A população reclusória da Cadeia Central da Beira considera a liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena, uma medida excessiva e pedem ajuda às autoridades judiciais para acelerar processos que estão parados há anos.
Os condenados e detidos que estão na cadeia central da Beira mostraram-se preocupados nesta terça-feira, às autoridades judiciais, em relação à entrada em vigor do instrumento relativo a benefícios de liberdade provisória após o cumprimento de três quartos da pena.
Para eles, a medida é pesada e deveria ser aplicada em casos específicos. Os detidos e condenados que se dirigiam ao Procurador-geral da República, durante uma visita a estas instalações, no âmbito da visita de monitoria que efectua em Sofala, pediram por outro lado ajuda para as autoridades judiciais acelerarem os processos de liberdade provisória.
O procurador-geral prometeu analisar as preocupações apresentadas, começando por fazer o levantamento de todos os processos aparentemente duvidosos.
Os reclusos esperam agora por respostas que possam aliviar a sua situação processual. A cadeia central da Beira tem capacidade para 190 pessoas, mas neste momento estão aqui 650 pessoas, entre elas 360 condenados e 290 detidas.
O presidente do Conselho Municipal de Maputo efectuou, hoje, uma visita de cortesia aos clubes Desportivo Maputo e dos Desportos da Maxaquene. Manhique disse que a visita visava conhecer de perto as dificuldades que os dois clubes enfrentam e garante que saiu satisfeito por entender que o desporto está em pé nos vizinhos da baixa da cidade de Maputo.
São dois históricos, centenários e vizinhos clubes da Cidade de Maputo. Maxaquene e Desportivo foram agraciados pela visita do edil de Maputo, que foi se inteirar dos problemas por que passam. Razaque Manhique diz que o motivo da visita era prestar seu apoio aos centenários clubes.
Nos alvi-negros, o edil de Maputo visitou o pavilhão, o campo sintéctico e a sala de troféus e ofereceu um cheque para apoiar nas actividades do clube. Nos tricolores, passou pelo pavilhão, pelo campo de futebol e também pela sala nobre, onde também deixou ficar o seu apoio. Disse ter saído satisfeito por perceber que o desporto continua forte nos dois clubes.
Os visados consideram ser importante a visita do presidente do Município, pois vai ajudar a materializar os seus projectos, com ajuda da edilidade.
Maxaquene e Desportivo, ambos de Maputo, disputam a segunda divisão da Cidade de Maputo e procuram regressar ao Moçambola, há seis anos.
O Município de Maputo reconhece a ineficácia na sucção da água das chuvas no bairro de Magoanine “A” e culpa o empreiteiro responsável pela aquisição das motobombas pelo atraso na entrega do equipamento.
As últimas chuvas que caem na Cidade de Maputo desde a semana passada pioraram o drama vivido pelos residentes deste bairro. Algumas casas continuam inundadas e sem nenhum sinal de que algum dia foram habitadas.
Os residentes são obrigados a conviver com águas nos seus quintais. Há mais de um ano que vivem esse drama e nem as motobombas alocadas para este bairro para a sucção das águas conseguem minimizar o problema. Os residentes contam que o sistema não está a corresponder devido às constantes avarias que o equipamento tem sofrido.
“Quando para de chover, a água tende a baixar um pouco. No interior da minha residência, por exemplo, já não tinha água mas com as últimas chuvas a situação piorou. Sou obrigado a fazer muita ginástica para poder sair e circular no quintal”, conta Júlio Mandlate.
Diante do sofrimento, há quem procure soluções para circular no seu quintal, através de pontes improvisadas contra todos os riscos. Uma delas são as pontes improvisadas nos quintais, através da montagem de pneus e sacos de areia.
“É doloroso o que estamos a passar nas nossas casas. Não estamos a ver os resultados da motobomba alocada pelo Município para a sucção das águas. Passam muito tempo avariadas. Enquanto isso, nós continuamos no sofrimento”, anota Ernesto Chirindza, que diz não ter solução para resolver o problema e garante não abandonar a sua casa por não ter condições para arrendar em locais seguros.
Os residentes deste bairro pedem a intervenção do Município para a resolução do problema. A edilidade, por sua vez, reconhece a ineficácia na sucção das águas e culpa o empreiteiro responsável pela aquisição das motobombas pelo atraso na entrega do equipamento.
“O que nós fizemos como Município para minimizarmos o problema da população foi pegar nas nossas duas bombas, que de certa forma não estão em bom estado, colocarmos neste bairro como uma solução imediata. O que estamos a verificar é que a motobomba não está a corresponder”, reconhece o município através do Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal de Saneamento, Borges da Silva.
A edilidade garante que as motobombas poderão chegar até a próxima semana.
“Neste momento estamos a envidar todo o esforço para garantirmos que todas as motobombas previstas no projecto sejam implantadas naquele local”. O município explica que está a pressionar o empreiteiro, assim como a comunidade.
Os 547 Funcionários do Conselho Municipal de Quelimane suspenderam a greve que tinha sido agendada para última segunda-feira. Os profissionais explicam que a suspensão ocorre depois de alguns consensos que foram alcançados.
Entre os consensos está a mudança de carreira, salários, respeito pelos trabalhadores e canalização dos descontos ao Instituto Nacional de Segurança Social.
O Município de Quelimane diz que há consensos entre as partes e que já efectuou o pagamento de salário referente ao mês de Janeiro. No entanto, lamenta a demora na canalização do Fundo de Compensação Autárquica por parte do governo central.
Os funcionários estão expectantes em ver os pontos levantados resolvidos, para o bom andamento dos trabalhos na edilidade.
É, para todos efeitos, o único treinador moçambicano que já ousou conquistar quatro campeonatos africanos de clubes. Feito, pois claro, que se junta a tantos outros troféus conquistados internamente ao serviço do Maxaquene, Desportivo, Ferroviário de Maputo, Ferroviário da Beira, entre outras colectividades. Constam, ainda, no seu invejável e reconhecido percurso, passagens pelo basquetebol no estrangeiro, destacando-se a sua experiência no Interclube de Angola e CSA Basket da Costa do Marfim.
“Mestre” ou o “senhor dos anéis”, tal como o apelidam, Nasir “Nelito” Salé faz parte de uma casta de “coaches” cujo palmarés revela, claramente, a sua metodologia de trabalho alicerçada no rigor. O “coach” conquistou, primeiramente, o espaço interno e, depois, colocou-se no olimpo de África.
Em 2007, ao serviço do Desportivo de Maputo, Nelito conduziu as “Lady Eagles” ao topo de África ao nível de basquetebol de clubes. Em pleno pavilhão do Maxaquene, e perante o D’Agosto comandado por Aníbal Moreira, Nelito não tremeu. Pelo contrário, vestiu o fato-macaco e derrotou as agostinas, por 64-47, num jogo no qual Diara Dessai foi a melhor cestinha com 15 pontos. Estávamos numa tarde do dia 28 de Outubro de 2007.
Ouro sobre azul, numa equipa em que militavam nomes como Anabela Cossa, Anta Sy, Cátia Halar, Crichúlia Monjane, Diara Dessai, Josefina Jafar, Luísa Nhate, Nádia Rodrigues, Odélia Mafanela, Salimata Diatta, Sílvia Neves, Valerdina Manhonga. Merecidamente, Salimata Diata, senegalesa, foi eleita a jogadora mais valiosa (MVP).
Mais do mesmo no ano seguinte. Em Nairobi, Quénia, o Desportivo de Maputo foi superior ao Interclube, adversário ao qual venceu na final por 70-63. Com um duplo-duplo (27 pontos e 15 ressaltos), a norte-americana Yolanda Jones esteve em destaque no decisivo jogo. O saldo a equipa “alvi-negra” foi de oito vitórias em igual número de partidas.
Em 2009, numa prova que foi disputada em Cotonou, Benim, o Desportivo de Maputo, orientado por Nasir Salé, ficou em terceiro lugar. No Palais des Sports, o Desportivo de Maputo derrotou o Interclube de Angola, por 57-50. Valerdina “Dina” Manhonga foi a melhor cestinha com 15 pontos.
Foi por pouco que Nelito não conquistou, em 2010, em Bizerte, na Tunísia, o seu terceiro “anel”. Isto porque, na final, o Desportivo de Maputo caiu aos pés do Interclube (perdeu por 77-63).
Na competição, as “alvi-negras” somaram seis vitórias e uma derrota. Dois anos depois, ou seja, em 2012, Nelito voltaria a ter África a seus pés. Porquanto, em Abidjan, na Costa do Marfim, foi o responsável pelo sucesso alcançado pela extinta equipa sénior feminino da Liga Desportiva de Maputo que, na final, venceu o Interclube, por 53-43.
Aya Traore brilhou nesta partida com 22 pontos, tendo sido fundamental para que a Liga Desportiva terminasse a prova com seis vitórias e uma derrota.
O conjunto era constituído por Anabela Cossa, Aya Traore, Cátia Halar, Clarisse Machanguana, Deolinda Ngulela, Filomena Micato, Ingvild Mucauro, Jazz Covington, Leia Dongue, Odélia Mafanela, Rute Muianga e Valerdina Manhonga.
Seguiu-se um interregno! Pelo meio, Nasir Salé conquistou um título de campeão nacional de basquetebol sénior masculino ao serviço do Ferroviário da Beira, em 2017.
Mas em 2022 voltou ao pódio em África com um terceiro lugar conquistado ao serviço do Ferroviário de Maputo, num evento realizado no Pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
No embate de atribuição do terceiro lugar, o Ferroviário de Maputo venceu o Interclube, por 71-67. Com 22 pontos e quatro assistências, Dulce Mabjaia foi o grande destaque das “locomotivas”.
Voltou a mostrar serviço em 2024, em Dakar, Senegal. Com um conjunto com limitações, em termos de estrutura, Nelito conseguiu montar uma equipa competitiva e levou o Ferroviário de Maputo ao tricampeonato africano de clubes.
Numa final bem disputada, Nelito conseguiu condicionar, nos momentos decisivos, o Al Ahly do Egipto e saiu com uma vitória por 81-72. No seu percurso, o Ferroviário de Maputo.
No duelo de acesso à final, no qual foi buscar 18 pontos de desvantagem (perdia por 51-33 ao intervalo), a equipa comandada por Nelito venceu o APR do Ruanda, por 86-72.
PASSAGEM PELA COSTA DO MARFIM E ANGOLA
Porque as suas qualidades ultrapassaram fronteiras, Nelito foi reconhecido e convidado para trabalhar na Costa do Marfim, em 2008. Voltou, depois, em 2012, a convite do CSA Basket, clube que o chamou para dar “inputs” sobre implementação de uma nova dinâmica de organização, aumento de horas de treino, bem como na integração de novos talentos na equipa.
Em 2015, Nelito foi convidado pela direcção do Interclube para orientar esta formação, num contrato válido por duas temporadas.
O vínculo previa que, para além de assumir a equipa principal, Nelito seria responsável pela área da formação feminina.
INSTRUTOR DA FIBA…
Sempre preocupado em actualizar os seus conhecimentos, Nelito aposta na sua formação. Não é por acaso que, actualmente, é um dos dois instrutores de treinadores da FIBA com nível-2. A par do senegalês Cheikh Sarr, “coach” que acumula as funções de seleccionador nacional de basquetebol masculino e feminino do Ruanda, Nelito é o único treinador no continente com qualificações de alto nível para treinamento.
GRAU DE MESTRE PELA UEM
Em Outubro do ano passado, a Escola Superior de Desporto da Universidade Eduardo Mondlane atribui a Nasir “Nelito” Salé o grau de Mestre em Ciências de Desporto, na especialidade em treino desportivo em basquetebol.
Nelito, lembre-se, fez uma tese sobre “programa de preparação física baseado em cargas selectivas para as jogadoras de basquetebol sénior do Clube Ferroviário de Maputo”. O caso de estudo foi um leque de 22 atletas do Ferroviário, onde Nelito abordou a melhoria da condição física de atletas, depois de testes de velocidade, força e agilidade, tendo sempre em conta a função do biótipo de cada uma das jogadoras.
TRABALHO IMPECÁVEL NA SELECÇÃO
Feito único, Nasir Salé levou, em 2014, a selecção nacional ao Mundial de Basquetebol, na Turquia. A inédita qualificação do país para a prova de grande e reputada dimensão foi graças ao segundo lugar alcançado no “Afrobasket” de 2013, prova disputada na capital do país. Na emocionante final, realizada no pavilhão do Maxaquene, a selecção nacional perdeu com a sua similar de Angola, por 64-61.
Nelito foi adjunto de Nelson Guiliam Isley, técnico norte-americano que conduziu o país ao segundo lugar no Campeonato Africano de 2003, em Maputo.
Numa prova inolvidável, o conjunto nacional caiu, na final, aos pés da Nigéria, formação que teve como joia da coroa Mfon Udoka. Caso vencesse a prova, a selecção nacional assegurava a presença nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004.
Dois anos depois, ou seja, em 2005, Nelito voltou a trabalhar com Nelson Guiliam Isley, desta feita no “Afrobasket” da Nigéria. O saldo da selecção nacional foi o terceiro lugar, depois de uma vitória sobre a RDC (59-51) no jogo de atribuição do terceiro lugar.
Destaque, no referido duelo, para Rute Elias Muianga que contabilizou 19 pontos e três ressaltos.
Em 2017, Nasir Salé levou as “Samurais” ao quarto lugar no “Afrobasket” de Bamako, Mali. Mas há a destacar a medalha de ouro conquistada pela selecção nacional nos Jogos da Lusofonia, em 2014, na Índia. Sob o comando de Nasir “Nelito” Salé, a selecção nacional derrotou na final Angola (73-49).
Recuando no tempo, destaque para o facto de, em 2006, ter conduzido a selecção nacional à conquista da medalha de prata no Campeonato Africano da categoria, competição que se realizou em Maputo.
Vestiram as cores da selecção nacional nomes como Janete Monteiro, Anabela Cossa, Vaneza Júnior, Nádia Zucule, Cláudia Chembene, Odélia “Mafa” Mafanela, Deolinda Gimo, entre outras. Estas foram as melhores prestações da selecção nacional sob o comando técnico de Salé e seus pares.
No mesmo ano, levou a selecção nacional da mesma categoria à conquista da medalha de ouro nos Jogos do SCASA, na Namíbia.
Este ano, celebra-se o centenário de José Cardoso Pires. Para o efeito, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo, no âmbito da iniciativa Escritor do Mês, dedica Fevereiro ao escritor português.
A obra de José Cardoso Pires constitui um marco relevante no panorama da literatura portuguesa, estando relacionada com tendências estéticas e com dominantes temáticas que marcaram a segunda metade do século XX.
O escritor nunca se identificou com grupos ou correntes literárias, no entanto, a obra de José Cardoso Pires foi influenciada pelos movimentos neo-realista e surrealista e ficou marcada por preocupações sociais constantes, sendo considerada como uma das mais ricas e significativas.
O Delfim (1968) é geralmente considerada a sua obra-prima, em que o narrador assume uma condição de forasteiro, aparentemente descomprometido com uma realidade anacrónica. Recebido até 1974 como romance neo-realista, o livro tem despertado um interesse crescente como narrativa pós-modernista e, em 2002, foi adaptado para o cinema pelo realizador Fernando Lopes.
Para esta terça-feira, foi agendada uma sessão de animação de leitura, dinamizada pelo escritor e ensaísta António Cabrita, com a participação da actriz Sufaida Moiane, com a leitura de excertos da obra Dinossauro Excelentíssimo (1972).
Para esta quarta-feira, a partir das 17h45, foi agendada uma exibição do filme O Delfim, realizado por Fernando Lopes, baseado na obra homónima de José Cardoso Pires, na Biblioteca do Camões-Centro Cultural Português em Maputo.
Nesta quinta-feira, na Galeria da Associação Kulungwana, na Estação Central dos CFM, Cidade de Maputo, Lizzie Ana Uamusse vai inaugurar a exposição individual Entre Mundos: Ecos do Cosmos e Fluxos Celestiais. A sessão de inauguração da artista considerada pela Kulungwana como uma das promissoras vozes da nova geração de artistas moçambicanos está marcada para as 17h30.
Numa nota de imprensa, a Associação Kulungwana adianta que, através das suas telas, Lizzie Ana convida os apreciadores de arte a mergulhar numa viagem sensorial, onde o visível e o invisível se encontram.
“Inspirada pelo cosmos, pela espiritualidade e pelos sonhos que se manifestam entre cidades flutuantes e paisagens etéreas, a artista constrói narrativas de transição, exploração e conexão. Entre pinceladas vibrantes e texturas em movimento, Entre Mundos: Ecos do Cosmos e Fluxos Celestiais projecta uma visão de futuro onde a criação e a reinvenção das relações sociais são possíveis”.
Referindo-se à exposição, o curador Jorge Dias destaca que Entre Mundos: Ecos do Cosmos e Fluxos Celestiais pode ser entendido como caminho que Lizzie projecta o futuramente para fazer do tempo que está por vir, um despertar pela vontade de conhecer novos universos, sonhar e encontrar razão para a simplicidade no mundo. “Cabe a nós encontrar nestes universos a liberdade de construir novos mundos”, disse.
Lizzie Ana nasceu e cresceu em Maputo, e, desde cedo, encontrou na arte um meio de expressão e descoberta. Autodidata, o seu percurso tem sido marcado por uma exploração contínua da pintura como uma ferramenta para atravessar fronteiras visuais e emocionais. O seu trabalho reflecte um profundo interesse pelo imaginário cósmico, pelo misticismo e pela relação entre paisagem e identidade.
Com um olhar sensível e uma abordagem inovadora, Lizzie Ana afirma-se como uma das artistas mais promissoras da nova geração, trazendo para o panorama artístico moçambicano uma nova linguagem de narrativas visuais e poéticas.
A exposição, que estará patente na Galeria Kulungwana, até 04 de Abril de 2025, adianta a nota de imprensa, é um convite à contemplação e à viagem, uma oportunidade para explorar a liberdade de construir novos mundos.
Uma doença desconhecida matou mais de 50 pessoas, no noroeste da República Democrática do Congo (RDC), no espaço de um mês, segundo informações avançadas pelos médicos locais e a Organização Mundial de Saúde (OMS).
O intervalo entre o início dos sintomas e a morte foi de 48 horas, na maioria dos casos, e “é isso que é realmente preocupante”, disse, na segunda-feira, Serge Ngalebato, director médico do Hospital Bikoro, um centro de monitorização regional, à agência de notícias Associated Press.
O último surto da doença na RDC começou a 21 de Janeiro, tendo sido registados 419 casos, incluindo 53 mortes.
De acordo com o escritório da OMS em África, o primeiro surto na cidade de Boloko começou depois de três crianças terem comido um morcego e morrido no espaço de 48 horas, após terem apresentado sintomas de febre hemorrágica.
Há muito que existem preocupações sobre a transmissão de doenças de animais para humanos, em locais onde os animais selvagens são consumidos pela população.
O número destes surtos em África aumentou mais de 60% na última década, afirmou a OMS em 2022.
Depois de o segundo surto da doença misteriosa ter começado na cidade de Bomate, a 09 de Fevereiro, amostras de 13 casos foram enviadas para o Instituto Nacional de Investigação Biomédica na capital da RDC, Kinshasa, para testes, disse a OMS.
Todas as amostras foram negativas para ébola ou outras doenças comuns de febre hemorrágica, como a de Marburg. Alguns testaram positivo para malária.
Em 2024, outra doença misteriosa, semelhante à gripe, matou dezenas de pessoas noutra região da RDC. Os especialistas concluíram mais tarde que provavelmente seria um surto de malária.
Cerca de sete mil pessoas morreram, desde Janeiro, durante a violência em curso no leste da República Democrática do Congo (RDC). A informação foi partilhada pela primeira-ministra congolesa, Judith Suminwa Tuluka, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
O conflito mortal também deixou 450 mil pessoas desabrigadas, após a destruição de 90 campos de deslocados. O avanço do grupo rebelde M23, que capturou territórios-chave e depósitos minerais valiosos, marca a pior escalada em mais de uma década.
Tuluka apelou à comunidade internacional que imponha “sanções dissuasivas”, execuções sumárias e horríveis abusos dos direitos humanos.
O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, condenou a situação devastadora, e disse que os direitos humanos estão a ser “sufocados” em todo o mundo.
O Governo da RDC tem enfrentado críticas por sua estratégia militar em meio a perdas consecutivas nas províncias de Kivu do Norte e do Sul.
O estado de saúde do papa melhorou ligeiramente e o problema renal não é razão para preocupação, segundo informação divulgada pelo Vaticano. O papa está internado desde o dia 14 de Fevereiro, no Hospital Agostino Gemelli, em Roma, devido a problemas respiratórios.
O boletim da Santa Sé sobre o estado de saúde do Papa Francisco, divulgado na tarde de segunda-feira, informou que o Pontífice teve uma “leve melhora” em seu quadro clínico, sem apresentar novas crises respiratórias, No entanto, ainda permanece em “estado crítico” e continua a fazer a oxigenoterapia, tratamento indicado quando o paciente tem baixos níveis de oxigênio no corpo.
O Pontífice de 88 anos foi internado há dez dias, para tratar uma pneumonia bilateral e teve de iniciar o procedimento neste fim de semana devido a uma crise asmática. Dado o quadro delicado de Francisco, o Vaticano convocou orações noturnas para a recuperação do líder da Igreja Católica, a serem iniciadas já nesta segunda-feira.

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