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A população reclusória da Cadeia Central da Beira  considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e  pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.  

Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados  nesta terça-feira,  às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.

Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se  dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória. 

O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.  

Os reclusos  esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.

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Os Estados Unidos da América (EUA) votaram, esta segunda-feira, contra uma resolução da Assembleia-Geral das Nações Unidas, que apoia a integridade territorial de Kiev e condena a agressão russa. 

A resolução reafirmou o compromisso de “promover uma paz abrangente, justa e duradoura na Ucrânia”, apelando ao fim do conflito.

Com esta posição, os Estados Unidos juntaram-se à Rússia, Bielorrússia, Coreia do Norte e a outros 14 países que votaram contra a resolução.

Os Estados Unidos têm apoiado, consistentemente, resoluções semelhantes de apoio à Ucrânia nos últimos anos, no entanto, desta vez foi diferente, evidenciando potencial mudança do mais poderoso aliado ocidental da Ucrânia, após o regresso da administração Trump.

Esta segunda-feira, a Ucrânia assinala o terceiro aniversário do início da invasão russa, em 24 de Fevereiro de 2022, que desencadeou uma guerra com um balanço de perdas humanas e materiais de dimensão ainda não inteiramente apurada.

Dois indivíduos estão detidos na décima segunda esquadra, na Cidade de Maputo, indiciados de tentativa de roubo de uma viatura num centro comercial da capital do país. Entretanto, os mesmos indivíduos negam o seu envolvimento no caso, mas a Polícia da República de Moçambique diz que são reincidentes.

Foi uma tentativa fracassada. Os dois indivíduos foram neutralizados pela população quando tentavam roubar uma viatura num centro comercial da Cidade de Maputo e posteriormente entregues às autoridades policiais. Detidos na décima segunda esquadra da polícia, os dois negam o seu envolvimento no caso. 

A Polícia da República de Moçambique garante ter provas do seu envolvimento na tentativa de roubo, através de imagens das câmaras de segurança do local, explicou Leonel Muchina, porta-voz da PRM na Cidade de Maputo.

A PRM diz estar a trabalhar para desmantelar outras quadrilhas que se dedicam ao roubo de viaturas na capital do país.

Mais de 78 mil famílias camponesas foram afectadas pelo fenómeno El Niño, devido à queda irregular das chuvas em Manica, o que ditou a perda de cerca de 80 mil hectares de diversas culturas. Para contornar a situação, produtores estão a receber pequenos sistemas de irrigação para não depender da chuva para semear.

Na última safra agrícola, os camponeses trabalharam a terra, mas esta pouco produziu. A queda irregular da chuva é apontada como principal causa, por isso o programa Manguana entregou equipamento, que inclui motobombas, pulverizadores, tubagens, regadores e tanques de água.

O director do Programa Manguana, que implementa a actividade, vincou que o mesmo não visa apenas entrega de kits de irrigação aos produtores e estes, por sua vez, consideram que a entrega do material de irrigação marca o fim do martírio a que estavam sujeitos.

O equipamento custou pouco mais de 25 milhões de Meticais, devendo beneficiar 75 produtores em Manica, concretamente nos distritos de  Manica, Chimoio, Macate, Vanduzi, Sussundenga, Barue e Gondola e 37 produtores de Sofala.

O Comandante-Geral da Polícia diz que os protestos que ocorrem em alguns pontos do país, em particular na província de Gaza, são acções criminosas. Joaquim Sive promete responsabilizar os autores.

Os protestos violentos, o saque e a vandalização de bens públicos e privados, sob pretexto de repúdio ao custo de vida, visam criar desestabilização social no país, disse o Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique.

Segundo Joaquim Sive, a Polícia está a investigar a forma de actuação dos grupos que promovem tumultos e desordem na via pública.

O Comandante quer o reforço da cooperação entre a Polícia e a comunidade, para o restabelecimento da ordem, segurança e tranquilidade públicas, com vista a permitir o funcionamento normal das instituições.

Joaquim Sive falava esta segunda-feira, durante a apresentação do novo comandante provincial em Gaza, Momade Catica, que substitui  no cargo Celestino Vianeque.  

Os trabalhadores da Cimentos da Beira voltaram a amotinar-se no Tribunal Judicial da Província de Sofala, que decretou insolvência especial da empresa, para pedir explicações sobre a nomeação de um terceiro administrador numa altura em que a fábrica está falida e o antigo administrador, igualmente indicado pelo tribunal, teria levado sete milhões de Meticais.

O processo de insolvência da fábrica de cimentos da Beira, decretada em Outubro do ano passado e que tinha prazo de 90 dias, está longe de se encerrar, e há braço-de-ferro entre os 98 trabalhadores e o tribunal.

Os primeiros voltaram a amotinar-se nas instalações do tribunal para entregar vários documentos que provam que a fábrica não estava insolvente e que faliu depois da decisão do tribunal.

De acordo com os trabalhadores, um mês após o tribunal ter decretado a insolvência especial, começaram a surgir inúmeros problemas financeiros na empresa que contribuíram para a paralisação da fábrica.

Os trabalhadores estiveram reunidos com o juiz da causa e questionaram se o terceiro administrador da insolvência, igualmente nomeado pelo tribunal, levaria para a empresa incentivos financeiros.

Refira-se que os trabalhadores acusam o segundo administrador da insolvência de ter ficado na posse de cerca de sete milhões de Meticais, provenientes da venda de cimentos e que  deviam ser usados para pagar salários.

O tribunal, através do seu porta-voz, afirmou que não irá pronunciar-se sobre o processo, uma vez que o mesmo foi encaminhado para o Tribunal Superior de Recurso, onde aguarda decisão.

Na cidade da Maxixe em Inhambane, manifestantes bloquearam a Estrada Nacional número um, saquearam estabelecimentos comerciais e incendiaram edifícios. Fala-se de pelo menos uma pessoa que morreu durante os protestos que paralisaram Maxixe durante boa parte do dia.

Logo às primeiras horas desta segunda-feira, a principal via rodoviária do país estava bloqueada na zona da Cidade da Maxixe, impedindo a circulação de viaturas. Para quem pretendia seguir a sua agenda, a solução era fazer o caminho a pé.

Como parte dos protestos, foi incendiado o posto de fiscalização policial localizado entre os distritos de Maxixe e Morrumbene. O comércio não escapou aos protestos, com saques a um estabelecimento comercial que ficou sem nada.

Ainda esta segunda-feira, os manifestantes atacaram e incendiaram o edifício onde funciona o partido Frelimo, bem como as instalações da empresa Água da Região Sul.

Para dispersar os manifestantes, a Polícia teve de usar a força e todos os estabelecimentos públicos ficaram fechados.

O Governo do Japão vai financiar a construção do primeiro centro de saúde de raiz na Ilha de Idugo, em Quelimane. A infra-estrutura, orçada em cerca de 79 mil dólares, vai beneficiar 12 mil habitantes.

A assinatura do acordo de doação entre o Governo do Japão, representado pelo respectivo embaixador em Moçambique, e a directora-geral da Fundação Zalala marca o primeiro passo para a materialização da construção do primeiro centro de saúde da Ilha de Idugo, em Quelimane. 

As obras da unidade sanitária vão aliviar a vida dos 12 mil habitantes, que passarão a ter acesso a cuidados médicos de qualidade.

Responsável pela implementação do projecto, a Fundação Zalala pretende, com a iniciativa, aumentar a capacidade de atendimento aos doentes em cerca de 60 por cento.

O Centro de Saúde da Ilha de Idugo será composto por uma sala de consultas médicas, sala de tratamento e atendimento interno, e poderá beneficiar também as zonas circunvizinhas.  

Os cerca de 79 mil dólares desembolsados pelo Japão equivalem a mais de quatro milhões e setecentos mil Meticais.   

Na sexta-feira, às 20h, o Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo, vai recebe a segunda edição do Lovers Rock, um evento que leva ao palco uma celebração do reggae romântico.
O espectáculo reúne músicos moçambicanos de diferentes gerações e estilos, que vão interpretar temas clássicos e inéditos do género.

No país, o Lovers Rock foi introduzido por Dub Rui, músico e DJ moçambicano, conhecido como “Padrinho” do dub no país. Depois da sua estreia em Fevereiro do ano passado, a iniciativa, de acordo com a nota de imprensa do Centro Cultural Franco-Moçambicano, tem vindo a ganhar popularidade, reunindo músicos e apreciadores para celebrar a conexão da música com a cultura local e o reggae romântico.

A segunda edição do evento contará com a participação de artistas moçambicanos de renome, como Dua Maciel, Mingas, Muzila, Onésia Muholove, Pedro da Silva Pinto, Ras Haitrm, Regina dos Santos, Rita Couto, Xixel Langa e Xavier Machiana, acompanhados pela EL B Band, que irão fazer a sua interpretação única para este subgénero do reggae, oferecendo ao público uma mistura de sons e experiências.

O Lovers Rock é um subgénero do reggae que surgiu no final dos anos 1960 e se consolidou na década de 1970, especialmente no Reino Unido, como uma expressão da comunidade negra, trazendo uma abordagem mais romântica ao reggae.

Embora tenha as suas raízes no rocksteady jamaicano, o Lovers Rock se distingue pela forma suave e sentimental com que aborda as questões do amor, das relações e das emoções.

Originalmente influenciado pela soul e pelo R&B, o Lovers Rock tornou-se uma das expressões culturais mais fortes durante uma época de grande tensão racial. A sua popularidade cresceu durante os anos 1980, quando passou a conquistar um público maior, tornando-se uma das vertentes mais conhecidas e apreciadas do reggae em todo o mundo.

A Ucrânia reivindicou hoje a responsabilidade pelo ataque com ‘drones’ que provocou um incêndio numa refinaria de petróleo em Ryazan, a sul de Moscovo.

O ataque ocorre na altura em que se assinala o terceiro ano da invasão russa da Ucrânia. Kyiv intensificou nos últimos meses os ataques aéreos contra instalações de produção e armazenamento de energia e estruturas militares em território russo.

“A refinaria de Ryazan, uma das maiores da Rússia, foi atacada”, declarou Andrii Kovalenko, porta-voz do Centro Governamental Ucraniano contra a Desinformação, reivindicando a responsabilidade pelo ataque.

Segundo o mesmo responsável, a instalação petrolífera atingida produz combustível para a força aérea russa que atua contra a Ucrânia. “Os sistemas de defesa do Ministério da Defesa russo destruíram dois ‘drones’ que sobrevoavam a região de Ryazan”, afirmou Pavel Malkov, governador da região a sul de Moscovo, nas redes sociais.

“Os destroços [dos ‘drones’] que caíram provocaram um incêndio no território de uma empresa”, disse, sublinhando que não se registaram feridos.

Malkov não identificou o local atingido mas os meios de comunicação social russos referiram que se tratava de uma refinaria que pertence à petrolífera russa Rosneft. O local foi alvo de dois outros ataques com aparelhos aéreos não tripulados (‘drones’) no final de janeiro, reivindicados por Kyiv.

No total, o Ministério da Defesa russo disse hoje que tinha destruído 22 ‘drones’ ucranianos sobre várias regiões russas e a Crimeia anexada durante a noite.

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