalEnergies assinaram um memorando de entendimento para viabilizar os pagamentos dos serviços da estação petrolífera pelos utentes.
É um acordo feito esta terça-feira que visa dar acesso aos moçambicanos de mais soluções e serviços nas instituições da TotalEnergies. Os automobilistas passam, através deste memorando de entendimento, a pagar os serviços da TotalEnergies através do Mpesa, um serviço da Vodacom que permite movimentar valores de forma digital, segundo disse Sérgio Gomes – Director Geral da Vodafone M-Pesa.
“O que nós queremos começar por ajudar é na sistematização dos pagamentos e na digitalização dos pagamentos, para que todas as pessoas possam ter acesso, mesmo que não tenham o caixa disponível, sabem que têm sempre dinheiro no Mpesa e têm sempre essa disponibilidade”, disse Gomes.
Para o Director Geral da Vodafone M-Pesa, esta parceria visa, também, dar suporte aos seus agentes. “Os nossos agentes poderão ir aos postos da Total para obter liquidez ou para fazer trocas de liquidez directamente com a Total, e no futuro, inclusive os nossos clientes poderão lá fazer levantamentos ou depósitos em qualquer um desses postos de abastecimento”, destacou como um dos objectivos do acordo.
Mas não é só esse o propósito do acordo. A Vodacom pretende que os seus serviços impactem os seus clientes de diversas formas, permitindo ganhos para todos os envolvidos. “O nosso trabalho começa no cliente, qual é a necessidade do cliente, e em procurar resolver essa necessidade e trazer mais valor. É isso que nós carregamos também no nosso propósito”, disse Sérgio Gomes.
A inclusão financeira é outro ponto a se ter em conta no acordo assinado entre as duas instituições, segundo deu a conhecer Sérgio Gomes, até porque “nós vivemos inclusão financeira, e acreditamos todos os dias que ao fazer isso estamos a ajudar os moçambicanos a terem mais acesso a serviços financeiros, a terem mais acesso à conveniência nos seus pagamentos e segurança, na forma como transacionam, isto vai ter um impacto positivo na sua vida e lhes vai trazer muito valor”.
Com mais de 11 milhões de subscritores, mais de 6 milhões destes subscritores ativos todos os meses, a Vodacom quer que os clientes dos seus serviços sintam o impacto deste acordo. “Além disso, temos 120 mil agentes no mercado, os quais também vão ser positivamente impactados por estas actividades, e ainda temos todos os nossos serviços de pagamentos, mesmo com outras entidades que podem usufruir de integração com esta solução”, frisou o Director Geral da Vodafone M-Pesa.
A TotalEnegies, que conta com 86 estações de serviços, equipadas de lojas de conveniência e serviços de lavagem, lubrificação, restauração e outros, quer aproveitar esta parceria com a Vodacom para fidelizar os seus clientes.
Bárbara Loforte, Diretora Comercial da TotalEnergies Moçambique, assegura que o acordo é uma forma de facilitar a jornada do cliente dentro das lojas, mas também de providenciar um pouco mais de segurança. “Porque, como sabem, as estações de serviços são locais de muita circulação de dinheiro físico. Então, a possibilidade de fazer pagamentos digitalizados, seja através do Mpesa ou dos nossos cartões, é uma forma mais segura para os nossos clientes, para os clientes da empresa, de fazer as suas transações dentro das nossas estações”, assinalou Bárbara Loforte.
A Vodacom destaca abertura para parceria com qualquer entidade comercial que queira usar seus serviços de pagamentos com a empresa.
A vandalização da rede eléctrica e o roubo de energia estão a atingir proporções alarmantes em Moçambique, ameaçando o fornecimento de electricidade e gerando prejuízos incalculáveis para o país.
A mais recente apreensão feita no posto de fiscalização do Rio Save, na Provincia de Inhambane, é um exemplo claro da sofisticação e ousadia dos criminosos: 550 quilos de cabos eléctricos despedaçados e queimados foram encontrados escondidos nas gavetas de um autocarro de transporte de passageiros, que seguia da Beira para Maputo.
As autoridades suspeitam que o material apreendido tenha sido retirado ilegalmente da rede de transporte de energia, um crime que, além de deixar populações inteiras sem electricidade, representa uma ameaça à segurança pública e ao desenvolvimento económico.
O Ministério Público já está a investigar a origem e o destino final dos cabos, que até ao momento permanecem desconhecidos.
De acordo com Pompilio Xavier, magistrado do Ministério Público, os cabos eléctricos apreendidos apresentavam um padrão já conhecido pelas autoridades. Foram despedaçados e queimados parcialmente, uma técnica usada para disfarçar o crime e fazer parecer que o material foi descartado há muito tempo. O objectivo é evitar suspeitas e facilitar a venda no mercado paralelo.
As investigações apontam para a existência de um esquema organizado de roubo e comercialização de cabos eléctricos da rede nacional, que pode envolver desde pequenos ladrões até redes criminosas com ramificações em diversas províncias.
As autoridades acreditam que os cabos são vendidos ilegalmente para empresas de reciclagem, que os fundem para reaproveitamento do cobre e outros metais valiosos.
O furto de cabos eléctricos não é o único problema que preocupa a Electricidade de Moçambique (EDM). De acordo com Fenias Ndimande, Director da Electricidade de Moçambique, na Província de Inhambane, o roubo de energia por meio de ligações clandestinas tornou-se uma prática comum e, em muitos casos, conta até com a participação de colaboradores da própria empresa.
Um dos exemplos mais chocantes foi registado na Cidade da Maxixe, onde uma empresa foi apanhada com oito pequenos sistemas de abastecimento de água a consumir electricidade ilegalmente. A fraude foi descoberta após uma fiscalização minuciosa, e agora o proprietário da empresa está a responder na justiça. Mas o caso tornou-se ainda mais grave quando as investigações revelaram que um colaborador da Electricidade de Moçambique facilitou a operação fraudulenta. O funcionário em causa acabou expulso da empresa e também está a ser processado judicialmente.
Segundo Ndimande, as perdas da Electricidade de Moçambique com o roubo de energia são gigantescas e comprometem a capacidade da empresa de prestar um serviço de qualidade. O Director da Electricidade de Moçambique, na Província de Inhambane, explica que, além de prejudicar a receita da empresa, essas ligações ilegais representam um risco de incêndios e descargas eléctricas que podem ser fatais. “Muitas dessas instalações clandestinas são feitas sem qualquer critério de segurança, colocando em risco a vida das pessoas”, alerta.
Diante da escalada dos crimes, o Ministério Público, o Director da Electricidade de Moçambique, na Província de Inhambane, e outras entidades governamentais estão a reforçar estratégias para identificar e punir os responsáveis pelo roubo de cabos e pela fraude energética.
Magistrados, juízes e agentes de investigação criminal têm recebido formação específica para aprimorar as técnicas de deteção e repressão desses crimes, numa tentativa de travar uma prática que afecta tanto a economia quanto a qualidade de vida da população.
Mas o combate a esses crimes não pode ficar apenas nas mãos das autoridades. A denúncia por parte dos cidadãos é essencial para travar o roubo de cabos e de electricidade.
Segundo as autoridades, muitas infracções poderiam ser evitadas se houvesse uma maior colaboração da população, que muitas vezes presencia situações suspeitas e opta por não reportar.
O impacto destas práticas criminosas vai muito além dos prejuízos financeiros. O fornecimento irregular de energia afecta hospitais, escolas, indústrias e milhares de lares moçambicanos, comprometendo o desenvolvimento do país. O alerta está dado: quem rouba energia não está apenas a lesar a Electricidade de Moçambique, mas a colocar em risco o futuro de Moçambique.
“Mundlerere” é o título do espetáculo de dança de Francisca Mirine e Paulo Inácio, com o acompanhamento musical de Thobile Makhoyane, que será apresentado ao público no Espaço Cultural 16NetO, na Cidade de Maputo, nesta quarta e quinta-feira, a partir das 19 horas.
De acordo com a nota de imprensa do Espaço Cultural 16NetO, “Mundlerere” é uma expressão que pode ser interpretada como uma metáfora para os desafios e incertezas da vida. A expressão evoca a ideia de um jogo de sorte ou azar, no qual decisões e acontecimentos são imprevisíveis e, muitas vezes, estão além do controlo humano.
“Na essência de “Mundlerere”, está a noção de que a vida é repleta de dualidades e escolhas que moldam o nosso destino. Assim como uma moeda lançada ao ar, a vida pode cair em diferentes faces — ora favoráveis, ora desfavoráveis. A metáfora da moeda também sugere que as decisões são frequentemente binárias, obrigando-nos a escolher entre duas alternativas, sem nunca termos certeza do resultado”, avança a nota de imprensa da organização.
Ainda no mesmo documento, pode-se ler que a reflexão convida o espectador a encarar a vida com humildade e aceitação, reconhecendo que não se pode controlar todas as variáveis ou prever o futuro.
“Mundlerere” propõe um equilíbrio entre perseverança e resignação, entre tomar decisões conscientes e lidar com as consequências inevitáveis.
SOBRE OS AUTORES
Francisca Pedro Mirine, moçambicana de 26 anos de idade, nasceu a 24 de Outubro de 1997. Bailarina, acrobata, intérprete e criadora de coreografias e projectos, actua como freelancer. Iniciou a sua carreira artística na Companhia Municipal de Canto e Dança da Matola, onde aprendeu dança tradicional, e, posteriormente, expandiu os seus conhecimentos para outras modalidades, como dança contemporânea e acrobacia circense, através da Associação Cultural Mono.
Ao longo da sua trajectória, trabalhou e continua a colaborar com coreógrafos nacionais e estrangeiros, tendo participado em diversos workshops de dança para fortalecer a sua formação artística e profissionalizar-se na área. Em 2020, participou no Programa Procultura, uma residência financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, realizada em Kampala e Gulu, Uganda. Em 2022, apresentou a sua peça” Reflexos” na Primeira Mostra ProCultura, em Cabo Verde. No ano seguinte, integrou a peça “Vozes”, da coreógrafa Janethe Mulapa, na Ilha da Reunião, e também a peça “Wanste”, de Edna Jaime, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Em 2024, voltou a apresentar “Vozes” no Festival Massa e iniciou uma residência artística na Cité des Arts, em parceria com o Centro Cultural Franco-Moçambicano, em Saint-Denis, França, de 9 de Setembro a 5 de Outubro.
Além disso, participou no programa Umoja, um projecto internacional que reuniu artistas da Noruega, Zimbabwe, Quénia e África do Sul, entre 2013 e 2014. Na sua experiência coreográfica, colaborou em várias peças, entre as quais “Guiana”, de Luís Filipe (2011, Moçambique), “Peça de Circo Acrobático”, de Hurient Niaje (2018, Noruega), “Eva”, de Didier Botiana (2018, Moçambique), além de trabalhos com Emily Trusdag e Sonia (2018, Noruega). Em Moçambique, participou em “Motus Corpos e Gyme do Povo”, de Lulu Sala (2019), “Makandene”, de Carlos (2021), “Vozes” de Janethe Mulapa (2023, Ilha da Reunião), e “Wanste” de Edna Jaime (2023). Também colaborou com Hermínio Nhatumbo ao longo da sua carreira.
Paulo Inácio é um bailarino profissional especializado em danças tradicionais moçambicanas e africanas. Com uma sólida formação a partir de seu treinamento inicial em um centro comunitário, em seguida, e na companhia de dança.
Actualmente, é membro integral da prestigiada Associação Cultural Hodi e Afroswing, onde actua como bailarino sénior e professor de dança infantil.
A paixão de Paulo pela dança o impulsiona a estar constantemente em movimento, apresentando, ensinando e desenvolvendo as suas habilidades. Recebeu um treinamento de coreógrafos nacionais e estrangeiros renomados, incluindo Janeth Mulapha, Panaibra Gabriel, Lulu Sala, Ídio Chichava, Horácio Macuácua, Stephen Bon Garçon e Pak Ndjamena.
O artista foi seleccionado para fazer parte do projecto “Theka“, criado por Horácio Macuácua e Ídio Chichava. O projecto apresentou o seu talento em festivais renomados, como o Festival Theaterformen na Alemanha, Costa do Marfim e o Festival Kinaniem Maputo.
Paulo continua a ministrar aulas online sobre danças africanas e desenvolve activamente as suas próprias coreografias solo. Está a colabor com Edna Jaime em projectos criativos.
Thobile Makhoyane Magagula é uma artista multifacetada originária do Reino de eSwatini. Fundindo vocais hipnotizantes com instrumentos tradicionais como o makhoyane e o sitolotolo. Criou um estilo único que se denomina “DloziRock”.
Ao longo da sua carreira, Thobile co-fundou o duo musical Spirits Indigenous e o colectivo feminino SheKings. Participou ainda de diversas colaborações e projectos, incluindo TP 50, FunkRiot e TemaSwati, além de ter contribuído com músicas para filmes e documentários premiados, como “Mabatabata” e “Resgate”, de Moçambique.
A artista já se apresentou em palcos renomados como o Festival Bushfire, Festival AZGO e o Festival de Artes de Soweto, além de outros eventos na eSwatini,, Moçambique e África do Sul.
Em Manica, a Polícia rendeu-se à pressão dos chapeiros e decidiu retirar os postos de fiscalização de trânsito, que foram montados na Estrada Nacional Número Seis. Com a medida, os transportadores retomaram as suas actividades.
Chegou ao fim o diferendo que opunha a Polícia de Trânsito e os transportadores de Manica. Depois de um dia de paralisação de actividades por parte dos chapeiros, que reclamavam o excesso de postos de fiscalização, esta terça-feira, o transporte de passageiros retomou com normalidade.
“Chegamos a um acordo, onde alguns postos não vão fiscalizar. Por isso, nós estamos aqui para retomar as nossas actividades”, disse Hélder Tomás, transportador.
Mas os transportadores têm a sua contraparte no que diz respeito à lotação. “Há perspectivas de redução dos postos de fiscalização e os transportadores também terão que cumprir a lotação”, explicou Armando Mateus, transportador.
Mesmo assim, o assunto de lotação não colhe consensos no seio dos transportadores.
Depois da suspensão da manifestação, esta quinta-feira, os “chapeiros” e os Polícia de Trânsito vão reunir-se para a decisão final.